Notas iniciais
Primeiro gostaria de pedir desculpas pela demora. Na semana do dia 20, eu fiquei na faculdade de 12 as 23 da noite, não tive muito tempo para poder escrever ou parar para atualiza-se o capítulo é logo veio o carnaval. Euzinha viajei com a minha Irma e a nossa melhor amiga. Ficamos bêbadas, fomos roubadas, fechamos carnaval na delegacia. OLHA QUE LINDO ISSO. Já posso acrescentar na minha lista de coisas que fiz antes de morrer e Ainda sim quero me desculpar pela demora. Esse capítulo está sendo dedicado a Jade do Support Swen por estar postando essa fanfic pra vocês, ela se ofereceu de bom coração e eu quase chorei de felicidade, porque estava a dias querendo postar esse capítulo que já estava pronto. Obrigada Jade Menina, lembrem-se: wicked always wins!

Zelena Mills


Merda, merda, merda. Eu não liguei para Regina. Ela me mataria. Nem se a Emma tentasse me salvar eu sairia viva. Caminhei apressada pelas ruas de Storybrooke, mesmo que estivesse usando um salto alto, eu estava acostumada a correr contra o tempo me equilibrando em Loubotin’s de 15 cms. Ainda sim, torcia para quando chegar em casa ela estivesse esfolando algum pobre trabalhador em seu novo escritório e eu poderia fingir que passei toda a noite dentro do meu quarto. Claro que não daria certo, mas não custava tentar.
Abri a porta da casa em passos calmos, era sempre bom carregar chaves com você. Tudo estava silencioso. Eu estava acostumada a morar sozinha, seguir meus próprios horários e regras, não que eu tivesse que fugir das minhas vontades porque voltei a morar na minha antiga casa com minha irmã mais nova e minha cunhada, mas sim porque prometi que ligaria. Minha mente pronunciava coisas do tipo “Você está completamente fodida e Regina nunca vai te perdoar”, mas por fora, estava plena.
— VOCÊ PROMETEU QUE LIGARIA! — O grito de minha irmã tinha sido tão alto, que antes mesmo de colocar as mãos no corrimão eu me virei num pulo.
— Você quer me infartar? — Levei as mãos ao colo tentando manter a calma. — Houve um imprevisto.
— Desde quando pau é imprevisto, Zelena? Pra você é muito bem “previsto”. — Reclamou uma vez mais, eu optei por concordar, ela não estava errada.
— Onde está Emma, para que ela faça seu papel de salvadora nessa casa e me salve? — Perguntei e Regina balançou sua cabeça de um lado para o outro.
— Ela foi resolver os problemas do prazo de entrega do nosso escritório, já que, por sua causa, eu não consegui dormir essa noite. — Reclamou. Sentei-me sobre os primeiros degraus da escada e a chamei para juntar-se a mim, como fazíamos quando crianças.
— Primeiro, pau pra mim não é previsível. Não estou dizendo sobre minha beleza, porque todos sabem o quanto sou fabulosa. — Regina revirou os olhos. — Certo, não vamos falar sobre o quanto eu sou linda. Mas enfim, não é previsível porque os meus parceiros são escolhidos pela minha vontade, poderia ter sido uma mulher ontem, você sabe.
— Sobre sua panssexualidade eu estou muito bem familiarizada desde a infância. Ainda sim isso não justifica você não ter me ligado. Você saiu com um desconhecido, Zelena. — Regina praticamente berrou no meu ouvido. ? Como vai ser quando o bebê nascer? Você vai fazer o que Cora disse? Deixá-lo com alguém pra fazer suas loucuras?
— Achei que você estivesse do meu lado. — Olhei a mesma de forma triste. — Você pode tacar uma pedra em mim da próxima vez, vai doer mais do que concordar com as palavras da nossa mãe.
— Zel, você sabe que eu não quis dizer isso, mas fui forçada. — Regina segurou minhas mãos. — Você precisa ter responsabilidade, eu fiquei preocupada. Não dormi. Pensei que aquele escritor louco pudesse ter feito algo com vocês. Eu te liguei 23 vezes e você não me respondeu.
— Digamos que eu estava ocupada… — Levei as mãos aos lábios, e ela deu uma empurrada de leve nos meus ombros.
— Não dá pra conversar com você, Zelena. — Regina ficou de pé me olhando sentada na escada. — Você não leva nada a sério.
— Não, sério. Vem aqui.
