Hurricane

6 I should give you up


Notas iniciais
Oiii gente linda! Novo capítulo para vocês aproveitarem. Xxxxxx

Sem entender o que tinha acontecido com Santana, Quinn foi para sua próxima aula furiosa com Kitty e suas colegas. A sua jaqueta deveria ter ajudado a latina e não prejudicado.

Enquanto andava as pressas pelos corredores, Quinn sentia a raiva pelo seu corpo a ponto de querer estapear Kitty pelo o que tinha acontecido. Para sua felicidade, não demorou para que ela avistasse as outras cheerios próximas ao seu armário com sua jaqueta. A jaqueta que deveria estar com Santana, nas mãos de Kitty.

– Quinn! – Kitty sorria. – Olha, conseguimos sua jaqueta de volta. – Quinn olhava com sua sobrancelha arqueada para as garotas a sua frente, se segurando para não enforcar todas elas. – Acredita que aquela perdedora da... Mmm... Como é mesmo o nome dela? – Kitty perguntava a garota ao seu lado.

– Samantha? – A morena respondia indiferente. Revirando os olhos.

– Santana. O nome dela é Santana. – Quinn falava irritada.

– Ah isso. Então, aquela garota, estava usando a sua jaqueta, Quinn. Provavelmente você deve ter esquecido em algum lugar e aquela idiota roubou. – Kitty falava orgulhosa. – Ela realmente achou que não íamos vê-la com sua jaqueta. Que idiota. – Kitty e as outras garotas começavam a rir e no mesmo instante, Quinn sentiu seu sangue subir.

Fabray empurrou Kitty com força contra o armário, fazendo as outras garotas se assustarem. Quinn aproximou seu rosto ao de Kitty, olhando furiosa nos olhos da garota.

– Eu mandei vocês deixá-la em paz. – Quinn batia no armário fazendo Kitty pular, assustada com o que estava acontecendo, afinal, todas as cheerios sabiam que não deviam mexer com Quinn Fabray. – A única idiota aqui é você. São todas vocês. Eu emprestei a jaqueta para Santana. Fui eu quem pedi para que ela usasse.

– Quinn... –

– Eu não quero ouvir sua voz! – Quinn gritava, fazendo Kitty arregalar os olhos. – Eu estou falando sério, Kitty. Fiquem longe da Santana ou faço da vida de vocês um inferno! – Fabray tirou a jaqueta da mão da garota, saindo furiosa para encontrar a única pessoa que lhe acalmaria naquele momento.

– Wow... – Ashley, uma das amigas de Kitty comentava atrás da mesma. – Você realmente é muito idiota em achar que ajudaria Quinn. Espero que tenha visto isso como uma lição. – A morena falava. – Agora, por favor, me incluam fora de qualquer plano ridículo que resolverem inventar da próxima vez. – Ashley virava as costas para suas amigas, as deixando sozinhas.

– Alguma coisa está acontecendo entre Quinn e aquela perdedora. – Kitty olhava para suas amigas. – Mas nós sabemos o quanto isso é ruim para nós cheerios e obviamente, não vamos deixar aquela latina se aproximar da nossa Quinn. – A líder de torcida falava possessiva, fazendo algumas de suas amigas a olharem confusas.

Enquanto andava pelos corredores do colégio, Quinn sentia seu peito doendo ao se lembrar das palavras de Santana. Ela queria tanto se aproximar da latina. Era tão difícil vê-la sofrendo daquela forma e Quinn não queria que Santana a afastasse. Fabray não ia deixar a latina sozinha e faria o que fosse para mostrar a mesma que ela não teve culpa por Kitty ter feito o que fez.

– Quinnie-Pooh. – A pessoa que Quinn tanto procurava, aparecia logo a sua frente, com o sorriso mais inocente que sempre a fazia se sentir melhor.

– Brittany! – Quinn abriu seus braços, passando-os em volta do pescoço de sua amiga, começando a chorar.

