Notas iniciais
Hello Girls, eu prometi que atualizaria ontem (se não me engano), mas tive um problema. Minha irmã está mudando e estamos super enrolados aqui em casa. Acredito atualizar o capítulo 4 até domingo, ele ainda não está pronto me deem um voto de confiança, certo? Eu vou responder ao comentários mais tarde e quero agradecer desde já por todos eles, eu já os li e fico feliz de vocês estarem gostando. Minha irmã revisou, não li e vou confiar nela, caso encontrem erros vocês podem me dizer? Obrigada desde já. ♥ Esse capítulo conta com alguns momentos surpresas, mas não posso falar muito. #NoMoreSpoilers Pra que não tenha nenhuma dúvida, quero fazer dessa fanfic uma forma de mostrar a mulher quando ela está grávida e tudo o que acontece com ela, do meu ponto de vista (e o que já vi bem próximo), ou seja, o máximo de empoderamento feminino que eu conseguir. Então quero fique bem claro para todos "Meu corpo, minhas regras", no caso os da Zelena. GENTE SÁBADO(18/02) VAI TER TAG PRA ZELENA, por favor não deixem de ir lá e expressar o amor de vocês por Rebecca Mader. Usem a #WeLoveOurWickedWitch às 19 horas no horário de Brasília. Lembrem-se: Wicked always win.

Zelena Mills

O preconceito é um sentimento, ou opinião, que não possuí nenhum exame crítico. Ele fere, faz sangrar e mata. O preconceito torna mulheres, futuras mães, como eu, prostitutas perante a uma sociedade machista, hipócrita e doente. Não importa se você gaste todos os dias da sua vida cuidando arduamente do seu bebê, as perguntas e questionamentos, através dos olhares maldosos sempre serão “Será que ela sabe quem é o pai?” ou “Quantos parceiros essa “vadia” já teve?”.

Porque eu entendia isso muito bem? Porque eu vi esse mesmo questionamento nos olhos da minha própria mãe, mas eu sabia que apesar de Cora Mills ter coragem o suficiente para me perguntar, ela não queria ouvir a minha resposta. Não me sinto culpada por não querer pensar agora em quem pode ser o possível pai do bebê. Eu não preciso de um estresse a mais, não agora. Minha energia teria que se direcionar à minha mudança, de volta, para Storybrooke. Eu nem ao menos conseguia acreditar que estava realmente fazendo isso.

Glinda alternou o olhar entre mim e seu marido, Walsh, com o semblante reprovador que dizia "como você pode ser tão burra!? Você tinha um futuro incrível pela frente!". Seu sorriso era tão falso que os meus olhos doíam ao encará-la por muito tempo. Acredito que, se eu não tivesse pedido demissão, eles teriam me mandado embora apenas pela notícia da gravidez. O que eles fariam com uma estilista grávida?

— Acreditamos que a melhor opção seja entrar entrar em um acordo para demitirmos você. — Glinda me encarou e Walsh concordou balançando a cabeça, ele era tão inútil e tira-colo dela, que me lembrava um macaco voador.

Achei que, de alguma forma, eu poderia continuar trabalhando pra vocês de Storybrooke, eu envio os desenhos por e-mail. — Tentei argumentar, valia a pena tentar.

— Nós adoraríamos que você continuasse nessa família. — Glinda apontou ao redor, para mais duas estilistas que estavam ao outro lado do vidro. — E se houver problemas com os desenhos? Logo vai ser perigoso você dirigir sozinha de Storybrooke pra cá. Não quero pôr a vida de nenhum dos dois em risco. — Novamente, seu tom de falsidade fora usado.

— Claro, o que vocês puderem fazer por mim, agradecerei. — Tentei me manter impassível diante dos olhares cúmplice estampados nos rostos moldam a decepção. O olhar deles me lembrava o de Cora.

Você vai precisar dos benefícios de todos os anos trabalhados, agora que vai ter um bebê, é o mínimo que podemos fazer. — Walsh respondeu, eu apenas concordei balançando a cabeça. Como se o dinheiro do meu seguro fosse vir deles.

