Hunter Of Wishes

11 Sob o olhar de Artemis


Notas iniciais
Só pra lembrar, Vesta ou Héstia é deusa do fogo e dos cavalos, ok? E a Artemis do titulo eh uma referência à Lua

- Shaka?

- Olá Mu.

- O que houve?

- Senti a presença deles antes da tempestade recomeçar...

- E resolveu enfrentá-los sozinho?!

- Não imaginei que fossem poderosos o suficiente para deter a Invocação dos Demônios.

- Não ouviu nada do que eu disse?! –Mu perdeu a paciência- Eles tem seus próprios demônios. Onde está Kiki?

- Se teletransportou. Mu, há algo diferente no ataque desses seres. Eles podem bloquear o cosmo.

- Como?!

- Isso que você entendeu.

- Muito estranho...

- Talvez. Mu, sente a oscilação do cosmo de Saga?

- É Ares.

- Ares?! E onde está Saga?!

- Se recuperando.

- Me repreendeu por enfrentar djins e o deixou sozinho com Ares?!

- Não acredita na capacidade dele?

- A semente do mal está impregnada no coração dele, se a arrancar sangrará até a morte!

- O que quer dizer?

- Ares faz parte dele, seria como suicídio!

- De novo não...

Os guardiões dispararam escadaria abaixo, preocupados.

Enquanto isso, em seu subconsciente, Saga lutava com Ares, mas este ultimo apenas evadia, rindo do oponente.

- Vou te derrotar Ares. Já adiei demais essa decisão.

- Tente inútil. Vai, vá em frente.

Saga sabia que possuíam o mesmo cosmo e por mais que quisesse não podia mandá-lo para outra dimensão.

Sim, enfrentar o inimigo de peito aberto e sem cosmo era uma prova dura demais para qualquer um. Qualquer um que não tivesse passado pelo que ele passara.

- Vai conhecer o inferno Ares!

Ares parou seu golpe com a mão esquerda, porem ela foi imediatamente inutilizada, seus ossos partiram em mil pedaços.

Mas Ares sorriu e Saga sentiu uma dor intensa na mão esquerda, quando tentou move-la, percebeu que também estava quebrada.

- Quer me matar não é? Vai morrer na tentativa.

- Que seja!

Dois cosmos conhecidos de Saga interromperam a batalha e o trouxeram de volta.

- Por que? –lágrimas de dor escorriam por sua face- Por que me trouxeram de volta?

- Esqueceu-se das pessoas que o estimam, e do compromisso que tem para com Atena. Não pode morrer assim Saga. –disse Mu, severo.

Saga percebeu que naquele momento, diante de Ares, se esquecera porque e por quem tinha que lutar.

- Aurora está chegando e a tempestade passou Saga. –murmurou Shaka, mais suave- É melhor descansar agora.

- Obrigado.

Dois dias depois da partida de Shura e Kiki para o Santuário eles se arriscaram a sair.

Depois da, na opinião dos orgulhosos cavaleiros, humilhação de sobreviver as custas de Aurora, que lhes trazia comida, e Túccia, que derretia o gelo, fornecendo água, eles resolveram sair.

Apesar de tudo, Mascara da Morte se mostrava bem solicito para com Túccia, o que gerava comentários maldosos por parte de uns, sorrisos sinceros por parte de outros, e preocupação por parte de Shaka...

- Podemos sair essa noite, a lua já está crescendo, e precisamos respirar um pouco. Não vamos tornar essa viagem um motivo de arrependimento, não é?

Milo o olhou surpreso.

- Quem é você e o que fez com Mu de Áries?

Túccia esboçou um sorriso enquanto os outros riam abertamente.

- Eu vou ficar. Tenho que esperar Aurora.

- Eu também vou ficar. Há muito que não medito da forma correta, e o silencio será propicio para isso.

- Esses aí não tem mais jeito mesmo. Mas você vem né, Camus?

- Vou, Milo, vou...

- Mu, pode cuidar de Túccia por mim? –Túccia lhe dirigiu um olhar indignado e Mu assentiu- Obrigado.

- Por que essa cena não me surpreende? – Mascara da Morte resmungou.

Uma hora de caminhada dali havia um pequeno monastério, onde alugaram alguns cavalos, não sem as brincadeiras de Milo quanto a Shaka se arrepender se soubesse de sua passagem pelo monastério.

Túccia escolheu um cavalo cinza e foi prontamente auxiliada pelo “gentil” Mascara da Morte.

- Tudo bem garota?

- Um pouco intrigada, se me permite.

- Com o que?

- Por me chamar de garota, apesar de eu ser- aparentemente, pensou – apenas alguns anos mais jovem que você... E por não ter um nome pelo qual eu possa te chamar dignamente.

- Meu nome não é digno de ser pronunciado por seus belos lábios senhorita, –Vesta corou- e o nome pelo qual me chamam não é ofensivo. É uma artimanha para amedrontar meus inimigos.

- Mascara da Morte... Tem razão de ser?

- Tem... Agora, se me dá licença.

Ele beijou a mão dela e montou o próprio cavalo.

Eles cavalgaram livres por muito tempo. A lua crescente lhes dava visão e Túccia ajudou um pouco nisso. Pararam e desmontaram, sentando ou se deitando no chão para conversar e relaxar.

Mascara da Morte pediu licença a Túccia e se aproximou de Milo e Afrodite. Este ultimo estava com um olhar estranho.

- O que pensa que está fazendo?

- Como?