— Segurei as mãos dela e fiz com que ela sentasse de novo. — Você sabe que eu sou péssima pra me abrir sobre o que sinto, certo? — Regina balançou a cabeça positivamente. — Digamos que isso tudo acontecendo ainda me deixa confusa e em conflito com quem eu sou. Você sabe, eu nunca quis ser mãe e tinha certeza de que não ficaria grávida, até ouvir o coração dessa preciosidade. Eu não vou mudar quem eu sou.
— Eu não quero que você mude. — Regina levou suas mãos por cima dos meus ombros. — Eu quero que você seja responsável com sua vida e com a vida que você está gerando, precisa me prometer que: sempre que me deixar sozinha num bar com a minha esposa pra ir transar com alguém, você não vai deixar de me dizer se está tudo bem.
— Eu prometo. — Ela me abraçou apertado, retribui. Seu rosto estava demarcado pelo cansaço, era difícil ver Regina assim, mas eram muitas tarefas em sua cabeça, senti-me momentaneamente culpada. — Gostaria de te contar uma coisa.
— Vou preferir não saber?
— Perguntou olhando-me. Revirei os olhos e ela esboçou a primeira “sombra” de sorriso. — Tem a ver com seu encontro de ontem à noite? E, a propósito, como foi?
— Talvez, não sei. Não era sobre ontem, mas já que você perguntou... Foi muito... Intenso.
— Dei uma risada, ela fez o mesmo.
— Está feliz? Acabou o fogo? — Ainda estávamos sentadas nas escadas da mansão, olhei para os lados.
— O que? Nunca! Respeite-me, Regina Mills Swan. — Revirei os olhos e fiquei de pé, Regina me acompanhou subindo as escadas. — Onde já se viu me perguntar um absurdo desses.
— Você está fugindo do outro assunto, então ele é sério. — Murmurou logo atrás de mim quando chegamos ao meu quarto ainda cercado por malas.
— Não queria preocupar você na noite anterior. Era isso que queria dizer. — Optei por enrolar, mas Regina sabia me desvendar. — As pessoas estão com a terrível mania de dizer que eu disfarço as coisas com piadas, eu faço isso o tempo todo, não só para fugir de assuntos.
— Continua enrolando.
— Sentou-se em minha cama, eu caminhei para o closet, abri uma das malas procurando outra roupa pra vestir depois de um banho. — Você está fugindo.
— Não estou.
— Coloquei minha cabeça para fora. — É que, eu não sei como começar, mas isso não é fugir.
— É fugir sim, sua covarde
. — A primeira peça de roupa que tinha em minhas mãos, fora arremessada em direção a ela. — Ai, Zelena!
— Pense nisso como uma das bolas de fogo imaginárias que usávamos em nossas brincadeiras. — Respondi, logo após correr. Sentei-me no chão procurando por algo, precisava de algo confortável. Regina passou por mim, abriu outra mala e tirou um pijama de seda.
— Eu disse que era necessário fazer as malas por ordem. Arrumei seus pijamas nessa. — Tinha sido de grande ajuda, deveria admitir, mas não faria. Era como nas viagens, você joga tudo nas malas e torce para caber.
— Obrigada. — Segurei o pijama e fui em direção ao banheiro do outro lado do quarto. Fui jogando o vestido e minha roupa íntima para o cesto de roupa suja. — Você vai entrar?
— Sim, até você me falar. — Abri o chuveiro, Regina me olhava da porta. — Não irei a lugar algum.
— Certo.
— Fechei a água. — Há um mês, teve um evento da Dress to Love, estava muito atolada com a entrega dos meus desenhos, os vestidos demoraram em ficar prontos, em resumo, eu estava uma pilha de nervos.
— Isso quer dizer que você sabe quem é o pai do bebê?
— Perguntou mais uma vez, respirei fundo.
— Isso quer dizer que depois da exposição dos vestidos, ou seja, do desfile, fui para um after party e bebi muito. — Expliquei vendo a expressão dela tornar-se ainda mais cansada. — Sei que eu devia ser a irmã mais velha e responsável, mas nesse dia eu só pensei em deixar toda essa tensão ir embora.
— Então você transou com alguém.
— Sentou-se sobre a tampa do vaso encarando-me no box. Aparentemente conversas quando estou nua em banheiros virariam minha marca registrada.
— Achei que poderia ter transado com uma mulher que trabalhava comigo. Não lembro muita coisa, só de acordar sozinha no apartamento. — Abracei meu próprio corpo ao cruzar os braços. — Esperei o dia seguinte e fui fazer um teste de HIV rápido, estava limpa.
