How to be a mother

13 Surpresas desagradáveis?


Notas iniciais
Olá, eu estou de volta e morta de cansaço, então desde já me perdoem por eventuais erros que vocês encontrarem por aqui... Normalmente escrevo a fanfic durante a noite/madrugada, então imagina as baboseiras que devem sair enquanto eu penso em uma palavra e escrevo uma parecida no lugar, por favor me perdoem desde já. Queria agradecer por cada um de vocês que acompanha essa fanfic que é literalmente o meu bebê e obrigada pelos comentários. Nós estamos chegando perto de partes extremamente importantes nessa fanfc, peço que fiquem atentos a cada detalhe que esses personagens nos dão, ok? Eu tento chegar o máximo da realidade que eu consigo, para não fazer disso aqui algo tão clichê. Há alguns capítulos atrás eu havia dito que nós tínhamos a revelação de mais um plot, pois bem, aqui está ele... Espero que possam compreendê-lo, ele é muito importante. Já estou com o próximo capítulo na cabeça e espero não demorar ♥ Lembrem-se: Wicked always wins!

Zelena Mills

— Pai do filho dela, hum? — Repetiu ao me olhar. — Logo você que manteve suas críticas sobre mim por anos, agora vai entender o que é ter uma filha que não mantém respeito nenhum sobre você. — Cuspiu aquelas palavras sobre mim.

Não se preocupe quanto a isso mamãe. — Disse ao olhar diretamente pra ela, sentindo todo o peso de suas palavras. — Não terei outra filha pra ter que escolher entre uma e outra igual você fez a porra da sua vida inteira! — Gritei. Regina colocou as mãos nos meus ombros e eu respirei fundo.

— Você não tem o direito… — Cora começou.

Não, você que não tem o direito de atormentar minha irmã. — Regina respondeu. — Locksley. — Regina o olhou, ele estava meio atônito aos gritos. — O que você está fazendo aqui?

— Vim conversar com sua irmã. — Respondeu obstinado, e eu balancei a cabeça positivamente. — Você pode me dar uns momentos…?

— Claro, tudo bem. — Respondi ao respirar fundo. — Emma, você pode avisar ao August pra mim?

— Claro, bom… Eu vou com elas pra cozinha, qualquer coisa, nos chame. — Informou, e todos seguimos para lados opostos da casa. Robin e eu, para sala e as outras três para a cozinha.

— Pois bem, o que deseja? — Não me dei o trabalho de sentar, mas indiquei que ele o fizesse.

— Você está muito bonita. — Ele disse, e eu respirei fundo.

— Creio que você não viajou por quase 3 horas de carro pra me dizer isso. — Respondi de forma impaciente.

— Quero falar sobre o meu filho. — Disse para mim. — Quero ser um pai presente pra ele… Desde o dia que nos encontramos, eu não paro de pensar nele um só segundo.

— Primeiro de tudo, é uma menina. — Respondi ao me sentar no outro sofá, de frente para ele. — E segundo, como você descobriu a minha casa?

— Descobriu a muito tempo? — Disse com um sorriso no rosto. — Fui até o seu antigo apartamento… Então, perguntei ao seu antigo porteiro. Disse que era advogado e precisava falar com você sobre uma questão legal, eu não menti.

— Há pouco tempo. — Alisei minha barriga ao sentir a neném se mover dentro de mim. — Robin o que você quer?

— Eu já disse… Quero ser um pai presente. Eu também sou responsável por ela, não seria digno de minha parte deixá-la desamparada.

— E a sua esposa, ela sabe sobre o que fizemos? — Perguntei um pouco mais nervosa do que antes. — Pelo que bem me lembro, você queria um teste de DNA.

— Ainda não tive coragem de contar a ela. — Levantou-se e passou as mãos pelo cabelo de forma agitada. — Eu ainda quero, vou precisar disso para toda questão legal da nossa filha.

— Ela não é nossa, ela é minha. — Levantei e fiquei cara a cara com ele. — E, nós não precisamos de você. Eu não preciso de você.

— Não piore as coisas, Zelena. Eu sei que você e aquele homem estão juntos, não é justo que você me afaste! — Falou um pouco mais alto.

Não é justo que você venha até a minha casa me jogar coisas quando você nem ao menos sabe se esse filho é seu! — Gritei de volta. Eu sabia da verdade, e havia dito a ele meses atrás, mas eu não queria tornar minha vida uma confusão.

— Eu não quero brigar. — Ele se aproximou de mim e colocou as mãos nos meus ombros. — Só quero fazer o que é certo.

