Hurricane

18 You can be my happiness


Notas iniciais
Oiii pessoas lindas! É meu aniversário, mas quem ganha o presente são vocês, haha coisa de casas bahia, haha. Enfimmm, Como está o fim de semana de vocês? Muito calor? Aqui estou derretendo lentamente, hahaha. Enfimmmmmmmm, aqui está mais um capítulo para vocês. Como sempre, achei super fofo escrever e espero que vocês gostem. x

– Ah! Quinn... – Santana falava rindo, enquanto Quinn fazia cócegas na lateral de sua barriga. – Q-quinn, p-para! – A latina tentava segurar suas mãos, mas era difícil.

Após comerem o delicioso lanche que Maribel preparou, Santana e Quinn passaram algumas horas deitadas uma de frente para a outra trocando beijos carinhosos e se conhecendo um pouco mais. Era difícil para Santana esconder o sorriso de felicidade que aparecia em seus lábios, assim como era difícil controlar o batimento acelerado de seu coração. A latina estava tão feliz com tudo que acontecia, mas com medo de ser um sonho, Santana muitas vezes passava sua mão pelo rosto de Quinn se lembrando de que tudo aquilo era real.

Não se sabe quando tempo ficaram daquela forma, mas conforme se conheciam, Santana contou que sua maior fraqueza era cócegas que sentia em sua barriga, e, com um olhar muito malicioso, Quinn não deixou sua chance escapar.

Com a mão na cintura da latina, Fabray aproveitou a proximidade em que estavam para começar uma sessão de cócegas pela barriga de Santana. O modo adorável como Santana ria, fazia o coração de Quinn acelerar. A risada da latina era contagiante fazendo Quinn rir.

– Quinn! – Santana se mexia sem parar na cama, rolando para longe de Quinn e em segundos caía lentamente, tentando se segurar em seu lençol antes de ir parar no chão.

– Ops. – Quinn tampava sua boca, rindo ainda mais ao ver Santana no chão.

– Whoa...

– Você está bem? – A loira perguntava, se aproximando da beirada da cama.

– Acho que sim. – A latina respondia, rindo, ajeitando seus óculos. – É tudo culpa sua, Lucy Quinn! –

– Você não devia ter me contado que cócegas era seu ponto fraco, Tana. – Quinn brincava, estendendo sua mão para ajudar Santana a se levantar.

– Ugh! Me lembre de não te contar mais nada. – Segurando na mão de Quinn, Santana se levantava do chão, deitando novamente na cama, junto da líder de torcida.

– Aw, não, Tana! Quero saber tudo sobre você. – Fabray se ajeitava no travesseiro, ficando novamente de frente para a latina. — Ainda quero te acompanhar em um dos seus treinos na academia. – Quinn colocava uma mecha do cabelo de Santana para trás da orelha da mesma. – O que acha de lutarmos juntas? Acha que eu venceria? – Quinn arqueava suas sobrancelhas, e logo Santana começava a rir.

– Claro que não, Q. Sou muito mais forte do que você. – Santana falava orgulhosa, mostrando um de seus bíceps.

– Forte? Falou a garota que mal conseguiu se livrar dos meus ataques de cócegas. – Quinn revirava os olhos, empurrando o ombro da latina.

– Isso não quer dizer nada.

– Ah não?

– Não... Até porque, se eu resolvesse te atacar agora, você não teria como fugir. – Santana semicerrava os olhos.

– Você não faria isso. – Quinn falava suavemente.

– Oh, não duvide, Lucy Quinn.

– Não, Tana! – Quinn fazia um bico suave, se aproximando do corpo de Santana e se encolhendo contra o mesmo, deixando seu rosto esconder no pescoço da latina, a fazendo rir com o contato.

– Isso... Não vale! É difícil te atacar com cócegas quando você faz isso. – Santana passava um de seus braços pela cintura de Quinn, lhe abraçando contra seu corpo, ainda sorrindo.

– Mas não fiz nada. – Quinn sussurrava e sem dizer nada, Santana levava sua mão para o cabelo da loira, acariciando delicadamente, desejando que aquele momento se congelasse para sempre. Ter Quinn em seus braços era a melhor sensação que já sentiu. Santana não queria que aquele dia acabasse. – O que você está pensando? – A voz de Quinn trazia Santana de volta a fazendo sorrir ao encontrar lindos olhos avelãs lhe encarando.

