Notas iniciais
Oiiii, gente! Primeiro que quero desejar a vocês um Feliz Natal e espero que todos tenham tido uma ótima noite. Cheia de alegria, presentes, comida, diversão e muito abençoada. Vocês são os melhores leitores do mundo, e sou muito grata por ter cada um de vocês aqui comigo. Desculpa pela demora para atualizar, mas com as compras de natal, visitas em casa e final de férias, foi bem corrido e só consegui postar hoje. Espero que entendam e que possam sempre estar comigo. ♥

– Lucy? – A voz de Russel fazia Quinn prender o cabelo rapidamente, enquanto descia as escadas para encontra-lo.

– O que houve? – Assustada, Quinn perguntava olhando para seu pai.

– Hoje à noite teremos um jantar e convidaremos os Wilde’s. – Ouvir o sobrenome da família de Kitty fazia o estomago de Quinn revirar. – Sua mãe comentou que você e a filha deles não são mais amigas... – Quinn balançava a cabeça negativamente. – Pois bem, Johnny Wilde está para se tornar mais um funcionário na minha empresa e preciso que você os trate bem, principalmente a filha dele. – Russel falava autoritário e Quinn sabia exatamente o “funcionário” que pai de Kitty estava se tornando. Sem dúvidas o mesmo entraria na empresa com uma boa quantia em dinheiro o tornando sócio e claro, trazendo mais e mais dinheiro para a conta de seu pai. Quinn sabia que quando se tratava de dinheiro, seu pai não perderia essa chance.- Lucy? – Russel chamava sua atenção a fazendo olhá-lo assentindo.

– Sim, senhor.

– Ótimo, eles estarão aqui às sete horas, então, por favor, não demore a voltar do colégio.

– Claro, papai. – Quinn respondia, respirando fundo.

– Tenha um bom dia no colégio. – Russel, ajeitava sua grava, aproximando da filha e depositando um beijo em sua testa.

– Obrigada. Tenha um bom dia no escritório.

– Obrigado. – Russel sorria, antes de deixar Quinn sozinha.

No momento em que ouviu a porta de sua casa bater, seus olhos reviraram de irritação e logo subia as escadas bufando. Aguentar Kitty no colégio já não era fácil, ter que aguentá-la e precisar agradá-la, sem dúvida seria sua pior noite. Quinn já não tinha paciência para a imaturidade e futilidade de Kitty. A garota faria Quinn se irritar com esse jantar facilmente. Ela não aguentaria ver a falsidade de Kitty, e muito menos, aguentaria passar um minuto sequer com a garota que tanto faz mal a Santana. Santana... Se pelo menos ela estivesse lá, sua noite seria repleta de sorrisos e caricias, mas claro que Russel jamais deixaria que Quinn a convidasse, até porque, ela sabia que seu pai não se agradava com a ideia de Quinn ser amiga de Santana, e mesmo sem entender o porque, era fácil ver que o mesmo tinha algum problema com a latina. Talvez por ela ser de Lima Heights. Russel nunca foi um poço de simpática e suas amizades giravam em torno de interesse e dinheiro. Seus amigos eram ricos e da melhor parte de Lima. Nunca foi do tipo caridoso e mesmo sem falar diretamente, mostrava o quanto odiava as amizades de suas filhas com pessoas de classe diferente.

Talvez Russel nunca reclamou de Brittany, pelo simples motivo de os Pierce, serem da mesma classe social, apesar de diferentes dos pais de Quinn. Os pais de Brittany sempre foram caridosos e sequer dividem pessoas pela classe social. Quinn sempre se sentiu mais acolhida na casa de Brittany do que em sua própria casa. Mas os Wilde? Bom, eles definitivamente eram a segunda família mais perfeita de Lima, — até porque, Fabray eram os primeiros -, e eram uma cópia dos pais de Quinn. Sem dúvidas Kitty, aos olhos de Russel é a filha perfeita, e o mesmo sempre faz questão de comparar Fancesca e Quinn com a mesma, dizendo que ambas deveria agir como Kitty. Um dos motivos pelo qual Frannie faz tantas coisas para irritar o pai, ao contrário de Quinn, que ainda se sente intimidade pelo mesmo e desejava ser como sua irmã.

