Hurricane

14 More than I've been dreaming


Notas iniciais
Woohoo! O capítulo que muitos esperavam está aqui. Desculpem a demora, mas como eu já tinha dito, estava doente e foi bem difícil para escrever, me concentrar e revisar. Vocês sabem que me esforço para não deixá-los esperando, certo? Então, aqui está um capítulo novo e fofo para vocês.Nem acredito que já estou no capítulo 14. Muita emoção!!!!! Espero que gostemm xxxx

Seu coração parecia que ia explodir. Suas mãos suavam frias e sua perna não parava de mexer. Santana sentia como se fosse desmaiar a qualquer momento. Ela ainda não conseguia acreditar que finalmente estava saindo com Quinn Fabray, o amor da sua vida. Tudo tinha começado tão perfeitamente, que sequer conseguia acreditar que ao seu lado, estava realmente a líder de torcida. Aquela que Santana imaginou que nunca a notaria. Que nunca a olharia ou muito menos lhe daria uma chance.

Enquanto o taxi as levava para o restaurante, Santana e Quinn ficavam em um silêncio confortável. Era difícil dizer quem estava mais nervosa, já que Quinn não estava diferente da latina.

A loira sentia como se seu peito fosse explodir a qualquer momento. Suas mãos pousadas sobre seu colo brincava com seu anel o rodando sem parar em seu dedo. Sua respiração estava acelerada e a cada dois minutos, precisava respirar fundo para se controlar. Quinn não podia negar o quanto estava empolgada com aquela noite. Apesar de nunca se imaginar em um encontro com outra garota, Fabray preferia não se rotular. Apenas se concentrava no momento. Esquecia completamente os pais rígidos que tinha em casa e perdia todo seu medo confiando no que sua irmã tinha lhe dito. Quinn aproveitaria cada momento daquela noite e não deixaria que pensamentos negativos – como seus pais, a influenciasse.

– Chegamos, senhoritas. – O taxista estacionava o carro, tirando-as de seus transes.

– Oh, obrigada Greg. – Santana esperava que Quinn descesse primeiro do carro, antes de acompanha-la e se aproximar da janela. – Mmm... Então...

– É só a senhorita me ligar que estarei aqui. – Greg interrompia Santana, sorrindo educadamente. – Aqui. Pega o meu cartão. Não vou estar longe, está bem? Hoje sou o seu motorista particular e vou estar a sua disposição. – O senhor falava sorrindo, e a latina sorria de volta.

– Obrigada, Greg. – Santana se afastava após pegar o cartão e o colocar dentro de seu bolso.

– Wow, então é aqui onde vamos jantar? – Quinn perguntava, virando-se para olhar Santana.

– Mmm... Sim? – Santana respondia tímida. – E-eu espero que você goste. Fiz uma reserva e. –

– Está ótimo, Tana. – Quinn sorria a interrompendo, fazendo Santana sorrir aliviada.

– Fico feliz que tenha gostado. – Santana desviava seu olhar, ajeitando seus óculos. – Mmm, podemos ir? – Quinn assentia, sem tirar o sorriso bobo dos lábios. Ela adorava o quão fofa Santana era quando ficava tímida.

As duas andavam lado a lado até a porta do restaurante e Quinn podia sentir a mão de Santana passando suavemente sobre a sua. Era como se a latina quisesse segurar a mão da líder de torcida, mas não sabia como fazer aquilo.

– Oh, Santana! – Carly, a Maitres e Gerente do restaurante, a recebia na porta, sorrindo.

– Oi Carly. – A latina sorria, abraçando Carly. – Essa é a Quinn. Quinn essa é Carly. – Santana as apresentava.

– Como vai, senhorita Fabray? É um prazer tê-la novamente em nosso restaurante. – Carly sorria, estendendo a mão para cumprimentar a loira.

– Estou bem, obrigada. Eu adoro esse lugar. – Quinn falava educada.

– Bom, Santana, a mesa de você é por aqui. Fizemos questão de reservar a nossa melhor mesa. – Carly pegava dois cardápios, pedindo que as acompanha-se.

A mesa era no canto do restaurante, próximo à adega. O lugar era calmo, com uma linda mesa para dois, com sofás estofados e um lindo lustre a cima da mesa, delicado com uma luz suave.

– Fique a vontade, logo um dos garçons virá anotar seus pedidos. – Carly sorria, deixando que as duas adolescentes se sentassem, as entregando os cardápios.

– Obrigada, Carly. – Santana agradecia e a Gerente apenas assentiu, as deixando a sós.

– Adoro esse lugar, Tana. – Quinn comentava. – Sua mãe é a Chef, certo?

– Isso. Ela é a Chef, e é uma das melhores. – Santana sorria, abrindo o cardápio. – Fico feliz que goste daqui. Confesso que é a primeira vez que me sento desse lado. – A latina sorria suavemente, fazendo Quinn tirar sua atenção do menu para olhá-la. – Geralmente estou sempre na cozinha e como qualquer coisa por lá. Owen, o sub-Chef sempre faz algo para eu comer. – A latina não sabia ao certo do porque estava falando aquilo, mas estava nervosa demais para raciocinar. As palavras saiam sem que a deixassem pensar.

– Bom, acredito que você deve sempre saborear as melhores comidas. – Quinn sorria, sem tirar seus olhos da mesma.

