Notas iniciais
Oieeeeeeeee, gente!! Bom, é o seguinte. Eu não queria deixar vocês sem atualização essa semana, porque sinto que na semana que vem não terei tempo. Portanto, dividi esse capítulo em duas partes. Espero que gostem e aproveitem. x

Santana entrava em sua casa sentindo seu peito explodindo de felicidade. Ela finalmente teria seu primeiro encontro com Quinn Fabray, o amor da sua vida.

Pela primeira vez, seu dia tinha sido tranquilo. Brittany e Quinn sempre estavam ao seu lado e as duas líderes de torcida, até mesmo se sentaram com Santana – pela primeira vez, na mesa do glee club. O que foi uma surpresa para todos eles.

Seu dia foi ótimo e durante suas aulas, recebeu uma mensagem de sua mãe lhe dizendo que tinha reservado uma ótima mesa para Santana e Quinn no restaurante às 8h30 da noite. A garota ainda não sabia como faria para buscar Quinn às 8 horas, mas tinha certeza que sua tia Eva ajudaria. Santana não sabia exatamente como sua tia poderia lhe ajudar, mas ela descobriria isso naquela tarde.

– Tia Eva? – A garota jogava sua bolsa no sofá, andando pela casa a procura da sua tia. – Tia? — Santana andava na direção da cozinha, e ao perceber que estava sozinha, se aproximou novamente de sua bolsa, pegando seu celular e mandando uma mensagem para sua tia.

Santana: Tia, você está na casa da abuela? Preciso da sua ajuda. x

Santana apertou para enviar, e enquanto esperava por uma resposta, andava até seu quarto, aflita ao se lembrar de que precisaria arrumar uma ótima roupa para seu primeiro encontro. Apesar de não ter se sentido confortável com os milhares de roupas que ganhou de Eva, pela primeira vez, Santana agradecia mentalmente sua tia por ter lhe dado algo novo e mais quente para aquela noite.

Tia Eva: Pumpkin, a titia está sim na abuela, mas já estou passando aí para me despedir.

– Despedir? – Santana murmurava, franzindo o cenho. Ela sabia que sua tia não estava lá em Lima de férias, e que a qualquer momento precisava voltar para Nova York, mas era sempre difícil quando Eva ia embora. Santana se sentia sozinha e vazia por semanas até se recuperar. Não demorou muito e Santana podia ouvir a porta de sua casa abrindo e se fechando.

– Pumpkin? – A voz da sua tia ecoava no corredor, antes da mesma aparecer em sua porta.

– Hey tia. – Santana se afastava de seu guarda-roupa sorrindo de orelha a orelha. – Ah céus, tia! Ela disse sim! – Santana abraçava Eva com força, começando a falar sem parar. – Faz ideia do quanto eu estou feliz? Nem acredito que vou sair com a Quinn. A mami já reservou nossa mesa. – A latina sorria tão feliz que era impossível para Eva conter o sorriso ao ver sua sobrinha daquela forma. – E-eu só não sei qual roupa eu coloco ou se devo comprar algo para ela. Oh céus. – Santana ajeitava seus óculos, fazendo sua tia rir ao quase derrubá-los. – E-eu preciso comprar algo? Vou chegar de mãos abanando na casa dela? E agora? O que eu faço? Que roupa eu vou? – A latina se aproximava novamente de seu guarda-roupa, passando a mão sobre seus casacos novos. – E tia... – A garota agora diminuía seu tom de voz, olhando timidamente para sua tia. – Será que... Mmm, e-eu falei que a buscaria Às 8 horas, mas bom, eu não tenho um carro e muito menos carteira de motorista, e pensei se talvez você poderia me ajudar? Me ajudar a escolher a roupa e de como faço para buscá-la? – Santana mordia o canto de seus lábios, e pela primeira vez deixando que sua tia falasse.

– Wow... Se acalma, Santana. – Eva falava rindo. – Mijá, vai ficar tudo bem, não se preocupe. Tente se acalmar, está bem? – Eva sorria passando a mão pelos cabelos da sobrinha. – Primeiro, que não, você não precisa comprar nada para Quinn. Segundo, vocês vão jantar no Waldorf, mas precisa se vestir da forma como se achar confortável. Não interessa se vão a um restaurante fino, o importante é se sentir bem consigo mesma. – A médica se aproximou do guarda-roupa da sobrinha. – Vamos ver. Oh... – Eva começava a separar a roupa de Santana. – Essa calça jeans preta. – Eva jogava a calça na cama da garota. – Mmm... Esse blazer cumprido marrom, e por baixo, aquela blusinha de manga cumprida branca, senão você saíra daqui toda colorida. – A médica brincava, fazendo Santana rir aliviada com a escolha que sua tia fazia. – Quando sair de casa coloque seu casaco preto... Mmm... Esse daqui. Do mesmo cumprido do seu blazer, porque assim, você consegue manter um sobre o outro e não passar frio.

– E nos pés? – Santana perguntava, sorrindo.

– O que acha de uma bota? Você pode calçar a bota que a abuela te deu.

– Tia, eu adoro aquela bota, mas você acha mesmo que ela seria apropriada para usar essa noite?

– Claro que sim, meu amor. Não se esqueça, Santana, a cima de tudo você precisa estar confortável, e nós duas sabemos o quanto você adora essa bota. – Eva tirava a bota da sobrinha do guarda-roupa, colocando ao lado da cama. – Pronto, pumpkin! – Santana olhou para a roupa montada em cima de sua cama e não conseguia conter o sorriso. Sua tia Eva sempre lhe ajudou nesses assuntos. Não era a toa que a latina tinha um ótimo senso para moda.

