I Believe
43 Capitulo 39
Notas iniciais
"A vida pode reservar inúmeras surpresas durante o decorrer do dia. Às vezes seu dia pode ter começado como sempre ou talvez já possa ter começado diferente. E a maioria das pessoas sempre acham que tem o controle de sua própria vida (risos). Desculpa, mas tenho que lhe dizer que isso é mentira, basta um pensamento novo ou até mesmo aquela simples decisão que esta habituada a tomar frequentemente e 'bum' sua vida muda para sempre. Se tem uma coisa que você não tem controle algum, essa coisa eu posso afirmar que é a sua vida."
—Oh Jane, que bom que você veio, eu estava morrendo de saudades. — disse a loira indo em sua direção com um pouco de dificuldade por conta dos pontos da cesariana que havia feito há algum tempo, já era para Maura ter retirado os pontos, mas devido sua teimosia e o esforço que a loira fez, alguns pontos estouraram.
—Me desculpe não ter vindo antes, eu realmente sinto muito por ter perdido o nascimento do nosso filho, mas você sabe que eu não conseguiria ficar tranquila com Hoyt a solta?! — explicou a morena dando um beijo no topo da cabeça da loira e acariciando as costas da mesma que permanecia dentro do abraço de Jane. — Venha, deite-se aqui, você parece bem cansada, aposto que ele não te deixou dormir esses dias. — Jane ajuda Maura a deitar na cama, arruma os travesseiros para que ela fique bem confortável. — Falando nele, cadê meu "astroboy"? — pergunta a morena olhando para todos os cantos do quarto. A loira sorri fraca e abaixa o olhar. — Maur? — chama a detetive. — Aconteceu alguma coisa? Ele esta bem? — a legista continua calada. — Por favor, Maur não me esconda nada. — pediu em suplica.
—Hey, amor sente aqui... — a loira senta na cama e bate a mão no colchão para que a outra fique mais próxima. A detetive olha no fundo dos olhos verdes de Maura e nega com a cabeça com medo das palavras que sairia da boca de sua esposa. — Por favor... — Jane respirou fundo e no fim cedeu. — Antes de contar, eu quero que saiba que você e eu fizemos nosso melhor, não precisa se culpar ou algo do tipo, okay? — a morena apenas concordou com a cabeça — Bom, alguns meses atrás eu descobri que nosso filho havia uma má formação no coração, o medico sugeriu um aborto, mas eu não quis, afinal foram tantas tentativas frustradas ate que finalmente conseguimos. Então depois que eu descobri comecei a fazer pesquisas sobre o caso dele, encontrei uma solução, o problema da má formação poderia ser resolvido através de um novo método cirúrgico, eu fiquei realmente feliz com isso, procurei nosso obstetra e mostrei a minha pesquisa, ele me parabenizou por conseguir achar a solução, porem acrescentou que o difícil seria encontrar um cardiologista que se arriscaria a fazer essa cirurgia em um bebê que acabaria de nascer. Então iniciei outra busca, procurei cardiologistas pelo mundo todo e todos eles se negaram. — Jane ouvia tudo atentamente, seus olhos ja estavam marejados. Maura puxou a morena para si e a deitou em seu peito. — Desculpe não ter lhe contado antes, eu... Eu... — a loira estava nervosa, as palavras sumiram de sua mente.
—Maur, você não poderia ter escondido isso de mim, eu tinha o direito de saber. — disse chorosa.
—Me desculpe, mas eu não queria lhe sobrecarregar com mais um problema, você estava atrás do Hoyt, você vivia de guarda em casa, não dormia, ainda mais quando você descobriu que ele havia chegado perto da nossa filha na escola. — a loira segurou o rosto de Jane e beijou sua testa. — Me desculpe, por favor? — pediu.
—Eu amo quando você fala que a Anne é nossa. — sorriu.
—Mas ela é nossa, estou com você desde antes dela nascer, eu acompanhei cada consulta do pré-natal com você, presenciei todos seus estágios e pretendo acompanhar os que ainda virão, então ela é nossa. — concluiu.
—E eu vou ser eternamente grata por isso, mas também espero que me desculpe por não ser presente na sua gestação, eu... — a loira a interrompeu colocando o indicador em seus lábios e soltou um "shiiii".
