Notas iniciais
Oieeeeeeeeee, pessoas lindas :) Bom, confesso que esse capítulo não saiu exatamente como eu queria, maaaas acho que deu certo, vocês são os únicos que podem me dizer o que acharam, então, confio em vocês haha. Espero que gostem e que aproveitem xxxx

Após a noite incrível com Quinn, Santana passou praticamente a noite inteira contando para sua mãe todos os detalhes. Era nítido ver o quão feliz a mesma estava e Maribel sentia como se todas suas preces estivessem sendo respondidas. Tudo o que ela e seu marido mais queriam, era que Santana finalmente fosse feliz esquecendo tudo o que já passou.

A garota estava tão feliz que sequer conseguiu dormir já que seu coração estava acelerado e não conseguia parar de ver a foto de Quinn em seu celular. A noite foi tudo o que Santana esperava e torcia para que sua amizade com a loira continuasse crescendo e que nada atrapalhasse. Apesar de dificilmente aceitar as coisas boas que acontecem em sua vida, Santana parecia ter esquecido toda a magoa que tinha presa em seu peito. Era como se Quinn a fizesse esquecer de todo aquele passado que um dia lhe fez tão mal. A latina ainda não sabia se um dia contaria sua história para Quinn, mas sabia que no momento era muito cedo. Santana mal conseguia confiar em si mesma, imagina em Quinn. Confiar nas pessoas fora de sua família era um grande passo, e, Lopez ainda não se sentia segura a ponto de se abrir tanto.

Na manhã seguinte, Santana acordou com um grande sorriso no rosto ao ver que uma mensagem de Quinn lhe desejando bom dia estava em seu bloocksreen. Sem pensar duas vezes respondeu tentando soar natural, mas quem Santana estava enganando? Ela não conseguia agir naturalmente. A latina estava quase explodindo de felicidade e se sentia uma boba por estar daquela forma.

Assim que mandou sua primeira mensagem, Santana se levantou da cama para sua rotina matinal antes do seu café da manhã com seus pais. Era fim de semana e como todo sábado, passaria sua tarde sozinha, já que sua mãe entraria no restaurante às onze horas da manhã e sua pai só iria para a academia a uma hora da tarde. Geralmente, Santana aproveitava para passar o sábado com seus avós até a hora que seu pai chegasse, mas naquele dia sentia que queria apenas passar um dia preguiçoso em sua casa e aproveitar para desenhar e fazer seus deveres. Isso se conseguisse, porque a única coisa que passava em sua cabeça era Quinn Fabray.

– Bom dia, mijá. – Maribel sorria ao ver sua filha entrando na cozinha com seu moletom cinza e cabelo preso.

– Bom dia, mami. Bom dia, papi. – Santana sorria, sentando em uma das cadeiras em volta da mesa.

– Dormiu bem? – Alejandro perguntava, arqueando suas sobrancelhas.

– Muito bem, papi... Apesar de ter dormido por poucas horas.

– Oh, imagino. Deve ter ficado tão animada que mal conseguir dormir. – Alejandro provocava, fazendo Maribel rir.

– Mi amor, pare de provocá-la.

– Não, papi. Tive poucas horas de sono, porque eu e mami ficamos conversando por horas depois que ela chegou.

– Sim, Alejandro. Tenho certeza que Quinn Fabray não tirou o sono da nossa pequeña. – Maribel falava irônica com o tom de brincadeira, fazendo Santana revirar os olhos.

– Eu juro que não conto mais nada para vocês.

– Awww mijá... Só estamos muito felizes por você. – Maribel se aproximava, depositando um beijo no topo da cabeça da filha.

– Estamos torcendo para tudo dar certo.

– Gracias. – Santana pegava um prato começando a separar suas torradas e seu suco de laranja. – Que horas você volta para casa, papi?

– Mmm... – Alejandro dava um gole em seu café. – Volto mais cedo hoje, mijá. Pensei em sairmos para jantar essa noite. O que acha?

– Awwww eu não gosto quando vocês saem sem mim. – Maribel fazia um bico suave, fazendo Alejandro se levantar, passando seus braços em volta da cintura da mesma e lhe abraçar.

– Não se preocupe que no domingo vamos fazer um ótimo programa em família. – Alejandro falava carinhoso, depositando um beijo na testa da esposa.

– Sim, mami. Domingo podemos sair juntos e aproveitarmos seu dia de folga como sempre fazemos. Deixamos até você escolher o lugar.

– Mmmm, que tal irmos até a fazenda? – Maribel sugeria, fazendo os olhos de Santana brilharem.

A fazenda era um delicioso parque de diversões no qual Santana sempre ia quando era pequena. Ela adorava aquele lugar e até hoje continuava sendo seu favorito.

– Sério? Wow... Eu ia adorar! Da última vez eu e papi nos divertimos muito. – Santana falava empolgada, ajeitando seus óculos, fazendo seus pais rirem.

– Ah, eu me lembro. Ganharam uma torcida quando foram jogar tiro ao alvo para ganhar aquele urso enorme. – Maribel revirava os olhos com a lembrança das duas crianças no parque de diversão.

– Fala sério, eu fui ótimo naquele jogo! – Alejandro comentava orgulhoso, fazendo Santana rir.

– Oh dios mio, às vezes me esqueço do quanto o seu ego é inflável, mi amor.

– Papi tem uma bela autoestima.

– Não tenho culpa de ser bom em tudo que faço. – Alejandro dava de ombros, se afastando de Maribel e se sentando novamente. – Falando nisso, o que aconteceu com aquele urso?

– Mmm... Dei para a Rosie. Ela se apaixonou por ele quando o viu no meu quarto. – De repente, Santana tinha uma ótima ideia. – Oh, podemos convidá-la para ir com a gente na fazenda. Tenho certeza que Valentina não se importaria e o aniversário dela está chegando, então...

– Claro, mijá. Nós adoramos a companhia de Rosie. – Maribel respondia sorrindo, ao ver o carinho de Santana, pela filha de sua amiga. – Falarei com Valentina.

– Ótimo! Gracias, mami. – A latina sorria, voltando sua atenção para seu café, enquanto agora, seus pais conversavam sobre seus respectivos trabalhos.

Após terminar seu café, Santana ajudou sua mãe limpar a cozinha e se sentou no sofá da sala, com seu grande caderno sobre seu colo, e seus lápis e gizes de cera espalhados ao seu lado. Seu pai estava no outro sofá assistindo notícias sobre futebol e apesar de não prestar atenção do que passava na televisão, Santana gostava de fazer companhia para Alejandro. Ela se concentrava naquilo que desenhava e ao contrário do que estava acostumada a fazer, Santana desenhava uma linda praça sombreada, com um banco no centro e árvores folhadas ao lado e duas figuras sentadas e uma delas com uma rosa branca em volta dos bancos.

Cada parte do desenho vinha com mínimos detalhes sombreados no qual mostrava a perfeição daquilo que se passava em sua cabeça. O cenário se passava de noite e estrelas eram desenhadas no céu e para sombreá-las ainda mais, Santana passava seu dedo por cima e como sempre, saia com seus dedos sujos de lápis por ter a grande mania de sombrear metade de seus desenhos.

Com os pés apoiados na mesa de centro, Santana estava com a cabeça inclinada para o lado oposto, parando por alguns segundos observando aquilo que deixava sua mente desenhar por sí só. A mesma trocava o lápis preto por um giz azul escuro para começar a pintar os traços que deu vida ao seu desenho.

– Estou indo, meus amores. – Maribel voltava do quarto, carregando sua bolsa, fazendo Santana sair de seu transe, olhando para seu celular. Ela estava tão distraída com seu desenho que sequer prestou atenção na hora que voou.

– Bom trabalho, mi amor. – Alejandro falava carinhoso ao receber um selinho demorado de Maribel. – Te amo.

– Também te amo. Bom jantar para vocês. – Maribel sorria, se aproximando de Santana e depositando um beijo na testa da filha. – Te amo, mijá.

