Hunters&killers Caçadores Paranormais - Interativa
5 #5 Um trato com um vampirinho pervertido
Notas iniciais
Abri a porta de casa tentando não fazer muito barulho. Afinal, não queria acordar ninguém às três da manhã. Tenho que admitir que a caçada de hoje fosse de interessante para frustrante. Tudo culpa do Manson por dizer aquelas simples palavras: “Não sou um Effusus. Sei controlar minha sede de sangue. E eu ouvi dizer que a Hunters&killers só mata essa espécie...”. Arg! Odeio esse baixinho.
Se eu imaginei que minha casa inteira se encontraria em sono profundo, eu acabara de me decepcionar. Richard tinha que estar jogando videogame na sala, com as luzes apagadas e o volume no mínimo, o que me levou a pensar que o resto já havia se retirado para seus respectivos quartos com o objetivo de uma noite de descanso; exatamente o que eu estava precisando.
– Psiu! – Chamei, ele olhou para mim por pouco tempo antes de se voltar para a tela da televisão – Hey! O que você está fazendo acordado há essa hora?
– Jogando – Franzi o cenho, controlando a vontade de gritar com ele. Respirei fundo.
– Você não tem escola amanhã, não? Vai acordar atrasado...
– Caramba Logan! – Richard deu pausa no jogo para me encarar – Já perdi as contas de quantas vezes eu já disse pra você que estou de férias!
– Fale baixo. Mamãe está dormindo! – Eu havia esquecido. Era como se meu cérebro descartasse esses detalhes pequenos para dar espaço às matérias da Hunters&killers.
– Esqueceu de novo né Logan? Eu não podia ter pedido um irmão pior – Ele pronunciava meu nome com tanto desdém que chegava a me assustar.
Cerrei os punhos. Respire fundo Wilde... Um dia essa maldita aborrescência passa...
Deixei Richard lá, caminhando rumo ao meu quarto e me jogando na cama após trancar a porta. Usaria isso como desculpa para minha mãe na manhã seguinte quando ela tentasse me acordar. E então voltei a me autocondenar.
Nunca deixei um Effusus fugir. Nunca deixei minha caça me influenciar. E agora isso me atormenta exatamente por ter cometido uma contradição. Eu devia ter dito ao Dark para matar de uma vez aquele vampirinho pervertido. Uma simples ordem e eu tive que falhar! Vejamos pelo lado bom... Se é que temos um.
– Dane-se! – Murmurei, abafando minha voz no travesseiro.
E foi com esse pensamento que dormi.
[...]
Acordei com a irritantemente irritante música da Sony emanando do meu celular. Gemi de sono e arrisquei uma olhada no relógio. Sete horas da manhã. Quem diabos liga para alguém às sete horas da madrugada?!
– Alô? – Indaguei, tentando de a melhor forma fazer com que minha voz soasse natural o suficiente para censurar o sono.
– Oi Logan! – Era meu pai – Estava dormindo, não é mesmo? – Malditos sejam os pais videntes deste Mundo!
– Não. Imagina... – Menti, reprimindo um bocejo.
– Você poderia vir aqui pegar suas irmãs? Vou para uma viagem de trabalho e imaginei que você pudesse cuidar delas.
– PAI! – Acabei gritando, já completamente acordado pelo susto – Já tenho que cuidar de dois pestinhas aqui em casa! E agora mais duas...
– Não se preocupe. Meninas são mais comportadas – Com você elas são comportadas. Eu quis dizer, mas deixei por isso mesmo – Venha busca-las as oito, okay?
– Tá bom.
Desliguei o celular e passei a mão pelo rosto, tentando varrer aquele mal de mim logo de manhã. Pelo visto não terei mais um tempinho de sono. Meus pais são divorciados e cada um mora em um lado diferente da cidade. O que significa que tenho de cruzar meio mundo para pegar as minhas irmãs. Puxa vida! Alguém me explica o que eles estavam pensando a cada vez que iam pro quarto? Criar uma creche é isso?
