Notas iniciais
Olá meus amores, eu sei que demorei um tanto pra voltar aqui, mas não pensem que é a minha intenção abandonar essa fanfic que eu amo tanto, ok? Meu fim de semestre está chegando e eu estou tão enrolada postando duas fanfics + estudar que as vezes acho que vou surtar, graças a Deus com "A secretária" eu tenho a Bea, aqui sou só eu e a Deusa, sigo firme. Prometo ser o mais breve possível com a próxima atualização, espero que vocês gostem ♥

Zelena Mills

August e eu dormimos juntos aquela noite, de novo, na minha casa. Regina havia ficado tão preocupada comigo e com o bebê que se negou a deixar irmos ao apartamento dele.

Meu namorado passou toda noite acariciando minha barriga, o bebê mexeu-se nos primeiros minutos, como se mostrasse toda sua felicidade, mas logo dormiu, e assim nós dois também dormimos.

— Tenho um presente para dar ao bebê. — August murmurou, não sei quando ele acabou, mas permaneceu com seus olhos fechados.

— E o que seria? — Sentei-me na cama e ele rolou por entre as minhas pernas até parar com as mãos sobre o meu ventre e beijá-lo, não pude deixar de sorrir.

— É uma surpresa, pra depois das bodas da sua Irmã. — Argumentou me fazendo ficar ansiosa. — Ainda temos tempo?

— Detesto ficar curiosa senhor namorado. — Contei ao mesmo que riu. August, por sua vez, beijou mais uma vez minha barriga.

— Vocês Ainda estão na cama! — Regina berrou ao nos olhar, abriu a porta do meu quarto às pressas. — Zelena, eu preciso de você, Emma não me deixa sair da casa!

— Não temos tempo. — Dei uma risada e August sentou-se. — Você toma banho e ajuda Emma?

— Claro. — Beijou-me. — Bom dia cunhada.

— Cunhada? Na frente Dela? — Regina perguntou a ele, levantei da cama e enrolei-me no robe, e parei ao lado dela.

— É porque agora somos um casal, vem você precisa me contar tudo sobre isso de ser um casal. — Murmurei ao levá-la para fora do quarto.

...

Toda arrumação foi feita ao redor da macieira que Regina plantou quando éramos crianças. August e Emma colocaram por todo nosso quintal algumas luzes muito semelhantes a pisca-piscas, e algumas mesas espalhadas para receber seus convidados, a surpresa para Regina permaneceria até a hora que Emma fosse buscá-la no quarto.

Sabíamos o quanto aquela macieira era importante pra Regina e para toda nossa família, e eu sabia que ela se sentiria bem por aquele evento acontecer ali. Mesmo que tudo tenha sido corrido, e não planejado com um ano de antecedência como minha irmã gostava, estava lindo. As luzes na macieira, e nas outras árvores espalhadas pelo quintal, as mesas, os pequenos jarros sobre estas e, os convidados que chegaram aos poucos.

— Ela vai amar. — Foi a voz de Mary que me trouxe de volta, enquanto eu apreciava tudo ao longe. — Emma me disse que ela ainda não viu nada.

— Está sendo uma luta e tanto para mantê-la dentro de casa até a hora certa, e sem espiar pelas janelas. — Dei uma risada baixa e levei minha mão sobre a barriga.

— Vocês estão bem? Fiquei sabendo por alto o que aconteceu… — Murmurou no seu tom de preocupação. Mary sempre fora a mais correta e responsável do nosso pequeno grupo.

— Sim, só foi uma queda de pressão, a preocupação mesma foi o desmaio, achamos que ele podia ter se machucado. — Acariciei mais uma vez minha barriga.

— Graças à Deus que tudo está bem. — May sorriu, com seus sorrisos capazes de iluminar meia cidade. — Posso? — Perguntou indicando a pequena protuberância sobre o meu ventre.

Claro. — Respondi sorrindo, Mary colocou suas mãos ali, alisando numa forma de carinho. August veio em nossa direção.

— Meu filho está mexendo? — Perguntou com seu sorriso animado. Gostava da forma como ele se importava com o bebê, sem nem ao menos terem um laço sanguíneo que os unisse.

— Me dê sua mão. — Pedi gentilmente, e Mary tirou as dela. August chegou mais perto, as coloquei sobre meu ventre. — Mais pra baixo. — Indiquei e ele foi descendo sua mão. — Quase, mais pra baixo. — Mordi meus lábios e Mary corou, ela pareceu ter entendido minha brincadeira.

