Notas iniciais
Olá meus amores, a até então esquecida no churrasco, How to Be a mother foi atualizada e não é uma miragem eeeeeeee Vocês sabem que eu acabo atualizando mais "A secretária" pq sou eu e a @ouatfab escrevendo e as vezes é ela que escreve em sua maioria. Euzinha estou naquela época da faculdade em que a gente só quer largar tudo e viver no meio do nada, chamamos também de TCC. Para os não familiarizados ao termo, trabalho de conclusão de curso... E isso me enrola muito com a minha vida. Vocês estão animados que a nossa Bex Mader estará na CCXP 2017? Eu to morrendo de felicidade!!!! Pq além de finalmente ver minha ruivinha de perto, eu vou conhecer meus amores que conheci em diversas épocas no fandom. Se você estará na Comic Con, me deixe saber no seu comentário. Vamos ao capítulo e lembre-se: Wicked always wins!

Zelena Mills

Logo após o café da manhã, August disse que teríamos que ir até a casa do pai dele. Lá estávamos, seguindo o caminho do apartamento dele para lá a pé. Regina e Emma ficaram tão entretidas depois das bodas, que nem ao menos notaram minha ausência, o que foi bom, já que estava me sentindo um tanto presa em casa desde a hora que passei mal.

Como uma boa irmã, mandei uma mensagem dizendo que dormiria no apartamento de August, o que seria bom, já que minha irmã e cunhada costumavam ser bem barulhentas. Tínhamos tido uma noite bem calma, ele me fazia carinho e sussurrava coisas belas em meu ouvido, de certa forma, ele me passava uma boa segurança, estava feliz por isso.

— Bom, chegamos. — Parou em frente a garagem fechada onde o pai dele costumava fazer seu projeto em madeira. Marco abriu a porta de casa e veio ao nosso encontro.

— Bom dia, Zelena. — Ele era um senhor adorável, desde o dia que August contou a ele que eu estava esperando um bebê, Marco vivia tentando me mimar.

— Bom dia, Marco. — O abracei gentilmente e ele retribuiu. — August disse que tinha uma surpresa pra mim.

— Oh, aquela surpresa… — Pai e filho se entreolharam com um sorriso no rosto, enquanto meu namorado colocava as mãos nos meus ombros.

— Vai em frente… — August sussurrou e deu um pequeno tapa na minha bunda, virei pra ele fazendo uma careta.

— Você está me deixando ex… Ansiosa! — Murmurei pra ele, que riu. Marco abriu a porta de sua oficina e eu passei a frente.

— Esperamos que você possa gostar… — Foi a vez de Marco pronunciar. Tateei a parede em busca do interruptor, apesar de ser dia, com as portas da garagem abaixadas, tornava todo aquele cômodo escuro.

— Eu… — Murmurei assim que acendi a luz. Ele estava lá, parado em cima de um tapete, um lindo berço em mogno claro, nas suas laterais acolchoados brancos. — Eu… É maravilhoso! — Voltei-me para os dois. Abracei August e Marcos juntos, sentindo o bebê em meu ventre mover-se agitado.

— Disse que ela gostaria… — Marco disse olhando para mim e depois para o seu filho.

— Foi você quem fez? — Perguntei olhando-o.

— Sim. — Ele sorriu abertamente. — Meu pai me ensinou muitas coisas quando eu era criança e passava um tempo com ele.

— Foi o melhor presente que a gente já ganhou. — Comentei com ele, meus olhos cheios de lágrimas. August me abraçou e deu um beijo casto em meus lábios.

— Você gostou? — Abaixou-se ficando na altura da minha barriga. — Eu espero que sim, vai dormir alguns anos da sua vida nele… Papai fez com todo amor e carinho, e o seu avô me ajudou.

— Eu sou o avô mais feliz e ansioso do mundo. — Marco disse ao segurar minha mão. August e ele já tinham conversado, onde ele lhe contou sobre estarmos juntos e ele ter feito do meu bebê que ainda nasceria, seu filho. August me disse o quanto Marco estava orgulhoso e feliz por escolher nos amar, sem barreiras, a cada dia mais eu o amava.

— Vocês me fazem muito feliz. — Disse a eles. — Nunca me senti tão feliz assim.

