Hurricane

20 We can be friends


Notas iniciais
Oieeeee gente linda! Whoa... Atualizei duas histórias no fim de semana, hein? Que pessoa mais sem vida, né? hahaha Brincadeira, gente, eu tenho vida, só prefiro ficar em casa escrevendo e curtindo o silêncio do que sair. Enfimm, espero que aproveitem o novo capítulo! x

Santana brincava com seus dedos enquanto entrava na academia a procura de seu pai. Após todo o incidente no colégio, a garota teve suas últimas aulas em silêncio e para sua surpresa, era parabenizada por alguns garotos do colégio e até mesmo do clube do coral. Rachel e Mercedes demonstravam estar preocupadas com ela e se disponibilizaram em ajudá-la, caso precisasse de alguma coisa.

Quinn não a deixou sozinha um minuto sequer e Santana agradecia por isso. Agora ela precisaria contar para seu pai o que tinha acontecido.

Alejandro sentia um orgulho inexplicável pela força e habilidade da filha, mas por ser um pai cuidadoso tinha medo de que a mesma se machucasse ao entrar em competições ou arrumar briga no colégio. Santana teve interesse por luta, mas nunca por um motivo especifico além de querer passar tempo com seu pai e se exercitar. Desde pequena passava horas na academia e adorava ver seu pai dando aulas para os grupos de garotas que tinha. Naquele momento, ela estava com medo de que seu pai fosse se decepcionar pelo o que tinha acontecido.

Maribel e Alejandro sempre falaram que a deixaria fazer luta, mas se ela prometesse que não se envolveria em briga alguma, porque não queria que isso a prejudicasse, principalmente no colégio. E, por ter machucado alguém, Santana se sentia culpada e com medo do que seus pais lhe diriam.

Seu coração estava disparado e suas mãos suavam frias. A garota andava lentamente na direção de seu pai o encontrando treinando quatro garotos que faziam aula de boxe.

– Oh, hey, mijá... – Alejandro sorria, assim que Santana parou ao seu lado. – Como foi seu dia? – O mesmo perguntava, voltando a olhar para os garotos que treinavam.

Santana sentia como se seu peito fosse explodir. Imaginar que decepcionaria seus pais era a pior sensação do mundo. Ela não queria que ficassem magoados por ela ter desobedecido. Santana sempre foi cuidadosa e gostava quando os faziam sorrir. Sua respiração estava falha e assim que Alejandro olhou novamente para sua filha, percebia o quanto a mesma estava diferente.

– Mijá? Está tudo bem? – Alejandro perguntava, preocupado e, antes que Santana pudesse responder, a mesma começou a chorar balançando a cabeça. – Hey, hey, princesa... O que houve? – Alejandro passava um dos braços em volta do ombro da filha, trazendo o corpo da mesma para perto do seu e lhe abraçando. – Hey, meninos, continuem que preciso de um minuto aqui. – Os garotos assentiam e sem dizer nada, Alejandro levava Santana para seu escritório, fechando a porta e se sentando com a mesma no pequeno sofá. – Mijá, olha pra mim... O que aconteceu?

– Papi... – Santana soluçava, colocando as pernas em cima do sofá e abraçando seus joelhos. – Lo siento, papi... – A garota sussurrava.

– Mijá, e-eu não estou entendendo.

– Não fica decepcionado comigo, papi. Lo siento...

– Santana, por favor, princesa. – Alejandro tirava os óculos da filha, colocando cuidadosamente na mesa à frente, abraçando a garota que chorava sem parar. – Respira, se acalme e me conte o que aconteceu.

– Papai... – Santana sussurrava, respirando fundo. – E-eu... Uns garotos, eles queriam jogar slushies em mim. – A latina pausava, levantando a cabeça para olhar seu pai. – E-eu estava desenhando e eles queriam me acertar. Fiquei furiosa. Furiosa por sempre fazerem isso comigo, papi. Eles todos me odeiam. Todos eles e, por estar com raiva, bati a mão no copo derrubando slushies em cima deles. – Santana olhava para suas mãos, com medo de olhar nos olhos de seu pai. – E um deles tinha intenção de me bater e por instinto, me defendi acertando o nariz dele e o fazendo cair para trás. Me desculpa, papai. E-eu juro que não queria ter causado nenhum problema. Me desculpe por decepcionar você e a mami e.-