– Mmmm, depende. – Santana abaixava seu cardápio, para olhá-la. – Minha comida não é tão sofisticada. Owen sempre faz macarrão ou então April faz alguma omelete para que eu não morra de fome. – A latina dava de ombros. – Nada sofisticado como as comidas que eles costumam fazer. – Santana desviava novamente seu olhar, e Quinn a olhava sem reação. Por sua mãe ser Chef do restaurante, Quinn sempre imaginou que Santana já tinha saboreado todos os pratos daquele cardápio. Sempre achou que talvez, tivesse alguma prioridade ali dentro, mas pelo visto estava enganada. Antes que pudesse dizer algo, uma garçonete loira se aproximou sorrindo.

– Hey, San. – A loira cumprimentava a latina, que a olhava sorrindo.

– Oi, Annie, como vai?

– Bem, obrigada, e você?

– Estou bem. Annie, essa é a Quinn. Quinn essa é a Annie. – Santana as apresentava, e as duas loiras se cumprimentava educadamente.

– Bom, vou ser a garçonete de vocês essa noite. Já decidiram? – Annie perguntava suavemente, e Quinn olhava para Santana.

– Na verdade... – Santana olhava novamente para o cardápio e não podia negar que tudo aquilo era novo para ela. A latina nunca tinha comido em um lugar tão sofisticado e nunca entendia o nome daquelas comidas. Santana sequer sabia o que pediria. – E-eu... Mmm... – Ao ver o quão confusa a latina estava, Quinn decidiu ajudar, virando-se para Annie.

– Vou querer o de sempre. – Quinn sorria. – Salada com palmito e salmão, por favor. – A loira fechava o menu e Annie anotava.

– E você, San? – Annie perguntava para a latina, que parecia perdida.

– Mmm... Minha mãe quem vai cozinhar, certo? Avise que o prato é meu, e diga para ela escolher. – Santana falava sem graça, entregando o menu para Annie. – Ela sabe do que eu gosto, e qualquer coisa, peça para Owen fazer o macarrão de sempre. – A latina dava de ombros, desviando seu olhar para a mesa.

Quinn e Annie se olharam por alguns segundos, e a garçonete apenas assentiu antes de se retirar, deixando-as a sós. A líder de torcida não se importava com a simplicidade de Santana, mas não queria lhe constranger. Não queria deixa-la sem graça por algum motivo bobo como esse.

– Tana, não precisa ter vergonha. – Quinn se aproximava, deixando que seu braço encostasse ao da latina. – Tudo bem em ficar confusa com o que pedir. Já passei muito por isso. – A loira sorria, falando carinhosa.

Sem dizer nada, Santana ajeitou seus óculos, franzindo seu nariz e levantando seu rosto devagar, encontrando o olhar adorável de Quinn. Aqueles olhos falavam tanto. Aquele olhar passava tranquilidade para a latina, fazendo-a se acalmar.

– Me diz o que você mais gosta de fazer. – Santana perguntava suavemente, se ajeitando no banco. Ela queria conhecer Quinn. Apesar de nunca estar em um lugar refinado antes, não deixaria que sua timidez estragasse aquilo. Santana queria que a noite fosse perfeita e ela daria isso a Quinn.

– Mmm... Muita coisa. – Quinn sorria, sentindo o clima se tranquilizar entre elas. – Bom, eu adoro ler. Passo muito tempo na biblioteca. – Santana sorria, ao descobrir que a garota mais popular do colégio, também era uma nerd.

– E quais são seus livros preferidos?

– Romance. – Quinn respondia suavemente, e Santana sentia seu coração derreter. – Adoro romance. Nicholas Sparks é meu favorito. – A líder de torcida brincava com o guardanapo em cima da mesa. – Puxei meu pai, ele adora livros e a primeira coisa que montou dentro de casa foi uma biblioteca.

– Wow, você tem sua própria biblioteca? – Santana arregalava os olhos.

– Sim. Meu pai construiu uma enorme biblioteca e é o meu lugar preferido na minha casa. – Quinn pausava. – Depois do meu quarto, claro.

– Isso é incrível. Eu também adoro ler, mas muitas vezes vou à biblioteca da cidade ou do colégio. – Santana pressionava seus lábios.

– E você, Tana? O que mais gosta? – Quinn perguntava, sorrindo para a latina.

– Bom, você já deve saber, mas minha paixão além dos livros, são meus desenhos. Sou apaixonada por desenhos. – Enquanto Santana falava, Quinn podia notar a paixão na voz da latina ao falar de suas artes. Aquilo era fofo e ao mesmo tempo fazia seu coração derreter. – Levo meu caderno e meus lápis para todos os lugares. Tudo me da inspiração para criar um desenho.

– Eu quero muito ver um de seus desenhos. – Quinn comentava, e Santana sentia seu estômago embrulhar. 65% dos desenhos da latina eram Quinn. Esses ela sem dúvidas não mostraria.

– Me perco todas as vezes que começo a desenhar. É como se estivesse em um mundo diferente no qual tudo o que importa são meus desenhos. Esqueço do mundo lá fora. Dos problemas em que enfrento todos os dias no colégio. – Santana dava de ombros. – É uma ótima maneira de escapar do mundo real.

– Isso é incrível. – Quinn sussurrava e Annie aparecia com seus devidos pratos. O de Quinn era exatamente o que a mesma tinha pedido. Já o de Santana Maribel preparou um delicioso salmão com molho branco e batatas em rodela.

– Minha mãe quem fez? – Santana perguntava para Annie.

– Sim. Owen quem sugeriu. – A garçonete piscou para Santana, colocando dois copos de suco de limão a frente das duas garotas. – Por conta da casa.

– Sério? – Santana perguntava.

– Mhm. – Annie assentiu. – Bom apetite, meninas. Se precisar é só chamar. – A garçonete saia novamente as deixando a sós.

– Pelo visto todos os funcionários daqui te mimam. – Quinn brincava, fazendo Santana sorrir.

