Hurricane

22 I didn't see it coming


Notas iniciais
Oiii gente, linda! Como vocês estão? Espero que bem. Um capítulo novo está feito para vocês. Gente, me perdoem se tiver algo errado, estou com a minha alergia mega atacada, mas como eu amo muito vocês, não quis deixa-los sem uma atualização, entãaaao, espero mesmo que gostem. ♥

Ela estava irritada. Quinn Fabray estava furiosa. Tão furiosa que sequer conseguia se arrumar para o jantar de aquela noite. Ela odiava quando seu pai lhe obrigava a coisas que não queria fazer. Quinn não era mais amiga de Kitty há muito tempo e não fazia nenhuma questão em ser amigável com Wilde naquela noite; não depois de tudo o que ela já fez com Santana.

A garota estava apenas de lingerie encarando seu vestido florido sobre a cama. Seu sapato estava ao lado de seus pés e Quinn bufava todas as vezes que se imaginava entrando dentro daquele vestido.

Passando as mãos por seu rosto, Fabray se sentou na cama ao lado de sua roupa, quando a porta de seu quarto se abriu.

— Quinn, você ainda não está pronta? – Frances perguntava, fechando a porta, e se aproximando da irmã.

— Frannie, não quero descer. Não quero participar disso. – A garota se jogava para trás como uma adolescente emburrada, fazendo sua irmã revirar os olhos.

— E acha que eu quero participar disso? – Frannie puxava sua irmã pelos braços a levantando. – Preferia sair com meus amigos ao invés de estar aqui. Vamos, Quinnie, você precisa se arrumar ou então Russel irá ficar irritado.

— Não me importo. – Quinn falava irrita, se levantando. – Não quero me fazer de amiga da Kitty, Frann... E sabe o que mais me chateia? É que Russel sequer faz questão de saber nossa opinião. É como se não morássemos nessa casa. Respeito o fato do pai de Kitty estar entrando como sócio ou sabe Deus com o que na empresa do papai, mas não sou obrigada a isso.

— Quinn...

— Não, Frann... Vou trata-los com respeito, mas isso é o máximo que Russel terá de mim essa noite. Não espere que fique bajulando Kitty, porque isso não vai acontecer. – Sem dizer nada, Quinn pegou seu vestido da cama e com a ajuda da irmã começou finalmente a se arrumar.

Quinn sabia que enfrentar seu pai não era uma de suas melhores atitudes, mas já fazia tempos em que Quinn não se preocupava mais se isso a colocaria em encrenca ou não. Russel precisava respeitá-la, e Quinn mostraria isso a ele essa noite.

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— Eles já devem estar chegando... – Judy terminava de arrumar a mesa do jantar, se juntando as suas filhas e seu marido na sala de estar.

— Quinn, Francesa, por favor, espero que vocês se comportem.

— Pai, não sou mais uma criança... – Frannie retrucava. – Eu e Quinn sabemos como nos comportar em um jantar e não se preocupe, não vamos envergonhá-lo, se é esse o seu medo.

— Francesca! – Russel chamava atenção de sua filha mais velha.

— Tanto faz. Se dependesse de mim, nem aqui eu estaria... – Frannie revirava os olhos, e Quinn admirava o modo como sua irmã era corajosa em falar daquela forma com seus pais; sem deixar que eles a manipulem.

— Você está testando minha paciência? Porque se estiver, Francesca...

— Pai! – Quinn o interrompia. – Frannie tem razão. Nós não vamos envergonhá-lo. Não se preocupe, porque iremos trata-los com muita educação e simpatia, mas não me peça para me fazer de amiga de Kitty, porque isso não vai acontecer. – Quinn não sabia exatamente de onde essa coragem estava vindo, mas ao terminar de falar, segurou firme na mão de sua irmã com medo da reação do pai.

— Russel... – Judy intervia entre a discussão. – As meninas têm razão. Não se preocupe, tenho certeza que as eduquei corretamente, e... Quinn não precisa se fazer de amiga de ninguém, só precisamos que elas se comportem e não aborreçam nossos convidados. – A mãe de Quinn segurava no braço de seu marido, sorrindo para o mesmo, tentando acalmá-lo.

— Espero que vocês saibam o que estão fazendo. – Russel falava suavemente, pela primeira vez acalmando suas filhas.

Xxxxx

— Russel.

— Jackson.

Finalmente os convidados tinham chegado. Russel cumprimentava Jackson Wilde, enquanto Judy abraçava Marysa Wilde, e, Kitty... Bom, a garota entrava sorrindo sem perder a chance que fosse para abraçar Quinn.

