Hunter

6 Capítulo 6 - Coração de Gelo


Notas iniciais
Opaaa, oii amores, tudo beem?
maais um cap de hunter pra vcs
surpresaa, só POV Edward *-*

POV Edward :

Eu devo ter algum problema na cabeça, não é possível! Pensando bem, eu tenho mesmo, tem nome e eu desejo mais que sangue. Isabella Swan, esse é meu grande e perfeito problema.

Ela passa a imagem de indiferença e frieza, eu pensei que não tinha coração, até ver aquela lágrima em seu rosto, eu tive que me segurar com todas as forças pra não ir até ela, pega-la nos braços e a reconfortar, mas o mal e a humilhação que fez a Rosalie me fez lembrar o porque não podia desejá-la. Cada pensamento meu, me repreendendo por isso, ela me olhava com sua mascara de indiferença se dissolvendo, mas em segundos se recompondo.

Ela tinha terminado suas perguntas e eu e minha família estávamos indo embora, eu fui até a metade do caminho, mas parei, não conseguia mais dar um passo, meu corpo se movia pro lado contrario, querendo voltar pra clareira.

— Edward? – Alice voltou e me encontrou duro como uma estátua.

— Vai pra casa, eu vou dar uma saída – eu não podia, mas não conseguia, era mais forte que eu.

— Mas...

— Vai Alice! – falei um pouco grosso com ela, me senti mal e a olhei em desespero, mas ela sabia que tinha me arrependido do meu comportamento. Ela cerrou os olhos pra mim e foi embora.

Comecei a correr de volta pra clareira.

Não sabia o que falar com ela, mas não importava, eu não conseguia dar a volta e ir pra casa, meu corpo não me obedecia mais, era como um imã, um feitiço. Ela estava me enfeitiçando? Me chamando pra ela pra humilhar mais um pouco alguém? Ela não se cansava dessa pose fria, sem coração que estava tendo? E por que eu a queria tanto em meus braços? Será que sofrer por amor uma vez, e estar condenado pela eternidade a conviver com esse fardo, sem poder amar de novo, já não era demais? Parece que não, porque pelo visto o feitiço que ela lançou em mim estava fazendo efeito.

Só podia ser feitiço, nunca fiquei sabendo que vampiro ama mais de uma vez,e a única que poderia amar, estava morta. Só de pensar nisso aquela dor no meu interior crescia, não tão forte como antes. O desejo por Isabella diminuía, única coisa que agradecia a ela.

Sua mente não estava bloqueada, e vi que ela pensava em mim, no que ela sentia quando me olhava, mas nunca, uma raiva que não conhecia, deixava de reinar seus sentimentos. A curiosidade me bateu em cheio e apressei meu passo. Não lutando mais dessa vez, eu sabia que a guerra contra mim mesmo, pra voltar pra casa, já havia sido perdida.

Cheguei lá e fiquei besta com a cena que via.

Isabella estava deitada na pedra, olhando fixamente pro céu, parecia estar admirando as estrelas, mas na verdade, pensava em mim, e nos acontecimentos de hoje. Estava imersa em pensamentos, porque não tinha notado minha presença até então.

Seu vestido ainda estava molhado, grudando em sua perna torneada, seus cabelos estavam uma verdadeira bagunça na pedra, eu perdi o fio de raciocínio quando notei seu busto subindo e descendo por conta de sua respiração. Seus braços estavam jogados um de cada lado da pedra e uma de sua pernas levemente dobrada,dando um ar de tranqüilidade a ela. Estava mais perfeita ainda, assim, livre, sem a carranca fria.

Estava atordoado com a cena, mas quando ela sentiu meu cheiro, falei antes de ela pensar em vir querer me questionar.

— Isabella, podemos conversar? – ela abriu os olhos, e arregalou, mas sem olhar pra mim ainda. Seu escudo mental voltou.

— Eu falei pra ir embora – ela disse com frieza entre dentes, ainda sem olhar pra mim.

Aquela pose de foda-se que ela fazia me irritou.

— Cassete meu, você não se cansa disso? De ser uma pessoa insuportável? – disse meio que rosnando de raiva daquele esnobismo dela.

— Vá embora! VÁ EMBORA! – ela se levantou gritando, rosnando pra mim.

— Não vou – disse com firmeza – eu não sei que diabos você fez comigo, mas eu não consigo ir! Uma merda isso, não acha? – disse irônico dando uma risada cínica pra ela – já que me quer ver fora daqui, desfaça a porra do feitiço que me lançou! – a sua pose durona foi desfeita por uma confusa. Eu que não caio mais nessa. Minha visão ficou vermelha e meus caninos se esporam, provavelmente meus olhos estavam negros.