– É, talvez... Todos eles são bem legais comigo. Mami nunca teve problema por eu estar aqui.

– Acho muito legal seu relacionamento com sua família, Tana. – Quinn sorria, pegando seu garfo. – Gostaria que minha família fosse assim também. Meus pais não fazem questão em saber se estamos bem ou não. Tudo o que se importam é com aparência. O que importa é sermos obedientes e não envergonhar o nome deles. – A loira mexia em sua comida e Santana a olhava cuidadosamente.

– Eu sinto muito, Q.

– Tudo bem. O bom é que tenho minha irmã. Frances é minha melhor amiga e sempre me protegeu e cuidou de mim. – Quinn sorria. – Meu pai não é do tipo de homem que elogia quando fazemos algo certo, pelo contrário, ela não se importa. Frances sempre foi a preferida, e, apesar de ter levado muitas palmadas em meu lugar, meu pai sempre a protegeu. Ela literalmente é a filhinha do papai, mas acredite, não é nada comportada. – Quinn ria suavemente, fazendo Santana sorrir. – Frances é corajosa, sempre o enfrentamos juntas. Acredito que ela se tornou a filhinha do papai no momento em que disse a ele que seguiria seus passos. Frances realmente tem interesses pelo negócio da família, já eu, prefiro literatura e isso o enfurece.

– Ele deveria ficar feliz, não? – Santana falava confusa. – Literatura é algo fascinante.

– Mhm, minha mãe é feliz por minha escolha, mas não meu pai. As coisas são bem rígidas dentro da minha casa, sabe? Russel faz questão de mostrar o quanto somos perfeitos como família, mas dentro de casa eu e minha irmã temos pais ausentes que sequer participam de uma reunião escolar. Aliás, ninguém da minha família se importa. Nem meus tios ou minhas tias, os únicos que realmente nos ama são meus avós. Nana e Nono são os melhores avós do mundo. – Quinn sorria, olhando para seu prato e Santana podia sentir seu peito apertando. Ela não sabia o que era viver sem seus pais e imaginá-los a ignorando como os pais de Quinn fazia seu coração doer. Ela sentia pelo líder de torcida e o sentimento de proteção por Fabray crescia ainda mais. – O que me faz feliz é saber que tenho uma ótima irmã, ótimos avós e Brittany que sempre esteve ao meu lado.

– Eu sinto muito pelos seus pais, Q. Deve ser difícil, mas fico feliz por você ter seus avós e sua irmã que sempre cuidou de você. – Santana pousava sua mão sobre a de Fabray, mostrando seus sinceros sentimentos.

– Obrigada, Tana. – Quinn sorria timidamente. – Sinto falta da minha mãe às vezes. Queria que ela fosse uma amiga, sabe? Mas tudo bem, Judy e Russel Fabray não nasceram para serem pais. É por essas e outras que prefiro passar a maior parte do tempo fora de casa. – Quinn ria, passando seu polegar pela mão de Santana. Seus gestos eram sem pensar, porém, causava um grande impacto na latina, fazendo-a sentir as borboletas em sua barriga baterem asas sem parar.

– E agora você tem a mim... – Santana sussurrava, e Quinn sorria, assentindo.

Enquanto jantavam, uma podia conhecer ainda mais a outra. Quinn contou sobre sua relação adorável com Frances, e Santana se sentia aliviada em saber que alguém naquela família protegia Quinn. A latina também descobriu que a cor preferida de Quinn era amarela, contando que sua cor preferida era vermelha. Santana contou sua paixão pelo muay thai e dos treinos pesados com Jamie na academia de seu pai. Falou sobre Rosie e também sobre seu relacionamento com sua tia Eva, sem contar os detalhes de seu passado que lhe deu de presente suas crises de pânico.

Elas riam e pareciam se encantar ainda mais uma com a outra. Descobriram o quão são parecidas quando o assunto era filme. Ambas gostavam de romance tendo como filme favorito “The Time Traveler’s Wife.”. Já tinha terminado de jantar, e Annie aparecia com duas taças deliciosas de sorvete para as duas, dizendo que também era por conta da casa.

A noite estava perfeita. Todo o nervosismo que sentiam quando chegaram passou como se nunca tivesse existido. Elas estavam confortável uma com a outra e Santana parecia estar vivendo um perfeito sonho.

– Então você gosta de cantar? – Santana perguntava, provocando Quinn.

– Mmmm... Talvez. – A loira respondia sorrindo, inclinando sua cabeça para o lado.

– Não adianta esconder. Lembro de Brittany comentando algo sobre você gostar de cantar. – A latina continuava, fazendo Quinn rir.

– Argh! Está bem, senhorita Lopez. Eu adoro cantar. Feliz?

– Muito. – Santana, dava uma colherada em seu sorvete. – Você sem dúvidas irá cantar para eu poder ouvir um dia. Nada mais justo, afinal, eu já cantei e toquei violão para você.

– Talvez, quem sabe? – Quinn brincava. – Falando em cantar... O que achou do glee clube? Você é uma nova membra do clube?

– Mmm... Ainda não sei. Todos eles são bem legais e pareciam realmente interessados em mim, mas é difícil. – Santana dava de ombros. Ela não podia explicar o porque era tão difícil confiar nas pessoas.

– E por que não, Tana? Se você gosta de cantar e tem uma ótima voz, acho que deveria se juntar a eles. Talvez possa ser ótima oportunidade para você se aproximar de mais pessoas além de mim e da Brittany. – Quinn falava suavemente.

– É, talvez. – Santana assentia, e Quinn não era a primeira a lhe dizer isso.

– Você já fez algum teste? Eles já te ouviram cantar?

