How to be a mother

16 Adeus e boas vindas.


Notas iniciais
Olá... Eu vou responder os comentários provavelmente agora, mas saibam que eu estou morta de fome e posso acabar demorando um pouquinho. Desculpem a demora pra voltar, mas eu fiquei muito animada pra escrever conforme vocês me diziam sobre a vontade de ler este capítulo logo, afinal... Quanto tempo nós esperamos por ele? MUITO TEMPO!!!!!!! Mas eu estou em semana de provas, termino a última na sexta feira e ainda sim consegui terminar este capítulo hoje e vocês não tem noção do quanto eu estou feliz por finalmente terminá-lo, espero que vocês possam sentí-lo como eu o senti. Me perdoem desde já se tiver erros, logo mais os corrijo e lembem-se: Wicked always wins!

Hora do óbito? 10:36.

A doutora Luccas estava prestes a deixar seu plantão quando August ligou em desespero lhe falando sobre Zelena e a filha deles. O caso era dela. Conhecia a idade gestacional de Zelena, assim como sabia que o bebê de sua amiga tinha peso suficiente para vir de um parto normal.

Bebês pré-termos, bebês prematuros precisavam de avaliação especial para o tipo de parto. Sua equipe estava preparada para recebê-la quando ela entrou nos braços de August tendo Regina seguindo-os porta a dentro.

— Vou precisar que vocês fiquem aqui, vou avaliar as duas. — Respondeu com todo seu tom de seriedade. Sua equipe de enfermeiros, ajudou Zelena a deitar-se na maca.

— Eu quero estar com ela. — August pediu e Ruby entendeu, concordou.

— Vou pedir que alguém venha prepará-lo. — E deu as costas deixando Regina e ele para trás, quem importava ali agora eram Zelena e sua filha.

Enquanto caminhavam para maternidade, Ruby verificava a frequência cardíaca e olhava as expressões de dor de Zelena, observando cada nova contração que está sentia. Havia um padrão. Tentou tranquilizar a sua amiga e quando chegaram a maternidade ela lhe fez o exame de toque, estava mais do que decidido: o bebê de Zelena nasceria de parto normal e teria de nascer agora.

Enquanto sua equipe preparava Zelena, Ruby pediu que fizessem o mesmo com August e trocou suas vestimentas também, realizando logo após, uma lavagem das mãos.

Quando August entrou na sala, Zelena estava bem mais dentro da realidade do que quando deixou a mansão Mills. Nada o havia deixado mais preocupado do que seu estado de “catatonia”.

Já a ruiva, sentia as fortes dores de sua bebê que estava prestes a vir ao mundo, mas não deixou de sorrir ao perceber a presença do homem ali junto dela.

Estava ansiosa para ter sua filha nos braços, para ver seus olhinhos, tocar em sua pele e lhe dar todo amor quando Ruby posicionou-se entre ela lhe dando seus comandos.

Ela está aqui Zelena, você só precisa empurrar. Lembra-se da respiração que eu lhe ensinei? Não deixe de fazê-la e empurrar seu bebê pra fora. — Sua médica e sua amiga pediu.

Seus olhos estavam cobertos por lágrimas. August segurou a sua mão e em contrapartida, ela lhe apertava a mão com força devido a cada nova contração. Zelena respirava fundo e fazia força para que a bebê viesse ao mundo. Todas as suas energias estavam concentradas naquilo.

Ela não sabia exatamente quanto tempo se passou, mas começou a ouvir um chorinho bem baixo e assim voltou a empurrar já que Ruby havia dito que ela já estava em seus braços.

A ruiva sentiu um grande alívio, deixando seu corpo relaxar e as lágrimas virem com ainda mais força. Estava cansada e até um pouco triste por conta da notícia que havia recebido, mas não pode deixar de sorrir ao ver a menininha ser enrolada numa manta depois de terem cortado o cordão umbilical.

