Hunter

8 Capítulo 8 - Tristeza Enfurecida


Notas iniciais
Geente, eu fiz confusão com o nome do cap anterior, na verdade o nome que tinha colocado era pra esse, misturei tudo *vergonha*, mas já arrumei.
boom, está ai mais um cap pra vocês! aproveitem !!

Boa Leitura

Placebo – Running Up That Hill

http://www.youtube.com/watch?v=RBlAdApfK9U

Não acreditava no que lia, era muito pra mim. Minhas lágrimas desciam rapidamente, e eu soluçava. Minhas pernas tremiam, nunca tinha me sentido tão vulnerável quanto agora.

“ Me desculpe por tudo filha,

espero um dia te conhecer e ser perdoado

por tudo que fiz.

Saiba que amei muito sua mãe,

mas era um amor impossível, e por isso

que tudo aquilo aconteceu!

Não irei me pronunciar agora, mas é só

pra lhe proteger minha filha, mas um dia,

nós iremos nos encontrar.

Perdoe-me por tudo,

seu pai ”

Eu lia e relia o pequeno pedaço de papel, não podia, meus olhos me enganavam. Meu pai é um vampiro? Isso explica porque sou diferente, mas me deixou mais em dúvida ainda em tudo que eu pensava de minha história. Eu já não sabia nada sobre mim, agora sei muito menos.

Meu pai que planejou a morte de minha mãe? Se isso for verdade, quer dizer que eu estou sem saber nada e sem família, por causa dele? Por que ele não me disse nada, uma dica, ou qualquer coisa sobre mim, ou sobre o passado?

Uma raiva me dominou, me fazendo levantar e sair correndo pra minha clareira. Era o único lugar que eu conseguia me acalmar e pensar um pouco.

Estava chovendo, como sempre, mas nem me importei, era até bom. A água fria da chuva batia em meu corpo, coberto apenas por um shorts jeans e uma bata azul, e me fazia relaxar, já que eu não sentia frio.

Chegando na clareira, meus joelhos cederam, e caí, deitando na grama molhada.

Eu chorava mais do que podia imaginar, abracei meu corpo e encolhi minhas pernas, ficando em posição fetal.

A chuva aumentou, me levantei, ainda em fúria e fui destruir alguma coisa, uma árvore, uma pedra, qualquer coisa, só precisava bater em algo.

Saí correndo de onde estava, e me choquei com uma rocha, perto da cachoeira que ficava num canto mais coberto da clareira, partindo-a no meio, peguei uma parte com as mãos e joguei longe, soltando um grito tão alto quanto podia.

- Merda de vida, merda de família. Tomara que todos morram! – gritava furiosamente — HAHA, que ironia, TA TODO MUNDO MORTO MESMO, família de bosta, pai de bosta! – disse arrancando uma árvore e jogando longe.

Peguei a outra parte da pedra que estava no chão ao meu lado e dei um soco, fazendo-a quebrar em vários pedaços.

- Por que me deixou sozinha? Por que deixou acontecer aquilo com a minha mãe? – eu dizia debilmente caindo no chão de novo e abraçando minhas pernas – Por que não vem falar comigo?- soluçava alto — Por que? – fiquei repetindo até que me levantei, cansada de repetir a mesma pergunta.

- QUE MERDA DE AMOR É ESSE HEIN?- minha vista ficou roxa e meus olhos se tingiram da mesma cor enquanto eu gritava, comecei a levitar. Os raios aumentaram no céu, e quem fazia isso era eu, eu precisava me cansar e jogar pra fora toda essa raiva.

Comecei a lançar os raios em minha direção, fazendo uma “bola” de energia e luz envolta ao meu corpo. Quando vi que estava no meu limite, gritei mais alto lançando pra todos os lados, como se fosse as ondas que se formam, quando se joga uma pedra num rio calmo, mas muito mais fortes, fazendo tudo a minha volta balançar com o vento que as ondas formaram. Quando “explodi” a energia pros lados, a luz que estava junto aumentou, fazendo um clarão mais potente que a luz do sol, naquele pequeno espaço que é a clareira.