—Eu sei o quanto você estava ocupada tentando proteger nossa família e foi por isso que eu não contei nada sobre isso até o momento. — a loira puxou a morena novamente para si, colocando a cabeça de Jane em seu peito, agora iniciando um carinho nos fios negros com cachos revoltado. — Eu procurei tanto... Eu ouvi tanto não, que havia desistido e comecei a me conformar, mas quando a faculdade de Seattle me chamou para dar uma palestra, eu rapidamente me lembrei de Arizona, ela seria a minha salvação, Ari é uma das melhores pediatras desse país, então recorri a ela, com muita insistência ela aceitou o ca... — foram interrompidas por uma batida na porta.
—Isles? — chamou.
—Ari! — disse com entusiasmo.
—Bom, eu não sabia que estava com visita, volto depois. — a pediatra ja ia saindo quando Maura a chama.
—Hey, pode ficar. — ela olha para Jane que sorri timidamente e volta seu olha para Robbins. — Ela ja sabe, acabei de contar.
—Bom, já que a senhora Rizzoli-Isles já sabe vocês gostariam de vê-lo antes da cirurgia?
—Cirurgia? — pergunta Jane em espanto. Ari encolhe os ombros, pois achou que havia falado algo que não podia.
—Oh Jane, que cabeça a minha, eu me esqueci de contar sobre a cirurgia dele. — Maura bate a mão na testa.
—Tem mais alguma coisa que você ainda não me contou? — encarou a esposa e depois olhou para Ari — Que vocês não contaram? — perguntou novamente agora envolvendo a pediatra.
—Olha, eu não tenho nada haver com isso. Desde o começo eu quis que ela contasse pra você, mas você sabe como essa mulher é?! — se defendeu. Deu um sorriso tímido.
—Que bela amiga você é, hein Arizona?! — exclama a amiga da medica.
—Então? Vamos? — Arizona chama o casal. As duas mulheres se levantam, Maura com um pouco mais de dificuldade, Jane a ajuda a sentar na cadeira de rodas. Juntas seguem para UTI neonatal do hospital. — Você precisa ver como ele esta lindo, resolvemos fazer essa cirurgia hoje, pois ele evoluiu muito bem a cirurgia anterior, esta respondendo só tratamento, Altman e Yang estão monitorando ele juntamente comigo, estamos trabalhando duro para que ela saia daqui logo e fique com vocês em casa, ele é um garoto muito forte e tem uma vontade de viver enorme. — Arizona contava sobre a saúde do bebê para Jane enquanto caminhavam pelos corredores do hospital.
—Eu nem sei como agradecer tudo isso que você esta fazendo pelo nosso filho. — Jane comentou com os olhos marejados.
—Fica tranquila, não precisa agradecer, estou apenas fazendo o meu trabalho. — Arizona deu dois tapinhas de leve no ombro da morena. — Pra falar a verdade só estou retribuindo aquilo que fizeram por mim no Colorado, por terem ficado com a Mel... Aquele dia foi difícil pra mim. — sorriu fraco.
—Ficar com sua filha foi uma honra e Anne adorou tê-la como companhia. — disse Maura.
— Falando em Anne... Cadê ela? — perguntou Arizona.
—Esta no hotel com a minha mãe, ela quis vir junto, ela esta com ciúmes do irmãozinho. — respondeu a detetive.
—Isso é totalmente normal, peça a sua mãe para leva-la para brincar com a Mel em casa, ela esta sem companhia ultimamente, vou lhe passar o endereço, assim as duas se distraem um pouco. — a loira disse empolgada, pois queria que sua filha se entreter-se. — Melody adorou Anne, até pouco tempo atrás ela perguntou da sua filha. Na hora que ela ver sua filha, ela vai enlouquecer. — riu a loira ao imaginar o surto de alegria da filha ao ver a coleguinha na porta de casa.
Maura, Jane e Arizona chegaram até a UTI para ver o pequeno bebê, o menino que possuía os cabelos negros como os de Jane e as covinhas da morena que foi percebida quando o menino esboçou um pequeno sorriso ao sentir o toque da morena em seu pequeno pé, a detetive admirava o filho com os olhos transbordado de amor. O menino estava ligado em alguns aparelhos, sonda, mas mesmo assim se podia ver que ele lutava pela vida, que mesmo nessas condições demonstrava felicidade, Maura colocou a mão no outro buraco da incubadora e acariciou seu cabelo, o menino abriu os olhos e pode-se notar o tom esverdeado de seus olhos.
—Hey garoto, mamãe esta aqui com você. Desculpa não aparecer antes... – Jane conversava com o filho. Arizona estava ao longe observando e esperando que elas se despeçam para poder ir pra CO com o menino. – Ainda não escolhemos o nome dele, você tem alguma sugestão? – perguntou para a mulher que estava ao seu lado.