— E depois, eu marquei seu exame de rotina. Porque não me falou do exame de HIV?
— Me olhou mais uma vez.
— Não queria encher você com minhas suspeitas se eu já tinha feito um exame e nada de errado aconteceu. — Respondi normalmente, ela ponderou.
— Não pode ser um dos seus amigos de orgia? — Lembrou-se da nossa conversa logo que descobri a gravidez.
— Gina. — Fiz uma pausa e ela me olhou. — Eu estava nervosa quando te disse aquilo. Já participei? Já. Mas não é algo da minha rotina, o pai desse bebê é a pessoa com que eu dormi há um mês e pouco atrás.
— Ele foi um cachorro por ter deixado você sozinha no dia seguinte.
— Sua raiva era visível.
— Ou, o mandei embora enquanto estava bêbada, nós nunca saberemos. O que importa é que, criarei meu filho sozinha, se um dia ele aparecer ou não.
— Não sozinha, com ajuda minha e de Emma.
— Levantou-se. — Vou dar o fora daqui, não aguento mais olhar pra você nua.
— Podemos contar isso pra Emma? Ela vai achar que praticamos incesto!
— Disse animada.
— Cala a boca, Zelena! — Regina berrou ao sair do banheiro.
*
Depois de algumas horas de sono, já me sentia muito melhor da noite “mal” dormida. Mais uma vez optei por ignorar as malas no meu closet, desfaria tudo amanhã. Procurei minha mala, onde os meus materiais para criar os vestidos estavam e fiquei feliz em os encontrar, eu precisava voltar a criar.
De traços delicados, fazendo aos poucos os rabiscos tomarem forma, até a coloração avermelhada, cada pedaço de sua tonalidade, até finalmente terminá-lo. Não fazia ideia de quanto tempo tinha passado, mas minha barriga roncou, um claro sinal de fome e que, minha ervilhinha precisava ser alimentada logo. Olhei meu celular, eram quase 18 horas, havia perdido a famosa “hora” do chá, tínhamos esse costume quando éramos crianças e morávamos ali, mas agora, não tinha mais Cora para delimitar tais coisas supérfluas como aquela.
Do que adiantava perder uma hora de chá com uma mãe inglesa, se ela nem ao menos se importava de verdade com nosso bem estar? Finalmente essa tortura acabou quando deixamos essa casa. Deixei o quarto da forma como estava, se Regina saiu de casa, já deveria ter voltado com Emma, e ambas já estavam bastante acostumadas a me ver vestida com roupas como aquela. O desenho ainda estava em minhas mãos, percebi que tinha um pouco de textura vermelha e lápis sobre as minhas roupas, assim como tinham em minha cama.
— Regina, está aí? — Gritei ao descer as escadas completamente descalça e apressada, era sempre assim, desde que meus desenhos começaram a deixar de serem amadores.
— No escritório do papai! — Berrou de volta, segui o corredor com um sorriso estampado em meu rosto.
— Eu fiz um desenho novo… — Passei pelas portas segurando o mesmo. — August? O que faz aqui?
— Vim trazer alguns móveis no lugar do meu pai.
— Ele sorriu, aquele mesmo sorriso da noite anterior.
— Ah, sim. — Mordisquei meus lábios, porque estava agindo como uma adolescente? — Fico feliz que tenha vindo, e o trabalho do seu pai é incrível. — Admirei a pequena mesinha em que Regina acrescentava um jarro com flores.
— Obrigado, contarei a ele sobre o seu elogio. — Me deu um sorriso calmo, Regina ainda nos observada sem dizer nada. — Posso ver seu desenho?
— Ah, claro.
— Entreguei o papel em suas mãos, e esperei que ele respondesse alguma coisa.
— Vou deixar vocês sozinhos e terminar o jantar. — Regina murmurou olhando dele para mim. — Obrigada pelos móveis, August. E, acredito que em breve entraremos em contato com seu pai.
— Nada Doutora Mills.
— Ainda mantinha seu olhar sobre o desenho quando minha irmã saiu. — É horrível.
— O QUE?
— Praticamente gritei vendo o mesmo franzir o cenho. — Como pode chamar de horrível algo feito por mim?
— Você é realmente narcisista.
— Ele esticou o desenho, eu o peguei abraçando junto ao meu corpo. — Estava só brincando, você tem muito talento.
— Não sou narcisista, só tenho uma concepção maior da minha pessoa. Acredito que eu tenho que me amar, não esperar que alguém me ame.
