Hurricane
12 Maybe it's a dream come true.
Notas iniciais
Após confessar que gostava de Quinn, Santana tinha se acalmado nos braços da líder de torcida e agora ambas estavam sentadas na grama, encarando a linda paisagem a frente, em um silêncio confortável.
Santana sabia que precisava conversar com a loira. Era nítido nos olhos de Quinn o quanto confusa estava naquele momento. A latina não sabia ao certo se estava arrependida ou não por ter sido sincera, mas não podia evitar aquele momento. Santana precisava quebrar aquele silêncio e ignorar toda sua insegurança.
– Quinn, eu... – Santana falava suavemente, olhando para suas mãos, chamando atenção da líder de torcida.
– Há quanto tempo? – Quinn perguntava, fazendo a latina olhá-la confusa. – Há quanto tempo você se sente assim ao meu respeito?
– Mmm... – Santana pressionava seus lábios, desviando seu olhar. – Desde meu primeiro dia de aula no colégio. – A latina pausou. – Há dois anos atrás. – Quinn arregalava os olhos de boquiaberto.
– D-dois anos? – Quinn a olhava em choque. – Tana... – A líder de torcida não sabia o que dizer. Ela nunca imaginou que Santana vinha gostando dela há tanto tempo. Imaginou que talvez isso fosse apenas uma pequena paixãozinha de colégio e que este passaria logo, mas por alguma razão, descobrir que Santana tinha um sentimento real por ela a fazia se sentir aliviada. Talvez Quinn realmente não quisesse que o sentimento de Santana fosse apenas uma paixão de colégio.
– Há dois anos atrás na minha primeira aula de espanhol. Eu estava sentada no mesmo lugar de sempre, pintando um de meus desenhos antes da aula começar e assim que o sinal bateu, e-eu te vi entrar. – Santana falava suavemente, sem tirar os olhos de seus dedos. – Eu estava de cabeça baixa e enquanto todos entravam conversando e rindo, sua voz foi a que chamou minha atenção. – A latina mordia o canto de seus lábios e Quinn sentia sua respiração acelerando. – Você estava conversando com uma de suas amigas da cheerios, Ashley? – Santana franzia o cenho. – Sua voz era suave e por alguma razão fez com que eu me sentisse calma, porque eu estava tão nervosa com meu primeiro dia na nova escola, mas assim que ouvi sua voz, foi como se uma onda de tranquilidade passasse por mim me fazendo ver que tudo ficaria bem. – Santana soltava uma risada baixa. – Pelo menos naquele primeiro dia não me aconteceu nada. – A latina agora encontra os olhos de Quinn e podia ver as emoções passando por seus olhos. A líder de torcida estava com seu coração pronto para saltar de seu peito. – E quando finalmente levantei a cabeça para olhar de quem era aquela linda voz... Foi então que meu coração acelerou e todas as borboletas existentes na minha barriga batiam asas sem parar me fazendo esquecer como respirar. Você era a garota mais linda que já vi em toda minha vida. – Santana agora mantinha seus olhos marrons fixados nos olhos que com a luz do dia estava um lindo castanho-avelã. – E sabe qual foi a primeira coisa que me chamou atenção? – A latina perguntava e Quinn apenas balançava a cabeça. – Seus olhos. Quando você olhou na minha direção por aqueles milésimos de segundos, foi o suficiente para que eu sentisse algo forte. Meu coração parecia que pararia a qualquer momento e céus, Quinn, seus olhos me trouxerem um sentimento no qual nunca tinha sentindo antes, e foi naquele momento que percebi que eu estava perdida, porque eu tinha acabado de me apaixonar pela garota mais linda e popular do colégio que nunca olharia para mim da mesma forma. – Santana sentia uma lágrima escorrer por sua bochecha, desviando seu olhar novamente de Quinn.
A líder de torcida estava em choque. Claro que ela já tinha notado Santana algumas vezes e já tinha comentado com Brittany que achava horrível o modo como a tratavam. Quinn já pensou em se aproximar da latina, mas imaginou que talvez a própria Santana iria rejeitá-la. Fabray sentia seu estômago embrulhar e assim como Santana, as lágrimas escorriam por sua bochecha rapidamente. Seu coração estava disparado e Quinn sentia um carinho incondicional por Santana. Um sentimento desconhecido que nunca sentiu antes. Descobrir que Santana sempre foi apaixonada por ela lhe dava uma mistura de sentimentos. Alegria. Medo. Ela não sabia o porque se sentia feliz, mas o medo... Quinn sentia medo em perdê-la. Medo de por alguma razão aquela amizade nunca acontecer de verdade. Medo de machucar Santana de alguma forma.
Santana sabia que corria um grande risco se abrindo daquela forma para Quinn. Afinal, a mesma ainda tinha grandes dúvidas se poderia ou não confiar na líder de torcida. Santana sempre teve problemas com confianças e depois de tudo o que passou com Marley, não tinha certeza se ao se abrir com Quinn se livraria do bullying que sempre sofreu.
