Notas iniciais
olá criaturas do submundo do nyah! Eu particularmente gostei de escrever esse cap, principalmente o final.... Mas não vou mais tomar o tempo de vocês.

Anne batia nervosamente nos próprios joelhos. Estava sentada em um dos bancos da igreja pensando em um jeito de fazer o que ia fazer de um modo convincente. Enquanto esperava, contemplava as pinturas no teto.

– São realmente lindas , não?- pergunta uma voz.

A garota olha para o dono da voz: um homem com os cabelos brancos, usando uma batina ricamente bordada e uma espécie de chapéu vermelho na cabeça. Ao seu lado estava um homem mais jovem usando uma batina marrom.

– Sim, elas são.- disse Anne – fico imaginando como conseguiram pintar o teto...

– é realmente um trabalho complicado, mas o resultado vale a pena.- disse o mais jovem dos homens.

– mas creio que a senhorita não veio aqui apenas para apreciar as pinturas, não?

– não. – disse Anne – eu vim pra me confessar.

O homem de cabelos brancos ergueu as sobrancelhas.

– você está á dois anos no castelo e nunca veio a igreja.- era mais uma afirmação do que uma pergunta.

– Eu tenho meus truques. E além disso eu estou mesmo precisando falar com alguém que não vai poder contar á mais ninguém.

– Tudo bem. – disse o velho – acho que frei Marcos pode conversar com você. Mas seja rápida, estamos de saída.

Ele andou devagar em direção á porta e o frei se sentou ao lado de Anne. Ela esperou que o homem chegasse a porta para dizer em tom baixo:

– Preciso de ajuda.

Marcos levantou a sobrancelhas encorajando-a a continuar.

– Preciso entrar na biblioteca da igreja.

– perdão?

– Olha, eu sei que eu disse que eu ia me confessar , mas eu realmente preciso entrar lá. Eu sei que o que Katherine tem não é uma doença. Ela foi envenenada, mesmo que por engano. Acho que estavam tentando envenenar o rei, mas isso não vem ao caso. A questão é:- disse parando para respirar – eu acho que eu sei quem fez isso. Mas para ter certeza, preciso entrar na biblioteca.

Anne fez a melhor cara de “por favoooooooor” que podia, mas não sabia se isso iria funcionar. A ultima vez que fizera essa cara fora para pedir á sua mãe que lhe contasse um pouco do seu pai, de quem ela se negava terminalmente a falar. Marco olhou para o homem, ainda parado na porta ainda o esperando. Tomando uma decisão, tirou o molho de chaves do bolso e entregou uma á Anne.

– Vamos almoçar. Você não deve ter mais do que uma hora. E por favor não conte a ninguém.

– Obrigada.

Ele sorriu para a menina e se levantou.

– Frei.- chamou Anne. Ele se virou para ela. – O senhor acredita que sonhos possam não ser apenas sonhos?

– Não- disse ele simplesmente. – sonhos são apenas sonhos. Por mais que pareçam , não são reais.

Ela assentiu e Marcos e o outro homem desapareceram pela porta. Pouco tempo depois, entraram Amélia e Alex.

– E então?- perguntou ele.

Anne sacudiu a chave na frente dele.

– Agora precisamos achar essa porta e rápido.- disse.

Os três entraram na sacristia e se depararam com um corredor cheio de portas.

– Alguém tem alguma ideia?- perguntou Amélia.

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Quando disseram a Jonathan que ele tinha visitas ele jamais imaginaria encontrar 5 crianças brincando com espadas de madeira no seu quarto. Beatriz lutava com Harry enquanto Gabe ria e Jerome segurava Lily para ela não bater no loiro.

– Com licença.- disse Jonathan.

A distração momentânea fez Jerome soltar Lily e esta dar um pescotapa com um estalo fortíssimo em Gabe. Beatriz conseguiu desarmar Harry.

– oi Jonathan. – disse ela colocando as espadas de lado.

– ainda bem que você chegou!- disse Lily.

– ai.- gemeu Gabe. – ela tem a mão pesada, não?

– Eu que o diga.- bufou Harry.

– você diz isso porque não teve que segura-la...- disse Jerome.

– Ok, o que vocês estão fazendo aqui? – disse Jonathan.

– ah, sim isso.- disse Beatriz se sentando na cama.

