Notas iniciais
Hi pretties de Bex Mader (eu me incluo) Queria pedir desculpas pela demora, sei que alguns de vocês acompanham minha outra fanfic "A secretária" (para aqueles que não acompanham, vou deixar o link nas notas finais), devem estar se perguntando pq eu atualizo a outra toda semana e essa não, a verdade é que aquela fanfic já tinha muitos capítulos prontos e essa aqui eu escrevo o capítulo e mando pra vocês, espero que possam me perdoar pelas demoras. Nós vamos nunca esquecer que: Wicked always wins.

Zelena Mills

É bom que sua boca esteja na minha vagina em 5 minutos se você não quiser que eu te chute pra fora da minha vida. — Gritei com August assim que ele suspirou e deixou meus lábios.

— Eu não ia parar de te beijar, não tem pra que você berrar comigo. — Beijou meu pescoço e eu balancei a cabeça negativamente o empurrando.

— Você está com medo de me tocar… — Foquei meus olhos nos dele enquanto ele se ajeitava na cama ao meu lado. — Desde o dia em que contei pra você sobre o que contei a você.

— Não é medo. — Sentou-se e olhou diretamente pra mim. — Eu só… Estou com medo de machucar vocês.

— Minha barriga está maior, finalmente aparecendo… Quatro meses afinal… — Dei uma risada baixa e passei as mãos sobre ela. — Ainda sim senhor escritor, você é um homem muito bem culto e sabe que isso não interfere em nada. Você está com medo de me tocar pelo que eu disse a você.

— Ok, sim, estou com receio por causa disso. — Bagunçou os próprios cabelos. — O desejo por você não mudou, quero que isso fique bem claro, mas quando nos conhecemos e depois nas outras vezes que transamos, eu sinto que não tratei você da forma correta.

— Se você tivesse sido um babaca não estaria no meu quarto agora. — Passei as mãos pelo seu rosto e trouxe seus lábios até o meu. — Por favor, eu ainda sou a mesma Zelena.

— Eu sei… — Retribuiu meu beijo, um pouco mais calmo, seus lábios voltaram para o meu pescoço.

Vem, vamos descer e tomar café com minha irmã e cunhada. — Bati em seus ombros. — Espero você aqui mais tarde pra darmos um jeito nisso. Vou à Boston cedo e pretendo voltar antes de anoitecer.

— Já vou descer. — Tocou seus lábios diretamente com os meus. — Preciso de um banho. — Seguiu para o banheiro.

— Que bom que desceu pra tomar café conosco. — Regina murmurou segurando uma xícara em mãos enquanto Emma devorava seu prato de ovos e bacon. — Meu cunhado está lá em cima?

— Menos Regina, bem menos. — Respondi a implicância dela e revirei os olhos. — Já está descendo, acabamos acordando tarde.

— E como vai o bebê? — Emma perguntou ao colocar a mão sobre a minha barriga. — Estou ansiosa pra começar a sentir ele chutar.

— Ainda nada, ele não se mexe. — Dei uma risada nervosa. — Ruby disse na última consulta que estava tudo perfeitamente bem e que logo ele começaria a chutar. Mal posso esperar pra fazermos a ultra e descobrir o sexo.

— Já tem ideia dos nomes? — Regina perguntou, sua voz estava tão serena. Sempre que falávamos do bebê minha irmã ficava assim.

— Não tenho ideia, mas vocês são madrinhas, podem me ajudar com isso. — Servi um copo de suco de laranja.

— Bom dia. — A voz de August se fez presente na cozinha, minha bolsa estava junto com ele. Era a primeira vez que ele dormia na minha casa, na verdade era a primeira vez em muito tempo que eu dormia com alguém sem fazer sexo. — Você disse que iria cedo, então desci com sua bolsa e coloquei o carregador de bateria do seu telefone dentro dela. Tem certeza que não quer que eu vá junto?

— Bom dia. — Regina e Emma se entreolharam como faziam sempre, resolvi ignorá-las.

— Tenho sim, e apesar da minha cunhada ser uma mulher forte e independente, ela vai precisar de alguém pra ajudar ela com a arrumação do quintal para as bodas delas, enquanto Regina e eu vamos a um spa. — Convidei o mesmo para se sentar ao meu lado. — E, eu ainda estou com raiva de você.