– Está tudo bem, mariposa. – Alejandro falava suavemente, com seu sotaque. – Mijá, olha pra mim. – O mesmo pousava suas mãos no rosto da filha, limpando as lágrimas da mesma com seu polegar. – Isso não é algo que me agrada, mas não estou decepcionado, está bem? Na verdade, fico aliviado que tenha se defendido e que não tenha se machucado. Se esse garoto fizesse algo com você, não sei o que eu seria capaz de fazer com ele. – Alejandro dava um beijo na testa da filha a fazendo se acalmar. – Nunca quis que você usasse o que sabe no colégio ou em qualquer outro lugar, mas estou tão cansado em te ver dessa forma. Em ver que as pessoas te machucam e você sequer pode se defender. – Santana franzia o cenho, confusa olhando para seu pai. – Sua mãe que não nos ouça, mas você fez bem em reagir. Não quero que te machuquem, mariposa. Você é minha princesa e quero que se defenda. Não sabe o quanto é doloroso te ver sofrendo por te tratarem mal no colégio. Não posso te apoiar e te dizer para sair batendo em todo mundo, mas entendo que tenha sido por legítima defesa e que esse rapaz merecia. – Alejandro sorria. – Não pense que aprovo também você batendo em pessoas na rua, porque não é isso que ensinamos aqui. Não é isso que eu e sua mãe lhe ensinamos, mas saiba que vou estar sempre do seu lado te protegendo.

– Gracias, papi. – Santana sorria, abraçando seu pai com força, se sentindo aliviada.

– Jamais me decepcionaria com você, princesa. – Alejandro depositava um beijo na cabeça da filha.

– Eu te amo e, estava com tanto medo que fosse te decepcionar. Depois que bati nesse garoto, tive um ataque de pânico, pai. – Santana comentava. – Mas Quinn conseguiu cuidar de mim. – A latina sorria. – Uma garota do colégio, a Ashley disse que esse garoto não contará ao diretor, então provavelmente me livrarei de uma boa advertência ou expulsão talvez. Jake e o ex-namorado da Quinn, que são meio irmãos conversaram com os garotos.

– Isso é bom, mijá. Mas mesmo se houvesse alguma reclamação contra você, teríamos provas o suficiente para mostrar que foram eles os responsáveis e que você agiu de legítima defesa.

– Mhmm... Mas acho que ficará tudo bem. Só estou com medo de eles querem se vingar, talvez. – Santana se encolhia contra o peito de seu pai. – Estou tão cansada, papi. Cansada das pessoas me odiarem por nada. Sou tão horrível assim a ponto de ninguém querer me conhecer? – O tom de voz vulnerável e tristonho da filha, fazia o coração de Alejandro apertar. Seus braços passaram protetores pelo corpo da filha, lhe abraçando com força.

– Você é incrível, mijá. É a garota mais inteligente e atenciosa que existe. Tenho certeza que eles ficariam encantados no momento que te dessem uma chance.

– Não adianta. – Santana dava de ombros. – Isso nunca vai acontecer.

– Mijá... Não fale assim. Você tem a Quinn, Brittany e aqueles garotos do coral. Tenho certeza que o interesse deles é sincero.

– Talvez... – Santana comentava. – Digo, da Quinn e da Brittany sei que são sinceros, mas não tenho certeza sobre os outros. – A latina coçava o nariz, pegando seus óculos. – Jake, aquele garoto que te falei, me convidou para irmos tomar um chocolate quente. Fiquei com medo de aceitar, mas ele está me ajudando bastante desde quando entrei para o clube do coral e, talvez, o interesse dele seja verdadeiro. – Santana olhava para seu pai que sorria.

– Tenho certeza que é. Afinal, você nunca vai saber se não tentar, certo? Se achar que ele não está sendo sincero, apenas pare de falar com ele, mijá. – Alejandro ajeitava o cabelo da filha, tirando dos olhos da mesma. – Talvez vocês possam se divertir, quem sabe?

– É, talvez. — Santana assentia, olhando para seu pai. – Você é o melhor pai do mundo! Fico feliz que não tenha se decepcionado comigo, papi. Estava com medo de que isso fosse acontecer e a última coisa que quero nesse mundo é decepcionar você e a mami. – A latina ajeitava seus óculos, deitando a cabeça contra o encosto do sofá.

– Você nunca nos decepcionaria, mariposa. – Alejandro falava carinhoso. – Sua mãe não ficará muito feliz com isso, mas não irá se decepcionar. Deixe que eu mesmo conversarei com ela mais tarde, está bem?