Deixei a “Dress To Love” momentos depois. Um mar de confusão se apossou da minha mente, dificultando a concepção de qualquer pensamento racional. O que eu faria agora para sustentar a mim e ao bebê? Precisava de um novo trabalho, mas quem contrataria uma estilista em Storybooke, Maine? Estava perdida. Precisava relaxar um pouco e esquecer os problemas que pareciam querer afetar a minha cabeça, mas que de forma alguma iriam. Não agora. Deixei o carro em casa, o que me fez caminhar em direção a South Station, não era distante do meu trabalho.

Optei por fazer uma visita a minha irmã, em seu apartamento, uma viagem curta de metrô até a estação mais próxima a Broad St. Lojas e mais lojas de roupas inundavam a Faneuil Hall Marketplace, meu corpo me guiou até lá. Sim, eu era completamente consumista. Respirei fundo, e comecei a minha pequena jornada de desestresse. Victoria’s Secret sempre seria uma ótima opção, comprar lingeries e admirar meu corpo no espelho sempre fez com que me sentisse melhor, ou algo próximo a isso.

Meus olhos prenderam-se a uma loja ao lado da VS, bela, abarrotada de coisas relacionadas a bebês e crianças. Desde móveis a roupas, fiquei momentaneamente hipnotizada.

Ah não, ervilhinha intrusa. Você nem nasceu ainda, eu nem sei o que você é, eu não vou comprar nada pra você. — Comecei uma briga interna com minha consciência, que naquele momento, eu arriscava ser o instinto materno mexendo comigo. — Nem pensar.

Perdi uma briga comigo mesma a meia hora atrás. Comprei sapatinhos, sem nem ao menos saber se era um menino ou uma menina, assim como dois vestidos e dois macacões, um brando e um verde. Verde era minha cor favorita. Precisava sair da loja antes que usasse todo o meu dinheiro comprando exatamente tudo para o bebê, ser ter a menor necessidade ainda.

— Zelena? — A atual gerente da loja da VS, Dorothy Gale me chamou, caminhei até ela. — O que é tudo isso?

— Oi, Dot. — Aproximei-me dela. Nos conhecíamos desde a faculdade, conheci várias pessoas relacionadas ao mundo da moda graças a ela. — Uma amiga vai ter um bebê, resolvi comprar um presente para não ter que aparecer no chá de bebê. — Não que eu me envergonhasse de estar grávida, mas tem coisas de mais acontecendo, pré-julgamentos de mais ao meu redor, não precisava de mais nenhum.

— Eu faria a mesma coisa, entregaria o presente pelo correio. — Ela deu uma risada. — Ed Rezek está aí, quer garantir que todas as lojas próximas ao controle dele recebam sua visita para poder se empenharem no trabalho.

— Ou seja, ele está procurando uma modelo nova para ele lançar e faturar milhões em cima da pobre coitada. — Dot balançou a cabeça freneticamente tentando segurar uma risada.

— Adoro o seu humor, porque não entra e faz umas compras? — Me perguntou e eu respirei fundo.

— Eu preciso mesmo ir, marquei uma coisa com Regina. Já estou em cima da minha hora, mas eu volto aqui amanhã, preciso de uma lingerie nova e especial do tipo que só você consegue pra mim.

— Mandarei para o seu endereço, e a conta também, é claro. Nos vemos depois. — Nos despedimos com um beijo simples na bochecha e, então, eu pude seguir para o apartamento de Regina.

O fato de ter gastado uma quantia alta em roupas de bebê - e nem eram muitas roupas — e não ter gastado em nada pra mim, ou comigo começou a me incomodar. Eu não poderia mesmo estar virando uma mãe dessas chatas, não mesmo. Estava decidido, eu seria uma mãe super sexy e descolada, sempre que comprasse algo para o bebê, compraria para mim.