— Comece tirando suas mãos dela. — August murmurando ao chegar na sala. — Está tudo bem aqui?

— Está sim. — Andei até ele. — Se vamos conversar como adultos, quero que ele esteja aqui. — Voltei-me para Robin. — Nós estamos juntos, ele é meu namorado e vamos criar a minha filha. Não tenho direito de tirar sua responsabilidade nisso Robin, mas eu também não vou deixar que você tente, de forma alguma, tirar o papel do August na vida dessa criança que ele amou e ama desde o primeiro momento.

— Jamais faria isso. — Robin disso um pouco mais passional. — Eu só quero que ela saiba que eu não a abandonei em momento algum.

— E ela saberá. — August respondeu e sorriu pra mim. — Ela ainda não nasceu, mas eu a amo como se fosse minha, eu sempre amei. — Eu sorri de volta a ele, sentindo meus olhos encherem-se de lágrimas. — Não gosto do seu aparecimento repentino para atormentar a minha mulher, mas eu entendo. No seu lugar, me sentiria da mesma forma.

— Quero poder vê-la, segurar em meus braços. O que eu fiz com a minha esposa, não se faz, mas esse bebê, não tem culpa de nada. — Respirei fundo. — Eu gostaria de ter o número e vocês, para podermos falar sobre ela, se vocês precisarem de alguma coisa e, para eu entrar com toda a questão legal sobre a paternidade dela.

— Nós podemos nos encontrar outro dia, Robin? — Perguntei. — Eu literalmente não quero falar sobre questões legais num dia como hoje. — Comuniquei um tanto sincera. — Além do mais, tenho visita em casa, você realmente apareceu de surpresa.

— Não, claro. — Robin respondeu um tanto ressentido.

— August pode pegar meu celular? — Pedi gentilmente, ele caminhou até o sofá onde estávamos antes e trouxe meu celular. — Pode dizer seu número.

— 765-9996. — Respondeu rapidamente. — Não hesitem em me ligar e por favor, perdoem-me por atrapalhar.

— Está tudo bem. — Caminhamos com ele em direção a porta. — Eu mandarei uma mensagem pra você logo. — Expliquei. August abriu a porta e logo Robin passou por ela.

— O foi isso? — Ele me perguntou um tanto aflito. — Não tem nem 20 minutos que eu a deixei, e os leões já caem matando. — Ironizou a respeito da tatuagem de Robin.

— O que foi aquilo de “minha mulher?” — Perguntei ao passar a língua por sobre os lábios. — Foi tão sexy…

— Zelena… — Ele tentou parecer centrado. Caminhei até ele, segurando a barra de sua calça. — Sua irmã, cunhada… — Coloquei a mão por cima da calça dele, vendo ele suspirar. — E mãe estão no outro cômodo.

— Ok, já acabou o meu tesão. — Respondi ao me afastar. — Você acaba de me lembrar que eu preciso dizer umas poucas e boas pra minha mãe.

— Deixa ela pra lá, querida. — Beijou minha testa.

— Não, não dá.

— Eu vou ficar com você, pra garantir que você não se irrite ainda mais. — Respondeu sinceramente.

— Não, seu pai precisa de ajuda e eu literalmente não quero que você veja o que vai acontecer aqui. — Coloquei as mãos na cintura. — Quando você acabar o serviço, eu ligo pra você.

— Tudo bem. — Beijou os meus lábios e abriu a porta. — Zelena, qualquer coisa…

— Pra ligar pra você, eu sei. — Respirei fundo. — Eu já fiz isso, pedi a Emma pra te ligar. Mais tarde conversamos sobre o que houve aqui.

— Até mais tarde. — Ele seguiu pela trilha do jardim, e eu fechei a porta. Tinha uma certa senhora Mills que ouviria, querendo ou não, mas ela ouviria.

— Quem você pensa que é pra falar comigo daquela forma? — Eu berrei ao chegar a cozinha do outro lado da casa.

— Sua mãe, você querendo ou não. — Ironizou ao beber a água que estava em suas mãos.

— Mãe? Engraçado você lembrar desse detalhe agora, achei que sua filha era só a Regina. — Tirei o copo de suas mãos, para fazer com que ela olhasse pra mim.

— Zel… — Regina tentou intervir, e eu dei um passo pra trás.

— Não, ela precisa ouvir e vocês duas não vão me impedir disso! — Praticamente gritei.

— Aquele pobre coitado ao menos sabe que não é o pai dessa criança? — Cora riu. — Todos esses anos sendo mal criada, agindo como se eu não fosse nada pra você porque o Henry não era seu pai biológico. Felizmente o mundo dá voltas, Zelena.