– Mhm... Está bem. – A latina depositava um beijo na bochecha do pai.

– Você está melhor?

– Estou, papi. Me sinto melhor sempre quando conversamos.

– Fico feliz, mijá. E saiba que vou estar sempre aqui com você, está bem? Sempre cuidando de você e te ouvindo. – Alejandro sorria e depositava um beijo na testa da filha que após uma crise de medo, se sentia aliviada. – Te amo, princesa.

– Também te amo, papi.

Xxxx

Após tomar um banho quente e se agasalhar, Santana tocava seu violão enquanto esperava por Jake, sentada no sofá. Era a primeira vez que ela sairia com algum amigo e se sentia nervosa e insegura. Mal conseguia se concentrar na música que tocava e quando a campainha tocou, pulou no sofá, respirando fundo.

Colocou seu violão no acento ao lado, passando a mão nos seus cabelos cumpridos e ajeitando seus óculos se aproximando da porta.

– Hey, San... – Jake sorria, ao ver a latina naquela noite.

– Oh, hey Jake, como vai? – Santana sorria suavemente, se aproximando do amigo e o abraçando.

– Estou bem, e você? Pronta para irmos?

– Estou bem. – A latina passava a mão sobre seu macacão jeans. – Claro, já estou pronta. – Santana usava um macacão jeans, com uma blusa de manga cumprida preta e uma jaqueta de moletom cinza e um all star preto. Ela não via a hora do inverno acabar, já que sempre sofria com o frio. Colocando sua toca, a latina trancava a porta atrás de si, colocando a chave e celular dentro do bolso antes de acompanhar Jake até o carro do rapaz.

– Foi difícil me encontrar? – Santana perguntava, colocando o cinto de segurança.

– Na verdade, não. – Jake sorria, dirigindo. – Minha avó mora duas ruas antes da sua e conheço esse lugar.

– Sério? – Santana perguntava confusa.

– Mhm... E devo dizer que você mora em um lugar muito bom de Lima Heights... Aqui é uma vizinhança legal, minha avó está entre a melhor e a pior parte de Lima Heights, se é que você me entende.

– Oh, sim... Entendo. A academia do meu pai é lá, digo... É na pior parte, mas graças a Deus nada aconteceu com eles, e as pessoas lá os respeitam. Alguns até fazem aula de luta... Meu pai é respeitado. – Santana sorria.

– Seu pai da aula de luta? Agora entendo como você acertou aquele garoto tão bem. – Jake ria suavemente. – Foi incrível, San. Achei que você tinha quebrado o nariz dele.

– Espero que não tenha quebrado. – Santana falava suavemente. – Não quis machucá-lo, mas vê-los com aqueles copos me deixou um pouco furiosa.

– ‘Tá brincando? San, eu já teria batido em todos eles há muito tempo. – Jake falava empolgado. – Você sem dúvidas deve fazer aulas, não é?

– Não, e-eu não posso ser expulsa do colégio, Jake. – Santana olhava para seu amigo. – É muito arriscado... Oh, como você adivinhou? – A latina brincava, fazendo Jake rir. – Faço aula de muay thai faz alguns anos e acho bem divertido.

– Oh, eu entendo. – Jake sorria, olhando atento para a estrada a frente. – Whoa... Isso é muito legal, San. Fiz dança por muito tempo, mas tenho interesses também em luta. Talvez boxe.

– Boxe é legal. É meu pai quem da as aulas... Jamie é quem da aula de muay thai. Ele é um antigo amigo da família e melhor amigo do meu pai. Você deveria tentar. Tenho certeza que meu pai não vai se importar em te deixar fazer uma aula para conhecer. – Santana falava suave, se sentindo confortável ao lado do amigo.

– Sério? Legal! – Jake se empolgava. – Vou adorar conhecer, San.

– Okay, você pode aparecer quando quiser. Aliás, se preferir, podemos ir juntos. Faço aula quase todos os dias depois do colégio.

– Então vamos juntos. – Jake sorria e Santana apenas assentia e caíam em um confortável silêncio.

Xxxx

– E então, o que vão pedir? – A garçonete perguntava educada.

– Mmm, só um chocolate quente está bom. – Santana respondia.

– Só isso? Nem pensar... – Jake balançava a cabeça. – Nós vamos querer dois chocolates quentes com chantilly e raspa de chocolate em cima... E vamos querer dois bagels com cream cheese.

– Jake! – Santana arregalava os olhos, preocupada com o tanto que o amigo gastaria.