– Obrigada, tia! Muito obrigada. – Santana sorria, mordendo o canto de seus lábios, e antes que pudesse dizer algo, Eva tirava o celular e a carteira da bolsa entregando algumas notas de dinheiro para sua sobrinha.

– Mijá, eu adoraria ajudá-la em te emprestar o carro talvez para você ir buscar a Quinn, até porque, confio em você e sei o quanto é boa motorista, mas infelizmente recebi uma ligação com urgência do hospital e preciso pegar o primeiro voo para Nova York. – Eva falava carinhosa, e no mesmo instante, Santana sentia seu coração apertando. Ela não queria que sua tia fosse embora. Justo naquela noite em que a latina sairia com Quinn e precisava da sua tia – melhor amiga, se alguma coisa desse errado, ou quando voltasse para casa. Santana novamente se sentiria sozinha e vazia por dias. – Hey... – Eva percebia a expressão triste da sobrinha e se aproximava, olhando nos olhos da mesma. – Não se preocupe, está bem? Você vai ficar bem, meu amor. Você tem seus pais e seus avós. E não podemos esquecer que agora você também tem duas loiras que estão super dispostas em se aproximarem de você e serem suas amigas. – Eva sorria, franzindo o nariz. A médica sempre soube o quanto era difícil para sua sobrinha todas as vezes que precisa ir embora, até porque, com sua agenda corrida no hospital, Eva mal tinha tempo para visitá-los como costumava fazer enquanto era apenas uma simples interna. – Não se preocupe. Você sabe que pode me ligar sempre que precisar. Esse dinheiro, é para você pagar o táxi, está bem? Sei que não é o que você planejava para essa noite, mas acredite, Quinn não vai se importar com isso. – Eva depositava um beijo na testa de Santana que apenas assentiu.

– Então você já está indo? – A latina perguntava suavemente.

– Já, mijá, mas você sabe que pode ir me visitar quando quiser, não sabe? – Eva perguntava, e a garota assentia. – É só me ligar. Vou chamar o táxi para vocês. Ele é um amigo meu, e tenho certeza que ficará feliz em te ajudar essa noite. E hey... – A médica pousava sua mão no rosto da sobrinha. – Não importa o que aconteça não se esqueça de que você vale a pena. Não precisa ter medo, está bem? Seja você mesma e deixe a noite acontecer como deve ser. – A médica depositou um beijo demorado na testa de Santana, novamente, antes de abraçá-la. – Te amo, minha pequena.

– Eu também te amo, tia. – Santana correspondia o abraço, deitando sua cabeça no ombro de sua tia. – Obrigada por tudo. Boa viagem. Prometo que te conto tudo mais tarde.

– Acho bom! – Eva brincava, se afastando. – Já me despedi dos seus pais e só queria esperar você chegar do colégio antes de ir. Divirta-se essa noite, está bem? Você merece tudo isso e muito mais, mijá. Aproveita muito seus presentes e agora com seu celular novo, nós podemos trocar mensagens sempre. – A médica sorria. – Fica bem.

– Vou aproveitar! Obrigada pelo celular novo, tia, ele está sendo muito bem usado. – Santana brincava. – Te amo. – Eva lhe mandou um beijo a distância e assim que desapareceu de seu quarto, Santana ouviu a porta de sua casa se fechar, uma lágrima escorreu por sua bochecha, fazendo seu coração se apertar com o famoso vazio.

Santana não só se sentia sozinha, como também se sentia com medo. Ela achou que sua tia estaria com ela a cada minuto para lhe acalmar antes de finalmente ir buscar Quinn. Achou que talvez conseguisse ter uma noite mais tranquila, porque ninguém além de sua tia e sua mãe sabia como lhe acalmar. Afinal, Santana não tinha amigos para lhe ajudar em horas como está. Adolescentes normais sempre têm ajuda da melhor amiga, mas Santana nunca soube o que era isso. Sempre teve ao seu lado seus pais ou sua tia. Nunca teve a experiência em dividir a felicidade de sua primeira paixão, seu primeiro beijo com uma amiga ou um amigo. Sempre tinha sua mãe para esses momentos. E apesar de estar acostumada, eram nessas horas sozinhas em que sentia falta de alguém para lhe ajudar.

Passou a mão sobre suas bochechas secando suas lágrimas e tentava se acalmar. Santana sabia que não podia estragar essa noite, até porque, era sua primeira chance com Quinn, e a mesma queria que fosse perfeito. Tentando não se importar com o fato de que iriam de táxi, Santana focou toda sua atenção naquilo que planejaria para aquela noite, e, mesmo estando sozinha naquele quarto, pela primeira vez não deixaria o medo tomar o controle.

Xxxx

– Ela o que? – Frances e Brittany perguntavam juntas.

– Santana me convidou para jantar essa noite. – Quinn falava animada, sentada de frente para sua irmã e sua melhor amiga em sua cama.

A líder de torcida não podia esconder o quão feliz estava naquela tarde. Quinn nunca imaginou que se sentiria dessa forma em relação a uma garota – ou melhor, a ninguém. Claro que seu relacionamento com Puck foi muito bom, mas nem todos os meses que namorou o garoto se sentiu tão viva e feliz como estava naquele momento. Era uma sensação diferente e nova que fazia seu coração acelerar e seu estômago tinha pequenas asas de borboletas que batiam a fazendo ter um delicioso frio na barriga de ansiedade. O sorriso estampado em seu rosto não a deixava mentir. Quinn estava feliz e apesar de realmente não saber o que queria com Santana, foi sincera ao dizer que iria deixar que as coisas acontecessem naturalmente, até porque, ela não poderia pular para nenhuma conclusão, já que sequer sabia do que queria e estava confusa com tudo o que sentia.

