Hunter

7 Capítulo 7 - Eu quero você


Notas iniciais
oooi amores, está aí, mais um cap pra vocês. Beijos e Boa Leitura!

3 Doors Down — Here Without You

http://www.youtube.com/watch?v=NqjfvD-qbmw

POV Bella :

\\t\\t Ele não tinha idéia do que queria comigo, não sabia o que falar. Eu não podia dar corda, mas queria. Queira que ele ficasse cada vez mais perto, de preferência grudado a mim. Mas o que? Não eu não podia querer isso, ele é só mais um vampiro desgraçado que veio atrapalhar minha vida, como sempre essa raça nojenta fez.

Mas parecia que o desejo era mais forte que meu ódio. Eu praticamente chutava todos a minha volta, como se fossem cachorros sarnentos, sem respeito algum a ninguém e ele insistia em querer saber mais sobre mim, eu quero tanto falar, mas não, não posso. A única vez que fiz isso me arrependo amargamente de ter feito, e o ódio cresceu em mim novamente. Eu gritava desesperadamente pra ele ir embora, minha raiva era grande, e uma dor de pensar em ele indo, cresceu bruscamente em meu peito. Ele me enfrentava, minha raiva crescia com isso.

Curiosidade cresceu em mim fortemente quando ele me falou que o tinha lançado um feitiço, pois ele não conseguiu embora, mas eu não o tinha lançado feitiço nenhum, a única coisa que fazia em relação a ele era desejá-lo, mas só, não fiz nenhum feitiço. Quando meu semblante se transformou em confuso, ele se enfureceu de uma tal maneira, achando que estava querendo confundi-lo e me atacou.

Como seus pensamentos o entregaram antes, eu consegui pará-lo no ar antes de vir a mim. Ele tentava se soltar, e eu ainda estava confusa com a situação, o soltei e minha raiva voltou. Eu, sinceramente, odeio quando não sei o que esta acontecendo. Eu deveria estar acostumada a isso, mas não, cada vez que fico confusa, me lembro de que não sei nada sobre mim mesma, e dei uma resposta qualquer a ele, e agradecendo por ter me chamado de bruxa. É, eu assumi meu lado, o lado que mais adorava em mim, a ele. Não adiantava mais não assumir, estava explicito demais.

Ele se irritou com a resposta que lhe dei, e me enfrentou dizendo que não o conhecia pra falar coisa alguma, e me perguntou mais uma vez sobre o porque de ele estar sendo atraído até mim. Eu não queria mostrar confusão de novo, fiz minha máscara de indiferença, enquanto ele dizia estar cansado dos meus joguinhos de humilhação a todos a minha volta, isso me doía profundamente vindo dele, dele me odiar em alguma parte minha.

- Eu não faço idéia do que você está falando – disse na mesma máscara, mas por dentro me ruía de raiva e vontade de tê-lo, desci da pedra, me lixando agora pras minhas sandálias, fui caminhando em sua direção, mas não era eu quem estava guiando meu corpo, era a minha irritação pela situação que estava, e confusa sem saber ao certo o que estava acontecendo — e eu já disse pra você que não lancei droga de feitiço nenhum – levantei minha voz conforme chegava perto dele — eu não faço jogo, eu sou assim seu imbecil – estava cansada de ter de explicar que não fazia teatrinho nenhum, eu sou do jeito que mostro, eu sou assim a anos, mudei uma vez pra nunca mais querer repetir a burrada, lembranças invadiram minha mente, fazendo meu instinto vampiresco acordar. Aquela típica visão avermelhada, os meus olhos, negros estavam, e senti meu canino crescer.

- E nem sei porque eu to perdendo meu tempo falando com você! VAI EMBORA, você é surdo ou o que? – eu gritava numa explosão de raiva dando um soco em seu peito, não com toda minha força, mas o suficiente pra fazê-lo deslizar pra trás.

- Você se acha a fodona, mais eu sei que você na verdade é fraca, solitária e covarde – ele disse com um sorriso cínico, eu cerrei meus dentes.

- Se você soubesse tudo o que passei, nem pensaria em colocar isso na minha lista de defeitos, idiota! Vá embora – gritei, eu estava cansada de tanto interrogatório, eu queria ir pra casa, ficar no silencio e solidão do meu quarto. Mas não, eu não conseguia deixá-lo ali, eu queria prolongar nosso tempo juntos, mesmo que seja só brigando.

- Claro que eu não sei nada sobre você, você não abriu a porra da boca nem pra falar que tipo de coisa é você – disse frisando o coisa. Não, ele não me chamou de coisa. Aquela dor que já conhecia, cresceu bruscamente. A dor da duvida, de não saber o que é, de ser uma aberração ao olhos de outros, e as vezes a si mesmo. Uma fúria cresceu dentro de mim, eu queria matar desesperadamente o desgraçado que fez isso comigo, matou a minha única maneira de saber minha história, de saber quem eu sou.

