Hysteria
4 Parte IV
Notas iniciais
Parte IV
Honora foi para o quarto com a cabeça rodando um pouco e a culpa definitivamente não era do álcool que ingeriu durante o dia. Entrou em seus aposentos trancando a porta a chave, não é como se alguém fosse entrar sem bater, mas prevenir não matava ninguém. Olhou ao redor vendo sua mesa cheia de coisas, em todos os lugares haviam papéis que precisavam de sua atenção.
Fechou os olhos dourados e caminhou direto indo a seu banheiro. Nada de papéis antes de um banho. Foi uma chuveirada rápida e ao se trocar ao invés de alguma das camisolas de sempre, vestiu um pijama de duas peças vermelho escuro. Nunca teve problemas com a própria aparência, mas estava estranhamente insegura a respeito de seu corpo ultimamente. Ouviu batidas a porta e buscou a bandeja com o jantar que lhe foi trazida, pediu a criada para avisar que não queria mais ser incomodada aquela noite e fechou a porta novamente.
Colocou a bandeja sobre uma pequena mesa que havia em seu quarto e destampou o prato. Macarrão recheado, um de seus pratos favoritos, Bumi sabia como ser atencioso quando queria. Pegou os talheres e começou a comer, mas sinceramente por mais gostoso que estivesse, não estava com muita vontade de comer. Por isso, antes do prato chegar a sua metade, deixou o garfo e cobriu a comida.
Já fazia quase uma hora e Bumi não havia aparecido.
Uma voz na mente da firelady envenenou que ele achou algo melhor a fazer, o que sinceramente não a surpreenderia. Se levantou e pensou em deitar alguns minutos, mas se acabasse cochilando perderia seu sono da noite que não andava durando mais que duas ou três horas. Decidiu sentar-se a escrivaninha e trabalhar mais um pouco, afinal, sempre havia serviço a ser feito.
***
Depois de quase meia hora, as folhas com papel timbrado haviam acabado e a Firelady teve de se levantar e pegar mais em um criado mudo. Procurando pela pasta onde sabia ter mais do que precisava acabou achando uma caixa escondida. Piscou duas vezes e puxou o objeto e o trouxe até si reconhecendo finalmente o que era.
Sua caixa de lembranças.
Uma peça de madeira vermelha entalhada que ganhou do Tio Iroh quando era jovem, ele disse que toda a jovem precisava de um local para guardar seus segredos. Por isso ela possuía uma fechadura dourada que só abria com o encaixe do pingente de um colar que ele presentou juntamente. Suspirou e resolveu ver o que tinha lá dentro, fazia alguns anos que não via aquela peça.
Abriu-a e uma musica leve começou a tocar fazendo um sorriso formar-se na face da firelady. E tão logo quanto seus olhos batiam nas coisas ia as reconhecendo. Havia fotos da infância, desenhos que fizera para o pai, a primeira adaga com a qual a mãe a presentou, o convite de seu baile de debute, fotos com Kya e Lin na juventude, cartas que trocou com as duas...
E também um monte de lembranças de seu relacionamento com Bumi.
Todas as pequenas cartas que ele lhe mandava quando estava em campanha, em papel simples e com uma letra que sinceramente a mulher não sabia como compreendia, contando as impressões dele e os acontecimentos. O colar de metal com a identificação dele, Bumi um dia arrancou do pescoço e lhe presentou dizendo que ela era a única que precisava reconhece-lo de algo acontecesse. Fotos de festivais que estiveram juntos. Até mesmo o conjunto de pulseiras com as quais foi presenteada aos quatorze anos logo após ele ter voltado do alistamento, ainda era uma criança.