Bom, Quinn não teria como se livrar daquele jantar, então, faria o que fosse preciso para estar sempre perto de sua irmã e se afastar de Kitty o máximo possível. Sim, Frannie a salvaria desse pesadelo.

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– Ugh! E meu pai ainda me força a ser amiguinha dela. – Quinn revirava os olhos, enquanto conversava com Brittany.

– Não vai ser tão ruim, Quinnie. As horas vão passar rápido. – Brittany comentava.

– Dificilmente as horas passam rápido enquanto estamos em algo chato, B.

– Mas sua irmã estará lá, certo? Frannie é sempre uma ótima companhia.

– Isso é verdade. – As duas fechavam seus armários e antes que pudessem caminhar até a primeira aula, Ashley passava sorrindo por elas e aquilo fazia o coração de Quinn se apertar.

Apesar da traição de Ashley e Puck, a garota demonstrava claramente estar ao seu “lado”, defendendo Santana, e sendo uma ótima amiga. A garota já não era mais das líderes de torcida e Quinn agradecia mentalmente por não ver mais a morena na cola de Kitty. Era uma a menos para seguir a louca da Kitty. Talvez Quinn e Brittany pudessem dar uma segunda chance para a garota. Ashley não estava namorando Puck e todas suas boas atitudes até agora mostraram o quanto era sincera, um ponto no qual fazia Quinn repensar sobre a segunda chance.

– B? – Quinn sussurrava assim que Ashley desaparecia pelo corredor.

– Mmm?

– O que você acha da Ash? – Quinn perguntava, fazendo Brittany arquear suas sobrancelhas, mas no fundo daquelas grandes olhos azuis, Fabray notava o quanto brilhava ao falar de Ashley.

– Mmm... Em qual sentido?

– No geral? Você não acha estranho que ela tenha saído das Cheerios?

– Não? – Brittany encolhia seus ombros. – Não acho estranho, Quinnie. Ash foi bem corajosa em largar as Cheerios e a Kitty... Acho que enquanto Ash estava nesse meio, era quem os outros queriam que ela fosse, uma bitch que precisava mostrar quem manda, assim como a Kitty que se esforça, mas não passa de uma sombra sua. – Brittany revirava os olhos, fazendo Quinn rir. – Enfim, com a saída dela, finalmente ela está se mostrando quem realmente é, e acredito que todas as atitudes dela são verdadeiras. Principalmente com você. Ah, e sem contar que ela está sendo ótima com a Santana. Soube que ela já a ajudou outras vezes depois do episódio de ontem no refeitório. – Brittany sorria, carinhosa, fazendo Quinn olhá-la. – Mas por que você quer saber o que acho sobre a Ashley?

– Mmm... Estava pensando talvez em dar uma segunda chance? – Quinn falava confusa. – Não sei, como você disse, ultimamente ela tem se mostrado uma ótima pessoa, e tem ajudado a San... Kitty sempre a fez se esconder e agora que se livrou, Ash está finalmente se mostrando quem realmente é, e achei legal essa nova versão de “meu eu verdadeiro”. – Quinn brincava. – Mas tenho medo de ela fazer algo novamente, não sei.

– Você nunca vai saber se não tentar. – Brittany falava suavemente. – Olha, para ser sincera, também acho uma ótima ideia dar uma segunda chance. Não precisamos deixa-la entrar de uma vez, mas podemos fazê-la reconquistar nossa confiança de novo, Quinnie-bear. – A dançarina falava carinhosa, e Quinn a olhava sorrindo.

– Já te disse que você é um gênio, B? – Quinn se aproximava, depositando um beijo demorado na bochecha da amiga. – Então, uma segunda chance?