***

— Fui chamado para o trabalho. — August murmurava enquanto caminhávamos em direção ao Granny’s.

— Mas porque hoje? — Resmunguei. — Vou fazer a ultra mais tarde… Achei que você estaria comigo.

— Você sabe que eu trabalho a distância e, as vezes tenho que ir até o jornal… — Respirou fundo, estávamos parados a entrada do restaurante. — Meu chefe me quer lá, uma proposta de um novo livro.

— Tudo bem. — Sorri de maneira fraca. — Bom, vamos almoçar… Regina e Emma devem estar nos esperando.

— Meu amor. — August me segurou antes que eu começasse a dar passos em direção a pequena escada. — Tudo o que eu queria era estar aqui.

— Então fica, porra! — Gritei com ele de uma vez. — Você disse que queria tudo isso também e parece que você está fugindo.

— Não, eu não estou fugindo… — Ele parou por um segundo, meus olhos estavam cheios de lágrimas.

— Quer saber vai embora. — Senti as lágrimas molharem meus olhos. Céus o que estava acontecendo comigo, estava descontrolando.

— Não, eu não vou. — August me trouxe para os seus braços, desferi alguns tapas contra os seus braços. — Zelena para… — Ele me pediu, e eu respirei fundo sentindo as lágrimas me consumirem. Sentou-se no degraus e eu ao seu lado, ainda aninhada a ele. — Sei que sua loja tem ido muito bem, mas um livro a mais publicado, seria ótimo para nos ajudar com o bebê.

— Você está fazendo isso pensando nele? — Perguntei e ele balançou a cabeça positivamente.

— Sei que você tem gastos demais com a loja, ainda mais agora que está no começo de tudo isso, pensei que seria bom pra gente. — Baixou seu olhar, ele estava triste.

— August… — Fiz ele olhar diretamente nos meus olhos. — Não quero que gaste seu dinheiro com a gente, eu vou dar um jeito, ok? Mas sei que é do seu coração que queria ajudar a mim e ao bebê, mas isso é responsabilidade minha… Ainda sim, se é uma oportunidade pra você, bom, eu quero que siga em frente com ela.

— Eu sei minha linda. — Limpou as lágrimas dos meus olhos. — Mas eu só quero ajudar. — Ele sorriu, levantou-se e me ajudou.

— Vamos almoçar, por favor… — O abracei e lhe roubei um selinho. — Eu estou descontrolada com meus sentimentos, não queria magoar você.

— Não se preocupe com isso… — Ele sorriu e limpou o canto dos meus olhos. — Estou aqui, sempre.

— Eu sei… — Suspirei. Entramos pelas portas do Granny’s com o sininho fazendo o seu barulho, levando todos a nos olharem, como se não tivessem feito antes enquanto eu gritava com ele na porta. — Olá. — Disse para minha irmã e cunhada assim que sentamos na mesa delas.

— Está tudo bem? — Regina perguntou olhando pra mim e depois para August com sua raiva não disfarçada.

— Está sim. — Respondi e fiz uma careta para que ela se controlasse. — Então, o que pediram para o almoço?

— Coisas saudáveis. — Emma revirou os olhos. — Sabe quanto tempo eu não como um hambúrguer. Hambúrguer está quase virando meu novo fetiche.

— Trarei um McLanche feliz pra você quando vier de New York. — August murmurou rindo, Emma juntou-se a ele. Apenas Regina e eu não expressamos reações.

— Então, mostrou a surpresa pra ela? — Regina perguntou.

— Você sabia? — Arregalei meus olhos e minha irmã riu. — Eu não acredito, Regina Swan-Mills!

— Chamou pelo todo, acho que estou em problemas. — Regina revirou os olhos, e eu a apertei nos meus braços.

— Emma me ajudou com tudo. — August murmurou olhando. — A escolha de alguns detalhes e manter segredo de você é claro.

— Swan-Booth é o melhor team! — Emma e ele bateram as mãos num hi-five.

— Nós preferimos o team Mills. — Olhei pra Regina que concordou comigo.

— Eu sugiro, quando o August volta, que todos nós saímos juntos para uma competição saudável que não afete o bebê. — Regina propôs.