– Quinnie, o que houve? Não chora. – Brittany falava carinhosa, passando uma de suas mãos pelo cabelo de Quinn. – Por que você está triste?

– Santana me odeia, B. – Quinn deitava sua cabeça no ombro de Brittany. – E-eu não sei o que fazer. – Fabray se afastava de sua amiga, passando as mãos em seu rosto.

– Primeiro, pare de chorar. – Brittany sorria, ajeitando o cabelo de Quinn. – E segundo, ela não te odeia, bobinha. Ela só não está acostumada a ter amigos, Quinnie. Santana provavelmente deve estar estranhando que agora resolvemos nos preocupar com ela. – Algumas vezes Quinn realmente se surpreendia com Brittany, e era exatamente por isso que Brittany S. Pierce era a única pessoa que conseguia lhe fazer bem.

– Você acha mesmo?

– Claro. Vamos procurá-la e dizer que você gosta dela. – Quinn no mesmo instante arregalou os olhos.

– O-o que? – Fabray perguntava. – Como assim, Brittany?

– Oras, você gosta dela, Quinnie-Pooh. É óbvio. Não parou de falar dela desde quando a vimos pela primeira vez. Podem achar que sou estúpida, mas eu vejo o modo como você a olha de longe e como você fica quando está perto dela. – Brittany sorria, mas Quinn continuava confusa. – Você gosta dela. Só não sei o que faremos com o Puck. – A dançarina franzia o cenho.

– Brittany! E-eu não gosto dela. – Não, eu não gosto dela. Quinn pensou. – Sempre me preocupei com Santana, é diferente. – É diferente, certo? Claro, é diferente. Quinn respirava fundo.

– Tudo bem, mas você sabe que não precisa esconder nada de mim. Jamais te julgaria. – Brittany depositava um beijo na bochecha de Quinn, começando a andar a sua frente, enquanto a mesma ficava parada assustada com o que tinha acabado de ouvir.

Com certeza isso era coisa da cabeça de Brittany. Quinn não gostava da Santana dessa maneira, ela apenas se preocupava com a latina. Até porque, Quinn namora Puck e tem certeza que gosta dele. Ela não o ama, mas gosta o suficiente para namorarem, certo? Claro, ela gosta do Puck, e Quinn Fabray não é gay.

Após fugir de Quinn, Santana correu para fora do colégio, se sentando embaixo das arquibancadas no canto de futebol. Apesar de estar com frio, a latina estava cansada de chorar por tudo o que acontecia e decidiu que ficaria longe de todos e principalmente de Quinn.

Desde quando entrou em William McKinley High School, Santana Lopez não passou um dia sequer sem receber qualquer tipo de Bullying. Claro que todos os empurrões, as palavras que recebia. Os slushies a machucavam, mas nada a machucou mais do que hoje. Nada a machucava mais do que achar que Quinn Fabray, o amor da sua vida, era uma das que estavam zombando da sua cara.

Imaginar que talvez tudo isso pudesse ser armação de Quinn, fazia seu coração apertar como nunca. Seu peito começava a doer a fazendo fechar os olhos se concentrando para não chorar novamente. Santana se recusava a chorar por Quinn. Se recusava a chorar por sua vida. Ela estava tão cansada disso tudo. Santana queria ir embora dali. Daquela escola, daquela cidade. Queria se afastar de todo mundo, mas ao mesmo tempo, ela sabia que seus pais precisavam dela.

Cansada de se sentir uma perdedora, Santana faria o possível para continuar invisível no colégio, até porque, o ano logo terminaria e ela logo tiraria suas férias em NYC com sua tia. Esqueceria de tudo e se afastaria de todos.

Enquanto Santana continuava sentada embaixo da arquibancada, começava ouvir risadas que iam se aproximando. A latina não queria ser vista por ninguém, e sabia que se fosse alguma líder de torcida, não iria deixá-la em paz.