– E-eu sempre achei que um dia você me notaria, mas claro que isso nunca aconteceu. Por alguma razão nesses últimos dias você se mostrou interessada em ser minha amiga, algo no qual nunca entendi o porque. – Santana dava de ombros – Você é linda, capitão das líderes de torcida, popular... Não sei porque tem tantos interesses em ser minha amiga. Sou desinteressante, uma garota normal que vem de Lima Heights, de pais humildes... E que sequer tem alguma popularidade no colégio, a não ser da garota mais nerd de William McKinley. – A latina balançava a cabeça e Quinn agora a olhava incrédula. – Não sou tão especial como você diz. Sou doente e –
– Doente? – Quinn a interrompia. – Céus, Santana, você está se ouvindo? – Agora a loira se virava, ficando de frente para a latina e segurando em suas mãos. – Sim, e-eu estou surpresa e em choque por tudo o que está me falando, mas você quer mesmo saber do porque tenho tanto interesse em ser sua amiga? Porque desde a primeira vez em que coloquei os olhos em você, sabia que existia uma garota especial e delicada. Uma garota amorosa e carinhosa que sem dúvidas não era nada do que me falavam. Não era egoísta por simplesmente não deixarem aqueles idiotas copiarem seus deveres ou as respostas de suas provas. Não era nerd pelo o simples fato de ser apaixonada por leitura e estar sempre desenhando. Não era feia por usar óculos, pelo contrário, é a latina mais linda que eu já conheci. Fala sério, você não faz sequer o estilo nerd que muitos conhecem. – Quinn sorria e Santana dava uma risada baixa enquanto chorava. Seu coração acelerava apaixonado ao ouvir o amor de sua vida lhe elogiando. – Santana, você tem estilo, é linda, talentosa. Céus, você é inteligente e tem algo especial que só quem está ao seu redor tem o privilegio de conhecer. Ter ataques de pânico não é doença, pelo contrário, isso pode ser revertido com tratamentos. – A líder de torcida levava uma de suas mãos para o rosto de Santana, secando sua bochecha. – Tana, eu e Brittany temos interesse em sermos suas amigas porque nós conseguimos ver a real Santana Lopez. Através desses lindos óculos e olhos castanhos escuros, conseguimos ver o quanto essa Santana passa por uma grande batalha todos os dias, mas continua sendo essa garota forte que não se deixa abater.
– Você diz isso agora... – Santana sussurrava ao se lembrar de todo o sofrimento que passou antes de se mudar para William McKinley.
– Eu digo o que meus olhos me permitem ver. – Quinn respondia suavemente. – Não deixe que aqueles idiotas digam o contrario, Tana. Você é especial e linda. Ser nerd por simplesmente ser apaixonada por artes não te faz diferente. Te faz especial. – Quinn respirava fundo, ela sabia que não podia dizer apenas isso, até porque, Santana acabou de lhe contar que sempre foi apaixonada por ela. – E... Tana, me desculpe por não ter me aproximado antes, por ter lhe deixado sofrer por tanto tempo. E-eu gosto muito de você, tenho um carinho enorme por você, mas... E-eu não... Tana. – Quinn respirava fundo, ela não sabia como resolver tudo aquilo sem despedaçar o coração da latina que agora desviava seu olhar sabendo exatamente o que vinha em seguida.
– Está tudo bem, Quinn. – Santana interrompia, passando a mão sobre suas bochechas. – Já sabia que isso nunca aconteceria. Você nunca se interessaria por mim dessa maneira. Você namorou Puck e sei que é hetero e. –
– Não. – Quinn falava suavemente. – Tana, eu nunca me vi com uma garota antes. Quero dizer, sempre namorei garotos e sentia atração por eles, mas nunca me imaginei com uma garota. – A líder de torcida comentava, deixando Santana confusa. – E-eu realmente não sei o que sinto nesse exato momento, mas é diferente quando estou ao seu lado. E-eu me sinto diferente. – Quinn acariciava uma das mãos de Santana com seu polegar. – No dia em que dei o flagra no Puck me traindo. Naquele momento em que o vi com outra garota, era como se meu chão tivesse desabado. Não por eu amá-lo, eu amo Puck, mas sempre soube que nosso relacionamento seria algo do ensino médio, mas isso não aliviou a dor que senti por estar sendo traída. Foi humilhante e tudo o que queria era sumir, mas quando você me disse aquelas coisas... Tana, foi a coisa mais linda que já me disseram. Você fez com que eu me sentisse segura, abriu meus olhos me mostrando que eu era especial e que não merecia nada daquilo, não merecia sofrer por alguém que não soube me dar valor. Foi você quem me fez sentir especial naquele momento. E depois de tudo comecei a me sentir mais segura ao seu lado. – Quinn falava suavemente e Santana sentia como se fosse desmaiar a qualquer momento. – Em poucos dias que nos aproximamos você me fez sentir especial, coisa que Puck nunca conseguiu fazer. Então, e-eu não sei como me sinto, Tana, mas sei que não quero me afastar de você. – Agora as duas se olhavam novamente. – Não quero te perder por isso. Em poucos dias você se tornou alguém importante e essência pra mim, Tana, e, não quero que você se afaste por achar que isso me faria te ver de outra maneira, porque vou continuar te vendo como uma garota linda e especial. – Quinn sorria e Santana chorava novamente, dando um sorriso de leve. Talvez Quinn não estivesse correspondendo o amor que sentia pela mesma, mas Santana estava satisfeita em ouvir todas aquelas palavras da líder de torcida. – Eu gosto muito de você, Tana. E não sei se sou hetero ou gay, a verdade é que não sei qual cor do arco-íris eu sou. – Isso fazia Santana rir baixo.
– Nunca imaginei que te ouviria dizendo essas coisas ao meu respeito. – Santana sorria. – Eu sou apenas uma garota normal, Quinn, mas você é especial. Diferente de todas as líderes de torcida populares que já conheci. – A latina passava a mão por suas bochechas.
