I Believe
33 Capitulo 29
Notas iniciais
Enquanto nos beijávamos, retirei as peças que ainda cobriam partes do corpo da loira, consegui, ela arfou perante a sensação que lhe dei no momento que meu joelho fez pressão entre suas pernas. Não foi difícil inverter as posições, já que a peguei de surpresa, ela estava vulnerável a mim, agora meu corpo estava sobre o dela.
Arizona apenas sorriu, quando fez menção de falar alguma coisa, calei sua voz com um beijo apaixonado, com desejo, carregado de erotismo e malicia, meus pulmões começaram a arder o ar já fazia falta, nos separamos, abaixei minha cabeça, fiquei próxima dos seus montes, passei a língua por seus seios volumosos, envolvendo o mamilo rígido e o suguei suavemente. A loira soltou um gemido carregado de prazer, ela arqueou seu corpo contra minha boca, seu corpo se contorcia embaixo de mim, minha língua brincava por toda extensão daquela pele marfim, círculos lânguidos, conseguia sentir o calor que emanava do seu corpo. Eu tinha pressa em toca-la, em senti-la, meus dedos escorregavam por entra as coxas da medica penetrando-a, o calor úmido e quente, ondas de prazer também passava por todo meu ser como uma corrente elétrica que saia do corpo a minha frente e corria para meu. Sentia-me como um animal selvagem devorando e saboreando sua presa, “acho que o jogo virou não é mesmo?” Deslizei minha língua por seu ombro ate alcançar o seu pescoço, beijos molhados, seguidos lambidas e chupões, só depois de algum tempo retomei para seus seios.
–Oh my godness... Você me deixa louca... Quando faz isso comigo... – disse entre gemidos, enquanto meus dedos exploravam seu sexo e minha boca seus seios.
Parei todos meus movimentos e a loira gemeu em protesto, de joelhos lentamente e puxando o corpo de Arizona para a beirada da cama. Abri- lhe as pernas colocando sobre meus ombros, a loira gemia e seus sons me deixava louca, era capaz de ter outro orgasmo só de ouvi-la gemer meu nome. Arizona arqueava ainda mais o seu quadril, emburrando sua intimidade na minha boca, minha mão esquerda repousava na sua cintura me dando estabilidade para mantê-la onde ela estava e sem sair daquela posição, a direita passeava pelo vale entre os seios, percorrendo o abdômen, deslizando lentamente ate chegar à sua fenda molhada de excitação.
–Você é tão saborosa... – sussurrei quando levantei meu olha em sua direção. O azul dos seus olhos implorava para que eu a penetrasse passei a língua no seu clitóris e deslizei meu indicador lentamente na sua intimidade observando seu rosto, a loira mordeu o lábio inferior e pendeu sua cabeça para trás soltando um gemido alto.
Aquilo bastou para que eu começasse as minhas estocadas na loira, acrescentei mais um dedo e os movimentos de vai e vem ganhou ritmo assim como a minha língua em seu clitóris, movimentos circulares, chupões, a polaca se contorcia na cama, sua respiração estava descompassada seus gemidos ficavam cada vez mais altos, suas mãos emaranharam nos meus cabelos negros, ela os puxava com força pressionando ainda mais meu rosto no seu sexo, seu orgasmos estava chegando, pois meus dedos estavam sendo exprimidas no seu interior, suas pernas apertavam minha cabeça que estava em seu meio, acrescentei mais um dedo, e suguei com vontade seu clitóris dando uma leve mordida, isso bastou para que ela chegasse ao seu deleite, às convulsões do seu corpo voltaram quando retomei meus movimentos no seu interior, ela gozou duas, três, quatro vezes, a loira caiu varias vezes do precipício.
–Ari? – chamei. Passando minhas mãos sobre sua coxa em forma de carinho. — Ari? – chamei novamente, mas não obtive respostas. Levantei-me retirei com cuidado suas pernas que ainda estavam sobre meus ombros, deparei-me com uma Arizona desfalecida sobra à cama, o meu desespero ficou evidente, passava minhas mãos pelo cabelo em sinal de preocupação, ajoelhei ao seu lado depositei meus dedos em sua jugular para medir sua pressão sanguínea, abaixei no mesmo instante e constatei que sua respiração estava presente, nada fora do “normal.” Um sorriso se abriu em meu rosto quando caiu a ficha do que havia acontecido. Ela havia perdido os sentidos devido o prazer que tinha lhe proporcionado.
Enquanto Arizona se recuperava do seu orgasmo, eu apenas desenhava círculos invisíveis nas suas costas depois que á acomodei nos meus braços. Ficamos naquela posição por um bom tempo, mesmo depois que ela tinha acordado ficamos daquele jeito, trocando beijos e caricias, promessas e juras de amor e paixão foram trocadas entre nós, ela se declarou mais uma vez para mim e me entreguei de corpo e alma mais uma vez. Fizemos amor depois, bem diferente do que aconteceram anteriormente, os toques eram mais suaves, com mais caricias pelo corpo, beijos cheios de amor e paixão. Tínhamos acabado de sair do banho quando demos conta do horário, já havia passado das quatro horas da manhã, nos trocamos rapidamente, peguei meu celular e vi dezenas de ligações perdidas de Ária, fora as mensagens de voz na caixa postal. Chegamos á porta do quarto da minha irmã pouco tempo depois, as bochechas de Arizona ganharam tons avermelhados quando a morena abriu a porta e nos olhos de cima abaixo e sorriu em seguida, demonstrando que sabia muito bem o porquê da nossa demora pra buscar a menina, Melody por sua vez dormia como um anjo, da mesma maneira que a deixamos parecia que ela havia permanecido, se não fosse Ária contar que ela tinha feito depois que saímos, imaginaria que ela permaneceu dormindo esse tempo todo, sem delongas pegamos a menina, deixei as duas em seus aposentos e retornei para meu quarto.