– Uma segunda chance! – Brittany ria, passando seu braço em volta da cintura de Quinn e a abraçando. – Você tem um ótimo coração, Quinnie-bear.

– Você, tem um bom coração, B. Te amo.

– Também te amo, bobinha! – Brittany a soltava, depositando um beijo em sua bochecha, ao chegarem em frente a sua primeira sala. – Não encontramos a Santana hoje, será que ela veio para o colégio? – Brittany perguntava, fazendo Quinn franzir as sobrancelhas.

– Achei que íamos encontrá-la próximo ao armário dela, mas achei estranho não vê-la. Vou mandar mensagem perguntando se ela está na escola ou se está tudo bem. Qualquer coisa, te aviso, está bem?

– Mhm, okay, Quinnie. Nos vemos depois. – Brittany mandava beijo para Quinn antes de se virar e entrar para sua sala.

Assim como Brittany, Quinn também estranhava por não terem encontrando a latina, como todos os dias, e sabendo que Santana dificilmente faltava ao colégio, Fabray rapidamente tirou o celular da bolsa, mandando uma mensagem para a latina esperando que tudo estivesse bem.

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Ugh! Santana odiava quando perdia o ônibus. Ela odiava chegar atrasada no colégio. Sendo uma ótima aluna e ter paixões por livros e desenhos, Santana fazia questão de ser a primeira a entrar na sala para ler, ou para ter sossego quando começava a desenhar. Nos dias em que chegava atrasada, raramente conseguia ter o seu lugar na frente e era obrigada a se sentar perto de quem não gostava dela. Mas naquele dia era diferente.

Com medo de encontrar algum jogador querendo vingança, Santana fez questão de se atrasar para chegar no momento em que todos os corredores estivessem vazios.

Andando as pressas, Santana entrava no colégio, tirando sua toca, abrindo seu casaco e correndo para seu armário. O corredor estava vazio e se apressou guardando seus livros, seu casaco, e pegando apenas seu livro de biologia, indo em direção a sua primeira aula – que já tinha começado.

Respirando fundo, a porta da sala estava entre aberta e, sem querer chamar muita atenção, passou rapidamente pelo professor de costas para a turma e encontrou um lugar no meio da sala, na fileira próxima a porta.

– Senhorita Lopez. – A voz de seu professor a fazia fechar os olhos por alguns segundos, sabendo que o mesmo odiava quando chegavam atrasados. – Posso saber o porquê a senhorita está chegando há... – O mesmo olhava para seu relógio, se virando para olhá-la. – Quase vinte minutos após todos entrarem? – O mesmo era autoritário, e não só o professor, mas todos os alunos a olhavam.

– Me desculpe, Sr. Carter, mas... Mmm... E-eu perdi o ônibus, e precisei pegar o próximo que só passou há dez minutos depois. – Sua voz era suave e Santana odiava ser o centro das atenções.

– Bom, se a senhorita não fez questão de acordar cedo para chegar há tempo para essa aula, sugiro que se retire.

– Mas. –

– Sabe que não suporto atrasos. – O professor a interrompia. – Se quer mesmo assistir a essa aula, se lembre da próxima vez acordar mais cedo. Por favor, senhorita Lopez, se retire. – O mesmo apontava para porta, e Santana podia ouvir alguns dos outros alunos rindo da sua cara, tentando provoca-la.

Sem dizer nada, Santana pegou suas coisas, jogando sua bolsa sobre seu ombro e se levantando furiosa, passando por seu professor e saindo de sua sala. Ela nunca entendeu o porquê Sr. Carter era tão exigente, sendo que muitas vezes o mesmo se atrasava quando suas aulas eram no período após o almoço. Apesar de exigir pontualidade pela manhã, o mesmo não dava exemplo algum e todos o chamavam de hipócrita.

Sem saber o que fazer, ou para onde ir, Santana se sentou em um dos bancos no corredor, tirando seu celular da bolsa e ao ver a mensagem que exibia em seu blockscreen a fazia sorrir.