— Quinn! – A garota falava animada, agindo como se fossem melhores amigas.

— Kitty. – Fabray apenas correspondia o abraço, educada.

— É tão bom te ver. Sinto sua falta. – Kitty se afastava, sorrindo e aquele sorriso... Irritava Quinn ainda mais.

— Pois é. – Quinn desviava o olhar para sua irmã, tentando se afastar.

— Hoje vamos ter uma ótima noite. Vamos poder colocar as fofocas em dia. – Kitty abraçava Quinn novamente, e a mesma apenas revirava os olhos.

Está iniciada a sessão tortura. Quinn pensou antes de seus pais irem até a sala de estar para conversarem.

Xxxxx

Se Quinn achava que sua noite iria ser péssima, ela não fazia ideia do quanto seria terrível.

Russel pediu que Quinn levasse Kitty para o quarto, no intuito de deixar que os adultos conversassem. Frannie conseguiu se livrar correndo para seu próprio quarto, dando uma ótima desculpa de que não estava se sentindo muito bem, mas que desceria para o jantar. Judy e Marysa estavam na cozinha terminando de assar o delicioso bolo de carne recheado enquanto Russel e Jackson conversavam sobre negócios acompanhados de um bom copo de whisky.

— E então, Quinn... – Kitty se ajeitava na cama, olhando em volta do quarto de Quinn. – Faz tanto tempo que não nos falamos... Desde quando você virou amiguinha daquela pobrezinha se afastou das suas verdadeiras amigas. – Wilde encostava na cabeceira da cama, e ao ouvir o modo como a mesma chamou Santana, Quinn semicerrou os olhos, sentada na cadeira de sua estande.

— O que? Primeiro, não chame Santana assim, e segundo, nós nunca fomos amigas de verdade, e você sabe disso, Kitty. Nenhuma das aquelas garotas das Cheerios são minhas amigas, exceto Brittany, claro. – Quinn arqueava uma de suas sobrancelhas, mantendo a calma.

— É claro que sempre fomos amigas, Quinn. – A voz de Kitty soava irritada. – Se não fosse aquela estúpida da Brittany e agora essa idiota Santana, nós ainda continuaríamos sendo amigas.

— Não. Se não somos amigas hoje é tudo graças a você e sua infantilidade. – Quinn balançava sua cabeça. — O modo como você trata as outras pessoas, Kitty, é nojento e. –

— Oh, então você está dizendo que nunca tratou ninguém diferente? Qual é, Quinn, nós só nos divertimos... Brincamos com alguns outros perdedores e que mal tem nisso? – Kitty dava de ombros.

— Que mal tem nisso? Kitty eles são pessoas com sentimento. Sei que um tempo atrás também aproveitei muito da minha popularidade, mas eu mudei... Mudei e não gosto do modo como você continua tratando as pessoas.

— Quinn, por favor... – Kitty ria baixo.

— Não, Kitty. Não me orgulho de nada do que fiz enquanto andávamos juntas. Me aproveitei no começo da minha popularidade usando pessoas e hoje me arrependo. Eles são pessoas como nós, Kitty, e merecem respeito. – Quinn respirava fundo, pegando seu celular de sua estante, verificando a hora.

— Espera. – Kitty a olhava, lhe observando por alguns segundos. – Oh, céus... O que essa Santana fez com você? Isso tudo é por causa dela? Qual é, Quinn... Essa garota é só mais uma que sempre aparece na hora errada e no lugar errado. Não tenho culpa se ela é tão idiota a ponto de não perceber que você e ela nunca vão ser amigas e. –

— Para sua informação, eu e Santana somos amigas. – Quinn a interrompia, e Kitty começa a rir.

— Amigas? Sei... Quinn Fabray sendo amiga de uma... –

— Não ouse terminar essa frase. – Quinn se levantava, se aproximando de Kitty. – Aceita que é mais fácil, Kitty. Nós... Eu e você, não somos mais amigas. Você é fútil, mimada, e só pensa em você. A minha amizade com a Santana não é da sua conta, e eu juro que se você fizer alguma coisa contra ela, não vai estar aqui novamente para contar história. – Quinn estava a poucos centímetros de Kitty, e a garota mantinha seus olhos aos de Quinn. – Deixa Santana em paz, Kitty. Se você acha que conhece Quinn Fabray, está muito enganada. – Kitty engolia em seco, e sequer disse uma palavra para retrucar. Seus olhos semicerraram e antes que pudesse dizer ou fazer algo a voz de Judy chamava as três garotas para jantarem.