Quando toda a energia dos raios, saiu totalmente de meu corpo, caí, sem forças pra me manter no ar.

Fiquei naquela posição, me encolhendo novamente e chorando, esperando que a escuridão dos sonhos me pegasse, e foi o que aconteceu depois de alguns minutos.

Eu acho que estava sonhando, porque tudo a minha volta passava lentamente, na velocidade de uma caminhada, e sentia algo frio me carregar. Depois disso a escuridão me pegou novamente, mas era como se eu fosse cega, pois não conseguia abrir os olhos, mas sentia tudo a minha volta, como o vento batendo em meus cabelos, mas só neles, meu corpo parecia estar cobero por algo, ou a chuva molhando ainda mais meu corpo encharcado. Mas o que mais me prendia a atenção era o perfume perfeito que me envolvia, eu não queria que esse cheiro saísse de perto de mim nunca.

Depois de um tempo, senti algo macio em minhas costas, e o cheiro indo embora.

- Não... vá... em...bo...ra – disse entrecortada, não tinha forças pra falar direito, mas mesmo assim consegui levantar meus braços e abraçar o cheiro. Eu queria abrir meus olhos, mas eu não raciocinava direito, eu sabia que conhecia o cheiro, mas nada me vinha a mente.

- Como você quiser Isabella – senti algo frio me envolver novamente, era algo aconchegante, relaxante, depois não me lembro de mais nada, só de mais escuridão.

POV Edward

30 Seconds To Mars – Was It A Dream

http://www.youtube.com/watch?v=4zJ7LfLDTu0

Eu não a via há 1 semana, ela não ia as aulas, o que me deixava frustrado, e decepcionado cada vez que olhava aquele refeitório e esperava ela entrar e vir em minha direção, me abraçando, dizendo que o que ela disse na clareira era bobeira, e nada acontecer.

Durante esse tempo, tranquei a faculdade, pois descobri que ela tinha feito o mesmo, e também não precisava de mais uma.

Eu estava tocando meu piano, a musica que compus pensando nela, enquanto os outros estavam fazendo algo não muito interessante. A chuva lá fora caia forte, provavelmente uma das tempestades mais fortes desse ano.

Alice estava ajeitando a decoração da casa, mas parou de repente e fez aquela tão conhecida careta, de quando está tendo uma visão. Seus olhos se arregalavam e ficava com cara de quem viu uma assombração. Jasper, como sempre, foi ao seu lado e a segurou pelos ombros, enquanto tirava o vaso de sua mão.

Ela via Isabella dentro de alguma bola de algo luminoso, que vi o que era quando mostrou os raios da chuva indo ao encontro de seu corpo, depois a visão mudou pra bola, digamos que, estourando e jogando energia pra todos os lados em forma de rajadas de ventos, depois de tudo isso Isabella cai, quase inconsciente no chão e chorando muito. Eu conhecia aquela paisagem, era a minha clareira.

Alice voltou ao normal e olhou pra mim logo em seguida, porque no final da visão ela me via lá. Eu fiz cara de duvida, como eu iria se eu nem sei quando isso iria acontecer?

Mas depois desse pensamento, o céu ficou claro, pois vários raios começaram a surgir. Não era normal, eram muitos, como se entrassem em curto-circuito. Enquanto todos perguntavam pra Alice o que a visão mostrava, eu saí correndo pela porta, aumentando o número de respostas que Alice teria que dar.

A chuva caia sem piedade, mas eu não me importava, além de não sentir frio, a única coisa que tinha em mente era vê-la, saber se está tudo bem e se não estava machucada.

Chegando lá, ela já estava inconsciente, respirava calmamente, e ainda chorava. Deveria estar muito triste com o que quer que seja.

A peguei no colo, vi que ela estava com uma roupa que não tampava muita coisa, já que seu corpo estava quase todo exposto, então a cobri o máximo que pude com minha jaqueta e fui pra casa.

