How to be a mother

14 Tente não se preocupar


Notas iniciais
Primeiro de tudo queria agradecer a todos vocês que estão aqui lendo essa fanfic que é de tamanhã importância pra mim. Gostaria de agradecer pelos comentários de vocês e por saber que gostam disso aqui tanto quanto eu. A primeira informação é que esse capítulo é todo em terceira pessoa, espero que possam compreendê-lo. Sei que tiveram capítulos anteriores que foram metade Zelena narrando, metade terceira pessoa, mas esse é total nessa outra estrutura. Foi necessário. A segunda informação é que tem dois personagens particularmente novos no capítulo de hoje... Porque eu não avisei antes? Eu já os tinha na cabeça há algum tempo, mas optei por fazer surpresa. A terceira e última informação é que esse capítulo ele é muito, mas muito importante pra mim e confessarei a real história dele nas notas finais. Por enquanto é só isso e, lembrem-se: Wickes always wins!

— Ok grandão, me põe no chão. — Pediu gentilmente ao olhar diretamente para August, que a carregava nos braços enquanto eles subiam as escadas da mansão Mills. Não havia necessidades extremas, mas aquilo fazia com que ambos dessem boas risadas.

— Você sabe que eu consigo carregá-la. — Informou tentando manter sua pose.

— August, você está morrendo, nos últimos dois meses eu engordei mais do que tudo! — Deu uma risada e ele a colocou no chão.

— Mas você continua linda. — Beijou Zelena nos lábios trazendo um sorriso nos lábios a ruiva. — Oito meses de gravidez.

— Oito meses, 34 semanas August… — Fez uma pequena pausa sentindo uma pontada e logo o olhou rindo. — Ela anda muito agitada.

— Você está em reta final, é normal. — Colocou as mãos sobre as de Zelena, como se pudesse de alguma forma aliviar a dor que ela estava sentindo. Zelena sorriu grata.

— E com uma placenta em grau 3, madura demais para minhas 34 semanas. — Respirou fundo enquanto caminhava delicadamente em direção ao quarto.

— Você só absorveu as piores informações. — August beijou a testa dela, assim que ela sentou-se na cama. — Ruby disse que ter uma placenta em em grau 3 por todo o estresse que você passou ao longo da gravidez, e não ter nos dado nenhum susto não é algo ruim. — Ajoelhou-se frente a ela e segurou as mãos da mesma. — Só precisamos que você mantenha o restante das semanas sem grandes estresses e aumentando o peso da nossa filha.

— Obrigada por me acalmar. — Sorriu. — Pode trazer algo pra eu comer? Estou faminta. — Disse rindo e August riu junto dela. Beijou a barriga e depois os lábios de Zelena.

— Pasta de amendoim com geléia? — Perguntou.

— Picles e pasta de amendoim. Trás o pote dos dois. — Pediu ao vê-lo rir.

— Esse é o seu desejo mais nojento.

— Vai deixar nossa filha esperando? Quer que ela nasça com cara de picles? — Cruzou os braços tentando manter uma expressão mais séria. — Obrigada.

— Já, vou, já vou. — Passou pela porta ouvindo as risadas dela.

— Olá. — Regina chegou a cozinha, seguida por Emma com algumas sacolas. — Oi cunhado, achei que você e Zelena fossem ficar no seu apartamento hoje.

— E íamos. Boa tarde, moças. — August riu ao segurar os potes que Zelena havia pedido. — Vou terminar de montar os móveis do quarto da Rose enquanto garanto que ela fique no quarto descansando.

— Eu ajudo você. — Emma o abraçou, tinham tornado-se bons amigos. — Porque hoje o jantar é da Regina.

— Emma, por favor... — Regina pediu fazendo a loira rir, e junto dela, August.

— De jeito nenhum, eu tenho cozinhado sempre. — Beijou a esposa e segui para fora da cozinha. August permaneceu. — Aconteceu algo com ela?