— Coloquei minhas mãos em seus ombros. — Obrigada, August. Quase tive uma crise de choro.
— Hormônios desenfreados? Ainda sente-se enjoada?
— Seu rosto estava coberto de preocupação, dei uma risada.
— Não, só fiquei com medo de realmente não estar bom. Isso significa que nunca mais conseguirei um emprego, como poderei criar o bebê assim? — O questionei, mas era mais como um questionamento próprio.
— Você tem uma bela casa, não acredito que seja uma mulher sem algum bem de família. — Revelou ao olhar para ambos os lados do escritório do meu pai, deixei o desenho em cima de sua escrivaninha. — Não que ter dinheiro signifique que você não precisa batalhar pelos seus ideais.
— De fato, eu não preciso. — Olhei para a foto em cima da mesa. Era Regina, nosso pai e eu. Segurei a mesma em minhas mãos. — Nosso pai deixou essa casa pra gente e algo a mais que desse para nos mantermos. Não vou mexer nesse dinheiro, acredito que ele seja todo de Regina.
— Sempre tão enigmática. — Caminhou para perto de mim e pediu, de forma silenciosa, que eu lhe mostrasse a foto.
— Não é que eu goste de complicar as coisas, é que elas gostam de ser complicadas comigo. — Respondi e ele me olhou.
— Alice no país das maravilhas. — Deu uma risada. — Não sabia que gostava desse tipo de literatura.
— Tem muitas coisas que você não sabe sobre mim, August e, se você não se importa, eu estou faminta.
— Murmurei e ele riu.
— Isso é um “cai fora da minha casa?” — Me perguntou ao colocar a foto no lugar, nossos corpos estavam bem próximos.
— Sim. — Murmurei. — Não. — Sussurrei próximo ao seu ouvido.
— Uou, sem profanar o escritório do papai. — Regina apareceu na porta.
— Muito engraçado Regina Mills. — Peguei uma certa distância de August que tentou segurar uma risada. — Quer jantar conosco?
— Seria o nosso terceiro encontro, acredito que estamos ficando mais sérios agora.
— Implicou comigo e colocou as mãos por cima do meus ombros.
— Bem que você queria, benzinho. — Retruquei fazendo Regina rir, minha irmã sabia o quão avessa a relacionamentos eu era.
— Obrigado pelo convite, mas terei que recusar. Tenho um outro compromisso. — Compartilhou conosco, voltei a mesa em busca do meu desenho. — Nos vemos outro dia?
— Claro. Até depois. — Lhe dei tchau com as mãos o vendo sair pela porta.
— Zelena! — Regina me olhou séria. — Você tinha que ter levado ele até a porta, onde está sua educação?
— Primeiro, ele veio pra entregar os móveis que você pediu. Segundo, ele disse que meu desenho era feio, ainda estou magoada.
— Apertei meu desenho contra o meu corpo de novo. — Ele mereceu essa.
— Você é terrível.
— Regina riu puxando o papel de minhas mãos. — Nossa. Esse é um dos desenhos mais incríveis que já vi.
— É, eu espero que a marca para qual eu estou planejando vender, também ache o mesmo.
— Respirei fundo. — Onde está, Emma? Vamos comer?
— Já está chegando, ela foi comprar vinho.
— Respondeu. — Sugiro que você suba para se trocar, teremos visitas no jantar.
— Visitas? Que visitas?
— Perguntei quando deixamos o escritório, Regina me empurrou andar a cima.

*
— David! Mary Margaret! Quanto tempo! — Praticamente gritei ao descer das escadas e apertar os dois num abraço de uma só vez. David era o irmão mais velho de Emma, Mary e ele tinham a minha idade, cursamos o colegial juntos.
— Zelena me abraçou ou eu alucinei? — Mary perguntou ao marido que a olhava com um sorriso bobo no rosto.
— Não tem graça, eu sempre fui um amor. — Resmunguei e David riu, éramos bons amigos.
— Zelena abraça as pessoas quando está bêbada. — Aproximou seu rosto de mim. — Não tem cheiro de álcool, o que aconteceu?
— Muito engraçado da sua parte. Isso tudo é saudades da sua melhor amiga?
— Perguntei colocando as mãos na cintura fazendo com que o mesmo desse um sorriso, o mesmo sorriso que Emma tinha.
— E no começo eu tinha ciúmes de vocês. — Mary brincou, enquanto caminhamos em direção a cozinha.
— Só porque éramos incrivelmente irresistíveis juntos? — Perguntei fazendo a mesma rir, era bom fazê-la rir. — Besteira, nossa amizade era praticamente uma competição.