– Nada... – A latina acariciava a bochecha de Quinn. – Só no quanto tudo isso parece um sonho. Ter você aqui comigo, desse jeito. Parece um sonho e estou com medo de acordar. – Santana sorria e Quinn se aproximava, depositando um selinho em seus lábios.

– Sei que é difícil de acreditar, mas tudo é real, Tana. Eu realmente estou aqui com você e te enchendo de beijinhos, — Quinn fazia bico, apertando as bochechas de Santana. – E não conseguindo resistir a sua fofura. – A loira depositava vários selinhos no bico de Santana, a fazendo rir, antes de soltá-la. – Nada disso é sonho, Santana, não precisa ter medo.

– Eu sei, é só difícil acreditar que você realmente está aqui. – Santana deslizava seus dedos pelo braço de Quinn, encarando seus olhos favoritos.

Santana tinha muitas perguntas. Ela não sabia o que estava acontecendo ali e por mais que tudo isso não fosse um sonho, ainda tinha medo de acordar amanhã e descobrir que Quinn só estava ali por ter sentido pena. Por simplesmente ter brincado com ela, exatamente como Marley fez. Santana queria confiar e acreditar que Lucy Quinn era diferente de Marley Rose, e, que a loira a sua frente não a machucaria. Afinal, Quinn lhe contou algo pessoal sobre quem ela era realmente, talvez isso seja uma amostra de que Santana poderia confiar na mesma, certo?

Perguntas. Era isso que Santana tinha em sua cabeça. Por mais que achasse cedo rotular o que acontecia naquele momento, a latina queria saber se aquilo era o começo de algo novo. Se era um avanço no qual as duas estariam envolvidas. Se no dia seguinte, Quinn continuaria a mesma e estaria ali para Santana.

– Tana. – Quinn falava suavemente, fazendo Santana olhá-la. – O que foi? Sei que tem algo passando por sua cabeça nesse exato momento. – A loira sorria carinhosa, e Santana desviava o olhar, sentindo seu estômago revirar.

Sem saber como questioná-la, Santana mordia o canto de sua bochecha, ajeitando seu óculos nervosa, sem conseguir voltar a olhá-la.

– Tana... – A loira falava novamente, colocando a mão no queixo da latina a fazendo olhá-la. – O que houve?

– Juro que não quero rotular nada agora, — Santana começava a falar baixo. – M-mas o que acontece amanhã? Quando nos encontrarmos no colégio? Entendo perfeitamente se você não quiser ser vista comigo, ou descobrirem que você ficou comigo... Ou então, falar que é gay, porque na verdade, acho que você não é, certo? Porque você tinha me falado que não sabia o que realmente era e não quero que saia do “armário” por minha causa se não tiver certeza, e. –

– Santana! – Quinn a interrompia, ao ver que a mesma falava sem parar claramente nervosa. – Se acalma, está bem?

– Desculpe. – Santana desviava seu olhar. – É que... Só estou com medo.

– Sei disso, e também estou com medo. – Quinn sorria. – Olha, também não quero rotular nada, até porque quero que as coisas aconteçam devagar, mas depois de hoje, tenho certeza de que quero realmente tentar. – A loira sorria e Santana podia jurar que seu coração sairia pela boca. – Não sei o que vai acontecer amanhã, mas como você disse, ainda não sei o que sou, apenas gosto da pessoa pelo o que é e não pelo sexo. Não me importo com o que as pessoas do colégio vão dizer, mas... San, meus pais eles são muito religiosos e não sei como reagiria. E-eu não sei se devia estar pensando dessa forma agora, mas será que podemos ir devagar e deixar isso só entre a gente? Pelo menos até termos certeza de que isso – Quinn apontava entre elas. – Vai realmente acontecer. Porque quando eu contar a eles, quero que seja algo certo, e claro, também vou precisar da ajuda da minha irmã. – A loira sorria, nervosa, depositando um selinho nos lábios de Santana. – Preciso preparar o território, está bem? – Quinn não podia mentir, ela queria que algo acontecesse entre as duas. Seu coração gritava por isso, mas Quinn também sabia que contar isso aos seus pais não seria fácil. Ela não podia deixar que eles soubessem e queria que sua irmã lhe ajudasse quando a hora chegasse. – Eu não vou te machucar, Santana. O que te peço é só um pouco de paciência e deixar isso só entre nós.