– Olha, — Quinn sorria, brincando com os dedos da latina. – Falo sério quando digo que não sei o que sinto e muito menos qual a minha cor no arco-íris, mas... – A líder de torcida pausava, fazendo Santana olha-la atenta. Naquele momento Quinn sabia que estava prestes a seguir para um caminho no qual nunca pisou antes. Mesmo com medo do que seus pais diriam, a garota sentia seu coração falando mais alto. Ela não tinha medo de sua reputação. Isso era uma das coisas na qual ela nunca se importou. Claro que lhe deu alguns benefícios, mas não era algo importante para Quinn, a única coisa que lhe preocupava era seus pais e naquele momento, para falar o que seu coração lhe dizia, Quinn colocava a imagem de sua irmã a sua frente lhe dizendo que cuidaria dela. – Talvez fosse melhor se continuássemos assim? – A loira falava carinhosa e podia ver o olhar de Santana entristecer e antes que a latina criasse ideias absurdas, Quinn continuou. – Podemos continuar assim e ver no que vai dar. Estou confusa e por isso não quero pular em uma decisão e te machucar, Tana, porque não me perdoaria se isso acontecesse, então acho melhor deixar acontecer, talvez? – Quinn franzia o nariz e Santana arregalava os olhos.
– M-mas Quinn, i-isso estragaria sua reputação e. – Santana falava desesperada sem acreditar no que estava ouvindo. Era como todos os sonhos que já teve antes.
– Santana, você já deveria saber que minha popularidade é o que menos importa. – Quinn entrelaçava seus dedos ao da latina e Santana podia jurar que iria desmaiar.
Santana não sabia o que dizer ou o que pensar. Tudo parecia surreal. Talvez ela estivesse sonhando e naquele momento, um grupo apareceria para rir da sua cara e lhe jogar slushies. Santana continuava olhando nos olhos de Quinn e sentia como se fosse desmaiar. Sua cabeça girava, seu peito acelerava e sua respiração estava fraca. Ela não teria um ataque de pânico naquele momento, mas estava prestes a ter um. A latina nunca imaginou que esse dia chegaria. Céus, Quinn Fabray estava a sua frente lhe dando uma chance. Uma chance de se aproximar e conquistá-la. Tudo parecia um sonho no qual viveu alguns anos atrás junto de Marley Rose. Graças à mesma, Santana perdeu o dom da confiança e sempre achava suspeito em tudo de bom que acontecia na sua vida por pessoas fora de sua família. A latina podia ouvir seu coração gritando no quanto Quinn era confiável, mas sua cabeça sussurrava em seu ouvido lhe dizendo para tomar cuidado. Mesmo que fosse apenas por trauma, Santana amava Quinn e sabia que nenhum relacionamento cresceria se não confiasse na mesma.
Ao fechar seus olhos por alguns segundos, Santana começou a assentir suavemente, apertando seus dedos carinhosamente contra os de Quinn. A mesma respirou fundo e abriu seus olhos encontrando um sorriso adorável nos lábios da loira.
– Não vou deixar que nada aconteça com você. – Quinn falava carinhosa, pousando sua mão sobre a bochecha da latina. – Nós vamos deixar que tudo aconteça no seu devido tempo, está bem? Mas Tana, não pense que vou mudar, porque vou continuar a mesma Quinn Fabray... –
– Por quem me apaixonei. – Santana sussurrava, arregalando seus olhos ao perceber o que tinha acabado de falar.
Quinn ficou paralisada encarando a latina com seu coração pulando animado em seu peito. Ouvir aquilo a fazia sentir suaves asas de borboletas batendo em sua barriga e sem dizer nada, apenas assentiu se aproximando e depositando um beijo demorado contra a bochecha de Santana.
Santana podia sentir a felicidade explodindo em seu peito. Finalmente Quinn Fabray tinha lhe notado. Finalmente a líder de torcida mais popular do colégio estava ali, na sua frente lhe dizendo que lhe daria uma chance. Por mais que Santana estivesse com medo – graças ao seu terrível passado –, a latina amava Quinn e se esforçaria para confiar nela e não estragar aquilo que esperou por dois anos. Ter finalmente uma chance com Quinn Fabray, o amor da sua vida.
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– Então nos falamos depois? – Quinn perguntava suavemente, com seu carro parado em frente à casa de Santana, se despedindo da mesma.
– Mhm, podemos nos falar mais tarde. – Santana assentia suavemente. – Bom, preciso ir. Minha tia já me mandou milhões de mensagens querendo saber onde estou. – A latina sorria.
– Claro. Obrigada por ter sido sincera comigo essa tarde, Tana. – Quinn mexia seus dedos no volante. – É incrível como você sempre faz com que me sinta... Especial. – A líder de torcida mordia o canto de seus lábios.
– Quinn, você é especial. Só precisa de alguém que lhe mostre isso todos os dias. – Santana não sabia mais de onde tanta coragem estava saindo, mas decidiu aproveitar antes que se arrependesse.
– E você também é especial, Tana.
– Talvez, mas ninguém é tão inteligente e linda como você, Q. – Santana sussurrava e ao ouvir a latina lhe chamando de “Q”, fazia novamente suas pequenas borboletas baterem asas.
– Mmmm, quando foi que nos tornamos tão...
– Nojentas? – Santana brincava, fazendo Quinn rir.
