Hunter

5 Capítulo 5 - Discussões Internas


Notas iniciais
Oi meu amores, essa fic estararei postando 1 vez por semana até alcançar o ponto onde estou.São poucos os coments, mas os que tem eu amo cada um deles, obrigada pela consideração !!

Florence e The Machine — Heavy in Your Arms

POV Bella :

Como alguém pode ser tão perfeito? Sua pele ficava mais branca na escuridão da noite, e agora com o brilho da lua, que aparecia cada vez mais depois da tempestade, sua pele tinha um brilho especial. Seu cabelo bagunçado estava quase negro por estar molhado, fazendo alguns fios caírem em sua face, fazendo um contraste com sua pele translúcida, o deixando mais perfeito ainda. Seus olhos, de um ouro derretido, queimavam nos meus. Como ele conseguia isso eu não sei, mas eu não conseguia tirar meus olhos do dele.

Estava tão enfeitiçada pela sua perfeição que cheguei a dar um passo em sua direção, queria tocá-lo, sentir a maciez de sua pele fria, senti-lo abraçando-me, formando um só. Mas o único fio de racionalidade que me sobrava me avisou sobre a cara de boba que estava fazendo e a burrada de ir até ele. Parei e sacudi a cabeça, como se conseguisse espantar meus pensamentos sobre ele, mas quando olhei em seus olhos, desviei sentindo uma quentura em minhas bochechas, eu estava corando? A quanto tempo não acontecia isso comigo, nem lembro da ultima vez, alias lembro, mas prefiro não lembrar do passado. Quando voltei a olhá-lo, ele estava com um meio sorriso lindo em seu rosto, fiquei fora de foco, pensando em como seria o toque de seus lábios nos meus, voltei a pensar novamente e corei com o pensamento que tive. Seus pensamentos estavam basicamente iguais aos meus, ele me desejava tanto quanto eu a ele. Como se fosse possível corei, ainda o olhando, e não consegui segurar o meio sorriso abriu em meus lábios. Mas logo quando abri meu sorriso para o vampiro a minha frente, a parte minha que queria vingança, me lembrou que seres como aqueles que massacraram minha família, e por causa dele que hoje estou sozinha, sem saber nada sobre meu passado e dedicando cada espaço do tempo pra pequenas descobertas pra saber quem eu sou. Desfiz meu sorriso, por mais difícil que fosse desfazê-lo, e refiz minha máscara de frieza, o que me doeu, foi ver a tristeza nos olhos dele por milésimos de segundos antes de a mesma mascara que eu estava usando ser feita por ele.

Me doía machucá-lo, mas era preciso, eu não conseguiria ser o que ele precisa. Meu ódio pela sua raça era muito pra superar qualquer desejo que eu sentia. Parei de pensar nisso, desviei o olhar do dele e olhei pro resto da família.

– Falem, o que pretendem com essa reuniãozinha patética? – eu disse, Rosalie revirou os olhos.

“ Que mulher irritante ” a loira pensou.

“ Provar do próprio veneno é uma merda né! ” mandei meu pensamento a ela e ri cínica quando ela rosnou e tentou vir pra cima de mim com um pulo. Mas eu a parei no ar, estava com o braço direito esticado na sua direção e com a palma aberta. A família olhava horrorizada e puta porque sabiam que não tinham o que fazer.

Fiz um movimento com a mão com se estivesse chamando alguém, e com isso ela veio pra mais perto de mim, seu nariz estava a milímetros do meu. Coloquei em ação meu lado vampírico, um dos olhos pretos e minhas presas.

– Darling, deixa eu lembrar uma pequena coisinha pra você – disse suavemente, como se estivesse falando com uma criança, e coloquei uma mecha de seu cabelo atrás da orelha lhe dando tapinhas leves em sua bochecha – mais uma tentativa de me atacar, você morre – disse abrindo um sorriso diabólico em meu rosto – simples não, mas pelo jeito esse pequeno cérebro não é capaz de muita coisa mesmo, não é criança? – ela rosnou e tentou me morder, mesmo a centímetros de distancia. Ela se debatia tentando sair, mas sem sucesso, claro – eu te disse – e com um movimento com as mãos, como se estivesse dando um peteleco em um grão, a joguei no ar fazendo-a bater em uma pedra,a quebrando a rocha no meio.

Virei pra família que me olhava com ódio, tentando não olhar pro único que me olhava com carinho e nojo ao mesmo tempo. Aquele olhar me fez sentir suja e uma dor surgir no meu peito. Mas eu não podia parar, ou mudar meu comportamento, isso não é quem eu sou, ou pelo menos quem lutei pra ser. Não posso mudar agora, já é tarde demais pra isso. Porque me dói tanto?

Emmett, foi correndo pra ajudar Rosalie, que rosnava, mas sabia que mais um ataque ela morria. Eu ri com essa.

