Notas iniciais
Hi Pretties sz Primeiro eu queria me desculpar pela demora, as pessoas que me conhecem sabem que eu não ando muito bem, mas isso não significa que eu tenho deixado a estória para lá, ok? Continuo escrevendo normalmente. Queria dizer que logo responderei aos comentários, estou com febre e tenho um trabalho pra entregar amanhã na faculdade que nem comecei. Também preciso dizer que, talvez os meses avancem conforme os capítulos novos venham chegando, se houver necessidade é claro. Ainda não é uma certeza, mas isso pode acontecer, espero não chatear vocês com isso. Obrigada por todo carinho e lembrem-se: Wicked Always wins.

Zelena Mills

Assim que meu primeiro mês chegou ao fim, dando início ao meu segundo mês de gestação, os enjoos pioraram e fizeram com que eu perdesse uma grande oportunidade de emprego. Não consegui sair da minha cama, Regina deixou o escritório nas mãos de Emma só pra garantir que eu ficaria bem e me impedisse de dirigir pra New York naquele estado. Passei o dia seguinte tentando reagendar um horário com o escritório de Carolina Herrera.

Desculpe, mas Dona María Carolina tinha um horário agendado com a senhorita ontem. — Respondeu a secretária pelo telefone esboçando toda sua má vontade.

É muito importante que ela me veja hoje, Carolina sempre apreciou novos estilistas. — Respondi de volta.

Porém, ela só concede essas oportunidades uma só vez. Muitas pessoas se matariam para ficar dois minutos na mesma sala que ela, desculpe. — Desligou o telefone.

Filha da puta. — Desliguei o telefone com certa raiva e olhei para a garçonete que me encarava no Grannys.

— Olha a boca. — A voz de August soou logo atrás de mim. — Bom dia.

— Você está me perseguindo? — Perguntei sendo tomada por uma súbita irritação. — Porque se estiver, lembre-se que o Xerife já foi meu namorado na adolescência.

— Você realmente já namorou alguém? — Me perguntou, espreitei meus olhos e bati com minha bolsa em seu braço. — Graham? Ele é meu primo.

— Muito engraçado e, a cada dia acredito que você seja um perseguidor psicopata, assim como Regina disse. — Murmurei e ele riu.

— Então tem falado de mim? — Perguntou ao encostar-se contra o balcão.

— Nem lembrava mais da sua existência nas últimas semanas. — Rebati e ele riu levantando as mãos para o alto. — Agora, se me der licença, tenho que ir ao médico.

— Está se sentindo mal? Como anda o bebê? Quer que eu vá com você? — Começou a fazer perguntas, uma atropelando a outra.

— Estou puta, mas estou muito bem. O bebê também, é uma ultrassom, rotina. E, nós não temos nada, August. — Coloquei minhas mãos sobre os seus ombros e deixei o Granny’s.

Eu não precisava ter agido daquela forma, mas não preciso que ninguém fique na minha cola o tempo inteiro. Sou uma mulher, sou independente, tenho 27 anos e não preciso que ninguém me trate como vulnerável porque estou grávida. Entrei no meu carro vendo August sair do Granny’s e dei partida em direção ao hospital. Não era minha intenção ir a consulta hoje, minha verdadeira vontade era conseguir que Carolina Herrera me atendesse hoje.

Estacionei o carro, entrei no hospital, senti meus olhos molhados pelo fracasso. A demissão não tinha sido nada comparado ao primeiro “não” jogado em minha face. Não que seja um não, mas estava arrasada por não ter conseguido remarcar meu horário. Precisava daquilo, precisava de um emprego.

— Oi, Zelena… — Uma voz me chamou baixa, tirando-me dos meus devaneios.

— Ruby? — Perguntei arqueando a sobrancelha, limpei meus olhos. — Drª Lucas? Como não associei?

— Deve estar muito confuso dentro de você agora. — Abracei a mesma. — Vem, vamos para o meu consultório.

— Claro. — Dei um sorriso para ela. — Eu não te vejo há anos… É tão estranho vê-la como Drª Lucas.

— Pois vá se acostumando. — Ruby indicou a cadeira frente a sua mesa. — O que tem sentido de diferente?

— Os enjoos pioraram, mas segundo Regina, eles são normais para essa época da gestação. — Contei a mesma, me sentia um tanto leve conversando com Ruby. — Meu apetite anda mudado.