– Bom trabalho, mama. Te amo! – A garota acenava, deitando sua cabeça no encosto do sofá, seguindo sua mãe com os olhos até a mesma sair de casa fechando a porta trás de si. – Sabe papa, adoro o novo emprego da mami. Sei que ela está feliz, mas sinto falta de tê-la aqui durante o jantar. – Santana franzia o nariz, fazendo seu óculos se mover em seu rosto.

– Eu também, mijá.

– Fico feliz em saber que ela está feliz, claro. É nítido ver o quanto ela ama aquele lugar.

– Oh, isso é verdade. Sua mãe nasceu para cozinhar, mijá. Para ser Chef de uma cozinha como aquela. Sem dúvidas ela merece mais, mas ela vai chegar lá. Um dia ela terá seu próprio restaurante. – Alejandro falava orgulhoso, fazendo Santana sorrir, assentindo e voltando sua atenção novamente para seu desenho, mas dessa vez, resolveu usar seus fones de ouvido colocando Tchaikovsky para tocar em seu celular. Uma das músicas clássicas que sempre adorou.

Algumas horas se passaram e pai e filha já tinham almoçado e enquanto Santana continuava distraída em seus desenhos, Alejandro se preparava para ir trabalhar e como todo fim de semana, se sentia um péssimo pai por deixar sua filha sozinha.

Após arrumar suas coisas e voltar para se despedir de Santana a campainha tocou fazendo apenas Alejandro se dispersar do que fazia, olhando para sua filha concentrada em seu caderno, com os dedos sujos de gizes. O mesmo balançou a cabeça sorrindo e ao abrir a porta, um sorriso maior aparecia em seus lábios com a surpresa.

– Quinn?

– Como vai, senhor Lopez? – A líder de torcida sorria educada, fazendo Alejandro abrir espaço para que a mesma pudesse entrar.

– Estou bem e você? – Alejandro fechava a porta atrás de si e podia notar que Santana continuava concentrada no sofá.

– Estou bem. – A loira respondia com seus olhos já em Santana observando o quão fofa a mesma ficava enquanto se concentrava em seu desenho. – Aposto que ela está desenhando?

– Sim, está. E provavelmente ouvindo aquelas músicas fora de época que ela adora. – Alejandro brincava, revirando os olhos. – Mijá? – O mesmo se aproximava da filha, acenando em sua frente, e quando Santana levantou sua cabeça, seu coração disparou e seus olhos brilharam ao ver quem estava parada ao lado de seu pai, sorrindo adorável em sua direção.

– Quinn? – Santana tirava os fones de ouvido, colocando seu caderno no acento ao seu lado e se levantando, abraçando Quinn automaticamente.

– Hey, Tana! Desculpa ter aparecido sem avisar. – As duas se afastavam, sem tirar os olhos uma da outra. – Mas... Mmm... Minha casa está um tédio e achei que seria uma ótima ideia em vim te ver.

– Imagina, Quinn. Você é sempre bem-vinda. – Alejandro sorria, pegando sua mochila e se virando para Santana. – Mijá, já estou de saída. Vocês se importam se ficarem sozinhas?

– Sim, Q. Você pode aparecer quando quiser. Mmm... E-eu estava tão distraída que sequer ouvi a campainha tocar. – A latina virava para o sofá, começando a recolher seus gizes e lápis, colocando em seu grande estojo, e fechando seu caderno, voltando agora sua atenção para seu pai. – Não papi, tudo bem! Sempre fico bem sozinha,

– Eu posso te fazer companhia? – Quinn perguntava suavemente, fazendo o coração da latina disparar ao olhá-la.

– C-claro. – A latina respondia sem tem certeza se sua voz realmente tinha saído naquele momento, já que estava em choque.

– Então está bem. Tenho certeza que estará em boa companhia, mijá. – Alejandro se aproximou de Santana depositando um beijo em sua cabeça. – Nos vemos mais tarde para o jantar. Te amo, princesa.

– Te amo, papi. – Santana respondia e Alejandro se despedia de Quinn antes de finalmente ir para academia.

– Mmmm... Vem, vamos para o meu quarto. E-eu preciso guardar essas coisas e lavar a mão. – Santana sorria, abraçando seu caderno.

– Sua mãe não está em casa? – Quinn perguntava assim que entrou no quarto de Santana, sentando na cama da mesma.

– Não, mami já saiu para trabalhar. – A latina colocava suas coisas em sua escrivaninha, virando-se para Quinn. – Mmm, me da só um minuto. Pode ficar a vontade, Q. – Santana sorria sem graça e rapidamente foi até o banheiro lavando as mãos e voltando para o quarto, encontrando Quinn no mesmo lugar. Ela ainda não conseguia acreditar que Fabray estava mesmo ali e não conseguia aquietar seu coração que pulava sem parar de felicidade.

– Você parecia concentrada no que fazia. – A voz suave de Quinn quebrava o silêncio entre elas e Santana ia se sentar ao lado da loira.

– Oh, pois é. Mmm... Geralmente quando estou desenho, desligo. Minha mãe sempre diz que entro em outra dimensão quando estou com meu caderno e lápis na mão. – Santana sorria, e podia ouvir a risada suave de Quinn.

– Seu olhar para o caderno a sua frente era intenso. A música te ajuda desenhar? – Quinn se ajeitava na cama, com as mãos sobre suas pernas.

– Bastante. Se não estou com fones de ouvido, canto enquanto desenho.

– E qual música estava te inspirando agora?

– Mmm... Tchaikovsky? – Santana arqueava suas sobrancelhas ao ver o olhar confuso de Quinn. – Música clássica. – A latina ria, suave.

– Oh... – Quinn assentia e por um momento, Santana não sabia o certo o que fazer. O clima estava estranho e nenhuma das duas sabia como agir. – Desculpa aparecer de surpresa, mas na minha casa está um tédio. Meus pais saíram e minha irmã dormiu no novo namorado dela, e... – Quinn pausava por alguns segundos, mordendo o canto de sua bochecha, com seu coração disparado. – E, mmm... E-eu queria te ver. – A loira sussurrava a última frase, fazendo as borboletas na barriga de Santana acordarem agitadas.

– Tudo bem, Quinn. Você pode aparecer quando quiser e quando precisar. – Santana falava suavemente, sorrindo carinhosa.

– Obrigada, Tana. – Ambas ficavam em silêncio por alguns segundos, sem saber exatamente o que dizer ou o que fazer. – Mmm... – Quinn semicerrava os olhos. – O que você costuma fazer nos fins de semana?

– Depende. – Santana comentava. – Minha mãe trabalha até tarde aos sábados e meu pai só chega em casa na hora do jantar, às seis da noite. Quando não quero ficar sozinha passo o dia nos meus avós ou Rosie me faz companhia, mas algumas vezes me perco sozinha desenhando e acabo não indo para lugar nenhum, até meu pai chegar. – A latina já se sentia um pouco mais confortável ao lado de Quinn, que sorria. – E você?

– Ah, geralmente minha mãe nos leva para fazer compras. – Quinn revirava os olhos, fazendo Santana rir. – Acredite, parece divertido, mas sair com Judy Fabray, que conhece a cidade inteira, não é nada divertido.

– Por que? – Santana se ajeitava na cama e podia sentir que ambas já estavam mais a vontade.

– Ela para a cada cinco minutos para cumprimentar alguém ou conversar com alguma amiga da igreja ou do clube que frequentamos. É muito chato. – A loira ria suavemente.

– Sua mãe deve ser bem popular.

– Bastante. Ela tem bastante amiga, principalmente da igreja e sempre acaba se aproximando das esposas dos colegas de trabalho do meu pai. – Quinn falava suavemente.

– E isso não te agrada?

– Muito! Ela passa mais tempo com as amigas do que comigo, e isso significa que pega menos no pé em querer saber da minha vida o tempo todo e me empurrar para amizades na qual não tenho interesse.