— Não pode me perdoar? — Perguntou e eu neguei, ele sentou-se dando por vencido. — Ela é sempre assim?

— Sempre, eu devia ter ter alertado, mas ela é um belo conjunto. — Regina Murmurou e os dois riram.

— Você podia arrastar sua Irmã com você, assim ela não veria a decoração. — Emma comentou me fazendo olhar Regina. Ficamos meses escolhendo os detalhes, em segredo.

— Ela prometeu a uma mulher grávida. — Resolvi fazê-la lembrar-se do nosso pequeno acordo. — De que não ia para os fundos da casa, e nem espiaria pelas janelas.

— Já disse as duas que não olharei. — Cruzou os braços. — Viu August, essas duas se juntam para armar contra mim.

— Desculpe, mas estou junto com elas. — Ele argumentou me fazendo rir. — Será uma boa surpresa.

— Posso escolher outro cunhado? — Regina resmungou, eu revirei os olhos, já August e Emma riram de nós duas.



— Vai ficar tudo bem gente, eu prometo. — Murmurei assim que abracei todos eles, me despedindo de August com um selinho.

— Se você se sentir cansada de dirigir, pare o carro e me liga que eu vou ao seu encontro. — Murmurou colocando as mãos sobre a minha barriga.

— Eu prometo. — revirei os olhos, ele me abraçou mais uma vez. — Agora se me derem licença, eu tenho que dirigir por muitas horas e voltar Ainda hoje, mas se eu me sentir cansada, eu volto amanhã pela manhã. Agora que aluguei meu apartamento, vou ficar num hotel, como a Regina sugeriu.

— Isso mesmo, amamos você. — Regina murmurou e eu entrei no carro.

— Os vestidos que você tem que levar estão na mala do carro. — August murmurou mais uma vez apoiado a janela do meu carro. — Por favor, qualquer coisa que acontecer, não deixe de me ligar.

— Eu prometo. — O beijei mais uma vez e coloquei o cinto. — Eu só entregarei o vestido e quem sabe ai conseguirei expandir a Mills, não se preocupe. — Liguei o carro e segui com o mesmo em direção à estrada que me tirava de Storybrooke.

Cheguei a Boston antes do meio dia, Dorothy concordou em me encontrar num restaurante, era um endereço de uma área muito nobre e refinada. Não me contou quem era a artista que queria o mesmo, disse que era uma surpresa.

Dei meu nome na entrada e uma moça gentil me acompanhou sorridente até uma sala privada do restaurante. Era ninguém mais, ninguém menos que Emily Blunt.

— Zelena, que bom que chegou cedo. — Dorothy levantou-se, eu ainda estava atônita.

— Boa tarde. — Murmurei tranquila, tentando manter o controle da minha voz. Ambas olharam para minha barriga, Dorothy surpresa, já Emily com um sorriso.

— Se eu soubesse que estava grávida não teria feito vir de tão longe. — Emily murmurou e me convidou para sentar ao seu lado. — Zelena Mills, certo?

— Não tem problema, não é uma gravidez de risco e, estou mais do que feliz por ter vindo. — Mostrei prontidão, concordei quando ela repetiu meu nome.

Como Dorothy deve ter dito, eu vou precisar de dois vestidos para eventos nesse final de semana, se eu gostar de vestir a sua marca, ficarei muito mais do que feliz de planejarmos o vestido que terei de usar no Oscar. — Comentou e eu senti minhas bochechas queimarem, era uma oportunidade e tanto servir a uma atriz de renome como ela. — Meu agente queria que eu vestisse algo de alguma marca famosa, mas eu resolvi que esse ano queria algo diferente. E, porque não ajudar alguém, principalmente alguém que está gerando uma vida?

— Eu posso chorar? — Perguntei e ambas sorriram de forma amavel. — Trouxe alguns vestidos com as medidas que Dorothy me enviou, falar nisso Dothy muito obrigada por burlar uma cliente.

— É o que fazemos pelas amigas. — Segurou minhas mãos por cima da mesa. — Está de quantos meses?

— Quatro meses. — Respondi tentando equilibrar minhas palavras. — Não sei o sexo Ainda.