********************
Como havia prometido no dia seguinte levei a garotinha pra sair junto com Arizona e Ária, visitamos tudo que ela queria ver, o passeio foi muito agradável para todos. E também como tinha prometido levei Arizona para ver meu pôster da Meryl Streep autografado, para evitar conflito na minha família a apresentei como uma amiga do trabalho pra meus pais, Arizona contou que estava no voo que havia feito pouso forçado, por isso que estava na cidade, à conversa fluía durante o almoço, mas nem tudo que é bom dura para sempre, infelizmente nem tudo é da maneira que gostaríamos que fosse, a loira iria embora no outro dia, isso fazia meu coração ficar em pedaços, sei que o dela também esta da mesma forma. Aproveitamos o maravilhoso dia ensolarado na casa dos meus pais, quando a noite chegou e todos já tinham ido dormir nos seus respectivos quartos e Melody dormia como um pequeno anjo. Arizona passou sorrateira pelo corredor até chegar ao meu quarto, leves batidas foram dadas na madeira, apenas para alertar que ela estava ali, abriu a porta e adentrou, fechou e á trancou atrás de si.
Arizona subiu na cama como um animal selvagem, o desejo de me devorar estava nítido, a seda da sua camisola me dava o prestigio de visualizar seus seios no decote do pano caído por conta da sua posição á minha frente; a loira pairou sobre mim, mordendo meu lóbulo direito, entrelaçou nossos dedos e ergueu meus braços acima da cabeça, sentou sobre abdômen nu, senti a sua umidade molhar o local, um sorriso malicioso nasceu nos meus lábios ao me da conta que ela não usava nada por baixo daquele tecido, tentei levantar, mas a loira me impediu, beijos molhados era espalhados por todo meu colo, meu corpo estava vestido somente por roupas intimas, mesmo com o ar condicionado ligado naquele quarto parecia pegar fogo, a eletricidade do prazer percorria meu corpo, os olhos azuis cheio de luxuria se intercalavam entre meus olhos e minha boca. Ela desceu seu quadril ate que seu sexo encostasse ao meu, com beijo casto ela começou uma moagem, o vai e vem fazia com que sua lubrificação escorresse sobre o tecido da minha calcinha a deixando molhada e se misturando com os meus fluidos, a loira soltou minhas mãos e segurou seus seios, os apertando, depositei minhas mãos na sua cintura ajudando-a a manter o ritmo daquele vai e vem ver Arizona sobra mim me deixava completamente louca, controlava ao máximo os meus gemidos, ela também fazia o mesmo, pois na casa dos meus pais não poderia ser como foi no hotel, não queríamos acordar ninguém com nossos sons, fora o escândalo que mamãe iria fazer. Seus cabelos grudavam em seu rosto por causa do suor em sua pele, sua respiração estava pesada, seus olhos estavam virando, a mulher jogou seu corpo para frente me dando um beijo cheio de desejo, suas unhas cravaram nos meus ombros, um gemido abafado saia por sua garganta, enquanto seus movimentos ficaram mais lentos, porem não os parou completamente. Jogada sobre mim com a respiração descompassada a loira havia caído no seu deleite, seu orgasmo havia chegado segundos atrás junto com o meu.
–Acho que hoje será nosso ultimo dia juntas, não sei quando nos veremos novamente... – disse a loira com a voz já carregada de saudade. Estávamos deitadas, uma estava entregue aos braços da outra, com nossas pernas entrelaçadas.
–Também não sei se você ira me esperar... — digo com um nó se formando em minha garganta.
–Claro que esperarei por você. – pausou. Colocou uma mecha que havia caído sobre o meu rosto atrás da minha orelha. – Esperarei o tempo que for preciso esperar, apenas quero ter você pra mim. – concluiu. Lagrimas se formaram no canto dos meus olhos ao ouvir suas palavras, foi a mais linda declaração que a medica havia me feito nesses últimos dias.
Trocamos caricias noite á dentro, estava aproveitando o máximo que podia, pois ao amanhecer a loira partiria com sua filha; confesso que ao ver Arizona embarcar uma dor enorme invadiu meu corpo, tudo que aquela mulher me fazia sentir era novo, nunca tinha sentido algo tão especial por alguém, não que eu me lembre, acho que nem por George senti algo assim. Só fui embora depois que vi seu voo decolar e não sosseguei ate que ela me ligasse dizendo que tinha chegado sã e salva.
“Arizona qual o seu poder? Que mel é esse que me prendeu a você?”
Fale com o autor