– Wow... Sua mãe parece controladora. – Santana falava suavemente.

– Eles são. Ela e meu pai, os dois, mas meu pai tem mais interesse nos nossos estudos do que na vida social. Por ele estaríamos em colégios particulares só para garotas e sem amigos nenhum. – Quinn revirava os olhos e Santana sentia um frio na barriga de imaginar o quanto deve ser difícil a relação de Quinn com os pais. – Provavelmente estaríamos em um colégio interno para garotas.

– Ew. – Santana fazia careta. – Ainda bem que você não está lá, ou então nunca nos conheceríamos. – A latina falava suavemente e Quinn sorria assentindo. – Você pode ficar a vontade, Q. Não precisa ter vergonha. – Santana comentava, ao ver que Quinn parecia sem saber o que fazer em seu quarto.

– Obrigada, Tana. – A loira sorria e começava a se ajeitar na cama, acompanhando a latina que se encostava a sua cabeceira, com Quinn ao seu lado.

– O que você quer fazer? – Santana perguntava, deitando a cabeça para trás e olhando Quinn.

– Oh, Tana, eu adoraria aprender a desenhar! – Quinn falava animada. – Será que... Mmm, você pode me ensinar?

– Mesmo? – Santana perguntava surpresa, com um sorriso gigante nos lábios.

– Mesmo.

– Claro! – A latina rapidamente se levantou da cama, pegando seu grande caderno e seu grande estojo, levando para o centro de sua cama. A mesma se sentou na frente de Quinn, cruzando as pernas estilo índio e a loira fazia o mesmo, tirando seu casaco e o colocando ao seu lado. – Eu costumo ensinar Rosie. Então é super fácil. – Santana falava animada, abrindo seu caderno, deixando uma parte em branco para Quinn e outra para si mesma.

– Nunca vi um caderno grande como esse. – Quinn sorria, passando seus dedos sobre as folhas bege do caderno.

– Minha tia Eva quem me deu. Sempre quis um caderno desse. – Santana abria seu estojo colocando seus gizes de um lado e os lápis de contorno do outro. – É um caderno profissional. – A latina sorria, e Quinn podia ver a paixão no gesto e na voz de Santana enquanto a mesma falava sobre aquele simples caderno. Fabray podia notar que seu pedido para aprender a desenhar, trouxe um brilho na latina a deixando ainda mais adorável. – Bom... – Santana ajeitava os óculos, dando sua atenção para Quinn. – Primeiro, você precisa saber o que quer desenhar.

– Mmm... – Quinn desviava o olhar para um lugar qualquer no quarto, tentando pensar em algo que queira desenhar. – O que você costuma ensina para Rosie?

– Oh, Rosie gosta de coisas de crianças. – Santana sorria. – Ela adora flores, borboletas e uma vez cismou que queria desenhar um urso de pelúcia. – A latina ria baixo.

– Mmm... Pode ser uma borboleta? – Quinn sorria, mordendo o canto de seus lábios e Santana assentia.

– O que você quiser, Q. – Seu tom de voz era carinhoso e suave, fazendo Quinn respirar fundo com a atenção que recebia. – Primeiro nós começamos com o contorno, então você precisa usar um desses lápis. – Santana mostrava os lápis pretos para desenho ao seu lado e Quinn escolhia um. – Agora olhe para a sua folha e visualiza a borboleta. O tamanho e a forma. – Santana passava seus dedos suavemente sobre seu papel e Quinn olhava para sua folha, imaginando uma borboleta. Ela nunca foi boa para desenhar, mas sabia como era um formato de borboleta. – Pronto? – Quinn assentia e agora ambas estavam com seus olhos no papel. – Vamos começar pelo corpo da borboleta. Não precisa se preocupar com perfeição, porque você está aprendendo.

Quinn e Santana começavam seus primeiro traços juntas de cima para baixo. Era nítido ver a coordenação motora da latina que com facilidade fazia seu traço suavemente. Já Quinn, inclinava a cabeça para o lado enquanto subia uma linha no papel, concentrada no que fazia.

Santana podia ver Quinn pelo canto de seus olhos e se segurava para não sorrir. Era adorável ver o quanto a mesma se concentrava em um simples traço e a latina sentia as borboletas em sua barriga baterem asas sem parar. Nunca que ela tinha ideia de que um dia Quinn Fabray estaria em seu quarto, sentada em sua cama e provavelmente para passar a tarde com ela. Seu coração estava acelerado e a felicidade que sentia era inexplicável.

– Você vai colocar alguma música? – Quinn perguntava, fazendo Santana olhá-la confusa. – Digo, você sempre ouve algo enquanto desenha, certo? Quero sentir o que você sente quando desenha.

– Mmmm... Mesmo? – Santana franzia o cenho e Quinn assentia. – Ok. Me deixe ver o que tenho aqui... – A latina pegava seu celular, obviamente saindo da pasta de músicas clássicas e indo para os populares que mais gostava.

– Quero ouvir as que você estava ouvindo quando cheguei. – Quinn falava suavemente, fazendo Santana olhá-la confusa novamente.

– Você tem certeza? Provavelmente vai achar entediante, Q. – A latina ria suavemente, mas Quinn balançava a cabeça dizendo que não.

– Meu avó costuma ouvir música clássica em todos os jantares. Já estou acostumada. – Quinn sorria e Santana tirava seu fone de ouvido, hesitando por alguns segundos, antes de apertar play para novamente tocar um de seu músico favorito após Bethoveen, Tchaikovsky. A latina olhou para Quinn que parecia absolver a música que começava a tocar. – Se quiser que eu troque é só falar que. –

– Não! – Quinn a interrompia, sorrindo. – Está ótimo assim. Nunca tinha reparado o quanto uma música assim pode ser tão intensa.

– É maravilhosa, não é? – Santana fechava os olhos por alguns segundos, respirando fundo. – Às vezes não sei se amo mais o violoncelo ou o próprio violino. – Quando abriu seus olhos, encontrou o olhar adorável de Quinn que a admirava, sorrindo.

– Se você pudesse escolher, qual seria? – Quinn voltava sua atenção para sua borboleta, enquanto vez ou outra olhava para Santana.

– É difícil. Muito difícil, porque amo os dois.

– Então os dois?

– Sim, os dois. – Santana sorria e assim que seus olhos pousaram sobre os traços de Quinn, levou sua mão para pará-la, e passou seus dedos sombreando os traços já feitos. – Você não precisa colocar força nas mãos. – A latina falava suavemente, pegando na mão de Quinn, começando a guiá-la em cima do desenho. – Tente relaxar os dedos.

Quinn não sabia se prestava atenção no que Santana lhe ensinava ou se encarava os lábios próximos ao seu rosto. A mão macia e quente em cima da sua, fazia sua respiração falhar com a sensação de conforto que lhe transmitia. Quinn sequer prestava atenção naquilo que a latina lhe falava.

– Q? – Santana a chamava, soltando sua mão, fazendo a loira sentir falta do contato.

– Mmm? Oh, sim... E-eu vou tentar. – Fabray sorriu e tentava fazer exatamente o que Santana lhe ensinou.

Enquanto se perdiam no desenho que faziam. Vez ou outra se olhavam sorrindo, e continuavam suas respectivas borboletas. Santana continuava dando suas dicas para Quinn e já tinha segurado na mão da loira pela segunda vez, fazendo-a sentir seu coração disparar.

As asas estavam começando a serem feitas e ao ver o desenho de Santana, Quinn fazia um bico adorável, franzindo o cenho.

– Tana! – Quinn resmungava, fazendo Santana olhá-la. – Não vale. As asas da sua borboleta estão parecendo de uma fada, enquanto as minhas... – A loira apontava para seu próprio desenho onde suas asas redondas, pareciam de uma criança de oito anos. Provavelmente como as dos desenhos de Rosie.

Santana olhou para desenho de Quinn e não sabia se achava graça da reação da mesma ou da borboleta. A latina abriu um enorme sorriso, soltando uma leve risada.