3 Doors Down — When I'm Gone

\\t\\t http://www.youtube.com/watch?v=xMYbrF8tnog

- Me deixa em paz seu desgraçado – eu disse rosnando — VA EM-BO-RA, ta difícil, eu já não dou satisfação da minha vida a muito tempo, e não vai ser com você, um babaca, que vai me fazer falar – minha raiva era tanta, que seus pensamentos estavam quase sendo bloqueados pela minha cabeça, minha visão já estava vermelho sangue, e a única coisa que via era ele.

- Eu só quero te entender – ele gritava – ou você é burra o suficiente pra notar que eu quero você – eu explodi em alegria quando ele assumiu seu desejo em mim, mas minha raiva estava tão grande que quando ele disse burra, eu virei um animal em plena caça, e ele, estava sendo a presa.

Eu rosnava alto, e subitamente o ataquei, dando-lhe uma mordida venenosa no pescoço, ele gritou caindo ao chão e me deu um soco no estomago, me fazendo voar longe. Ele nem me deu chance de cair e veio pra cima de mim em pleno ar, abraçou meu corpo prendendo meus braços. Eu poderia fazer um feitiço pra ele me soltar, mas na hora eu estava com muita raiva, e meu lado vampira me dominava por inteiro, me fazendo esquecer qualquer poder de bruxa que tenho.

Quando caímos, eu pude sentir cada pedaço de seu corpo contra o meu, eu queria me render, ser dele por inteira. Não, não podia. Rosnava tentando me soltar, e tentava o morder, mas ele afastava sua cabeça.

- PARA COM ISSO PORRA! – ele gritou com a cabeça ainda afastada.

- Me solta então, se você não fizer isso por vontade própria, voc... – não consegui terminar a frase, seu nariz gelado fazia caminhos em meu pescoço, inspirando meu cheiro. Meu coração batia loucamente em meu peito. Soltei um pequeno gemido quando traçou todo o caminho de meu pescoço até minha mandíbula. Eu não raciocinava direito com ele ali, me beijando e dando leves chupões, e seus pensamentos sobre mim era pra me tirar ainda mais o raciocínio, ele me desejava tanto quanto eu o desejava.

Eu suspirava fortemente e o puxava mais perto, com as mãos puxando sua camisa, já que era a única coisa que conseguia mexer.

Ele levantou seu rosto, e ficou me olhando. Sua expressão de desejo era espelho da minha.

Ele tirou um de seus braços ao meu redor e acariciou meu rosto, fechei os olhos pra aproveitar os choques elétricos que ele mandava em minha pele com o simples toque, que me relaxou um pouco e soltei as minhas mãos de sua camisa, deixando cair na grama com as palmas viradas pra baixo, como se estivesse recebendo alguma energia do solo. Mas ao fechá-los, minha pouca racionalidade voltou a ativa.

Lembrei do porque que o que eu estava fazendo era errado. Eu não podia me envolver, não agüentaria a mesma dor duas vezes. Agora eu nem me importo se ele é vampiro ou não, ele podia ser até um lobisomem fedido que eu não me importaria, ele era muito bom pra eu sequer pensar em ter raiva dele. Mas eu não podia sofrer novamente, eu não suportaria a dor do engano duas vezes. Eu podia até passar uma imagem de forte, mas nesse quesito, não mais.

The Fray — Never Say Never

\\t\\t http://www.youtube.com/watch?v=E1m5OUF569k&feature=fvst

Fui interrompida de minha batalha interna, com lábios gelados e quentes ao mesmo tempo, tocando os meus. Meu corpo se acendeu, como nunca tinha feito antes, apenas com o pequeno roçar de lábios. Mas durou pouco tempo aquele toque. Eu queria mais, muito mais, eu o queria inteiro.

Ele afastou seu rosto do meu, meu bico era de beijo e tinha os olhos fechados, quando abri fiquei confusa, era só isso? Por mim? Não.

Enlacei meus braços em seu pescoço e o puxei pra mim, fazendo-o cair com o corpo em cima do meu, me fazendo quase ver estrelas com tanta proximidade. Eu tinha um meio sorriso involuntário nos lábios, era tão bom essa sensação, sem ter que ter a guarda levantada.

Ele selou nossos lábios novamente, mas dessa vez mais voraz. Enrosquei meus dedos em seus cabelos e o puxando mais pra mim e abri passagem pra sua língua. Sua boca era o perfeito encaixe de minha, nossa sincronia era perfeita. Ele me apertou pela cintura juntando mais nossos corpos, isso me acendeu mais ainda, fazendo minhas pernas abraçarem sua cintura o apertando mais a mim.

Nós dois não raciocinávamos mais, tanto um quanto o outro pensava a mesma coisa. Nossos corpos queriam mais, queríamos nos juntar tanto a ponto de sermos um só.

Ele apertou minhas coxas me fazendo soltar um gemido, que foi abafado por sua boca, que ainda estava na minha. Eu queria provar sua pele macia também, e fui com minhas mãos pras suas costas, embaixo de sua blusa, e o arranhei. Ele estremeceu soltando um alto suspiro.

Sem nos desgrudarmos um milímetro, ele nos sentou. Eu ainda estava com as pernas envoltas em sua cintura, e sentava no seu colo. Ele deixou minha boca e foi pro meu pescoço, lambendo, chupando, dando pequenas mordidas, eu não raciocinava, até uma brisa bater em meu rosto.