— Mais fome ou menos? — Ruby parecia anotar tudo em seu prontuário. — Costuma necessariamente vomitar quando tem enjoos?

— Não, às vezes. — Contei tomando nota dos poucos acontecimentos que me levaram ao vômito. — E, minha fome aumentou, de tudo.

— Sexo? — Ruby arqueou a sobrancelha, sem olhar diretamente pra mim. De um jeito sexy, olhei para ela e fiquei momentaneamente muda. — Zelena? Aqui somos médico-paciente, não precisa ter vergonha de me contar essas coisas.

— Você está agindo de forma absurdamente sexy ou é o seu jaleco? — Perguntei fazendo a mesma rir.

— Você não muda mesmo. — Ruby sorriu. — Eu sou casada, apesar de já ter gostado muito de você, não vai colar.

— Eu tentei… — Cantarolei não levando como ofensa a recusa dela. — Mas enfim, sim meu desejo sexual aumentou também, se isso é possível.

— Então, você e o pai do bebê não devem se frear em relação a isso. — Ruby começou a dizer coisas em relação ao sexo ser saudável na gravidez e que eu não tivesse medo de fazê-lo. Mas depois que ela pronunciou as palavras “pai do bebê”, minha cabeça ficou fora de órbita. — Você pode se trocar ali, vou fazer uma ultra pra checarmos ele ou ela, vou deixar sua próxima consulta agendada e quem sabe no quarto mês nós conseguimos visualizar o sexo?

Depois da minha consulta com Ruby, depois de voltar com todos aqueles questionamentos sobre o pai do bebê, eu fui para casa. Deixei meu carro no estacionamento do hospital e fui andando. Não me sentia em condições de dirigir e aquela fora a melhor escolha que eu fiz. Caminhei pela rua principal de Storybrooke e vi o relógio indicando “12:15”, talvez eu tenha andado muito entre as ruas.

Não que eu me importasse de ter um cara se sendo denominado como “pai do bebê”, porque eu não me importava, mas pensar nessa possibilidade, pensar que ele estava por aí e que por algum motivo me deixou sozinha no meu quarto depois de uma festa fez com que todo o meu estado tornasse ainda mais bagunçado.

Não era justo comigo, não era justo com qualquer mulher ser abandonada. Não importava as circunstâncias, isso não dá direito de nenhum cara deixar uma mulher sozinha depois de uma transa. Não dá direito de nenhum homem, tendo noção de que uma mulher espera uma criança que foi gerada com ajuda dele, sozinha.

— Me desculpa… — Uma voz doce pronunciou-se depois de nossos corpos se chocarem.

— Eu que peço desculpas, não estava olhando para onde ia. — Respondi ao olhar os olhos azuis. — Zelena Mills. — Estiquei as mãos para ela.

— Belle French. — Era um pouco mais baixa do que eu, mas usava saltos altos, muito bem arrumada, era importante se pontuar. — Está a procura de algum imóvel?

— Hã? — Perguntei um tanto confusa.

Me mudei para Storybrooke a algum tempo, sou a bibliotecária, meu pai tem uma imobiliária. Sempre que estão aqui é por esse motivo, não pelos livros. — Ela deu uma risada.

— Ah, sim. — Balancei a cabeça. — Não, eu só estava de passagem mesmo, mas já tinha prometido a mim mesma vir a biblioteca.

— Claro, se quiser pode voltar aqui depois da minha hora de almoço. — Olhou para o próprio relógio em seu punho. — Foi bom conhecer você, Zelena.

— Igualmente. — Vi a mesma mordiscar os lábios e seguir quase exagerando em seu rebolado.

— Porque o xerife acha que você está desaparecida? — Emma parou ao meu lado enquanto passávamos na entrada do Granny’s.

— Eu? Desaparecida? — Arqueei a sobrancelha e a loira revirou os olhos. — Regina enviou um alerta…

— Não. Graham viu seu carro estacionado no hospital e foi falar com você, mas segundo a Ruby você já tinha ido embora, então ele foi até a nossa casa e me encontrou. Vim procurá-la antes que ele fosse até Regina e ela surtasse. — Emma contou todos os detalhes. — O que está acontecendo? — Sentou-se no banco do lado de fora do restaurante.

— Pra falar a verdade eu não sei. — Cruzei os braços e sentei frente a minha cunhada. — Fiquei um pouco deprimida depois da consulta, fora a parte de ter perdido uma reunião importante.

