Hurts Like Heaven
7 Capítulo 7
Notas iniciais
bem , aproveitem e leiam as notas finais . É muito importante.
Anne sonhou que dormia embaixo de uma grande árvore. Ela acordou e olhou para os lados tentando descobrir onde estava. Mas o lugar que via não era conhecido. Perto dela havia uma cidade , não diferente de qualquer outra , mas o mais belo era o castelo ao fundo. Anne já havia visto vários castelos. Afinal, antes de se divorciar sua mãe era uma famosa bailarina e costumava fazer parte das festas e infelizmente Anne tinha de acompanha-la. Mas ela nunca havia visto um castelo como aquele. Suas paredes eram de pedras brancas , ele tinha quatro grandes torres e seus telhados eram negros. Mas onde estava? Era tudo tão real a sua volta que Anne até se perguntou se realmente era realmente um sonho.
Bem , ela não teve mais chance de pensar em mais nada. Uma garota não a viu e acabou tropeçando nela, derrubando a enorme pilha de frutas que carregava e caindo em cima de Anne, que agora tinha certeza que não era um sonho. Doía demais para ser um sonho.
- Perdão , perdão – disse a garota – você se machucou?
Ela tinha cabelos loiros que batiam na cintura. Seus olhos eram azuis e ela tinha algumas sardas no rosto. Devia ter uns doze anos , mas era difícil dizer.
- Não – respondeu Anne.
- Ai , como sou desastrada! – ela disse se afastando de Anne e começando a recolher as frutas.
Ela pareceu surpresa quando Anne a ajudou. Ela se inclinou na direção de Anne e a olhou com olhar critico.
- Você é um fantasma? – ela perguntou mais pra si mesma.
Anne olhou para ela como se fosse louca.
- Não , não é um fantasma. O que você é ? – ela perguntou se afastando novamente.
- Uma pessoa ! – disse Anne abrindo os braços.
A garota rolou os olhos.
- Disso eu sei! Mas , como conseguiu ... chegar aqui?
- Eu não sei .- admitiu Anne – eu pensava estar dormindo e ai ...
O rosto dala se clareou.
- Ahh. Você veio por um sonho! Como não pensei nisso antes? Prazer meu nome é Gina Garcia.
- Anne Martinez. Como você descobriu que eu não era normal? E que lugar é esse?
- Calma , uma pergunta de cada vez! Tá vamos ver... Como descobri que você não é normal? Fácil. Quando você pega uma coisa sua mão fica meio transparente.
Nesse momento , Anne começou a virar suas mãos e olha-las só para ter certeza que ainda estavam lá. Gina riu.
- Fique tranquila ! Contanto que ninguém veja você pegando nada , você estará segura. Agora por que não vem comigo? Eu estou indo lá para o castelo deixar essas frutas.
Anne deu de ombros e começou a seguir Gina. O caminho todo ela ia olhando ao redor. Observava as casas , as pessoas , tudo. Enquanto andavam várias pessoas cumprimentavam Gina.
- Parece que as pessoas te conhecem bem por aqui... – disse Anne.
- É , eu moro aqui desde pequena com meus pais. E a maioria por aqui já me conhece... Sabe como é , né?
- Acho que sim...
Na cidade onde Anne morava antes de ir para Redmont ela conhecia várias pessoas. A maioria ela não gostava ou implicava com ela , mas tinha gente legal lá: Giovana , Georgia , Medie... e só. Claro , haviam os amigos de sua mãe, mas Anne sabia que não era a mesma coisa. Ela nunca tivera amigos da sua idade. As outras anteriormente citadas eram todas mais velhas. Mas Anne estava decidida a mudar essa realidade agora que tinha a chance.
- Chegamos – disse Gina. Anne estava tão envolta em seus pensamentos que nem reparou que elas haviam chegado a porta dos fundos do castelo.
A porta se abriu , dando passagem as duas garotas. Elas foram até a cozinha onde , após Gina ter batido papo com várias cozinheiras , deixaram as frutas.