– Talvez a palavra certa seja romântica? Ou sinceras? – Quinn fazia um bico suave, apoiando suas mãos sobre seu colo.
– Sinceras, talvez. – Ambas ficavam em um silêncio confortável por alguns segundos. – Obrigada, Quinn.
– Pelo o que? – Quinn falava carinhosa.
– Por tudo? – Santana pressionava seus lábios. – Por se interessar por mim, talvez. Não sei. Achei que nunca chegaria o dia em que Quinn Fabray falaria comigo e. –
– Santana! – Quinn a interrompia, pousando suas mãos sobre a da mesma. – Você precisa parar de me rotular. Não sou “A” Quinn Fabray, sou apenas Quinn Fabray. Uma aluna qualquer, que sem querer se tornou uma das garotas mais populares do colégio por ser capitã das líderes de torcida. Não foi algo que procurei, Tana. As coisas simplesmente foram acontecendo. Confesso que me aproveitei muito disso no começo, mas aprendi com meus erros e sei que somos todos iguais. A única coisa que aproveito dessa situação é o fato de poder te defender. – A loira sorria e Santana era apaixonada por aquele sorriso. – E ser popular não te traz muitos amigos verdadeiros. Acredite, minha única amiga é a Brittany. Não me rotule, está bem? Quero estar ao seu lado sem que você me veja como os outros. Quero ser para você como sou para Brittany. Uma amiga e não a popular Quinn Fabray. – Quinn pousava sua mão sobre a de Santana e acariciava suavemente sobre a mesma com o seu polegar.
– Me desculpe. – A latina sussurrava. – Você tem razão. Não me importo com o fato de você ser popular, só é diferente a garota mais popular do colégio estar aqui. Do meu lado. – Santana ria baixo e Quinn sorria balançando a cabeça. – Obrigada por não ter corrido quando... Mmm, quando me abri. – A latina desviava seu olhar e podia sentir os dedos macios de Quinn apertando delicadamente sua mão.
– Jamais faria isso. O que eu disse não é mentira. – Quinn agora respirava fundo, falando timidamente. – E-eu realmente não sei o que está acontecendo, mas não consigo me ver longe de você, e, vai ser bom para nós duas se deixar que as coisas fluam por si só. – A líder de torcida comentava e Santana assentia. Isso já era o suficiente para a latina.
– Tudo bem. Só, Quinn, por favor, — Santana mordia o canto de seus lábios, virando-se para a loira que a olhava curiosa. – Não brinca comigo, está bem?
– Tana... – Quinn agora entrelaçava seus dedos aos da latina, olhando em seus olhos. – Eu jamais faria algo assim. Posso ser uma bitch para alguns, mas jamais faria algo para te magoar, você pode confiar em mim. – Santana apenas olhava fixamente nos olhos de Quinn, tentando procurar algum deslize ou falsidade em suas palavras, mas era difícil, já que tudo o que a latina sentia era sinceridade. Mesmo tendo grandes problemas em confiar, Santana sentia como se realmente pudesse confiar em Quinn, e pela primeira vez deixaria que seu coração falasse mais alto.
– Obrigada. – Santana sorria. – E-eu realmente preciso ir agora. Boa noite, Q. – Santana se aproximou da líder de torcida, depositando um beijo contra sua bochecha e em seguida, recebia outro em troca.
– Boa noite, Tana. Até amanhã. – Quinn soltava a mão da latina, enquanto apenas a observava sair do carro e se afastar para dentro de sua casa.
Apesar de não saber exatamente o que estava fazendo, Quinn sabia que nunca machucaria Santana. Ela sabia que o modo como se sentia ao lado da latina era único que nunca sentiu ao lado de Puck. Quinn podia estar confusa sobre sua sexualidade, mas sabia que algo muito forte lhe prendia a Santana Lopez.
Assim que Santana entrou em sua casa, encontrou sua tia sentada no sofá a sua espera. A garota tinha um sorriso no qual há anos não sabiam o que era vê-la sorrindo daquela forma.
– Tia! – Santana pulava no sofá ao lado de Eva, deixando sua bolsa jogada no chão.
– Wow... O que houve, mijá? – Eva perguntava sorrindo, ao ver sua sobrinha tão feliz.
– Passei a tarde com a Quinn. – Santana comentava e antes que Eva pudesse dizer algo, a mesma continuou. – Foi tão bom, tia. – A garota respondia animada. – Ela foi incrível. – Agora, Santana começava a falar sem parar contando para sua tia exatamente como foi o seu dia. Contando como finalmente seu sonho estava começando a se realizar.
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Logo que estacionou seu carro, Quinn não conseguia pensar em outra coisa que não fosse Santana. O sorriso em seus lábios era nítido. Seu coração estava batendo em um delicioso ritmo no qual a fazia sentir o frio na barriga ao imaginar Santana gostando dela há tanto tempo.
Enquanto pensava na latina, Quinn ia direto para seu quarto, ignorando sua mãe que lhe chamava sem parar. A líder de torcida queria ficar sozinha e pensar em todo o acontecido daquela tarde. Quinn se jogou em sua cama, abraçando seu travesseiro e fechando seus olhos. Ela tinha milhares de deveres para fazer, mas Santana era a única coisa em sua cabeça naquele momento.
