Hunt at Night
20 Um novo inimigo.
Logo avistamos um galpão, velho e quase caindo aos pedaços. Paramos em sua entrada. Os animais continuaram e entraram.
– Vamos entrar?- perguntou Stella.
– Acho melhor eu ir à frente, pra ver se é seguro. – falei.
–E se for uma armadilha?- perguntou Stella, novamente.
– Ai eu caio nela. – afirmei, parecendo ser a resposta obvia.
– Não vamos deixá-la ir sozinha. Vão todas ou não vai nenhuma. — disse Stella
– Vocês querem ir mesmo?- perguntou em um tom que todas pudessem ouvir.
Múltiplos “sim” e “é” cortaram o ar.
– Tá bom. Todas vão. Quero que fiquem bem atentas e com os arcos prontos. Fiquem juntas- instruí-las. Eu estava com sentimento ruim, eu não sabia como explicar, mas eu sentia e era horrível.
E todas, juntas, entramos no galpão. No começo parecia um galpão qualquer, cheio de madeiras e entulhos de construção. Ao lado de tudo aquilo tinha um corredor estreito e escuro. Um ortro estava parado na passagem.
– Por ali- falei na direção do corredor. No mesmo momento o animal sumiu na escuridão.
Elas assistiram. Eu decide que iria à frente e Stella atrás para nos dar cobertura. O corredor era estreito para que pudéssemos passar duas lado a lado. Fizemos uma fila e entramos. Suas paredes eram revestidas de musgo e sujeiras. Eu seguia na frente guiada por uma lanterna que acabei achando na minha mochila. No final, havia uma porta velha, como tudo ali.
Ao abri-la, segurei o fôlego. O lugar era majestoso e super claro. A nossa frente se erguia uma enorme sala branca com detalhes em azul. Os detalhes me lembravam barroco e arte grega. No meio da sala havia um trono azul e ao lado um caixão de vidro e dentro havia alguém, mas com a distancia era impossível ver.
As garotas começaram avançar mas a impedir. Um segundo depois uma voz cortou ar.
– Bem- vindas, Caçadoras. Vocês demoraram. Achei que seriam mais espertas e chegariam mais rápido. Odeio espera. – disse uma voz masculina e áspera como uma lixa.
– Quem é você? – perguntei. No começo não havia ninguém, mas ai um homem apareceu de uma porta do lado direito do trono, oposto ao caixão. Ele parecia ter pulado da tv, era bonito afinal. Tinha cabelos marrons claros, que me lembrava o Bryan.
– Eu sou um amigo de Ártemis. – disse o homem em um tom sarcástico.
– Um amigo? Achei completamente impossível. – afirmei.
–Ok. Não sou um amigo. Sou mais um conhecido. Sou um filho de Oceano, o titã dos mares. Nunca fui mencionada em suas tolas lendas, mas também nunca precisei disso. Vivo eternamente. De vez em quando tenho um encontro “amistoso” com as caçadoras. – disse ele.
– Eu me lembro de você – disse Stella. Eu sabia que ela já tinha muito tempo na caçada, mas não tinha noção que era tanto tempo.
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