A latina se encolheu, escondendo entre as últimas arquibancadas, esperando que a dona da risada passasse com quem estivesse, para que ela pudesse continuar no seu momento de paz. Santana podia ver entre os bancos a garota se aproximando com um rapaz logo atrás dela, lhe agarrando. Céus, não deixem que os dois se peguem na minha frente. Santana pensou, fazendo careta ao perceber que os dois se beijavam.

Ela não podia ver o garoto, mas sabia que a garota morena, era uma das líderes de torcida que junto com Kitty, fez com que tirasse a jaqueta que Quinn lhe emprestou. O casal parecia intimo demais para os olhos da latina. O garoto no qual Santana não conseguia ver, passava sua mão para dentro da blusa da garota e Santana sabia exatamente no que isso ia dar.

– Mmmm... Para a cabine. – A garota falava gemendo. – Vamos para a cabine, não quero que ninguém nos veja aqui. – A líder de torcida se afastou do garoto e foi então que Santana congelou.

Os olhos da latina se arregalaram e sem acreditar no que estava vendo. Noah Puckerman. Puck, o namorado de Quinn, estava se atracando com outra líder de torcida. Santana ficou paralisada ao ver aquilo. Ela sempre soube que Quinn era boa demais para Noah, mas nunca imaginou que ele era esse tipo de cara. No qual traí a namora com a própria amiga.

Santana começava a sentir raiva por saber que Puck estava traindo Quinn. Céus, como alguém pode trair Quinn Fabray. Ela é linda, inteligente, fofa, tem um sorriso lindo – o preferido de Santana. Quinn era a garota mais linda que Santana já viu e não conseguia entender como Puck tinha coragem de fazer isso. Machucá-la dessa forma.

Eu vou matar ele! Santana pensava, fechando suas mãos com força. A latina sabia como bater em um homem, afinal, ela faz aulas de defesa pessoal e sabe como derrubar uma pessoa. Puck não é nada comparado com Jamie, ela o derrubaria com facilidade pela arquibancada.

Os dois passavam por cima de onde Santana estava e antes de se levantar, a latina paralisou pensando antes de agir. Óbvio que ela não podia fazer nada contra Puck. Depois do que aconteceu em seu último colégio, Maribel a fez prometer que não usaria nenhum dos seus talentos em luta com ninguém. A latina respirou fundo deixando que Puck passasse com a morena, e Santana apenas pôde segui-los com seus olhos enquanto entravam praticamente sem roupas dentro da cabine.

Santana levantou furiosa de seu esconderijo sem saber o que fazer. Ela não podia deixar Quinn passar por isso. Sabe-se Deus há quanto tempo Puck está a traindo e Quinn Fabray, a garota mais dócil, não merecia nada disso. Não merecia um namorado como Puckerman.

O que eu faço? Santana pensou. Ela estava tão furiosa com a situação que até mesmo se esqueceu do frio que passava.

– Santana? – Para surpresa da latina, o destino parecia facilitar as coisas para ela. – Tana? – Quinn e Brittany se aproximavam de Santana, que estava paralisada próxima à cabine.

– Mmm... Hey. – Santana falava sussurrando, olhando para todos os lados, menos para Quinn e Brittany.

– San, o que você está fazendo aqui fora? Céus, você deve estar congelando. – Brittany tirava a jaqueta da mão de Quinn, passando a mesma em volta do ombro de Santana.

– E-eu não posso usar isso novamente. Já sei que foi tudo armação de vocês, certo? – Santana falava irritada. – Não preciso disso. – A latina tirava a jaqueta de seus ombros, devolvendo-a para Brittany.