— Zelena? — Perguntou o homem, a morena concordou movendo a cabeça. — Todo estresse que ela tem passado, desde o começo da gravidez, tornou a placenta dela madura…

— Então ela pode ter um parto prematuro? — Regina perguntou, já tinha lido alguns assuntos do tipo desde que sua irmã havia engravidado. — Ruby não identificou isso antes?

— Quando a Zelena foi se trocar, Ruby me disse que não queria deixá-la preocupada, porque sua irmã sofre por antecipação. — Comentou August, Regina concordou. — Só vem pedindo pra ela não se estressar, alimentar-se bem e sempre observando, mas sim, há uma possibilidade.

— Zelena já tem oito meses, tenho certeza de que ela vai levar o restante da gravidez bem, falta pouco tempo. — Colocou as mãos sobre os ombros do cunhado. — Não fique preocupado, August, nada vai acontecer com elas. — A morena sorriu de maneira cúmplice e terna, sua irmã já havia lhe contado da trágica história da família de August um mês atrás.

— Obrigado. — Sorriu e mostrou os potes que ainda estavam em suas mãos. — Preciso levar.

— Vai sim, antes que ela gri...— Regina nem ao menos terminou sua frase, quando Zelena gritou.

— AUGUST! — Ambos se olharam e subiram correndo as escadas para ir até Zelena. — August…. — Zelena chamou mais uma vez, eles entraram pelas portas.

— O que houve? — Perguntou preocupado, mas Emma estava deitada bem ao lado de Zelena, enquanto ela olhava o celular.

— Você está bem? Emma porque não fez nada? — Regina perguntou nervosa.

— Os partos são assim mesmo? — Zelena perguntou um tanto nervosa vendo o vídeo em seu celular. Voltou a tela para os dois que haviam chegado, onde uma mulher berrava para a criança sair. Regina revirou os olhos, enquanto Emma ria e August tentava normalizar sua respiração tamanho o susto que havia levado. — Eu não quero isso… De jeito nenhum farei um parto normal, minha vagina linda vai ficar horrível.

— Ela volta ao normal depois. — August murmurou e Zelena riu de forma sacana.

— Por favor, alguém tira o celular das mãos dela, eu não quero maratonar minhas escadas de salto alto nunca mais. — Regina respirou fundo enquanto deixava o quarto, tinha um resquício de humor em sua voz.

— Vou também e se comportem. — Emma beijou a cabeça da cunhada. — Vou tomar banho e já ajudo vocês no quarto do bebê. — Emma os deixou.

— Então ela volta ao normal… — Zelena passou a língua pelos lábios, esquecendo-se completamente de que estava com desejo de comer aquelas coisas, para o desejo sobre August.

Naquele fim de tarde Zelena teve seus dois desejos atendidos.

***

Enquanto August e Emma começavam a montar o berço da pequena Rose. No quarto, Zelena descansava um pouco já que sua filha estava bastante agitada, acabou pegando no sono após um banho. Regina estava na cozinha, preparando-se para terminar seu jantar quando notou que havia esquecido uma sacola no mercado. Subiu as escadas rapidamente e avisou a Emma que já voltava.

Mills dirigia tranquilamente de carro, era uma noite agradável e ela quase podia cantarolar por não estar estressada com seu trabalho. Mesmo que ela e Emma tenham mudado o escritório de Boston para o Maine, elas permaneceram recebendo visitas de seus antigos clientes e, além dos que fizeram em Storybrooke, os das cidades mais próximas. Mas hoje, ela trabalhou de forma tranquila, sem grandes estresses.

Estacionou o carro numa vaga distante, aquele era o horário de pico do mercado da cidade. Era o momento em que os outros moradores deixavam seu trabalho e buscavam algo para preparar seus jantares. Respirou fundo, nem mesmo esquecer uma sacola no local poderia tirar sua paz. Trazia consigo sua carteira e as chaves do carro.

— Oi, vim mais cedo com a minha esposa e nós esquecemos uma das sacolas aqui. — Murmurou gentilmente com uma balconista que guardava os pertences das pessoas.