Hora do nascimento: 13:23

— Parabéns mamãe. — August disse ao beijar a testa dela.

— Parabéns papais. — Ruby aproximou-se dos dois, carregando a bebê consigo.

— Ela é… — Zelena não tinha palavras para expressar o quanto estava feliz. — Linda.

— Segure-a. — Ruby induziu e Zelena a olhou sem jeito. — O que foi?

— Eu não sei como… — Disse baixinho.

— Tudo bem, eu ajudo você. — Sua médica e amiga murmurou. Abaixou um pouco seu corpo deixando o bebê sobre o colo de Zelena, a ruiva por sua vez, já a envolveu com os braços de maneira protetora sentindo as lágrimas lhe tomarem.

— Oi pequena. — Disse em meio aos soluços. August acariciou o rostinho da menina que resmungava.

— Preciso levá-la para fazer exames, fazer os primeiros cuidados neonatais. — Disse atraindo a atenção dos dois. — Ela é um bebê prematuro, só precisamos ter certeza de que está tudo bem.

— Claro. — August ofereceu apoio a Zelena agora que Ruby caminhava com a menina em seus braços pra junto de sua equipe multidisciplinar.

Ela já estava em seu quarto de hospital com August ao seu lado quando Regina pode finalmente estar junto deles. Sua irmã tinha um sorriso quase tão brilhante quanto ao dos pais dentro daquele quarto.

— Parabéns, Zel. — Chegou para perto da irmã e beijou a testa da mesma. — Onde está minha sobrinha?

— Fazendo alguns exames. — August tranquilizou ambas.

— Olá, que bom que estão todos aqui. — Ruby chegou e Zelena pareceu entrar em pânico quando não viu a menina junto dela.

— Onde está a minha filha?

— Ela está bem, não precisava ficar preocupada. — Chegou próximo a sua amiga. — Falando dela, ela nasceu com 34 semanas e 2 dias e 44,5 centímetros, pesando 2.225 gramas.

— Ela vai ficar na incubadora? — Zelena disparou em suas perguntas, havia lido sobre aquilo.

— Na verdade não, normalmente bebês com menos de 1500 gramas que vão para a incubadora. Sua filha é muito bem desenvolvida, logo vão trazê-la pra você amamentar. A questão é que ela nasceu muito cansada devido ao susto que vocês duas tomaram. Lembra o que eu lhe disse numa das nossas consultas?

— O que eu sinto reflete diretamente no bebê.

— Sim, exatamente. — Ruby sorriu, Regina e August estavam silenciosos, prestando atenção em cada palavra da médica. — Ela estava agitada antes mesmo do susto que você levou, o susto apenas piorou as coisas. Ela está no oxigênio desde a hora que foi fazer exames, estamos monitorando-a, mas minha equipe e eu, temos certeza de que ela ficará bem.

— Obrigada, Ruby. — Regina sorriu.

— E quando poderemos ir pra casa? — A ruiva tornou a perguntar.

— Se ela ganhar peso, o mais rápido possível.

— Claro, obrigada Ruby. — A médica sorriu.

— Regina, posso falar com você lá fora? — a morena concordou e deixou os dois sozinhos.

— Alguma coisa com a bebê?

— Não, ela está bem, não mentiria pra Zelena. — Sorriu. — Graham pediu pra que você fosse encontrar com ele na recepção, ele a procurou por lá e eu disse que você já deveria estar aqui, mas pedi pra ele não vir, por causa da Zelena, pra não deixá-la ainda mais apavorada.

— Obrigada Ruby. É sobre Robin?

— Sim, é sim. Ele precisa de alguém para identificar o corpo, aparentemente o legista já declarou a hora do óbito.

— Claro, certo. — Respirou fundo e caminharam juntas até a recepção, Ruby deixou os dois e foi de volta a sua sala.

— Ruby já lhe disse? — O xerife perguntou, tinha uma expressão cansada.

— Sim.

