I Believe
36 Capitulo 32
Notas iniciais
***Continua...***
Ciúmesé sinal de amor ou de desrespeito? Na realidade ciúmes é como tudo na vida, se tiver pouco faz falta, se tiver demais “transborda”. Um pouquinho de ciúmes significa que você valoriza a outra pessoa, que ela é importante em sua vida. Quem nunca sentiu ciúmes na vida? Claro que todo mundo já sentiu. O ciúme começa na infância com seus pais, quando você vê sua mãe dando atenção para seu irmão e não á você naquele momento. O ciúme é o segundo sentimento mais forte depois do amor, pra falar a verdade o ciúme completa o amor que você sente pela pessoa que é tão importante pra você, é isso faz bastante sentindo, pelo menos na cabeça da Callie fazia.
—Oi AriZONA!? – bradou. A ortopedista surpreendeu a loira aparecendo do nada. Callie olhou diretamente para as mãos juntas entre as duas mulheres, Arizona deslizou as mãos lentamente ate que perdessem o contato. Não que aquilo que estava fazendo fosse errado, mas o olhar fuzilante de Callie para aquele contado tão inocente a deixou na defensiva, pois conhecia a morena e seu ciúme meio paranoico.
—Oi Calliope, essa é uma grande amiga minha... – a loira tratou logo de apresenta-las para que Callie ficasse mais tranquila.
—Prazer, sou Joane. – a mulher atropelou as palavras da loira e logo se apresentou à latina.
—O prazer é meu, acho que você já sabe o meu nome. – sorriu meio envergonhada, mas ainda tinha uma pitada de ciúmes, Callie queria saber tudo sobre aquela mulher – Bom... Tenho que fazer algumas visitas, a gente se encontra mais tarde?
—Claro, estou esperando o resultado de alguns exames... – a loira olhou para a amiga e voltou seu olhar para Callie- Depois nos falamos. – desconversou a morena imediatamente entendeu que os resultados não poderiam ser bons e ela não queria falar sobre aquele assunto na frente de Joane. A morena beijou delicadamente os lábios da loira e saiu.
Assim que a morena saiu, Arizona e Joane, uma mulher muito linda por sinal, com descendência europeia, com traços delicados, olhos verdes, cabelos avermelhados e algumas sardas no rosto pra complementar a beleza, colocaram o papo em dia. Joane contou sobre o sobrinho/afilhado, e que fazia algum tempo que ele andava mal, procuraram outros médicos, mas nada descobriram, ate que os encaminharam para Seattle, então a ruiva fez uma pesquisa sobre o hospital e descobriu que a loira trabalha no mesmo. Depois de ouvir a ruiva, Arizona tentou tranquilizar a amiga, conversaram por mais algum tempo, coisas aleatórias, coisas sobre essa nova vida da loira, sobre Melody e Callie.
As horas se passaram e Callie foi chamada para uma cirurgia junto com Sloan; depois da sua volta definitiva para a cidade, ele e Callie tiveram uma ótima aproximação, se tornaram grandes amigos, confidentes pra falar a verdade, Mark que á ajudou no começo dentro do hospital, ele foi seu guia, um ótimo guia e conselheiro. Sloan era um homem lindo e galanteador, tinha um charme encantador, á alguns anos atrás o apelidaram de Mc Steamy, por conta desse seu jeito de ser. Sem contar que cada minuto que Callie passa com ele levava umas dez cantas no mínimo, no começo ela ficava brava, depois começou levar na brincadeira, percebeu que aquele era seu jeito, que nada o faria mudar, embora algumas vezes ele á deixava com as maçãs do rosto totalmente carmim. Mark e Callie nem perceberam as horas passar dentro do centro cirúrgico, pois quando os dois estavam juntos tudo era diversão, a conversa fluía livremente entre eles, eles contavam de seus casos mais difíceis, como foi no período de seus internatos, embora Callie ficar meio confusa algumas vezes enquanto contava sobre seus pacientes do passado, mas nada que Mark não contornasse mudando de assunto, assim evitaria que sua amiga se sentisse constrangida por sua perca de memoria.