Ah sim, o dono do mercado havia me dito que um casal esqueceu uma sacola, ele tentou levar até o estacionamento, mas vocês já tinham ido. — A menina murmurou enquanto virava-se para pegar num dos armários.

— Bom, você pode segurar pra mim? Acho que vou atrás de pimentões. — Murmurou enquanto a balconista concordava gentilmente.

Andou entre as seções do mercado, escolheu mais do que pimentões para levar pra casa. Acabou trazendo mais frutas para fazer sucos e quem sabe ajudar a melhorar — ainda mais - a alimentação de sua irmã. Enquanto estava na fila do caixa, via duas crianças usando o uniforme da escola primária de Storybrooke sair, ou melhor, tentar sair.

— Vocês pensam que podem vir aqui no mercado e roubarem o que quiserem? Não tem vergonha? — A mesma recepcionista que a atendera de forma doce momentos antes, berrava com aquelas duas crianças que não deviam ter mais de 10 anos. — Seus pais teriam vergonha de vocês! — Berrou mais uma vez chamando a atenção de todos, enquanto despejava centenas de doces e outras besteiras que eles haviam pego.

— Está tudo bem aqui? — Deixou sua cestinha de lado, enquanto caminhava até eles. De perto pode ver que as crianças estavam mudas e aterrorizadas, mas não era só isso… Suas roupas estavam sujas e suas expressões um tanto cansadas, pareciam estar exaustos para a pouca idade que tinham. Fome. Constatou Regina sentindo seu coração se apertar e depois partir em pedaços.

— Esses pestinhas estavam roubando coisas! — Gritou mais uma vez enquanto Regina abaixava-se para catar todos aqueles doces.

— Vocês fizeram mesmo isso? — Perguntou tentando manter sua voz sem nenhum resquício de dor.

— Sim… Mas estamos com fome. — A menina de cabelos loiros respondeu, enquanto o garoto permanecia atrás dela, tinha lágrimas nos olhos dele.

— Ok. Pode registrar essas coisas pra mim? — Pediu a menina, que parecia chocada.

— Eles roubaram, tem que ser punidos!

— São crianças, sua desmiolada! Crianças com fome. — Regina não conseguiu controlar-se. — O que eles fizeram foi muito errado, muito errado mesmo… Mas o que você espera? Que a polícia os leve? Você não tem um pingo de bondade em seu coração? Ou ele só funciona com pessoas bem vestidas que chegam em seus carros extravagantes? — Berrou de volta.

— Senhora Swan-Mills. — O dono do mercado, que já conhecia muito bem Emma e Regina a chamou, fazendo com que Regina desviasse seu foco de raiva para olhá-lo. — Não precisa se incomodar em pagar essas coisas, pode levar para as crianças, por minha conta… Perdoe pelo transtorno, só as tire daqui e leve ao Xerife Graham, elas não precisam passar por mais nenhuma situação ruim.

— Certo. — Fechou a mochila da Menina e pegou a sua própria sacola próxima ao balcão.

— Você vai nos levar para a polícia? — A menina tornou a perguntar, sua voz estava trêmula enquanto os três passavam pelas portas automáticas do mercado.

— Não agora, vou levá-los a minha casa… — Abaixou-se para ficar na altura dos dois. — Sei que vocês não devem aceitar coisas de estranhos, mas… Gostariam de jantar na minha casa hoje?

— Nós podemos? — O menino perguntou, tinha animação na sua voz.

— Claro que podem, minha família vai adorar receber vocês. — Tentou não derramar nenhuma lágrima. — Mas precisam me dizer o nome de vocês.

— Eu sou a Ava… Esse é o meu irmão, Nicholas. — A menina loirinha começou.

— Somos gêmeos. — Ele sorriu fraco, mas ainda mantinha um resquício de animação.

— Bom, aquele ali é o meu carro, vamos? — Indicou aos dois gentilmente, seguiram juntos até o carro. Regina os acomodou no banco de trás os colocando devidamente presos ao cinto de segurança.