– Tana, eu juro que não tivemos nada a ver com o que Kitty fez. – Agora era Quinn quem falava e pela primeira vez, Santana levantava sua cabeça, encontrando o olhar da líder de torcida, percebendo o quão vermelho estava. – Se eu soubesse que elas iriam fazer isso, juro que teríamos ido te buscar na sua casa se possível. – Fabray usava um tom de voz no qual Santana nunca tinha ouvido antes. Era sincero. A latina podia ver nos olhos de ambas as loiras a sua frente de que estavam sendo sinceras. – Me desculpa. Eu prometo que isso não vai acontecer novamente. – Quinn sorria devolvendo a jaqueta para Santana. – Por favor, Tana, usa essa jaqueta. Você deve estar congelando. Por favor. – E Santana realmente estava congelando. A latina já estava cansada de passar frio e após um momento de hesitação, resolveu aceitar, mesmo sua cabeça dizendo não. Antes que uma delas pudesse dizer mais alguma coisa, um gemido alto soava de dentro da cabine, fazendo Brittany e Quinn olhar em direção à porta.

– Wow... Tem alguém se divertindo lá dentro. – Brittany falava rindo, mas Santana começava a ficar tensa.

– Mmmm... Não para, mais rápido. – A garota gemia, fazendo Quinn arquear suas sobrancelhas se sentindo desconfortável.

Santana queria levar as duas para longe dali. Ela não queria que Quinn visse quem realmente estava lá dentro fazendo sexo com uma líder de torcida, que por sinal, era uma de suas amigas. A latina começava a entrar em pânico, pensando no que faria, mas antes que a mesma pudesse dizer ou fazer qualquer coisa, o que ela mais temia aconteceu.

– Mmm, ah meu Deus, Puckerman, eu estou quase lá! – A garota gritou e dessa vez, Brittany e Santana arregalaram os olhos olhando para Quinn.

Fabray congelou onde estava encarando a porta a sua frente. Ela não tinha certeza se realmente tinha ouvido certo, mas a garota acabou de gritar o nome do seu namorado? Foi isso mesmo? Foi exatamente isso que ela ouviu? Quinn sentia seu coração disparando, enquanto sua respiração acelerava. Santana e Brittany a olhavam, e a latina pensava em tirá-la de lá antes que algo pior acontecesse.

– Porra, baby, você está tão gostosinha. – E para confirmar o pensamento de Quinn, a voz do próprio Puck soava através da porta, fazendo a garota que estava com ele, gemer ainda mais alto.

Santana se sentia seu corpo fervendo de raiva por Puck estar fazendo isso com Quinn. Ela podia ver o olhar machucada estampado nos olhos castanho-esverdeados da loira. Santana podia ver as lágrimas se formando nos olhos de Fabray, e falava mal de Puck mentalmente por estar machucando o amor da sua vida.

– Quinn? – Brittany falava suavemente, colocando sua mão no braço de Quinn, e com um simples toque, pareceu ter feito Fabray ligar.

A líder de torcida começou subir as arquibancadas rapidamente, com Santana e Brittany logo atrás, não demorou para Quinn alcançasse a maçaneta da porta e assim que a abriu, seu rosto ficou vermelho de raiva ao ver o que estava a sua frente.

– Quinn? – A garota morena que estava sentada na mesa da aparelhagem de som, arregalou os olhos colocando as mãos nos ombros de Puck e o empurrando.

– Baby. – Puck colocava suas calças e antes que pudesse dizer qualquer coisa, um grande estalo ecoou dentro da cabine e todos olhavam em choque para Quinn, que tinha acabado de dar um tapa contra o rosto da morena.

– Eu disse que faria da sua vida um inferno, Ashley. – Quinn falava com tanto ódio em sua voz, que até mesmo Santana ficou assustada. – E você... – Agora Quinn se virava para Puck. – Não fala comigo nunca mais. Não me liga. Não me manda mensagem. Não olha pra mim enquanto eu estiver no corredor do colégio. Se me ver na rua e estivermos na mesma calçada, atravessa, porque eu não quero olhar nunca mais para a sua cara, Puckerman. Acabou. Bastou eu negar sexo que você já sai com a primeira oferecida que aparece. – Fabray falava tão furiosa e com nojo, que Brittany e Santana apenas ficavam em silêncio, com medo de sequer ajudá-la. – Sempre te disse que nunca perdoaria uma traição, e veja só. Isso é a primeira coisa que você faz. Aliás, sabe Deus quantas garotas você já fodeu antes dessa, certo? – Santana arregalava os olhos ao ver o linguajar que Quinn usava.

