I Believe
19 Capítulo 16
Notas iniciais
PDV ARIZONA
Meus gritos chamando pela morena não param, enquanto corria em direção de alguns bombeiros que estavam no mar resgatando o corpo de uma mulher, antes de chegar próximo vejo os homens colocando o corpo dentro de um saco preto, minhas lagrimas caem só de ver a cena a minha frente, tento correr mais rápido, mas minha pernas não obedecem meus comandos. Quando finalmente me recupero e consigo chegar ate aqueles homens, sigo direto para aquele saco e abro, e certo alivio passa por meu corpo quando vejo que não era a latina dentro daquele enorme pacote.
Mesmo assim me sinto mal por não encontra-la e volto a procura pela morena, pergunto para algumas pessoas, mas ninguém sabe me informar, meu celular começa a vibrar no meu bolso, pego o objeto eletrônico e olho em sua tela para identificar quem me ligava, ao identificar que era Teddy que me ligava deslizo o dedo pela tela para atender a chama.
–Hey, Arizona. Onde você esta?-a loira diz animada.
–Estou no píer cinquenta e cinco, por quê?- minha voz sai tremula devido o choro.
–Robbins, o que houve?- Teddy pergunta preocupado.
–Melody estava na balsa com Nick, mas ela esta bem e Nick já esta estável, graças a Callie, ela salvou os dois... — respiro fundo tentando engolir o choro. — Mas Mel me disse que ela caiu no mar e ninguém foi resgata-la, então entrei na primeira ambulância pra cá.- Concluo.
–Jesus!!! Arizona, que coisa horrível. — a loira diz espantada com a informação.
–Eu não sei mais o que fazer, pois já procurei em cada canto desse píer. -Sussurro desanimada e um barulho de ambulância atravessa o aparelho. — Onde você esta?
– Estou do lado de fora do PS, fui chamada. — escuto a loira gritar com um interno. — Ai meu deus.- Escuto a voz de espanto de Teddy.
–O que foi Teddy?- pergunto curiosa.
–É a Callie, ela acabou de dar entrada aqui no PS.- a loira diz e a ligação cai.
Minha respiração fica irregular e o medo corre por meu corpo, trilho meu caminho de volta onde ficavam as ambulâncias e avisto Matthew e peço carona de volta ao hospital, ele afirma com a cabeça e entro do lado carona e ele faz o trajeto para o Seattle Grace.
Chegando ao hospital corri direto para a emergência, estava aflita por noticias de Callie, mas fui barrada na porta por Bailey, olho pela janela entre as frestas da persiana a imagem da mulher pálida e sem vida faz meu mundo cair de uma forma inexplicável. As minhas duvidas sobre o que sentia por Callie morrem ali, deixando bem claro que estou completamente apaixonada por ela, pena que descobri isso da pior forma.
Teddy ao ver minha agonia do lado de fora, sai da sala para tentar me tranquiliza e atualizar sobre o estado de Callie, e os protocolos que iriam seguir para tentar reverter sua hipotermia. Callie sofreu uma hipotermia aguda, devido ao longo tempo exposta frio (mar), causando o desgaste total das reservas do seu organismo para suprir o calor interno, sua hipotermia foi diagnosticada no nível mais grave, pois Callie já tinha perdido a consciência, não "existia pulsação" e suas pupilas dilatadas, sua temperatura no momento é de 28°C e seus órgãos estão falhando.
Meredith e o Chefe já faziam os procedimentos injetando soro aquecido para aumentar a temperatura corporal de Callie. Uma manta térmica cobria seu corpo, mas mesmo assim dava pra ver os fios por seu corpo ligado aos monitores e seus batimentos e pressão muitos baixos, um tubo em sua garganta enquanto a interna Edwards fazia ventilação manual, todos ali faziam de tudo para ajudar.