– Ainda não. Minha primeira aula foi apenas para conhecê-los. Descobrir como tudo funciona, não tive coragem de me apresentar. – A latina ria baixo, e no mesmo instante, Quinn parecia ter uma ideia.

– Mmmm, o que acha se... Ok, isso vai ser totalmente estranho, mas o que acha de entrarmos juntas? – Quinn sugeria, fazendo Santana olhá-la em choque. – Talvez entrando nós, você se sinta mais a vontade? – A loira falava suavemente, com medo da reação da latina. – E-eu não quero que se sinta sozinha, Tana. Faço qualquer coisa para estar ao seu lado naquele colégio e quero que você faça amizades também. Se o grupo do coral foi legal com você, talvez seja uma ótima oportunidade para você parar de se sentir tão sozinha. Vamos fazer o seguinte. – Quinn pousava sua mão sobre a de Santana. – Vamos eu e você fazer um teste, e se nos aceitarem, vamos juntas participar do coral. Talvez até Brittany possa se juntar, porque ela canta e dança muito bem. Sério, Brittany dança como ninguém. O que acha? – Santana não sabia se tinha ouvido certo e se apaixonava ainda mais por aquela garota a sua frente. Seu coração acelerava e a latina sentia a preocupação de Quinn em suas palavras. Santana queria abraçá-la e agradecer por tamanho carinho, mas se controlou apenas olhando para a mão macia em cima da sua.

– V-você faria mesmo isso por mim? – Santana perguntava, sem tirar os olhos de suas mãos.

– Claro, Tana. Você quer entrar para o grupo do coral? – Quinn perguntava, e Santana pensava por alguns segundos antes de responder. Talvez ela devesse dar uma chance para eles. Dar uma chance para recomeçar uma nova vida naquele colégio. Ela sabia o quanto seus pais sofriam ao vê-la tão sozinha e sempre sofrendo com o bullying que lhe causavam. Apesar de ter um enorme problema em confiar nas pessoas, imaginar estar em um grupo com Quinn fazia seu coração disparar. A latina ajeitou seus óculos, e começava a assentir suavemente.

– Quero, se você realmente estiver comigo, então sim. – Santana respondia suavemente e Quinn se aproximava depositando um beijo suave em sua bochecha.

– Faremos nossos testes na próxima aula. Vamos entrar juntas. – Quinn acariciou a mão da latina e ambas voltavam a tomar seu sorvete que já estava acabando.

– O que acha de andarmos um pouco pelo centro da cidade? – Santana perguntava, após terminarem a sobremesa.

– Eu adoraria. – A loira respondia confidente e Santana chamava Annie.

– O que posso fazer por vocês, meninas? – Annie perguntava.

– Mmm... Annie, nós já estamos indo, será que você pode me trazer a conta? – Santana perguntava, e logo a garçonete abria um enorme sorriso, balançando a cabeça.

– San, está tudo bem, se vocês já estão indo não tem problema. – Annie respondia suavemente. — Foi tudo por conta da casa.

– O que? – Santana arregalava os olhos. Ela sabia que sua mãe tinha lhe arrumado uma ótima reserva, mas imaginou talvez que teria que pagar por alguma coisa.

– Tudo por nossa conta, nerd. – Annie brincava, fazendo a latina rir com o apelido. – Não se preocupe, sério.

– Bom, se é assim, muito obrigada, Annie. – Santana segurava na mão de Quinn, enquanto ambas se levantavam. A latina depositou um beijo na bochecha da garçonete, lhe agradecendo novamente, e em seguida fazendo o mesmo com Carly.

Ao saírem do restaurante, ainda estavam de mãos dadas e sequer percebiam. As mãos de Quinn eram macias e encaixavam perfeitamente com as de Santana. Elas andavam na linda noite de final de inverno pelas calçadas da cidade, enquanto passavam por algumas pessoas que estavam ocupadas demais para olharem para elas. As duas caminhavam em um silêncio confortável, mas em pensamento, voltavam a enlouquecer.

Quinn sentia como se seu coração fosse explodir e não conseguia controlar a felicidade que sentia naquele momento. A noite estava perfeita. Ela nunca teve um encontro no qual se sentiu tão a vontade para se abrir e ser quem realmente é sem medo de ser julgada. As palavras de carinho e conforto que ouviu de Santana durante o jantar faziam as borboletas em sua barriga voarem sem parar. Fabray podia sentir no tom de voz da latina o quanto a mesma estava sendo sincera, carinhosa e protetora, e aquilo a fazia flutuar. Nem mesmo Puck conseguia ser tão atencioso como Santana estava sendo. A líder de torcida não se arrependia em momento algum de ter deixado a latina se aproximar e mesmo sem saber o que queria, depois daquele jantar tinha certeza que não se fecharia para Santana. Deixaria a mesma se aproximar e daria o espaço que fosse preciso para deixar acontecer o que tiver que acontecer.

– E qual tipo de música você gosta? – Santana perguntava, após passarem por uma banca de revistas.

– Mmm... Sam Smith? – Quinn respondia. – Adoro os tipos românticos. Ed Sheeran, Sam Smith, Alex Band... Oh, e adoro Bon Jovi, graças a Frannie que sempre foi fã. – A loira ria. – E você? Quais suas bandas favoritas?

– Acredite, nada tão interessante como as suas. – Santana ria suavemente, mordendo o canto de suas bochechas. Ela nunca contava quais eram seus cantores favoritos com medo de que fossem lhe julgar por isso. Até porque, seu gosto musical era diferente das garotas de sua idade.

– Oh, qual é, Tana. Quero saber... Quais são seus favoritos? – Quinn balançava a mão da latina, lhe dando uma pequena chacoalhada, a fazendo rir.