Quinn ainda tinha tantas perguntas, mas não podia mentir que estava satisfeita com o progresso daquela tarde. Claro que ainda estava perdida sem saber o que fazer por saber que Santana gostava dela, mas Fabray foi sincera. Ela não sabia se era gay, hetero ou bi, mas tinha certeza que desde o primeiro dia em que colocou os olhos em Lopez, sabia que sentia algo diferente, e, com o decorrer do tempo, a vontade de se aproximar da latina aumentava, até o momento em que Quinn finalmente esqueceu sua insegurança e foi até seu alvo. E ao conhecê-la ainda mais, Quinn sabia que Santana era especial, e por mais que não soubesse o que queria seu coração a dizia para seguir em frente e deixar fluir. Ela sentia uma pequena atração por Santana, era difícil negar isso para si mesma, mas seja o que tiver que acontecer com elas, Quinn aproveitaria cada momento ao lado de Santana, de mente e coração aberto, até porque, não conseguiria se fechar nem mesmo se quisesse.
– Lucy? – Judy batia na porta da filha, fazendo-a sair de seu transe.
– Está aberta, mãe, pode entrar. – Quinn respirava fundo, se virando na direção da porta.
– Oh, hey. Por que demorou para voltar para casa? – Judy perguntava, franzindo o cenho.
– Porque sai com uma amiga. – Quinn segurava a grande urgência em revirar os olhos.
– Kitty? – Judy perguntava empolgada.
– Não, mãe, não foi a Kitty. E antes que você diga alguma coisa, Kitty e eu não somos mais amigas há muito tempo. – Quinn começava a se ajeitar na cama, se sentando.
– Eu sei, Lucy, mas achei que talvez vocês tivessem. –
– Não. – Quinn a interrompia. – Kitty não é tão amiga como você imagina, mãe. Prefiro manter distância. – A loira revirava os olhos.
– Certo. Bom, vou preparar o jantar. Não demore para começar seus deveres de casa. – Judy falava friamente e antes que Quinn pudesse responder a mesma já estava fora de seu quarto.
Assim que se encontrou sozinha, Quinn decidiu que tomaria um banho antes de começar seu dever e finalmente poder descansar. Ela estava tão animada, que não via a hora de poder contar sobre seu dia para Frances e Brittany. Sem dúvidas ambas suas melhores amigas ficariam felizes por ela.
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Após contar todo o seu maravilhoso dia para sua tia, Santana tinha acabado de sair do banho e vestia seu pijama enquanto voltava para a cozinha, encontrando Eva e seu pai conversando.
– Hey, mijá, soube que seu dia hoje foi ótimo. – Alejandro brincava, fazendo as bochechas de a latina esquentarem.
– Tia Eva! Não acredito que você contou. – Santana fechava seus olhos por alguns segundos, se sentando na cadeira próxima a Alejandro.
– Acredite, mijá, estamos muito felizes por você. – Alejandro depositava um beijo na testa de sua filha. – Você merece.
– Gracias, papi. – Santana respondia tímida. – E-eu sei que tudo o que me aconteceu hoje foi empolgante para todos nós, mas enquanto tomava banho, pensei que talvez seja melhor não criar esperanças. Quinn não sabe o que quer e não quero me machucar como da última vez. – A latina falava suavemente. – Não quero que vocês criem esperanças antes da hora. Agradeço pelo carinho, mas não quero ser lotada de palavras que vão aumentar meu sentimento por ela. Quinn apenas disse que deixaria como está e veríamos como ficará em seguida, então prefiro esperar e não criar nenhum tipo de esperança antes de ter certeza que ela não está me usando.
– Santana... – Eva se sentava a sua frente. – Mijá, não importa se isso é algo definitivo ou não, o fato de estarmos felizes é porque você finalmente conseguiu deixar seus medos de lado. Você foi tão corajosa em dizer tudo àquelas coisas para Quinn, mi amor. Você foi incrível e estamos orgulhosos. – Eva agora segurava sua mão, falando carinhosa. – Você finalmente conseguiu se abrir e falar que gosta dela. Sabe o quanto isso pode ter mexido com a Quinn? – Eva brincava. – Acredite, mi amor, Quinn Fabray não será mais a mesma após essa tarde em que passaram juntas. Estamos muito orgulhosos por sua coragem e por mais que seja difícil, tente confiar nela, Santana. Você nunca vai conseguir deixa-la entrar se não confiar. – Santana sabia que sua tia tinha razão, e por mais que quisesse evitar pensamentos como aquele, fazia o máximo para se lembrar daqueles olhos avelãs sinceros que a olhou com tanta intensidade naquela tarde.
– E já está na hora de você deixar as pessoas entrarem. Tenho certeza que Quinn não fará nada para te magoar. – Alejandro sorria carinhoso e Santana apenas assentiu.
– Vai dar tudo certo. – Eva franzia o cenho, depositando um beijo suave na ponta do nariz da garota.
– Gracias. – Santana respondia. – Prometo que vou tentar.
– Isso! – Alejandro comemorava, fazendo sua filha rir. Santana sabia o quanto seus pais ficavam felizes em vê-la bem. Depois de tudo o que passou, não só a garota sofria esse tempo todo, mas também seus pais ao vê-la tão vulnerável.
– Posso saber que comemoração é essa? – Maribel entrava na cozinha, fazendo Santana pular da cadeira e abraçá-la.
– Mama! O que você está fazendo em casa? Achei que só chegaria mais tarde. – Santana deitava sua cabeça no peito de Maribel, fechando seus olhos ao ser correspondida com um delicioso abraço.