Abri a porta e um cheiro de queimado me atravessou, antes que eu pudesse ver a fumaça negra que acabava de sair da cozinha. Corri para lá e a primeira coisa em que meus olhos focaram foi no fogão ligado queimando tudo que se encontrava acima dele; das quais eu não consegui identificar.
Peguei o extintor de incêndio que tinha comprado fazia algumas semanas e esguichei a espuma em todos os lugares que eu via sinal de fogo. A cozinha inteira ficou coberta de espuma.
Olhei de relance para um Drew coberto de branco... De propósito claro. Uma tentativa de apagar o fogo daquele moleque. Ele fez a cara mais inocente do mundo, explicando:
– Eu estava com fome... – Peguei-o no colo, tirando a nós dois daquela bagunça.
– Não pode mexer no fogão ainda. É muito pequeno... E desajeitado – Sussurrei a última parte.
Soltei-o na sala, encarando a cena com as mãos na cintura. A TV ligada, o jogo pausado, um Richard encolhido no sofá dormindo. Soltei um suspiro pesaroso e sacudi seus ombros de leve, Drew desligou a televisão.
– Richard! – Chamei – Acorda Richard. E não diga que eu não avisei.
Ele abriu um dos olhos revelando as íris negras brilhantes por causa da preguiça. Sua expressão se fechou ao me avistar.
– Acordei de um sonho para cair num pesadelo – Resmungou. Olhei-o com desprezo.
– Vamos. Temos que buscar suas irmãs.
[...]
Depois de quinze minutos no chuveiro, mais quinze minutos arrumando Drew e mais dez minutos tentando convencer Richard a sair de casa, estávamos finalmente andando pela rua em direção à casa de meu pai. Metade do caminho nós passamos de ônibus, porém após aquele ponto sugeri caminharmos um pouco, afinal, Richard era tão sedentário que eu achava que era capaz de ficar doente.
Eu não podia soltar a mão de Drew pelo simples fato de que ele saía correndo atrás de pombas e outros animais com a intensão de assusta-los. Sem contar a tremenda vergonha que eu sentia quando ele latia para os cachorros de passeio com seus donos.
Alguns poucos quarteirões antes do nosso destino, fiquei surpreso ao encontrar Sebasthian A. parado debaixo de uma árvore, apontando a câmera de seu celular para a copa dela. Resolvi ao menos cumprimenta-lo, somos colegas de classe, afinal.
– E aí, Allan? – Chamei-o, ele pareceu bater uma foto de algo no meio das folhas antes de se virar para mim, sorrindo.
– Bom dia De... – Percebeu que eu estava acompanhado – Logan.
– Tirando fotos... De uma árvore?
– Eu havia visto um iguana. Vou postar no Tumblr, se quiser ver mais tarde.
– Veio até aqui nessa hora só para tirar fotos?
– Não. Costumo caminhar logo depois de acordar e por acaso notei essa maravilha de animal. Seus irmãos? – Mudou rapidamente de assunto, apontando para Richard e Drew.
– É. Essas pestes. Estou indo buscar mais duas.
– Boa sorte... E, ah! No colégio; tenho uma coisa para te contar. Estamos com problemas.
Mudei rapidamente de expressão e o tom de brincalhão:
– Estarei pronto para ouvir.
Afastamo-nos tomando caminhos diferentes, Richard olhou de relance para mim:
– Não basta ser estranho... Tem que ter amigos piores.
– Não basta ser chato... Tem que ser enxerido também – Devolvi com um sorriso debochado no rosto.
Ao chegarmos à casa do meu pai, duas meninas esperavam na porta. Uma pequena de três aninhos de idade. Tinha cabelos loiros e curtos, emoldurando o rosto liso e bochechudo. Tinha olhos castanhos claros emareados por causa de um provável choro. A outra tinha doze. Cabelos pretos, lisos e compridos, presos em um rabo de cavalo alto, mas que não prendia a franja comprida que quase lhe cobria um dos olhos. Usava óculos de grau com armações quadradas e mexia no celular.