Callie saiu da sala de cirurgia determinada a saber quem realmente era aquela mulher que dizia ser amiga da sua namorada, se a morena cismou com a mulher alguma coisa tinha, e realmente tinha, foi em um passado distante, aconteceu algo além da amizade? Sim, mas Callie não sabe de tudo da vida de Arizona e nem Arizona da vida de Callie, não que elas não quisessem dizer, mas muitas coisas aconteceram e essas coisas impediram esse tipo de conversa, então os dias foram se arrastando e a conversa foi deixada de lado.
Arizona estava parada na porta do quarto de um de seus pacientes quando Callie passava pelo mesmo corredor, no momento em que passou por Robbins, Callie a puxou pelo braço para dentro de um dos quartos de descanso que havia ali, dentro do quarto Callie começou a questionar a loira sobre quem era Joane.
— Quem era aquela moça com quem você conversava hoje mais cedo? – Perguntou Callie não escondendo o desconforto que aquela cena lhe proporcionou.
— Já disse que é uma amiga. — Arizona respondeu não muito contente a pergunta.
— De onde vocês se conhecem? — Continuou Callie.
— Ela era minha vizinha, lá no Colorado, mais precisamente ela é filha da prefeita. -Disse Arizona.
— E porque ela saiu de tão longe pra vir justamente pra cá? –interrogou com o ciúme correndo em sua veia.
— Ela já tinha ido há vários hospitais antes de encaminharem pra cá... – respirou fundo pra manter o controle, a loira não queria brigar- Sendo assim ela pesquisou e descobriu que eu trabalhava neste hospital e como o sobrinho dela esta doente ela veio ate mim.
O ciúme que corria em suas veias se transformou em desejo de possuir a loira que estava bem a sua frente, ciúmes e desejo faziam uma combinação perfeita para o que estava prestes a acontecer, uma explosão de excitação caiu naquele lugar, em um picar de olhos Callie dá dois passos em direção à loira que agora estava encostada na porta a poucos centímetros da morena, num piscar de olhos a morena tinha seus dedos entrelaçados nos cachos loiros de Arizona, num impulso a mulher mais alta ergueu Arizona que enlaçou sua cintura com as pernas, assim a morena caminhou ate a cama que havia ali, sentando-se com a loira em seu colo de frente pra si, ali ela começou a despir a loira sem pudor, ela arrancou o jaleco da medica e o descartou no chão o mesmo ela fez com as outras peças de roupas que cobriam o corpo alvo da mais baixa.
— Você sabe que eu não gosto de ver você de conversa com mulheres, eu tenho ciúmes. – A morena confessou, fazendo a loira rir.
— Você é muito boba sabia? – A loira disse gargalhando em seguida.
— Você esta muito debochada hoje, não acha? A minha vontade é de pegar você e ver se você continuaria rindo com o que eu estou pensando em fazer. – A ortopedista disse dando uma leve apertada na cintura da pediatra.
— Callie, por favor. – suplicou.
— O que? Tá com pressa? – A morena provocou.
— Não, eu só não quero que nos interrompam. – Explicou a loira.
— Entendi. — A morena começou a distribuir beijos pelo colo descoberto da loira que a cada beijo suspirava mais e mais fundo, parecendo que havia saído de si ela enrolou as mãos nos cabelos negros de Callie e puxou a cabeça da morena na direção de seus seios, quando viu que a intenção da loira era comandar a situação a morena logo afastou a cabeça do corpo a sua frente.
— O que foi? – Perguntou a loira em um tom de confusão.
— Como você não se comportou bem... – A morena mal terminou a frase e Arizona já estava lhe agarrando o pescoço a morena se desvencilhou do abraço da outra e ordenou. – Deita, mãos pra cima!
Como não estava podendo desobedecer mais do que rápido a pediatra já estava do jeito que a outra havia mandado. Callie retirou as peças de roupas que cobriam seu corpo e as jogou em um canto qualquer do quarto e se deitou cobrindo o corpo de Arizona, a loira suspirou com o toque do corpo morno de Callie com o seu...
A morena aproveitando que a outra estava louca desejo introduziu mais do que rápido dois dedos no centro quente e molhado de Arizona que se contorceu embaixo do corpo que lhe cobria, a ortopedista manteve o vai e vem até que a loira foi tomada por um orgasmo, o melhor e mais forte que já havia atingido...
