Notas iniciais
Bom gente esse cap estava pronto já fazia uns dias, mas tava na duvida se postava o não, pois eu achava que tava faltando algo nele, porem uma amiga deu a ideia de fazer um PDV da Ari para o próximo cap, antes de continuar essa jornada dos primeiros 5 meses da volta de Callie a Seattle. Para quem não entendeu ainda cada mês citado no cap significa que é o tanto de tempo que ela esta na cidade. Antes que comecem o julgamento, não sou medica, mas dei uma olhada nos procedimentos realizados no caso da Callie e tentei passar pra vocês, quero informar também que esses procedimentos são 90% eficiente e que poder não ser eficaz em alguns casos. Peço para que vocês escutem: Stop Crying Your Heart Out - Oasis quando: "Callie tentou se levantar..."aparecer no cap, assim que a musica acabar inicie Alive - Sia e deixe rolar ate que acabe. Bom é isso, boa leitura e desculpa os erros.

Arizona foi embora da casa de Callie completamente devastada, seus olhos parecia uma torrente de lagrimas incessante, seu coração estava esmagado, a dor da decepção, desilusão corroía seu peito. "FUI TRAÍDA MAIS UMA VEZ! O QUE EU FIZ PRA MERECER ISSO?" Esse era o tipo de pensamento que circulava em sua cabeça, nunca passou em sua cabeça que Callie a trairia, mas a loira também pensou que Lauren não seria capaz, mas sua ex-mulher á traiu também. A pediatra socava o volante de seu carro com tanta raiva por lembrar-se da cena que havia visto momentos antes que quase perdeu o controle do carro, com o susto parou no acostamento. Respirou fundo algumas vezes ate se acalmar realmente para continuar seu caminho ate sua casa, por mais que ela soubesse que Melody estaria dormindo não queria correr o risco de a menina lhe ver daquela forma, a garota era curiosa, muito curiosa pra falar a verdade e ela não iria sossegar ate saber o que aconteceu com sua mãe, iria fazer inúmeras perguntas e Arizona não estava com cabeça para respondê-las. Portanto resolveu dar mais um tempo antes de seguir caminho. Para seu alivio quando chegou em casa a sua princesa já dormia como um anjo, a baba estava sentada no sofá apenas esperando a loira libera-la, Robbins pagou a jovem garota pelo serviço e ela foi embora, a medica foi ate o quarto da sua filha dar um beijo de boa noite, sentou ao seu lado na cama e acariciou seus longos cabelos castanhos, isso lhe deu uma paz, lhe fez bem ficar ali por alguns minutos, aquele momento foi único que lhe deu alegria a tranquilidade durante uma noite tão atribulada, a loira deu mais um beijo antes de sair do quarto, seguiu direto para o banheiro afim de tomar um banho para relaxar antes de dormir, porem toda a tentativa de ficar relaxada foi em vão, quando Arizona colocou sua cabeça no travesseiro todos os acontecimentos vieram a tona, a noite seria longa e provavelmente a mulher passaria a noite em claro pensando em tudo, todos os momentos que vivenciou com a latina ate ver a maldita e horrorosa cena de hoje.

Enquanto isso na casa de Callie , George acordava todo feliz e satisfeito, acariciou mais uma vez o corpo nu da mulher ainda desacordada antes de vestir suas roupas, o homem estava tão tranquilo, como se nada tivesse acontecido, como se aquilo que ele fez era completamente normal... ele tomou banho, vestiu suas roupas e antes de ir embora pegou uma cerveja na geladeira e deixou um bilhete grudado nas mesma preso por um imã.

Callie tentou se levantar, mas seu corpo não respondia seus comandos, sua cabeça latejava, sua visão era turva, tanto por conta que tinha acabado de acorda, como por conta da droga que ainda fazia efeito no seu organismo, á deixando desorientada. A dor era algo que á deixava muito incomodada, pois tudo doía, desde os seus globos oculares ate suas partes intimas. A morena ficou ali na cama parada sem se mover, fechou os olhos e imagens de horas antes veio a sua mente, junto com borrões de coisas meio desconexas, que ela não sabia se era real ou apenas sonhos, mas colocou na sua cabeça que quando abrisse seus olhos tudo não passaria de pesadelo. E assim ela o fez. Infelizmente quando abriu os olhos percebeu que seu pesadelo era real, que seu corpo ainda doía, que seus músculos tremiam, se arrastou pela cama pegou seu celular, na tentativa de chamar ajuda, mas para quem ligaria? Arizona? Não, a morena não queria que a loira a vê-se a assim. Todos foram bem receptivos a sua volta no hospital, porem não queria que ninguém a visse tão frágil. Pensou por alguns instantes e sem alternativa ligou para o Mark, ele poderia ajudar, afinal ele estava a ajudando sempre no hospital, formaram um laço fraterno muito forte, como se ele fosse seu irmão, assim como Ária.