Quinn: Hey, Tana... Está tudo bem? Não te encontramos essa manhã, espero que esteja tudo okay. ;) beijos, Q.

Era incrível como uma simples mensagem de Quinn a fazia sorrir como boba. Como uma adolescente apaixonada, oh espera... Santana era uma adolescente e pela primeira vez, estava realmente apaixonada. As borboletas em sua barriga sempre batiam asas a fazendo se perder em sua respiração.

Santana: Hey, Q. Está tudo bem, apenas perdi o primeiro ônibus e precisei esperar pelo segundo. Minha manhã já começou péssima. Sr. Carter me colocou para fora da sala, por ter chegado vinte minutos atrasada. :(. X

Enquanto enviava a mensagem, Santana mordia o canto de sua bochecha, olhando para as duas direções do corredor e, se vendo literalmente sozinha, pegou sua bolsa rapidamente, andando em direção ao único lugar onde conseguia encontrar paz e tranquilidade. Na biblioteca. Com medo de ser vista pelo o diretor ou qualquer outro bully, a latina se via praticamente correndo em direção ao seu lugar favorito e ao entrar no mesmo, foi direto para a sessão de livros históricos – uma sessão completamente abandonada –, colocando sua bolsa no chão, se sentando, tirou seu caderno e seu grande estojo, se preparando para desenhar quando seu celular apitou, mostrando ter uma nova mensagem.

Quinn: Sinto muito, Tana. :( Estou em uma tediosa aula de física... Enfim, também tive uma péssima manhã. Onde você está? X

Santana franzia o cenho, confusa, com a pergunta de Quinn, mas respondeu em seguida dizendo que estava na biblioteca, já que não podia ficar no corredor. Esperou alguns segundos, mas sem receber respostas, a latina deixou o celular ao seu lado, prendendo o cabelo em um rabo de cavalo, ajeitou seus óculos, e em seguida continuava um de seus desenhos da noite passada no qual desenhava um leão com jubas de um dourado – ou louro, fortes, destacando seu rosto, e olhos eram verdes.

Distraída com seu desenho, Santana sequer percebia que não estava sozinha. Em pé logo a sua frente, Quinn encostava-se a uma das prateleiras observando a latina que desenhava com tanta paixão e concentração. Seus olhos sequer saiam do caderno a sua frente e cada movimento suave, mostrava o quão importante aquilo era para Santana. Era apaixonante vê-la desenhando, e se Quinn não estivesse precisando tanto dela, provavelmente continuaria em silêncio, deixando Santana fazer o que tanto amava.

– Hey... – Sua voz suave, tirava Santana de seu transe, levantando a cabeça e encontrando os olhos avelãs que tanto ama.

– Hey, — Santana sorria confusa, enquanto Quinn se sentava ao seu lado. – Não que eu ache isso ruim, mas o que você está fazendo aqui? Não deveria estar na aula?

– Deveria. – Quinn se aproximava, depositando um beijo na bochecha da latina. – Mas prefiro ficar aqui com você. Também tive uma péssima manhã, e não estou com cabeça para aula.

– O que houve? – Santana guardava o caderno de desenho, e seus lápis, mostrando que sua atenção era toda de Quinn.

– Russel... – Quinn deitava a cabeça na prateleira em que estavam apoiadas. – Hoje ele dará um jantar para o pai da Kitty, e vou ser obrigada a fazer companhia a ela. – Quinn revirava os olhos.

– Não deve ser tão ruim assim... – Santana a olhava. – Pelo menos você terá a companhia da sua irmã e pode fugir da louca da Kitty. – A latina fazia careta, fazendo Quinn sorrir.

– Sim, mas você não conhece meu pai, ele vai querer que eu fique grudada na Kitty o jantar inteiro, tratando-a bem, e blá, blá, blá. Meu pai acha que somos como ele. Odeio paparicar as pessoas.