– Não está feliz em me ver? – Maribel brincava, depositando um beijo contra a cabeça da filha. – Tivemos um problema de vazamento de gás no restaurante. Não sei como isso aconteceu, mas precisaram fechar. Infelizmente.
– Vazamento de gás? – Alejandro perguntava confuso, se aproximando e depositando um selinho nos lábios de sua esposa.
– Pois é, tivemos um enorme transtorno para fecharmos a cozinha.
– Que horrível, Bel. – Eva comentava.
– Foi horrível, mas por um lado é muito bom, porque posso passar mais tempo com a minha filha. – Maribel depositava outro beijo contra a cabeça de Santana e agora a garota a soltava.
– Isso é ótimo, porque estávamos aqui comemorando o grande avanço dela. – Eva sorria, apontando para sua sobrinha.
– Que avanço?
– Mi amor, Santana finalmente conseguiu se abrir para Quinn. – Alejandro falava orgulhoso fazendo a latina revirar os olhos.
– Sério. Se eu soubesse que essa história chegaria a esse ponto, não teria contado nada a vocês. – A garota brincava, e apesar de começar a se sentir tímida com a atenção que estava recebendo, começou a contar para sua mãe tudo o que tinha acontecido naquela tarde.
– Mijá, estou orgulhosa de você. – Maribel segurava na mão da filha, falando carinhosa. – Você merece ser feliz.
– E o que você vai fazer agora? – Eva perguntava, enquanto terminavam de jantar.
– Como assim? – Santana perguntava confusa.
– Santana, Quinn praticamente te deu carta verde para você se aproximar. Você precisa aproveitar essa chance para mostrar a ela a verdadeira Santana Lopez. Fazê-la se apaixonar por você. – Eva falava empolgada, fazendo Santana franzia o cenho.
– Isso não é um conto de fadas. Não é como se eu pudesse fazê-la se apaixonar por mim da noite para o dia e. –
– É exatamente por isso que você precisa se aproximar. – Eva a interrompia. – San, convide-a para ir ao cinema, tomar sorvete... Tanto faz, mas ela te deu essa liberdade. – Eva continuava falando e Santana a olhava, pensativa. – Quinn está aberta para ser conquistada por você. Não precisa logo de cara ser um encontro, mas um passeio talvez? Onde vocês possam conversar.
– Ou como sua tia tinha dito um jantar. – Maribel continuava. – Um jantar no restaurante.
– Mami, eu adoro aquele restaurante, mas não tenho tantas condições assim de levar Quinn para jantar lá. O máximo que consigo é levá-la no Breadstix.
– E quem disse que vocês vão precisar pagar alguma coisa? – Maribel franzia o cenho e Santana arqueava suas sobrancelhas.
– Mama, não, você não precisa fazer isso...
– Não preciso, mas eu quero fazer algo por você. – Maribel sorria. – Convide-a para jantar e farei questão de reservar uma mesa para vocês. No Waldorf nós Chefs temos ótimas prioridades. – Maribel comentava e Santana podia ver seu pai assentindo.
– Tem mesmo. – Alejandro concordava.
Santana ficou em silêncio por alguns segundos tentando aceitar a ideia que estava recebendo. Ela sabia que Quinn tinha lhe dado abertura para se aproximar e que com isso, tinha também a liberdade de fazer a líder de torcida se apaixonar por ela. Santana tinha ganhado as chances dos seus sonhos e sem dúvidas não podia desperdiçar por deixar suas inseguranças entre elas. A latina imaginou que seguir o conselho de sua tia seria um ótimo começo. Convidar Quinn para jantar. Não precisa ser exatamente um encontro, certo? Pode ser apenas duas amigas jantando juntas e se conhecendo melhor. Claro, era exatamente isso que seria, e Santana tomaria coragem pela primeira vez, convidar Quinn Fabray para sair naquele fim de semana.
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Na manhã seguinte, Santana estava pronta para finalmente criar coragem e falar com Quinn. A latina sentia suas mãos soando frio e imaginava que talvez fosse desmaiar a qualquer momento. Seus pais e sua tia como sempre, foram positivos lhe dando apoiando e antes de sair de casa, a garota tinha certeza que tudo daria certo.
Mas ao chegar no colégio, estar parada em frente ao seu armário enquanto observava Quinn e Brittany se aproximando, Santana sentia seu estômago revirar e sentia suas pernas enfraquecendo. Sem dúvidas ela iria desmaiar.
– Hey Tana! – Quinn falava suavemente, depositando um beijo na bochecha da latina.
– Hey Sannie. – Brittany fazia o mesmo, mas Santana continuava com seu olhar fixo em Quinn.
– Hey... – A latina respondia com a voz baixa e antes que pudesse dizer algo, Brittany quebrava o silêncio entre elas.
– Preciso ir me encontrar com Mike. Ele disse que iria me ajudar com alguns movimentos novos para as nacionais. – Brittany comentava, depositando um beijo rápido na bochecha das duas amigas a sua frente. – Nos vemos depois.
– Nos encontramos daqui a pouco, B. – Quinn respondia sorrindo e Santana apenas acenou, sentindo seu coração acelerado ao perceber que ficaria sozinha com Quinn.
– Achei que você iria me mandar mensagens ontem à noite. – Quinn falava suavemente, encostando-se no armário ao lado da latina.
– Mmm... Me desculpe, Q. – Santana respondia, ajeitando seu livro de química dentro da bolsa. – M-minha mãe chegou mais cedo ontem e ficamos horas conversando. Não é sempre que isso acontece, e acabei perdendo a noção da hora. – A latina respondia suavemente, e Quinn sorria.