– E-eu acredito em você. – Santana sussurrava. – Entendo que não é fácil para ninguém contar aos pais que está namorando alguém do mesmo sexo e está tudo bem, nós podemos esperar e deixar só entre nós. Até porque, estamos indo devagar, certo? – A latina sorria, carinhosa, entendo perfeitamente todas as razões de Quinn em querer deixar tudo aquilo entre elas.

– Isso, San, vamos devagar, mas depois de hoje... De ter finalmente provado seus lábios... – Quinn sussurrava, pousando sua mão contra a bochecha de Santana, se aproximando. – Vou precisar me segurar no colégio para não te beijar o tempo todo. – As borboletas na barriga de Santana batiam asas agitadas no momento em que seus lábios encontraram os de Quinn para novamente iniciar um beijo delicado e gostoso entre elas.

Xxxx

Santana estava sentada em sua cama, com seus livros abertos espalhados, enquanto Quinn sentava ao seu lado, com o laptop antigo da latina no colo. O relógio marcava seis horas da noite e após aproveitarem uma a outra, tiravam um tempo para estudar e deixar Santana por dentro do que tinha acontecido na aula em que perdeu.

Quinn soltava uma risada baixa, fazendo Santana tirar atenção de seu caderno, para olhá-la, sorrindo.

– O que foi? – Santana perguntava, curiosa.

– Brittany é sempre divertida. Ela teve um encontro com o Mike e postou uma foto no facebook com uma legenda que o deixará muito decepcionado. – A loira balançava a cabeça, olhando para Santana que apenas sorria. – Você não tem nenhuma rede social, não é?

– É, e-eu não gosto de redes sociais. – Santana respondia, voltando a olhar para seu caderno, e Quinn fechava a sua página no facebook, voltando para a de estudo.

– E por que não?

– Mmmm... Alguns anos atrás eu tinha uma conta no facebook, mas depois de tudo que aconteceu... – Santana sorria suavemente, olhando para Quinn. – Exclui e achei melhor não ter nada na internet de faço acesso para me acharem.

– Tana...

– Está tudo bem. As pessoas quando querem ser cruéis eles te acham em qualquer lugar. – A latina balançava a cabeça negativamente e ao ver a mudança no tom de voz de Santana, Quinn se sentia mal ao imaginar tudo o que já fizeram com a mesma.

– Sim. As pessoas são maldosas.

– Mhm... Mas voltando a matéria de física, você conseguiu resolver o exercício número 12? E-eu estou tentando, mas. – Santana era interrompia com um beijo demorado em sua bochecha a fazendo encontrar o olhar de Quinn.

– Vou estar sempre aqui para você, Tana. Não importa o que aconteça, eu prometo que farei o que for preciso para te fazer viver em paz no colégio, está bem? Não sei o que essa Marley fez, mas vou cuidar de você. – Quinn passava os dedos na testa da latina. – Vou te proteger de todos os idiotas que tentarem te machucar. Minha nerd. – A loira franzia o nariz, fazendo Santana rir com o apelido que ganhava.

– Obrigada, Q. – A latina respondia, tímida, ajeitando seus óculos.

– Você é tão linda, Santana. – Quinn sussurrava. – Não se esqueça disso. – A loira se aproximou, colocando sua mão no queixo da latina a fazendo se virar, dando um selinho em seus lábios.

– Você tem razão... Será muito difícil lutar contra a vontade de te beijar no colégio. – A latina comentava, sorrindo, depositando outro selinho nos lábios de Quinn. – Agora pare de me distrair, Lucy Quinn, porque precisamos terminar esses deveres para amanhã. – Santana franzia o nariz voltando sua atenção para o caderno a sua frente, enquanto Quinn encostava-se à cabeceira da cama, olhando para o laptop para estudarem.

Xxxx

– Mama? – Santana saia do quarto, deixando Quinn ainda estudando, para verificar se sua mãe estava fazendo a janta.

– Si? – Maribel respondia da cozinha.

