Notas iniciais
voltei!!!!!!!!! Desculpem a demora. Eu estava com bloqueio de criatividade , então , perdoem se o cap estiver podre. Leiam as notas do final. É importante!

Duas semanas depois...

Halt chegava ao pátio principal do castelo com um garotinho junto na cela. O garoto não parecia estar acostumado a cavalgar , pois volta e meia se desequilibrava e se agarrava na cintura de Halt arrancando alguns resmungos mal humorados do arqueiro.

Katherine sorriu ao ver aquela cena. Ela sabia muito bem que Halt não levava lá muito jeito com crianças. Sendo filha dele , sabia disso melhor do que ninguém. A dama alargou o sorriso ao perceber que ao lado de Halt , vinha seu ex –aprendiz Will , que também sorria ao ver a cena. Quando pequena , Katherine tinha ciúme do relação do pai com Will , mas com o tempo ele fora conquistando sua confiança. Agora eles eram como irmãos.

Ele estavam parando e ela resolveu ir socorrer o pobre garoto que provavelmente estava a horas numa sela com Halt. Ele desmontou e Kathy ajudou o menino a desmontar. Assim que ela o pôs no chão , as pernas do menino fraquejaram e ele teve de se segurar em Katherine mais uma vez.

-Você está bem ? – ela perguntou.

O garoto fez que sim com a cabeça.

- Você deve ser Jerome não? O irmão de Anne ?

Mais uma vez o garoto apenas balançou a cabeça afirmativamente.

- O que foi? – perguntou Kathy – o gato comeu sua língua ?

- Acho que Halt assustou ele . – disse Will se aproximando e abraçando ela.

- O que ele disse ? –perguntou Katherine unindo as sobrancelhas.

- Ele precisa dizer algo ?- disse Will sorrindo.

- E você só sabe responder uma pergunta com outra? – perguntou uma voz atrás deles.

Eles se viraram e se depararam com Halt. Katherine foi direto abraça-lo.

- Sabe – disse Will sussurrando e se inclinando na direção de Jerome – ela é filha dele.

O garoto arregalou os olhos.

- Jura ? –perguntou.

Foi impossível Will não sorrir ao ouvir aquilo. Talvez , se não conhecesse Halt seria difícil imaginar que uma garota doce e gentil como Kathy era sua filha. Ele também se lembrou de quando tinha medo de Halt e dos arqueiros por causa dos boatos de que eles faziam magia negra. Ele se perguntou se o garoto tinha medo dos arqueiros. A julgar pelas pernas dele , que ainda tremiam , Will pensou que sim.

- Juro – disse Katherine se aproximando – Que tal você se arrumar e tomar um banho em ? Venha comigo.

Dizendo isso , ela pegou a mão do garoto e seguiu para dentro da torre. Ela deixou-o em um quarto e desceu até a biblioteca , onde pegou alguns papeis e subia em direção ao se escritório quando uma voz perguntou :

- Katherine ?

Tamanho susto , Katherine deixou todos seus papeis e livros caírem.

- Jonathan ?

Se havia alguém no mundo que conseguia fazer Katherine mais desastrada , esse alguém era Jonathan. Ele era um aprendiz da escola de guerra. Alto , moreno e bonito , eles se conheciam desde crianças. Secretamente , ela tinha uma queda por ele desde os 12 anos.

- O que você faz aqui ? – Perguntou ela .

Ele sorriu , o que serviu apenas para deixar Kathy mais desnorteada.

- Vim entregar uns papéis para o Barão. Acho que eu te atrapalhei... – disse ele olhando para os papéis espalhados pelo chão.

-Ohh . – disse Katherine.

Eles se abaixaram ao mesmo tempo para pegar os papéis e acabaram por bater as cabeças uma na outra. Eles riram e começaram a pegar os papéis. O ultimo eles pegaram juntos. Os olhos deles se cruzaram num olhar que durou tempo demais. Finalmente , Kathy arrumou o papel com os outros.

- Tenho que ir ... – ela disse.

- Ah , claro. Foi bom te ver. – ele disse sorrindo.

- Igualmente – respondeu ela sorrindo também. E entro no se escritório .

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No quarto , Jerome já havia se trocado e olhava no espelho. Mal ele sabia que dias antes sua irmã estivera ali. Ele se perguntava onde ela estava, afinal , não a vira em canto nenhum do castelo , e ele também tinha um certo receio de sair do quarto pois não sabia aonde ir. Mas a preocupação com Anne era maior. Eles não eram irmãos de sangue , mas ele era o mais velho ( apesar de ser por apenas dois meses ). Além disso , seu pai pediu para que ele a protegesse, apesar dele pensar que era mais capaz dela ter de protege-lo. Jerome não era alto, tampouco forte. Tinha cabelos castanhos , olhos da mesma cor e a pele um pouco morena. Jerome estava distraído olhando seu reflexo , quando um barulho chamou sua atenção.

