Hunter Of Wishes
10 Preocupação
- O que está acontecendo afinal?
- Uma nova guerra.
- E enfrentamos?
- Djins.
- Sub-deuses árabes. –esclareceu Shaka.
- E porque estão nos atacando?
- A pergunta não seria de onde eles saíram? Afinal, não interessa porque estão nos atacando.
- É, se isso é um desafio, nós os derrotaremos.
- Mais calma Mascara da Morte. Essas questões cabem a Mu responder.
- Eu estive fora porque fugi do ataque dos djins, mas eles distorcem o tempo-espaço, me impedindo de voltar para te ajudar Shura.
- Está tudo bem.
- Quando sai do efeito de seus golpes segui o rastro de seus cosmos até a província chinesa de Sin Kiang, aqui ao lado, que é muçulmana. Com isso espero responder sua pergunta Shura. Agora vamos a pergunta do Afrodite. A ascensão de Alá rebaixou os djins, então eles decidiram se vingar da humanidade. Para isso, sabem que devem primeiro derrotar Atena.
- Então teremos que enfrentá-los...
- E quantos seriam?
- Seu exercito passou por sobre nós ontem, quando chegamos.
Saga argumentou sinistramente.
- E como podemos destruí-los?
- Estamos abertos a sugestões... –lamentou Mu.
- Que tal mandar todos para o Yomotsu?
- Qualquer sugestão, menos a sua crustáceo.
- Ah, cale a boca jardineirinho de uma figa!
- Ei, ei...
Mas Mascara da Morte e Afrodite estavam discutindo e não demorou muito para Shura entrar na briga, após ter a armadura arranhada por uma rosa. Enquanto isso Milo e Saga tentavam convencer Camus de que trancá-los em um esquife de gelo não era a melhor solução e Shaka e Kiki tentavam salvar as porcelanas e a mobília do ariano da fúria dos outros.
Mu se retirara e agora informava a delicada situação a sacerdotisa.
- E o que faremos agora Áries?
- Me chame por meu nome senhorita.
- E o que me diz sobre isso Sr. Mu?
- Vou mandar Kiki e Shura para prevenirem Atena.
- Gostaria que Virgo estivesse com ela agora...
Mas a tempestade recomeçou e tudo ficou em silencio. Com um mal pressentimento, Túccia abriu a porta de onde estava os outros. A parede havia se rompido e um vento canalizado arrastava tudo para fora.
Foi impedida de ser jogada por Mascara da Morte, que lhe estendeu a mão.
As rosas e o gelo os prendia ao chão. Mu abrira os braços, se segurando à porta, e notou que Kiki e Shaka não estavam lá.
Logo as roseiras foram arrastadas e o gelo começou a ceder.
- Ahh, já chega! EXPLOSÃO GALACTICA!
Um grito horrendo morreu ao longe e tudo voltou ao normal.
- Você acertou.
Mas Saga tremia, e ele levou a mão as têmporas.
- Essa não! –as pupilas de Shura retraíram.
- Tirem ela daqui!
A ordem de Mu foi imediatamente acatada por Mascara da Morte.
- O que faremos?
- Saiam daqui!
- Devemos...?-Milo se dirigiu a Mu.
-Saiam.
- Saga...
- Saiam! –o geminiano gritou, se apoiando na parede.
- O que posso fazer por você Saga de Gêmeos?
- Posso vencê-lo sozinho. Dessa vez será definitivo.
- Respeito sua decisão.
Ele saiu e Saga se sentou, tentando acreditar nas próprias palavras.
Que iria vencê-lo. Que iria vencê-los. A todos que se pusessem em seu caminho, como fizera na ultima guerra, mas dessa vez sozinho.
- Escute-me garota... –Mascara da Morte sabia ser amedrontadoramente gentil quando queria- Não precisa confiar em mim, só me escute...
- Porque deveria não confiar em você?
Ela indagou e ele se surpreendeu, ainda não haviam formado a opinião dela a seu respeito... Podia tirar algum proveito disso...
- Deveria.
- Posso perceber a preocupação em seus olhos, cavaleiro. Eles são sinceros.
Mascara da Morte se surpreendeu novamente. Nem mesmo ele era capaz de acreditar que podia fazer algo sinceramente, se preocupar realmente com alguém, sem segundas intenções.
Talvez tivesse jogando limpo com aquela bela mulher.
Ou talvez estivesse aproveitando sua inocência e pureza para dar o bote...
Qualquer uma das opções lhe divertiriam.
- Menina, tome cuidado. Não sabe no que está se metendo ao se misturar com cavaleiros de Atena.
- O fogo sagrado de Vesta me protegerá.
- Eu não contaria com isso.
- Está me dizendo que não devo confiar na minha Senhora, a qual sou consagrada de corpo e alma?
- Não. O que quero dizer é que estarei por perto se precisar. Fique com isso. –ele lhe estendeu um pequenino punhal prateado.
- Vestais jamais usam armas.- ela recordou a lamina fria de Astréia contra seu corpo e repudiou a arma da Justiça- Mas aceitarei por ter se preocupado comigo cavaleiro.
- Estou a seu inteiro dispor.
Ele disse, se ajoelhando.
Ela fez um gesto de agradecimento e o deixou.
Mascara da Morte sorriu, lamentando ela se dedicar de corpo e alma a Vesta. Quem sabe com o tempo a convencesse a ser um pouco menos devotada...
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