—Saiu os resultados dos exames... E é o que eu realmente achava que era, como os outros médicos não descobriram isso antes? – falou com pesar – Espero que os antibióticos façam efeito.
—Não era algo tão difícil de descobrir, já que no seu histórico consta uma cirurgia na rotula do joelho devido uma queda de skate e uma infecção urinaria, um ou outro causou artrite séptica. – Callie disse com o prontuário e o resultado dos exames do Nathan em mãos. – Entraremos com o antibiótico durante duas semanas e você reserva uma sala. – apontou para a interna que também estava dentro do quarto do paciente. – Irei utilizar uma agulha para retirar o excesso de pus da articulação, permitindo aliviar a dor e diminuir o inchaço da articulação, e só posso fazer isso dentro de um centro cirúrgico. – explicou ao menino que ainda estava um pouco assustado com tudo que havia acontecido em tão pouco tempo. — Tudo bem? – perguntou ao garoto que apenas concordou com um aceno de cabeça.
Joane não sabia como agradecer Callie e Arizona por resolver rapidamente o caso de seu sobrinho, tudo que a ruiva conseguiu fazer naquele momento foi dar um aperto de mão em Callie e um abraço em Arizona, os olhos da latina poderiam desintegrar a ruiva se ela tivesse esse tipo de poder, essa mulher é abusada demais para meu gosto! O ciúme reapareceu novamente, mas no fundo Joane quis aquilo, pois a ruiva sentiu uma pitada de ciúme quando Callie beijou a loira mais cedo.
O celular da morena tocou, quando viu o numero no visor do aparelho saiu rapidamente para atender a ligação. Dentro do quarto a conversa continuava entre Joane e Robbins, uma terceira mulher adentrou o quarto.
—Essa é minha cunhada, mãe do Nathan. – apresentou
—Prazer, eu sou a Dra: Robbins... – cumprimentou
— Então você é a famosa Robbins que tanto ouvi falar todos esses anos? – perguntou.
—Famosa? – ficou surpresa com o comentário. – Se sou famosa eu não sei... – riu envergonhada. – Mas quem fala tanto assim de mim, pra eu ser tão famosa assim senhora Willians? – interrogou sutilmente.
— Pode me chamar da Mary, e a Joane vivia contando as aventuras de quando era mais nova lá em casa durante o jantar, eu e Julius adorávamos.
—Hum... – sorriu meio sem graça, e olhou para a ruiva com uma vontade de lhe atacar um tijolo. – Bom eu tenho que ir, tem uma ronda para fazer antes de ir embora, tchau para vocês e Nathan espero que se recupere logo.
Callie já não estava mais do lado de fora quando a loira saiu do quarto e antes mesmo de chegar perto do posto das enfermeiras Joane segurou o braço da pediatra para poder lhe chamar a atenção, trocaram mais meia dúzias de palavras e um jantar de agradecimento foi marcado para essa noite.
*** Minutos antes do lado de fora do quarto***
Ligação on
Callie olhou no visor do seu celular o numero do seu ex e correu para atender.
— Oi George.- disse apreensiva.
—Estou aqui na cidade e também estou com os papeis do nosso divorcio, assim como você havia me exigido á algum tempo. — lhe informou.- Você poderia me encontrar hoje a noite para poder assinar os papeis? – interrogou.
—Si... Sim. – disse com a voz meio tremula. – Mas tem que ser hoje? Jogou de volta a pergunta.
—Tem, pois meu vôo esta marcado de volta amanha bem cedo, vim hoje aqui só pra isso.
—Okay, assim que acabar meu plantão encontrarei com você.
—Ficarei te aguardando no restaurante do The Maxwell Hotel— um sorriso diabólico se formou em seus lábios ao terminar sua frase.
Ligação off.
As horas se passaram rapidamente e ambas conseguiram cumprir com suas obrigações devidamente ate seus plantões chegarem ao fim. Arizona se trocava quando Callie chegou ao vestiário para fazer o mesmo, se cumprimentaram com selinho e iniciaram uma conversa amigável ate a creche para pegar Melody. Hoje não seria um dia qualquer e rotineiro que elas já haviam se acostumado nesses últimos tempos que afirmaram o relacionamento, hoje algo inesperado iria acontecer. Já do lado de fora do hospital elas caminhavam para cada uma pegar seu carro.