Ficou olhando e no meio daquilo tudo achou uma foto própria com o filho recém nascido nos braços. Havia uma anotação atrás indicando o dia, mês e ano e junto dela um pequeno maço de cartas fechadas e nunca mandadas. Quando Bumi disse que não ficaria em Capital City e que não era o homem que precisava para casar não houve realmente muito o que pudesse fazer, mas várias vezes logo após a despedida final, tencionou contar-lhe por carta algo que talvez o fizesse mudar de ideia, mas nunca teve coragem de enviar. Haviam tantas coisas ali que lhe levavam ao passado.
Tirou uma caixinha pequena de dentro da maior e ao abri-la viu um anel simples que ganhou também do comandante logo após ser coroada como princesa aos vinte anos. Por anos andou com aquela peça no anelar direito, afinal, era como o sinal de compromisso deles, mas quando os tempo foi passando e nada mudou acabou guardando a peça para não perder o amor que tinha a ela.
O barulho de um salto para dentro fez Honora dar um pulo e olhar para trás vendo Bumi entrar por sua janela traseira. Muito rapidamente guardou tudo e fechou sua caixa de lembranças a colocando sobre a penteadeira, a última coisa da qual precisava era do Comandante rindo de suas recordações.
– Hey Baby, desculpe a demora, eu fui tomar um banho e quando estava saindo seu pai me achou e me tirou para jogar Pai Sho... – olhou para o que ela punha em cima da penteadeira rapidamente, mas logo perdeu sua atenção ao notar o pijama – Mas o que foi que aconteceu com todas as suas camisolas sexys, baby? Eu nem sabia que tinha algo assim...
– Eu só estava... cansada demais... Peguei a primeira roupa que encontrei... – disse se virando a ele. Bumi usava calças beges e uma camisa vermelha e os cabelos revoltos como sempre –
– Hum... – foi se aproximando e a segurou pela cintura – Pois eu acho um desperdício de toda essa gostosura escondida nesse pijama.
– Bem... Então... Oh... sabe... Não vai jantar? A comida está ótima? — deu um passo para trás tentando escapar dos braços dele, mas Bumi não tinha intenção de deixa-la sair -
O comandante estava estranhando aquela postura, Honora não era de negar fogo, muito pelo contrário, ela era uma mulher de colocar fogo. Aproximou a boca do ouvido sensível e beijou atrás dele antes de falar. Não sabia bem o que estava acontecendo, mas a faria dizer depois que estivesse mais tranquila.
– Eu sempre estou com fome, baby, mas de outra coisa... – passou a língua pela pele sensível do pescoço – Eu posso jantar depois.
A mulher não tinha certeza se queria aquilo, Bumi era como uma droga em sua vida, e a cada recaída sentia-se pior. Ele vinha lhe dava toda sensação de prazer do mundo, virava sua cabeça para então ir embora e a deixar num estado calamitoso de abstinência. Não tinha mais idade para ficar nesse joguinho de gato e rato, mas qualquer ideia de resistência simplesmente virou fumaça quando os lábios grossos dele tocaram os seus em um beijo quente. As mãos pesadas correram suas costas até chegar onde ele bem gostava e a puxar de encontro aos próprios quadris. Bumi estava com saudades de Honora. Já fazia algum tempo desde que estiveram juntos e ele como ele não esteve com outra mulher... bem... estava bem necessitado dela. Viu que a resistência dela foi minada até ceder sentindo as mãos correrem por seus braços até chegar a nuca onde se entranhou nos cabelos castanhos.
– Você tem o beijo mais gostoso, baby, eu não me canso disso mesmo!
Subiu as mãos e puxou o pijama largo dela tirando-o como se fosse uma camiseta e admirando a bela vista. Vermelho escuro era a cor favorita dele na firelady, a morena tinha aquele tom claro de pele com aquelas sardas leves na altura do colo e seios que simplesmente o faziam perder a razão. Beijou o pescoço macio passando as mãos pelas laterais dela enquanto caminhava em direção a cama, mas no meio do caminho decidiu que não, eles iam se amar sobre o tapete do quarto. Honora estava precisando de uma sessão deles se amando fora dos padrões mais comuns.