— Zelena ficou tudo tão… — Foi a voz de Regina que fez com que August tirasse suas mãos de perto de mim. — Vocês são loucos?

— Eu estou grávida… Não leve a vida tão a sério, só queria fazer meu namorado ficar sem graça. — August me abraçou com seu sorriso estampado no rosto, Regina sempre nos repreendia.

— Em minha defesa, sou totalmente inocente. — August murmurou. — Pergunte a Mary!

— Zelena não presta. — David e Emma vieram juntos ao nosso encontro. O loiro me abraçou, fazendo August recuar alguns centímetros.

— Eu quero saber onde está a novidade nisso… — Emma deu uma risada, fazendo com que todos nós nos juntássemos a ela.

— August este é David, meu melhor amigo e irmão da Emma, David Nolan esse é August Booth, meu namorado. — Apresentei os dois que apertaram suas mãos e depois se deram um abraço.

— Nós nos conhecemos! — August deu uma risada. — Costumávamos jogar bola quando eu estava na cidade.

— Ele é horrível. — David murmurou meu melhor amigo. — Conseguia ser pior que James.

— Querido, esqueceu que esse nome é proibido? — Argumentou Mary E eu sorri para ela.

— Obrigada. Acho que a única pessoa que não conheceu você durante a infância fui eu. — Pendurei-me nos braços dele.

— Deve ser porque viajamos para o exterior nas férias? — Regina murmurou e revirou os olhos. — Férias em Storybrooke eram raras.

— Você provavelmente me ignoraria e quebraria meu coração, acredito ter sido melhor conhecer você agora. — Ele implicou comigo, revirei os olhos.

— Vocês duas não tem que recepcionar seus convidados e falar coisas bonitinhas? Andem, eu estou com fome. — Reclamei para as duas que se entreolharam e concordaram comigo.


narrador

Emma e Regina estavam uma de frente para a outra, suas mãos estavam unidas, seus sorrisos eram únicos, sentada na primeira mesa em frente à macieira que ela plantou na infância Zelena pode ver o sorriso no rosto de sua irmã se expandir.

— Lembra de quando nos conhecemos? — Emma perguntou e Regina balançou sua cabeça positivamente. Zelena, David e Mary conheciam bem aquela estória. — Éramos crianças, você era mandona… Ainda é. — A loira deu uma risada e todas as outras pessoas ao redor acompanharam-na. — Zelena, David e James, sua irmã e os meus decidiram que nós deveríamos ser amigas, tínhamos a mesma idade e, como tudo deu errado. Brigávamos o tempo todo, implicávamos umas com as outras e, tornamos o fim do fundamental um inferno para os nossos professores. Mas nós entramos no ensino médio e no primeiro ano não estávamos na mesma turma, você era a mais inteligente da escola e a cada dia ficava mais bonita e bom, eu tinha dois irmãos mais velhos e a sua irmã, me tornei popular para ganhar um péssimo legado, que fique claro. — Apontou para David e Zelena. — Me tornei parte daquele grupo, passei a frequentar mais sua casa por causa da minha linda cunhada e, não sei se foi num dia que a via se arrumando para sair com um namorado qualquer da época ou, quando você jogou tinta nos meus cabelos no primário, mas eu sabia que te amaria por toda a minha vida e a melhor coisa que eu já pude ouvir sair dos perversos lábios da sua irmã mais velha foram “Você deveria chamá-la pra sair”, e fico muito feliz por sempre ter escutado Zelena. Graças a ela, eu conheci o amor da minha vida. Não me arrependo nenhum dia por termos nos casado tão novas, você me proporciona uma imensurável felicidade, um amor ainda maior que o imensurável. Eu te amo e feliz 5 anos de casadas.