Ele se virou e viu a porta do guarda-roupa se abrir. Uma garota pálida e cabelos negros empurrou a porta com o pé. Os olhos azuis penetrantes examinavam Jerome dos pés a cabeça.

- Você é o irmão da Anne? – ela perguntou dizendo você com uma cara de nojo. – Jerome Quírion ?

- S-Sim – disse Jerome – Você conhece ela ? Sabe onde ela está ?

- Sim e não me importo. Mas ela deve estar na floresta com Amélia e Alex.

Os olhos de Jerome se arregalaram.

- Quem é Amélia ? E QUEM É ALEX ? E que floresta ? E ...

- Hey ! – interrompeu Beatriz – Uma pergunta de cada vez !

Jerome tomou ar e começou.

- Quem é Amélia ?

- Outra protegida e amiga da sua irmã.

- Quem é Alex?

- Também protegido e amigo da sua irmã. – ela respondeu olhando para as unhas.

- Que floresta ?

- Aquela atrás do castelo.

- Não é proibido entrar lá?

- Na teoria , sim, já na pratica...

- Isso significa que ela está com problemas.

- Só é um problema se te pegarem – respondeu a menina dando um sorriso travesso – E eu conheço sua irmã o suficiente para saber que isso não vai acontecer...

- O que eles foram fazer ?

- Não me interessa.

- Você também é uma protegida ?

- Jura !!? – ela disse fingindo surpresa.

- Por que é tão sínica ?

- Não é da sua conta.

- Que diabos você estava fazendo no armário ?

- Não te interessa.

Aquela garota estava começando a irrita-lo. Jerome não gostava de respostas atravessadas. Muito menos quando vinham de uma garota.

- Qual seu nome ?

- Beatriz.

- Beatriz do que ?

- La cortez.

- Desde quando está aqui ?

- Desde os 2 anos.

- O que houve com seus pais ?

Ela bufou e finalmente levantou os olhos para ele.

- Não é da sua conta – ela respondeu dizendo cada palavra devagar, como se a machucasse – E aprenda uma coisa Jerome: Nunca , nunca mesmo , toque no assunto dos pais, entendeu ?

Jerome balançou a cabeça afirmativamente.

- Ótimo – Disse Beatriz saindo do armário e indo em direção a porta. – Você vem ?

- Pra onde ?

Ela revirou os olhos como se a resposta você obvia.

- Para o telhado. Gabe deve estar lá. Acredite você vai gostar dele. – Jerome abriu a boca para fazer outra pergunta, mas Beatriz o interrompeu – Ele um protegido mais velho. É irmão da Amélia. Agora chega de fazer perguntas garoto-palito , e venha logo.

Dizendo isso , ela o puxou para fora do quarto e caminhou em direção ao telhado.

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- Por que estamos aqui de novo , MESMO ? – perguntou Amélia.

Anne rolou os olhos.

- Vocês vão ver. – ela respondeu.

Eles estavam novamente na torre, o que parecia deixar Amélia nervosa. Ela estava ao lado de Alex , perto da manivela da maquina de memorias ( era assim que eles a apelidaram ) e Anne estava na frente das lentes.

- Anne, por favor, explique-se. –implorou Alex.

Anne suspirou.

- Quando eu cheguei aqui, eu me lembrava de poucas coisas que aconteceram de fato. Me lembro muito pouco e algumas lembranças não estão claras. Eu quero ver se isso pode me ajudar. – disse ela apontando para a maquina. – Agora vão me ajudar ?

Amélia e Alex se entreolharam.

- Esta bem.- disse Amélia- Gire a manivela seu urso pardo gigantesco.

Alex olhou feio para ela , mas girou a manivela.

Anne viu aquela luzinha e em seguida se virou. A sucessão de imagens foi tão rápida que Anne mal conseguiu acompanha-las.

Primeiramente , viu-se levantando da cama em seu quarto. Acabara de acordar de um pesadelo. Depois se via espiando pela fresta da porta do quarto dos seus pais, mas não consegue ver o que via, então, Bianca aparece e pede silêncio. Anne derruba um vaso. Em seguida ela e Bianca estão diante de um homem encapuzado. Ele joga Bianca pela janela e Anne o ataca com a adaga que tinha em punho. Depois , algo ataca Anne e ela foge pela janela. Na cena seguinte, ela estava em seu quarto pulando pela janela, caindo no chão e fugindo com Bianca sendo perseguida por algo. A cena muda e Anne está encima de uma árvore mordendo o pulso ao som de um grito. Depois ela sai correndo de lá e a cena muda para ela correndo de um cavaleiro em uma outra floresta. Em seguida , ela está no meio da estrada onde dois arqueiros a veem, então , ela é atingida pela flecha do cavaleiro. Enquanto um dos arqueiros persegue o cavaleiro , outra fica e cuida de Anne.