– Quinn... – Puck se aproximava, mas Quinn deu um passo para trás.

– Não encosta em mim. Esquece que eu existo, Puckerman. Me esquece, porque acabou. Não quero sequer ouvir seu nome. – E assim, Quinn se virou saindo as pressas de dentro da cabine, deixando Puck e Ashley em choque com o que tinha acabado de acontecer.

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– Quinn? – Santana a chamava, enquanto andava praticamente correndo pelo campo de futebol atrás da garota. – Quinn, espera! – A latina e Brittany correram, segurando no braço de Quinn, que se chocou contra o corpo de Santana, deitando sua cabeça no peito da mesma e começando a chorar. Sem pensar duas vezes, Santana passou seus braços em volta da loira, começando a acariciar o cabelo da mesma suavemente, enquanto Brittany fazia o mesmo logo ao lado das duas.

– Shh, Quinn, ele não vale a pena. – Santana falava carinhosamente, tentando não se perder com o perfume de Quinn.

– O que me deixa mais furiosa... – Quinn agora se afastava, limpando seu rosto. – É por ter sido traída. Como ele pode fazer isso comigo? Sempre soube que Puckerman era um idiota, mas nunca imaginei que ele fosse capaz de fazer isso comigo! – A loira gritou e logo Brittany depositava um beijo em sua bochecha.

– Quinnie-Pooh, não chora. – Brittany passava a mão no cabelo de Quinn, tirando-o de seu rosto. – Nós duas sabemos que Puck nunca foi um bom namorado e que ele sempre olhava para as outras garotas. – Brittany falava carinhosa e Santana se perguntava aonde a dançarina queria chegar falando dessa forma. Afinal, isso deixaria Quinn pior, certo? – Ele não te merece, Quinnie.

– Brittany tem razão. – Agora Santana falava, chamando atenção de Quinn. – E-ele não te merece, Quinn. Você é inteligente, engraçada e provavelmente a garota mais linda que já conheci. Ele não deu o valor que você merecia, porque você merece alguém que te respeite. Que cuide de você e que saiba apreciar suas qualidades e aprenda amar os seus defeitos. – A latina não sabia de onde todas essas palavras saiam, mas seu coração as gritava fazendo-a colocar para fora, surpreendendo Quinn, que a olhava suavemente, parando de chorar. — Não deixe que isso estrague seu dia. Você é muito mais especial do que imagina, então não deixe que Puck tire o que você tem de mais bonito. Que é o seu sorriso. – Santana sorriu suavemente, deixando Quinn em choque com o que tinha acabado de ouvir. Ninguém nunca tinha dito algo assim para ela. Nem mesmo Puck. Quinn nunca tinha ouvido alguém falar dela com tanto carinho, a ponto de deixá-la sem palavras e se esquecer do que tinha acabado de acontecer.

Brittany sorria feita boba ao ver o modo como sua melhor amiga e Santana se olhavam. As palavras da latina acabavam com todas as dúvidas da dançarina. Sim, elas realmente se gostam. Brittany pensou, passando a mão no cabelo de Quinn.

– Ele não merece, Quinn. – Santana sussurrou pela última vez, sorrindo suavemente.

– Obrigada, Tana. – Após alguns minutos em silêncio absolvendo as palavras da latina, Quinn finalmente saia de seu transe. – Você é pessoa maravilhosa. – Quinn sorria.