- E agora ? – perguntou Anne.
- Vamos fazer o que mais gosto. Ficar bisbilhotando no castelo. – respondeu Gina
- Você pode fazer isso? – perguntou Anne levantando uma sobrancelha.
- Não – ela disse dando de ombros – e há um grande risco de sermos pegas. Mas o que você tem a temer ? Nem é daqui mesmo.
Anne pareceu ponderar a ideia por alguns segundos , quando uma expressão de duvida apareceu em seu rosto.
- E você? – perguntou com uma pontada de aflição na voz.
Gina fez um gesto para que ela não se importasse.
- Eu tenho pratica. – disse enquanto andava em direção a uma porta – Você vem ? Por que senão eu vou sozinha.
Anne acabou se dando por vencida. Elas andaram por vários corredores e salas ricamente enfeitadas. Anne guardava na memoria cada uma delas e achava uma mais linda que a outra. E elas continuaram a andar, até que Anne escutou uma coisa: música, tocada de um piano. Voltou alguns passos no corredor e parou ao lado da porta que vinha o som. Ela abriu um pouco a porta e espiou lá dentro. Ela conseguiu ver um belo piano preto enfeitado com detalhes dourados que mais pareciam vigas de uva crescendo nele. Tocando o piano havia um garoto loiro. Era tudo o que ela conseguia ver , já que ele estava de costas. A melodia que ele tocava era conhecida para Anne. Ela muitas vezes já havia tocado aquela música e também já havia escutado sua mãe toca-la.
Anne viu que Gina , agora que deu por sua falta, também se aproximava. O garoto terminou de tocar a música.
- Você a conhece ? – ele perguntou ainda sem se virar.
Gina fez sinal para que ela corresse , mas Anne não via o por que, já que o garoto já sabia de sua presença.
- Sim – ela respondeu entrando no quarto – eu costumava toca-la no piano junto de minha mãe.
O garoto ainda estava de costas para ela. Gina andava timidamente em direção a Anne.
- Sabe o nome dela? – perguntou o garoto.
- Não – respondeu Anne – eu me esqueci. Faz tempo que não toco piano.
O garoto ainda não havia se virado e isso começava a irritar Anne.
- O nome dela é Sperare, Song of septem electum do latim Esperança , Cântico dos sete eleitos. Você conhece a história deles?
- Sim, minha mãe me contou várias vezes. É uma história gênovesa.
- Que bom – ele disse – assim você pode entender melhor suas origens.
Anne sentiu os cabelos da nuca se arrepiarem.
- Como sabe que sou descendente de gênoves ?
O garoto deu de ombros.
- Geralmente , só vocês conhecem a história.
- E como você sabe ? – indagou Anne.
O garoto finalmente se virou. Ele tinha o rosto fino e pálido. Seu nariz parecia amis um bico e seus olhos eram completamente negros. Ele deu um sorriso sarcástico e disse:
- Isso não é da sua conta , não é mesmo?
Como em resposta a pergunta , ele ganhou um olhar gelado de Anne. Ele se virou novamente para o piano.
- Se querem ver algo realmente interessante acho que deveriam ver a sala do trono, é realmente peculiar , mas sugiram que sejam cautelosas – ele disse remexendo nas partituras – se alguém pegar vocês lá... bom , já sabem.
As duas meninas começaram a andar em direção a porta. Quando Anne ia fecha-la , o garoto se virou novamente e disse:
- Só mais uma coisa. No ultimo andar , há uma porta no fim do corredor. Não entre nela de jeito nenhum , entendeu?
Anne balançou a cabeça afirmativamente e fechou a porta.
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- Quem era aquele garoto ? – perguntou Anne enquanto andavam em direção a sala do trono.
- É melhor nem saber...- murmurou Gina.