– Está bem, mmmm... E-eu... Música clássica. – Santana sentia seu estômago embrulhar pronta para ouvir a risada de Quinn, mas foi surpreendida com um silêncio.

– E quais seus compositores favoritos? – Quinn perguntava suavemente.

– Ah... Gosto de Beethoven é um dos meus favoritos. – Santana respirava fundo. – Gosto de ouvi-los enquanto desenho e me acalmam. Adoraria ter aprendido violino quando criança, mas me contive com o violão. – Santana sorria, e Quinn parecia sorrir ainda mais. – Mas também gosto de alguns músicos como Taylor Swift, Adele, Lorde. São as que estão na playlist do meu celular, além da música clássica claro. Conheço as suas bandas favoritas também e sei cantar algumas músicas. – A latina parecia querer se explicar com medo de que fosse ter uma reação ruim de Quinn.

– Tana, isso é interessante. Nunca imaginei que você fosse fã desse tipo de música, mas é incrível, porque agora que você comentou, elas realmente combinam com o seu estilo. – Quinn sorria carinhosa. – Você é calma, carinhosa, atenciosa e tímida. O tipo de pessoa que ouve música boa. – A loira brincava, fazendo Santana rir.

– Obrigada, eu acho. – A latina brincava, e agora paravam em frente a uma floricultura onde uma linda rosa branca chamou atenção de Santana. – Espere aqui. – A latina falava com Quinn, deixando-a do lado de fora da loja, soltando sua mão pela primeira vez desde que saíram do restaurante e entrava rapidamente na floricultura. Não demorou para que Santana saísse de dentro da loja com uma linda rosa em mãos e entregando para Quinn. – Sei que flores costumam morrer com o passar dos dias e acaba indo parar no lixo, mas é uma maneira de te dizer que me importo com você. Com essa noite e que tudo está perfeito. – Santana falava suavemente, e Quinn tinha certeza que seu coração pararia.

– Obrigada, Santana. Ela é linda. – Quinn segurava a rosa, sem tirar os olhos da latina. – Já te falei o quanto você é fofa? – A loira perguntava sorrindo, fazendo Santana morder o canto de seus lábios timidamente. – E você está sendo fofa nesse exato momento. Não só pelo gesto da rosa, mas por estar com vergonha. – Quinn ria suavemente, se aproximando da latina e depositando um beijo demorado em sua bochecha. – Obrigada, Tana. – A voz suave de Quinn próxima ao sua orelha a fez arrepiar. Santana se controlava para não beijá-la ali mesmo, mas sabia que precisava ir devagar. Aquela noite não teria beijo algum, seriam apenas duas amigas se conhecendo melhor.

As duas caminharam mais alguns minutos até se aproximarem de um banco e se sentarem juntas no mesmo. Quinn entrelaçava seus dedos aos da latina, sem medo algum e deitava sua cabeça no ombro da mesma enquanto olhavam a lua quase escondida pelas nuvens.

– Obrigada novamente, San. – Quinn sussurrava. – Essa noite foi perfeita. Adorei saber mais um pouco de você, das coisas que gosta. Do seu estilo. Adorei descobrir o quão fofa você é quando está tímida ou quando diz algo carinhoso. – A loira sorria, acariciando a mão de Santana. – Ninguém nunca me tratou dessa forma.

– Nem mesmo o Puck? – Santana perguntava curiosa.

– Nem mesmo o Puck. Acho que meu relacionamento com ele era mais por medo de ficar sozinha. Ele é um ótimo garoto, não posso mentir. Puck sempre foi protetor, mas de uns tempos para cá, parecia que ele só se importava com sexo e era frustrante. – Quinn fechava seus olhos. – Acredita que todo esse tempo que namoramos, ele nunca me levou para um encontro? – Santana sorria. – Saíamos, mas nada era romântico como essa noite. – A latina não conseguia conter o sorriso e se sentia a garota mais boba do mundo.

– Fico feliz de ter sido seu oficial primeiro encontro. – Santana brincava. – Você é especial, Quinn. Merece alguém que te mostre isso. Que saiba conhecer suas qualidades e amá-las, mas que também aprenda a lidar com seus defeitos e respeitá-los, sem deixar de te amar por completo. Merece alguém que te trate como pessoa e não objeto ou um prêmio só por ser uma garota popular. – A voz da latina era carinhosa, e pela primeira vez naquela noite se sentia confiante o suficiente para deixar que as palavras saíssem. Ela estava em um encontro com o amor da sua vida, precisava aproveitar cada minuto e cada chance que tinha ao lado de Quinn. – Pra mim você é a garota mais linda que já vi. Inteligente, determinada e forte. Tenho orgulho por estar sempre de cabeça erguida mesmo passando por tanta luta em sua casa, mas Quinn, você não tem só a sua irmã e Brittany, vou estar aqui sempre que precisar. – Santana pousava sua outra mão sobre a de Quinn, acariciando com seu polegar. – Se você deixar posso cuidar de você e te distrair sempre que precisar. Não quero estar com você só em momentos bons como essa noite. Quero estar em todos os momentos, Q. Você não está sozinha. – Santana depositava um beijo na cabeça de Quinn.