— Você conseguirá mais reuniões. — Emma massageou a própria têmpora. — Como está o bebê?

— Eu espero que sim, não vamos ter pra sempre o dinheiro do meu auxílio desemprego. — Murmurei e Swan sorriu. — Segundo a Ruby, agora que tenho 2 meses — nove semanas e um pouquinho — o bebê já tem soluços. Mas eu não prestei mais atenção do que isso.

— Na próxima consulta Regina e eu iremos com você. — Swan segurou a minha mão. — E quanto ao dinheiro, você tem a gente para o que der e vier, não precisa se preocupar com isso.

— Eu sei, Emma… Mas, eu quero fazer isso. Quero cuidar desse bebê e dar o melhor de mim. — Respirei fundo. — Não quero ter que usar do dinheiro de vocês pra isso.

— Você sempre terá o dinheiro que o papai te deu. — Regina apareceu na entrada do Granny’s, estava tão bem vestida quanto a minha cunhada. Sentou-se no colo de Emma.

Ele deixou esse dinheiro pra filha dele, você. — Murmurei tentando encerrar aquele assunto.

— Nós somos filhas de Henry Mills, e no testamento tem o meu nome e o seu, então o dinheiro também é seu. — Emma pareceu concordar colocando as mãos nos ombros dela. Tinham se casado tão novas e já tinham um império em mãos, enquanto eu, ainda planejava como dar o próximo passo na minha vida.

Não é como se eu fosse fazer como você e abrir um escritório. — Revirei os olhos e Emma bateu suas mãos na mesa.

— Mas é exatamente isso que você tem que fazer. — A loira arregalou seus olhos verdes de mais. Regina a olhou. — Amor, ela pode abrir o próprio atelier de arte, continuar desenhando, criar roupas e ter a própria marca, começar com algo pequeno, sem contar que você pode gerar emprego para algumas costureiras de Storybrooke e com seu conhecimento em moda, vai ajudar muita gente.

— Emma! — Levantei-me depressa, agarrei minha cunhada e minha irmã juntas num abraço. — Depois de se casar com Regina, essa foi a melhor ideia que você já teve!

— Achei que a melhor ideia que vocês já tiveram foi apresentar o David e a Mary. — Minha irmã murmurou dando uma risada.

— Sabe o que isso prova? — Perguntei as duas que balançaram a cabeça de forma negativa. — Que minha cunhada e eu sempre temos boas ideias, vocês duas deviam me pedir em casamento.

— Porque sua irmã sempre acredita que vamos ter um momento incestuoso com ela? — Emma perguntou olhando para Regina, mordeu o queixo de minha irmã que riu.

É a Zelena, ela sempre aguarda um momento lésbico incestuoso.

— Então você quer a minha ajuda? — August murmurou assim que bati na porta do apartamento dele, explicando rapidamente o que eu queria.

Sim, sou péssima pra escolher imóveis e digamos que Regina está muito ocupada no novo escritório. — Cruzei os braços e continuei apoiada no batente da porta. Entrar na casa de August quando estávamos apenas eu e ele, poderia deixar meus hormônios ainda mais aflorados.

— Porque eu? — Ele perguntou me convidando pra entrar, neguei com a cabeça? — Vai ficar parada aí?

— Porque você é o único engenheiro que eu conheço. — Dei de ombros e permaneci onde estava. — Vou, é seguro.

— Você sabe que eu nunca tocaria você se não for da sua vontade, certo? — August me olhou.

Esse é o problema, eu quero que você me toque, mas não foi por isso que eu vim aqui. — Murmurei e ele se aproximou beijando meu pescoço, fechei meus olhos.

— Então você quer que eu pare de te beijar? — Continuou fazendo uma trilha de beijos no local e fora me puxando mais para dentro do apartamento.

— Não… — Minha voz saiu baixa, quando chegamos ao sofá, eu o empurrei e sentei sobre o seu colo. Nossos lábios se encontraram apressados. Minhas mãos envolveram seu pescoço e as mãos dele passearam pelo meu corpo. — Puta que pariu, eu não disse? — Desci do seu colo rapidamente e pulei um dos lugares do sofá pra ficarmos longe. — Eu disse que meus hormônios não tem controle, não posso ficar sozinha com você ou vamos acabar transando toda hora que nos encontrarmos.

— O que pode ser ruim nisso? — Me perguntou e eu parei para ponderar, ele tinha razão, não havia nada de ruim. — Você quer algo mais sério?