– Hey... Mmmm, mama que cheiro delicioso. – Santana passava os braços por trás de sua mãe pela cintura, encostando sua cabeça em suas costas, sorrindo.

– Estou preparando o jantar. Quinn jantará conosco? – Maribel sorria.

– Mhm... Vai sim. Cadê o papai? Ele já devia ter chegado. – Santana soltava sua mãe, ajeitando seus óculos, e se colocando ao lado de Maribel.

– Oh, ele já deve estar vindo. Passou na casa de seus abuelos para visitá-los. – Maribel comentava, olhando pela primeira vez para o rosto de Santana, percebendo o quanto seus olhos brilhavam. – Está tudo bem, mijá?

– Tudo ótimo, mama. – Santana assentia, depositando um beijo na bochecha de sua mãe. – Bom, estaremos no quarto, a senhora pode avisar quando tudo estiver pronto, por favor?

– Claro, mi amor... Aviso! – Maribel sorria e Santana voltava para seu quarto, onde Quinn estava sentada mexendo no celular e sorrindo.

– Céus, Brittany é uma boba... – Quinn sorria, virando o celular para Santana, mostrando uma foto de Brittany fazendo careta. – Ela disse que Mike está achando que terá alguma chance essa noite.

– Pela cara que ela está fazendo, acredito que não deve estar gostando muito do encontro. – Santana se sentava e Quinn rapidamente se colocava entre suas pernas, enquanto encostava suas costas contra o peito da mesma, a surpreendendo.

– Acho que não. Mas B é assim mesmo... Ela me disse que está gostando de uma garota. – Quinn comentava, deitando a cabeça contra o ombro de Santana. – Mas não me disse qual garota era.

– E por que não? – A latina se ajeitava contra a cabeceira da cama, recebendo Quinn contra seu corpo, sentindo as borboletas gritarem em seu estômago por tamanha intimidade em que estavam.

– Não sei. – Quinn encolhia seus ombros, enquanto digitava uma mensagem. – Acho que ela quer ter certeza antes de me contar.

– Faz sentido. – Santana passava seus dedos pelos braços de Quinn, sem saber o que fazer com suas mãos. – Você vai jantar conosco, certo? Avisei minha mãe que você ficaria.

– Claro, Tana. – Quinn bloqueava o celular, o colocando em cima da cama. – Vou jantar com vocês. – A loira franzia o nariz, antes de pular na cama, se virando e ficando de joelhos entre as pernas da latina e a olhando. – Estava pensando... Você acha que eu poderia ter alguns treinos com você e o Jamie? – Quinn se aproximava, encostando sua testa sobre a da latina.

– Por que? Você quer treinar com a gente? Virar uma lutadora, Quinn? – Santana brincava.

– Talvez... – Quinn mordia o canto de seus lábios. – Ou talvez, seja só um motivo para fazermos algo juntas. – A líder de torcida olhava nos olhos de Santana, depositando um selinho sobre os lábios da mesma. – Ou você ficaria enjoada de me ver? – Quinn falava suavemente, fazendo Santana se arrepiar com o tom de voz sexy da mesma.

– N-não... – Santana respondia, sussurrando contra os lábios de Quinn. – Eu ia adorar se você treinasse comigo.

– Ótimo! – Quinn falava animada, saindo de entre as pernas de Santana e se sentando do lado da mesma. – Então vamos até a academia do seu pai e aí teremos nossa primeira aula.

– Está bem. Prometo que pego leve com você. – Santana brincava, encostando a cabeça na cabeceira.

– Isso. Até porque meus pais não vão gostar se eu chegar roxa demais em casa. – A loira ria suave, fazendo Santana hipnotizar olhando-a. – O que? – Quinn continuava sorrindo, olhando nos olhos escuros da latina.

– Seus olhos... – Santana sussurrava, passando seus dedos carinhosamente pela bochecha de Quinn. — Você está feliz? – A latina perguntava, desviando seu olhar por alguns segundos para os lábios de Quinn.

– Mhm... Eu estou feliz. É estranho esse sentimento, porque acho que as únicas vezes que realmente o senti foi quando era criança e achava que o mundo era o país das maravilhas, mas hoje... – Quinn roçava seu nariz ao de Santana. – Hoje realmente estou feliz e é por sua causa, S. – Ao ouvir as palavras de Quinn, Santana sorria de orelha a orelha, tentando controlar as borboletas frenéticas em sua barriga.