— Os paramédicos me disseram que ligaram pra Zelena, eu fiquei confuso. — Graham a olhou. — E depois a Ruby disse que não estava indo pra casa porque sua irmã entrou em trabalho de parto, está tudo bem com ela e sua sobrinha?

— Perfeitamente bem. — Regina optou por responder o mais fácil. — Robin de Locksley é o pai biológico da minha sobrinha. Ele estava vindo para deixar algo pra Zelena quando sofreu o acidente.

— Uma batida e tanto. — Suspirou tendo os detalhes do acidente rodando por sua cabeça. — Teve hemorragia interna, e o motorista que bateu nele não prestou socorro.

— Graham, o que posso te ajudar é lhe dando o número da mulher dele. — Regina procurou as informações no próprio celular e enviou para o Xerife no celular dele. — Se possível, não deixe-a saber sobre Zelena ou a neném. Se Robin não contou em vida, cabe apenas a Zelena decidir se vai fazer isso.

— Claro. — Concordou. — Tinha uma boneca no banco de trás, suponho que seja para sua sobrinha.

— Leve-a pra minha casa, pra Emma… Zelena não precisa disso agora.

— Tudo bem. — O Xerife lhe deu tchau, ainda tinha trabalho a fazer. Já Regina, antes de voltar para o quarto de sua irmã, resolveu ligar para Emma e lhe dar todos os detalhes.

A pequena Rose chegou ao quarto perto das 4 da tarde. Uma enfermeira trazia ela consigo no bercinho do hospital, o horário de visitas tinha sido encerrado ou ficaria August com ela ou Regina. Este, um tanto solidário, mesmo querendo passar mais tempo com sua filha, achou que seria bom se Regina ajudasse Zelena naquele momento, estava na sala de espera.

— Boa tarde família. — A enfermeira de cabelos ruivos se aproximou. — Senhorita Mills, preciso que você alimente sua filha. Sou a enfermeira Joan, estou aqui para ajudá-las.

— Claro. — Ela sorriu delicadamente e antes de entregá-la a Zelena, ela olhou para Regina.

— Você é irmã dela, certo? — Arriscou por perguntar, apesar de ser moradora de Storybrooke, vivia mais tempo em seu trabalho do que conhecendo pessoas.

— Sim, precisa de ajuda? — Regina arriscou perguntar.

— Sim, é para ensinar apenas. — Sorriu. — Existe um método chamado “método canguru” que serve para fortalecer o vínculo entre o bebê e os pais, sem contar nos benefícios dele. Estabilidade térmica, estímulo da amamentação e ajuda no desenvolvimento do bebê também. Então, toda vez que vocês puderem abram a blusa e mantenham ela em contato direto com a pele de vocês, pode ajudar bastante. — Prontamente Zelena abriu o pijama de hospital e Joan apoiou a neném em seu colo.

Zelena Mills

Sentia meu estômago revirar devido a ansiedade de tê-la ali tão perto. Eu ainda a segurava sem jeito, mal podia acreditar que isso estava realmente acontecendo. Seus olhinhos, até então, estavam fechados como se ela apreciasse aquele pequeno momento íntimo e só nosso.

Cheirei seus poucos fios de cabelo bem claros, como se quisesse guardar na minha memória cada segundo daquele dia, o dia dela. Regina e a enfermeira Joan nos olhavam silenciosas e eu estava feliz por isso.

Podia sentir seu coraçãozinho que eu só havia escutado através de aparelhos quando ela ainda estava em meu ventre, batendo em seu ritmo sobre a minha pele.

Ela era tão linda, com sua fralda maior que seu corpinho, seus dedinhos tão pequenos e seus traços finos. Ainda de olhos fechados, ela deu uma pequena resmungada, fazendo com que nós três nós olhássemos e depois nossos olhares fossem direcionados a ela. Entendi prontamente o que ela queria.