– Claro que não... O seu está ficando ótimo também. – Santana tentava animá-la, mas Quinn balançava a cabeça dizendo que não, fazendo um bico ainda maior.

– Não! Provavelmente deve estar igual da Rosie. – Quinn falava mimada, brincando e Santana continuava rindo.

– Não... – Santana respirava fundo. – É, está um pouco parecido com o da Rosie. – A latina brincava e Quinn fechava os olhos, começando a rir. – Calma, eu te ajudo a melhorar. – Pegando um lápis mais grosso, Santana se sentava do lado de Quinn, deixando seu joelho encostar sobre o da mesma e sua atenção virava para o desenho a sua frente, começando a arrumá-lo.

Quinn não conseguia tirar os olhos da latina ao seu lado, e para sua surpresa, uma grande urgência em tocar Santana brotava em seu peito. Ela queria pousar sua mão sobre a perna que encostava a sua e podia sentir seu coração acelerado. Fabray nunca tinha sentindo nada parecido por ninguém e não podia negar que isso lhe assustava. A intensidade na qual sentia vontade de estar com Santana depois do encontro em que tiveram eram incontroláveis a fazendo estar ali naquele momento.

– Pronto... – Santana sussurrava, passando seu dedo novamente sobre o contorno do desenho e Quinn virava sua atenção para o mesmo encontrando uma versão melhorada de sua borboleta de asas redondas.

– Como você fez isso? Ficou ótima, Tana! – Quinn sorria e Santana sentia seu coração acelerar todas as vezes que olhava para aquele sorriso.

– Não fiz nada demais, Q... Sombrear é sempre o segredo. – Santana sorria, e Quinn podia ver os dedos sujos de lápis da latina.

– Você sem dúvidas tem jeito para isso. – Quinn revirar os olhos e enquanto observava a loira, Santana já estava mais a vontade ao lado da mesma e sem pensar com medo de se arrepender, seu dedo sujo passava na bochecha de Quinn, deixando uma marca preta na pele macia da mesma, fazendo-a arregalar os olhos. – Santana Lopez! – Fabray brincava, pegando o celular do bolso da jaqueta e com a câmera, podia ver a marca que tinha ganhado de uma latina que ria sem parar.

– Oops!

– Isso é... – E novamente, Quinn foi interrompida com o dedo de Santana passando em sua outra bochecha e em sua testa, lhe deixando toda suja. – Awwww Tana! – Quinn começava a rir, sabendo que não tinha como retrucar, já que seus dedos estavam limpos e gizes de cera não risca pele alguma. – Não vale, porque eu não tenho como te sujar de volta.

– Isso é bom, assim só você fica com essa carinha suja. – Santana franzia o cenho, e seu dedo passou na ponta do nariz de Quinn e rapidamente se levantou pegando seu celular e tirando uma foto. – Há! Ficou linda!

– Nãooo! Santana! – Quinn rapidamente se levantou do lugar que estava, indo para cima da latina, tentando tirar o celular da mão da mesma. – Céus, provavelmente... Ficou a foto... Mais ridícula. – Quinn falava rindo, enquanto Santana desviava a mão de um lado para o outro, tentando escapar da líder de torcida que ajoelhada na cama, passava um de seus braços em volta do braço da latina lhe segurando no lugar.

– Quinn! – Santana falava rindo. Colocando seu celular na barriga, abraçando e antes que pudessem pensar em algo, Quinn perdia o equilíbrio caindo em cima de Santana, ficando com seu rosto a poucos centímetros de distante da mesma.

Seus olhos se encontraram e uma podia sentir a respiração quente da outra. O coração delas parecia que saltariam de suas gargantas a qualquer momento, enquanto as borboletas na barriga pareciam brigar para terem espaço em baterem suas asas freneticamente. Por mais surpreso e desconfortável fosse, nenhuma das duas conseguia se mexer e com medo de assustar Fabray novamente, Santana não queria deixar que nada incomodasse Quinn a ponto de a mesma ir embora. A latina queria a companhia de Quinn o dia inteiro se possível e pela primeira vez, foi a primeira a tomar uma atitude, respirando fundo se lembrando de todas as vezes que sua mãe lhe disse para que deixasse o medo de lado e agisse com o coração.

Seus dedos passavam pela bochecha de Quinn, levando o cabelo da mesma para trás da orelha e sorria suavemente.

– Você deveria colorir sua borboleta como a cor dos olhos. – Santana sussurrava. A latina se controlava, já que a necessidade de um contato a mais gritava em seu peito. Seu coração lhe dizia para beijá-la, mas sua cabeça lhe avisava para se controlar, até porque Santana não queria pular nenhuma etapa de sua aproximação com Quinn e queria estar na mesma página da loira.

– Ah é? – A loira desviava seu olhar dos olhos da latina para os lábios da mesma, sentindo paralisada sem saber o que realmente fazer.

– Mhm... Sem dúvidas seria a borboleta mais linda.

– Mais linda que a sua? – Quinn perguntava, fazendo Santana rir suavemente.

– Mais linda do que a minha. – Santana sussurrava e novamente, ambas ficavam em silencio, olhando uma nos olhos da outra.

Era nítido ver que nenhuma das duas sabia o que fazer ou o que dizer. Os olhos de Quinn estavam fixados aos marrons de Santana que mal conseguia pensar direito. Uma podia sentir a respiração quente da outra e a latina podia jurar que tinha perdido seus sentidos. Não conseguia respirar ou sequer se lembrar de onde estava. Foi então que ao soltar seu primeiro suspiro, Santana finalmente voltou a si e desviava seu olhar de Quinn, fazendo a loira respirar fundo, começando a sair de cima de Santana suavemente e voltando para o lugar onde estava.

– Mmm... – Quinn olhava para seu desenho, e ambas podiam sentir o clima que voltava a ficar estranho.

– V-você... Mmmm... – Santana olhava para seu desenho, tentando achar algo para falar. – V-você quer tomar alguma coisa? – Sério, Santana? A latina pensava, respirando fundo, com medo de como agir. Ela não queria parecer uma boba com medo de que Quinn fosse perder qualquer interesse nela.

– Obrigada, Tana, mas estou bem assim. – Quinn sorria, com a cabeça baixa, podendo ver Santana pelo canto de seus olhos. – Então pintar a borboleta na cor dos meus olhos, huh? – A loira falava suavemente, na tentativa de quebrar o desconforto que voltava. Quinn sempre foi muito confiante e apesar de Santana lhe intimidar, a mesma respirava fundo, procurando algo para distraí-las. Quinn pretendia passar boas horas na companhia de Santana e não queria que fosse estranho.

– Mm? – Santana a olhava, confusa. – Ah, sim... Isso, na cor dos seus olhos e será a borboleta mais linda que já vi.

– Aposto que você já desenhou borboletas melhores que essa. – Quinn sorria, olhando para os gizes da cama a procura da cor avelã.

– Essa! – Santana tinha em mãos o que Quinn procurava. – Você pode usá-la apenas no corpo da borboleta... – A latina passava o dedo por cima do desenho. – Deixe que as asas sejam pintadas com cores neutras. Podemos usar talvez... Mmm... Esse. – Santana pegava o cinza claro. – E esse. – Com um azul bebê delicado. – Sei que talvez possa parecer estranho, mas quando começarmos a pintar, a diferença será grande. – E assim Quinn pegou os gizes da mão da latina, sorriu encantada e sem dizer nada, começava a pintar sua borboleta.

Xxxx

– Você já decidiu se vai mesmo entrar para o glee? – Quinn já tinha limpado seu rosto e novamente em seu lugar, perguntava suavemente, após aprender com Santana como pintar suavemente as asas de sua borboleta. Ela não podia negar que estava amando aquilo.

– Mmm... Ainda não me decidi. – Santana passava o dedo por cima do lápis vermelho em seu desenho.