Ela fez um gesto para que Jonathan se sentasse e foi o que ele fez. Mesmo nunca admitindo, ver Beatriz tão séria o deixou preocupado.

– o que aconteceu?- perguntou.

– Você ainda não soube?- perguntou Beatriz surpresa.

– Soube do que?

Do outro lado do quarto Lily murmurou algo como “ como é desavisado” , levando uma cotovelada de Harry.

– Sobre Katherine.- continuou Beatriz- bem, você não soube que ela ficou doente?

Nesse momento Jonathan agradeceu Beatriz mentalmente por tê-lo feito sentar porque ele certamente teria caído.

– Katherine? Doente? Ela está bem? Não, seu idiota. Ela está doente. Como poderia estar bem?

– Como é engraçado que a bruxa tenha sido avisada poucos minutos depois de encontrarmos ela e o namorado dela não ficar sabendo....- insinuou Beatriz.

Jonathan estava prestes a dizer que ele e Katherine não eram namorados quando outra palavra na frase lhe chamou a atenção.

– Como assim depois que vocês a encontraram? – perguntou.

– Encontramos ela desmaiada no corredor.- disse Beatriz.

– Desmaiada? – perguntou Jonathan.

–Sim.- disse Beatriz. – de madrugada. Então...

– O que faziam tão tarde...- cortou a Jonathan , mas ele não teve tempo de terminar a frase. Beatriz lhe agarrara pelo colarinho da blusa e o sacudia.

– Controle-se homem! – disse- será que você não vai me deixar terminar uma frase?

Ela largou a blusa e se afastou.

– Desculpe, mas você esgotou a minha paciência. – disse – mas agora , por que você não me deixa contar a história toda?

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Amélia teve mais uma ataque de tosse. Ela realmente amava livros, mas tanta poeira estava fazendo mal ao seu sistema respiratório. Á duas estantes ao seu lado, ouviu Anne murmurar o índice de outro livro.

– O que estamos procurando mesmo?- perguntou Alex várias estantes á direita.

– Algo sobre símbolos de bruxaria.- respondeu Anne.

– Pela ultima vez, Melaine pode ser má mas não é uma bruxa! Bruxas não existem! – disse Amélia pela 20º vez.

– Veremos!

Amélia bufou. Já se sentia mal o suficiente em ter entrado na biblioteca sem permissão, mas ainda por estar procurando algo que ela não podia procurar. Ela abriu outro livro e se deparou com um desenho pavoroso do que ela imaginou ser um demônio. Fechou o livro com um estalo e o guardou de volta.

– Acho que achei alguma coisa! – chamou Anne, minutos depois.

Amélia foi ao encontro da voz da amiga e ouviu Alex fazer o mesmo. Eles a encontraram sentada no chão ao lado de uma pilha de livros de capas escuras e gastas. Ela tinha um aberto no colo, com capa de couro negro e um titulo em dourado “Bruxas e seus símbolos”.

– Jura? – perguntou Amélia. – Por que não pesquisamos sobre o veneno em vez disso?

– Se você realmente quer descobrir qual o tipo do veneno espero que esteja dispostas a roubar alguns livros.- respondeu Anne.

– Acho que não seria necessário...

– Claro que seria contando que Beatriz é a única que conseguiria aproveitar alguma coisa deles...

– Ok , mas o que você achou?- interrompeu Alex.

– Isso. – disse Anne mostrando-lhes um desenho que ocupava mais da metade de uma página do livro.- Crescente , cheia ,minguante.

– Exatamente como o colar da nossa Lady. – disse Alex.

– Isso não prova nada....

– Não me diga que você caiu no papo dela de que foi um presente! Amélia, você é tão inteligente...

– Não Alex, eu não acreditei. Mas o que podemos fazer? Chegar lá e dizer que ela é uma bruxa apenas pelo símbolo do colar?

– É você tem razão... – disse Anne.- mesmo assim, já podemos ter uma ideia de com quem estamos lidando...

– Anne, pela ultima vez bruxas não existem!– Disse a loira enquanto ela colocava os livros nos seus lugares.

– E pela ultima vez , Amélia: veremos.

Amélia revirou os olhos e ajudou Anne com os livros.

– E como você pretende devolver essa chave? – perguntou Alex.