— O pai deve estar muito feliz, é alguém do nosso meio? — Dorothy perguntou, ouvi o barulho do estilhaçar de vidro, mesmo que seja apenas na minha cabeça.

— August Wayne Booth.Não podia simplesmente contar a história que nem eu mesma sabia.

— Escritor pelo New York Times? — Foi a voz de Emily que me fez despertar, estava com August a meses, e só agora notei que ele era o escritor aclamado pelo New York Times.

Sim… — Sorri sem jeito. — O próprio.

— Felicidades aos dois. — Foi a vez de Emily apertar minhas mãos. — Pode pedir alguém que trabalha aqui para buscar os vestidos enquanto comemos?

— Claro. — Dorothy respondeu antes mesmo de mim, pegando as chaves do meu carro de cima da mesa. — Já volto.

Com o acordo fechado, depois do almoço, Emily Blunt levou os vestidos e foi gentil de mais em dizer para eu lhe dar notícias sobre o bebê, o que me deixou ansiosa.

Deixei meu carro no estacionamento do restaurante e decidi que antes de ir embora, de volta para o Maine, iria comprar doces para comer no carro enquanto dirigia. Caminhei tranquila pela calçada, muitas pessoas ao redor.

Senti minha barriga se mover calmamente, uma leve pontada. Parei de andar, levei minha mão exatamente ali. Era a primeira vez o que o sentia mexer, me senti extremamente feliz, aquele momento ficaria guardado na minha memória pra sempre. Peguei meu celular na bolsa e digitei uma mensagem para August, sabia que Regina me mataria, mas ele me fez prometer que falaria com ele.

SMS ON:

Zelena: O bebê acabou de mexer.

August: É SÉRIO? EU NÃO ACREDITO! Pequeno traidor esperou ficar sozinho com você.

Como está se sentindo?

Zelena: Diferente, meio boba…

Com vontade de chorar, mas estou no meio da rua indo comprar doces pra voltar pra casa.

Está ajudando a Emma com a decoração?

August: Emma foi encontrar com Regina no Granny’s, vim no meu pai acertar algumas coisas que estamos fazendo juntos e sim, está indo tudo bem. E, estamos garantindo que sua irmã não veja nada.

Zelena: Isso mesmo, adoro bons garotos.

August: Você está flertando comigo?

Zelena: Você sabe que sou direta de mais para flertar…

SMS OFF:

Dei uma risada e coloquei meu celular de volta a bolsa, logo o responderia. Precisava comprar doces para voltar para casa, principalmente porque senti uma vontade incontrolável de comer alcaçuz (Twizzlers¹) e precisava de muito. Açúcar me deixava tão agitada quanto a cafeína, que Ruby — gentilmente — cortou. Como minha médica, ela me dava sérias recomendações, como amiga ela brigava seriamente comigo por não ouvi-lá.

Assim que deixei a loja de doces refiz meu caminho em direção ao carro, estava distraída demais comendo alguns alcaçuz, parecia um dia perfeito. Meu bebê mexeu pela primeira vez, talvez ele tenha sentido que as coisas finalmente dariam certo pra nós dois, e antes mesmo disso, o vestido que consegui vender para uma atriz tão boa e famosa como a Emily, estava ansiosa para contar para Regina, Emma e August.

Era estranho pra mim colocá-lo em todos os meus pensamentos, mas estávamos nos tornando ótimos amigos e ele me ajudava muito, parecia justo. Sem contar o fato de que ele de verdade se importava comigo e com o bebê. Vi uma mulher passar por mim com seu filho, devia ter mais ou menos 6 anos, sorri gentilmente, pareciam felizes, mas acabei esbarrando de frente com uma muralha de carne e osso.

— Ai. — Reclamei ao olhar meus doces que tinham caído no chão. — Mas que merda!

— Zelena? — Olhei para frente, para o homem que estava ali. Sua voz era tão familiar. — Sou eu, Robin. De Locksley. — Minha mente me levou para um dia em especial, “Olá, meu nome é Robin, sou da De Locksley Law”.

— Ro… Robin. — Meu corpo começou a tremer, um nervoso súbito me abateu, assim como todas as cenas do dia em que o conheci. Ele olhou para minha barriga, com seu olhar questionador.