Mais um no mundo virtual... Pensei.
– Ananda por que choras? – Peguei a menor no colo, ela afundou o rosto em meu ombro.
– Ela acha que nosso pai está indo para uma execução para ser decapitado – Respondeu Tainara, sendo a mais velha. Eu tenho uns irmãos tão estranhos.
– Urg! Vão matar o papai, Logan? – Indagou Drew, puxando a manga da minha blusa.
– Logico que não Drew! Tainara só está brincando – Direcionei a fala mais para ela do que para ele. Minha irmã deu de ombros.
– Onde está o carro?
– Ainda não dirijo.
– Que pobre.
Minha vida ia piorar muito e o ruim é que eu não sabia até quanto...
[...]
Eu estava sentado no refeitório do colégio Hunters&killers matando aula. Na verdade, a matéria de magia não me chamava muita atenção e eu sequer usava aquilo nas caçadas. Mandei uma mensagem de texto para Allan dizendo que eu estava lá e o que me restou fora esperar.
O refeitório era grande o suficiente para caber o colégio inteiro e mais dois. Espaço era o que menos faltava. O diretor Ronald dizia que se os caçadores quisessem se alimentar direito para as caçadas, precisavam de um ambiente agradável e sem apertos – Literalmente. O chão era de azulejo branco sem textura e as paredes de estilo barroco. Coisa de vampiro mesmo. Só podia.
As refeições não eram grande coisa, todavia nos fornecia energia o suficiente para o trabalho. Certo que tinha uns pratos difíceis de entender e tudo mais, mas se for ver, até hoje ninguém morreu por ter comido algo da cantina.
Allan chegara apressado, talvez receoso de ter matado um tempinho da aula.
– Conte tudo – Pedi, me endireitando na cadeira.
– Foi ontem nas caçadas com a Yssa. Vimos o espirito da floresta e depois de uma reviravolta inesperada acabamos lutando contra tudo e todos da floresta. Foi terrível. Macacos se jogavam em cima da gente!
– Não tive o mesmo problema... Para que lado vocês foram?
– Acho que para o Leste. Não tenho muita certeza – Seguiu-se de uma longa pausa. Fiquei submerso em meus pensamentos. O lado leste e norte não eram mais seguros. Sendo por causa de deuses florestais ou vampirinhos pervertidos. Logo não teríamos mais opções e isso prejudicaria – Demon... Eu queria poder falar mais, porém tem a aula e eu realmente não quero perde-la.
– Tudo bem. Tudo bem. Pode ir.
E ele assim fez, me deixando novamente sozinho, tentando raciocinar direito.
A preocupação era grande. Sem ponto de dúvidas eu teria de avisar o diretor, ou cuidar do caso pessoalmente. Isso era tão ridículo. Ronald nunca que me deixaria tomar conta da floresta inteira sozinho. Ele era um cara precavido.
[...]
No intervalo eu costumava andar com Dark Lord e Duca. Os dois se davam muito bem pelo simples fato de terem um bom senso de humor. Eles mais conversavam entre si do que eu com eles. Sentávamos do lado externo do colégio enquanto conversávamos.
Eu não pude deixar de perceber Megias me olhando de relance toda hora, com seus fones de ouvido no volume máximo. Ela tinha certo ódio por mim, eu acho.
– Hey, O que será que eu fiz para merecer tanto ódio assim? – Indaguei em tom de brincadeira para meus amigos. Eles perceberam onde meus olhos pousavam.
– Sei lá, ouvi dizer que ela não gosta muito de exorcistas – Dark encolheu ombros.
– Tem algum motivo pra isso? – Quis saber o garoto dos olhos amarelos com fendas e caninos levemente pontudos.
– Se tem ela não conta.