– Sinto muito, Q. – Santana falava carinhosa. – Se pudesse te faria companhia nesse jantar. – Quinn sorria, ficando em silêncio, olhando nos olhos de Santana, e admirando o quão linda a mesma era. O quanto seu coração acelerava todas as vezes em que estavam próximas. Era incrível como todo esse sentimento novo a fazia querer passar 24/7 ao lado de Santana.

Levando uma de suas mãos para o rosto da mesma, Quinn acariciou uma de suas bochechas, aproximando seu rosto ao da mesma, franzindo seu nariz.

– Quinn... – Santana sussurrava, preocupada.

– Está tudo bem, ninguém vem até essa sessão. – Quinn sorria, aproximando seus lábios aos de Santana, depositando um selinho carinhoso e demorado, sentindo as borboletas em sua barriga baterem asas sem parar. – Adoraria se você pudesse me acompanhar hoje à noite. – A loira sussurrava, passando seu polegar no lábio inferior de Santana. — Minha noite seria bem mais divertida. — Santana sorria ao ouvir as palavras de Quinn, desviando seu olhar da loira por alguns segundos, antes de se aproximar novamente, depositando outro selinho rápido em seus lábios.

– Você pode sempre fugir para Lima Heights. – Santana sussurrava, fazendo Quinn rir. – Sabe que é sempre bem vinda por lá. – A latina levava uma de suas mãos para o rosto de Quinn, acariciando sua bochecha com o polegar. – Minha mãe ficaria muito feliz em recebê-la.

– Oh, só sua mãe? – Quinn perguntava, semicerrando os olhos.

– Claro que não... Meu pai também. – A latina brincava, e Quinn fazia cara de brava, recebendo um beijo na ponta do nariz.

– Gosto disso. – Quinn sussurrava, fechando seus olhos, aproximando sua testa a de Santana.

– Do que exatamente?

– Disso... Da forma como nos aproximamos. Da forma como você me trata. De como essa liberdade entre nós vem crescendo. Você é especial, Tana, e cada dia que passa sinto mais vontade de estar perto de você. – Quinn sussurrava, e ao ouvir suas palavras, Santana prendia sua respiração, com as borboletas batendo asas sem parar a fazendo sorrir automaticamente. – Você é tão linda, Tana. – Os dedos da loira, passando delicadamente pela testa de Santana, deslizando carinhosamente por seu rosto, até seu dedo alcançar a ponta do nariz da mesma.

– Você também é especial, Q. Saber que você se sente dessa forma faz meu coração acelerar. – A latina falava tímida, mordendo o canto de seus lábios. – Obrigada por me deixar se aproximar de você cada dia mais.

– Gosto muito de você, Tana.

– Eu também gosto muito de você, Q. – Santana sussurrava e antes que pudesse dizer algo, os lábios de Quinn estavam sobre os seus, a fazendo fechar os olhos, iniciando um beijo suave, sem se preocupar.

Xxxx

– Como foi seu dia ontem? – Quinn estava com a cabeça deitada no ombro de Santana, enquanto observava silenciosamente a mesma desenhar.

– Oh, sai com o Jake ontem a tarde. – A latina comentava, lembrando de que não tinha contado para ninguém do seu encontro com seu amigo.

– Com o Jake? Jake Puckerman? – A loira franzia o cenho, sentindo uma sensação ruim em seu peito.

– Mhm... Ele... Mmmm, ele me convidou para tomar chocolate quente. – Santana sentia a mudança na voz de Quinn, e parava de desenhar, deitando sua cabeça sobre a da mesma.

– Mm... E... Como foi? – Quinn perguntava, tentando controlar o ciúmes que aparecia.