– Phew... Relaxa, San. É tudo por minha conta. – Jake sorria, olhando para garçonete. – Pode trazer.

– Tudo bem, volto em alguns minutos. – A garota sorria para os dois, os deixando sozinhos.

– Jake, você não precisava pedir tudo isso. – Santana comentava.

– Tá brincando? Acho que eu te convidaria só para um chocolate quente? – Jake revirava os olhos, brincando. – Relaxa, San. Não me importo, você merece. – O garoto falava carinhoso, fazendo Santana sorrir.

– Obrigada, Jake. – Santana sorria envergonhada.

– Mas me diz... O que acha do clube do coral? – Jake perguntava, tentando puxar assunto. – Sempre te vejo quieta demais e quase não diz nada. Achei que tinha virado amiga da Rachel.

– Oh, sou calada, eu acho. – Santana dava de ombros. – Não estou acostumada em ter amigos, mas sim, Rachel, Tina, Mercedes e Kurt parecem ser legais e depois do meu acidente, eles conversam comigo nas aulas em que temos juntos.

– Não precisa ser calada, San... Quando cheguei no colégio, foi difícil, porque todos me conheciam como o “irmão do Puck”, e praticamente não tinha identidade nenhuma. – Jake revirava os olhos. – Mas depois que entrei para o clube do coral, foi diferente. Fiz amizade rápido. Sam, Riley... Eles me acolheram e sequer precisei entrar em algum time para me popularizar. – Jake sorria. – O clube do coral foi o suficiente para arranjar ótimos e verdadeiros amigos. Tenho certeza que se você deixar vai conseguir ótimos amigos no coral. – Santana sorria, sentindo seu estômago revirar.

– É, talvez... Rachel parece ser legal? – Santana falava em dúvida.

– Ela é... Tem seus momentos de mini diva, mas Rachel é uma boa pessoa. Ela está sempre disposta a te ajudar caso precise. – Jake comentava e logo a garçonete voltava com seus pedidos colocando na frente dos dois. – Obrigado.

– Gracias. – Santana agradecia, dando um gole em seu chocolate. – É, talvez... Como já disse, tenho problemas para me aproximar das pessoas.

– Problemas? Você se aproximou da garota mais popular do colégio, San... – Jake sorria, mordendo seu bagel.

– Oh, é... Isso é verdade. – Santana sorria. – Mas assim como Rachel, Quinn se aproximou depois do meu acidente e por alguma razão, insistiu em continuar próxima. – A latina comentava, sem entrar em detalhes do seu sentimento por Quinn.

– Tipo eu? – Jake sorria, arqueando suas sobrancelhas, fazendo Santana rir.

– É, tipo você. – A latina assentia.

– Ótimo, porque saiba que esse nosso chocolate quente foi só um pretexto para me tornar seu amigo. – Jake sorria, fazendo o coração de Santana apertar com a declaração sincera do rapaz. Ela nunca imaginou que faria amizades dessa forma.

– Você... V-você já é meu amigo, Jake. – Santana sussurrava, mexendo seu chocolate. – Quero dizer, você me acompanha para todos os lados no colégio e sinto como se já fossemos amigos e posso ser sincera? – A latina perguntava envergonhada, mordendo por dentro de sua bochecha. – Desde quando entrei para o coral, sempre achei que você fosse um cara legal. Te imaginava talvez como um amigo, um irmão... – Santana sorria. – Fico feliz que realmente esteja interessado em seu meu amigo, Jake. Sempre fui sozinha e é cansativo saber que as pessoas te odeiam sem motivo algum. – Santana sorria suavemente e Jake pousava sua mão sobre a da mesma.

– San, vou ser sempre o seu amigo e seu irmão. Prometo que pode confiar em mim, porque não vou deixar que ninguém te machuque. – Jake sorria, e Santana podia ver que o mesmo estava sendo sincero. — Se você não tivesse batido naquele garoto, eu mesmo teria feito o serviço. Não ia deixar que te machucassem, San.

– Você... – Santana sussurrava. – Você é diferente do seu irmão.

– Sim, e fico feliz que você tenha notado isso, porque confesso que não suporto quando as pessoas me comparam com ele. Eu nunca trataria uma mulher da forma como ele tratou a Quinn. Ela merece algo melhor. – Santana sorria.

– Concordo. – A latina sussurrava. – Você é uma ótima pessoa, Jake. Obrigada por querer ser meu amigo. – Santana falava sincera.