A loira não sabia o que dizer. Além de Brittany, Frances e seus avós, Quinn nunca teve ninguém que se preocupasse com ela dessa forma. Até porque, Quinn não deixava que vissem quem ela realmente era. Para o colégio, ela era apenas a rainha do gelo onde ninguém se aproximava e ninguém conseguia derrubar, mas por dentro, Quinn Fabray era apenas uma garota que sentia falta dos pais e se magoava sempre que algo acontecia. Ela nunca imaginou que Santana fosse se tornar alguém tão especial em poucos dias e horas, e naquele momento, desejava que o tempo parasse. Que tudo pausasse para que pudesse passar a noite inteira ao lado da latina. O calor da mão morena de Santana sobre a dela era delicioso. A maciez de sua pele lhe causava tranquilidade e o carinho e preocupação em sua voz lhe dava a sensação de que nada fosse lhe atingir. Quinn se sentia segura e calma com Santana e aquilo fazia seu coração acelerar. As borboletas em sua barriga não se aquietavam e Quinn fechava seus olhos por alguns segundos, respirando fundo.

– É engraçado, mas por um momento achei que eu estaria lhe dizendo tudo isso. – Quinn sussurrava, levantando sua cabeça do ombro de Santana para olhá-la. – Obrigada, San. Obrigada por me deixar ser quem realmente sou. Por não me julgar e por estar ao meu lado. Você não faz ideia do quanto isso significa para mim. Aliás, não faz ideia do quanto você é especial. Você está presa a mim agora, Lopez, e ninguém mais vai te causar mal algum naquele colégio ou onde quer que for. Não sou uma super-woman, mas vou estar ao seu lado. – Quinn sorria. – E-eu falei sério, Santana. Não sei o que estou sentindo, e não sei o que sou, mas quero realmente deixar que as coisas aconteçam. Estou disposta em lhe dar espaço para entrar na minha vida e apesar de estar confusa, uma coisa eu tenho certeza: você me faz muito bem. Estar ao seu lado me faz bem e prometo que não farei nada para te magoar.

Assim como Quinn, Santana também não queria que aquela noite acabasse. As palavras da loira foram como uma flecha no peito da latina, causando-lhe ainda mais frisson. Seu coração acelerado parecia saltar por sua garganta. As borboletas pareciam se multiplicar em sua barriga e seu amor parecia não ter fim. Santana não se sentia feliz dessa maneira a muito tempo. Depois do que lhe aconteceu, imaginou que talvez a felicidade não era para ela. Imaginou que isso nunca aconteceria, mas ali estava ela. Com Quinn Fabray, o amor da sua vida em um encontro perfeito e ouvindo as palavras que sempre sonhou que ouviria: o momento em que Quinn lhe daria uma chance para entrar em sua vida. A latina queria chorar de felicidade, e apesar de estar com medo de confiar em Quinn, Santana respirava fundo, afastando esse sentimento para não se prejudicar. Ela queria ter Quinn e sabia que com o passar do tempo, precisaria contar muitas coisas a ela, mas aquele não era o momento. Seu passado não importava naquele momento, e, Santana só queria aproveitar.

Enquanto olhava nos olhos avelãs de Quinn, a vontade de beijá-la parecia inacabável. Era como se os lábios rosados de Quinn a chamassem sem parar, mas com medo da reação da loira, Santana se segurava em sua posição apenas imaginando o gosto dos lábios da mesma. A latina fechou seus olhos por alguns segundos, levando a mão de Quinn até seus lábios e depositando um beijo suave.

– Você é especial, Lucy Quinn Fabray. – Santana sussurrava e Quinn apenas sorria deitando novamente sua cabeça no ombro da latina.

Xxxx

– Santana! – Quinn falava rindo, enquanto segurava seu celular na direção de Santana, que com as duas mãos, tampavam seu rosto. – Me deixa tirar uma foto sua, Tana!

– Não! Quinn, para. – Santana virava seu rosto, rindo. Não era como se Santana odiasse fotos, mas ela tinha medo de que alguém visse, ou Quinn postasse em alguma de suas redes sociais. A latina não tinha nenhuma rede social e não queria voltar para nenhuma delas com medo de que algum ruim acontecesse novamente.

– Awn, Tana, por favor! – Quinn fazia um bico adorável, fazendo Santana rir ainda mais.

– Ugh! – A latina colocou a rosa branca na ponta do seu nariz, mostrando a língua, fazendo Quinn rir e aproveitou a chance para tirar sua sonhada foto.

– Há! Consegui. – Quinn comemorava, olhando a foto na tela do seu celular. – Awn Tana, você fica muito fofa com os óculos. – A loira brincava, sem tirar os olhos da foto na qual Santana realmente tinha saído muito fofa.

– Fala sério, Q, sai horrível nessa foto. – Santana olhava para sua foto no celular de Quinn, revirando os olhos.

– Não! Saiu adorável e vou guardar essa foto pra mim. – Quinn bloqueava o celular, pegando a rosa da mão da latina. – Você ficou linda. – A loira franzia nariz e Santana revirar os olhos.

– Sério, Q, você precisa parar de dizer que sou linda e adorável, porque você é linda, adorável e fofa. – Santana depositava um beijo na ponta do nariz de Quinn, a fazendo sorrir.

– Se você diz... – Quinn encolhia seus ombros, fazendo um bico suave e pela décima vez naquela noite, Santana se segurava para não beijá-la.

– Ok, minha vez. – Santana tirava seu celular do bolso de seu casaco, abrindo seu aplicativo de foto. – Se você tem uma foto minha no seu celular, nada mais justo do que ter uma foto sua. – A latina direcionava o celular na direção de Quinn e sem hesitar a loira começava a rir, colocando sua flor sobre seu olho direito o tampando e assim como Santana mostrava a língua, fazendo Santana rir e bater a foto. – Viu só? – A latina mostrava a foto para Quinn. – Linda. ­

– San... – Quinn revirava os olhos, começando a rir. – Somos duas bobas para tirar fotos.

– Somos, mas você é uma boba adorável e faço questão de guardar essa foto para lembrar essa noite.