*O telefone chama *

—Por favor, atenda... -gemeu.

[-Alo?

—Mark, por favor, me ajuda!!

—O que aconteceu?-disse nervoso.

—Preciso que você me leve no hospital, aconteceu uma coisa... Mas não tenho certeza... -disse chorando.

—Onde você está? Eu vou chamar uma ambulância!-disse

—NÃO!!POR FAVOR, NÃO.- gritou. Ela não queria que ninguém a vê-se daquele jeito. — Eu estou em casa, só vem pra cá, por favor?

—Eu estou indo, fique calma, chego em quinze minutos.]

Já um pouco mais aliviada, mais calma, pois sabia que Mark chegaria a qualquer momento, Callie se levantou da cama ainda cambaleando, ela estava fraca, sem saber muito que houve, por tanto fazia ideia do que tinha ocorrido, e ao acender a luz do seu quarto e ver aquela cena, seu corpo ainda nu, sua cama suja de sangue, seu coração disparou, e tudo que ela queria naquele momento era sair dali. E foi o que ela fez, mesmo tonta, saiu do quarto e foi para o banheiro, pegou um roupão e vestiu, quando estava saindo do banheiro uma tontura á fez escorregar e bater a cabeça na pia.

ESCURIDÃO.

MINUTOS SE PASSARAM.

MARK CHEGOU!

O homem chamou pela morena e o silencio foi dado como resposta, o homem preocupado gritou mais algumas vezes o nome de Callie já a procurando pelos cômodos e o silencio mais uma vez foi a resposta. Quando o homem entrou no quarto da ortopedista e viu aquela imagem, uma fúria entrou em sua corrente sanguínea, ele respirou fundo, tentou manter a calma, ao passar pelo corredor notou a porta do banheiro encostada, empurrou, viu Callie caída no chão, se abaixou e foi verificar seus sinais vitais. RESPIRANDO... CORAÇÃO BATIA NORMALMENTE. SENTIU UM ALIVIO.

Mark então pegou Callie em seus braços e a carregou ate a sala, colocando-a deitada sobre o sofá, ali deu uma examinada melhor na amiga, pegou sua lanterna clinica do bolso e verificou se sua retina respondia a luz, se não tinha nenhum dano grave, já que estava desacordada. Ele não queria tocar muito em seu corpo, por mais que ele fosse um excelente médico, ao ver a situação de Callie o cirurgião ficou perdido no que poderia fazer, uma dor se instalou em seu peito, e a vontade de matar quem fez isso com a latina caiu como um raio, quando o homem foi ate a cozinha para pegar um pouco de agua para a mulher que acabara de despertar e viu o bilhete na porta da geladeira:

[Obrigado pela noite maravilhosa que você me proporcionou.]

A ira tomou conta de novo de seu corpo, porem a controlou novamente,Callie bebeu a agua e contou o que se lembrava para o amigo com lagrimas nos olhos. Mark insistiu para que Callie fizesse um boletim contra George, mas a medica não tinha certeza se queria fazer isso, afinal ela não se lembra direito do que ocorreu.

—Mas Callie se ele te drogou podemos provar com um exame de sangue... — insistiu. — Podemos fazer os exames no hospital.

—Mark, eu... Eu não quero que ninguém me veja assim, não quero que ninguém saiba que isso aconteceu. — bradou. — Prometa pra mim, que você não vai contar pra ninguém, principalmente pra Arizona! Promete?- Callie olhou no fundo dos olhos claros de Mark, afim que ele desse a resposta que ela queria.

—Eu só não conto nada, se você for agora ao hospital comigo, fizer todos os exames e abrir um boletim de ocorrência contra o seu ex.

—Mas... Mas eu não quero que ninguém saiba inclusive o pessoal do hospital, eu não devia ter te ligado. -Callie levantou do sofá com dificuldade e com nervosismo começou a andar de um lado para o outro devagar. — Isso era o que eu queria evitar, eu teria que me encontrar com a Arizona de manhã... E nem sei o que dizer pra poder desmarcar... -foi interrompida por Mark antes que continuasse.