– Minha causa? – Santana sussurrava.

– Sim, nerd. – Quinn brincava, roubando vários selinhos dos lábios de Santana, pousando suas mãos nas bochechas da mesma, e começando rir durante os beijos. – Você é incrível, Santana Lopez. Não se esqueça disso. – Fabray franzia o nariz.

– Por mais que minha cabeça tente me fazer achar que isso é só um sonho e amanhã nada vai ser diferente, meu coração está gritando como um desesperado, porque ele acredita que amanhã tudo vai ser diferente e que você, suas palavras, seus beijos, tudo isso é real, e, eu também estou feliz graças a você, Lucy Q. – Santana comentava e Quinn não sabia se chorava de alegria ou sorria. Suas emoções naquela tarde estavam afloradas e a líder de torcida sequer tinha dúvidas do que sentia pela latina.

– Sabe, meu pai é o único que ainda me chama de Lucy. Sempre odiei quando as pessoas ainda me chamavam assim, principalmente amigos que me conheciam antes da minha mudança, mas ouvindo você me chamando de Lucy faz meu coração acelerar e é adorável.

– Então, posso te chamar de Lucy? – Santana perguntava, apreensiva.

– Pode. É o meu nome apesar de tudo, e ele fica melhor saindo da sua boca.

– Lucy Quinn... – Santana repetia, fazendo Quinn rir. — É, ele fica melhor saindo da minha boca mesmo. – A latina assentia, recebendo um beijo na ponta do nariz.

Santana não conseguia conter a felicidade que sentia. Era impossível colocar em palavras o quanto estava feliz. Ela se apaixonava por Quinn cada vez naquela tarde, conhecendo cada lado da líder de torcida. Santana não queria que aquele dia acabasse, mas sabia que após o jantar ficaria sozinha novamente.

– Você pensa muito, sabia disso? – Quinn comentava, tirando Santana do transe em que estava. – O que está pensando? – Santana sorria, passando seus braços em volta do pescoço de Quinn e a trazendo para perto de seu corpo.

– Não queria que esse dia acabasse. – Santana sussurrava.

– Também não, mas vamos nos ver amanhã... Ah! É bom nos separarmos hoje, porque assim, você sente bastante saudades e quando nos encontrarmos amanhã no colégio, você vem correndo na minha direção e me abraça, e me gira como nos filmes de romance. – Quinn falava com sua voz dramática, fazendo Santana rir.

– Como você é boba... – Santana mordia o canto de seus lábios, e antes que pudessem dizer algo, uma batida suave na porta, fazia Quinn pular se afastando da latina, se sentando na cama e encostando rapidamente na cabeceira. – Está aberta.

– Hola, mijá... – Alejandro abria a porta, sorrindo ao ver Santana e Quinn.

– Papi! – A latina falava empolgada, abrindo seus braços, se ajoelhando na cama e recebendo um abraço apertado e carinho de seu pai. – Você demorou. – A latina falava suave, fazendo um pequeno bico.

– Lo siento, mijá, mas visitei sua abuela. – Alejandro depositava um beijo contra a cabeça de Santana, virando sua atenção para Quinn. – Como vai, Quinn?

– Olá, sr. Lopez, vou muito bem e o senhor? – A loira estendia sua mão, o cumprimentando.

– Estou bem, e, por favor, nada de formalidades... Me sinto muito velho. – Alejandro revirava os olhos, fazendo Santana rir.

– Está bem, senh- Alejandro. – Quinn corrigia, se sentindo mais confortável próxima do pai de Santana.

– Bom, vamos jantar, porque já está tudo pronto. Sua mãe pediu que eu chamasse vocês.

– Estamos indo, papi. – Santana sorria, e Alejandro saia do quarto, as deixando sozinhas novamente.

– É muito linda a relação que você tem com seus pais. – Quinn sussurrava, sorrindo. – Seu pai parece ser divertido, como sua tia Eva.