No caminho ela tentou abrir os olhos, mas mal abriu já os fechou.

Cheguei em casa e vi que ninguém estava, não me importei no momento e fui em direção ao meu quarto, a deitei na cama e fui tomar um banho e trocar de roupa, já que estava molhado.

Ela fez uma coisa inesperada, quando fui largá-la na cama, ela ainda de olhos fechados, me abraçou pelo pescoço me puxando com quase nada de forças.

- Não... vá... em...bo...ra – disse esforçando pras palavras saírem. Abri um sorriso de orelha a orelha.

- Como você quiser Isabella – e me deitei com a criatura que não saia mais de minha cabeça. Eu estava com os braços ao seu redor, e consegui alcançar um cobertor que estava dobrado ao lado de Bella, não fazia idéia de como foi parar ali, mas logo descobri, com o cheiro de Alice impregnado no tecido. Essa baixinha sempre se supera!

Enrolei o cobertor nela e envolvi meus braços ao seu redor, ela deu um meio sorriso, ainda dormindo, e se aconchegou mais em meus braços, abraçando meu corpo com um braço só.

Era nessas horas que agradecia por não dormir, pois ela dormindo era perfeita. Tão suave, tranqüila, como daquela vez que nos beijamos.

Ao lembrar, não consegui me controlar, dei-lhe um selinho suave, pra não acordá-la. Sua boca era macia e quente, encaixava perfeitamente na minha. Eu tive que me controlar, pra não acordar a bruxinha que descansava tranquilamente em meus braços.

Antes de amanhecer, fui pegar alguma roupa pra ela, iria pegar uma de Rose. Mas antes de sair vejo uma sacola de roupa feminina ao lado da porta. Peguei o pacote e fui sentar na poltrona, que ficava a frente da cama, e peguei o que tinha dentro.

Dentro tinha um vestido azul, e lingeries da mesma cor, além de uma sapatilha, ao ver a sapatilha lembrei que Isabella estava descalça, mais tarde tentaria arrancar algo da esquentada.

Aquelas lingeries, eu realmente não deveria ter visto, pensamentos nem um pouco santos vieram a mente. Como Isabella só com elas, ou sem ela, e mais nada.

Balancei a cabeça, como se fosse espantar todos os pensamentos impuros sobre ela.

Como sempre, quem fez o favor de fazer tudo foi Alice. Tive a confirmação quando li seu bilhete.

“Realmente, Isabella não iria servir na minhas roupas,

e Rose ficaria uma fera se você emprestasse alguma

roupa dela a ela, com certeza arrancaria seus pentelhos

na unha. Essas roupas eram pra ser de Rose, mas como ela

não chegou a vê-las, dê para Isabella, já que irá precisar,

e sim ela come. Ah, vai fazer sol quando amanhecer

e vai esquentar bastante, o dia irá ficar lindo!

Beijos, Alice, a irmã que você mais ama !

ps:fomos caçar fora do continente, voltaremos em 3 dias,

ligue qualquer coisa maninho.”

Dei uma risada baixa no final, só Alice mesmo, e fui tomar um banho pra trocar essa roupa molhada. Quando saí do banheiro, fui pegar uma roupa no guarda-roupa. Peguei uma calça jeans, uma camiseta de gola V branca e coloquei um tênis qualquer, e fui preparar algo pra ela comer.

Fiz seu café da manhã, ovos mexidos, pães, suco e geléia, e levei pra meu quarto. Deixei em cima da escrivaninha, e fui ver o amanhecer encostando a testa na parede de vidro. Aos poucos o quarto foi preenchendo com as luzes alaranjadas da manhã, aquecendo minha pele fria, mesmo que pouca coisa, era uma sensação agradável, fechei os olhos aproveitando a sensação, mas os abri novamente quando escuto uma movimentação.

Viro para olhá-la e vejo seus tão lindos olhos lilás fitando-me com algum sentimento que não consegui decifrar.

- Bom dia Isabella – disse ainda no mesmo lugar.

Notas finais
Comentem bastante ;D