Enquanto dirigia para casa, observando os dois no banco de trás, percebia e sentia a dor de tanta intolerância de um ser humano para com o outro. As duas crianças haviam roubado, era um grande erro… Mas eles estavam sozinhos e famintos, ninguém além de Regina preocupou-se em alimentá-los e tentar descobrir o grande “porquê” de fazerem aquilo.



— Emma… August, podem vir aqui em baixo por favor? — Pediu gentilmente das escadas, não queria acordar Zelena.

— Amor, você demorou… — Emma murmurou enquanto descia os degraus. — Eu já vi cônjuges saírem pra comprar cigarro e nunca mais voltarem, mas voltar com duas crianças? — Emma perguntou um tanto divertida e um tanto receosa.

— Trouxe convidados para o jantar. — Riu delicadamente. — Esses são Nicholas e Ava Zimmer. — Apontou para os dois respectivamente. — E aqueles são August, meu cunhado e Emma, minha esposa.

— Olá. — Ava disse baixinho.

— Oi… — Nicholas a acompanhou.

— Crianças, tem um banheiro no final do corredor lavem as mãos e me encontrem aqui, ok? — Regina pediu e ambos concordaram seguindo suas ordens.

— O que aconteceu? Quem são essas crianças? — Emma a bombardeou de perguntas de forma preocupada.

— August… — Regina começou a dizer antes de responder sua esposa. — Pode chamar o Graham pra mim, diga que eu encontrei duas crianças, e elas estão passando por uma situação de negligência.

— Certo, eu volto já. — Ele respondeu subindo as escadas e deixando ambas sozinhas.

— Emma… — Regina mal conseguia dizer qualquer coisa. Sua esposa aproximou-se a prendendo em seus braços. Enquanto August ligava pra Graham, e Emma a mantinha em seus braços, Regina Mills permitiu-se chorar copiosamente por ter visto o quanto o ser humano podia ser cruel.

***

— Onde está a sua esposa? — Ava perguntou para Emma que agora os acompanhava na cozinha.

— Ela foi lá em cima acordar a irmã dela pra jantar conosco. — Swan optou por omitir o fato de que Regina tinha chorado o suficiente para ter que recompor-se uns minutos sozinha no quarto dela. Eram advogadas e sabiam reconhecer esse tipo de situação.

“Estatuto da Criança e do adolescente, artigo 4 — É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.”

— Ela tem uma irmã gêmea? — Nicholas perguntou enquanto via Emma começar a servir seu prato.

— Não, Zelena é a irmã mais velha dela… Pouca coisa de diferença, mas elas são muito amigas. — Deu um sorriso para ambos, gostava muito de crianças. — Deixa eu saber sobre vocês. Moram aqui em Storybrooke?

— Nós nascemos aqui. — Ava deu a primeira garfada em seu pedaço de lasanha.

— E quantos anos vocês tem? — Emma perguntou novamente, apertava seu coração ver aquelas crianças desesperadas para comer alguma coisa.

— Nós temos oito, vamos fazer nove logo. — Nicholas murmurou com sua boca cheia.

Seus pais não estão preocupados com vocês? — Emma perguntou vendo os dois ficarem paralisados. — O horário da escola acabou há bastante tempo.

— Eu sei o que você quer fazer… — Ava começou a dizer um tanto nervosa. — Por favor, não leva a gente pra ele.

— Ele quem? — Swan perguntou bastante preocupada.

— Ele casou com a nossa mãe, antes dela morrer… Não nos deixa comer e briga com a gente. — Nicholas confessou.

— Nós vamos cuidar de vocês. — Regina chegou a cozinha, trazendo consigo, Zelena e August.

— Prometemos. — Foi a vez da ruiva falar, sua irmã já havia lhe deixado a par de toda situação.

— Que problemão. — Graham murmurou ao coçar sua cabeça. Ele estava sentado na sala da mansão Mills, junto com Emma, Zelena e August. Já estava a par de toda situação.

— Nem nos diga. — August concordou com ele tendo concepção do quanto essa situação era preocupante.