- Ela é uma vestal, você ouviu o que Atena disse, não se faça de idiota!

- Vamos ver por quanto tempo né, por que a marcação do Mascara...

- Não querem acreditar que somos bons amigos?

- Pra cima de mim não né Mascara da Morte? Eu te conheço.

- Uma vez na vida eu posso...

- O que, não ter segundas intenções? Quem que saiu no tapa com Aiolia semana passada por não acreditar na amizade entre um homem e uma mulher?

Mascara da Morte grunhiu. Sua fama já estava impregnada na cabeça deles.

- Pega leve Afrodite, ele também pode mudar.

- Você está ficando muito ingênuo Milo. Muito mesmo.

- Pensem o que quiserem vermes. Mas ela já é minha.

- Não falei?! –Afrodite rebateu- Ele nunca vai mudar.

- Você não sabe se eu ia completar a frase. Se ela é minha amiga.

- Ah, cale a boca.

- Ei, ei, vocês dois! Nada de brigas ok?

- Não se preocupe, tenho coisas mais importantes a fazer do que bater no senhor perfeição.

Mascara da Morte lhes deu as costas e voltou, mas encontrou Túccia conversando com Mu, então se sentou sozinho.

- Você está se sentindo bem senhorita?

- Você...?É muito perspicaz Sr.Mu.

- O que a incomoda?

- Temo usar o fogo divino em vão.

- Se arrepende de nos auxiliar?

- Temo as conseqüências. Temo por vocês.

-Não me respondeu senhorita.

- Não me arrependo, mas estou testando a paciência de minha Senhora mais do que deveria. Não costumo quebrar suas regras.

- Regras são para serem cumpridas, e admiro sua Senhora por isso.

Túccia sorriu.

- Há algo errado...

- O que?

- Os cavalos estão agitados...

De repente as cordas se romperam e os cavalos irromperam uma corrida desvairada em varias direções.

- Esperem, não se separem! –Camus gritou, mas era tarde.

Só restaram ele, a vestal e o ariano, vendo a silhueta dos outros se separarem e sumirem no horizonte.

- Isso é uma armadilha senhores... –o fogo se extinguiu e Túccia murmurou- Após a tempestade, a bonança, e após a bonança, nova tempestade para os que não semearam a obediência. A colheita é negra, me desculpem por isso.

- A culpa não é sua senhorita. Vamos todos voltar bem.

- Sim Camus. É melhor que você procure os outros e os traga de volta. Eu espero aqui, se alguém voltar. Chamarei Saga para escoltar a Srita.Túccia de volta...

- Não há necessidade de tal incomodo, e algo muito ruim está para acontecer aqui. Não posso te deixar sozinho, esperando a morte que virá do ataque desleal de djins.

- Eu...

- Não subestime Mu, senhorita. O inocente carneiro pode se tornar um inimigo feroz se ameaçado. Sei disso. –ele desviou o olhar diante de lembranças dolorosas.

- E se assim fosse, o que poderia fazer uma vestal para me ajudar? Morreria comigo.

- Não há nada pior do que uma morte solitária. Pelo menos teria alguém ao seu lado.

- Não ouviu o que ele disse?! Você morreria!

- Eu sei. –ela se sentou em uma rocha, graciosa e decidida.

- Senhorita... Trarei os outros em breve, nada acontecerá.

Camus partiu e Mu se voltou para Vesta, com surpresa nos olhos.

- Por que disse aquilo?

- Não temo a morte, e sei que posso protegê-lo.

- Não poderia.

- Vestais devem proteger os templos e santuários, no entanto, por vontades maiores, vocês cavaleiros de ouro protegem o santuário de Atena em nosso lugar. O mínimo que posso fazer é os ajudar com todas as minhas forças.

- Obrigado por tentar. Está se saindo muito bem!

Mu guardou para si a própria opinião sobre aquilo. Era discreto e educado demais para lhe dizer que os cavaleiros de ouro eram auto-suficientes, e que mesmo que ela quisesse, seu poder jamais se equivaleria ao dos inimigos que eles enfrentavam. Não teria chances.

Camus logo alcançou Milo, que voltava com três dos cavalos.

- Você os capturou sem problemas?

- Camus, são só cavalos.

- Mas também há por aqui uma força que nos vigia.

- Sim, e ela torna nossos corpos mais pesados. É muito arriscado quando se está nas montanhas.

- Vamos a cavalo? Temos que alcançar os outros logo.

- Pode ser... Mas, como a gente vai guiar assim?! –ele apontou para a nuvem que cobria a lua– A não ser que façamos fogo. Vou buscar aquele galho ali e já volto.

- Onde?

- Ali do lado. Segure os cavalos que eu já volto. Eu o vi quando ainda tinha um pouco de luz.

- Pode ir. Mas tome cuidado.

- Camus... Sou maior e vacinado, -ele piscou para o amigo, rindo de sua preocupação- sei me cuidar.

Camus balançou a cabeça enquanto Milo se encaminhava até a encosta do pequeno vale em que se encontravam e pegou o galho. Mas algo brilhou entra as pedras e ele se abaixou...

- Está tudo bem?

- Tudo ok, mas... Vem ver isso aqui...

- Milo, cuidado!

Camus se desesperou quando uma avalanche de pedras caiu sobre o grego, que fora atingido na cabeça.

- MILO!

Camus retirou a primeira pedra, mas seu corpo foi atravessado por uma cimitarra.

Notas finais
Calma, não pretendo matar ninguém ainda. Ainda.