— Não tem nada de ruim em fazer sexo com você. — Deixei meu salto cair no chão e estiquei minha perna fazendo meus pés tocarem seu peitoral por cima da camiseta, mantendo-o longe assim que ele tentou vir pra cima de mim. — Porque eu não entro em relacionamentos sérios, muito menos com desconhecidos.

— Eu sou capaz de compreender isso, mas você não me deixa conhecê-la. — Suas mãos tocaram as minhas pernas até me puxar de forma abrupta para perto dele de novo. — Se você não quer nada sério, podemos ser apenas amigos com alguns benefícios, você sabe que estou interessado.

Caro amigo com benefícios, eu não sei lidar com ciúmes, então sem ciúmes. — Olhei diretamente nos olhos dele que concordou movendo sua cabeça. — Ótimo, agora vamos, eu preciso de um lugar para o meu atelier, já sei até em qual imobiliária vamos procurar.

— Dez minutos amiga com benefícios, dez minutos. — Me pegou no colo e caminhou em direção ao seu quarto.

August me acompanhou até em casa, nossa visita atrás de um lugar tinha sido arruinada. Arruinada não, adiada. Paramos em frente a porta branca com o número 108 da mansão em que Regina e eu crescemos. Sentei-me sobre os pequenos degraus, August me acompanhou.

— O que há de errado? — Seus olhos muito azuis procuraram os meus, não estava no clima para me abrir.

— Você disse que eu não deixo você me conhecer. — Revirei os olhos. — Vou tentar ser breve.

— Está me dando mais um pé na bunda? — Perguntou, ainda sim não perdia o sorriso de alguém que sabia manter segredos bem guardados.

— Não ainda. — Bati meus ombros contra os dele. — Não tenho um relacionamento bom com a minha mãe. Digamos que ela e o meu pai foram “forçados” a se casar.

— Não muito diferente das pessoas mais antigas que vivem em Storybrooke, isso mexeu com você de alguma forma?

Você também é psicólogo senhor escritor-engenheiro? — Fiz uma piada arrancando um sorriso dele logo em seguida. — Minha mãe gostava de outro homem e engravidou dele quando casou com meu pai. Ele sempre soube que não era meu pai e me tratou como filha, até mesmo quando Regina nasceu, nada mudou entre a gente. Mas com a minha mãe, sempre foi clara a preferência.

— Regina. — Murmurou ao apoiar-se numa das pilastras, e eu fazer o mesmo na do outro lado.

Acho que ela sempre acreditou que eu não entraria no testamento dele e tudo seria dela e de Regina, foi uma surpresa até pra mim descobrir que era dona de 40% de tudo, os outros 40% eram de Regina e o restante de Cora. — Confessei. — Mas nunca me achei dona de nada do que ele tenha deixado pra gente.

— Ao meu ver de Escritor/Engenheiro/Psicólogo, você está com medo do seu filho crescer no mesmo ambiente que você. — Esticou suas mãos e fez com que eu viesse para o lado dele. — Mas você é diferente da sua mãe. Todos nós somos diferentes dos nossos pais.

— E se eu não for? — Mesmo com as minhas costas contra o seu peito, questionei. Questionei algo que nem eu mesma sabia a resposta.

Há um “se” muito grande na sua frase. — Repousou sua mão sobre minha barriga, era a primeira vez que ele fazia aquilo. — Você quer agir como se não se importasse com o bebê, mas toda hora se pega pensando nele, não de forma ruim, dá pra ver no seu olhar que está feliz.

— Muito feliz, e assustada. — Ele riu. — Agora chega desse drama.

— Certo, vamos falar sobre mim, não tem muito drama na minha vida. — Sussurrou contra o meu ouvido.

— Quem disse que eu quero ouvir? — Resolvi implicar com o mesmo, levantei depressa e logo ele me pegou fazendo cócegas.

Por favor, me digam que vocês não estavam usando de maneira inapropriada a entrada da casa em que crescemos? — Regina murmurou ao aparecer na porta.

— Porque sua irmã sempre acha que vamos “profanar” os lugares favoritos dela? — August me perguntou.

— Porque ela me conhece bem. — Nós três demos risada.

Notas finais
Vocês gostaram? Vocês lembram que Regina e Emma iam fazer 5 anos de casadas? Então, está bem próximo ♥ Até mais @morrisswen