— Não que isso seja da sua conta, mas sim, ele sabe. — Respondi grosseira, e senti a bebê chutar, mas me segurei. — Acho que temos perspectivas muito diferentes do assunto, Cora Mills. — Ironizei. — Foi você que criou a minha irmã como se fosse a única coisa que importava em sua vida e me deixou de lado. Felizmente Henry Mills foi o homem mais amoroso que pisou nesta terra e foi capaz de me dar todo amor que eu precisei, mas se ele foi capaz de amar até mesmo você, eu não duvidaria de mais nada.

— ZELENA MILLS! — Minha mãe gritou de volta, completamente transtornada. Emma e Regina estavam abraçadas e silenciosas. — Você não tem direito!

— Você que não tem direito. Não tem direito de tentar estragar a minha vida como tem feito durante todos esses anos. É a primeira vez que eu me sinto bem comigo mesma, com a ideia de ter um bebê e com alguém que me apoia além de Emma e Regina. — Levei as mãos a minha barriga alisando-a. Havia deixado minha filha agitada. — Se você não sabe lidar com a felicidade alheia, você não precisa tentar mais participar da minha vida! Não precisa vir a esta casa pra ver a mim e a minha filha quando ela nascer, nós não precisamos de você!

— Zelena… — Minha mãe disse mais baixo enquanto eu tinha cuspido tudo que precisava em sua face. Apoiei-me no balcão da cozinha. — Eu…

— Vai pedir desculpas? — Eu quase ri. — Eu tentei sabe? Tentei ser uma boa filha e fazer o que você queria, mas nem mesmo isso aplacava sua indiferença por mim. Tentei ser a melhor aluna, escapar das confusões e mesmo assim você não me olhava. A minha única opção foi chamar sua atenção sendo quem eu queria ser, não o que você queria que eu fosse. Só assim pra você olhar pra mim, doía muito Cora Mills, hoje em dia não dói mais.

— Eu era apaixonada pelo seu pai. — Cora começou a dizer, enquanto eu a olhava. — Estava noiva do Henry, ele era um bom rapaz, mas eu não o amava 1% do que eu amava seu pai. Eu era ingênua e me entreguei pra ele, e depois descobri que estava grávida e que meu pai me colocaria pra fora de casa. Sim, Henry foi um homem muito bom por ter amado você quando você ainda crescia em mim, igual a esse bebê que cresce em você. — Respirou fundo. — Mas você não ama, nem o pai dessa criança e nem o seu namorado, como eu amei o Jonathan e aprendi amar o Henry. Você não sabe o quanto todos saberem sobre toda essa história foi difícil pra mim. Eu protegi você de todos eles, mas deveria ter protegido você de mim… — Eu vi uma lágrima se formar nos olhos da minha mãe. — Por favor, me perdoa por ter causado todo esse mal pra você. — Fiquei em silêncio sentindo o peso de todas as coisas que ela havia jogado pra mim.

— Zel… — Minha irmã disse, enquanto Emma puxou uma cadeira para que eu me sentasse. — Você está bem?

— Está alisando sua barriga… Está sentindo dor? — Emma perguntou preocupada. Cora chegou mais perto de mim.

— Não precisa ser agora, minha filha, só pensa sobre as coisas que eu te disse. — Segurou a minha mão, e eu segurei a dela de volta.

— Eu vou tentar, mãe. — Disse um tanto baixo. — Me desculpa por não ter visto as coisas pelo seu lado, era uma época totalmente diferente, eu fui muito mesquinha e egoísta com você.

— Também falhei com você e você só reproduziu tudo o que eu fui por anos. — Colocou suas mãos sobre minha barriga e beijou minha testa. — Vocês precisam descansar. — E deixou a cozinha.

— Isso realmente aconteceu? — Emma perguntou totalmente incrédula.

— Acho que sim. — Regina respondeu sem acreditar.

— August… — Abri a porta lhe dando espaço para entrar. Ele se aproximou de mim e beijou meus lábios com delicadeza.

Como vocês estão? — Me perguntou, não tinha certeza se ele estava falando sobre eu e o bebê, ou sobre todas as outras pessoas na casa.

— Vou contar tudo pra você. — Sorri delicadamente e segurei sua mão pra ele vir pra dentro.

— Vamos sentar um pouco na sala, tem algumas coisas que eu preciso conversar com você. — Murmurou um tanto sério, e um frio correu por todo meu corpo.