Com uma das pernas entre as dela, passou uma rasteira que a desequilibrou e a segurando foi abaixando até que estavam deitados sobre o chão. Sentiu as mãos suaves lhe acariciando e procurando maneiras de livrá-lo das roupas que usava. Se afastou um momento para admirá-la e sorriu, amava tanto aquela mulher que chegava a doer. Amaldiçoava sua decisão de deixa-la para trás, agora tinha que tê-la as escondidas daquele marido meia-boca bocó, não podia pedí-la para se divorciar... Tinha que se contentar que ela o aceitasse pelo menos na cama dela, faria tudo o que fosse possível por ela dos bastidores.
***
Podia ouvi-lo ressonar ao seu lado na cama, o castelo inteiro estava parado e ela estava acordada. Bumi a deixava tão confusa, por vezes sentia-se a mais especial das mulheres, só para no segundo seguinte se dar conta de que ele fazia qualquer mulher sentir-se assim. Será que ele era tão apaixonado assim com todas ou só com ela? Por que ele não dizia o que tinham? Esse limbo de nunca saber qual era seu lugar na vida dele.
Tinha medo de acordar uma manhã e ele simplesmente ter saltado fora do palácio para alguma campanha não se sabe onde deixando só um bilhete ou talvez nem isso. Não queria passar pela dor de ter de juntar os pedaços que ele largou para trás.
Virou na cama e puxou as cobertas se encolhendo. Estava exausta daquela situação. Suspirou e tentou dormir um pouco, não sabia exatamente como resolveria aquilo, mas sabia que não duraria muito tempo mais. Tudo tem limites e todos os problemas da Firelady estavam prestes a fazê-la tomar decisões drásticas.
***
Nos dias que se seguiram Bumi notou o quanto Honora estava introspectiva. Certamente pensando sobre os problemas que tinha, tentando manter o controle, a situação dela enquanto governante era muito estressante. Todas as decisões e consequências delas caindo sobre os ombros. Talvez depois de um tempo só para si ela voltasse a sua velha forma. Decidiu que daria um pouco de espaço, estando presente para se ela precisasse de seu apoio.
Caminhava pelos corredores do palácio assoviando uma música típica de campanha quando o nobre/seboso marido da soberana passou por si. Zhao nunca gostou de sua pessoa, mas ultimamente estava pedindo para tomar um soco bem no meio dos olhos. Seu sangue do sul fervia com os olhares superiores e atravessados do nobre. Entretanto, não podia fazê-lo, então apenas deu um aceno de cabeça sendo ignorado.
Rosnou e fechou os olhos seguindo seu caminho em direção a cidade.
Sinceramente Honora tinha feito o pior negócio da vida casando com aquela anta ridícula. Aquilo não era e nunca foi homem para uma mulher como ela. Na verdade, Bumi se perguntava se era homem para alguém. Recebeu algumas continências de oficiais que faziam a guarda e deu algumas indicações.
***
Era uma tarde demasiadamente quente na Nação do Fogo.
O lanche da tarde foi servido para a família real num dos jardins internos. Honora conversava com o filho que falava animadamente de aviões, preparando o terreno para ter seu próprio, Zhao apenas escutava e fazia uma exclamação hora ou outra. Não tinha interesse em aviões e nem em nada daquilo que o filho se interessava.
Todos estavam devidamente vestidos como as etiquetas da nobreza pediam, só que a impessoalidade do momento era gritante. Talvez não entre mãe e filho, entretanto, a presença do nobre parecia nunca caber onde a esposa estava. Levou seus olhos dourados a ela, não podia negar que a esposa tinha uma beleza muito tradicional dentro dos padrões da nação. Já houve um tempo em que realmente achou que seriam como a maior dos casamentos arranjados que acaba dando em uma história construída ao longo de uma vida.
Quase riu de suas ideias limpando a boca com um guardanapo.