Fiz como Ruby havia me ensinado para quando ela nascesse, passei o bico do meu peito ao redor dos lábios dela até enfim encaixá-lo em sua boquinha e esperar que ela sugasse.

E assim ela o fez, dando suas pequenas sugadas e eu sentindo o leite ir de mim até preenchê-la. Seus olhinhos se abriram aos poucos, ela me observava e os nossos olhos eram iguais. Era como se ela entendesse e me agradecesse pelo que eu estava fazendo, mas na verdade, eu que deveria agradecê-la por ela estar ali comigo.

— Ah Robin… — Suspirei ao ter a lembrança de que eles nunca se conheceriam.

— Ele está olhando por ela. — Regina respondeu e a enfermeira nos deixou.

— A mulher… o filho deles. — Suspirei pesadamente.

— Não são problema seu. Ela é. — Apontou a pequena que estava de olhinhos fechados enquanto mamava. — Não carregue mais pesos nos seus ombros do que você de fato aguenta, Zelena.

— Eu sei… — Regina tinha razão, engoli seco. — August ainda está aqui?

— Na sala de espera, ele não quis ir pra casa. — Regina riu. — Mas seria bom se você colocasse uma roupinha nela. — Buscou a bolsa dela que havíamos arrumado juntas alguns dias atrás.

— A fralda é maior que ela… — Sussurrei e notei sua pulseirinha de identificação contendo meu nome nela.

— E logo ela será tão grande que você não terá que temer a isso. — Acariciou o meu rosto e depois o da minha filha. — Eu vou lá chamá-lo pra ficar com vocês e quando eu voltar você descansa um pouco.

— Claro. Obrigada, sis.

August entrou no quarto um tanto maravilhado, eu já havia feito a mesma arrotar, no final a maioria dos ensinamentos de Ruby e das enfermeiras de sua equipe estavam me ajudando.

— Ela é linda. — Esticou-se para beijar-me.

— Sim… — Murmurei tão baixo sentindo as lágrimas invadirem meus olhos novamente e cobrirem-me por inteiro. — Eu estou com tanto medo, August… Ela é tão pequena…

— Mas ninguém é mais corajosa do que você. — Ele elevou meu queixo fazendo com que eu o olhasse. — Ninguém lutou mais por essa vida do que você nos últimos meses, ninguém deu tanto amor a ela e a protegeu de tudo a volta que pudesse, de alguma forma ferí-la. Tem tanta coragem e bondade aí dentro, você só precisa acreditar um pouco mais em você.

— Mas eu sou tão irresponsável com certas coisas que…

— Eu não conheci uma mulher irresponsável. — August sorriu. — Eu conheci uma mulher que batalhou e batalha pra ser reconhecida em seu meio de trabalho e que não deixou que uma gravidez a impedisse de fazer nada, ainda mais sobre os olhares maldosos de pessoas que não achavam que você seria capaz. Vi tanta força nessa mulher que eu conheci que estou quase espantado por ver esse seu outro lado.

— Obrigada. — Disse um pouco mais calma. August tinha razão, lutei muito todos os dias por mim e por Rose e permaneceria lutando por nós duas por toda minha vida. — Quer segurá-la? — Perguntei e vi o sorriso dele abrir-se.

— Sim, claro… Eu sou o pai mais feliz do mundo por tê-la conosco. — Passei ela dos meus braços para o dele que estava de pé ao lado da minha cama. Assim que ele a segurou eu desci da cama com cuidado e abri os primeiros botões da blusa dele.

— Enfermeira Joan me disse que ajuda a fortalecer nosso vínculo com ela. — Expliquei e ele sorriu.

— Viu? Você é uma mãe maravilhosa. — Beijou meus lábios e eu sorri. — Regina deve estar dando notícias para Emma, preciso ligar pro meu pai.

— Temos que ligar para David e Mary também… Eles vão ficar tão felizes. — E era disse que Rose e eu precisávamos.