A cena muda de novo, mas desta vez não é reconhecida de primeira. Uma garota de cabelos loiros se encontrava parada em uma sala escura onde , sentadas em cadeiras , haviam seis mulheres. A primeira usava um vestido vermelho e curto, seus cabelos curtos era de um vermelho intenso e seus olhos castanhos avermelhados. A expressão dela era revoltada e ela parecia não nada feliz de estar lá. A moça do lado dela era pálida de cabelos negros longos e olhos azuis. Ela tinha a expressão calma e usava um vestido longo e claro que , assim como seu cabelo , flutuava ao seu redor como se ela estivesse debaixo da água. Outra usava calça e blusa marrom , tinha os ombros largos e fortes e estava um pouco suja de terra. Seus cabelos castanhos estavam presos em um coque e tinha olhos da mesma cor. A que estava do seu lado usava um vestido comprido e branco, tinha os cabelos de um loiro platinado, olhos acinzentados. Seu cabelo e suas roupas pareciam se agitar , como se uma leve brisa sempre soprasse. Do sentada ao seu lado , havia uma mulher de vestido negro , cabelos da mesma cor e olhos prateados. Ela olhava diretamente para Anne , como se pudesse vê-la. A ultima cadeira era ocupada por uma mulher de pele bronzeada , cabelos loiros e usando um vestido azul como o céu. Seus olhos eram dourados e ela fuzilava a garota loira parada a sua frente. Todas pareciam ter 20 e poucos anos , menos a primeira , que parecia um adolescente , e a garota da brisa , que não podia ter mais de 12.

- Mandaram me chamar ? – disse a garota loira. Ela estava de costas , então não tinha como saber quem era. Embora sua voz soasse familiar.

-Sim – respondeu a moça dos olhos dourados – Acho que tu já sabes o por quê.

- Foi por causa do sonho... – respondeu a garota.

- AH, finalmente alguém esperto nessa droga! – queixou-se a garota ruiva.

- Silêncio ! – disse a garota dos olhos dourados.

- Ainda estou com uma duvida. – interveio a garotinha da brisa – Por quê convocou todo o conselho ?

- Por acaso não estais pensando em punir essa garota , estais ? – disse a moça que parecia flutuar na água.

- É melhor que não – disse a garota de calça – Tu sabes muito bem que isto foi obra dela e de sua cria! Tu não podes culpar a menina.

- Nem irei . – disse a garota dos olhos dourados e , virando-se para a menina , continuou – Estou aqui para dar-lhe um aviso. Afinal , sabemos o que ela planeja, não ?

- Ela quer que o menino influencie a garota. – disse a mulher dos olhos prateados – Tu não podes deixar isto ocorrer. Entendeste ?

- Sim – disse a garota- Apenas isto ?

- Só mais uma. – disse a garota que flutuava na água – Isso significa que tu também deves ficar longe dele.

A garota fez que sim com a cabeça e a cena se apagou.

Anne cambaleou , mas não desmaiou. Seus amigos a olhavam de boca aberta.

- A-Aquilo foi uma memoria sua ? – perguntou Amélia.

- Não – respondeu Anne – Foi a memoria de um pesadelo. Mas se a maquina me mostrou isso... Eu não sei. Deve ser algo importante.

- Mas ... e as outras coisas? Também são... – disse Alex mas Anne o interrompeu.

- Aquilo era de verdade. Foi o que passei antes de chegar aqui.

- Sinto muito. – disse ele.

Seguiu-se um silêncio constrangedor quebrado por Amélia.

- Bom , — disse ela – é melhor voltarmos para o castelo. Não quero ser atacada por um lobo de novo.

Notas finais
Então... Agora todos vão estar arrancando os cabelos por que eu disse que o Halt tem uma filha mais eles não podiam ter.
PORÉM/TODAVIA/CONTUDO/ENTRETANTO, no livros diz que PROVAVELMENTE eles não teriam filhos. ( pode confirmar : Livro 9 , Halt em perigo , capítulo 52 , página 389 , primeiro parágrafo ,segunda frase. )
Então , se era provável não era impossível! Difícil sim , impossível não. Aí, deu no que deu né ?
Me processem !