Algum tempo depois que os procedimentos de Callie começaram, fizeram uma ressuscitação cardiopulmonar, a mulher estava muito mal, mas dava pra ver que ela lutava por sua vida a cada segundo. A temperatura de Callie finalmente subiu, porem subiu rápido demais causando uma arritmia cardíaca, meu desespero foi ao um nível extremo ao ver toda aquela situação e a correria dos meus amigos contra o tempo para salvar Callie e finalmente Teddy fez seu milagre estabilizando a mulher.
Finalmente a temperatura se normalizou e Calliope foi levada para o quarto, agora todos estavam esperando que ela acordasse, "será que ela vai acorda? Espero que seja rápido, não aguento mais ficar nessa agonia." Entro no quarto e me sento na poltrona ao lado da cama e seguro sua mão que ainda tinha uma cor pálida.
–Em primeiro lugar quero lhe agradecer por ter salvado Mel e Nick, graças à você eles estão bem e serei grata eternamente por isso.- Digo pra Callie ainda desacordada na cama.- Não sei se você pode me ouvir, mas espero que consiga, pois estou completamente arrependida pelo que disse hoje a você e prometo que quando acordar pedirei desculpa.- Minhas lagrimas invade meu rosto sem perceber.- Sabe eu nunca senti nada parecido por ninguém, você mudou algumas coisas dentro de mim, e depois de ontem ficou mais nítido o que realmente estou sentindo por você, me desculpe por esta dizendo isso agora, mas tinha que abrir meu coração e confesso que descobri da pior forma que estou perdidamente apaixonada por você.- beijo sua mão pálida e fecho meus olhos e respiro fundo.- Eu só quero que fique boa e acorde pra mim, quero que saiba que acho que te amo, e não sei o que vou fazer sem ter você comigo, me perdoe por hoje e acorde por favor eu te imploro, nunca disse nada parecido pra ninguém, nunca me declarei pra ninguém, mas confesso que essa parte da declaração que estou fazendo é só porque você ainda esta nesse sono profundo, porem prometo que quando acordar direi tudo novamente. -Dou um sorriso forcado. — Serei o que você quiser, farei tudo por você, apenas quero que você acorde, que você
volte dar aquele sorriso que ilumina tudo e a todos, principalmente a mim. -olho no monitor e os sinais vitais de Callie esta acelerando, “será que ela esta me ouvindo? “murmura meu cérebro. — Hoje estava conversando com Teddy e ela me fez enxerga o quanto você mudou minha vida de uma maneira maravilhosa, que quando precisei você me ajudou e a nossa aproximação me deixou cheia de vida. Sinto a mão de Callie se mexer entre as minhas e meu coração dispara, ele se remexe um pouco ainda de olhos fechados. — Hey Calliope acorde meu querida, estou aqui pra você, isso acorde pra mim. — a morena abre os olhos e me olha assustada e puxa sua mão. — Não precisa se assustar, agora esta tudo bem.- aperto o botão de emergência e uma enfermeira chegou rapidamente no quarto.- Chama o Dr:Shepperd e diga que Callie acordou.
– Quem é você?- Callie me pergunta sem me reconhecer e minhas lagrimas só aumenta.
–Sou eu Calliope a Arizona. -Dou sorriso de covinhas para tentar recorda-la de algo.
A morena abre um enorme sorriso e tenta dizer algo, mas por causa do tubo que estava antes em sua garganta por muito tempo machucou o local dificultando sua fala.
–Padre. — Callie sussurra animada, olho para trás e vejo um senhor de meia idade entrar no quarto.
Afasto-me da cama e vou em direção à porta, minhas lagrimas agora fazia companhia aos soluços ao ter consciência que aquele sorriso não era pra mim e sim para aquele senhor que acabou de entrar no quarto. Eles conversam algo que não entendo nada, deduzo ser outro idioma. Derek chega ao quarto e examina Callie e faz alguns testes na morena e ela parecia confusa em suas respostas, sem saber ao certo que estava acontecendo, ela não sabia nem o ano que estávamos, e o que suspeitava estava acontecendo de fato. Devido o tempo longo sem consciência afetou uma área do cérebro fazendo Calliope perder a memoria, não saberíamos se pode ser momentâneo ou permanente, isso só o tempo iria dizer.