— Eu apoio. — Olhei para os dois. August não sabia, mas Emma tinha clara noção do quanto nós duas éramos competitivas.

— Não quero participar disso. — A loira disse logo em seguida.

Medrosa. — Rolei meus olhos e ri.

— Eu aceito. — August disse com um sorriso estampado em seu rosto, ele literalmente não sabia no que estava se metendo.

— Vai ficar de fora, amor? — Regina olhou para a mulher, era uma forma da minha irmã persuadí-la.

— O que você não me pede sorrindo que eu não faça chorando? — Emma murmurou e minha irmã deu um tapa nos ombros dela. Logo nossas refeições chegaram.

***

Zelena, Emma e Regina seguiram juntas após o almoço, para o ultrassom morfológico. Caminharam e mantinham uma conversa animada, Zelena falava para ambas as mulheres o quanto havia ficado feliz pelo presente que August havia lhe dado. August por essas horas, na cabeça da ruiva, já deveria estar saindo de Storybrooke.

— Você está magoada que ele não ficou? — Regina perguntou, Emma segurava sua mão.

— Um pouco. Eu queria ele aqui comigo. — Respondeu calmamente. — Meus hormônios estavam descontrolados, fiquei um tanto nervosa com ele.

— Eu imaginei que sim. — Regina respondeu, Emma ainda mantivera-se calada.

— Ele é um bom homem. — A loira optou por dizer. — Ele vem conversando comigo sobre as coisas.

— Eu sei que é, talvez o primeiro e único deles. — Zelena riu, as outras a acompanharam. — Podemos mudar de assunto? Ruby pediu que eu não ficasse agitada, poderia deixar o bebê agitado e não conseguiríamos ver o sexo.

— Seu desejo é uma ordem. — Regina murmurou.

— Eu vou lembrar disso. — A ruiva implicou.

Prosseguiram dando algumas risadas para o hospital, todo o clima parecia estar mais ameno. Zelena entrou no consultório da Dra. Lucas, ou melhor, de Ruby e um outro médico a acompanhava. Zelena preparou-se, Emma e Regina esperavam dentro da sala, ambas ansiosas, assim como a ruiva.

Já August, que deveria ter saído da cidade, deparou-se com um cenário muito conhecido em sua vida — no passado -, freou seu carro e deu meia volta com ele. Estar com Zelena significava um recomeço, significava mudanças. Dirigiu um tanto mais veloz, e parou em frente ao hospital, sabia que seu carro podia ser rebocado, mas era um pensamento pra depois.

Correu por todo hospital, até o consultório de Ruby, ela estava de pé enquanto um outro médico examinava Zelena. Naquele momento, em que todas cabeças viraram-se para ver quem havia entrado de maneira brusca num local que deveria ser de paz, Zelena sorriu.

— Achei que você estivesse a caminho de Boston… — Ela disse tentando segurar uma lágrima que estava se fazendo presente. Hormônios.

— Não podia deixar você fazer isso sozinha. — Segurou as mãos dela. — É o nosso filho, não estou por obrigação, mas porque eu tinha uma voz martelando em minha cabeça pra eu voltar.

— Sábia escolha. — Regina aproximou-se de ambos e colocou as mãos sobre os ombros de August.

— Eu não sei vocês, mas eu estou morrendo de curiosidade. — Foi a vez de Emma se pronunciar e os médicos presentes balançarem a cabeça concordando com a mesma.

— Podemos prosseguir ou você ainda vai interromper, Booth? — Ruby perguntou olhando o mesmo.

— Pode prosseguir, apostei com seu marido que era é uma menina , David entrou na aposta e está com Graham nessa, eles acham que é um menino. — Murmurou animado.

— Então vocês estão apostando pelo meu bebê e eu nem ao menos fui chamada pra participar? — O tom de Zelena era divertido, fazendo todos os presentes rirem.

Ruby começou a fazer seu trabalho, enquanto todos os outros ainda estavam se divertindo. Ela pode ver o sorriso estampado no rosto de Zelena com a presença de August, o primo de seu marido, era bom ver os dois finalmente felizes. Passou o gel sobre o ventre de Zelena, Dr. Whale estava ao seu lado, olhando os monitores para ajudá-la na identificação do sexo do bebê, devido a experiência do mesmo.