— Sua criatura dos infernos – falei rosnando pra ela e saltei nela, mas claro ela fez igual Rose, me deixando paralisado no ar – me solta sua bruxa – eu tentava me debater, sem sucesso, e ela me olhava com um misto de confusão e raiva.

— Eu não lancei feitiço nenhum em você, você que é um fraco, que core atrás de qualquer rabo de saia – ela disse com amargura – e já a parte da bruxa, obrigada – ela disse tentando soar irônica, mais ainda tensa e me soltou, fazendo eu cair de costas na grama.

— Você não me conhece pra fala algo sobre mim! – disse cuspindo as palavras, me levantei — E me responda então bruxinha, se você não lançou merda de feitiço nenhum, porque não consigo voltar pra casa? Por quê que meu corpo esta sendo atraído até você? Me diga, porque eu já cansei desses seus joguinhos estúpidos de humilhar todo mundo!

— Eu não faço idéia do que você está falando – ela disse indiferente, descendo da pedra — e eu já disse pra você que não lancei droga de feitiço nenhum – começou levantando o tom de voz e veio caminhando na minha direção — eu não faço jogo, eu sou assim seu imbecil – seus olhos ficaram iguais os meus, negros como a noite, e seu canino crescia — e nem sei porque eu to perdendo meu tempo falando com você! VAI EMBORA, você é surdo ou o que? – ela disse quase explodindo de raiva e me dando um soco no peito me fazendo deslizar pra trás.

— Você se acha a fodona, mais eu sei que você na verdade é fraca, solitária e covarde – disse com um sorriso cínico nos lábios.

— Se você soubesse tudo o que passei, nem pensaria em colocar isso na minha lista de defeitos, idiota! Vá embora.

— Claro que eu não sei nada sobre você, você não abriu a porra da boca nem pra falar que tipo de coisa é você – disse entre dentes, frisando coisa.

— Me deixa em paz seu desgraçado – ela disse rosnando — VA EM-BO-RA, ta difícil, eu já não dou satisfação da minha vida a muito tempo, e não vai ser com você, um babaca, que vai me fazer falar.

— Eu só quero te entender – eu gritei, já explodindo de raiva, cansado de toda a sua ironia – ou você é burra o suficiente pra notar que eu quero você – não adiantava fingir pra ela que não a desejava, ela lia em cada pensamento meu, em cada olhar que eu lhe dava. Eu desisti naquele instante de me penalizar por querê-la, eu não podia fazer nada a respeito. Eu podia odiá-la, mas a desejava ao mesmo tempo, esse sentimento é perfeito pra ela. Beleza e maldade, graciosidade e ironia, paz e inferno. Ela é a mistura de tudo que é oposto. Você via isso ao olhá-la.

Ela rosnava, seus olhos ficaram pretos e seu canino se expos. Ela rosnou mais alto vindo pra cima de mim, mordendo meu pescoço, enquanto eu caia com sua vinda repentina. Eu gritei pelo veneno dolorido, dei um soco em sua barriga fazendo-a voar, e fui pra cima dela mesmo no ar, abracei seu corpo, prendendo seus braços. Caímos deitados, eu em cima dela, ela rosnando querendo me morder, mas eu afastava a cabeça.

— PARA COM ISSO PORRA! – gritei com a cabeça jogada pra trás, afastada de seus dentes.

— Me solta então, se você não fizer isso por vontade própria, voc...

Sia — My Love

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Olhva pra ela, como é linda assim, parecendo uma vampira. Sua respiração batia em meu rosto, trazendo seu cheiro doce pra mim, não consegui me segurar e me aproximei de seu pescoço, encostando o nariz nele, interrompendo no meio de sua fala. Ela estremeceu, e ao invés dela rosnar ela soltou um pequeno gemido baixo, e parou de lutar pra sair do aperto dos meus braços, relaxando.

Tracei o caminho do seu pescoço até sua mandíbula, aspirando seu cheiro, seu coração batia descompassado, cada vez que eu mexia a ponta de meu nariz em sua pele. Voltei pra seu pescoço e o beijei, ela estremeceu, o que foi como um sinal pra continuar. Eu já não raciocinava direito, com ela tão próximo a mim, então o ultimo fio de racionalidade que tinha, me dizendo pra parar e que eu estava fazendo a coisa errada, ignorei, jogando a toalha, não ia conseguir parar de qualquer jeito, e eu ... não queria. O seu corpo colado ao meu era o que eu queria! Seu corpo, seu cheiro, sua boca, ela.