– Quinn, isso é muito fofo! – Frances comentava, sorrindo.

– Sempre soube que ela gostava de você, Q. – Brittany falava animada. – Eu percebia o modo como ela te olhava. Santana gosta muito de você.

– Pois é, e pelo visto eu fui a única cega que não percebeu tudo isso. – Quinn balançava a cabeça negativamente.

– Mas nunca é tarde, Quinnie. Vocês vão sair hoje, e talvez, esse jantar te ajude a ter certeza do que está sentindo. Que na verdade, eu tenho certeza que você gosta dela também. – Brittany comentava, fazendo Frances rir.

– Britt está certa. Talvez esse jantar te dê alguma luz. – Frances comentava.

Apesar de estar empolgada e feliz com o convite de Santana, tinha apenas uma coisa no qual lhe dava medo. Seus pais.

Quinn não sabia ao certo como eles reagiriam ao saber que ela sairia com uma garota, e tinha certeza que nenhum deles aprovaria sua escolha. Fabray conhecia seu pai e temia que algo pior pudesse acontecer. Eles sempre deixaram muito claro o que pensam sobre homossexuais, e, apesar de não se rotular dessa forma – ainda, Quinn tinha medo de que eles a machucassem mentalmente – talvez até fisicamente, caso ela realmente tenha uma “luz” com esse jantar e descubra que o que sente por Santana, é algo que nunca sentiu por Puck.

– Conheço essa cara. – Frances comentava, fazendo Quinn sair de seu transe.

– Que cara? – A líder de torcida perguntava, franzindo o cenho.

– Essa. – Frances apontava para sua irmã. – Como sempre, você está pensando no que nossos pais achariam sobre tudo isso.

– Óbvio, Frances... – Quinn falava suavemente, se levantando e se aproximando de seu guarda-roupa. – Nós sabemos o quanto papai pensa sobre isso. Tenho medo do que pode acontecer se ele descobrir que estou indo ao um encontro com uma garota.

– Quinn... – Frances tentava interrompê-la, mas a mesma continuava.

– E-eu não sei o que vai acontecer comigo depois dessa noite, mas tenho certeza que vai ser tão difícil. Russel jamais aceitaria o fato da filha dele estar saindo com uma garota. – Quinn falava sem parar, passando a mão nas roupas de seu guarda-roupa. – Oh céus, e, e se eles me expulsarem de casa? Frann... –

– Quinn! – Frances agora estava ao lado de sua irmã, fazendo-a se virar para olhá-la. – Para de falar, pelo amor de Deus. Presta bem atenção no que vou te falar. – Frannie pousava suas mãos no rosto de Quinn, olhando em seus olhos. – Não importa o que aconteça, ou o que eles façam, eu vou sempre estar aqui, Quinn. Posso estar indo embora no final do semestre, mas nada impede que eu volte para cuidar de você, aliás, nada me impede de te ajudar mesmo estando fora de Lima. Não vou deixar que nada aconteça com você, está bem? Sempre te protegi e cuidei de você, dessa vez não será diferente. Você é minha irmã, e faço qualquer coisa por você. – Frannie sorria carinhosa, e apesar de estar com medo de seus pais, Quinn sentia o quão sincera sua irmã estava sendo e apenas assentiu lhe abraçando forte, se sentindo segura nos braços de Frannie.

– E você pode contar comigo também, Quinnie-Pooh! – Brittany se levantava, abraçando as duas irmãs. – Você sabe que faço qualquer coisa por você. Qualquer coisa. – Brittany sorria, depositando um beijo contra a sua cabeça, fazendo-a se virar e lhe dar um beijo na bochecha.

– Obrigada, Britt. Eu agradeço por vocês estarem dispostas a me ajudar. – Quinn sorria, saindo do abraço da irmã. – Não sei o que pode acontecer depois do encontro de hoje, mas seja o que for, agradeço muito. Sei que preciso parar de me preocupar com meus pais, mas é difícil. Por mais que eu queira me afastar, parece que Russel sempre consegue controlar minha vida.

– Mas ele não controla. – Frannie comentava. – Ele e nem a mamãe nos controla, Quinn. Aprendemos a controlar nossas próprias vidas sozinhas, e, sempre fizemos tudo para agradá-los, mas está na hora de você fazer algo que lhe agrade. Que lhe faça feliz, e se sair com Santana te faz feliz, pois então vá e aproveite cada minuto. Vou estar aqui lhe dando cobertura e fazendo o que for preciso para te ajudar e te proteger. Russel e Judy perderam o controle da minha vida há muitos anos atrás e sabem que não vão ter de volta. Não vou deixar que façam isso com você. – Frances falava suavemente, e Quinn segurava sua mão.

– Obrigada, Frances. E obrigada, Brittany. – Quinn se virava para sua melhor amiga. Apesar de tentar absolver somente as palavras de sua irmã, Quinn sentia uma pitada de medo de Russel, mas naquele momento deixaria que Frances cuidasse dela, e então, teria todo seu foco no encontro com Santana.

– Certo, agora vamos escolher uma ótima roupa para você. – Brittany entrava no closet de Quinn, se perdendo nos vestidos separados por cores da garota. – Afinal, você precisa estar linda para Santana. – Brittany provocava maliciosa, fazendo Quinn rir e agora as três se perdiam dentro do closet de Quinn.