– Legal? Jake sempre me tratou muito bem no clube do coral, e foi o primeiro a me dar boas vindas quando cheguei... – Santana falava suavemente, com medo de dizer algo que chateasse Quinn. – E-ele entendeu que o vejo como um amigo, um irmão talvez, e foi legal conversar com alguém que além de você e Brittany não me julga. – A latina encolhia os ombros, e o ciúmes que Quinn sentia, misturava-se com a dor de ver Santana falando daquela forma. A líder de torcida sabia que Santana era sozinha e ficava feliz em saber que a mesma estava se aproximando de outras pessoas. Quinn sabia que Jake era diferente de Puck, e que o mesmo era simpático e cuidadoso. – Está tudo bem? – Santana quebrava o silêncio, preocupada com o que Quinn pensaria.

– Mmm? Claro, Tana. Fico feliz que Jake tenha se aproximado. – A loira sorria suavemente, levantando sua cabeça para olha-la. – Espero que ele esteja realmente sendo sincero, porque se ele te fizer algum mal, quebro o nariz dele. – Quinn semicerrava os olhos, fazendo Santana rir.

– Boba. – Santana depositava um selinho nos lábios de Quinn se sentindo cada vez mais a vontade para tal atitude. Apesar do clima bom entre elas, Santana se lembrava do medo que estava desde quando acordou: O soco que deu em um dos jogadores de futebol. Ainda não tinha encontrado nenhum deles, e não sabia ainda qual a repercussão que todo aquele incidente a levaria. Seu estômago revirava, segurando na mão de Quinn, e abaixando a cabeça. – Q, e-eu estou medo de sair daqui. – A latina sussurrava, fazendo a líder de torcida olhá-la confusa.

– Por que?

– Com medo do que vão falar sobre o incidente de ontem... E se eles não cumprirem o que falaram e vierem atrás de mim? Quinn, n-não posso me envolver em nenhuma confusão, não posso... – Santana falava rapidamente, fechando seus olhos, tentando conter sua respiração.

– San... Não vai acontecer nada, está bem? Puck e os amigos dele sabem como assustá-los e tenho certeza que fizeram um bom trabalho. – Quinn depositava um beijo na bochecha da latina, tentando acalmá-la.

– Esse é o problema, Q. Mesmo sendo grata pelo o que fizeram, não gosto que se envolvem em brigas por minha causa. Espero que realmente se esqueçam desse incidente, não posso ter nenhuma advertência na minha ficha escolar, ou então, terei problemas para entrar na faculdade. – A preocupação de Santana, fazia o coração de Quinn se apertar ainda mais.

– E não terá. Tente não se preocupar com isso, está bem? Vamos estar ao seu lado, e tenho certeza que Sr. Schue também entraria em sua defesa, caso algo acontecesse. – A loira falava carinhosa. – Mas nada vai acontecer. Você não ficará sozinha. – Sem dizer nada, Santana apenas assentiu, e novamente entravam em um silêncio confortável, com a cabeça de Quinn deitando no ombro da latina.

Apesar de estar com medo do que aconteceria fora dali, Santana tentava acreditar uma vez que fosse, naquilo que lhe diziam. Seu problema com confiança era seu maior inimigo, mas com Quinn lhe dando tanta certeza, Santana contava mentalmente, tentando deixar a preocupação de lado e focar em coisas melhores; como Quinn que a cada dia se mostrava mais interessada e mais aberta. Isso era definitivamente um motivo para alegrá-la.

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O sinal tocava, indicando que estava na hora da próxima aula. As duas se olharam por alguns segundos e antes de se levantarem, Quinn se aproximou, segurando no rosto de Santana, e dando vários selinhos demorados a fazendo rir.

– Nós falamos mais tarde? – Quinn perguntava.

– Mhm... Nos falamos mais tarde. – A latina sorria ainda indecisa se realmente iria sair daquele lugar que tanto lhe trazia segurança.

– Você tem aula do que agora? – Quinn se levantava, ajeitando seu uniforme.

– Mm... Matemática. — Santana respondia, guardando suas coisas e se levantando.

– Oh... Então vamos antes que chegue atrasada de novo e o professor te coloque para fora.