– O prazer é todo meu, cabeção. – O garoto brincava com o apelido, fazendo Santana rir, sentindo seu coração tranquilo se abrindo pela primeira vez para deixar outra pessoa – que não fosse Quinn – entrar na sua vida.

Xxxx

– O que? Claro que não! – Santana colocava a mão na boca, rindo da pergunta de Jake.

– Então você nunca deu um cassete em ninguém? Qual é, Santana... – O garoto revirava os olhos. – Aposto que já deve ter derrubado seu velho com alguns golpes.

– Jake... – Santana respirava fundo. – Meus pais não gostam que eu pratique muay thai fora da academia... E nunca derrubei meu velho. – A latina imitava o amigo. – É capaz de ele me derrubar. Meu pai treina faz anos e anos.

– Mm... É uma pena. Os pais sempre ficam frustrados quando a gente sabe algo mais do que eles, mas ao mesmo tempo, ficam orgulhosos. Ele com certeza ia se divertir.

– Talvez. – Santana respirava fundo, controlando sua risada. – Você é criativo, mas tem cada ideia... – A latina balançava a cabeça.

– Ideia de doido, você quer dizer.

– Isso!

– E tenho mesmo. Se eu pudesse escreveria um livro de aventura. Gosto de ler e, talvez seja esse o motivo por ser criativo.

– Talvez seja. Leitura nos faz viajar mesmo. Também adoro ler, mas o que realmente chama minha atenção é arte. Adoro desenhar.

– Oh, é verdade. Já te vi com um caderno grande andando pelo refeitório. – Jake assentia. – Mmm... Um dia quando eu escrever um livro, talvez, você pode fazer a ilustração da capa, o que acha? Vamos trabalhar juntos. – O garoto falava animado, fazendo Santana sorrir.

– Eu adoraria. Ninguém nunca viu meus desenhos, além da minha família, mas para você eu abrir uma exceção.

– É claro que você abria. – Jake comentava, fazendo Santana rir.

– Você é divertido.

– E você é uma ótima pessoa para conversar, San. Nunca me senti tão a vontade conversando com uma garota dessa forma. – Jake falava suavemente. – A maioria das garotas do colégio só pensam em maquiagem, compras e essas frescuras de garotas. Você é diferente. Me identifiquei com você e, nossa amizade pra mim será algo importante. Como você disse, serei um irmão para você e farei o possível para cuidar da minha little sister. – Jake brincava.

– O que? Somos praticamente da mesma idade, Jake. – Santana sorria. – Temos o que? Só um ano de diferença? E você é o meu little brother. Sou um ano mais velha. – A latina mostrava a língua e Jake começava a rir.

– Você pode ser um ano mais velha, mas estamos na mesma turma e sou homem, então deveria ser o mais velho, shhh. – O garoto gesticulava.

– Você é um bobo.

– Sou legal. – Jake falava orgulhoso.

– Nah... – A latina brincava, fazendo careta.

– Cuidado, San... – Jake a alertava e Santana mostrava a língua novamente, o fazendo rir.

– Cara, você é muito dork. – O garoto começava a rir. – Sério, San... Vamos nos dar muito bem.

– Não sou dork, — Santana franzia o cenho, cruzando os braços. – Só, por favor, Jake, seja sincero comigo, está bem? E-eu — A latina relaxava seu corpo, olhando sincera para o garoto. – Não te perdoaria se você de alguma forma me usasse ou tentasse me magoar.

– San... – Jake pousava novamente sua mão sobre a de Santana. – Jamais faria isso, está bem? Prometo que minhas intenções são sinceras. – Os dois se olharam por alguns segundos e assim como nos olhos de Quinn, os de Jake também mostravam o quanto o mesmo estava sendo sincero e lhe passava confiança.

– O-okay... – Santana sussurrava, e os dois ficavam novamente em silêncio. – Mmm... Já está ficando tarde. – A latina comentava, olhando para seu celular, afastando sua mão da de Jake.

– É mesmo, e amanhã ainda precisamos levantar cedo.

– Sim, ainda tenho que terminar meus deveres de espanhol. Argh! Sr. Schue é um péssimo professor, não sei como eles ainda insistem em deixá-lo lá.

– É verdade. Ele deveria ficar apenas com o clube do coral.

– Exato. Ele é ótimo com a música e não em espanhol.

– Sorte a minha já fiz tudo.