Anne rolou os olhos. Ela simplesmente detestava que as pessoas escondessem algo dela. Porém , antes de poder protestar, Gina anunciou que haviam chegado. A frente delas havia uma porta dupla dourada e ricamente enfeitada. Havia desenhos entalhados na porta , mas antes de Anne poder admira-los , Gina abriu a porta e lhe puxou para dentro.
Não havia palavra para descrever a sala senão magnifica.
As paredes eram inteiramente brancas , sem nenhuma pintura ou quadros; o teto era incrivelmente alto com entalhes dourados e prateados ; ao fundo da sala haviam enormes e belos vitrais , por onde entravam os últimos raios de sol. A sala estava vazia , o que servia apenas para deixa-la maior e mais impressionante. Porém , impressionante mesmo eram os belos tronos. Sim , tronos. Não havia apenas um , mais sim 7, em uma elevação no fundo da sala , perto dos vitrais. Estavam dispostos em forma de um grande U : três de um lado , três do outro e um no meio.
Anne foi se aproximando deles quase que como em transe. O primeiro do lado esquerdo era feito de um material prateado , estanho ela pode reconhecer, e tinha várias marcas como se alguém tivesse feito para aliviar a tensão ou simplesmente não se importasse com o estado de seu trono. Na parte superior do trono , havia o desenho de uma engrenagem .
O primeiro trono do lado direito era feito inteiramente de vidro. Ele era completamente simétrico , o que lhe dava uma aparência meio “ quadradão “ e mesmo sendo de vidro, estava completamente limpo. Na parte superior havia o desenho de uma balança.
Ao lado do trono de vidro , havia um feito de cobre. Era um pouco rústico , porém majestoso . No alto havia o desenho de uma espada. De frente para esse trono , havia outro feito inteiramente de cristal. Havia muitos detalhes minuciosos e que Anne pensava ser quase impossíveis de se fazer no cristal. Na parte superior havia o desenho de um pena. Ao lado deste ultimo , havia outro trono, este feito de prata. Parecia ter sido planejado nos mínimos detalhes. Na parte de cima havia o símbolo de duas chaves cruzadas.
O trono do centro era exótico , para não dizer estranho. Ele era feito de chumbo e parecia ter sido moldado pela própria natureza: sem muitos detalhes e até mesmo com algumas falhas e partes mais pontiagudas. Na parte de cima havia o desenho de uma lua crescente.
Porém , o trono que mais chamou a atenção de Anne era o que estava ao lado deste ultimo. Ele era feito de ouro , tinha alguns detalhes mais não muitos. Na parte de cima havia desenhado uma estrela, mas não uma estrela qualquer. Era a estrela de Davi. A mesma estrela que Anne tinha na pulseira.
Seus pensamentos foram interrompidos pelas palavras de Gina.
- São lindos , não são?
- Sim – concordou Anne passando a mão no apoio de braço do trono dourado. – mas por que sete ?
Gina deu de ombros.
- Eu não faço a mínima ideia – disse.
Ela olhou na direção dos vitrais, onde os raios iam se tornando cada vez mais fracos.
- É melhor você se apressar – disse – Já vai anoitecer.
Nesse momento o pânico tomou conta de Anne.
- Mas , como eu volto ?- perguntou.
Gina pareceu pensar um pouco.
- Acho que sei. – disse se aproximando de Anne.
Gina pegou o braço dela e deu um forte beliscão.
No momento seguinte Anne se levantava aos pulos da cama. Esse sonho talvez, mas somente talvez , fosse pior do que o da dama de preto. Foi tão ... real.
Ela olhou pela janela. Ainda era de noite, mas ela sabia que não iria mais conseguir dormir. Com esse pensamento , ela calçou seus chinelos e foi em direção a porta. Quem sabe um copo de leite não tirasse aquele sonho estranho de sua mente.
Notas finais
ABSURDO!
Então eu resolvi escrever uma fic do brotherband também.
Não vou abandonar essa fic (juro!).
Mas a história ainda está em processamento...
bem era só isso.
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