—Tenho uma coisa pra te falar. – disseram em uníssono.
—Fala você primeiro. – disseram juntas novamente, Melody apenas ria das duas toda atrapalhadas pra falarem.
—Bom... – a loira inicia. — Joane nos chamou para jantar hoje em forma de agradecimento porque resolvemos o caso do Nathan. – da um sorriso para que Callie se anime e tire a carranca que havia acabado de se formar em seu rosto depois de ouvir o convite que a ruiva tinha feito a sua namorada.
—Eu... Eu estou muito cansada. – mentiu. – Não poderia ser outro dia? – Callie não queria deixa sua loira sozinha com aquela mulher, o ciúme já corria novamente em sua corrente sanguínea.
—Não, pois também será uma despedida, ela ira embora amanha.- concluiu.
— Vamos fazer assim, você vai a esse jantar... – falar aquelas palavras era como se facadas fossem dadas em seu peito. –Eu tenho uns papeis pra assinar com um dos advogados do meu pai e precisa ser hoje também, ele veio aqui só para isso e amanha cedo ele vai embora. – mentiu de novo. – Amanha cedo passo na sua casa para buscar vocês, tomamos café naquela lanchonete que a Melody adora e depois a deixamos na escola, aproveitamos que entraremos mais tarde e fazemos um passeio só nós duas, pode ser? –propos.
Arizona entortou um pouco a cara, mas acabou cedendo. Callie poderia contar a verdade, mas ela ficou um pouco receosa de falar e também ela gostaria de fazer uma surpresa sobre esse assunto num futuro bem próximo, ela estava completamente apaixonada por aquela mulher, queria que tudo estivesse caminhando para o lado certo, queria selar aquele compromisso de um jeito mais serio, com uma aliança talvez, e pra isso queria já esta divorciada de George, se fosse possível colocar em uma moldura aquele papel comprovando que não tem mais nenhum tipo de relação com aquele homem. Depois de decidirem o que seria feito cada uma seguiu seu caminho...
Arizona chegou a sua casa, ligou para uma babá para tomar conta de Melody, tomou um banho rápido, escolheu uma boa roupa, o tempo como sempre era chuvoso naquela cidade, então uma calça jeans skinny escura com um scarpin preto e uma blusa azul turquesa com um decote em “v” e mangas ¾ que realçava muito bem a cor dos olhos da loira, o cabelo com uma trança escama de peixe, uma bela e discreta maquiagem que lhe dava uma simplicidade e beleza natural. Assim que a pediatra ficou pronta a jovem garota que ia tomar conta de Mel havia chegado, deixando-a liberada para sair a qualquer momento. Não muito longe dali havia uma morena muito nervosa pelo o encontro que iria ter, nesse momento ela estava enrolada em sua toalha dentro do seu closet a procura de uma peça de rouba agradável, mas parecia que tudo não lhe agradava, ela não queria chamar a atenção, porem era um dia importante, não é todo dia que se divorcia que se livra de um fardo tão difícil de carregar. Quando a batalha por tentar achar uma roupa que lhe agradava chegou ao fim, ela finalmente ficou pronta, uma calça jeans clara com uma bota cano médio preto e uma blusa vermelha lisa e sua jaqueta de couro também preta, uma maquiagem básica foi feita e seus cabelos ficaram soltou jogados para o lado.
Callie enfim chegou ao restaurante onde O'Malley se encontrava, por incrível que pareça a morena reparou em seu ex, ele estava galante, bem vestido, um sorriso safado nos lábios e o olhar que não deixava a desejar, cabelo impecavelmente arrumado, bem diferente de como o viu algum tempo atrás. Quando a morena se aproximou ele se levantou e puxou a cadeira gentilmente para que ela se sentasse, ela o agradeceu e ele apenas acenou com a cabeça. Iniciaram uma conversa onde outro encontro logo seria marcado, pois quando estavam casados adquiriram alguns bens, mas nada que seja assim de muito valor, porque antes do casório o senhor Torres havia feito um contrato que tudo que Callie tinha antes de seu casamento pertencesse a ela e tudo que ela herdaria de sua família nunca seria repartido entre os dois em caso de divorcio. Então os próximos documentos seriam da repartição dos bens.