– Imagina. Eu só disse a verdade. – Santana desviava seu olhar para o gramado, respirando fundo. – E-eu preciso ir. Você vai ficar bem? – A latina não queria realmente ir embora, mas ela não sabia o que fazer e precisava ir para sua próxima aula.

– Mhm. Vou sim. – Quinn respondia sem tirar os olhos de Santana.

– Vou cuidar dela. – Brittany passava seu braço pela cintura de Quinn, fazendo Santana sorrir.

– Mmm... Ótimo. Se cuida, Quinn. – Santana passava pelas líderes de torcida e assim que saiu do campo, percebeu que novamente usava a jaqueta de Quinn. Ela queria voltar e devolve-la, mas sabia que Quinn e Brittany não aceitariam de volta. A latina olhou para o seu relógio, tendo cinco minutos antes de começar a próxima aula. A mesma correu para o seu armário onde guardaria a jaqueta para evitar qualquer tipo de problema.

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Depois da aula, Santana não tinha encontrado Quinn e Brittany em canto algum. O sinal tinha tocado, indicando que finalmente era o break das aulas. A latina como sempre, se sentava sozinha em uma mesa isolada, próximo à janela, na qual ninguém a perturbava ou sequer sabia que estava lá.

Santana tirou seu lanche de sua bolsa, colocando-a em cima da mesa, tendo a surpresa de encontrar um de seus lanches favoritos que sua mãe sempre faz. Peito de Peru com queijo quente. Enquanto desembrulhava seu lanche, seus olhos algumas vezes passavam pelo refeitório no intuito de encontrar Quinn, mas nem ela ou Brittany pareciam ter dado as caras por ali.

A latina dava a primeira mordida em seu lanche, abrindo seu caderno de desenho sobre a mesa começando a desenhar algo aleatório, quando percebeu que tinham alguns olhos em cima dela. Que não sejam as líderes de torcida. Que não sejam as líderes de torcida. Santana pensava, levantando a cabeça lentamente e para sua surpresa, não eram as líderes de torcida e sim, quatro amigos que a olhavam sorrindo.

– Oi. – Uma garota baixinha de cabelos escuros, sorria se sentando ao lado de Santana. – Meu nome é Rachel Berry. – Rachel estendeu sua mão, e Santana hesitou por alguns segundos, percebendo que a morena não desistiria. – Santana Lopez, certo? Esses são meus amigos, Kurt Hummel. – Santana agora olhava para os outros que se sentavam ao lado de Rachel. Kurt, o afeminado, porém com um ótimo senso para o mundo fashion, sorriu para Santana, estendeu sua mão assim como Rachel. – Essa é Mercedes Jones. – Os olhos de Santana passavam para a garota afro ao lado de Kurt, que sorria, também, a cumprimentando. – E por último, Tina Cohen-Chang. – Uma garota asiática de cabelos cumpridos sorria em direção a Santana. – Não precisa ter medo. Nós sabemos quem você é. – Rachel falava animada, deixando Santana confusa.

– Nós fomos te visitar no hospital. – Kurt comentava com sua voz delicada.

– Oh... Certo. – Santana respirava fundo, sem saber do porque eles estavam ali.

– Sim, e viemos até aqui para dizer que você não está mais sozinha, garota. – Mercedes falava tão animada como Rachel, fazendo Santana franzir o cenho.

– Perdão? – A latina perguntava.

– Olha Santana, — Rachel se ajeitava na cadeira. – Sei que é difícil acreditar que pessoas realmente se importam, mas nós nos importamos com você. Sei o quanto é ruim ser sozinha e sofrer bullying, acredite, sofro isso todos os dias por apenas querer realizar meu sonho, mas não é por isso que me isolo. Você não precisa ficar sozinha, nós todos aqui te entendemos e viemos te convidar para se juntar ao nosso clube. – Agora Santana arqueava sua sobrancelha. – Somos do glee clube.