— Está tudo bem? Você está pálida. — Ele aproximou-se de mim e levou suas mãos até a minha testa. — Está com febre, Zelena, diz alguma coisa.

— Acho que eu vou… — Meus olhos fecharam-se, não conseguia controlar meu próprio corpo. Cai num breve esquecimento.



Em Storybrooke...



August ainda sorria ao ler a última linha da mensagem em que Zelena havia lhe enviado, mas não era apenas isso, o fato do bebê da mulher em que a cada dia se apaixonava mais estar crescendo saudável, o deixou ainda mais feliz. Enviou mais uma mensagem ou duas, todas eram recebidas, mas nenhuma visualizada pela ruiva. O homem acreditou que ela já estivesse no carro com a única intenção de voltar ao Maine, mas seu peito estava apertado.

— Então, onde está minha irmã? — Regina perguntou ao homem em que sua irmã estava junto a quatro meses, e apesar de não terem firmado um relacionamento formalmente, era muito mais do que o máximo que Zelena já havia ficado com alguém.

— Ela não me responde já a quase meia hora, acho que está a caminho de casa. — August murmurou para a morena que estava sentada ao lado de sua mulher, Emma Swan. — Vovó, pode me trazer um café? — Pediu a mulher próxima ao balcão que prontamente o atendeu.

Como vai o projeto com seu pai? — Emma perguntou olhando para o mesmo, haviam se tornado bons amigos.

— Não vou contar na frente da Regina. — August murmurou e a morena arqueou sua sobrancelha.

— O que vocês dois estão escondendo? — Com sua pose questionadora, a advogada olhou do mais próximo que tinha de cunhado e em seguida para sua esposa.

— Pode confiar nela. — Emma deu uma risada, August então resolveu ceder, não era de todo ruim contar para Regina, ela era uma boa pessoa.

— Sua irmã não está muito acostumada a essa coisa de crianças… — Suas palavras saíram calmas, como se ele se controlasse para não dizer coisas demais. Puxou o ar. — Então, meu pai e eu estamos quase terminando o berço do bebê, queria dar isso de presente para eles.

— Oh, August! Isso é adorável. — Regina sorriu, apertou as mãos do mesmo por cima da mesa. — Zelena ficará tão feliz.

— Eu espero que sim, sei que ela teria condições de desenhar talvez o mais belo berço, mas com a abertura do atelier, a venda de alguns dos vestidos dela, somado a festa das bodas de vocês, achei que talvez pudesse fazer isso por ela. — Explicou-se por fim. Emma sorriu e abraçou a esposa pelos ombros.

— Tenho certeza de que ela vai adorar, já disse isso a você. — Emma reforçou suas palavras de uma conversa bem anterior que ambos tiveram.

O celular de Regina tocou sobre a mesa, todos os três se entreolharam até Regina pegar o mesmo e atendê-lo, uma ligação de um número desconhecido era realmente preocupante. O silêncio foi algo que deixou os nervos de August e Emma a flor da pele. A Mills mais nova tinha ficado completamente pálida, suas mãos estavam trêmulas.

— Amor, o que foi? — Emma perguntou vendo o estado em que sua esposa tinha ficado, August estava igualmente preocupado.

— Regina, está tudo bem? — August reforçou a pergunta, parecia que um fantasma tinha falado com Regina.

— Zelena, ela passou mal… Está no hospital, precisamos ir para Boston. — Nada mais foi dito, os três levantaram-se rapidamente e entraram juntos no carro de August.

Notas finais
Twizzlers¹: https://images-na.ssl-images-amazon.com/images/G/01/aplusautomation/vendorimages/464433f5-a3c9-4630-a878-94ae87984920.jpg._CB269531791_.jpg Primeiro... EU AMO A EMILY BLUNT, quis colocar ela como a atriz que a Zel vende o vestido pq Rebecca Mader e ela trabalharam em "O Diabo Veste Prada" Segundo... Robin apareceu, as memórias da Zelena vieram com um lembrete e não completas... Será que temos algo pra saber? Terceiro... Devemos nos preocupar com a saúde do nosso bolinho ruivo e do bebê? Vejo vocês no próximo capítulo ♥ @morrisswen no twitter em caso de dúvidas. https://fanfiction.com.br/historia/729658/A_secretaria/