— Quem pegava mais mulher.
— Emma respondeu fazendo Mary dar uma risada. — Eles só perdiam para mim.
— Quem pegava mais pessoas no meu caso, e eu já tinha ultrapassado vocês dois, porque os dois resolveram namorar.
— Cutuquei os braços de ambos. — Mas, vocês fizeram ótimas escolhas. Menos você, Emma, quem é que namora a Regina?
— Muito engraçado.
— Minha irmã veio em direção a sala de jantar trazendo uma das últimas travessas, a mesa já estava posta. — Vou fazer como sempre fiz e fingir que Zelena não existe, podemos jantar?
— Eu disse que ela me ama.
— Mostrei um dos meus sorrisos. — Faz muito tempo que não os vejo.
— Na nossa última visita a Emma e Regina, você estava ocupada.
— Mary resmungou, segurei sua mão por cima da mesa.
— Queria muito ter ido ver vocês, mas não consegui. — Respirei fundo e olhei para baixo. — Meu emprego e tudo mais.
— Está tudo bem, nós entendemos.
— David riu, enquanto servia seu próprio jantar. — Temos novidades?
— Depende de que tipos de novidade você quer ouvir Zelena começar a falar.
— Regina jogou ao ar, fazendo todos a mesa me encararem.
Que tal, você começar sobre August? E, nos poupe dos detalhes. — Emma intercedeu por mim, as vezes eu amava aquela loira.
— Foi tudo bem, ele esteve aqui a algumas horas. — Comentei ao servir meu jantar e encher meu copo de suco, enquanto os outros bebiam vinho. Todos me encaravam de forma curiosa. — Se vocês insistem, nós fizemos…
— Não, eu não preciso ouvir isso.
— Mary tapou seus ouvidos, mostrando que mesmo após anos não tinha perdido sua inocência.
— Então, o que você está escondendo?
— David me perguntou, todas as outras estavam na cozinha lavando a louça e fazendo um tradicional café.
— Lembra quando éramos adolescentes e por causa do James, nós dois ficamos em detenção? — Perguntei a ele que juntou-se a mim olhando para fora da janela.
— Sim, James costumava fazer as coisas e dizer que fui eu, um belo exemplo foi quando ele te beijo dizendo que era eu. — David riu, eu o acompanhei.
— Você era muito tímido naquela época, seu irmão te deu uma fama, ruim, mas deu.— Ele sorriu.
— E você deu um tapa na minha cara achando que era ele, e depois bateu nele. — Dei uma gargalhada. — Viramos melhores amigos depois disso.
— É verdade, mas voltando ao nosso assunto, ele explodiu o laboratório usando minha mesa e disse que você estava junto, quase fomos expulsos.
— Demos sorte dos nossos pais terem influência na cidade. — David colocou as mãos sobre os meus ombros. — É problema grande como esse?
— Talvez até maior. — Continuei olhando para fora vendo, agora, uma fina chuva cair.
— Como da vez em que você quis fumar maconha e o Xerife pegou você e Emma com um traficante de uma cidade vizinha? — Virei-me para ele.
— Vamos mesmo ficar apontando meus erros da adolescência ou focar no problema? — Perguntei e ele balançou a cabeça positivamente, me incentivando a concluir. — Obrigada. Eu estou grávida.
— Uau.
— Cruzou os braços. — Mas, qual é o problema disso? Claro que, nunca esperei que você fosse ser mãe um dia, acredito que ninguém esperou isso de você.
— Não tem nenhum problema, eu acho, só estou com me
do. — Cruzei os braços e David me abraçou.
— Medo de errar? Onde está aquela Zelena Mills que nunca temeu essa palavra? — Levantei meu rosto fitando-o. — Errar faz parte de quem somos, somos humanos, cometemos erros. É natural. Zelena, você foi aquela que disse pra mim “Por que você está com medo de pedir a mulher dos seus sonhos em casamento?” e quem disse pra Emma, e pra sua irmã “Não é errado se apaixonar, muito menos amar alguém igual a você…”
— “Estarão cometendo o maior erro das suas vidas se não se entregarem a essa paixão.” — Mary apareceu na sala seguida por Emma e minha irmã, e mãos dadas. Ambas sorriram. — Estamos com você.
— Pro que der e vier.
— David me abraçou mais uma vez, sentir as lágrimas se formarem e mesmo assim, sorri.

Notas finais
Qualquer dúvida me procurem no @morrisswen