– Tana, acho que seria ótimo se você participasse. E já te falei que eu e Brittany também podemos entrar. – A loira a olhava por alguns segundos. – Vai ser divertido.

– Mesmo?

– Claro! Agora me diz... – Quinn se ajeitava, encostada na cabeceira da cama, com o tom de voz empolgado. – Se você fosse fazer o teste, qual música cantaria?

– Ainda não escolhi nenhuma. – Santana dava de ombros.

– Além da música clássica, quem são seus cantores favoritos? – Quinn perguntava suavemente.

– Não tenho muitos... – Santana mordia o canto de sua bochecha. – Mas gosto bastante de Taylor Swift. Clichê, a maioria das garotas provavelmente deve amá-la. – A latina ria baixo, fazendo Quinn sorrir. – The Maine, The Script, Mumford and Sons. Oh, Goo Goo Dolls e The Lumineers. – O tempo todo em que Santana falava Quinn não conseguia tirar o sorriso no rosto. O estilo de música da latina era ainda mais adorável. E combinava com a personalidade da mesma.

– Mmm, conheço alguns e já ouvi falar de outros. – Quinn assentia. – Talvez você possa cantar uma de suas músicas favoritas?

– Oh, eu tenho muitas músicas favoritas. – Santana ria baixo. – É difícil escolher uma só.

– Mmm... – Quinn semicerrava os olhos. – Escolha aquela que fala mais por você. Tenho certeza que deve existir “A” música, Tana. – A loira falava suavemente e Santana apenas a olhava, mas sua mente parecia ter se desligado. –

É claro que tem “A” música que Santana poderia cantar na frente dos membros do coral. A música que fala tanto por ela, demonstrando tudo o que sentia naquela momento por Quinn, por sua vida ter tomado o rumo que tomou. Que falasse pelo sofrimento que passa todos os dias no colégio ao sofrer bullying. O sofrimento que passa por amar Quinn Fabray em silêncio por tanto tempo e saber que não é correspondia. É claro que existe “A” música, mas o medo de se abrir demais... De deixar a música falar por si própria, fazia seu estômago embrulhar. Ela não queria que ninguém descobrisse de seu passado ou de seu amor por Quinn, porque tinha medo de sofrer. Medo do bullying continuar e tudo do seu passado se repetir. Santana era tão insegura que achava que a qualquer momento descobririam tudo aquilo que tenta esquecer.

– E-eu preciso pensar. – Santana respirava fundo, voltando atenção para o seu desenho. – Não estou acostumada em ser o centro das atenções e sem dúvidas falariam de mim e tirariam sarro da minha cara, caso eu falhasse. – A latina terminava de pintar seu desenho e Quinn podia ver a mudança no olhar da mesma. Seus olhos já não demonstravam mais o brilho que estava há segundos atrás. Agora ficavam escuros e fechados como se Santana estivesse se escondendo. A loira podia sentir que algo estava errado e queria que Santana confiasse nela o suficiente para se abrir, mas Quinn sabia que isso demoraria, até porque, precisaria passar confiança para a latina.

– Tana... – Quinn falava suavemente, pousando sua mão sobre o joelho da latina. – Está tudo bem, não precisa ter pressa. Se você quer mesmo entrar no coral, estarei do seu lado, está bem? Eu e Brittany vamos estar ao seu lado e tome o tempo que precisar para escolher uma música. Tenho certeza que Brittany também vai ficar tão confusa quanto você. – A líder de torcida sorria, fazendo Santana erguer sua cabeça e olhá-la

– Você já escolheu a sua? – A voz da latina era fraca e saia como um sussurro.

– Ainda não.

– E quais são seus artistas favoritos? – Santana perguntava.

– Delilah, Lorde, Lauren Aquilina... – Quinn respondia, e Santana sorria. – Ella Henderson.

– Se você fosse fazer o teste do coral, qual música cantaria?

– Mmm, provavelmente alguma da Lauren Aquilina. Ela é minha favorita entre todas.

– Gostaria de ser tão decidi como você. – Santana murmurava, e agora finalizava seu desenho.

– Não se preocupe, Tana... E wow... Sabia que sua borboleta ficaria perfeita. – Quinn olhava para o desenho de Santana, sorrindo.

– Q, a sua também está ótima. – Santana falava sorrindo e Quinn percebia que o clima desconfortável já tinha desaparecido novamente. – Você conseguiu fazer como te ensinei. Agora é só você passar cinza em volta do azul, mas não com muita força. Precisa ser suavemente. Você já está quase acabando! – Sem dizer nada, Quinn voltou a terminar seu desenho e fez exatamente o que Santana lhe disse.

– Queria que minha borboleta tivesse asas como as suas. – Quinn falava suavemente, com um bico adorável.

– Aww não se preocupe, Quinn, prometo te ensinar a fazer asas. – A latina apoiava as mãos nas pernas e Quinn apenas assentia. Antes que uma delas pudesse dizer algo a porta do quarto da latina se abriu, fazendo ambas pularem.

– Maria! – Rosie pulava na cama ao lado de Santana, passando seus braços em volta do pescoço da mesma e lhe abraçando com força.

– Oh céus, Rosie. – Santana brincava fingindo estar se sufocando, enquanto passava seus braços em volta da cintura da pequena.

– Como estás, Maria? – A pequena falava com seu sotaque em espanhol, fazendo Quinn sorria, confusa pelo nome que Rosie chamava Santana.

– Estou muito bem, e você? E ugh, pare de me chamar assim. – A latina saia do abraço da pequena que começava a rir, virando seu corpo de frente para Quinn e a olhando.

– Estou muito bem e wow... Tana, essa é a Quinn? – Rosie apontava para a loira a sua frente, olhando de Santana para Quinn.

– Rosie, não seja sem educação.

– Oh, Lo siento, Tana. – Rosie falava suavemente. – Mas ela é linda! Exatamente com nos seus dese. – Rapidamente a mão de Santana estava na boca de Rosie, fazendo-a para de falar. Os olhos da latina estavam arregalados e podia jurar que seu coração tinha parado de bater.

– Me desculpe, Q. Essa é a Rosie e ela não sabe a hora de parar de falar. – Santana olhava furiosa para Rosie.

– Lo siente, Tana. Lo siento, Quinn. – A pequena falava suavemente, fazendo Quinn sorrir.

– Imagina, você não fez nada demais. Eu sou a Quinn. – A loira estendia sua mão e Rosie fazia o mesmo lhe cumprimentando.

– Eu sou a Rosalie, mas pode me chamar de Rosie. – A pequena sorria, encantada por finalmente conhecer Quinn Fabray. – Você sabia que a Tana é minha babá? – A garota se ajeitava, se sentando no colo de Santana e encostando suas costas contra o peito da mesma.

– Oh, é mesmo? – Quinn ria suavemente ao ver a cara que Santana fazia e podia sentir seu coração explodindo em ver a interação das duas a sua frente.

– Mhm... E ela também é minha melhor amiga, então nada de roubá-la de mim, está bem? – Rosie falava sério, fazendo Santana revirar os olhos.

– Rosalie! – Santana falava entre dentes, cutucando a pequena em seu colo.

– Não se preocupe, Rosie, não a roubarei de você. – Quinn falava rindo.

– Gracias, Quinn... Já estou gostando e você e wow... – A garota disparava a falar, agora reparando nos desenhos em cima da cama. – Essa borboleta é da Tana... – A pequena revirava os olhos, porque sabia que os desenhos de Santana sempre eram melhores do que dos outros. – E esse é a sua? – Rosie apontava para a borboleta de Quinn, se levantando do colo da latina e se ajoelhando ao lado da loira. – Ficou linda, Quinn!

– Mesmo? – A loira perguntava insegura.

– Q, te falei que sua borboleta estava linda. – Santana falava suavemente, sem tirar os olhos da líder de torcida.

– Si, si... Es muy bonito, Quinn. – Rosie falava.