Xxxx

Santana estava sentada na cadeira, em volta da mesa, enquanto tomava uma xícara de café para tentar se acalmar. A latina não conseguia fazer seu peito relaxar, e cada minuto que se passava, sentia como se fosse desmaiar.

Adorava ficar sozinha em casa, mas muitas vezes, quando se sentia perdida, Santana odiava não ter uma companhia. Eram apenas em horas como essas que sentia falta em ter uma amiga, mas arranjar uma amiga era impossível já que todo o seu colégio a maltratavam, e no bairro onde morava, Santana não tinha nenhuma amizade, apenas conhecia seus vizinhos, e a única família com quem seus pais tinham amizade de verdade, era com a mãe da pequena Rosie. Sua vizinha da rua de trás.

Santana sentia sua mão suando fria, e as borboletas em sua barriga voavam sem parar. Sua tia já tinha lhe avisado por mensagem de que o taxista a buscaria às 8 horas em ponto, e que não precisaria se preocupar com a volta para casa, porque o mesmo estava encarregado de levá-las e buscá-las.

A latina balançava seu pé sem parar embaixo da mesa, mordendo a lateral de sua bochecha, enquanto projetava toda sua noite em sua cabeça. Em Lima não tinha muito opção para um encontro romântico, e se tivesse um carro, Santana levaria Quinn para o seu lugar favorito. No campo onde finalmente admitiu sentir algo pela líder de torcida, mas tudo o que Santana poderia planejar para aquela noite, era um delicioso jantar no qual pudesse conhecer ainda mais o amor da sua vida, e, fazê-la lhe conhecer melhor e perceber o quão diferente era. Santana estava tão distraída, que sequer ouviu a porta de sua casa se abrindo.

– Tana! – A voz da pequena Rosie, fazia Santana pular em sua cadeira, fazendo a garotinha rir. – Ops.

– Rosie? – Santana perguntava confusa. – Hey...

– Oi Tana. – Rosie sorria, se aproximando da latina e se sentando na cadeira ao seu lado.

– Está tudo bem? – A latina perguntava preocupada ao ver Rosie em sua casa.

– Mhm, minha mami saiu e disse para eu ficar com a senhora Luna, mas eu não gosto de ficar com ela. – Rosie fazia careta. – A casa dela cheira a gato. – A garotinha franzia o nariz, fazendo Santana rir.

– Oh, e sua mami sabe que você está aqui?

– Sabe! – Rosie falava orgulhosa. – Falei que não iria ficar com a senhora Luna, que ficaria com você. – A pequena apontava para a latina, a fazendo sorrir.

– Tudo bem, não tem problema. Eu tenho um compromisso às oito horas, mas acho que sua mami chega antes, certo?

– Claro, Tana, mami só foi ao supermercado comprar meu cereal. Você sabia que agora ela compra cereal de chocolate? E da melhor marca? – Rosie falava animada, fazendo a latina rir. – Com o novo emprego que ela está de secretária, ‘tá ganhando muito bem, e pode até me dar dinheiro para ir a escola. – A garotinha sorria, fazendo Santana sorrir. Ela sabia o quanto a mãe de Rosie passava dificuldades por ser sozinha, e estava feliz em saber que a mesma estava finalmente avançando.

– Wow... Fico feliz por você, Rosie. Espero que dê tudo certo.

– Gracias, Tana. Oh, oh... Tana, eu até consegui mais dinheiro para colocar no meu cofre. – Rosie falava empolgada praticamente pulando na cadeira. – Acho que não vai demorar para eu comprar uma bicicleta.

– Sério? Isso é ótimo, short. Em breve você vai andar pela vizinhança com uma linda bicicleta rosa. – Santana brincava, apertando as bochechas da pequena latina a sua frente.

– Ew, Tana, rosa não. Você sabe que minha cor favorita é amarela. Minha bicicleta vai ser amarela. – Rosie comentava, revirando os olhos, fazendo Santana rir.

– Ok. Ok, senhorita Alvarez. Sua bicicleta será amarela. – A latina dava último gole em seu café, se levantando e colocando a xícara na lavadora. – E então, você está disposta a me ajudar a se arrumar? Porque preciso estar pronta para meu compromisso daqui há uma hora. – Santana falava sorrindo, e rapidamente Rosie assentia.

– Qual compro... Compromi...

– Compromisso. – Santana ajudava Rosie, que raramente ainda tinha dificuldades com suas palavras em inglês.

– Isso, qual compromisso você tem hoje, Tana? – Rosie falava com seu sotaque, fazendo a latina sorrir.

– Mmm... Não sei se devo te contar. – Santana semicerrava os olhos, começando a ir em direção ao seu quarto.

– Por que? – Rosie pulava da cadeira, correndo atrás de Santana, curiosa. – Tana, eu sou sua melhor amiga, você pode me contar tudo. – A garotinha falava seria, sussurrando.

– Oh, é mesmo? Minha melhor amiga? – Santana entrava em seu quarto, e Rosie pulava em sua cama, abraçando o urso de pelúcia em cima da mesma.

– Por supuesto que si, Tana. – Rosie falava em espanhol. – Soy tu mejor amigo, puedes confiar em mi. – A pequena colocava a mão no coração, fazendo Santana rir.

– Está bem, curiosa. – Santana se aproximou da cama, levantando seu dedo mindinho. – Promete que não vai contar para ninguém?

