Hunt at Night
3 A verdade.
Desci correndo a escada, passando como um raio pela sala, apenas para pegar meu celular. Passei e peguei um casaco também. Parti para a noite adentro. Peguei meu celular e mandei uma mensagem para mamãe:
Mamãe,
Tive que sair. Se você chegar e eu não estiver, não se preocupe que logo chego!!!
Ty Lee
Caminhei pelas ruas. Meu bairro não era tão grande e como eu gostava de me informar. Sabia muito de tudo; então era obvio que sabia onde essa floresta ficava.
Se minha curiosidade não tivesse me motivado a sair de casa, seria melhor? Eu sentia como se não fosse apenas a curiosidade, outra coisa também me motivava a continuar andando.
Respirei fundo e continuei andando. Ao chegar à frente da floresta, parei. A floresta era grande. Elas podiam estar em qualquer lugar e, a chance de achá-las a tempo era mínima. Mesmo assim adentrei na floresta, e o que considerei estupidez gigante.
Eu tentava andar sem fazer barulho e não cair. Eu não queria ser pega pelas aquelas arqueiras e ter uma flecha apontada para minha testa.
Logo encontrei uma luz vinda do meio da mata. Caminhei em completo silencio. Ao me aproximar mais, pude ver barracas de pratas montadas em um semicírculo e uma fogueira no meio.
Viu apenas um acampamento, disse a mim mesma, nada de diferente. Apenas adolescentes indos acampar. Eu vou embora e fingi que nada disso aconteceu.
Virei e fechei os olhos, para não rir de mim mesma. Quando voltei a abrir, gritei. Minhas pernas ficaram moles e meu rosto corou. A garota que me ajudou antes com os papeis, agora se encontrava na minha frente. Seus olhos brilhavam como se tivesse achado um cachorrinho e já pensava que desculpas pedir para a mamãe para ficar com ele. E eu tinha impressão que eu era esse cãozinho.
– Olá, — disse ela, sorrindo.
– Eu já estou de saída. – afirmei. Eu estava doida para sair dali. Após sair da floresta, falei para mim mesma que correria ate em casa sem parar.
– Não é o que parecia- respondeu ela, olhando por cima do meu ombro. – você não esta curiosa para saber o que esta acontecendo ali?
– Não. É só adolescentes acampando. Não tenho interesse nisso- falei.
– Eu estou indo para lá agora. Não quer vim comigo?- perguntou ela .Seus olhos brilhava com mais intensidade.
Nessa hora a oferta pareceu tão tentadora. Afinal, que mal tinha?Não ia acontecer nada comigo não é?
–Te dou minha palavra de que ficará segura lá. Não há com o que se preocupar- falou ela, como se lesse meus pensamentos.
Mordi o lábio e por fim disse:
– Ok. Já que esta dando sua palavra. Afinal não me parece tão perigoso- confessei.
–Exatamente- exclamou ela- Vamos
Ela estendeu sua mão e, relutante, segurei-a. Passamos por arvores até o acampamento montado ali. Ao chegar, todas arqueiras sairão. Tentei soltar da mão da garota, o que fez ela segurar mais forte.
A garota lhe dirigiu um sorriso e a tal de Stella respirou fundo.
– Vejo que trouxe visita!- disse ela.
–Sim. Apenas uma amiga que acabei encontrei na floresta e trouxe para que pudesse nos conhecer- disse a garota. Oras, da onde ela tirou intimidade para me chamar de amiga. Eu mal a conhecia, pois nem seu nome sabia.
– Espera ia... Você as conhece?- perguntei a garota, apontando para as arqueiras.
– Sim.
– O q... É... Não... Por... Que... Ta! Não sei o que perguntar ou falar- confessei.
–Deixa que eu explico- falou a garota- Sou Ártemis !
– Mas... Como aquela deusa grega?- perguntei confusa
– Exatamente. Só há uma diferença... — respondeu a garota que se chamava Ártemis.
–Qual?
– Eu sou a deusa. Sou Ártemis, a deusa da caçada e da lua- apresentou-se a garota.
– Ok. E eu sou papai Noel e meu filho é o coelhinho da páscoa, — respondi rindo. Aquilo só podia ser brincadeira!
Nessa hora, as arqueiras pegaram seus arcos que estão em suas costas. De onde eles surgirão? Antes eu podia jurar que elas estavam desarmadas. Elas arrumaram algumas flechas e apontaram para mim. Ok. O dia não podia ficar mais estranho!
Ártemis levantou a mão, sorrindo e disse:
– Tenham paciência, minhas companheiras. Não é todo dia que isso acontece. Ela só confusa. – explicou Ártemis, virando-se para as arqueiras.
Elas relaxaram e abaixaram os arcos (o que foi um alivio). Ártemis caminhou até mim, o que me fez recuar alguns passos.
–Você quer conversar? Eu explico tudo!- disse ela. Eu queria ir pra casa; fugi dali, mas sabia que por mim mesma que não ficaria em paz se não entendesse aquilo direito
Assenti com a cabeça, fazendo um sim.
– Então venha comigo!- disse Ártemis, indo pro meio do mato. Ah, claro! Vou para uma mata, com uma garota que acha que é uma antiga deusa grega que viveu a três mil anos atrás. Mas eu não tinha escolha. Então, eu a segui.
Ela parou a uma distancia considerável para que as arqueiras não a escutassem. Escorei em uma arvore e esperei ela começar a falar.
– Sei como está confusa. Vou começar pelo inicio. Todos os deuses antigos que viviam na Grécia não morreram. Como nas lendas, eles eram imortais. Então o que significa “não morrer”... — começou ela.
– Espera ai... Deuses gregos? Tipo Poseidon, Zeus, Hadese outros?Aqueles que habitavam o Monte Olimpo? — perguntei.
– Exatamente. Aqueles mesmo!- confirmou Ártemis.
–Quer dizer, que eles ainda estão vivos lá na Grécia?- perguntei.
– Não exatamente na Grécia. Mas sim, estão vivos, só que estão aqui, nos Estados Unidos.
–Aqui?
– Sim. Olha a arquitetura desse país não te lembra monumentos? O símbolo daqui não é uma águia? A águia de Zeus!
Àquela hora tudo fez sentido. Como se fosse um quebra-cabeça, peça por peça se encaixando com perfeição. Olhei para garota.
–Então, você é mesmo Ártemis?
– Sim!
–Mas... Você deve ter mais de três mil anos. Como pode ter aparência de uma garota?
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