Humanidade - Kol Mikaelson
7 Capítulo 7
Eu mal podia respirar devido ao modo como o clima estava congelante. Tudo estava num silêncio mortal, vi uma cabana no meio do bosque e me senti aliviada ao perceber que havia luz irradiando de lá. Corri até ela na esperança de achar alguém e poder me aquecer; Bati na porta, uma moça me atendeu.
– Quem é você e o que quer? — Ela perguntou.
– Por favor, posso entrar? Eu não vou fazer nada eu lhe prometo, só por favor deixe-me entrar para que eu possa me aquecer.
– Entre. — Ela abriu caminho para eu passar.
– Quem é você?
– Meu nome é Ilsa.
– Então é a bruxa de quem todos falam.
– Como assim?
– Os lobisomens disseram que havia uma bruxa e um vampiro na região, todos eles querem mata-lo.
– Por que?
– Ele entrou no nosso território e tentou se alimentar de nós hoje mais cedo.
– Mas ele não merece nada disso.
– Não tente protege-lo ou você entra na minha lista, bruxinha.
– Deixe-o em paz, se impedir esse ataque eu lhe prometo que teremos saído daqui em uma semana no máximo.
– Mamãe? — Chamou uma menininha por detrás da porta de seu quarto.
– Fique aí Lisbeth.
– Quem é essa? — Lisbeth apontou para mim.
– É a menina que se mudou com aquele homem mau.
De repente, ouvimos o barulho de galhos estalando e só então, ao olhar pela janela, vi o que estava acontecendo, dezenas de lobos rodeavam a cabana onde Lisbeth, sua mãe e eu estávamos.
– Quem são eles? — Perguntei a ela, que pôs a filha no colo.
– São minha família, meus irmãos, meus pais, meus tios, meus primos e até meus avós se transformam na Lua Cheia.
– A senhora nunca matou?
– Não. E, por favor não me chame de senhora, me chame de Rose.
– Os lobos não vão entrar porque não querem assustar minha filha.
– Há quanto tempo vocês moram aqui?
– Desde que minha avó nasceu aqui, ela e minha irmã devem estar caçando a esta altura.
– Sei que talvez a sua família não entre aqui por causa da Lisbeth, mas comigo é diferente.
– Sim, porque você é uma bruxa que anda com um vampiro cruel e impiedoso.
– Kol sempre teve esse jeito. Eu tentarei convencê-lo a sair daqui, mas ele não deve ser o único problema.
– É, eu sei, conheço os irmãos deles. Elijah e Klaus me ajudam as vezes.
– Como assim?
– Como os lobisomens só se transformam em noite de Lua Cheia, não é todo dia em que podemos caçar, e nessa questão eles nos ajudam.
– Cuidado com Klaus, Rose. Ele pode ser bem persuasivo e charmoso, mas nunca faria algo desse tipo sem ganhar algo em troca. Ele é perigoso.
– Está tarde, é melhor que descanse um pouco. Assim que o primeiro feixe de luz passar pela janela, é seguro ir embora.
– Até logo, Rose. Boa noite, Lisbeth.
– Tchau. — Ela disse, acenando com a mãozinha pequenina.
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