– Obrigada, Rosie. – A pequena olhava encantada para as cores da borboleta de Quinn e Santana arqueava sua sobrancelha ao ver que Rosie praticamente se sentava no colo da líder de torcida.

– Rosalie! – A latina a chamava, usando seu sotaque, fazendo-a olhá-la. — Qué estás haciendo aquí?

– Oh, certo... – Rosie parecia sair de seu transe, ainda ajoelhada na cama. – Mi mama perguntou se você pode emprestar uma forma de bolo da tia Bel.

– Qual forma?

– Não sei. – Rosie dava de ombros. – Ela disse que é uma redonda.

– Rosie, minha mãe tem várias formas redondas. – Santana revirava os olhos e Quinn ria da interação das duas. Ela não sabia ao certo se Rosie era uma criança adulta ou se Santana era uma adulta criança, mas as duas discutiam como irmãs da mesma idade.

– Então eu não sei, Maria. Pegue qualquer um. – Rosie revirava os olhos, respirando fundo.

– Ok. Não, você não vai mais me chamar de Maria. Levanta e vamos até a cozinha. Acho que sei qual forma sua mãe está querendo. – Santana começava a se levantar, enquanto Rosie já tinha corrido para a cozinha, e Quinn as acompanhavam..

– Quinn, você já experimento a comida da tia Bel? – Rosie perguntava, enquanto abria a geladeira.

– Mmm, já? Bom, o restaurante que ela trabalha é meu favorito, então... Já experimentei alguns dos pratos que ela faz. – A loira respondia, enquanto Santana abria o armário de formas, pegando uma para Rosie.

– Ela cozinha muito bem, não é? Você precisa experimentar a torta que ela faz. – Rosie falava suavemente e era nítido ver que a garotinha ainda tinha um forte sotaque em suas palavras.

– Um dia ela vai experimentar, Rosie. Aqui está a forma. – Santana batia a forma suavemente na cabeça da garota e lhe entregava, rindo. – O que sua mãe está fazendo?

– Bolo de chocolate

– Ah, seu favorito.

– Sim! E coberto com calda de chocolate e confete colorido! – Rosie respirava fundo. – Bom, preciso ir. Tchau, Quinn. Foi um prazer conhecê-la.

– Tchau, Rosie. Igualmente! – Quinn acenava enquanto a pequena saia da casa da latina. – Ela é uma criança adorável e muito engraçada. – A líder de torcida comentava assim que a porta se fechou.

– Oh, você não faz ideia do quanto essa menina tem personalidade forte. – Santana comentava.

– Vocês parecem bem próximas.

– E somos. – Santana sorria. – Sinto como se Rosie fosse minha irmã mais nova. Passamos bastante tempo juntas.

– Ela é linda e tem um sotaque muito fofo.

– Pode levá-la para você se quiser. – Santana dava de ombros e Quinn ria suavemente.

– Que horror, Tana! Aposto que você morreria de saudades dela.

– Talvez.

– Sei! – Quinn provocava, fazendo Santana sorrir, abrindo a geladeira novamente.

– O que acha de fazermos um lanche e depois podemos assistir algum filme, talvez? – Santana sugeria sem ter coragem alguma para virar e encarar Quinn. Até porque, ela não sabia de onde vinha toda sua coragem.

– Claro. – Quinn sorria e podia sentir que Santana sempre ficava tensa quando sugeria algo. Era adorável e a líder de torcida sabia que qualquer um com olhos, conhecendo Santana poderia se apaixonar facilmente por ela.

Xxxx

Isso é um sonho. Santana só podia estar sonhando. Alguém, por favor, pode jogar um balde de água fria nela? Quinn Fabray. A líder de torcida mais popular de seu colégio. A garota por quem se apaixonou desde o momento em que pisou em William McKinley High School. A garota que aos seus olhos é perfeita, adorável, inteligente e a mais linda que já conheceu. Isso seria um sonho? Porque Quinn Fabray estava deitada em sua cama, ao seu lado assistindo cinderela. Um filme que a mesma escolheu demonstrando total empolgação no momento em que viu a coleção de DVD da Disney de Santana.

A latina não conseguia se concentrar no filme, já que seu corpo todo estava tenso por ter Quinn ao seu lado. Ambas estavam embaixo do edredom e Santana não sabia o que fazer. Ela queria ter liberdade e coragem para sequer segurar na mão de Quinn, mas sentia como se fosse ultrapassar todos os limites do “irem devagar”, e não sabia se a mesma gostaria de simplesmente segurar sua mão.

Seu coração estava acelerado e enquanto mantinha seus olhos fixos em sua televisão, se lembrava de respirar, soltando baixos suspiros, com as borboletas em sua barriga batendo asas sem parar. Suas mãos suavam frias e a vontade de segurar na mão de Quinn por baixo da coberta era algo que estava difícil controlar.

– Tana? – A voz suave e rouca de Quinn, sussurrava durante o filme, fazendo a latina olhá-la.

Sem dizer nada, Quinn começava a se mexer na cama e foi então que o mundo de Santana parou. A latina paralisou no momento em que a mão quente de Quinn suavemente começava a tocar a sua. Era como se a líder de torcida estivesse ouvindo seu pensamento todo esse tempo.

– Relaxa, Tana. – Quinn sussurrava sem tirar os olhos do filme. Ela podia sentir o quão tensa Santana estava e achava ainda mais adorável. Um sorriso aparecia em seus lábios e seus dedos se entrelaçavam, e suas mãos apoiavam no colchão entre seus corpos.

Era difícil acreditar que tudo isso realmente estava acontecendo. Depois de tantos anos sofrendo com sua história com Marley. Depois de tanto tempo apaixonada em segredo por Quinn, a mesma estava finalmente lhe dando espaço para entrar em sua vida. Santana sabia que precisava perder a insegurança e a timidez. Ela sabia que precisava começar a tomar atitudes e perder o medo de assustar Quinn. Santana precisava confiar em si mesma e se quer realmente fazer Fabray se apaixonar por ela, Santana precisava ser corajosa e enfrentar tudo aquilo que lhe faz se fechar.

Respirando fundo, Santana começava a relaxar e a tensão de seu corpo desaparecia lentamente. Seus dedos entrelaçados ao de Quinn começavam a relaxar e começava a acariciar a mão da mesma com seu polegar, fazendo-a sorrir. Santana estava determinada em deixar sua insegurança de lado e começaria naquele momento. Ela precisava ou então, com seu jeito fechado correria o risco de afastar Quinn ao invés de fazê-la se apaixonar.

Apesar de parecer concentrada no filme, Quinn não estava diferente de Santana. A líder de torcida sentia como se fosse flutuar de felicidade. Era difícil descrever tudo aquilo que sentia. Ao contrário de Santana, Quinn se sentia segura de suas ações. Desde o momento em que acordou naquele dia, já estava decidida que visitaria Santana, até porque, apesar de realmente ter dito a verdade, a líder de torcida se sentia segura ao lado da latina. Sentia coisas que a fazia bem e era totalmente novo. Um novo bom, gostoso que deixava o friozinho na barriga ainda melhor.

Puck nunca foi o tipo de cara romântico que lhe dizia coisas fofas ou agia de forma adorável. Sempre foi protetor, mas bom, Puck não a fazia sentia ansiosa para vê-lo. Não a fazia sentir seu coração acelerado e com Puck, as borboletas em sua barriga não batia asas. Nada com Puck podia se comparar com tudo àquilo que sentia perto de Santana, e Quinn adorava cada momento em que passavam juntas.

Sua mão encaixava perfeitamente com a da latina, e Quinn podia jurar que um sorriso tinha congelado em seus lábios. Ela estava mais que decidida em dar essa chance para Santana e não colocaria obstáculos entre elas, pelo contrário, mostraria para latina que a mesma poderia ter liberdade para dizer e agir da forma que quisesse.

Não demorou para que o filme terminasse e logo os créditos começavam a passar. Santana tentava ignorar a tensão que insistia em aparecer e podia sentir Quinn se mexendo ao seu lado, ficando de frente para ela sem soltar sua mão.