– O que vocês irão caçar hoje? – Mudou de assunto.
– Acho que não teremos caça hoje – Respondi, recebendo olhares de indagação em minha direção.
– O quê? Por quê?
– Allan arranjou encrenca com o lado leste da floresta. Sem contar os problemas do lado norte. Nosso espaço de caça está diminuindo. O diretor terá de arranjar uma solução antes de sairmos novamente.
– Você conhece tão bem o diretor, Demon? – Uma quarta pessoa se juntou a nós. A garota tinha mechas vermelhas contrastando sobre o cabelo loiro e as típicas presas de vampiro.
– Tenho amizade com ele, Ash – Dei um sorriso de canto – E que jeito de falar com o professor Tyreese, hein?
– Há, há! – Fez com que essa risada ficasse explicitamente falsa – E que pergunta boba foi aquela que você me fez. Vai-te catar Demon! – Me empurrou de leve, fazendo com que ambos ríssemos.
– Ah que bonitinho! – Exclamou Dark com um tom romântico – Só falta se beijarem.
Duca riu, incentivando o outro a gargalhar também.
– Não posso nem falar com uma mina e vocês acham que eu estou pegando – Reclamei fazendo uma careta – São dois trochas mesmo – Brinquei.
– Se somos os trochas, você é o pior de todos – Devolveu o mais velho em mesmo tom.
O resto do intervalo fora puro zoação. Todos os quatro fazendo piadas, mesmo que sem sentido. Era bom, pois descarregava um pouco daquele estresse que me consumia quase que por completo. Todavia não escapei do escritório do diretor, com um relatório completo em mente. Contei-lhe o que sabia e ele pareceu ficar preso em seus pensamentos por um tempo.
Depois vi seus olhos se abrirem como se tivesse tido uma idéia, não me contou, dizendo que ainda queria planejar tudo com precisão. Insisti mais um pouco até que conseguisse arrancar dele a simples frase: “Acho que tornarei o colégio interno”.
Apesar de eu ter sorrido em resposta, não gostei nem um pouco da idéia. Como ficariam minha mãe junto com meus quatro irmãos? Se nem eu consigo por ordem naquilo ficando boa parte dentro de casa, imagine minha mãe que ainda precisa trabalhar em período integral.
Eu tinha de resolver aquilo de outro jeito, mesmo que sem a autorização do diretor. E o que eu tinha em mente, sabia que voltaria para me assombrar mais tarde...
...
...
Eu estava muito nervo. E deixe-me ressaltar o muito da frase. Cá estou eu, parado no meio do lado norte da floresta; o mesmo lugar da noite passada. Exposto como uma presa fácil e prestes a sofrer assédio sexual. Acabei me trazendo sozinho até uma armadilha onde o caçador não era eu e sim um vampiro. Um estupidamente sem noção que até agora, depois de cerca de vinte minutos, não deu as caras. Não sabia se me automutilava ou mutilava meu cérebro por ter feito um plano tão idiota como este. Mas como somos todos humanistas...
– Você de novo? – O dono da voz se escondia no meio das árvores, assim como sempre fizera. Era questão de tempo até que resolvesse se revelar.
– Quero fazer um acordo com você – Respondi em alto e bom tom. Avistei dois pontinhos vermelhos que me observavam no meio de um arbusto.
– Que tipo de acordo? – Pareceu interessado.
– Ér... Quero olhar para você enquanto eu falo. Se não me sinto um pouco idiota por pensar estar falando sozinho.
Manson saiu do meio das folhagens caminhando lentamente em minha direção. Desta vez estava com a sua transformação completa, diferente da última vez. O cabelo negro ganhava finas mechas vermelhas e outras claras. Sem contar as estranhas roupas pretas e amarrotadas, com detalhes em prata. Sorriu para mim:
– Quer olhar para mim, hum? Sentiu saudades? – Senti um arrepio me percorrer quando ele completou sua frase. Estava perto demais, fazendo com que seu hálito frio roçasse em meu rosto. Cheirava a sangue.