Isso não vai ficar assim. Kitty pensou antes de seguir Quinn para fora do quarto.

Xxxx

— Acredito que Francesca deve seguir seus passos. – Jackson comentava, tentando interagir com toda a família Fabray.

— Mmm... – Frannie terminava de mastigar, olhando de seu pai para o convidado. – Talvez... – Francesca respondia, sabendo que não valeria apena irritar seu pai.

— E você, Quinn? Já sabe o que vai fazer? – Jackson virava-se agora para a caçula.

— Mmm? Oh, ainda estou estudando e pesquisando exatamente o que quero fazer. – Quinn sorria. – É algo que levarei para minha vida toda, então preciso ter certeza do que realmente quero ser.

— Isso é verdade. É bom ter certeza para não se arrepender daqui a alguns anos. –Jackson sorria e parecia mais educado e simpático do que Russel ao conversar com as meninas.

Para sorte de Quinn e Frannie, a conversa virava-se para outro assunto as deixando comer tranquilas. Kitty algumas vezes olhava para Quinn, se sentindo irritada por vê-la tão diferente. O seu jeito possessivo queria que Quinn voltasse a ser quem era. Que Fabray voltasse a ser a sua amiga sem Brittany e muito menos Santana para lhe atrapalhar.

Enquanto jantava, seu celular escondido em seu colo vibrava a fazendo olhar para todos na mesa, tendo a certeza de que não seria pega. Quinn levou uma de suas mãos para seu colo, tirando o celular de baixo do guardanapo e ao ver a mensagem em sua blockscreen, um grande sorriso aparecia em seus lábios.

Tana: Ainda viva? X

A loira mordia seu lábio inferior, olhando novamente para seus pais, antes de deslizar seu dedo na mensagem para responder.

Quinn: Talvez? Haha... Estou com muito, muito tédio, Tana. Tenho certeza que tudo ficaria melhor se você estivesse aqui. xQ.

Fabray enviou a mensagem, se certificando de que o mesmo tinha sido entregue antes de voltar sua atenção para sua comida, escondendo novamente o celular e o mesmo vibrou novamente.

Tana: Aww, pobre Quinn. Ficaria feliz em poder estar aí com você, Q. :(

Quinn: Ficaria feliz se você pudesse estar aqui também, Tana. Ou se eu pudesse estar aí ao invés de ficar aqui sentada ouvindo assunto sobre negócios.

Quinn escondeu rapidamente seu celular, terminando sua comida e ao encontrar o olhar de sua irmã, a mesma lhe olhava com os olhos semicerrados logo ao seu lado, com um sorriso malicioso nos lábios, se aproximando de seu ouvido e sussurrando.

— Se controlar, Lucy Q. Seu sorriso apaixonado está aparecendo. – Frannie a provocava, a fazendo arregalar os olhos.

— Eu não...

— Mhm, continue negando. – Frannie assentia, pressionando seus lábios e se ajeitando em seu lugar, enquanto o celular de Quinn vibrava novamente.

Tana: Você seria muito bem vinda, Q. Meu pai fez deliciosas panquecas recheadas... Acho que essa é a única especialidade dele, haha.

A risada baixa de Quinn chamava atenção de sua mãe que a olhava curiosa e antes que Judy pudesse dizer algo, Frannie se aproximou novamente de Quinn.

— Disfarça, Quinn... A mamãe está olhando. – Frannie começava a rir por nada, tentando disfarçar o fato de sua irmã estar rindo sozinha.

— Queria estar bem longe daqui. – Quinn sussurrava para sua irmã, guardando o celular sem responder Santana.

Logo Judy e Frannie se levantaram para buscar a sobremesa e Kitty se aproveitou do momento se sentando ao lado de Quinn, no lugar de Frannie.

— Quinn... – Kitty a olhava, chamando sua atenção.

— O que você quer, Kitty?

— Será que depois do jantar podemos conversar?

— Conversar sobre o que? Não acho que temos algo para conversar.

— Quinn, por favor. – Kitty sussurrava, olhando para seus pais. – Quero conversar com você.

— Kitty... – Quinn não sabia se isso era uma ótima ideia, e hesitava por alguns momentos, antes de finalmente olhar nos olhos de Kitty e apenas assentir.

Após comerem a deliciosa torta de limão de Judy, novamente, Quinn e Kitty subiram para o quarto de Fabray, enquanto os outros estavam na sala de estar conversando e tomando vinho.