— Eu te amo ainda mais. — Regina murmurou ao agarrar-se nos braços de Emma e beijá-la sem temer qualquer julgamento. — Acho que é a minha vez. — Estava um tanto tímida. — Quando começamos a namorar eu tive medo. — Respondeu olhando ainda para Emma. — Medo de não ser aceita, era o principal deles, medo de te amar tanto e um dia te perder, assim como aconteceu com o meu pai. Ele conhecia você, não como minha namorada na época, mas tenho certeza de que hoje ele estaria feliz pela escolha que eu fiz, porque você me faz feliz todos os dias Emma e eu te amo do início do meu dia até o fim e até mesmo quando eu estou dormindo eu amo você. Amo quando você faz brincadeiras idiotas, amo a forma como sorri, amo quando se concentra empenhada em um trabalho e amo o fato de você me amar da mesma forma. E, só pra deixar uma coisa bem clara, você tinha jogado tinta na minha blusa antes de eu jogar no seus cabelos. — Todos voltaram a rir, inclusive os amigos que estavam próximos a mesa. — Mas todo esse medo morreu no dia em que você me disse “Eu te amo”, eu confiei e confio todos os dias na força que essa frase tão pequena tem. Com você eu me sinto segura, você fez de mim uma pessoa melhor e eu lhe sou grata todos os dias. Emma Swan… — Regina olhou para sua macieira, onde Zelena havia deixado pendurada a aliança das duas. — Nas nossas bodas de madeira, eu digo e afirmo para todos o quanto eu te amo e que eu faria tudo de novo. — Colocou a aliança de Emma de volta ao dedo dela num gesto simbólico de reafirmar os seus votos. Emma repetiu o ato com Regina e ambas se beijaram ouvindo a salva de palmas de todos os presentes.

Zelena estava sentada nos primeiro degraus da varanda da mansão, estava muito feliz por tudo o que tinha acontecido naquela noite. Ver sua irmã e sua cunhada espalhar ainda mais amor para o mundo a deixou orgulhosa por sua escolha de tê-las feito ficar juntas, no fim das costas a ruiva percebeu que cometeu muitos acertos em sua vida e o pânico que lhe tomava a cada dia que sua barriga aumentava um centímetro a mais e sua médica lhe dizia que o parto estava ficando mais próximo, foi esquecido.

Ela tinha uma família feliz. Sua irmã, sua cunhada, seus amigos próximos e agora August. Sorriu olhando para o homem que ainda conversava de pé com David, ambos bastante animados, Mary mantinha uma conversa animada com Regina e Emma um pouco mais distante dos homens. Como sua irmã havia dito mais cedo, e parafraseando-a, a ruiva pensou “Papai não o conheceu, mas estaria muito feliz pela minha escolha”. August vendo a ruiva sentada sozinha, num lugar que eles costumava compartilhar, cessou suas palavras com David e caminhou até ela.

— Será que eu poderia me sentar? — Perguntou mantendo seu belo sorriso.

— Mas é claro. — Respondeu delicadamente.

— Nenhuma piadinha como “eu não recuso a companhia de homens belos?” — August perguntou forjando um tom de preocupação.

— Você está passando tempo demais comigo, seu ego está inflando… — Deu uma risadinha baixa, ele fez o mesmo e sentou-se atrás dela, trazendo a mesma para o degrau a cima, apoiando suas costas contra a pilastra.

— O que aconteceu? — Perguntou o homem.

— Não aconteceu nada, e aconteceu tudo. — Respondeu Zelena segurando as mãos dele. — Você quer mesmo entrar nisso comigo? Assumir um bebê que não é seu… E tudo mais.

— O pacote completo. — Murmurou perto dos ouvidos de Zelena. — Sei da sua dificuldade por compromissos, não vou impor um maior do que já temos, ter você já me faz suficientemente feliz. Poder cuidar de você e do bebê que está esperando, é um presente pra mim, porque você pode ainda não sentir o mesmo que eu, mas eu estou apaixonado por você e faria qualquer coisa pra ver você feliz. O seu bebê, bom, eu já o amo desde o dia em que você ia fugir de mim e vomitou todo o meu banheiro. — August riu e Zelena se juntou a ele.

— Também estou apaixonada por você, mas não espalhe isso por ai viu? Eu tenho uma reputação a zelar. — Ela sorriu e, em consequência do seu sorriso e sua felicidade, o bebê em seu ventre voltou a dar seus pequenos movimentos. A mão dele, que ela segurava, levou diretamente para o local.

— Também amo você criança, e estamos ansiosos para sua vinda. — De relance, a ruiva viu o sorriso dele e podia arriscar uma pequena lágrima se formas nos olhos do mesmo. Estava feliz, muito feliz.

Notas finais
Pra quem está achando a fanfic um pouquinho parada em relação a "plot", bom ela tem alguns esquematizados ainda, espero que possam aguardar (: Qualquer coisa me procurem no @morrisswen até mais ♥