Continuei beijando seu pescoço, dando leves chupões fazendo-a soltar altos suspiros, suas mãos agarravam minha camiseta me puxando pra si, já que era a única coisa que podia mexer, porque meus braços ainda estavam ao seu redor, a impossibilitando de movê-los.

Levantei a cabeça pra olhá-la e sua expressão era de desejo. Tirei um de meus braços ao seu redor para acariciar seu rosto, enquanto o outro estava apoiando meu peso no cotovelo. Ela soltou as mãos de minha cintura e as deixou cair na grama, com a palma virada pra baixo, voltei minha atenção a seu rosto, e ela tinha os olhos fechados com o semblante de quem discutia consigo mesmo. Não conseguia mais me segurar.

Abaixei minha cabeça devagar olhando pra sua boca e selei nossos lábios, num beijo suave. Levantei meu rosto pra olhá-la, esticando meus braços, que estavam um de cada lado de seu corpo, perto do pescoço, para apoiar meu peso. Ela estava com os olhos fechados e os lábios num bico de beijo. Ela abriu os olhos e me olhou meio confusa. Pensei que ela ia me empurrar pra fora e tentar me matar. Ledo engano.

Seus braços envolveram meu pescoço e me puxaram pra si, fazendo com que eu soltasse meu corpo no seu. Ela tinha um meio sorriso no rosto, ela estava tão solta, tão livre, sem aquele semblante frio, ela estava simplesmente perfeita.

Abaixei novamente minha cabeça capturando seus lábios novamente. Sua mãos foram para meu cabelo, enroscando os dedos nos fios e me puxando mais pra ela e abrindo passagem pra minha língua. Nossas bocas se encaixavam perfeitamente, e nossas línguas se enroscavam sensualmente. Uma de minhas mãos foi pra sua cintura, a puxando pra mim.

Ela enlaçou as pernas na minha cintura, me apertando a ela mais ainda. Eu já não raciocinava mais nada, só o que eu tinha em mente era ela, e o quanto ela me deixava louco de vontade de nos unirmos em um só.

Minha mão foi pras suas coxas apertando-as, ela soltou um gemido abafado pela minha boca, levando suas mãos até debaixo da minha blusa, nas minhas costas, e arranhando com suas unhas, eu estremeci soltando um suspiro.

Sem separar nosso lábios, nos sentei, ela no meu colo, com as pernas abraçando minha cintura. Larguei de sua boca e fui pro pescoço, beijando, lambendo, sentindo seu doce gosto. Ela de repente ficou tensa, não me importei e voltei minha boca pra dela.

Ela me mordeu, cravando seus caninos nos meus lábios, gritei de dor pelo veneno, e puxou meu cabelo pra trás com vontade.

A olhei em duvida, e sua mascara de frieza voltara a seu rosto, agora misturado com raiva, ela rosnou pra mim e me deu um soco na cara me fazendo voar alguns metros, quando cai, ela já estava na minha frente, catou meu cabelo e me levantou.

- Você é louco? Nunca mais me beije, seu nojento – disse cuspindo as palavras soltando meus cabelos.

- Haha – ri cínico – você estava me agarrando até agora e vem me chamar de nojento? Você é a única louca aqui ! – disse me aproximando da bruxinha raivosa e falei no seu ouvido – e estava gostando, porque os seus gemidos com certeza não eram de raiva – e passei um braço pela sua cintura grudando nosso corpo e a outra mão no seu cabelo beijando-lhe ferozmente.

Ela derreteu em meus braços não resistindo ao beijo.

Ela ficava tensa em algumas horas, mais eu aprofundava o beijo e ela se derretia novamente em meus braços, eu já estava no limite de loucura, mais um pouco e me unia a ela ali mesmo.

Separei nossos lábios encostando minha testa na sua.

- Por que tanto ódio? – dei-lhe um beijo em seus olhos e percebi que estavam úmidos.

- E-eu não posso – ela disse se afastando, as lágrimas caiam fazendo uma dor nova no peito, surgir.

- O que ? – disse a puxando pra mim novamente, eu queria consolá-la, mas ela ofereceu resistência e não se moveu.

- Não posso, isso é errado, eu tenho que ir – antes de eu abrir a boca pra contestar ela sumiu.

O que será que aconteceu com ela pra ela ser dessa maneira, impedindo as pessoas de se aproximarem dela, tem alguma mágoa guardada.

E eu vou descobrir o que é, eu vou ter essa bruxinha pra mim, pode apostar.

Notas finais
Comentem e divulguem a fic gente, ajudem ela a ser reconhecida !!