Hunt at Night

16 Um grito no crepúsculo


– Você não entende, não é?Não vou perder mais ninguém que amo , Ty Lee – e foi nessa hora que vi os olhos de Bryan se encherem de lagrimas.

– Olha , eu prometo tentar não morrer, ta? – falei

– Tentar? Isso não é muito confiável.

– Ok. Algo mais confiável então... Prometo voltar com os dois braços e as duas pernas. Não vou botar fogo em lugar caso não for necessário. Ta bom agora? – perguntei rindo.

– Isso não tem graça. É sério. Você é minha irmã caçula.Antes eu poderia te pedir uma coisa, mas hoje não dá mais.

– O que?

– Que saia da caçada. É muito perigoso isso que você faz. É risco demais que corre. Não da para dormir em paz, pensando quando será seu novo machucado ou se vai voltar viva para casa.

– Eu passei cinco anos pensando por onde você estava, se estava bem ou vivo.Não me venha com essa, Bryan.

Bryan ficou mudo. De novo. Isso já era um recorde. Mas eu não estava feliz por brigar com Bry.

Fui até a geladeira, peguei uma lata de Diet Cola e bebi um grande gole. Virei para o Bryan e apontei o dedo indicador com a lata na mesma mão.

– Não vou sair da caçada.- eu falei num tom que era inquestionável. – Tchau, mamãe.Eu preciso ir.

E com isso sai de casa. O ar fresco batia no meu rosto, o que era algo muito bom. Caminhei até o acampamento e chamei Beatrice para conversar com ela. Expliquei tudo que aconteceu lá com a minha mãe e Bryan.

– Nossa! Foi melhor que eu pensei.- disse ela.

– Sério? — perguntei rindo.

–Sim. Não teve explosões nem guerra! Foi muito bom- disse ela brincando.

–Explosões seria legal, não é? – comecei a brincar.

–Seria.

Rimos juntas.

–Beatrice, eu queria que eu, você e mais uma caçadora déssemos uma patrulhada na região. Tudo pra você?- perguntei.

– Tudo. Que outra caçadora?

–Uma que queria ir.

– OK.

Caminhei até as outras caçadoras e disse:

–Eu e a Beatrice vamos fazer uma patrulha no bairro, e como dois não é um numero muito sortudo, eu gostaria que mais uma nos acompanhasse – propus.

– Eu vou- disse Sophia.

–OK. O restante fica e se protejam. Stella?- chamei-a.

– Sim, Tenente. – disse Stella se colocando em pé.

–Quero que certifique que tudo fique bem com as garotas. Creio que você é habilitada a tal responsabilidade. – falei, séria. Eu queria garantir a segurança de todas ali.

–Estou sim. Garanto ficaram seguras e protegidas sobre minha guarda. – disse ela. Eu via a bravura e a seriedade brilhava em seus olhos. Quando eu voltasse, iria começar a me aproximar dela. Faria isso por, faria por Jessye.

– Confio em sua palavra. – disse eu me virando para sair do acampamento – Beatrice. Sophia. Vamos?

As duas se colocaram ao meu lado e assim partimos para o crepúsculo. Após quinze minutos de silêncio e caminha, um grito corta o ar:

– SOCORRO! ALGUÉM ME AJUDA! – Uma voz feminina chegaram aos nossos ouvidos.

– O que foi isso?- perguntou Beatrice.

–Vamos lá ver! – falei. – e rápido.

E assim começamos a correr pelas ruas.

– SOCORRO! – os gritos continuaram.

Viramos a esquina e demos de cara com um beco. A visão que me apresentava chegou a me assustar. Uma garota de cabelos castanhos lutava contra um abutre gigante, usando apenas um bastão de madeira.

–É Ethon, filha de Tifón e Equidna. – murmurou Beatrice.

–Aquela ave que Zeus a mandava toda noite ao monte Cáucaso para devorar o fígado de Prometeu, que a cada noite se reconstituía? – perguntou Sophia.

–E o que ele faz aqui?- perguntei.

– Isso eu não sei. – confessou Beatrice. E Sophia concordou.

– Vamos ajudá-la então! – falei correndo para o auxilio da garota.

Notas finais
kkkk lamento pelo suspense desse capitulo... mas obrigada por lerem. eu terei alguns compromissos e não poderei postar,mas quinta volto a postar normalmente...bjs e até mais.