— Farei isso, você precisa de algo de casa? — Perguntou-me. — Vou ver se tem algum representante do cartório aqui hoje conforme for ela já será registrada hoje.

— Não preciso de nada, só que você volte pra passar a noite com a gente, Regina precisa ir pra casa ficar com a Emma e as crianças. — Mesmo que eu minha irmã batesse seus pés contra a minha vontade, ela precisava voltar. — Por favor, não registre errado.

— Claro, eu venho dormir com vocês. Não deixaria de forma alguma as mulheres da minha vida dormirem sozinhas. — August riu. — Rose Wayne Mills.

— Isso, por favor, não encontre nenhum dos seus amigos e fique bêbado… — Impliquei com ele.

— Já entendi mamãe. — Beijou-me novamente e deixou Rose adormecida sobre o bercinho dela. — Rose, cuide da sua mamãe enquanto eu vou em casa, ok? Papai te ama muito.

— Também te amo, papai. — Imitei uma vozinha infantil fazendo August sorrir antes de sair do nosso quarto.

Nos outros dois dias que permanecemos no hospital, a distância entre a maternidade e o necrotério deveria ser realmente grande já que nem ao menos notícias sobre o que havia de fato se resolvido sobre Robin ele tinham me falado, então optei por esperar. Rose precisa de um ambiente tranquilo para poder ganhar peso e sermos enfim liberadas e foi isso que eu proporcionei aquele pequeno ser que agora eu era responsável.

Eu não conseguia expressar o quanto eu estava apaixonada por ela, na verdade eu conseguia expressar toda vez que a olhava e passava todos os momentos acordada na maternidade apenas para ter certeza de que ela estava bem, de que estava respirando, de que não havia ficado tempo demais com sua imensa fralda a ponto de lhe provocar uma assadura. Eu a amava. Eu a amava não, eu a amo. A amo com todas as forças, a amo como nunca pensei que fosse amar alguém em minha vida.

Mas agora nós estávamos indo para casa, ela com seus “quilinhos” a mais que na verdade eram gramas a mais, completamente saudável, e eu feliz por poder finalmente descansar por um pouco mais de tempo. Ruby havia me dito que os bebês costumam se comportar Muito bem na maternidade, não fazer grandes escândalos durante a madrugada, mas que isso não seria bem assim em casa, ela disse que Rose e seus pulmões poderiam me surpreender. Por falar em Ruby, ela se manteria observando minha filha, nós teríamos uma consulta com ela logo em sua primeira semana de vida e eu estava feliz por ela estar recebendo tanta atenção assim dos nossos amigos.

Quando chegamos em casa, Nicholas e Ava pularam do sofá para nos encontrar na saleta de entrada, Regina já correu logo atrás.

— Por favor meus amores, ela está dormindo e não queremos acordá-la. — Minha irmã pediu fazendo os meninos sorrirem docemente. Ele tinham ido até o hospital ontem, mas Ruby sabia muito bem como eram crianças e acabou optando por restringir a visita dos dois apenas porque não queria criar um ambiente estressante para Rose, não enquanto ela ainda estava sendo monitorada no hospital, segundo ela, Rose precisava se adaptar à vida extra uterina.

— Está tudo bem. — August estava logo atrás da gente, havia guardado o carro ao lado do de Regina. — Essa aqui é a nossa pequena Rose, a prima de vocês.

— Ela é linda. — Nicholas disse baixinho.

— Posso colocar a mão na mãozinha dela? — Ava pediu com seus olhos muito brilhantes e seu sorriso encantador.

— Claro. — Abaixei-me um pouco e Ava o fez, Nicholas também. Ainda dormindo, Rose sorriu levinho. — Viu, ela gostou do carinho de vocês.

— Minha afilhada é linda. — Emma murmurou. — Mas é melhor levá-la pro quarto dela, ela vai gostar do aconchego do quarto dela.