– Hey, está tudo bem, Tana. – Quinn ria baixo, e novamente ambas ficavam em silêncio. Santana sabia que precisava aproveitar as pequenas chances que tinha. Respirou fundo e antes que pudesse fazer o convite para Quinn, três das lideres de torcida se aproximaram de Fabray.
– Quinn. – Kitty, falava sorrindo, enquanto Ashley e Melody estavam atrás dela ignorando Santana.
– O que foi, Kitty? – Quinn perguntava, se desencostando do armário, mas continuando no mesmo lugar.
– Mmm, estava pensando. Depois do nosso encontro inesperado no shopping, imaginei que talvez seria uma ótima ideia se voltássemos a nos ver. – Kitty sorria, e Santana fechava seu armário, abaixando sua cabeça, enquanto ouvia as líderes de torcida conversarem. Ela sentia o quanto estava sendo ignorada, até porque, Kitty, Ashley e Melody agiam como se ela não estivesse lá. – Sei que você e Ashley estão em um péssimo momento agora, afinal, ela transou com Puck... – Kity falava tão naturalmente, que Ashley sequer parecia abalada. – Mas nós costumávamos ser tão próximas, Quinn, e confesso que sinto sua falta. – O tom de voz de Kitty não era convencedor e Santana revirava os olhos, ajeitando seu óculos. – Imaginei que talvez pudéssemos sair depois do treino essa tarde. – Kitty comentava, fazendo Quinn olhar para Santana trás de Ashley percebendo o quão desconfortável a mesma estava.
– O que acontece na minha vida, não é assunto de vocês. Se Puck transou com Ashley ou não, isso não é mais da minha conta. O fato de sermos um time, não me torna amiga dela. – Quinn falava firme, fazendo Ashley pela primeira vez desviar seu olhar se sentindo envergonhada. – E você, Kitty. Nós nos afastamos por uma razão, e não acho que depois de tanto tempo nossa amizade de infância, vá voltar dessa forma. Estamos crescidas e mais maduras. – Fabray falava calmamente, fazendo o sorriso de Kitty sumir de seus lábios. – O seu tempo de tentar ser minha amiga já passou. Amigas não derrubam a outra para conseguir uma posição em um time de líder de torcidas. Isso é passageiro. O colégio é passageiro, mas amizade não. Você deveria ter pensado nisso antes de me magoar tanto. – Quinn olhava novamente para Santana e percebia que a mesma estava prestes a se afastar. – Agora se vocês me dão licença, eu e Santana precisamos ir para aula. – Ao ouvir o seu nome, a latina levantou sua cabeça encontrando Fabray ao seu lado e três furiosas líderes de torcida a olhava com ódio.
– Quinn, me desculpe, está bem? – Kitty falava novamente. – Nos desculpe pelo o modo como agimos, porque nos realmente queremos retomar a amizade que tínhamos todas juntas. – Santana podia sentir os olhares das garotas queimando em sua direção e decidiu continuar encarando suas mãos.
– É verdade, Quinn. – Melody abria a boca pela primeira vez.
– Não, vocês perderam a chance de vocês. – Foi tudo o que Quinn disse antes de segurar na mão de Santana e se virar se afastando das garotas que um dia foram suas amigas.
– Que humilhação, Kitty. – Ashley comentava. – Implorar para ter amizade de Quinn.
– Essa latina idiota não vai tirar a Quinn de mim... – Kitty sussurrava, fazendo as duas garotas a olharem confusas. – Quinn sempre foi minha amiga, desde quando éramos pequenas. Não vou deixar que essa latina estúpida a tire de mim.
– Sabe, sempre te achei obsessiva por Quinn, mas nunca imaginei que você fosse tão doente. – Melody comentava, fazendo Kitty olhá-la.
– Você não entende, Mel. Nós sempre fomos muito próximas. Quinn era como uma irmã pra mim, e me arrependo por tudo o que fiz para causar nosso afastamento. – Kitty mudava o tom de sua voz, ficando mais calma. – Eu só quero nossa amizade de volta, e sinto que essa latina está nos impedindo.
– Mhmm, claro. – Ashley revirava os olhos, sem paciência para discutir com a mimada Kitty.
Enquanto andavam pelos corredores, Quinn sequer percebia que ainda segurava na mão de Santana, que sentia seu coração explodindo com o simples contato. A latina estava feliz por ver Quinn dispensando as outras líderes de torcida, e ficava aliviada ao saber que as “malvadas” não eram amigas de Quinn.
Logo Quinn trazia Santana para dentro do banheiro, fechando a porta atrás de si, e se apoiando contra a pia. A latina podia notar o quanto conversar com as meninas tinha mudado Quinn.
– Hey... – Santana falava calmamente, chamando atenção da loira a sua frente. – Você está bem?
– Sim. – Quinn respirava fundo, fechando seus olhos por alguns segundos. – Me desculpe... Elas me tiram do sério. Eu só as tolero, porque somos do mesmo time, mas isso não me faz amiga delas. Kitty e eu éramos como irmãs quando pequenas, mas depois que entramos no colegial, ela mudou completamente e nos afastamos. Conheci a verdade Kitty Wilde, e ela me magoou bastante. Não faço questão de me reaproximar delas novamente. – A loira desabafava e tudo o que Santana fazia era assentia.