—Olha eu tenho uma amiga que é ginecologista, eu vou ligar pra ela vir aqui e fazer seus exames, pegamos um quarto reservado do hospital, eu falarei com o chefe, ele vai ter que saber, assim ele também nos ajudara. E ninguém do hospital poderá entrar no seu quarto sem ser autorizado. Você liga pra Arizona e diz que teve um imprevisto... — jogou a ideia.

Callie pensou mais um pouco, colocou tudo que aconteceu em uma balança e concluiu que era melhor fazer o que Mark sugeriu. Callie pediu para Mark pegar algumas coisas em seu quarto, ela se recusava em entrar naquele lugar novamente... Pelo menos por enquanto.

Já no hospital, a morena estava em seu quarto com todas as persianas fechadas, para que ninguém soubesse que ela estava ali, Mark tinha ido falar com o Webber, a ortopedista gostava como Sloan cuida dela, ninguém teve esse cuidado com ela, ao não ser Arizona nesse pouco tempo de namoro, a loira cuidava e a mimava sempre que podia e lembrar-se disso lhe causou uma dor enorme, principalmente quando ligou pra loira desmarcando a saída de hoje, e ter que mentir mais uma vez fez seu coração se partir e milhões de pedaços. Mark foi ate o quarto da latina pra saber como ela, estava e avisar que sua amiga já estava chegando pra começar a fazer os exames necessários. Por mais que Callie tenha contado para Mark, ela se sentia pesada, precisava falar com alguém que á entendesse melhor. E ninguém melhor que Ária para entendê-la, Torres ligou para a irmã mais nova e desabou, contou tudo, a jovem do outro lado da linha entrou em choque, ela sabia muito bem do que George era capaz... Ária arrumaria um jeito de estar em Seattle o mais rápido possível, ela nunca deixaria sua irmã sozinha em uma situação dessas.

Algumas horas se passaram e finalmente ginecologista chegou, a ruiva de olhos azul-esverdeados abriu a porta do quarto de Callie e ficou completamente surpresa.

—Callie?! — sussurrou. Ela ficou ali observando a morena por um instante antes de se pronunciar novamente. — Mark, por que você não disse que a mulher era a Callie? — bradou para o homem que também estava dentro do quarto. — Eu teria vindo mais rápido.

—Eu não sabia que vocês se conheciam... — disse com pesar.

Callie apenas observava os dois meio que discutindo sem entender nada, ela olhava pra médica e sentia que a conhecia, mas não se lembrava de onde, mas a sensação de conhecê-la estava ali presente. A mulher vendo a feição confusa de Callie se aproximou:

—Hey Callie, você lembra-se de mim? — disse segurando a mão da morena, alisando, fazendo um suave carinho.

—Eu olho pra você e seu rosto me parece muito familiar, mas não consigo lembrar-me de onde te conheço. Depois que sofri um pequeno acidente, acabei esquecendo-me de algumas coisas, sinto muito.

—Não, não precisa se desculpar, eu já fico feliz em saber que meu belo rosto é familiar pra você. — disse um pouco animada. — Eu sou a Addison ou apenas Addie, trabalhamos no St. Ambrose em Los Angeles. -disse com voz suave. Callie deu um sorriso fraco. — Adoro seu sorriso, queria nunca poder ver-lhe triste, odeio ver você triste.. — passou a mão no rosto de Callie tentando passar algum tipo de conforto em meio essa maré de tristeza e coisas ruins que aconteceu com Torres nessas ultimas horas.

—Bom eu vou sair e deixar as duas sozinhas, qualquer coisa me chama, okay? — disse o homem que apenas observava as duas. A ginecologista apenas acenou positivamente para a pergunta do Sloan. Mark se retirou do local deixando apenas as duas no quarto.

A medica se levantou da cama e começou uma conversa formal, a fim de deixar Callie com menos medo, deixa-la tranquila e relaxada, pois são procedimentos dolorosos, a dor não era tão física, mas emocional, a dor da alma doía milhões de vezes mais do que a do corpo. O corpo dentre algum tempo se cura, as feridas se cicatrizam, mas a dor da alma permanece ali, sempre te lembrando cruelmente, lhe fazendo sentir-se culpada, por ter sido fraca e não ter conseguido lutar contra aquilo.

—Eu vou começar a coletar os resíduos da sua vagina, tudo bem? — Callie apenas balançou a cabeça positivamente, olhou para o lado e em seguida fechou os olhos, ela só queria sumir dali.