– O mesmo vai para sua foto no meu celular. – Quinn agora falava suave. – Para não me esquecer dessa noite incrível. Você é incrível.

– Faço o que posso. – Santana brincava, encolhendo seus ombros.

Já fazia algumas horas em que estavam sentadas ali e Santana sabia que em algum momento a noite acabaria. Já estava tarde e a latina não queria que os pais de Quinn causassem problemas para a mesma se chegasse tarde demais. A latina pousou sua mão sobre a da loira ao seu lado, acariciando com seu polegar.

As duas se levantavam, e Santana ligava rapidamente para Greg irem buscá-las no restaurante. O caminho de volta daria tempo suficiente para o mesmo chegar, até porque, elas não estavam longe dali.

– Estou adorando essa noite, não queria que acabasse. – Quinn comentava, sem soltar a mão da latina.

– Eu também não, mas não quero causar problemas para você, Q. – Santana falava carinhosa, fazendo Quinn sorrir.

– Obrigada, mas tenho certeza que meu pai deve estar mais preocupado com minha irmã do que comigo.

– Bom, então talvez eu devesse te levar para outro lugar e vamos passar horas e horas juntas. – Santana brincava.

– Oh, e para onde iriamos?

– Mmm... Não sei, pensei em talvez irmos para o Havaí. É um ótimo lugar para nos escondermos. – Santana comentava. – Tenho certeza que seus pais não nos encontrariam lá.

– Havaí parece ser bom. – Quinn assentia. – Você poderia trabalhar como uma grande artista e eu daria aula para crianças de literatura.

– Viu só? Até você já gostou da ideia. – Santana começava a rir.

– Claro, até porque com você vou para qualquer lugar. – Fabray piscava para Santana, causando uma briga de asas em seu estômago.

– Bom saber disso. – Santana sussurrava, sorrindo consigo mesma.

Não demorou em que chegassem até o restaurante encontrando o taxi de Greg estacionado logo à frente. A latina abriu a porta para Quinn entrar primeiro e logo deslizou ao lado da loira cumprimentando o motorista e lhe dizendo para ir primeiro a casa dos Fabray.

– Temos mesmo que ir para casa? – Quinn fazia um bico adorável, deitando sua cabeça no ombro de Santana.

– Sim, mas amanhã vamos nos ver novamente e depois, e depois e quantas vezes você quiser. – Santana brincava. – Acredito que você vai enjoar de me ver. – Quinn soltava uma risada baixa.

– Impossível. Acredito que isso não vá acontecer. – A loira entrelaçava seus dedos aos de Santana.

Era difícil dizer o que ambas sentiam naquele momento. Era uma mistura de felicidade, ansiedade, um sentimento que crescia para uma e ficava ainda mais confuso para a outra. Elas não sabiam o que aquela noite representava, mas aproveitaram cada minuto juntas sem desperdiçar uma oportunidade que fosse para se tocarem ou trocarem palavras carinhosas. Apesar de terem chegado assustadas e com medo de a noite dar errado, agora se sentiam a vontade uma com a outra e toda a insegurança e medo da hora que se encontraram tinham sumido como mágica. O conforto que sentiam uma do lado da outra era como se já sentissem aquilo por anos. Era incrível como uma simples noite podia mudá-las por completo.

Alguns minutos se passaram e o taxista estacionava seu carro há alguns centímetros de distancia da casa de Quinn. Até porque, ele sabia que as garotas precisavam de privacidade.

Santana desceu do carro, estendendo sua mão para ajudar Quinn fazer o mesmo, esperando a se despedir de Greg. A líder de torcida fechou a porta atrás de si, e ambas andavam de mãos dadas até a frente da casa da loira, se aproximando do deck na entrada.

– Então... – Quinn se virava, olhando sorrindo para latina. – Eu me diverti muito essa noite.

– Eu também, Q. Foi a melhor noite que já tive. – Santana falava suavemente, ainda segurando na mão de Quinn, brincando com os dedos da mesma entre os seus. – Obrigada por me deixar entrar na sua vida.

– Fui sincera quando disse que estava confusa, Tana, mas não tenho dúvidas que quero ter você na minha vida e estou te deixando entrar e disposta a deixar acontecer. – Quinn encontrava o olhar apaixonada da latina a sua frente e sentia seu peito acelerar. Ela não sabia como reagir naquele momento e imaginou talvez que um beijo seria inapropriado, até porque, ela está confusa e não queria machucar Santana.

– Céus, Quinn, você é linda. – Santana sussurrava com seus olhos fixados aos de Quinn. – Essa noite foi tudo perfeito e e-eu realmente gostaria de repeti-la.

– Claro, Tana. Eu adoraria sair com você novamente. Talvez possamos ir ao cinema na próxima vez. – Quinn sugeria, começando a balançar suas mãos suavemente.

– O que você quiser. – Santana falava carinhosa e agora ficavam em silêncio apenas olhando uma nos olhos da outra.

– Obrigada por essa noite. Eu adorei. – Quinn sussurrava, desviando seu olhar para os lábios da latina.

– Acredite, vou me lembrar dessa noite pelo resto da minha vida. Ainda tenho sua foto guardada no meu celular. – Santana rir suavemente, e Quinn fazia o mesmo.

– Oh, claro, e eu tenho essa linda rosa e uma adorável foto sua. Estamos quites.

– Tudo bem, vou deixar assim. – A latina revirava os olhos, brincando. – Nos vemos amanhã, certo? – Santana sussurrava, sem saber como realmente se despedir de Quinn, começando a ficar nervosa novamente, desviando seu olhar.