Foi como se tivesse despertado de um sonho, fiquei tensa na hora, e ele percebeu voltando a beijar minha boca.

Eu não podia, prometi pra mim mesma nunca mais ia me envolver. Eu não quero sofrer novamente, por mais que meu corpo queimasse por dentro de tanto o querer, eu não podia. Eu tinha que ser dura com ele e fria, pra ver se ele nunca mais me procura. Já em pensar nisso uma dor surge em meu peito.

Deixei meus caninos crescerem e antes de ele conseguir me beijar, o mordo venenosamente o fazendo gritar. Seu grito foi como uma faca em meu peito. Fiquei com raiva, não, ódio de mim mesma. Puxei seu cabelo pra trás, querendo afastar sua boca de perto da minha.

Ele me olhou confuso, meu ódio de mim mesma, por estar fazendo mal a ele, aumentou, e acabei rosnando, não pra ele, mas sim pra mim. Eu tinha que afastá-lo de mim de algum jeito.

Soquei seu estomago, o fazendo voar longe. Quando ele caiu, eu já estava na sua frente. Catei seu cabelo, me rasgando de ódio por dentro, eu era um monstro sem coração mesmo, e o levantei.

- Você é louco? Nunca mais me beije, seu nojento – disse cuspindo as palavras, que foram tão difíceis a sair, mas ele não facilitava as coisas pra mim.

- Haha – ele riu cínico – você estava me agarrando até agora e vem me chamar de nojento? Você é a única louca aqui ! – disse se aproximando de mim, e veio falar em meu ouvido – e estava gostando, porque os seus gemidos com certeza não eram de raiva – eu perdi qualquer raciocínio que tinha na hora que ele disse as palavras, me deixando um ser totalmente irracional quando abraçou minha cintura com um braço, grudando nossos corpos, e sua a outra mão agarrando meu cabelo com força e aproximou nossos rostos beijando-me urgentemente.

Eu não conseguia mais, eu não queria mais, ficar longe dele. Eu me derreti em seus braços. Quando tinha a chance de recobrar um pequeno fio de pensamento, ele aprofundava ainda mais o beijo, fazendo eu me perder novamente.

Ele separou nossos lábios, pois ele já estava no seu limite de ficar só no beijo e colou sua testa na minha. Eu chorei, em parte de felicidade de estar com ele, e em outra de tristeza de não poder fazer isso.

Ela era tudo o que mais desejava, tudo o que mais queria. Mas não, eu não posso, eu não posso me envolver novamente, não posso me machucar novamente. Eu não saberia amá-lo direito, não o tanto que ele merecia. E não conseguiria retribuir igualmente o que ele me daria. Eu não sei mais como se ama alguém.

Eu chorava de raiva por meu coração de gelo.

- Por que tanto ódio? — ele disse beijando meus olhos.

- E-eu não posso – disse me afastando, ele não me merecia, e isso me doía, fazendo minhas lágrimas aumentarem. Ele sentiu dor ao me ver assim, eu não queria que ele sentisse dor, eu queria vê-lo feliz.

- O que? – ele perguntou com uma cara de desesperado e me puxando pra si novamente, mas eu não me deixei ser levada.

- Não posso, isso é errado, eu tenho que ir – eu disse no meio de soluços, eu estava prestes a desabar. E antes de ele conseguir falar alguma coisa, sai da clareira, desaparecendo de sua vista.

Cheguei em casa e desabei na cama, chorando e me culpando de tantos anos sendo tão fria, depois de tudo isso decidi dormir um pouco pra ver se a dor passava.

(...)

1 semana depois.

David Archuleta — Crush

\\t\\t http://www.youtube.com/watch?v=w4DCWptQxiM

Eu decidi trancar a faculdade, eu não precisava dela mesmo. Eu não poderia vê-lo sem me jogar em seus braços.

Estava caçando em Seattle, tinha me alimentado de dois assassinos, e decidi voltar pra casa. Ultimamente estava assim, saia pra caçar e voltava pra casa.

Só tinha saído hoje pra buscar meus documentos e caçar. Eu estava realmente cansada de tudo, de não conseguir uma maldita dica do acontecimento de minha família, de não ter ninguém, de não poder ter ele, de ser uma aberração, de tudo !

Eu queria pelo menos um tempo de tudo, de bruxas, de vampiros, tentar ser uma humana normal, sem poderes, ou até mesmo esquecer que não tenho família. Esquecer os problemas,e tentar tirar ele da cabeça, o que estava sendo quase impossível.

Estava terminando de ler um livro qualquer que achei na biblioteca da cidade, quando uma carta entra embaixo da porta.

Cheirei pra ver se tinha algum cheiro familiar, e vi que era de algum vampiro. O cheiro doce impregnava a carta.

Abri pra ler o que era, e o que li me faz cair de joelhos no chão e comecei a chorar ainda olhando pra carta.

Notas finais
Comentem bastante e deixem essa chata aqui feliz *-*

beeeeijos amoores :***