– Vou pendura-la no trinco da porta com um bilhete dizendo que a achou no chão da igreja.

– Quem acreditaria nisso?- questionou Amélia enquanto a amiga escrevia o bilhete.

– Aprenda uma coisa Amélia: as pessoas acreditam no que querem acreditar e veem o que querem ver – disse Anne – Agora vamos embora logo. Eles já devem estar voltando.

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Anne ficou acordada olhando pela janela do quarto. Quando pensou já ser meia-noite , acordou suas amigas e juntas rumaram em direção ao ultimo andar, passando pela passagem secreta. Beatriz, cismada que Lady Melaine os vigiava fez questão de observar se não estavam sendo seguidas.

Seguiram pelo túnel até a sala onde encontraram os meninos.

– E então?- perguntou Gabe.

Anne tirou o mapa dos tuneis do bolso.

– vamos testar a mais nova das nossas passagens.

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Beatriz realmente detestava aqueles tuneis. O subterrâneo nunca fora seu lugar favorito, mas aprendeu a se controlar. Porém assim que viu o tamanho do túnel que os levaria ao porão da padaria ficou tentada a dar um pescotapa em Anne por ter tido essa ideia.

O túnel era tão baixo que até mesmo Anne teria de se agachar para passar e tão estreito que tinham de andar de lado. Se Beatriz era claustrofóbica? É, você pode dizer isso.

– Bia.- a voz de Gabe a tirou de seus devaneios.- você está bem?

– ótima- respondeu ela engolindo e seco. – afinal quem não gosta de um túnel estreito e escuro?

Dizendo isso entrou decidida no túnel. Ela nunca sentiu tanta vontade de voltar.

Andando com as costas coladas na parede esquerda, imaginava a outra parede a esmagando. Teve de sacudir a cabeça várias vezes para se livrar de tal pensamento e passou a olhar para seus o pés. Gabe atrás dela ficava constantemente perguntando se ela estava bem, mas Beatriz se limitava a assentir com a cabeça.

Quando o túnel finalmente se alargou e ela começou a sentir uma leve elevação, Beatriz deve vontade de se ajoelhar e agradecer á todos os deuses que um dia já havia ouvido falar. Anne abriu um alçapão e uma claridade tênue invadiu o túnel. Um a um, eles subiram e se depararam com várias sacas de farinha , Harry e uma Lily de tranças e camisola.

– Lily- disse Amélia – você esqueceu que tínhamos marcado á meia noite?

– Claro que não – diz a ruiva , abafando um bocejo.

– ok, agora por que não contamos tudo o que descobrimos? – perguntou Jerome.

Amélia, Alex e Anne contaram sobre sua descoberta na biblioteca e os outros contaram sobre sua conversa com Jonathan , que dissera acreditar neles e jurara ajudar no que fosse preciso. O mais importante, porém, nenhum deles soube responder: qual era o misterioso veneno.

Ao ouvir a menção do veneno , Lily ficou tensa. Isso passou despercebido por todos. Menos por Beatriz.

– O que foi?- perguntou a ruiva.

– Nada- respondeu de um jeito pouco convincente.

– Fale logo. Katherine não vai conseguir segurar as pontas para sempre.

Lily hesitou um secundo antes de tomar uma decisão.

– Eu... achei um livro, enterrado, alguns anos atrás. Não consigo lê-lo , está em alguma outra língua , mas ...bem , por alguns desenhos consegui entender que algumas paginas falam sobre algo que parece veneno.

– E por que não contou para nós?- perguntou Jerome.

– Eu não sei do que se trata, ok?- respondeu a ruiva impaciente – se for algo ruim e mandarem traduzir, vou me meter em encrenca.

– ótimo. Mas nós temos uma rata de biblioteca conosco. – disse Alex- aposto que ela consegue traduzir, não Amélia?

Amélia parecia estar decidindo se dava um tapa em Alex por tê-la chamado de rata de biblioteca ou se agradecia pelo fato de ele acreditar que ela conseguiria traduzir um livro.

– Talvez.

– Já é um começo- disse Anne.- Lily traga esse livro pra Amélia amanhã. Acho que precisamos de pelo menos uma hora de sono diária.

– Eu que a diga- disse Lily abafando outro bocejo. – desse jeito não pra continuar.