-Vocês desejam alguma coisa?- perguntou o garçom.
—Um risoto de camarão pra mim, hum... — a latina olhava com precisão cada opção do cardápio. — Me traga também uma taça do seu melhor vinho.
—Pra mim um salmão ao molho e eu fico com a garrafa do vinho que a senhorita pediu. — disse George. O rapaz terminou de anotar os pedidos e se retirou.
O'Malley por sua vez analisava Callie enquanto ela lia detalhadamente cada linha escrita naquelas folhas. O franzir da testa da morena indicava que ela estava completamente concentrada nas folhas quem nem percebeu quando o garçom chegou com o vinho e muito menos quando George a serviu e colocando junto algo dentro de sua taça. A morena deu seu primeiro gole e sorriu sutilmente com o maravilhoso gosto do vinho preenchendo seu paladar. Callie por fim conseguiu ler todas as vinte folhas e enfim assinou cada uma como o seu futuro ex-marido havia lhe indicado.
—Licença preciso ir ao toalete. -a morena sentiu uma vertigem, porem continuou a caminhar ate onde desejava.
[—Arizona como você esta? Dei uma escapadinha, queria falar com você, sinto sua falta. — Cal.
—Estou bem, porem morrendo de saudades de você. -Ari.
—Como esta sendo o jantar com sua amiguinha?- Cal.
—Bom, nada de extraordinário, mas queria que você estivesse aqui, e ai como esta?-Ari
—Nada de bom, apenas papo de negócios e varias folhas pra ler e assinar, nada de interessante. –Cal.
—Te vejo amanha cedo? –Ari.
—Claro, tenho que voltar, não estou muito bem, minha cabeça esta doendo um pouco, acho que é cansaço. Quando chegar em casa ligo pra você ou mando uma mensagem. Beijos e te amo loira. –Cal
—Também te amo morena.-Ari.]
Enquanto Callie estava no banheiro, George tinha os planos mais obscuros para por em pratica e ele já havia começado minutos antes, o garçom trouxe os pratos e o homem aproveitou a ausência da morena para "batizar" um pouco mais com seu "pó magico" na bebida da latina, pois ela já havia bebido todo o liquido que continha ali e ainda não teve o efeito que ele deseja para conseguir fazer o que tanto queria. Callie voltou do toalete e deu mais um gole em seu vinho antes de começar a comer sua refeição. O jantar tinha acabado e para Callie tudo foi resolvido ali amigavelmente, todos os pingos nos "í" foram colocados no lugar, ela não fez tanta questão dos bens que havia adquiridos juntos, mas se era para repartir, iriam repartir. O seu futuro ex a acompanhou ate a saída, do hotel, porem ao chegar ao estacionamento a morena simplesmente amoleceu e perdeu o controle de seus sentidos. Aquilo que o homem queria finalmente aconteceu, ele apertou o alarme para saber onde o carro da ortopedista estaria, para a alegria dele não estava tão longe, e o lugar estava aparentemente vazio, por tanto ninguém veria ele carregar a mulher parcialmente inconsciente, caminhou alguns metros, abriu a porta e a colocou no banco do passageiro, o homem lembrava vagamente de onde a medica morava.
—Callie eu vou te levar pra casa, okay?- ela apenas acenou positivamente com a cabeça. Callie estava muito alheia e sem noção das intenções, ela apenas imaginou que bebeu um pouco além da conta — Me diga seu endereço. — pediu. A mulher disse com a lingua enrolada que mal dava para entender, ele pediu para que repetisse mais uma vez e ela o fez, o advogado colocou o endereço no GPS.