– Nerd. – Santana revirava os olhos. – Ainda não tive tempo de fazer a minha, porque passei a tarde com meu pai, mas faço rápido antes de dormir. Até porque, ainda vou esperar minha mãe chegar.

– Sua mãe é Chef de cozinha, né? Ela chega muito tarde?

– Bastante. Geralmente na semana ela chega às onze horas ou meia noite. Esse horário já estou dormindo, mas quando dá, sempre a espero chegar.

– Minha mãe era assim também, mas depois que trocou de emprego chega em casa todos os dias às seis horas. – Jake sorria. – É bom, porque não fico sozinho.

– Meu pai chega mais cedo. A academia fecha às dez horas, mas meu pai chega antes. Às sete ele já está em casa me ajudando a preparar o jantar. – Santana sorria. – Jamie e o outro treinador ficam para fechar a academia.

– Legal! Eu sempre tinha que ficar com a minha avó... Ela não é uma pessoa muito agradável, mas era melhor do que ficar sozinho. – Jake sorria, dando de ombros.

– Entendo. Quando chego cedo do colégio e não quero ficar sozinha, vou para casa da minha abuela.

– O dia que você quiser companhia, só me ligar. Podemos jogar vídeo game... – Jake falava animado.

– Claro, eu ia adorar jogar vídeo game.

– Legal! Vamos marcar. Podemos marcar um dia de vídeo game com o grupo do coral e assim você fica conhecendo todos eles, o que acha?

– Mmm... Claro, vai ser legal. – Santana sorria, sem tem certeza se isso realmente era uma boa ideia.

– Ótimo! Bom, o que acha de irmos? Eu te deixo em casa. – Jake se levantava, e Santana fazia o mesmo, seguindo o amigo até o caixa para pagarem a conta antes de saírem.

O caminho de volta para casa foi completo de risadas e piadas de Jake, brincando com Santana. A latina estava adorando a atenção e se sentia cada vez mais confortável e próxima do garoto. Ele parecia um irmão mais novo e protetor que a fazia sorrir o tempo todo. Era a primeira vez que Santana agia sem se preocupar se estavam lhe usando ou não. Era a primeira vez que ela se abria sendo ela mesma para alguém que não fosse Quinn. A latina estava feliz e por alguma razão, se sentia segura tendo a amizade de Jake.

– Chegamos! – O garoto estacionava em frente a casa de Santana, sorrindo virando-se para a mesma.

– Obrigada, Jake. Essa noite foi muito divertida e fazia muito tempo que não ria dessa forma. – Santana comentava suavemente.

– O prazer é todo meu. – Jake brincava. – Obrigado você por ter aceitado meu convite. E obrigado por me deixar participar da sua vida agora.

– É difícil deixar pessoas de fora participarem da minha vida, mas... Você... – Santana pausava. – E-eu nunca saberia se estava sendo sincero se não tentasse, certo? E não me arrependo. Você é uma ótima pessoa, Jake.

– Obrigado, San... Você também é uma ótima pessoa, okay? Não se esqueça disso. – Jake levava sua mão na cabeça de Santana, bagunçando o cabelo da mesma a fazendo rir.

– Jake! Argh! – A latina resmungava, tentando arrumar seu cabelo novamente.

– O que? É isso que os irmãos fazem. – O garoto dava de ombros e levava um soco no braço. – Outch!

– É isso que as irmãs fazem. – Santana mostrava a língua, se aproximando e depositando um beijo na bochecha do rapaz. – Boa noite, Jake.

– Boa noite, little sis. – O garoto sorria, observando Santana sair do carro.

– Nos vemos amanhã. Vai com cuidado. – A latina acenava próximo a porta, esperando Jake desaparecer por sua rua, antes de entrar em casa sorrindo e se sentindo pela primeira vez como se sua vida estivesse mudando para algo melhor. Santana finalmente estava ganhando amigos de verdade.

Notas finais
E então, gostaram??? Espero que sim!!! Para quem não sabe, comecei uma nova fanfic inspirada na série "The walking dead", quem gosta e quiser da uma olhada, aqui está o link https://fanfiction.com.br/historia/657092/TheWalkingDead/. Aproveitem. Algo importante: Gostaria de saber se vocês ainda estão aqui comigo e acompanhando Hurricane. Caso ainda estejam e querem que eu continue, me avisem, quero saber se ainda estão aqui, okay? Obrigada, leitores lindos! E obrigada para todos que recomendaram essa história ♥ Review??? Obrigada!!! ♥