– E devo te dizer que não existe melhor lugar do que o glee. – Kurt comentava e o modo como ele falava, por alguma razão, fazia Santana acreditar nele. – Como você pode ver, sou gay, e sofro com esses idiotas jogadores de futebol homofóbicos que se acham melhores do que nós. Foi muito difícil de eu mesmo conseguir me aceitar, mas depois que entrei no glee clube, tudo ficou mais fácil. Lá, você realmente poder ser você mesmo. – O garoto sorria, e por mais que Santana estivesse confusa com tudo isso, não podia negar que se sentiu a vontade com Kurt.

– As pessoas acham que devemos ser como eles para nos encaixarmos, mas isso não é verdade. – Mercedes agora quem falava. – Não precisamos mudar por ninguém, porque vai sempre ter alguém que vai gostar de você do jeito que é. No glee não tem rótulos. Não tem grupos separados. Somos todos como uma família, apesar de sermos poucos e acontecer algumas brigas para solos, mas hey... Isso é o que irmãos fazem, certo? – Mercedes sorria, fazendo Santana abrir meio sorriso.

– O que estamos tentando dizer. – A garota asiática continuava. – É que existe um lugar aonde vamos te receber de braços abertos, Santana. As pessoas podem ser más? Claro, muitas são, mas para se afastar delas, você apenas precisa dos amigos certos. Daqueles que vão estar do seu lado caso alguém te machuque ou te dê um banho de slushie. Alguém que vai estar com você, e no glee, somos todos por um. Sei que deve ser confuso aparecermos aqui de repente, depois de tanto tempo sozinha, mas acredite. Nós realmente nos importamos e não queremos te ver sozinha.

Santana ficou em silêncio enquanto os quatro amigos a olhavam. Era tudo muito novo e muito suspeito. Ela tentava absolver as palavras de cada um, tentando encontrar qualquer deslize no grupo, mas conforme olhava nos olhos deles, podia perceber que estavam sendo sinceros. Acredite ou não, Santana já teve amigos de verdade e ela sabe reconhecer uma pessoa sincera quando vê uma.

A latina respirava fundo,sem saber o que dizer. Ela realmente estava cansada de tudo o que acontecia em sua vida, mas seu mantra sempre foi o mesmo. Ela não estava ali para fazer amigos. Ela estava ali para estudar. Conforme ficava em silêncio, mil coisas passavam em sua cabeça. Apesar de realmente querer ficar sozinha e apenas querer que a deixassem em paz, Santana se lembrava da voz e do olhar de sua mãe lhe pedindo que a mesma desse chance para as pessoas se aproximarem dela. Santana podia ver nos olhos de sua mãe o quanto era dolorido para Maribel ver sua filha sozinha, sofrendo daquela forma. Santana não sabia que sua mãe a ouvir chorar antes de dormir, mas sabia que Maribel sofria por vê-la tão sozinha.

Santana olhou para as quatro pessoas a sua frente que esperavam ansiosos para que ela dissesse alguma coisa.

– E por que só agora vocês resolveram se aproximar? – Santana falava na defensiva.

– Eu já tentei, mas você nunca deixou. – Mercedes respondia. – Todos nós já tentamos uma vez, mas você nunca nos deu a oportunidade, Santana. Sempre que nos aproximávamos, você corria ou simplesmente nos ignoravam. – Santana desviava seu olhar de Mercedes, sem saber o que dizer.

– Estamos aqui agora, e podemos te mostrar que temos boas intenções. Você não precisa entrar no glee, mas pode ter a chance de nos conhecer. – Kurt falava.

– Exatamente. Nós podemos te mostrar que realmente nos importamos. – Rachel falava suavemente e Santana voltava a olhá-los.

Talvez... Talvez, Santana podia dar uma chance a eles, certo? Afinal, não teria mal algum. O único problema era que Santana tinha uma grande dificuldade em confiar nas pessoas e estava com medo de que tudo isso fosse apenas uma ilusão.