PDV CALLIE
"Sinto meu corpo rodando dentro de um redemoinho, abro meus olhos uma ultima vez, e a imagem turva de Nicola me empurrando ainda mais para baixo na agua me apavora de certa forma, porem essa é a única forma de voltar, me entrego novamente aquela angustia de se afogar sendo dominada pela escuridão."
Ouço uma voz feminina muito suave por sinal e agradável de ouvir, tento abrir meus olhos, mas a claridade me incomoda, meu corpo parece pesar uma tonelada e meu tórax dói muito ao tentar me mover sinto que alguém segurava minha mão, abro meus olhos e vejo uma loira com os olhos vermelhos e lagrimas corriam por seu rosto, me assusto e puxo minha mão, ela me abre um sorriso, mesmo assim o medo ainda toma conta de mim, "afinal quem é essa mulher?" Corro meus olhos pelo lugar tentando saber onde estava. Uma mulher morena entra no quarto e a loira pede para chamar um tal de Dr:Shepperd.
– Quem é você?- pergunto com dificuldade, pois minha garganta dói muito e a loira desaba a chorar.
–Sou eu Calliope a Arizona. — a loira abre um sorriso, mas alguém atrás dela me deixa completamente calma e feliz.
A loira olha para trás e vê meu pai, ela se levanta e sai e fica parada na porta.
–Cómo estás hija?-me pergunta da um beijo na minha testa.
–El mejor papá ahora que estás aqui. -digo aliviada e ver alguém familiar.- Pero, ¿qué pasó? Qué estoy haciendo aquí?- pergunto ainda sem saber o que havia acontecido comigo.
Meu pai explica o que aconteceu e como vim parar no hospital, começo a chorar, minha cabeça dói ao tentar lembrar-me de algo, olho pra porta e vejo a loira conversar com um homem lindo e seus cabelos impecáveis que chega a me dar inveja, porem suas expressões não é boa e isso me preocupa. Ele entra no quarto e me faz varias perguntas pessoais e como dia, ano e mês que estamos, fico completamente perdia ao tentar responder tais questões. O Dr:Shepperd pega meu prontuário e começa anotar algumas coisas e chama meu pai para conversar do lado de fora, a loira continuava na porta me observando e chorando. Um homem para em frente à porta segurando a mão de uma menina e entrega para a loira, a mulher pega a menina no colo e da um forte abraço, a garota me olha e se solta dos braços da loira e corre em minha direção.
–Callie, você conseguiu sair do mar.- a menina sobe na poltrona e pula na minha cama.
–Sim consegui. E como você sabe que cai no mar?- pergunto sem entender como a garota sabia o que tinha acontecido comigo.
–Melody vamos embora. — a loira chama a menina.
–Ah mãe, quero ficar mais um pouco.- a garotinha olha para loira e faz olhos de cachorrinho.- Posso ficar Callie?
–Bom...-sou interrompida
–Não Mel não pode, porque Callie se machucou no mar e não se lembra da gente. — a loira pega a menina da minha cama, como certa irritação transparecendo em seu rosto e vai em direção à porta.
–Hey Callie?- a menina me chama. — Posso te dar um beijo?- aceno positivamente com a cabeça, ela faz todo o trajeto novamente subindo na poltrona e me da um beijo na bochecha. — Respondendo sua pergunta, você caiu no mar pra me ajudar. — Melody sussurra no me ouvido.
A menina volta com a mãe e elas vão embora, fico ali tentando mais uma vez lembrar o que tinha acontecido e minha cabeça volta a doer. Meu pai e o Dr:Shepperd entram no quarto e diz que vou ficar mais alguns dias em observação, para terem certeza que estava bem.
–Hija assim que tiver alta, você vai voltar comigo pra Califórnia.
–Por que voltar? Posso me cuidar muito bem. — cruzo meus braços e arqueio minha sobrancelha. — Eu não estou morta, apenas esqueci algumas coisas.
–Exatamente isso Calliope. -Diz bravo. — Você esqueceu as coisas mais importantes, como seu próprio marido.
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