Não tem nada que eu odeio mais do que as palavras “preciso conversar com você” — Murmurei, mas não teve um nenhum pouco de humor. — Se for sobre Robin…

— Não, não é sobre ele. — Fechou a porta atrás dele e caminhou em direção a sala ainda segurando as minhas mãos. — É sobre mim.

— Sobre seu passado? — Perguntei um tanto receosa, o vi abaixar a cabeça e levantar em afirmativa. — August antes de dizer qualquer coisa… — Respirei fundo. — Todo mundo tem um passado, eu tenho o meu, saiba que entendo sua demora pra me dizer qualquer coisa…

— Sei que você foge de assuntos, mas depois de hoje, depois de tudo que aconteceu aqui e eu nem sei a metade, me sinto bem pra te contar sobre mim. — Apertou a minha mão quando sentamos no sofá.

— Certo, claro. — Sorri o mais tranquila que consegui. — Pode mandar senhor escritor.

— Eu já fui casado. — Contou e eu o olhei normalmente com um sorriso no rosto. — Porque você está rindo?

— Por que você está fazendo suspense pra algo que eu já imaginava. — Dei uma risada baixa. — Você faz o perfil de homem casado, o que me surpreende é ela ter deixado alguém como você partir.

— É aí que está o que eu tento te dizer… Mesmo que antes eu tenha dito que não tenha grandes agitações em minha vida. — Revirou os olhos e eu ri de sua expressão, não era comum ele fazê-lo.

— Ela voltou e quer reatar com você? — Perguntei divertida. — Dependendo de quem ela for, nós podemos dividir… — Brinquei com o mesmo.

— Zel… — Ele me chamou bem baixo, pelo sem tom fiquei um tanto nervosa.

— Você vai voltar com ela? — Perguntei tentando entender sua expressão. Ele parecia chateado.

— Não Zelena, eu não vou voltar com ela. — Vi uma lágrima cair de seus olhos. — Minha ex esposa faleceu há algum tempo. — Confessou. Me senti estúpida.

August… Me desculpe pela brincadeira. — Aninhei-me em seu colo. — Eu, eu não sabia… E você sabe, eu sempre tento sair de coisas sérias com piadas.

— Eu sei. — Ele riu e me apertou em seus braços. — Mas não é só isso que quero contar a você;

— Tudo bem. — Sorri delicadamente após dar um beijo na testa dele e sentar-me novamente no sofá.

Meu trabalho no New York Times exigia muito do meu tempo, mas ainda sim eu a conheci e nós tivemos um filho. — Arregalei meus olhos.

Você tem um filho? Porque nunca disse? Porque nunca nos apresentou? Você… Você deixou ele com alguém? — Perguntei um tanto nervosa.

— Não, Zelena… calma! — Ele me pediu e eu respirei fundo sentindo minha filha começar a se mexer agitada. — Essa é a outra parte que não gosto de falar...

— Ele faleceu também… — Completei vendo toda sua dor. Estive com ele por tantos meses e não conseguir enxergar nenhum resquício e dor que ele construiu tão bem. — Se não quiser me contar o que aconteceu com eles… Está tudo bem.

— Não, eu preciso. — Sorriu bem fraco e apertou minhas mãos de volta. — Eles faleceram num acidente de carro. Annie estava dirigindo e o Josh estava no banco de trás. — Levantou-se um tanto nervoso. — Um caminhão bateu neles com força, era pra eu estar com eles.

— Shiu… Não se culpe. — Levantei-me, passei as mãos pelo seu rosto e sorri ao fitá-lo. — Você não teve culpa do que aconteceu, ok? — O abracei com força. — Você está preocupado por causa do bebê?

— Sempre estarei preocupado com ela e com você. — Respondeu ainda abraçado a mim.

— Nós não vamos a lugar algum, August. — Coloquei suas mãos sobre as minhas por cima da minha barriga. — Nós estamos segurar aqui e nada vai nos acontecer, você não precisa se preocupar quanto a isso.

— Eu sei, mas ainda sim me preocupo. — Baixou seu olhar e eu o fiz me olhar.

— O seu passado não influencia no nosso presente, ok? — Beijei seus lábios. — Quando você estiver pronto pra me dizer mais coisas, eu vou ouvir você. Mas por hora, vamos subir, tomar um banho e dormir.

— Tudo bem. — Correspondeu ao meu beijo e logo depois sorriu. — Obrigado, Zelena.

— Ei… Você faz parte dessa família, viu? Não precisa me agradecer. — O beijei novamente.

Notas finais
Até o próximo e qualquer coisa eu estou no @morrisswen