– Olha, você não precisa nos responder agora, está bem? – Kurt continuava. – Deixe tudo acontecer naturalmente e veremos o que acontece, o que acha? Podemos ir nos falando no colégio. Nas aulas que temos juntos e conforme for, vamos dando um passo de cada vez até você ver que temos boas intenções. – Todos os outros assentiam e Santana pensou novamente.

Talvez deixando fluir seja mais fácil. Santana olhava para todos eles, começando a assentir suavemente, fazendo os quatro amigos praticamente pularem com a vitória.

– Ótimo. – Rachel falava animada e agora todos se levantavam. – Nós precisamos ir, mas sua próxima aula é comigo e sentaremos juntas. – A baixinha falava determinada, sem um pingo de medo de assustar a latina com tanta pressão.

– Rachel, vamos dar espaço para ela também. – Tina balançava a cabeça.

– Tudo bem. – Santana falava suavemente. – Nos vemos depois. – A latina sorriu para os quatro, que assentiram saindo de sua frente a deixando sozinha.

Santana estava com medo de se decepcionar, mas por sua mãe, ela faria o possível para não demonstrar o quão sozinha era. Talvez se Maribel descobrir que Santana conversou com os quatro hoje possa deixá-la em paz com o mesmo assunto todos os dias, do porque Santana ainda continua sozinha. Era difícil fazê-la entender de que a latina não fazia questão de ter amigos naquele colégio, mas Maribel, teimosa como uma verdadeira latina, não se conformava com isso e ao ver sua filha tão triste, Maribel insistia que Santana arrumasse um amigo que lhe fizesse companhia quando seus pais não estivessem presentes. Por mais bobo que fosse Santana entendia sua mãe e sabia do porque tamanha preocupação quanto a isso.

Enquanto continuava encarando a porta na qual viu os quatro membros do glee clube saírem, Santana finalmente avistou a pessoa que ela tanto queria. Quinn Fabray.

A loira entrava de dedinhos ligados com Brittany no refeitório, nitidamente evitando a mesa das líderes de torcida e dos jogadores, na qual elas sempre sentavam. Provavelmente, Quinn não está com paciência para futilidades. Santana pensou e logo arregalou os olhos ao perceber que as duas líderes de torcida, andavam em direção a sua mesa.

– Oi San. – Brittany sorria se sentando na cadeira a frente de Santana.

– Hey Tana. – O olhar de Quinn, era diferente. Ela olhou diretamente nos olhos de Santana, como se estivesse lendo através da latina, fazendo a mesma desviar o olhar timidamente. – Você se importa se sentarmos com você? – Quinn falava carinhosa, colocando sua bandeja em cima da mesa.

– N-não. Claro que não. – Santana sorria, tentando controlar sua respiração. Isso definitivamente é um sonho.

As garotas começavam a comer e Brittany contava o que tinha achado no diário do Lorde T. Enquanto Santana estava distraída com seu coração disparando por estar com Quinn novamente. Céus, Quinn Fabray estava sentada na sua mesa junto com Brittany Pierce. E por mais que isso soe ridículo, Santana nunca imaginou que um dia, as duas líderes de torcida mais populares do colégio, iriam se interessar em se aproximar dela. A latina ainda estava processando o que tinha acontecido mais cedo com Quinn e não sabia de onde aquelas palavras para mesma tinham saído, mas ela não se arrependia de tê-las dito. Quinn merecia saber o quão especial era, o quanto merecia alguém que a amasse verdadeiramente, como a própria Santana a amava.

Notas finais
Há! Acharam que Puck ia ser um cara legal, né? Hahahaha. Desculpaaa, mas ele não será o "mocinho" nessa história. Para aqueles que se perguntam o que aconteceu com Santana no seu antigo colégio, não se preocupem, em breve vocês saberão. :) Espero que tenham gostando! Review? xxxxxx