— Eles estão dormindo, o que podemos fazer? — Regina perguntou ao descer as escadas, os havia deixado no quarto de hóspedes.

Primeiro de tudo eles deram sorte de você ter ajudado-os Regina… Storybrooke é uma cidade muito pequena, mas temos turistas, gente estranha. Eu não quero nem imaginar o que poderia ter acontecido a eles. — Graham começou e Zelena apertou firme a mão de August. — Eu os conheço, já tirei o padrasto deles do Rabbit Hole bêbado algumas vezes, a mãe morreu de câncer há algum tempo e por não terem familiares a guarda das crianças é dele. Neste caso, eram. — Completou. — Vou entrar em contato com o orfanato de Boston, recolher provas, entrar em contato com um juiz e mostrar tudo o que aconteceu com essas crianças.

— Mas num orfanato eles não seriam separados? — Emma perguntou ao segurar as mãos de sua esposa, que estava apoiada sobre o braço do sofá onde eles estavam sentados.

— Quando completarem idade suficiente e não forem adotados, infelizmente, sim. — O xerife confessou. — Preciso que fiquem responsáveis por eles até eu conseguir dar um jeito nessa situação.

— Tudo bem pra você, Emma? — Regina perguntou olhando para sua esposa que sorriu delicadamente.

— Eu jamais negaria cuidar de alguém que precisa. — Emma respondeu. — Nós ficaremos responsáveis por eles, Graham.

— Vou pedir pro meu assistente trazer roupas para eles amanhã de manhã. Vocês podem levá-los até a Ruby no hospital amanhã? — Graham perguntou.

— Porque? — Foi a vez de Zelena questionar um tanto receosa.

— São crianças… Vulneráveis com um bêbado… — Graham não disse todas as palavras, mas foi suficiente para Zelena colocar as mãos em sua barriga, como se quisesse proteger ainda mais a criança que estava ali.

— Você não acha que… — A ruiva começou, mas não queria a resposta.

— Zel, não… — August segurou as mãos dela. — Nem pense nisso, ok? Eles estão aqui, seguros. — Beijou a testa dela.

— Eu vou deixar vocês, qualquer coisa… Não hesitem em me ligar. — Graham adiantou-se indo até a porta, sendo seguido por August e Zelena. — Não pense nisso, Zelena… Eles estão bem agora.

— Tudo bem. — A ruiva sorriu fraco.

Notas finais
A real e triste história desse capítulos: Há algumas semanas, talvez um mês eu me deparei com uma situação muito triste enquanto ia a um hortifruit na minha cidade. Enquanto eu escolhia algumas cebolas e tomates eu observei um menino no caixa, não deveria ter mais do que 10 anos, estava sozinho. Ele ia da seção que tinha cachos de banana até o caixa, arrancando uma por uma, para a menina do caixa pesar até dar 2 reais, o dinheiro que ele tinha nas mãos. (nessa hora eu já estava na fila) Nesse mesmo hortifruit tocava um louvor, eu não lembro qual na hora... Quem me conhece sabe que eu abandonei a religiosidade tem tempo. Essa cena me cortou o coração... Uma criança com mais ou menos 10 anos contando dinheiro pra levar algo pra casa pra comer - talvez alimentar seus irmãos - e num local onde tocava algo pra Deus a pessoa não se sensibilizar e sei lá, dar mais do que aquilo pra uma criança. Eu me ofereci pra pagar e o menino agradeceu, mas nesse momento eu já estava soluçando e quando ele saiu do lugar eu deixei as lágrimas rolarem soltas... O ser humano não tem mais nenhuma apatia com o outro e isso me preocupa, me choca e me deixa triste... Eu senti a necessidade de contar isso pra vocês pq... Eu quero pedir que sejam mais sensíveis, mais amorosos, mais doces.. É isso que o mundo precisa no dia de hoje. Tem tanta coisa ruim acontecendo e o mínimo que nós podemos fazer é dar amor. Eu não consigo contar isso sem chorar... Então eu me despeço aqui e qualquer coisa vocês podem me procurar no @morrisswen