Assim que a imagem do bebê apareceu na tela, todos ficaram silenciosos, admirados por aquela pequena criaturinha que se formava. A Dra. Lucas aproveitou desse momento para observar se havia algo de diferente no formato da cabeça do bebê, pelo seu monitor constatou que as medidas eram ideais para um bebêzinho em desenvolvimento.

Verificou a coluna, e contou aos presentes que todos os ossinhos estavam perfeitamente alinhados. Contou sobre o coração, que as quatro câmaras dele já estavam perfeitamente formadas, átrios e ventrículos. O som emitido os fazia sorrir e fez com que Ruby se sentisse mais feliz por ter escolhido essa profissão.

Contou a Zelena sobre a possibilidade de um parto vaginal, e pediu que todos os outros mantivessem um ambiente tranquilo para que a ruiva passasse o final da gravidez em perfeita paz.

— Você está nos escondendo uma das coisas que mais queremos saber nesse momento. — Zelena disse divertida enquanto Ruby encarava o outro médico na sala que, fitava o monitor.

— Congela o monitor, Whale. — Ruby pediu ao seu amigo de profissão, ele prontamente o fez.

— E então? — August perguntou olhando os dois.

— Esse suspense todo está me deixando nervosa. — Emma disse ao segurar as mãos de sua esposa. — Quando for com a gente podemos, por favor, só descobrir o sexo no dia em que nascer?

— Você não aguentaria esperar querida. — Regina lhe deu um sorriso e um beijo casto na bochecha. — Vamos deixar que os médicos nos conte.

— Por favor, Ruby. — Zelena implorou e a morena lhe deu um sorriso.

Se eu estiver correta e por favor Dr. Whale me corrija devido a sua experiência. — Whale concordou e Ruby aproximou-se do monitor, mostrando a imagem que a pouco tempo pediu para que ele “pausasse”.Parabéns família. — Ela disse para todos os presentes. — É uma garotinha.


Zelena Mills

— Podemos começar a comprar as coisas do bebê com o dinheiro desses dois perdedores. — August disse ao olhar para David e Graham, eu dei uma risada.

— Dá próxima vez vamos ouvir a mãe e ganharmos a aposta. — David disse ao colocar as mãos sobre a minha barriga.

— Eu ainda estou magoada por vocês não terem me colocado nisso. — Reclamei ao olhá-los, sentados no Rabbit Hole.

— Teria sido legal se todos nós tivéssemos entrado na aposta. — Emma reclamou ao tomar um gole de sua cerveja.

Ruby poderia ter visto, me contado antes e depois dito a vocês, eu mudaria minha aposta. — Graham reclamou e a doutora e sua esposa, sentou-se no colo dele.

— Seria trapaça. — Mary informou fazendo todos os outros rirem de sua amável inocência.

— Exatamente, mas isso não impede de nenhum deles fazê-lo. — Regina respondeu ao segurar as mãos de sua esposa. — É por isso que não entro em apostar com eles.

— Você não entra em apostar porque você é 100% competitiva. — Respondi. — É irritante, sério.

— Eu não acredito que logo você está falando isso, Zelena. Você também não aceita perder. — Regina deu de ombros.

— Claro que aceito. — Revirei os olhos. — Você que não aceita.

— Ok, isso vai acabar virando uma competição. — August riu ao me abraçar meio de lado no banco e dar um beijo em minha testa de forma protetora. — Porque pedimos ajuda com os nomes da nossa filha?

— Com você bebendo, e eles juntos, é capaz de escolherem Vodka pro nome dela. — Dei uma risada ao pensar nessa possibilidade. — Não, de jeito nenhum papai. Quero ter um pouquinho mais de tempo pra decidir o nome da minha ervilhinha.

— Ela já é maior que uma ervilhinha. — Ruby sorriu e logo tirou seu celular do bolso. — Ok, acabou minha folga. Parece que tem uma mamãe entrando em trabalho de parto.

— Ah, poxa! — Disse um tanto pra baixo, mas entendia completamente que era o trabalho dela.

— Zelena, você pode parar de flertar com a minha esposa? — Graham perguntou e eu dei um soquinho no seu braço.