– Prometo. – Rosie entrelaçava seu dedinho ao de Santana, e apesar da latina ser uma garota reservada, Rosie e sua mãe era as únicas do bairro que sabiam da opção sexual a garota, até porque, Valentina – mãe de Rosie, foi à única fora da família que soube de todo o sofrimento que passou em sua antiga escola. Valentina trabalhava em seu antigo colégio e foi quem cuidou dela enquanto esteve lá.

– Bom, convidei uma garota que gosto muito para sair comigo essa noite. – Santana falava suavemente. – Eu acho que já falei dela para você, é a...

– Quinn? – Rosie sorria de orelha a orelha, ao interromper a latina. – Você vai sair com a Quinn? Me lembro de você me falar dela, depois que vi um de seus desenhos, Tana. Que inclusive era ela. – A garotinha sorria.

– Sim, Rosie, é a Quinn. Eu a convidei para sair essa noite, e vamos jantar.

– Wow, seu primeiro encontro, Tana.

– Como você sabe que é meu primeiro encontro? – Santana semicerrava os olhos.

– Porque você nunca saiu com ninguém, porque sempre passava as noites sendo minha babá. – Rosie fazia um bico suave, assentindo. – Então, deve ser o seu primeiro encontro, certo? Oh, Tana! – A pequena pulava na cama, ficando de joelhos. – Você vai sair vestida de princesa? E a Quinn vai ser a sua outra princesa? – Santana começava a rir, se levantando da cama.

– Você é realmente muito inteligente, e não, Rosie, não vou me vestir como uma princesa, talvez Quinn vá? – Santana sorria. – Enfim, qualquer coisa que ela usar, eu tenho certeza que vai ficar lindo.

– Isso é muito legal, Tana! – Rosie pulava de joelhos na cama da latina. – Você vai trazê-la aqui?

– Rosie, por que eu a tragaria aqui? – Santana perguntava confusa.

– Porque eu quero conhecê-la, Tana.

– Bom, se a senhorita estivesse vindo aqui no meu aniversário, talvez teria conhecido a Quinn. – Santana cruzava os braços, e Rosie fazia o mesmo.

– Eu teria vindo, se minha mamãe não tivesse me levado para visitar minha abuela. – A pequena fazia a mesma cara de Santana, e as duas ficavam se olhando por alguns segundos.

– Tá, te perdoo por ter perdido meu aniversário. – Santana falava sem tirar os olhos da pequena.

– Acho bom! – Rosie respondia no mesmo tom sério e brincalhão, imitando a adolescente a sua frente. – E tia Maribel ainda me deve uma deliciosa torta de morango.

– Isso, você resolva com ela, não comigo. Agora se a senhorita me da licença, vou tomar banho. – Santana mostrava a língua para Rosie, se aproximando da mesma na cama, e a derrubando no colchão fazendo cócegas na pequena.

– Ah! Tana. – Rosie ria sem parar, tentando segurar a mão de Santana. – Se-sem cócegas, por favor. – A garotinha ria, se encolhendo e Santana depositou um beijo em sua testa, antes de se afastar.

– Você sabe o que fazer. Vou tomar banho, se quiser ligar a TV fique a vontade. Não demoro. – Santana virava em direção ao banheiro e Rosie lhe jogava um de seus ursos, começando a rir ao acertar as costas da latina.

– Rápido, Maria. – Rosie brincava, ao chama-la pelo seu segundo nome.

Xxxx

– Você está linda, Quinn! – Frances entrava no quarto da irmã, antes de sair com um de seus amigos.

– Você tem certeza? – Quinn perguntava indecisa.

Após escolher quatro diferentes roupas, com ajuda de Brittany, finalmente Quinn tinha se decidido. Ela usava um vestido branco de renda, no cumprimento de suas coxas, com uma meia calça branca, uma bota marrom acinzentada, com um casaquinho bege, e por cima um cachecol rosé. Seu cabelo estava solto na altura de seus ombros e uma leve maquiagem destacava seus olhos.

– Você está linda, e tenho certeza que Santana vai adorar. – Frances se aproximava, passando o dedo a baixo dos olhos da irmã, tirando uma mancha de rímel. – Onde está Brittany?

– Ela acabou de ir embora. A mãe dela ligou e elas vão sair para jantar essa noite. – Quinn sorria, se virando novamente para o espelho. — E-eu estou nervosa, Frannie. E se der alguma coisa errada? E se... –

– Quinn, pare de ser negativa, está bem? – Frannie falava suavemente. – Vai dar tudo certo, está bem? Tente não se preocupar com Russel ou Judy enquanto estiver com Santana. Seja você mesma, e lembre-se de que eu vou estar ao seu lado. Seja lá o que acontecer essa noite, vou cuidar de você, e vai dar tudo certo. Farei o que for preciso para papai e mamãe não se envolverem até a hora em que você tiver certeza do que quer, e então, partiremos em um plano a partir daí. – Frances sorria. – Aproveite e curta o momento. Não se preocupe com o depois, porque eu vou cuidar do seu depois... Pelo menos aqui na nossa casa, porque com a Santana é você quem vai. – Frances brincava, fazendo Quinn rir.