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Anne acordou sem folego. Tivera mais um pesadelo, desta vez, ela era devorado pelo lobo que havia matado. Olhou pela janela. Os primeiros raios de sol começavam a surgir , então, decidiu levantar. SE trocou e começou a caminhar distraída pelos corredores, em direção ao refeitório. Tão distraída que não enxergou a garota que colidiu com ela, derramando tudo o suco que trazia.

– Ah meu Deus! Me desculpe! Eu nem te vi....

– Não está tudo bem... – disse Anne sacudindo os braços.- acho que nem manchou tanto...

– tá brincando? Eu te sujei inteira....- disse a loira.

– Não foi nada. Não precisa se desculpar...- ela deixou a frase no ar.

– Charlotte. Charlotte Elizabeth Agatha.

Anne quase pulou para trás quando olhou para cima. Não para frente, para cima mesmo. A princesa podia ser dois anos mais nova que ela , mas conseguia ser mais alta que ela. Aparentemente , Charlotte percebeu seu descontentamento com sua altura.

– Não fique assim – riu- sou mais alta do que a maioria das crianças da minha idade. Devo ter puxado ao meu pai.

– Peço desculpas, vossa alteza.

– Me chame Charlie . E vem comigo, eu vou te emprestar um dos meus vestidos.

E pegando Anne pelo braço , começou a arrasta-la até o final do corredor.

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Alex já havia acordado de jeitos e lugares um tanto incomuns. Mas acordar literalmente com um balde de água fria era novidade para ele. Seu primeiro pensamento foi que estava se afogando, então , começou a se debater como um peixe fora d’água , se enrolando no lençol e caindo da cama. Só entendeu o que estava acontecendo quando ouviu as risadas de Beatriz e Jerome.

– Não tem graça...- disse se desenrolando do lençol.- e o que ela está fazendo aqui?

– Você entrou no dormitório feminino, eu só estou dando o troco.

– Eu já disse que eu não fiz nada! Mas eu não esperava isso de você Jerome!

– Isso torna as coisas ainda mais engraçadas!- disse Beatriz

Ela se dobrou apertando a barriga tentando respirar. Alex soltou um Muxoxo e expulsou ela do quarto, tomando uma nota mental de se vingar dela e de Jerome mais tarde.

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Amélia acordou pensando que tinha ficado louca de vez. Passou boa parte da noite tendo pesadelos com aquele bendito livro, acordou e não encontrou Anne nem Beatriz nas camas. Saiu e encontrou um Alex encharcado expulsando uma Beatriz que saiu, literalmente, rolando no chão de tanto rir e por fim, encontrou Anne um dos vestidos mais lindos que ela já viu.

– Mas o que...?- começou.

– Trombei com a princesa no meio do corredor, ela derrubou suco em mim e me emprestou um dos vestidos dela.

– E você aceitou?

– digamos que ela não me deu a chance de recusar.

As duas se sentaram e começaram a tomar café quando Beatriz, Gabe, Jerome e Alex com os cabelos molhados chegaram.

– Alex, você tomou banho?

Por algum motivo que Amélia não entendeu, Beatriz e Jerome começaram a rir.

– Mais ou menos.- murmurou Alex.

Anne ergueu uma sobrancelha para o irmão.

– Jerome?

– O que?- disse ele segurando o riso.

– O que vocês fizeram?- perguntou olhando de Alex para ele e Beatriz.

– eles me acordaram com um balde de água fria. Literalmente.- disse Alex mal-humorado

Gabe e Amélia começaram a rir ao mesmo tempo , mas Anne apenas revirou os olhos.

– Jura? Essa é a sua vingança? – perguntou Anne á Beatriz

– Como você faria, então?

– Bem, eu...

– Não ,Anne – cortou-a Alex.- Não dê ideias a ela!

Dessa vez, Anne não aguentou e riu. Alex a fuzilou.

– Tudo bem, mas agora temos que nos preparar. Hoje vamos caçar.- disse virando sua xicara de café em um gole.

Ela saiu junto com Alex, Gabe e Jerome deixando Amélia e Beatriz sozinhas. Se passaram alguns minutos antes de uma voz conhecida chamar ‘psiu” . Amélia se virou e se deaparou com aquela montanha de cabelos ruivos.