Quanto mais se aproximava da saída, Santana sentia seu coração disparando. Ela não sabia o que fazer, mas sua mente lhe dizia que precisava enfrentar seus medos, ou então, passaria o resto da sua vida assustada. Talvez, Santana precisasse voltar para suas terapias. Mesmo parando por conta própria, o medo e a insegurança continuavam lá. Apesar de não serem tão intensos como antigamente, os mesmos ainda continuavam atrapalhando sua convivência com as outras pessoas.

Sua cabeça estava tão distraída que sequer perceber que agora estavam em frente a sua sala e Quinn depositava um beijo rapidamente em sua bochecha a fazendo sair de seu transe, sorrindo, e olhando para dentro da sala, indo rapidamente se sentar em seu lugar, pedindo a Deus mentalmente que ninguém a fizesse nenhum mal.

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Para alguns, as horas passaram voando, para outros, aquela manhã parecia que nunca terminaria. Santana estava exatamente nesse grupo. No qual para ela, sua manhã parecia uma eternidade. Fazendo o que sempre fazia de melhor, a latina se tornava invisível, não passando por nenhum dos corredores onde sabia que os jogadores estariam, ou as líderes de torcida. Evitava os banheiros nas trocas de aula e no intervalo. Ela estava ansiosa para sair daquele lugar, finalmente voltar para perto dos seus pais, o lugar mais seguro do mundo.

Até mesmo no intervalo, onde se sentou com o clube do coral, fez questão de não dizer nada, e agradeceu mentalmente por nenhum deles ter tocado no assunto. Conversava apenas com Rachel que para sua surpresa, foi uma ótima companhia e sequer chamava atenção. Encontrou com Quinn rapidamente, mas a mesma foi praticamente obrigada por Sue a se juntar com as líderes de torcida.

Suas últimas aulas foram acompanhadas de Mercedes que lhe fez se esquecer de sua preocupação e a deixou de bom humor. Santana estava cada vez mais se aproximando do clube do coral, e ao ter momentos simples como esses, a fazia querer que seu aniversário voltasse, porque sem dúvida, ela os convidaria.

Logo que o sinal bateu, a latina saiu rapidamente. Praticamente a primeira a sair do colégio se despedindo de Mercedes e correndo ainda com medo de ser pega de surpresa na hora da saída. Ela ainda tinha desconfiança de que os jogadores do incidente estavam tramando algo e só esperavam encontra-la.

Mando uma rápida mensagem para Quinn, dizendo que precisou correr, para não perder o primeiro ônibus e que tinha horário para estar na academia. E finalmente, após entrar no ônibus, se sentar e vê-lo em movimento, Santana podia respirar fundo, agradecer a Deus por nada ter lhe acontecido naquele dia. Por estar voltando para casa sem ter sido vítima de nenhum bully. Era o que ela sempre fazia quando tinha um dia no qual conseguia se passar por invisível.

Já Quinn, teve uma manhã rápida. Por mais que quisesse se livrar do terrível jantar daquela noite, Fabray desejava poder passar com Santana. Ela não sabia ainda como rotular aquilo que acontecia entre elas, mas sabia o que estava sentindo era forte. Era algo novo e bom. Um sentimento gostoso que a fazia querer mais e mais da doce latina. Talvez em breve elas pudessem finalmente ter um futuro, mas até lá, Quinn precisava descobri consigo mesma como faria isso sem que seus pais soubessem. Talvez Frannie pudesse ajudá-la... Talvez. Mas isso não era o que Quinn conseguia pensar naquele momento – mesmo não tirando Santana da cabeça –. Fabray pensava apenas no quanto sua noite seria péssima e se preparava mentalmente para passar aquelas horas com Kitty sem mata-la.

Notas finais
E então, gostaram? Bom, não quis deixar tudo em um capitulo só, porque quero um em especial para mostrar quem realmente é a Kitty e suas intenções. Não sei se já falei isso, mas em breve as coisas entre Quinntana vão começar a desenrolar. Espero que continuem comigo. Obrigada mesmo por sempre estarem por aqui. ♥ Próxima Fanfic a ser atualizada: The Walking Dead. Review?