— Muito engraçado. — Revirei os olhos. — Nós somos amigas, queria que ela pudesse ficar mais um pouco. — Ruby beijou ambos os lados da minha bochecha.

Ainda vou acompanhar as duas até o final da gravidez. — Pegou sua bolsa e olhou para o seu marido. — Pode me deixar no hospital?

— Claro. — Ele riu e ficou de pé, segurou a mão da esposa. — Bom, além de xerife e motorista, preciso ir pra minha casa fazer o jantar até essa moça estar de volta. Tchau. — Os rapazes o zoaram um pouco e eu ri. Graham e eu namoramos na “adolescência”, e eu Ruby já foi interessada por mim, eles faziam um belo casal. Estava verdadeiramente feliz por eles.

— Já que ficamos em família, eu queria fazer um convite. — Murmurei ao segurar as mãos de August. — Nós gostaríamos de fazer um convite.

— Conversamos a um tempo sobre, mas decidimos que seria bom sabermos o sexo do bebê antes, por isso a Zelena sugeriu essa reunião. — August emendou e eu sorri.

Vocês duas, antes que me matem, não tem necessidade de haver um convite. — Apontou para Emma e Regina que se entreolharam. — Esse bebê não estaria aqui dentro hoje se não fosse o apoio de vocês, e é óbvio que vocês são as madrinhas dela. Mas eu gostaria de convidar meu melhor amigo e sua linda e adorável esposa para se juntar como padrinhos dela.

— É sério? — Mary murmurou espontaneamente e me abraçou. — Ai meu Deus, que honra, Zelena.

— É claro que aceitamos! — David respondeu animado vindo me abraçar dessa vez.

— Ok, agora desgrudem da minha irmã e da minha afilhada, vocês sabem, eu sou possessiva. — Regina disse fazendo com que todos nós déssemos uma risada.

— Eu não queria que vocês parassem por mim, mas eu estou louca pra ir pra casa. — Levantei da minha cadeira, sentindo a neném mexer.

— Bom, então vamos. — August levantou-se também.

— Não, fique com eles e comemorem. Quando essas duas forem, você vai com elas lá pra casa, por favor? — Pedi e ele concordou. — Até daqui a pouco pra vocês. — Beijei o mesmo e deixei o Rabbit Hole.

Ei pai, quem diria... — Murmurei ao me aproximar do seu túmulo. Com os dizeres “Henry Mills, pai amado.” Eu sendo mãe, de uma garotinha. — Dei uma risada. Desde que voltei a Storybrooke, aquela era a minha primeira vez ali. — Sei que você sempre acreditou no meu potencial, me deu todo amor que eu precisava e foi, realmente, meu pai. — Respirei fundo. — Sei que você adoraria conhecê-la, então vou contar com você para sempre estar cuidando de nós duas ai do céu. Isso se realmente existir um céu, você sabe, eu sou meio cética. Então, do lindo lugar onde você se encontra. — Sabia que ele me olharia sério, mas não brigaria comigo pela minha falta de crenças. — Eu estou ajeitando minha vida, não estou sem trabalho, estou cercada de amor, e estou me esforçando pra dar amor também, como você ensinou todos os dias de sua vida. Você gostaria de conhecê-lo também pai, August é um bom homem… A bondade e amor dele me faz lembrar um pouco você, principalmente pela devoção dele por mim e pela minha filha. Pela nossa filha. — Me corrigi. — Quero pedir ajuda, sei que as coisas não serão fáceis com Robin, ele é advogado, tenho medo que ele tente alguma coisa para obter a guarda dela… O que seria o universo se voltando contra mim, já que no começo eu não a queria, mas eu juro, que se eu puder tê-la, eu nunca vou desistir dela em minha vida, lutarei com unhas e dentes, como você sempre lutou pra proteger a mim e Regina. — Respirei fundo sentindo as lágrimas me invadirem. — Bom, vou deixá-lo descansar. Obrigada papai, eu te amo e sinto sua falta. — Deixei o cemitério de Storybrooke e caminhei de volta para casa, as lágrimas me acompanhavam, mas não eram lágrimas de tristeza, eram lágrimas de felicidade porque uma paz me atingiu e eu nunca havia me sentido tão bem.

Notas finais
Meus amores, qualquer dúvida me procurem no @morrisswen