Já na casa da morena, George a colocava na cama e arrancava suas roupas, pois em sua cabeça doentia ela nunca deixaria de ser sua mulher, e se fosse para não ser mais sua esposa, ele teria que tê-la pela ultima vez. Callie lutava inutilmente, ela não tinha forças e consciência suficientes para impedir que o homem concretizasse tal ato repugnante, ele acariciava seu corpo, beijava sua boca, roçava em seu corpo, lagrimas saiam do canto dos olhos da latina, ela se sentia inútil por não conseguir lutar e impedir. A penetração foi concretizada e o nojo tomou conta de todo seu ser e as forças foram esgotadas e um breu se apossou da sua mente. Mesmo com Callie desmaiada ele continuou a penetra-la ferozmente, aquilo o deixava mais excitado, vê-la vulnerável o deixa com desejo de penetra-la com mais força, e isso se repetiu pelo menos três vezes antes dele ficar completamente esgotado.
No outro lado da cidade Arizona jantava e conversava felizmente com sua amiga de longa data, em um restaurante bem aconchegante a conversa fluía muito bem, Joane jogava seu charme em cima da loira a todo o momento, e o sorriso da ruiva foi radiante quando viu que Callie não estava junto com a pediatra, isso deu mais esperança para que a mulher achasse que o que elas tinham era apenas um namorico, nada serio. Arizona estava impaciente, Joane era uma pessoa legal, tirando a parte de se jogar em cima da loira, ela era maleável, mas ela sentia falta da sua latina ali, Robbins estava acostumada a ter sempre sua amada por perto, ate quando era corrido no hospital elas davam um jeito de se verem por alguns minutos... Por mais que esteja gostoso o ambiente, ela queria ir embora, assim que terminou sua sobremesa ela quis ir embora.
—Joane? Sinto muito, mas tenho que ir, quero certificar que Mel já esteja na cama e amanha meu plantão começa bem cedo.- mentiu.
—A-ri-zo-na, posso estar um pouco alta, mas ainda consigo perceber que os anos se passaram e você continua uma péssima mentirosa. — riu. -Eu sei que você esta louca pra ver sua namoradinha. Sabe ate hoje mais cedo eu imaginava que você ainda era aquela Arizona do passado, mesmo depois da morte do Nick e Tim, eu tinha esperança de encontrar aquela Robbins com o sorriso magico que me deixava fascinada. — explicou. Pediram a conta, pagaram e saíram do restaurante. — E hoje eu vi você dando um sorriso super magico, vi seus olhos brilharem, mas não foi por mim, vi como você fica, com cara de apaixonada como nunca vi antes, eu vi um pouco de mim em você, porem no meu caso eu ficava dessa mesma forma que você esta agora, sentia tudo que você está sentido e todas essas coisas que eu sentia era por você. — bradou. Algumas lagrimas brotavam dos olhos de Joane. -Eu tentei hoje pela ultima vez te conquistar, mas vi que alguém chegou primeiro que eu lhe desejo toda felicidade. — sem que a loira esperasse tal atitude Joane a beijou ali do lado de fora do estacionamento.
Arizona ainda atordoada pelo o que acabou de acontecer, apenas empurrou a mulher, sem falar nada, correu para seu carro e saiu em disparada sem rumo, as palavras de Joane martelava em sua cabeça, ela sabia que amava Callie, sabia que estava apaixonada, mas quando alguém que esta do lado de fora do relacionamento diz aquilo que vê, você tem plena certeza que é realmente aquilo que sente. Em meio a todos esses pensamentos e dirigindo sem destino pela cidade ela se deu conta que já estava em frente à casa de Callie, resolveu ir ate lá, já que estava ali a poucos metros, não custava ver sua amada antes de ir embora pra casa, mas algo lhe chamou a atenção ao chegar frente à porta, a mesma estava entre aberta, um frio correu por sua espinha ao imaginar que alguém havia invadido a casa de sua namora, "por isso Callie parou de responder as mensagens.pensou." Em passos lentos adentrou na residência procurando pela ortopedista, passou por todos os cômodos e não a achou, mas ao entrar no quarto:
*TCHARAM*
—CALLIOPE!!!!- gritou. Mesmo com o grito ninguém se mexeu se quer um milímetro. Seus lindos olhos azuis marejaram ao ver aquela cena: Callie totalmente nua e um homem igualmente a ela, sem vestimenta alguma deitado ao seu lado, dormindo.
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