– Isso. Nos vemos amanhã. – Quinn soltava sua mão lentamente da de Santana, mordendo o canto de seus lábios.

Santana sentia seu coração disparar e podia sentir os olhos de Quinn sobre seus lábios. Ela não queria estragar aquele momento e sabendo que era cedo demais para arriscar, a latina se aproximou pousando suas mãos sobre os braços de Quinn, levando seus lábios até a testa da mesma e depositando um beijo demorado, porém carinhoso, no qual dizia muito.

Um simples gesto. Um simples beijo de despedida que fazia o coração de Quinn apertar de uma maneira gostosa e diferente na qual ela nunca sentiu antes. Era uma sensação gostosa que a fazia querer que essa noite de alguma forma continuasse. De querer ter Santana por perto a cada minuto. Um gesto que fazia suas borboletas não serem apenas duas ou três em seu estômago, mas várias a fazendo ter um delicioso frio na barriga. Uma sensação nova que a fazia querer sentir de novo e de novo. E era exatamente por isso, que Quinn estava tão confusa. O tipo de sensação na qual ela não conseguia definir o que era para finalmente se encontrar.

Por impulso, passou seus braços em volta do pescoço de Santana, fechando seus olhos e lhe abraçando com força. A latina passou seus braços em volta de sua cintura, apertando seu corpo ao dela, respirando fundo sentindo o perfume que naquela noite, tornou seu favorito. Quinn escondeu seu rosto na lateral do seu pescoço, depositando um beijo carinhoso fazendo-a se arrepiar, apertando ainda mais seu abraço, sem querer soltá-la.

– Eu gosto muito de você, Quinn, por favor, se você não tiver certeza disso, seja sincera e não deixe chegar a um ponto que vá me machucar, por favor. – Santana sussurrava, sentindo toda sua insegurança voltar como um raio em seu peito.

– Santana... – Quinn sussurrava, apertando seus braços em volta da latina, com seus lábios próximos a sua orelha. – Prometo que não vou te machucar. Estou sendo sincera e se por um acaso algo que eu fizer ou disser te magoar, acredite, não será proposital. Me importo muito com você para deixar algo de ruim acontecer. – A voz de Quinn era carinhosa e Santana assentia. – Eu também gosto muito de você, Santana, mas preciso descobrir exatamente o que isso significa, está bem? – A loira agora se afastava, depositando um beijo na bochecha da latina.

– Tudo bem. – Santana respirava fundo, sabendo que realmente precisava ignorar sua insegurança antes que acabasse machucando Quinn. – E-eu confio em você. – Uma frase no qual Santana nunca tinha dito para ninguém além de seus pais, sua tia e seus avós. Uma frase que foi dita pela primeira vez depois de anos sem se abrir para alguém que não seja sua família. Uma frase que para Santana Lopez, significava sua vida e toda sua felicidade. Quinn tinha uma responsabilidade na qual não fazia ideia do quão importante era.

– Se cuida, está bem? – Quinn se afastava, sem tirar o sorriso bobo do rosto. – Não sinta muito minha falta. – A loira brincava, fazendo Santana rir.

– Tarde demais. – A latina falava carinhosa, fazendo Quinn olhá-la intensamente por alguns segundos. – Boa noite, Lucy.

– Boa noite, Santana! – Quinn falava suavemente, olhando por mais alguns segundos para aqueles olhos apaixonados antes de finalmente abrir a porta de sua casa e desaparecer para dentro da mesma.

Santana não sabia se pulava de alegria ou se simplesmente gritava. Sua felicidade era tanta que o medo de algo acabar com aquele momento lhe assustava. Ela tinha medo de acordar em sua cama e perceber que tudo foi apenas um sonho. Cada palavra. Cada momento em que viveu com Quinn naquela noite foi perfeito. Foi algo inexplicável no qual ela nunca mais esqueceria. Santana podia sentir nos gestos de Quinn que estava tendo as chances da sua vida. A chance de mostrar quem realmente era e fazer Quinn Fabray se apaixonar por ela. Santana faria o que fosse preciso para impedir que sua insegurança atrapalhasse e mostraria que confiava em Quinn. Mostraria que estava disposta a esperar. Santana a protegeria e lhe mostraria o quanto era apaixonada por Fabray. A latina guardaria essa noite pelo resto da sua vida.

Sem se preocupar se estava fazendo barulho ou não, Quinn correu para seu quarto assim que se despediu de Santana, se jogando em sua cama com o maior e bobo sorriso nos lábios. Ela não sabia o que aquele sentimento significava, mas aquela noite foi maravilhosa. A melhor noite que já teve. Nem mesmo seus ex-namorados foram capazes de lhe dar algo tão romântico e divertido ao mesmo tempo. A loira tirou seu celular da bolsa, indo direto para a foto adorável de Santana, e admirando enquanto sentia seu peito apertar. Quinn literalmente se sentia como uma adolescente boba e talvez apaixonada... Mesmo confusa com tudo que estava sentindo, Quinn não machucaria Santana e a daria uma chance. Era isso que seu coração queria, e, ignorando todo o medo que sentia de seus pais, Fabray aproveitaria cada segundo que passasse com Santana a partir daquela noite. Ela estava tão feliz, que não via a hora de ver Santana novamente no dia seguinte. Quinn Fabray não sabia, mas ela estava prestes a descobrir o que o seu coração lhe gritava sem parar.

Notas finais
E então, gostaram? Espero que sim! Fiz com muito carinho e amor para vocês, porque fala sério, meus leitores merecem o melhor!!! Vocês são ótimos, obrigada por sempre comentarem, não sabem o quanto isso me da ânimo para continuar. ♥♥♥ Review? xxx