— Então Kitty, o que você quer conversar? – Quinn fechava a porta atrás de si, após Kitty entrar em seu quarto.

— Quinn... – Kitty roçava uma mão sobre a outra, ficando em pé no centro do quarto. – Olha, sei que meu jeito não te agrada, mas eu sinto sua falta, está bem? – A garota começava a falar, e Quinn franzia o cenho. – Sinto falta de quando éramos amigas, e gostaria muito que você voltasse a falar comigo e que possamos voltar a ser como éramos antes. – Fabray arqueava uma de suas sobrancelhas, ficando em silêncio por alguns segundos sem acreditar em uma palavra do que Kitty lhe falava. – Só não quero que você me troque pela Santana ou pela Brittany ou. –

— Kitty... – Quinn a interrompia, balançando sua cabeça. – Não... Isso... O que você está falando? Nossa amizade acabou, porque nós não temos nada em comum. O fato de sermos da mesma classe social, não me obrigada a ser sua melhor amiga. E já te pediu milhões de vezes para parar de envolver Brittany e Santana todas as vezes que começa uma discussão. Elas são minhas melhores amigas e ponto final. Você é apenas minha colega do time de líder de torcidas e nada mais. Sequer somos da mesma turma, então não, nós não vamos voltar a ser amigas. – Quinn já estava cansada desse assunto. Tudo soava infantil demais e sua irritação apenas piorava.

— Como você pode ser tão idiota? – Kitty falava irritada, fazendo Quinn se assustar.

— Perdão?

— Você é uma idiota, Quinn. Santana só está te usando para poder ser reconhecida. Aliás, qual é a de vocês, huh? Ela vive te olhando como se estivesse te comendo com os olhos... Se essa garota acha que pode te tirar de mim, ela está muito enganada. – Kitty apontava furiosa para si mesma, assustando Quinn ainda mais.

— Me tirar de você? Kitty, ninguém me tirou de você, me afastei porque quis. Nós já tínhamos deixado de ser amigas há muito tempo, então para, para de colocar a culpa em quem não tem nada a ver com isso. Minha amizade com a Santana novamente não te diz respeito. Você está vendo coisas onde não tem e. – Kitty estava furiosa. Furiosa por ver Santana tirando Quinn dela. Por ver Quinn com tanto desgosto ao falar com ela. Irritada com toda aquela situação, Kitty agiu novamente possessivamente, se aproximando de Quinn e lhe interrompendo com um selinho.

Os olhos de Quinn se arregalaram e seu estômago rapidamente começava a embrulhar. A mesma estava em choque, sendo paralisada em seu chão. Esse selinho não era nada comparado ao romântico e delicado que recebeu pela primeira vez de Santana. Esse modo impulsivo de Kitty não era nada comparado ao gesto impulsivo, bobo, e fofo de Santana de todas as vezes que ela beija Quinn ou segura em sua mão. Céus, aquela pessoa ali a sua frente, não lhe passava nada, nenhum sentimento além de desgosto e nojo. Aquela pessoa ali na sua frente, não era Santana e não fazia as borboletas em sua barriga baterem asas de felicidades.

Depois de alguns segundos – no qual parecia uma eternidade -, Quinn finalmente saiu de seu choque, colocando as mãos nos ombros de Kitty e a empurrando para longe. Colocando a mão na boca e encontrando uma nervosa e assustada Kitty.

— O que você fez? – Quinn se afastava e parecia ainda mais irritada. A mesma andava para longe de Kitty, dando a volta em sua cama, olhando em choque para a garota a sua frente.

— Eu... – Kitty olhava para o chão, se sentindo totalmente envergonha e nervosa por ter agido tão impulsiva. Ela não queria que isso acontecesse e temia que Quinn comentasse com alguém. Céus, como ela explicaria isso para as pessoas? Ninguém pode saber que ela sente algo por Quinn. Seus pais iriam surtar e sua reputação iria toda por água a baixo. Mas Kitty também sabia que mostrando suas fraquezas e seu medo naquele momento mostraria o quão vulnerável era e isso era algo que Kitty jamais deixaria as pessoas notarem. Levantando sua cabeça e arqueando uma de suas sobrancelhas, Kitty rapidamente se recompôs, encarando Quinn. – Você já tomou sua decisão... – Kitty falava como se nada tivesse acontecido. – Espero que não se arrependa, porque não estarei aqui quando você me quiser de volta. – Quinn franzia o cenho.