— Eu não tive tempo pra pensar nisso, eu apenas me preocupei e pensava apenas em encontrar alguém que poderia salva-lo. – sorriu fraco.
— Eu gosto de Lorenzo, o que você acha?? – disse Jane
—Acho que ele tem carinha de Lorenzo. Você sabe o significado? – perguntou de volta.
—Não, eu apenas acho lindo esse nome e sei que é italiano.
—Significa “natural de Laurento” ou “habitante de Laurento”. Lorenzo é uma variante espanhola e italiana do nome Lourenço, que tem origem no latim.
— Meu avó nasceu nessa cidade .- disse olhando para Maura – Pra quem não tinha pensado em nomes, está sabendo bem sobre. – provocou.
—Eu apenas li sobre uma vez. – respondeu.
—Claro, esqueci que minha esposa parece o Google em pessoa. – provocou de novo.
—Jane! – advertiu. Arizona chamou obtendo a atenção das mulheres.
—A gente precisa ir, tudo bem? – as mulheres apenas acenaram que sim com a cabeça. – Prometo que informarei vocês durante o decorrer da cirurgia, Yang e Altman são maravilhosas no que fazem e eu confio plenamente nelas, se eu não puder vir mandarei alguém no meu lugar, okay?
—Okay. – responderam em uníssono. Arizona se retirou do local junto com o pequeno bebê na incubadora.
Ao sair da clinica Callie voltou para o hospital para seguir a sua rotina, afinal a vida continua, a morena respirou fundo e seguiu para o PS, seu pager havia notificado que ela tinha uma consulta nesse exato momento. No local estava April, Owen e Mark. Um homem havia sofrido um acidente de carro, seu corpo tinha algumas fraturas, hemorragia interna, todos trabalhavam contra o tempo, a corrida para salvar vidas havia começado, fazia um bom tempo que Callie não sentia essa adrenalina dentro do hospital, a morena amava aquele lugar, independente do que estava acontecendo entre ela e a loira, ela amava aquilo ali, e ver que bem a sua frente teria alguns ossos para consertar foi o auge da sua extrema felicidade no dia de hoje. Ela apenas queria limpar sua cabeça, suas decisões já foram tomadas, no dia seguinte todo aquele sofrimento acabaria (ou apenas ainda estava para começar). Seguiram para o centro cirúrgico com o paciente, a ortopedista estava completamente concentrada em seu osso, usava a furadeira para poder colocar um placa de titânio e parafusos para poder sustentar o osso quebrado, ela trocava algumas palavras com Mark, que trabalhava no rosto do homem, que havia quebrado o nariz, April e Owen trabalham no abdômen do homem, procuravam o foco da hemorragia.
—Como você esta morena? Faz tempo que não encontro você pelos corredores. – perguntou Sloan.
—Tenho ficado muito ocupada ultimamente, minha vida continua um caos Mark. – respondeu
—Pressão caindo. – fala a enfermeira.
—Traga mais uma bolsa de sangue. – grita Owen. – Estou quase conseguindo. – o homem afunda a mão dentro da cavidade abdominal.
—Achei o foco. – fala April.
— Terminei aqui. – Torres fala. – Vou fechar.
— Também estou acabando. – se pronuncia Sloan.
A cirurgia foi bem sucedida, teve alguns contratempos, mas no final tudo foi resolvido, Mark e Callie saem da CO juntos, andam pelo corredor, o homem abraça a morena e seguem rumo ao refeitório, cada um pega sua bandeja, os dois começam uma conversa amigável, eles conseguiam se entender perfeitamente, a amizade que eles construíram era a coisa mais pura que o homem pode ter na vida, pois seu jeito galinha deixava a deseja no resto.
—E sua irmã, como está? Confesso que ela é muito linda. – sorriu.
— Mark, ela é minha irmã, por favor, se afaste dela. – chamou sua atenção.
—Calma morena, não estou dizendo que quero algo com ela, apenas que ela linda, assim como você. – justificou batendo seu ombro ao ombro de Callie. Eles pegaram sua bandeja e seguiram para mesa.
—Aham, sei... – olhou de soslaio para o homem. –Mark posso te conhecer a pouco tempo, mas o pouco que conheço é o suficiente para saber que você é o homem mais galinha desse hospital, dormiu com todas as enfermeira, inclusive houve uma época que elas se recusaram a trabalhar com você, então por favor, se afaste da minha irmã. – o homem fez uma cara de espanto quando a ortopedista contou seus podres.