– Francamente... Nem um pouco – Ele fez o típico biquinho infantil, cruzando os braços e finalmente se afastando um pouco – Não é um Effusus, né?
– Se está se referindo do cheiro que meu jantar deixou em mim... Também sinto sede, tá? E não se preocupe, foi de um pobre animal que teve a infelicidade de cruzar no meu caminho – Manson se agarrou no meu braço e eu tentei ficar calmo, reprimindo a imensa vontade de tacá-lo para longe – E então? Que tipo de acordo?
– Quero que você libere toda a parte norte da floresta.
– Como? – Ele me olhou intrigado, mas sem soltar-me – Parte do lado norte pertence ao meu clã. Não posso fazer isso.
– A Hunters&killers não tem nenhum trato de separação de área com o seu clã. Só queremos poder caçar tranquilos sem maiores interrupções, como vampiros nos tirando do rumo.
– He, He, He. Insinuando a mim? – Um sorriso cheio de dentes se alastrou por seu rosto.
– Leve a sério, por favor.
– Meu clã nem é tão grande assim – Deu de ombros.
– Fale sério! Seu clã é só de um – Debochei.
– Sou um tipo de Gagrel que se daria bem em meio aos Brujah, para sua informação.
– Você é tão estranho... Não sei se é um Effusus, se é um vampiro sem ordens ou outra coisa.
– Confesse que você me ama – Ele arrastou as palavras. Lancei um olhar de desprezo – Posso falar com os outros vampiros controlados para deixar este lado limpo para vocês e suas caças.
– Ótimo – Eu já ia me virar para ir embora, porém suas palavras me puxaram de volta.
– O que eu ganho com isso? – Suspirei e fitei seus olhos escarlates.
– O que você quer?
Bastou eu falar isso para ele começar com aquela mania irritante de me rodear.
– Preciso responder? – Sorriu malicioso.
– Tudo menos isso – Respondi de prontidão, tentando manter a voz firme.
– Aff! Assim não tem graça. Você é tão chato Demon... – Encostou-se a minhas costas e fez a típica pose de drama. Evitei fazer uma face palm – Então tenho outra coisa que quero muito desde a última vez em que nos vimos.
– Que seria...?
– Entrar na Hunters&killers. E ficar pertinho de você tooooooodos os dias!
Meus músculos ficaram tensos. Que condição era aquela?
O vampirinho veio em frente a mim, levantando a cabeça à procura de meus olhos; os seus tomados por expectativas e com um brilho de cachorrinho pidão. Massageei a têmporas, não pensando direito quando respondi:
– Okay, eu arranjarei uma vaga para você na Hunters&killers. Mas não tarde a cumprir a tua parte do acordo.
– Nunca. Trato é trato. Falarei com eles logo agora. Amanhã de noite esse lado todo será apenas reservado para suas caçadas. E eu posso ter a esperança de aparecer no colégio amanhã?
– C- como quiser – Minha boca me traiu.
Ele lançou-me um último sorriso antes de voltar para dentro da floresta, contornando árvores e sumindo aos poucos da minha visão periférica. Pensei melhor no que eu acabara de falar. Mas que merda que eu fiz?! Não bastava ter problemas o suficiente e eu tive de arranjar mais! Tive que me segurar para não bater a cabeça em algum lugar bem duro. Do que adiantava trocar seis por meia dúzia? Espaço para caçada por espaço de tranquilidade?
Só me restava esperar chorando mentalmente. Criei um trato absurdo e ainda por cima, com Manson enfiado dentro dele, o que só contribuiu para que o mesmo só piorasse. E se o colégio se tornasse interno... Só daria mais tempo para aquele pequeno assediador tomar meu tempo.
Resolvi sair dali o quanto antes, chegando à conclusão de que meus pensamentos se encontravam em pura desordem. O que seria de mim depois daquilo?
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