— Oh, acredite, não vou lhe procurar nunca mais. – Quinn respondia friamente, e Kitty a olhou por alguns segundos antes de se virar e sair do quarto deixando Quinn sozinha.

— Mas que porra foi essa? – Quinn sussurrava, sentindo seu estômago embrulhar, correndo para o banheiro.

Xxxx

— Foi um prazer recebe-los, Marysa. – Judy se despedia de Marysa Wilde, enquanto Russel fazia o mesmo com Jackson.

— O jantar estava delicioso, Judy. Obrigada. – Marysa sorria, se afastando.

— Então nos vemos na próxima semana. – Jackson comentava com Russel.

— Claro, a sua sala estará lhe esperando. – Russel apertava a mão do pai de Kitty antes do casal se afastar com Kitty ao lado da mãe, evitando olhar para Quinn.

— Obrigado, Russel. Tchau meninas, foi um prazer. – Jackson virava para Quinn e Frannie que sorria simpáticas.

— Foi um prazer, Sr. Wilde. – Quinn sorria, apertando a mão do mesmo.

— Nos vemos em breve. – Jackson sorria pela última vez para Russel, antes de sair com sua família pela porta dos Fabray.

— Bom, correu tudo bem. – Russel se virava para suas duas filhas. – Agradeço por terem se comportado. – Quinn e Frannie olhavam surpresas uma para outra com o agradecimento do pai.

— Umm... Imagina, pai. Não foi nada. – Frannie respondia e sem dizer nada, Russel apenas assentiu, indo até seu quarto com Judy.

— Hey Lucy... – Frannie chamava a irmã, percebendo o olhar distraído da mesma. – Está tudo bem?

— Mhm... Só estou cansada. Acho que vou subir e tentar dormir. – Quinn sabia que podia contar com sua irmã, mas naquele momento, sua cabeça girava de raiva e ela precisava ficar sozinha. – Boa noite, Frann. – Fabray se aproximou depositando um beijo na irmã antes de subir para seu quarto.

Xxxx

Deitada em sua cama, com sua cabeça girando, Quinn estava com celular em mãos olhando a última mensagem que tinha recebido de Santana e não pôde responder. A mesma sorria, mas sentia seu estômago revirando preocupada se devia ou não contar aquilo para a latina. Ela não sabia ainda de como deveria chamar o relacionamento das duas, mas por alguma razão se sentia péssima por ter deixando Kitty beijá-la. Ela não queria deixar a latina chateada e ainda precisava decidir o que faria sobre o que tinha acontecido.

Quinn: Hey Tana... Me desculpe pela demora. Estávamos todos jantando e minha mãe quase me pegou com o celular. Ainda acordada? X

Quinn apoiava o celular em sua barriga, encarando o teto, enquanto a imagem de Kitty a beijando passava várias e várias vezes por sua cabeça. Aquilo foi nojento e ela desprezava Kitty ainda mais. Céus, isso poderia acabar com quaisquer chances com Santana, certo? Quinn não sabia o efeito que isso causaria na latina, mas ao fechar seus olhos, sentiu seu coração apertar por apenas imaginar em perder Santana, Fabray sentia as borboletas voando em sua barriga e ficar sem a latina era algo que ela realmente não queria. Isso não podia acontecer. Kitty não podia fazê-la perder a pessoa por quem Quinn estava começando a se apaixonar. Seu telefone vibrou novamente e Fabray pegou seu celular rapidamente.

Tana: Hey, baby girl, não se preocupe. Está tudo bem, espero que tenha corrido tudo bem. Estava cochilando, então, nos falamos amanhã, está bem? Dorme bem, Q. x

Seus olhos se encherem de lágrimas e um sorriso bobo apaixonado aparecia em seus lábios ao reler e reler a mensagem e tendo as borboletas enlouquecidas em sua barriga com Santana lhe chamando de “baby girl.” Isso era um dos apelidos mais carinhosos que Quinn já ouviu e foi naquele momento que Fabray tinha tomado sua decisão.

Quinn: Poderia ter sido divertido se você estivesse aqui. ;) Nos vemos amanhã, dorme bem. X

Quinn sorria olhando para sua mensagem, mordendo o canto de seus lábios e sentindo seu coração se acalmando, percebendo que não precisava fazer tanta tempestade naquilo que não tinha importância. A mesma respirava fundo, tendo a certeza que faria a coisa certa.

Notas finais
E então, o que acharam? Espero que tenham gostado. Review? Obrigadaaa x