—Olha, não foi bem assim, eu estava carente e elas davam em cima de mim, claro que eu não recusaria um carinho especial. – disse o homem com um sorriso de canto bem sacana. Callie ergueu uma de suas sobrancelhas e sorriu de volta. – E outra, só quero deixar claro, que se sua irmã quiser, eu também quero. – disse ousado e a mulher deu um tapa em seu ombro.
—Mark minha irmã é um bebê ainda, toma vergonha nessa sua cara. – fingiu estar brava. Fazia um bom tempo que Callie não conversava com ninguém ao ponto de se esquecer o que acontecia com ela.
—Preciso ir. – disse Sloan olhando para seu pager. Deu um beijo no topo da cabeça da morena e saiu.
Callie terminou de comer e saiu do refeitório, caminhou pelo longo corredor ate chegar ao elevador. As portas da caixa de metal se abriu e antes que elas se fechassem um homem entrou no local.
—Boa tarde. – disse o homem que tinha algumas cicatrizes no rosto do lado direito.
—Boa tarde. – respondeu.
—Você poderia me informar onde é a maternidade? Estou perdido.
—Você desce no próximo andar... – a morena se inclina e aperta o botão do andar indicado. – Assim que as portas se abrirem você anda reto ate o final desse corredor, depois vire à esquerda, segue reto e chegara lá. – explicou.
—Obrigado e tenha um ótimo dia de trabalho. – disse o homem assim que saiu do elevador
—Obrigada, que o senhor também tenha um bom dia. – as portas se fecharam.
Callie seguiu no elevador e quando chegou ao andar da ortopedia, seguiu para sua sala para verificar alguns prontuários.
Xxx
Jane e Maura aguardavam ansiosa por noticias de seu pequeno Lorenzo, algumas horas já havia se passado e ate o momento ninguém tinha ido avisar de como andava a cirurgia do menino.
—Maura? Jane? – a loira finalmente apareceu com noticias para as mulheres – Vou ser rápida, ele esta estável, Yang e Altman estão fazendo um ótimo trabalho, tudo esta saindo como planejado, ele esta reagindo super bem, não houve nenhuma complicação até o momento, estou de olho nele, sua pressão esta boa, isso é o que eu posso informar ate o agora, qualquer novidade eu aviso. – Arizona se retira.
—Arizona? – Maura chama. A loira para de caminhar e olha para a amiga. – Obrigada. – Robbins sorri e volta a caminhar em direção ao centro cirúrgico.
—Esta tudo bem com ele, ficara tudo bem. – Jane disse mais para si mesma do que para Maura. A Detetive estava nervosa, mesmo sabendo que o menino estava em boas mãos o seu nervosismo era evidente. A mulher que havia se levantado para ouvir Arizona, agora estava sentada na poltrona, balançava sua perna para aliviar um pouco da tensão e ansiedade que percorria seu corpo.
—Hey... Vai ficar tudo bem. – a loira disse passando a mão na perna da esposa tentando lhe dar algum tipo de conforto. – Que tal você ir buscar um café? – sugeriu.
—Não quero te deixar aqui sozinha. – respondeu um pouco desanimada. Ela não queria sair dali, afinal ficou tanto tempo longe da mulher.
—Eu vou ficar bem, Jane. Estamos em um hospital, o que você acha que pode acontecer em um hospital? – falou tentando tranquilizar a mulher.
—Okay, eu vou. – se levantou, deu um beijo na mulher e saiu. – Só estou indo porque eu realmente preciso de um café. – falou parada no meio do caminho. – Mas se acontecer algo mais grave, como um tiroteio ou uma bomba, por favor, não tente bancar a heroína, deixa que esse é meu trabalho. – disse caminhando.
Xxx
—Oi, onde posso encontrar Maura Isles? – o homem pergunta para uma das enfermeiras que esta no posto das enfermeiras.
—Desculpa, mas não posso lhe informar, pergunte para outra pessoa. – diz a enfermeira. O homem saca a arma e atira em sua cabeça.