– Tana? – Quinn a chamava e lentamente, Santana se ajeitava e agora ficavam frente a frente, uma olhando nos olhos da outra. – Oi. – A loira brincava, fazendo a latina sorrir.

– Oi... – Santana falava suavemente, mordendo o canto de sua bochecha e ajeitando seus óculos.

– Eu estou tendo uma ótima tarde. – Quinn falava suave. – Provavelmente se estivesse em casa, meus pais estariam me enlouquecendo. – A loira ria suave.

– Você pode fugir para cá quando quiser. – Santana respondia, acariciando a mão de Quinn com seu polegar.

– Obrigada... – Quinn sussurrava e se aproximava um pouco mais, sem tirar os olhos da latina, ficando em silêncio por alguns segundos. – Você enxerga sem os óculos, Tana?

– Eu não sou cega, Lucy Quinn. – Santana brincava, fazendo Quinn rir. – Mas sim, eu enxergo. Só tenho 1 grau em cada lado. – A latina sorria e Quinn levava suas duas mãos para os óculos da latina o tirando lentamente e o colocando no travesseiro, a olhando atentamente.

– Você é linda, Santana. – Quinn falava carinhosa e Santana podia jurar que naquele momento, ficou vermelha de vergonha.

– Mmm... Gracias, Q. – A latina desviava seu olhar do de Quinn, e podia ouvir a risada adorável da mesma.

– E fica ainda mais quando está tímida. – A loira encolhia seus ombros, colocando uma mecha do cabelo de Santana para trás da orelha. – Tana, você não precisa ter vergonha de ser você mesma. – Quinn começava a falar suavemente, sem tirar os olhos da latina. – Não precisa ter vergonha de fazer o que quer. Eu disse que vou deixar você entrar, Santana, você não precisa ter medo de segurar minha mão ou me dar um abraço, porque tem total liberdade para fazer e dizer o que quiser. Nada vai me fazer mudar de opinião. Quero que você confie em mim, está bem? Quero muito te conhecer, Santana, e quero que você veja quem realmente sou. – A loira sorria carinhosa e Santana podia jurar que ia desmaiar. Tudo que vinha de Quinn lhe surpreendia e a fazia se sentir nas nuvens.

– E-eu só não quero te assustar. – Santana falava apreensiva. – Tenho medo de agir ou falar algo que te faça desistir de mim e –

– Santana, eu não vou desistir de você. – Quinn a interrompia. – Eu prometi que não te machucaria, e se alguma coisa acontecer no meio do caminho, pode ter certeza que farei o que for preciso para consertar. Acredite ou não, mas é incrível a maneira como você me prende, Tana. A vontade de estar ao seu lado, de poder te ver... – Quinn sorria, e seus dedos acariciavam a bochecha da latina. – Nunca senti isso por ninguém.

– Nem pelo Puck?

– Nem pelo Puck. – Quinn respondia, franzindo o nariz. – Gosto de você, Santana, e gosto muito. Não sei o que você fez, mas se tornou uma pessoa muito importante na minha vida e não quero que se afaste. Não quero que tenha medo de ser quem é perto de mim. Quero conhecer a verdadeira Santana Lopez. A garota apaixonada por artes. – A loira sorria novamente e Santana sentia seu coração derretendo apaixonado. – Nada do que fizer vai me afastar de você. Acredite, vai ter que me aturar por muito tempo, Lopez. – Quinn brincava, fazendo Santana rir.

– Certo, mas... Mmm... Se eu disse ou fizer algo que você não gostar... –

– Tana...

– Não, Quinn, escuta. – Santana falava preocupada, pousando sua mão sobre a de Quinn em sua bochecha. – Algumas coisas aconteceram comigo no meu antigo colégio. Sempre sofri bullying, mas fizeram algo no qual me prejudicou muito. Minha insegurança aumentou. Tenho medo de não ser o suficiente. O medo de as pessoas não serem aquilo que imaginei, porque eu tinha algumas amigas e confiava nelas, mas foram as primeiras a me fazerem mal. – A latina falava suavemente, e Quinn podia sentir a mágoa no tom de voz da mesma. – E-eu gostava de uma garota e ela sempre disse que também gostava de mim, mas ela me machucou de uma forma que nunca imaginei que machucaria. Eu não nasci com ataques de pânico, surgiram depois do que ela fez. – Santana respirava fundo. – Eu gosto muito de você, Quinn, e tenho esse sentimento por você desde o momento em que entrei naquele colégio, mas tenho medo de me machucar, medo de não ser o suficiente e você desistir ou não querer um simples abraço ou que eu segure sua mão. Não quero que você acorde amanhã e tenha um ataque de pânico por realizar que uma garota está apaixonada por você e que você disse a ela que está dando uma chance para se aproximarem, entende? Você precisa ter certeza pra eu poder ver que realmente posso ter liberdade com você, Q. Que posso te ligar ou te mandar mensagem sem me preocupar se vou estar te sufocando ou não. Poder segurar sua mão sem me sentir como se estivesse te forçando a isso. Eu preciso sentir que isso... – Santana apontava para elas. – É real e que está mesma acontecendo, porque eu... E-eu sou apaixonada por você, mas não quero sofrer de novo, Quinn.

– San...

– Não quero me sentir assim, porque não quero me fechar e te afastar, mas, por favor, se eu me abrir não me faça sofrer, Quinn. – Santana falava suavemente e Quinn ficava em silêncio por alguns segundos apenas olhando intensamente nos olhos da latina.

– Santana Lopez... – Quinn falava suavemente. – Presta muito atenção, está bem? Eu quero estar perto de você. Quero me aproximar e quero você fazendo parte da minha vida. Desde o momento em que me disse que estava apaixonada por mim, algo mudou aqui dentro. – A loira pousava a mão sobre seu peito. – Não sei o que foi, Santana, mas algo mudou e te vejo com outros olhos. Você é especial, é carinhosa, adorável, linda e inteligente, se estou aqui agora, é porque eu quero estar perto de você. Eu prometo que não vou te fazer sofrer, e se por acaso fizer, acredite, não será intencional. Não vou acordar amanhã e me desesperar, pelo contrário, vou acordar amanhã e sorrir por lembrar de que tenho você ao meu lado. – Quinn falava carinhosa, sorrindo, voltando sua mão para o rosto da latina. – Você me encanta a cada momento em que estou ao seu lado. Como posso me arrepender de lhe dar uma chance? Como posso me arrepender depois de ter passado uma tarde tão maravilhosa como essa ao seu lado? É impossível, Tana. Acredite, me deixaria muito feliz em receber uma mensagem sua, uma ligação ou simplesmente poder sentir sua mão na minha. – A loira se aproximava um pouco mais e o coração de Santana acelerava ao ter os lábios de Quinn a centímetros de distante dos seus. – Seja você, Tana, e não tenha medo disso, porque tenho certeza que vou gostar ainda mais quando te conhecer realmente. – A líder de torcida se aproximou depositando um beijo demorado e carinhoso na bochecha de Santana, a fazendo fechar os olhos por alguns segundos.

É claro que ela estava apavorada, mas Santana sabia que Quinn tinha razão. Ela não podia se fechar. Se suas intenções são conquistar Quinn Fabray, Santana precisava perder o medo e fazer aquilo que seu coração gritava para ela.

– Então você ficaria mesmo feliz em receber uma mensagem minha? – Santana perguntava apreensiva, fazendo Quinn rir.

– Muito.