Honora nunca se interessou em estabelecer uma relação consigo. Só precisava de um casamento que satisfizesse o conselho, visto que o grosseirão dela nunca a quis para além dos limites da cama. No início até que a convivência era pacifica, haviam estabelecido um acordo de silêncio e cada um vivia como achava que deveria, só que por mais que sua posição com ela lhe colocasse em posição privilegiada, tinha brios que qualquer homem de respeito tem.
Ver a maneira com a qual a grande soberana cai perante ao militar plebeu que jamais lhe ofereceu metade da cortesia revoltava. E colocá-lo para dentro do palácio como uma qualquer aceitando aquela situação degradante lhe dava asco. Será que não conhecia amor próprio? Ou talvez separação de classes? Honora era da nobreza, mais que isso, da família real do fogo. Eram a elite da Nação mais próspera que já se teve notícia. Só que isso não importava , agia como uma plebeia sem educação e orgulho, humilhando-se diante do plebeu que além de tudo nem tinha dobra.
Viu Iroh ignorando os bons modos a mesa se levantar e beijar o rosto da mãe e sair, sem sequer se lembrar de pedir licença ou dar alguma atenção a si mesmo. Fitou novamente a morena comendo o mesmo pedaço de torta a tempos.
– Algo errado com a comida, querida? – mesmo sem notar, seu tom sempre saia ofensivo –
– Sem criar uma situação, Zhao, hoje não, okay? Apenas vamos tentar comer sem criar caso. – disse de olhos ainda baixos em seu prato –
O nobre pensou em manter-se quieto, todavia, perder uma chance daquela de fazer da vida dela tão irritante quanto a dele mesmo ao assistir o caso deles tornou-se sua segunda natureza.
– O que foi? Seu amante não tem cumprido com suas obrigações? – sorriu de lado recendo um olhar pesado dela -
– Cale a boca, Zhao. – se limitou a responder, não queria prolongar mais a situação –
– Não precisa mais responder, é evidente que seu plebeu só faz o que e quando quer. Definitivamente, patética, mas sabe muito bem disso, não preciso estar repetindo.
A filha se Zuko suspirou cansada além de muito irritada.
Se pudesse mandar aquele homem para o canto mais distante do país, o faria com prazer. Um nobre esnobe e falido que provavelmente estaria vivendo nos subúrbios da cidade com toda sua superioridade se não tivesse casado consigo. Não entendia o motivo de Bumi ferir tanto os brios dele, mas certamente devia ser doloroso para não deixa-la em paz nunca.
– Então por que não se mantém quieto e beneficia nós dois? Ou vai fazer uma de suas extravagâncias em apostas e investimento mal sucedidos, só não se esqueça que se sua mesada acabar, não vai ter mais dinheiro até o próximo mês.
Agora o homem a fitou com os olhos brilhando e Honora apenas sorriu, se ele queria briga, estava caçando com a pessoa certa.
– Uma mulher que não se dá ao respeito e soberana com postura patética de baixar os olhos não devia falar nada de ninguém.
O olhou no fundo dos olhos tão dourados quanto seus e meneou com a cabeça antes de apoiar as mãos na mesa e levantar. A que ponto ridículo e degradante havia chegado? Talvez o marido não estivesse tão errado em criticá-la tanto.
– Cuidado com suas palavras, quando eu decidir fazer uma limpeza em minha vida, vai ser o primeiro a ser limado.
Girou sobre os calcanhares fazendo seus cabelos se erguerem e um cheiro de líros do fogo ficarem para trás enquanto se afastava. Zhao sentiu o perfume e olhou a mesa farta em seguida.
Talvez sua grande e maior frustração fosse nunca ter conseguido minimamente os olhos de Honora sobre si, nunca teve a chance de ser nada para ela além de um acordo.