– Acho que ter Brittany já é o suficiente. – Santana comentava. – Ela parece ser uma ótima amiga.
– Brittany é minha irmã. – Quinn sorria ao se lembrar de sua amiga. – Éramos eu, ela e Kitty, quando pequenas, e Brittany foi a única que nunca mudou ao meu lado. Sempre sendo a doce e adorável, B. – A loira sorria, e Santana percebia que a mesma se sentia mais calma ao falar de Brittany.
– Você está bem?
– Mhm... Eu só precisava de alguns minutos para tirar aquelas garotas da minha cabeça. – Quinn respondia, e Santana assentia.
Todo o momento, e a coragem que sentia há minutos atrás tinham voltado a se esconder em seu peito após aquelas líderes de torcida terem atrapalhado. Óbvio que aquele não era o momento para convidar Quinn para sair, até porque, era nítido ver que a mesma estava irritada com aquela situação.
– O que foi? – Quinn a olhava curiosa, tirando Santana de seu transe.
– Oi? – A latina perguntava confusa.
– O que você está pensando? – A loira se aproximava, ficando a poucos centímetros de distância de Santana. – Você está com cara de preocupada.
– Ah, mmm... Não é nada. – Santana sorria.
– San... Você sabe que pode conversar comigo. O que foi? No que está pensando? – A loira fazia um bico suave, provocando a latina.
Santana não sabia se o clima era apropriado para aquele convite, mas também sabia que não tinha como fugir. Era agora ou nunca. Santana iria convidar Quinn para sair. A mesma respirou fundo, encontrando os olhos da líder de torcida antes de suas primeiras palavras saírem de sua boca.
– Você quer sair para jantar comigo? – Santana falava rapidamente, arregalando os olhos ao perceber o que tinha feito. – Quero dizer, mmm... C-como amigas... Um encontro, não... É, n-não precisa ser um encontro se você não quiser e. – Santana disparava a falar atrapalhada, fazendo Quinn rir, depositando um beijo demorando contra sua bochecha, a fazendo parar de falar.
– Eu adoraria sair para jantar com você, Tana. – Quinn sorria com a adorável Santana a sua frente. – E adoraria que fosse nosso primeiro encontro? – A líder de torcida falava suavemente, fazendo Santana respirar fundo, sentindo as borboletas em seu sua barriga.
– Mesmo? – Santana perguntava empolgada. – Você gostaria de ir ao encontro comigo? – A latina perguntava mais uma vez para ter certeza e Quinn ria novamente, assentindo.
– Claro que sim. Vou adorar. – Quinn respondia pela segunda vez e Santana não conseguia controlar o sorriso que aparecia em seus lábios.
– Ótimo! – Santana sussurrava.
– Hoje à noite? – Quinn perguntava.
– H-hoje? – Santana não sabia se estava pronta para um encontro naquela noite, mas para que esperar tanto se podia sair com Quinn naquele mesmo dia? – T-tudo bem. Claro, podemos sair hoje à noite. – Foi então que Santana se lembrou de que não tinha como buscar Quinn. A latina sequer tinha um carro, apenas sabia dirigir graças a seu pai, mas já era difícil para seus pais manterem dois carros, imagina lhe dando um? Claro que Santana sempre quis ter um carro, mas isso era algo que mantinha para si só. Talvez um dia, continuando a juntar seu dinheiro, ela poderia finalmente ter sua carteira de motorista e um carro.
– O que foi, Tana? – Quinn franzia o cenho, ao ver a expressão de Santana mudar de repente.
– N-nada. – Santana mordia o canto de seus lábios. Apesar de não ter um carro, rapidamente a imagem de sua tia Eva aparecia em sua mente, e a latina tinha certeza que a mesma lhe ajudaria no que fosse preciso. – E-eu... Te busco então hoje às 8 horas? Pode ser? – A latina sentia seu coração acelerando e se controlava para não pular de alegria na frente de Quinn.
– Mhm, está ótimo. – Quinn sorria e agora ficavam em silêncio apenas olhando uma nos olhos da outra. Antes que pudessem dizer mais alguma coisa, o primeiro sinal tocou, tirando-as de seus transes. – Preciso ir. Minha primeira aula é da chata da Sra. Joy. – Quinn revirava os olhos, fazendo Santana sorrir.
– Nos vemos depois. – Santana se aproximou depositando um beijo contra a bochecha de Quinn antes de a mesma sair do banheiro lhe deixando sozinha.
Santana não conseguia conter o enorme sorriso em seus lábios. Era como se seu rosto estivesse paralisado daquela forma. Seus olhos brilhavam. Suas mãos tremiam. Seu coração pulava eufórico em seu peito e as borboletas em sua barriga voavam animadas lhe causando um enorme arrepio. Finalmente, Santana Lopez iria a um encontro com Quinn Fabray.
A latina se olhava no espelho, ajeitando seus óculos, e tentando encontrar algo em si mesma que chamasse tanta atenção em Quinn. Santana era como uma garota qualquer, mas talvez Quinn visse nela algo que ninguém nunca se importou em ver. Quinn sabia o quanto Santana era especial e realmente se importava com a mesma. Santana faria daquela noite, algo especial, fazendo aquele ser o melhor encontro da vida de Quinn.
Santana tirou seu celular da bolsa, procurando o nome de sua tia e sua mãe, mandando uma mensagem rápida para as duas.
“Ela disse sim.”
Aquele sem dúvidas era o melhor dia da vida de Santana Lopez.
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