— Sim, e nós terminamos de arrumar os brinquedos no lugar. — August comentou vitorioso e logo subiu as escadas com as nossas bolsas.

— Nós já descemos pra almoçar com vocês.

— Claro, eu vou servir o almoço dos meus amores. — Regina murmurou segurando a mão de Ava vendo Emma pegar Nicholas no coloco pra brincar com ele de cavalinho.

— Rose… — August a chamou baixinho e eu ri passando ela do meu colo para o dele. — Esse é seu quarto. Sua mãe passou cada dia desses meses pensando em cada detalhe.

— E seu papai te deu a cama que você vai dormir nos próximos anos. — Murmurei beijando a bochecha dele. — Você acha que ela vai gostar? Você sabe… Odeio esse clichê de quarto rosa e quarto azul.

— Parede verde com flores brancas ficou ótimo. — Ele me beijou. — Você tem um dom senhora estilista, em escolher ótimos papéis de parede.

— Senhora? — Olhei feio pra ele. — Só porque minha filha nasceu eu virei senhora estilista?

— A estilista mãe mais sexy. — Piscou pra mim ao deixar Rose em seu berço. Eu observava cada detalhe.

— Obrigada. — Dei uma risada. — Que boneca é aquela? — Apontei para uma feita de pano, de cabelos castanho-dourados e um vestidinho branco com algumas flores.

— É a boneca que ele trouxe pra nossa filha. — Respirei fundo e virei para ele. — É uma bela boneca achei que…

— Que seria bom ter algo do progenitor dela em casa. — Sorri fraco. — Não faça isso com você mesmo.

— O que? — Me perguntou.

— Achar que só porque ele morreu ou porque ele é o progenitor dela, não quer dizer que ele tenha um lugar no coração dela maior que o seu. Foi você que sempre quis ela. — O abracei. — Sei que Robin também não queria desampará-la, mas ele nunca fez nada certo pela Rose.

— Ele não contou a esposa dele. — August murmurou e eu balancei a cabeça positivamente. — Ela veio reconhecer o corpo.

— Ela sabe sobre a gente? — Perguntei.

— Não. Eu só sei que ela veio porque Graham me contou. — Cruzou os braços. — Acredito que ele tenha sido enterrado hoje pela manhã em Boston.

— Não quero que ela saiba sobre nós. — Respirei fundo. — Se Robin estivesse vivo, poderíamos ter feito as coisas com sua legalidade, porque eu sei que ele foi um advogado tenaz e que ele conseguiria de alguma forma fazer visitas a Rose caso nós fôssemos contra.

— E então…? — Pediu que eu continuasse.

Ele nunca escolheu a Rose como eu escolhi. — Dei uma risada baixa. — Ele nunca a escolheu como você escolheu ser pai dela. Ele até quis tentar pra mostrar ser um homem “honrado”, mas não fez nada certo. Não contou a verdade para a esposa dele e se ele não contou, não serei eu a fazer isso. Contarei a Rose quando ela for capaz de entender que ela tem um irmão, não vou esconder certas coisas dela e duvido muito que qualquer coisa que eu diga a ela mude o sentimento que ela tem por você.

— Como você sabe o que ela sente por mim? — Perguntou ao envolver minha cintura com os braços dele.

— Porque tem apenas três dias que ela nasceu, e eu a vejo completamente serena nos seus braços, assim como ela fica nos meus. Você pode estar com essa dúvida enorme, mas ela ama você e independente de ter o sangue de outra pessoa, ela é sua filha, assim como eu sou filha de Henry Mills.

Notas finais
ai... esse final, chorei ok? Pisa mais Zelena Mills!!!!!!!!!!!!!! eu voltei pro meu antigo @morrisswen pq sou indecisa, me perdoem. Ah... Na minha ideia original, a Rose se chamaria Robin, como no curso da série... Mas eu não consegui, espero que vocês possam compreender essa parte, no mais até o próximo capítulo ♥