Um alvoroço se forma naquele andar, pessoas começam a correr e o homem atira sem dó nem piedade de alguém por ali, ela caminha pelos corredores da maternidade a procura de Maura. Ele entra em cada um dos quartos e não a encontra, ele sai da maternidade e caminha em outra direção. Hoyt parecia perdido, não conhecia o lugar direito, parecia que andava em círculos, ele passa por um longo corredor e desce as escadas e chega até o PS, pergunta para algumas pessoas, mas o local esta cheio, pois havia acontecido um acidente, o homem nervoso por não conseguir informação sobre sua “presa” saca mais uma vez a arma e começa a atirar, ele sai dali e entra em um dos armários que guarda todas as coisas que um hospital necessita, Charles mais uma vez pergunta para uma residente onde ele pode encontrar Maura e a mulher não responde, apenas pede para ele sair dali, e outra vez ela saca sua arma e atira, foi um tiro certeiro bem no meio da testa a matando na hora, Alex aparece.
—O que esta acontecendo? – o homem nem dá uma resposta apenas atira. Alex cai para trás om um tiro na costela do lado direito.
O atirador sai do local e caminha a procura de Maura. April que entrou no local para pegar alguns pacotes de gases para levar para o OS, tropeçou na colega de trabalho morta, entrou em desespero quando a viu. Correu o mais rápido que podia e entrou na sala do chefe Weber.
—Dr: Kepner... – disse o chefe ao ver a mulher entra na sala. April gemeu em aflição e ela percebeu sua roupa suja de sangue- April o que foi?- se levantou rapidamente e foi até ela.
—Sabia eu cresci numa fazenda? – disse a ruiva nervosa.
—O que aconteceu? Perguntou novamente preocupado.
—Eu...Cresci numa fazenda, por isso o sangue não me incomoda, eu... Matei um porco uma vez. Tinha muito sangue. – disse tremula. — “Sangrando feito um porco”. Conhece a expressão. Sangrar feito um porco sabe? É muita coisa. Mas você não pensa que uma pessoa tem tanto sangue assim. – a residente fala com em pânico – A gente aprende na faculdade quantos litros nós todos temos, mas não damos conta ate ver. Difícil acreditar na quantidade de sangue... E numa pessoa tão magra, sabe? Reed é quase anoréxica. Ela deve pesar cinco quilos. Ninguém acharia que tinha tanto sangue. – ela gagueja de nervosismo – Mas ela tinha. Ela tinha.
—April, April, April! – o homem tenta chamar a sua atenção. Ele segura o rosto da moça a fazendo olhar em seus olhos – Você esta em choque. Esta tudo bem. Conte-me o que aconteceu. – pede.
—Reed está morta. – solta a mulher completamente apavorada – Alguém atirou nela.
Webber ao saber da noticia ligou para o departamento de segurança avisando que tinha um atirador dentro do hospital, acionou um código de confinamento para todos dentro do hospital. Enquanto isso todos estavam a mercê de levar um tiro de Hoyt, ele ainda caminhava pelo hospital, procurando por Maura, o homem que havia sido capturado por Jane alguns dias atrás conseguiu escapar da prisão e um de seus capangas o avisou que Maura havia ido para Seattle ganha a criança que ela esperava, fruto do relacionamento de Jane com a loira, nada seria mais satisfatório do que matar aquilo que Jane mais ama, são anos de perseguição, anos que o homem tenta acabar com Jane e sua família, e hoje ele esta determinado em conseguir. Webber deixa April em sua sala e vai a caça do atirador pelo hospital, ele caminha pelos corredores, por onde passa vê sinal de morte, enfermeiras, segurança, alguns pacientes. Callie olha em seu page que apita sem parar, nele aparece o código de confinamento, ela sai de sua sala, olha para os lados e tudo esta o maior silencio, ao longe ela escuta o barulho de tiros, ela entra novamente em sua sala e encosta contra a porta, a morena escuta passos, ela olha pelo vidro e reconhece o homem de mais cedo no elevador. Sua respiração fica descompassada, uma forte tensão e medo corre por seu corpo, Charles anda em direção a sua sala e ela abaixa e tranca a porta, se encolhe o máximo possível no canto da parede para que ele não a veja, o atirador mexe na maçaneta, a latina tranca sua respiração, um barulho de toque de celular é ouvido, o homem para de mexer na porta e atende.
—Fala... Não, ainda não a encontrei, já procurei em tudo que é canto... Entre no sistema e veja se encontra essa vadiazinha, eu quero acabar com ela ainda hoje...Centro cirúrgico? Okay, se não encontro a mulher, matarei o filho... Será o meu maior prazer. — homem ri ao falar tal atrocidade. O homem sai da ala ortopédica e começa a procura o centro cirúrgico, ele começa uma caçada pela criança. Callie se levanta devagar e olha pelo o vidro novamente, ela espera o homem virar o corredor e ela sai da sala, e segue na direção oposta.
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