– Aprendeu agora querida, ótimo – ela desviou o olhar e olhou pra Emmett o abraçando, enquanto ele perguntava se ela estava bem, eu realmente não gosto dessas cenas, virei o rosto com a dor no peito mais forte, inconscientemente minha mão foi até ele, e uma lágrima escapou de meus olhos sem minha permissão, droga, eu tinha que demonstrar fraqueza logo agora. Ele me olhava com confusão e se odiava por querer vim enxugar a lágrima e me reconfortar, como eu consigo ser tão fria com alguém tão bom. Mas não posso parar agora.

– Cullens, alguém mais quer tentar me matar? Podem vir, a hora é agora. Porque eu to cansada dessa merda – disse com raiva dessa vez, por causa da mistura do ódio que sentia de mim mesma e essas tentativas ridículas de tentarem me matar toda vez que me vêem.

– Desculpe-nos o comportamento de minha filha – aaaah claro, um vampiro santo, era só o que me restava pra eu me odiar mais ainda – é que temos algumas dúvidas sobre o que vem a ser sua raça – Carlisle disse dando um passo, ficando a frente de toda a sua família.

– Carlisle, eu não falo sobre o que eu sou a ninguém, não me convém me expor pra qualquer um – eu disse com uma mascara de indiferença e olhando pro nada, eu tinha vontade de conversar sobre o que sou com alguém, não agüentava ter me esconder, mas eu me expor era muito risco pra mim, e pra falar a verdade nem sei direito o que sou, isso é o que me deixa mais frustrada.

– Entendo, mas nós precisamos saber quem você é pra saber se não é um risco pra minha família e eu, pois estamos com residência permanente nessa região – ele disse como se fosse no automático, como se já tivesse feito isso milhares de vezes.

– Não represento perigo desde que não me incomodem e respondam algumas de minhas perguntas, porque eu também estou com permanência fixa nessa região, e como cheguei aqui antes de vocês, tenho o direito de respostas.

– Claro – ele disse um pouco menos tenso.

– Pretendem ficar quanto tempo?

– O suficiente pra não perceberem que não envelhecemos.

– Quantos anos o mais velho do seu clã?

– Pensei que bruxas soubessem ler as pessoas – a gnomo, Alice, disse, num murmúrio.

– Eu não disse que sou uma bruxa, e o que sou, só consegue ler totalmente humanos, vampiros é muito mais complicado, só o nome geralmente, mas isso não lhe vem ao caso – disse na mesma mascara de indiferença que estava quando conversei com o papai do clã.

– Preferimos família, e sou eu o mais velho, me transformei ha 345 anos.

Continuei com as perguntas sobre eles, mas foram quase todas no automático, só pra conhecê-los.

Carlisle é muito novo pra saber algo da época da destruição das bruxas. Mas parece que ele sabia de muita coisa, pois viveu com uma família muito antiga de vampiros, os trouxas dos Volturi, um clã que se achava a realeza, eu rio com isso.

Depois de um monte de perguntas, eu já queria ir pra casa, estava decepcionada em não ter nenhuma novidade, e cansada de manter minha mascara de indiferença, quando eu queria é estar nos braços de Edward, sentindo a frieza de seu corpo no meu, e ele tendo os mesmos pensamentos que o meu. Por mais que ele lutasse pra esses pensamentos não o incomodarem, ele não conseguia, e se xingava cada vez que os tinha. Isso me doía, ele me desejava e odiava ao mesmo tempo.

– Então, pra que não aja nenhuma briga ou desentendimentos, como eu já disse onde são os limites de minha casa, e meu perímetro de caça, não os ultrapasse, a coisa pode ficar feia pro lado de vocês.

– Desculpa, mas não sabemos seu nome – Edward disse me olhando intensamente, me fazendo arfar um pouco.

– Isabella Swan, é meu verdadeiro nome e o que estou usando agora nos meus documentos – disse desviando meu olhar do dele, eu queria pelo menos ser capaz de pensar enquanto estava na presença do clã.

– Senhorita Isabella, nosso estilo de caça é um pouco diferente – disse Edward, sua voz acariciava meu nome, me fazendo sentir pequenos choques elétricos pelo corpo.

– Como assim? – disse meio atordoada pela sua voz.

– Nós não caçamos humanos – ele disse isso com amargura.

– Caçam o que então? – disse com ironia.

– Animais.

Hã? Como assim? Que nojo, franzi minha cara mostrando meu asco pela dieta deles.

– Por isso os olhos de outra cor – afirmei e eles assentiram — Interessante, nojento ainda, mas, interessante. Mas mesmo assim, se decidirem caçar humanos, não atravessem meu perímetro. Bom, está tudo claro entre nós, podem ir embora.

Carlisle se despediu e foi embora com sua família. Eu agradeci por estar longe dele, pra poder pensar um pouco o que estava acontecendo comigo.

Virei de lado para o lugar onde eles estavam, e deitei olhando as estrelas.

Por que eu não consigo tirar aqueles olhos dourados da cabeça? Ele é muito atraente, isso é verdade, mas existe tanta gente atraente nesse mundo, e nem por isso ficam em minha mente, me atormentando, me fazendo querer largar tudo e todo ódio só pra estar nos braços dele, nos tornando um só.

Sou tirada de meus pensamentos quando sinto o seu cheiro.

– Isabella, podemos conversar?

Notas finais
Vamo lá, um comentário não custa !!