– Promete que vai me avisar caso eu fique chata demais ou. –

– Santana! – Quinn falava entre dentes, franzindo seu nariz e aproximando seu rosto ao da latina, encostando sua testa ao da mesma, e Santana podia jurar que seu coração estava pronto para saltar de sua garganta. – Não, você quem precisa me prometer que vai parar com essa insegurança, está bem? Seja lá o que tenha acontecido no seu antigo colégio, eu não sou elas, Santana, não vou te fazer sofrer. Isso aqui não é nenhuma brincadeira. Eu me preocupo com você, e quero te fazer bem da mesma forma como você me faz. – A loira sorria, e Santana prendia sua respiração. – Nada do que você fizer ou disser vai me fazer te achar chata demais. Se preocupe apenas em ser sincera e em nunca deixar de ser quem você realmente é. Está bem? – Santana estava hipnotizada com o gesto inesperado de Quinn e tinha medo de se mexer, até porque, não queria que a mesma se afastasse.

– Sim... E-eu prometo que serei eu mesma. – Santana sussurrava e Quinn roçava seu nariz ao da mesma, antes de se afastar.

– É tudo o que importa. – Quinn respondia. – Você fica tão fofa quando fica vermelha. – A loira começava a rir, e Santana revirava os olhos.

– O que? Eu não fico vermelha. Latinas não ficam vermelhas.

– Mhm... Então àquela hora em que suas bochechas ficaram vermelhas, você realmente não estava corando? – Quinn provocava, fazendo Santana semicerrar os olhos.

– Era reflexo.

– Do que? – Quinn começava a rir.

– Do... É... Mmm... – Santana começava a gaguejar, fazendo Quinn rir ainda mais. – Ugh! Quinn!

– Você fica vermelha... – A loira provocava novamente, começando a fazer cócegas na latina, que logo se contorcia começando a rir.

– Quinn, para! – Santana falava entre os risos, tentando afastar as mãos de Quinn de sua barriga.

– Só se você concorda que latinas também ficam coradas de vergonha. – Quinn continuava com as cócegas e não conseguia controlar o riso ao ver Santana rindo daquela forma.

– Ugh! Q-quinn... Está bem, está bem... – Santana se encolhia, parando as mãos de Quinn. – E-eu concordo que nós latina também ficamos coradas de vergonha.

– Isso! – Quinn falava animada, tirando o cabelo de Santana do rosto. – Uma coisa que você precisa aprender, é que Quinn Fabray nunca perde nas cócegas.

– Não lembro quando foi a última vez que alguém me fez cócegas. – Santana comentava suavemente, tentando recuperar o ar.

– Oh, acredite, isso pode acontecer muitas vezes... É bom ver que de alguma forma te faço sorrir.

– Você sempre me faz sorrir, até mesmo quando não é intencional.

– É bom saber disso. – Quinn sussurrava e novamente um silêncio confortável ficava entre elas por alguns segundos e a mão de Quinn continuava acariciando a bochecha da latina enquanto olhavam uma para outra, mas logo o barulho do celular de Quinn fazia ambas se dispersarem e a mesma se levantava para atender o celular.

– Alô? – Quinn falava suavemente e Santana se sentava na cama, colocando seus óculos novamente a observando. – Mmm, não pai, eu já estou indo. Mhm, já terminei meu dever. – Quinn pausava e Santana podia notar o quão tensa a mesma ficava. – Tudo bem. Já estou indo, tchau, pai. – A loira desligava o celular revirando os olhos e voltando para se sentar na cama ao lado de Santana.

– O que houve?

– Preciso ir embora, meu pai tem um jantar no clube e como sempre, quer exibir a família “perfeita” que tem. – Quinn usava os dedos dando ênfase na frase. – Eu e Frannie odiamos esses jantares, mas não temos outra escolha, somos obrigadas a ir, ou então as consequências são piores. – A loira respirava fundo e a mão de Santana pousava sobre a dela.

– Adoraria ter a sua companhia por mais algumas horas, mas entendo. Acho que essa noite eu e papi também vamos sair para jantar. – Santana falava suavemente, sorrindo para Quinn.

– Sem dúvidas seu jantar será mais divertido que o meu. – A loira revirava os olhos.

– Bom, pelo menos você tem sua irmã.

– Isso é verdade. Frannie ajuda muito. – Quinn sorria, e entrelaçava seus dedos novamente aos de Santana. – Preciso ir, San, antes que meu pai venha até aqui pessoalmente me buscar. – No mesmo instante, um bico suave aparecia nos lábios de Santana, fazendo Quinn rir. – Aw, não faz isso! – A loira fechava os olhos e Santana se aproximava, depositando um beijo demorado em sua bochecha, fazendo Quinn prender a respiração.

– Eu adorei cada minuto da nossa tarde. – Santana sussurrava, fazendo as borboletas na barriga de Quinn voar sem parar.

– Eu também adorei. Nos falamos mais tarde?

– Mhm, nos falamos mais tarde. – Santana respondia.

Logo as duas se levantaram da cama, Quinn pegava sua bolsa e iam de mãos dadas até a porta, onde Santana decidiu acompanha-la até seu carro.

– Então... – Quinn ficava de frente para Santana, sem soltar sua mão. – Eu aproveitei muito essa tarde.

– Eu também. – Santana sorria, ajeitando seus óculos. – Adorei cada minuto ao seu lado, Q. – A latina desviava seu olhar para suas mãos entrelaçadas e Quinn se aproximava, depositando um beijo demorado na bochecha da mesma.

– Posso te levar comigo? – A loira perguntava, franzindo o nariz e se aproximando ainda mais. – No meu bolso talvez? – Quinn comentava, fazendo Santana rir.

– Não sei se eu caberia, mas ficaria feliz em te acompanhar... Isso significa mais tempo ao seu lado. Mas se eu pudesse, é claro. – Santana respondia.

– Eu ficaria tão feliz se você pudesse ir, Tana! – Quinn fazia um bico adorável.

– Você fala tanto que sou adorável e etc, mas tenho certeza que se você se olhar no espelho mais vezes, vai perceber o quão fofa é. – Santana revirava os olhos e seu dedo passava pelo nariz de Quinn rapidamente, a fazendo fechar os olhos automaticamente.

– Não! – Quinn franzia o cenho, fazendo bico novamente e Santana voltava a rir.

– Oh, quem está corando agora, huh? Quem Lucy Quinn? – Santana provocava, ao ver as bochechas de Quinn ficando vermelha.

– Shh, ninguém! – A líder de torcida passava seus braços em volta do pescoço da latina, lhe abraçando com força, envergonhada, fazendo Santana rir ainda mais, correspondendo ao abraço e sentindo o delicioso perfume de frutas de Quinn. – Nos falamos depois e nos vemos no colégio. – Quinn sussurrava próxima ao ouvido da latina, que a abraçava com força.

– Não queria que você fosse embora. – Santana sussurrava, fazendo Quinn sorrir. – Mas nos falamos depois e nos vemos no colégio. Tenha uma ótima noite, Q. Tente se divertir, está bem? – A latina falava carinhosa e Quinn fechava seus olhos com o perfume de Santana.

– Eu também não queria ir embora. – Quinn saia do abraço suavemente, e seus olhos encontravam aos da latina. – Obrigada, Tana. Tenha uma ótima noite com seu pai. Divirta-se. – A loira se aproximou depositando um beijo na bochecha de Santana, em seguida, recebendo outro. – Até mais.

– Até mais, Q. – Santana se afastava, observando Quinn entrar no quarto e acenou pela última vez assim que a mesma deu partida para ir embora.

Santana não conseguia acreditar que aquela tarde realmente tinha acontecido. Ela passou o dia com Quinn Fabray e seu coração saltava de felicidade. Ela estava tão feliz que mal conseguia controlar o sorriso bobo enquanto voltava para seu quarto. Depois daquela tarde, Santana faria o possível para impedir toda sua insegurança e faria tudo o que seu coração gritasse. E naquela noite, ela começaria com uma mensagem simples e carinhosa antes de dormir.

Notas finais
E então, gostaram? Espero que sim! Bom, as músicas clássicas que a Santana estava ouvindo está nesse link https://www.youtube.com/watch?v=7_WWz2DSnT8 para os interessados. E estou pensando em trocar a capa da história, mas ainda não tenho certeza, porque sou apaixonada por esse manip, hahaha. Enfim review? xxxxx