– O engraçado é que sequer sei o que quero ou o que vai acontecer essa noite. Não sei o que sinto por Santana, mas é algo bom que me faz querer ir a esse encontro com ela e a muito mais. Um frio na barriga, ao pensar sobre ela e eu não sei o que isso significa. – Quinn respirava fundo, olhando para sua irmã. – Talvez eu esteja apenas gostando dela, ou então é apenas atração por ainda não conseguir esquecer as coisas fofas que ela me disse no dia em que descobri sobre Puck. – Quinn encolhia seus ombros. – Disse á ela que queria deixar as coisas acontecerem naturalmente, então é melhor ir com calma, certo? Eu ainda estou muito confusa, Frann, e não quero machucá-la pulando em algo que sequer tenho noção do que estou fazendo. Sempre me imaginei namorando garotos. Nunca me vi com uma garota antes e não posso mentir dizendo que isso não me assusta, porque estou apavorada. – Quinn sorria suavemente. – Eu sei que ela sente algo por mim, ela mesma disse que é apaixonada por mim, e, tenho medo de machucá-la por não sentir o mesmo. Medo de tentar e machucá-la no processo.

– Quinn...

– Eu sei que devo sentir algo por ela, certo? Porque essas borboletas na minha barriga não são normais, Frannie. O modo como ela me faz sentir quando estou ao seu lado, não é normal também, porque Puck nunca me fez sentir dessa forma. Céus, e-eu estou tão confusa, não sei o que fazer. Será que estou fazendo certo em sair com ela hoje à noite? E se eu estragar tudo e machucá-la? Frannie... –

– Quinn! – Frances a interrompia. – Respira. Olha pra mim. Vai ficar tudo bem. E você estar confusa e assustada é normal. Eu me senti assim quando sai com David no nosso primeiro encontro. Eu não sabia se sentia algo por ele também, mas Lucy, encontros, passeios, servem exatamente para isso. Para termos certeza do que sentimos, para você conhecê-la melhor. Você nunca vai saber o que sente, ou se vai gostar dela se não saírem. Encontros, passeios, passar tempos juntos servem para isso. Se conhecerem melhor e ter a certeza se isso vai ter algum futuro ou não. Então respira, little sis, se preocupe essa noite apenas no que você está sentindo e no quanto está ansiosa para vê-la. – Frances sorria. – O modo como você acabou de se descreve, mostra sim o quanto está confusa com o que sente, mas também mostra o quanto você está gostando dela e se importando com Santana. Você não vai machucá-la. Vai ficar tudo bem. Talvez precise de mais alguns encontros para você ter certeza do que sente, mas Quinn, leve o tempo que precisar para ter a certeza do que quer. Não tenho dúvidas de que Santana vai ser paciente e esperar e te respeitar. E novamente, não se preocupe com papai e mamãe, se preocupe na sua felicidade que deles eu cuido. – Frances dava um beijo na bochecha da irmã. – Te amo, Lucy Quinn. Divirta-se e aproveite cada segundo.

– Obrigada, Frannie. Obrigada. – Quinn respirava fundo, absolvendo todas as palavras de sua irmã. Ela sabia que Frannie tinha razão, e apesar de estar apavorada, Quinn empurraria esse sentimento para trás, sem deixar que isso atrapalhasse sua noite com Santana.

– Você está linda! – Frances comentava. – Bom, preciso ir, porque também tenho um encontro essa noite. – Frances arqueava suas sobrancelhas, fazendo Quinn rir.

– Mhm, sei... Seus encontros são muito diferentes dos meus, Francesca. – Quinn brincava.

– Oh, meu amor, depois que você termina um relacionamento de dois anos, seus próximos encontros ficam muito mais divertidos. – Frances piscava maliciosa, fazendo Quinn rir ainda mais.

– Se Russel descobrir que você, Francesca Fabray, a favorita, é a ovelha negra da família, sem dúvidas ele te mataria.

– Até ele descobrir eu já vou estar em Nova York, e ele não terá autoridade nenhuma mais sobre a minha vida. – Frances respondia. – Te amo, Quinnie. Preciso ir. Divirta-se. – Frances mandava beijos para Quinn, antes de sair as pressas do quarto da garota para encontrar seu “amigo”.

Quinn voltou sua atenção novamente para o espelho, e enquanto se olhava, sabia que não podia ser negativa. Precisava pensar que tudo daria certo e que essa noite seria apenas um jantar no qual ela teria a oportunidade de saber ainda mais sobre Santana. Não era como se Quinn estivesse a ponto de tomar uma decisão naquela noite, pelo contrário, aquele jantar, seria uma chance de poder caminhar na direção que tiraria todas suas dúvidas em relação ao que sentia.

Xxxx

– Você está linda, Tana! – Rosie falava animada, ao ajudar Santana com a maquiagem. – Adorei seu arco.

– Obrigada, Rosie. – Santana sorria, se levantando da cadeira e pegando seu celular.

– Seus pais sabem que você vai sair? Porque tio Alê e tia Bel ainda não chegaram. Eles deixam mesmo você sair sozinha? – Rosie andava atrás de Santana, preocupada.

– Não se preocupe, short, meus pais sabem que tenho um encontro hoje. E acho que meu pai deve chegar em alguns minutos, talvez até antes de eu sair? – Santana olhava para o relógio que marcava 7 horas e 40 minutos, e no mesmo instante, a campainha da casa da latina tocou, fazendo as duas pularem de susto.

– Deve ser minha mama. – Rosie falava confusa, e Santana se aproximou abrindo a porta e encontrando Valentina com um sorriso no rosto.

– Hey, Santana, como vai?

– Oi Valentina, estou bem e você? – Santana sorria, dando passagem para Valentina entrar em sua casa.

– Mama! – Rosie abraçava a mãe pela cintura, deitando a cabeça em sua barriga.