– Eu e meus pais sempre fomos muito próximos e depois de tudo que me aconteceu, ficamos ainda mais. Ah, sim, meu pai e minha tia são bem divertidos. – Santana sorria, estendendo sua mão e segurando na de Quinn. – Vamos jantar? Tenho certeza que minha mãe fez algo delicioso.

As duas se olharam por mais alguns segundos, antes de Quinn se aproximar novamente, iniciando um beijo rápido, porém carinhoso.

– Agora nós podemos ir. – A loira sorria, se levantando da cama e sendo seguida por uma sorridente Santana.

Enquanto jantavam, Santana e Quinn riam sem parar com as histórias que Alejandro contava sobre ele e Maribel. Os dois também estavam felizes em ver a diferença de Santana naquela noite. Imaginaram que talvez, a encontraria sozinha e com medo de sair do quarto, mas vê-la sorrindo e falante, aliviava seus pais e os deixavam ainda mais felizes. Ambos sabiam que Quinn era a causa de toda essa alegria e esperavam que as coisas estivessem dando certo para sua pequena.

Santana já não tinha mais dúvidas de que aquilo era real. Seu coração falava mais alto do que sua cabeça e por mais que sentisse uma pinta de medo, sabia que Quinn estava sendo sincera. Ter Quinn ali, a fazia querer chorar e rir ao mesmo tempo. Ela estava tão apaixonada que cada beijo que recebeu naquele dia, parecia não ter fim. Os lábios de Quinn se tornou seu novo vício.

– Estava tudo uma delícia, senho- Mmm... Maribel. – Quinn falava tímida, fazendo Santana rir. Durante o jantar, ao ver que Quinn chamava Alejandro pelo nome, Maribel confessou que também estava odiando a formalidade e pediu que a mesma a chamasse apenas pelo nome, já que os pais de Santana queriam que a líder de torcida se sentisse confortável perto deles. – E obrigada por ter me deixado passar a tarde aqui.

– Imagina, querida. Foi um prazer em recebê-la. As portas dessa casa estarão sempre abertas para você. – Maribel falava carinhosa, depositando um beijo na bochecha de Quinn, que para a tristeza de Santana, já estava indo embora.

– Obrigada. Até mais, Alejandro. – Quinn estendia sua mão, despedindo do pai de Santana.

– Até mais, pequena Fabray. – O pai de Santana brincava, fazendo as duas garotas rirem.

– Vamos, te acompanho até seu carro. – Santana sussurrava, segurando na mão de Quinn, e ambas andavam em um silêncio confortável, até chegarem ao carro da mesma.

– Então, nos vemos amanhã? – Quinn falava suavemente, segurando sua bolsa em seus ombros.

– Isso. E não, Lucy Quinn, quando nos encontrarmos amanhã, não vou te pegar no colo e te rodar como nos filmes de romance e blá, blá, blá... – Santana revirava os olhos, fazendo Quinn rir.

– Boba. Tudo bem, me contento com alguns beijos, talvez? – A loira encolhia um de seus ombros, se aproximando.

– Ah, isso... É, sem dúvidas você recebera alguns beijos. – Santana sorria, encostando seus lábios rapidamente aos de Quinn.

– Vou indo, antes que meu pai resolva colocar o exercito para me procurar. – Quinn ria baixo, abrindo a porta de seu carro e jogando sua bolsa no banco do passageiro. – Tive uma tarde muito agradável. – A loira se virava, segurando na mão de Santana e entrelaçando seus dedos.

– Eu também. – A latina sussurrava, balançando sua mão e a de Quinn. – Então, nos vemos amanhã?

– Mhm... – Quinn sorria, se aproximando e depositando outro selinho demorado nos lábios de Santana, encostando sua testa ao da mesma. – Te mando mensagem, está bem?

– Vou ficar esperando. – Santana respondia, dando outro selinho em Quinn antes de se separarem.

– Boa noite, Tana.

– Boa noite, Vai com cuidado.

– Sempre. Até amanhã. – Quinn entrava e fechava a porta do carro, dando partida antes de mandar um beijo para Santana, a fazendo rir, vendo o amor da sua vida, desaparecer a sua frente.

– Eu te amo. – A latina sussurrava, antes de voltar para dentro de sua casa e curtir as lembranças daquela tarde perfeita.

Notas finais
E então, gostaram? Espero que sim! :) Review? xxx