– Ah, olá Lily.- disse

– oi. Vim trazer o que prometi.- disse ela estendendo um ENORME livro desbotado e gasto.- as páginas que precisa estão marcadas. Tenho que ir agora. Me avisem se descobrirem algo.

– Obrigada Lily- disse Amélia enquanto a menina corria de volta á porta da cozinha.- as vezes me pergunto se ela não gosta do castelo. Você sabe, quase nunca põe os pés fora da cozinha.

– Gostar ela gosta.- disse Beatriz.- ela só tem medo de que peguem ela fora da cozinha e não a deixem mais voltar. Ela me contou. Disse que uma vez lhe disseram que aquele era o lugar dela, o lugar da filha do padeiro.

– Acho que temos uma bela ideia de quem disse isso á ela não?

– Se não Tiffany , a mãe dela.- disse Beatriz. Mas agora eu vou repor meu sono. Boa noite Amélia e boa sorte com o livro.

Dizendo isso, ela deixou a sala.

– Sempre sobra para mim.- resmungou a loira pegando o livro e partindo em direção á biblioteca.

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Eles estavam a duas horas na floresta e haviam caçado um cervo bem grande que seria suficiente. Agora eles apostavam corrida com os cavalos. Anne adorava aquilo. Embora ainda fosse muito inexperiente em andar a cavalo( por vezes batia a cabeça em um galho mais baixo) adorava montar. Anne viu Alex emparelhar com ela e já estava pronta para acelerar quando ele pegou as rédeas do cavalo dela e o fez parar junto com o dele.

– Ei! Isso era só por que eu estava ganhando?

– Olhe- disse ele apontando para o chão.

Um pouco mais a frente na trilha, Ane conseguiu enxergar uma pegada enorme, um pouco escondida. Olhou mais a frente e viu que a trilha continuava.

– Uou. – disse.- parece um bicho enorme.

– é – disse Alex – e eu não estou com vontade de trombar com ele, então, que tão se voltássemos?

Anne assentiu e os dois apostaram corrida de volta.

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Amélia chegou no quarto praguejando. Passara o dia todo na biblioteca e mal conseguira traduzir uma pagina. Frustrada e exausta ela apenas se jogou na cama e dormiu praticamente imediatamente.

– Ei, Mia! Você não acredita no que...- disse Anne entrando no quarto minutos depois e vendo a amiga dormindo.- vi.

Anne deu um pequeno e seguiu para sua cama. Beatriz provavelmente iria demorar, passou o dia inteiro dormindo “ repondo” seu sono perdido e não iria querer dormir tão cedo. Anne se jogou em sua cama e passou a olhar o teto. Queria muito dormir, mas não conseguia parar de pensar. Fora tanta coisa para apenas um dia... e estava tão ansiosa para saber o que Amélia descobrira! Pelo visto teria de esperar até amanhã.

Poderiam ter se passados minutos ou horas quando Beatriz finalmente chegou. Anne ainda não havia dormido, mas o sono começava a surgir. Algum tempo depois ela finalmente fechou os olhos....

Foi quando ouviu o barulho.

No começo, pensou que fosse sua mente cansada lhe pregando uma peça, mas ele se repetiu: o som de passos apressados no corredor. Anne se levantou e foi em direção á porta, abrindo-a o mais silenciosamente que pode. Andou pelo corredor. Deserto. Parou e escutou. Dessa vez o barulho veio da esquerda. Ela andou o mais silenciosamente que pode e se surpreendeu ao virar um corredor. Parada no meio do corredor havia uma mulher, era difícil observa-la na penumbra mas ela tinha os cabelos compridos e de uma cor muito claro, loiro, pensou Anne. Mas ela não teve mais tempo para observa-la. De algum modo , a mulher percebeu sua presença e se virou. Arregalou os olhos e começou a correr.

– Espere! – pediu Anne, mas ela já havia virado o corredor.

Então ela ouviu o barulho de vidro se quebrando. Correu pensando que a mulher pudesse ter se machucado e se deparou com mais uma surpresa: a janela no final do corredor estava quebrada e não havia sinal da mulher. Mas isso não era nem de longe o mais impressionante.

Pois além da janela, havia um pedaço da parede que também havia quebrado.

Notas finais
e então????