Callie estava deita na cama ginecológica, com as pernas abertas, enquanto a medica usava o kit estupro nela. A ruiva vendo Callie completamente tensa e incomodada decidiu puxar assunto, assim ela distrairia e não sofreria tanto com o procedimento.

—Callie?- chamou.

—Hum. — murmurou.

—Eu tava aqui me lembrando de quando te conheci... — pausa. — E foi um dia que não estava muito bom pra mim, eu havia perdido dois pacientes naquele dia... E então chegou uma mulher que tinha acabado de sofrer um acidente... — pausou pra tentar o nome da paciente. — Mariah, acho que era esse o nome dela. Você entrou no hospital empurrando a maca com pressa, passou por mim olhou nos meus olhos e disse: “você é obstetra né?" Enquanto agarrava minha mão e me puxava junto, enquanto corria do lado da maca. "Temos um caso juntas agora okay?"- sorriu ao lembrar. — Então dentro do centro cirúrgico você realizava a cirurgia, e eu monitorava os batimentos do bebe, ate que o bebe entrou em sofrimento, peguei o bisturi e fiz uma cesárea se emergência, fiquei ventilando o bebê durante dez minuto e nada fazia ele respirar, quando eu desisti de fazer tudo que poderia ajudar e aquele pequeno ser não responder a nada, você parou por instante o que estava fazendo veio ate a mim, olhou novamente nos meus olhos e falou: “Não se deixe abater por conta dos fracassos anteriores, Deus esta contigo." E sorri e respondi, que não era uma pessoa religiosa e Deus nem sabia quem eu era, e você foi além "Você salva a vida de bebês, deus claramente sabe quem você é, você ajudar a fazer milagres, então não desista assim tão fácil." Resolvi fazer uma manobra mais radical naquela criança e ela voltou, deu choro tão alto naquele centro cirúrgico que ate quem tava do lado de fora andando nos corredores pode ouvir o choro forte daquela garotinha. — Callie ouvia com tanta atenção, com os olhos fechados tentou mergulhar nas suas memorias e encontrar esse dia em sua mente. – Eu só quero que você não desista tão fácil, quero você lute ate o fim tenha fé, tudo vai dar certo. – concluiu.

Alguns minutos foram gastos com o restante do procedimento, Callie tomou uma, serie de antibióticos, para evitar algum tipo de doença, Addie retirou algumas amostras de sangue para mandar para o laboratório, depois que todos os procedimentos foram feitos, a ruiva sentou ao lado de Callie e ficou ali com ela, ate que a morena pegasse no sono, os antibióticos, era tão forte que não demorou muito para que isso acontecesse.

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Ária chegou alguns dias depois, mas enquanto não estava presente ligava todos os dias para Callie, queria saber como ela estava, a jovem Torres se preocupava com a irmã mais velha, ela cuidava de Calliope como Calliope cuidava dela quando era menor, elas compartilhavam tudo, uma não tinha segredos para com a outra, não mais. Depois que Ária contou sobre o que George havia feito com ela, Callie decidiu que não ficaria casada mais nenhum minuto com aquele homem. A relação de Callie e Arizona afundou, a morena não tinha coragem de ligar para a loira, e a loira achava que Callie tinha a traído com o ex-marido, ou reatado, pois fazia semanas que a mulher não aparecia no hospital, em momentos de recaída ou simplesmente saudade a mulher perguntou para algumas pessoas do hospital se a tinha visto.

Callie finalmente saiu do hospital, e de la foram direto pra uma delegacia prestar queixa, Mark a acompanhou junto com Ária, fora que ele era uma testemunha, pois foi ele que a socorreu no dia do tal incidente. Na delegacia Callie foi ouvida por um delegado completamente machista, que debochou algumas vezes de sua cara, perguntando cinicamente se não foi uma recaída com o ex?! Aquilo doeu na sua alma, tudo que Callie queria naquele momento era sair dali, ter que dar seu depoimento naquele lugar, fez com que ela sentisse que foi as duas horas mais longa da sua vida. Ela nunca se sentiu tão vulnerável como naquele momento, onde tinha dois homens com ela naquela sala, á deixando acuada e com medo. Depois que George a abusou ficar na presença de homens a deixava com medo, ainda mais sobre a presença desse delegado que duvidava do estupro, um homem que era para protegê-la, defende-la, estava duvidando de sua palavra e dos fatos.

Notas finais
Não me xinguem por favor, prometo que isso passara rápido, vou tentar não sumir, deixem seus comentários, criticas, sei la.