– Oh, como vai, mijá? – Valentina sorria, passando a mão no cabelo escuro da filha. – E eu estou bem, Santana, obrigada. Espero que essa bagunceira não tenha te dado trabalho.

– Imagina, Rosie nunca da trabalho. Ela é uma ótima companhia, e adoro quando ela vem me visitar. – Santana respondia sincera.

– Ela se comportou?

– Mama, eu me comportei e até ajudei a Tana a se arrumar. Ela vai sair hoje. – Rosie olhava para Santana, piscando para a mesma.

– Ah é mesmo? – Valentina falava com a filha.

– Mhm, mas isso é um segredo só nosso. – Rosie falava orgulhosa, por estar guardando o segredo da latina.

– Oh, okay, mijá, então não vou insistir para você me contar. – Valentina brincava, depositando um beijo na cabeça da filha. – Está pronta para irmos? Fiz uma comida deliciosa para jantarmos essa noite, e seu suco favorito.

– Suco de uva? – Rosie perguntava animada e começou a pular quando Valentina assentiu.

– Essa garota é viciada em sucos de uva, tortas de morango e chocolates. – Santana comentava balançando a cabeça.

– Acredite, esse monstrinho come de tudo. – Valentina revirava os olhos. – Bom, obrigada por ter ficado com ela essa tarde, Tana. Espero realmente não ter atrapalhado.

– Imagina, Val. Eu adoro passar um tempo com a minha garota favorita. – Santana sorria em direção a Rosie e ambas franziam o nariz uma para a outra. – Sabe que quando precisar é só mandá-la para cá.

– Muito obrigada, Tana. Prometo que na próxima vez eu acerto tudo com você.

– Imagina, Valentina, não precisa. Está tudo bem. – Santana sorria e logo Rosie estava com seus braços em volta de sua cintura. – Wow...

– Te amo, Tana. Gracias por ter me deixado ser sua companhia hoje. Promete que vamos passar mais tempo juntas novamente? – Rosie perguntava, levantando seu dedinho mindinho.

– Eu te amo, short. E claro que prometo. – Santana entrelaçava seu dedinho ao de Rosie. – Você é minha garota favorita, vamos passar ainda muitos dias juntas e vamos ter muitas noites do pijama. – A latina depositava um beijo no dedinho de Rosie.

– Está bem. Vamos, mama? Estou ansiosa para ver o que a senhora comprou. – Rosie corria para fora da casa de Santana, esperando sua mãe no jardim.

– Obrigada novamente, Tana. Aproveita sua noite, está bem? Mande um abraço para seus pais. – Valentina se aproximou da garota, depositando um beijo em sua bochecha.

– Obrigada, Valentina. Tenham uma boa noite. – Santana sorria, acenando para mãe e filha que se distanciavam de sua casa.

Graças a Rosie, Santana conseguiu se acalmar enquanto se arrumava. Sua mente não focava somente em seu encontro com Quinn, como também nas coisas boas que se forçava a pensar. Rosie falava sem parar do quanto a noite seria perfeita como um condo de fadas fazendo Santana realmente acreditar que tudo seria perfeito. Apesar de ser seu primeiro encontro e não saber o que fazer, Santana tentava ser positiva. Ela sabia que não podia criar esperanças, mas talvez, se Quinn concordou em sair com ela, isso poderia ser um sinal, certo? Talvez Quinn realmente estivesse lhe dando carta verde para se aproximar.

Mas e se ela estiver saindo comigo apenas como amiga? Santana pensava, após se encontrar sozinha novamente em sua casa. Ugh! Será que eu deveria ter especificado minhas intenções com o convite? Agora ela vai achar que somos apenas amigas e... Vai dar tudo errado. Vai dar tudo errado. Santana começava a andar de um lado para o outro, sentindo seu peito explodir, assustada. Ela ajeitava seu óculos a cada dois segundos, sentindo suas mãos voltarem a suar frio. Antes mesmo que pudesse pedir ajuda para sua tia, uma buzina do lado de fora de sua casa a fez sair de seu transe, e correr para abrir a porta, encontrando um táxi parado logo a frente.

Santana respirou fundo, segurando a vontade de chorar repentina que aparecia em seu peito. Sabendo que não podia mais voltar a trás, fechou a porta de sua casa, segurando apenas o celular em sua mão com uma pequena carteira com o dinheiro que Eva lhe deu e se aproximou do motorista que lhe esperava do lado de fora.

– Oh, você deve ser Santana, certo? Sobrinha da doutora Lopez. – Um senhor de cabelo grisalho falava simpático estendendo a mão para Santana. – Meu nome é Greg, serei seu taxista particular. – O senhor sorria, e Santana estendeu a mão para cumprimentá-lo.

– Isso, eu sou Santana. – A latina falava suavemente.

– Não se preocupe, sou um grande amigo da sua tia. Ela salvou a vida da minha filha. – Greg falava simpático abrindo a porta do táxi para Santana. – Devo muito á ela.

– Minha tia é realmente uma excelente neurologista. – Santana sorria nervosa, fechando a porta do carro, e logo Greg estava no banco da frente. – Mmmm, não sei se já te passaram o endereço, mas primeiro nós precisamos ir buscar uma pessoa. – A latina falava suavemente, tirando um pedaço de papel de sua carteira e entregando para o motorista. – Neste endereço, por favor.

– Oh, na casa dos Fabray? – Greg respondia, logo que leu o endereço. – Senhor Russel utiliza muito meus serviços como motorista particular. – O motorista dava partida no carro, seguindo caminho para casa de Quinn.

