Hunting To Find The Dead
3 O Clã da Morte
Notas iniciais
Eles estavam ali no meio da sala em frente a uma lareira de pé, a sala estava sendo iluminada por apenas uma lareira, eu estava tão feliz por ter encontrado pessoas que minha mãe havia deixado para que eu encontrasse, estava ao ponto de fazer loucuras mas eu me acalmei.
- Então Allec, o que o traz aqui? — Hamlet perguntou como se ja soubesse mas queria que eu respondesse
- Bem.. Eu... Eu não sei — pareci decepcionado — Eu tenho esse anel, que tem o nome de vocês entre as letras CoD...
Hamlet e Eric se olharam com um sorriso de canto.
- Você soube descrever até que bem pra quem não sabe de nada. Vou lhe explicar o que as letras CoD estão gravas neste anel, e o que você é, tudo bem?
- Sim — concordei mesmo não sabendo o que ele queria dizer
- Muito bem, você deverá restaurar o Clã da Morte — ele deu uma pausa para que eu falasse algo, mas eu não disse — O que eu quero dizer com isso. Bom há algum tempo haviam clãs e eles tinham suas próprias ambições.
- E qual a a ambição do Clã da Morte — perguntei em duvida
- Isso você saberá em breve, é cedo demais... Mas em fim, nosso clã todos são odiados pela família, assim como você foi. Sua mãe foi, eu fui, Eric foi e todos os outros espalhados por este país. Você é a ultima vela a ser acesa no nosso clã, você será quem vai restaura-lo, e encontrará ela, algo que nenhum do clã conseguiria somente você.
- Ela quem?! — eu o interrompi rapidamente
- Ninguém sabe, nós nunca a encontramos. Mas você irá encontra-la — sorriu gentilmente para mim
- Hm... mas o que eu devo fazer para encontrar "ela", e restaurar o Clã da Morte, como eu posso fazer isto?
- Bem sua mãe é quem estava tentando, ela facilitaria tudo para você, mas pelo que vimos ela morreu antes que pudesse fazer tudo que pudesse conseguir — ele estava a observar o colar — A morte de sua mãe foi misteriosa, e pra isso você deverá chegar até o final para que nos vinguemos da morte de alguém do nosso... — ele parou de falar e olhou para o meu rosto
Eu estava chorando, eu não estava chorando de tristeza — uma parte de mim talvez estivesse — mas eu sentia raiva de meu pai, por ele ter sorrido na morte da minha mãe, e ele estar dizendo aquilo estava me irritando mais. Então senti Hamlet me abraçando e se desculpando, seu corpo estava quente, o que me lembrou o calor da minha mãe, ele era tão quente quanto o verão, aquilo me aconchegou e me fez sentir mais seguro. Ele ficou me abraçando por volta de cinco minutos, eu enxuguei as minhas lagrimas, e dei uma olhada de canto para Eric, que até o momento não havia dito nada e então me soltei de Hamlet e fiquei a observar seus olhos.
- O que vocês deve saber é que deverá matar pessoas, tortura-las, não se importe, quanto mais sangue mais fácil, não se importe em se sujar com o sangue — os olhos de Hamlet começaram a ficar mais intensos — Você me entendeu — já estavam se acalmando — Você deverá escolher se irá matar as pessoas que você sente ódio, se você for matá-las não sinta pena.
- Tudo bem — eu concordei com ele
- Bom quando você vai matando pessoas você pode mudar, como aconteceu com Eric, mas comigo eu não mudei — ele me explicou — Eu gostaria que tentasse manter sua consciência como agora — sorriu e então ele pegou na minha mão e me levou até o sofá e se sentou junto de mim.
Havia uma mesa entre os sofás, haviam três em volta dela e logo na ponta a lareia que esquentava a todos ali. Eric se deitou em outro sofá e fechou os olhos lentamente. Hamlet ainda não havia soltado a minha mão ainda. Enquanto Eric cochilava eu e ele nos olhamos por um momento sem dizer nada, até que ele tirou o silencio do momento.
- Bom é uma noite fria, eu vou fazer um chocolate quente para nós, você deve estar exausto após este longo dia procurando por mim.. E por Eric — sorriu e se levantou me puxando junto de si
A cozinha era bonita, tinha tudo de ultima geração os armários eram brancos e estavam extremamente limpos. Ele começou a pegar os ingredientes e mexer eu queria ajuda-lo mas não sabia se deveria dizer. Ele se virou para trás.
- O que foi Allec? — ele perguntou com um sorriso generoso
- É que... Bem eu queria te ajudar — disse dando pausa entre as palavras
- Tudo bem — ele me puxou e explicou como ele sempre fazia e por fim terminamos
O chocolate já estava nas canecas, nós as erguemos
- Um brinde a nós, e ao Clã! — nós sorrimos e tomamos um gole
Assim que terminamos subimos para um quarto — que agora era meu — e ficamos conversando contando história de como odiamos a nossa família e como eles nos odiavam, que se eles morressem não fariam diferença. Até que sentados um em frente ao outro, Hamlet tocou meu rosto, ele estava perto de mim, muito perto, seu rosto estava a alguns cinco centímetros do meu, meu coração acelerou, mas ele me soltou. Eu estava um pouco corado e ele também, e então eu mudei o assunto e sem nem ao menos perceber eu caí no sono. Hamlet havia me coberto e saído com passos leves e delicados para que não me acordasse.
Aquela foi a noite mais calma que eu poderia ter tido dali em diante, eu não imaginava o que estava por vir, o que eu faria, um banho de sangue estava próximo, "ela" já estava ficando próxima a mim, e eu nem imaginava.
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