***
Depois de mais aquela situação adorável com o marido no jardim, voltou a sala e pegou sua garrafa de bebida sentando da grande e confortável cadeira de seu escritório pensando em tudo o que aconteceu nos últimos tempos. O gosto forte e amargo da bebida descia cortando pela garganta enquanto fazia uma retrospectiva de sua vida.
Ouviu uma gargalhada conhecida ao longe e sorriu num ato involuntário. Apesar de tudo, Bumi sempre a fazia sorrir. Gostava do timbre de suas risadas e da intensidade do sorriso. Sem dizer os olhos azuis como os mares que ele tanto amava. Fechando os olhos tantas lembranças surgiam que tornava-se impossível achar que não valeu a pena apesar dos pesares.
Mais gole amargo de bebida e com ela todas as lembranças ruins. Sabia que não era por maldade, entretanto seu coração partido mais de uma vez nunca cicatrizou completamente. Levantou deixando seu copo sobre a mesa de madeira anciã indo até a janela, talvez desse para dar uma fugida...
E quando o chão sumiu sob os pés e o coração deu aquela batida única e trincada nunca sentiu tanta raiva em um único momento. Mais uma vez, ali, bem debaixo de sua janela como se não fosse nada demais estava aquele maldito e a criada de chamego. Um jovem e cheia de vida garota com provavelmente menos da idade dele! Podia vê-la rindo baixinho enquanto tinha sua cesta carregada pelo oficial fardado.
Todas aquelas palavras dele escorriam como veneno, sentiu vontade de gritar lá fora sua ira e incinerar tudo ao redor! Girou sobre os calcanhares e pegou a garrafa pelo gargalo e bebeu boa parte do conteúdo no bico. Antes que notasse começou a atirar coisas contra as paredes. Tudo o que podia alcança e que se estilhasse, sem lembrar de mais nada.
Estava farta daquela gaiola de ouro que a rodeava.
Queria poder fazer suas escolhas apenas por si, sem ter de preocupar com o mundo ou a opinião dele. Passou todo tempo escolhendo as palavras, sorrindo para gente indecente e servindo a uma nação que não reconhecia metade de seu esforço. Sendo comparada ao pai como se fosse obrigada a ser uma segunda versão dele.
A princesa Honora sempre tinha de se comportar, bem falar, bem vestir, ser amável e educada, solicita, política, administradora. Não se envolver com certas camadas e ter cuidado com cada palavra dita.
Ao inferno com tudo isso! Por conta de tantas regras e hipocrisias que estava naquela dobra de casamento com um verme que se acha especial! Ao inferno com tudo aquilo!! Não viu o que aconteceu ou quando o escritório começou a ser consumido por chamas lilases. Só tinha que deixar toda aquela frustração sair.
Não dava conta mais de fingir que tudo estava bem quando não estava!!
Só queria um tempo a si mesma! Longe daquelas malditas pressões! Longe de todos!!
Saiu dali ignorando completamente os olhares assustados e trancou-se em seu quarto com ordens expressas de não ser incomodada. Em meio a toda aquela raiva havia ainda angústia, essa que foi chorada e assassinou travesseiros cheios de penas.
***
Quando Honora acordou do dia seguinte estava se sentindo estranhamente bem.
Parecia que um peso saiu de seus ombros, saiu da cama e caminhou pelo quarto amplo sentido todas as penas fofas sob seus pés. Num relógio descobriu já ser perto do meio da tarde do dia seguinte. Se olhou do espelho e lembrou de todos os acontecidos e estranhamente não ficou constrangida. Estava cansada de ter pena de si mesma.
Não queria mais acordar de ressaca e ter de ficar escondendo suas frustrações, hora de lidar com seus fantasmas e ficar livre deles. Tomou um banho longo e quente pensando em tudo com mais calma e decidindo o que faria assim que saísse daquele quarto. Fechou os olhos e suspirou.
A primeira coisa que faria era se livrar das duas pessoas que mais lhe davam problemas.
Continua...
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