No caminho, Santana tentava não deixar seus pensamentos lhe prenderam. Aproveitando por ainda estar sozinha, mandou rapidamente uma mensagem para sua tia.

Santana: Tia, e se a Quinn achar que estamos saindo como amigas? Você acha que eu deveria ter dito alguma coisa? Eu me sinto a pessoa mais idiota do mundo, e tão estupida. Nunca fui a um encontro antes e me sinto completamente perdida. X

A latina sentia seus olhos encherem de lágrimas e o medo e a insegurança começavam a palpitar ferozmente em seu peito. Santana sempre foi insegura e o medo de deixar pessoas entrarem em sua vida sempre a atrapalhava. O medo de não ser o suficiente para Quinn a atrapalhava. Ela estava assustada e não sabia mais se ir a esse encontro era uma boa ideia. Talvez Quinn apenas tivesse lhe dado carta verde para serem amigas, e Santana entendeu tudo errado. Céus, ela estava em pânico e não tinha ninguém para correr. Não tinha ninguém que lhe acalmasse naquele momento. Ela precisava ser positiva, mas seus traumas faziam todos seus medos aparecerem juntos na tentativa de atrapalhar toda sua noite, mas claro, que Santana não sabia que uma simples mensagem mudaria tudo aquilo.

Tia Eva: Oh céus, mijá, faço ideia do quanto você deve estar nervosa, eu adoraria estar aí com você, mas meu amor, não fique nervosa, está bem? Vai dar tudo certo. Não deixe seus medos te atrapalharem, Santana. Quinn sabe que isso não é um encontro apenas entre amigas. Ela sabe, pumpkin. E o melhor de tudo, é que ela está te dando espaço para se aproximar, então aproveite cada abertura que ela der, Santana. Aproveite e não deixe seu medo atrapalhar, porque você merece ser feliz. Primeiro encontro é sempre assim, todos ficamos nervosas, mas acredite, ela gosta de você, caso contrário, não teria aceitado seu convite. Ela SABE, pumpkin. Te amo. x

Santana leu a mensagem de sua tia, fechando seus olhos por alguns segundos. Tentando controlar sua respiração, e acalmar seu coração acelerado.

– Ela sabe. Ela sabe. – Santana sussurrava consigo mesma. Ela sabia que sua tia tinha razão, e talvez esse nervosismo seja normal para o primeiro encontro, certo? A latina começou a contar até dez, tentando ignorar todos os pensamentos negativos e inseguros que forçavam estragar sua noite.

Não demorou para que Greg estacionasse seu carro em frente a casa de Quinn. A latina olhou pela janela, reparando o quão grande a casa era. Sem dúvidas Quinn tinha uma família rica. Não era uma enorme mansão como as de Hollywood, mas provavelmente poderia se considerar uma das melhores casas da classe média em Lima. Três carros estacionados na garagem chamavam atenção, e Santana sabia que um deles era o de Quinn. Os outros dois carros executivos, sem dúvidas eram de Russel e Judy. Santana não sabia se deveria ir até lá e tocar a campainha ou avisar Quinn por mensagem, mas com medo da reação dos pais da loira, optou por uma simples mensagem avisando que estava em um táxi logo a frente da casa.

Um minuto depois a porta da casa se abriu, e Quinn saía rapidamente, segurando sua bolsa, e andando as pressas até o carro. Santana não conseguia conter o sorriso apaixonado ao ver o quão linda Quinn estava, e desceu do táxi no intuito de encontrar a líder de torcida na porta.

– Hey... – Quinn sorria nervosa, sussurrando ao se aproximar de Santana.

– Hey... V-você está linda. – Santana falava suavemente, e em forma de agradecimento, Quinn depositou um beijo na bochecha da latina, a deixando perdida por alguns segundos.

– Obrigada, Tana. Você também está linda. Já comentei que acho fofo quando você usa tiaras? – Quinn comentava suavemente, fazendo Santana ficar vermelha.

– O-obrigada, Quinn. – A latina sorria, respirando fundo. – Nós... Mmm... nós podemos ir?

– Claro! – Quinn respondida e Santana abria a porta do táxi, deixando que Quinn entrasse primeiro, antes de entrar logo atrás, fechando a porta.

– Mmm... Sei que talvez você não esperava que fossemos sair de táxi, mas e-eu... Mmm, eu não tenho carro, e muito menos minha carteira de motorista, e minha tia pediu que Greg nos levássemos. – Santana falava timidamente, com medo de que o táxi não fosse o suficiente para Quinn.

– Tana, não tem problema. Eu sairia com você mesmo que fossemos andando. – Quinn respondia carinhosa, virando-se para olhar a latina tímida ao seu lado.

– Mesmo? – Santana perguntava insegura.

– Mesmo, Tana. – Quinn sorria, fazendo o coração de Santana derreter se sentindo aliviada, e ao ver o sorriso e os olhos sinceros de Quinn, de repente toda a insegurança e medo que sentia há minutos atrás, desapareciam como mágica, fazendo-a apenas esperar o melhor daquela noite.

Notas finais
E então? Gostaram? Espero que sim. :) O próximo capítulo será a segunda parte. Wooo! Como será que vai ser o encontro delas, huh? Haha. Meus leitores queridos, prometo que não vou mais ficar segurando o passado da Santana. Em breve ele será contado! Só dando esse aviso, pra vocês não acharem que to enrolando, o fato é que precisa ser contado na hora certa. Tenham paciência, pretty please. xxx Enfim, review? xxxxxxxxxxx