— Tudo bem? — Emma perguntou assim que eu toquei a campainha do apartamento delas. — Zelena você está pálida! Vem, senta. — Me puxou para dentro e me fez sentar. — Amor, a Zelena está aqui! — Emma gritou e minha irmã logo veio.

— Aconteceu alguma coisa, Zel? — Regina sentou-se ao meu lado, balancei a cabeça positivamente e olhei o ambiente ao meu redor, quase tudo encaixotado.

— Não vou conseguir fazer minha mudança sozinha. — Ainda estava meio estática com tudo acontecendo a minha volta. — Contratei uma equipe e, pedi demissão. Eu nem vou ter dinheiro pra sustentar a mim e ao bebê em alguns meses. Gastei dinheiro com roupinhas que eu nem sei se ela ou ele vão usar. — Ri nervosamente.

— Ei, vai dar tudo certo. Isso mostra que algo em você está se ajustando a ideia de ter uma criança. — Ela apertou minhas mãos e Emma fez o mesmo, em um afago que me trouxe certo conforto. — Se você não conseguir outro emprego, você pode usar sua parte na herança pra cuidar de você e do bebê, papai deixou uma fortuna.

— Eu não quero mexer nesse dinheiro. — Olhei para as duas. — Não quero dar a desculpa de que o usei para as farras.

— É por você e pelo bebê, cunhada. Tente não pensar tanto no julgamento alheio. — Emma soltou suas mãos das minhas. — Vou trazer um lanche pra gente.

— Nós duas somos campeãs em sofrer pelo julgamento e preconceito dos outros, mas não vale a pena, certo? — Regina vislumbrou a mulher ir até a cozinha. — Transformamos nosso amor num escudo contra isso. Olha onde estamos hoje em dia?

— Temos um escritório juntas, nos damos muito bem, somos uma família e nós nos amamos mais do que tudo. — Emma gritou da cozinha nos fazendo rir.

Só estou um pouco estressada com todas essas coisas acontecendo a minha volta. — Expliquei para aquela que é a minha melhor amiga. — Bebê, mudança, Cora sendo uma bruxa, mas isso é normal e, ao fato de que estou sem emprego. Sei que as coisas vão melhorar.

— Você vai ver, Zel, as coisas vão se ajustar. — Minha cunhada veio em nossa direção trazendo algumas torradas e diversos patês. — Suco para todas nós, já que você tem que parar de beber agora.

— Eu tenho? — Arquei a sobrancelha em surpresa.

— Zelena! — Regina gritou comigo completamente descrente movendo sua cabeça em total negação.

— Eu estou só brincando. — Peguei o copo, estendi minhas mãos e brindei com as mesmas.

***

— Obrigada cunhada, por me ajudar a trazer as malas para o quarto. — Agradeci mais uma vez quando nós duas chegamos a sala e nos jogamos no sofá da mansão.

— Temos que agradecer sua irmã por ser tão controlada e ter contratado um serviço de limpeza. — A loira proferiu, colocando seus pés sobre o sofá numa forma de descansar por todo trabalho que tinha dado a ela. — Quase nem acreditei que você realmente trouxesse todo seu closet.

— Muito engraçado, Swan. Algumas peças ainda ficaram no meu apartamento. Olha, Regina tem apego a esse sofá, vai matar você se te ver fazendo isso. — Tentei salvá-la de uma morte iminente. Emma riu, eu junto dela. — Que horas minha irmã chega?

— Mandou uma mensagem a uns 5 minutos dizendo que estava saindo do prédio do novo escritório. — A casa ao nosso redor estava completamente limpa, algumas caixas pelo caminho, apenas para redecorarmos o local a nossa maneira. — Ao que parece, a equipe que ela contratou para pintar e montar nossos móveis nos prometeu deixar tudo pronto até amanhã.

— Vai ser um sábado corrido com Regina Mills na cola deles. — Reforcei, sabia o quanto minha irmã poderia ser controladora com prazos. — E, o que teremos para o almoço?

— Ela também vai passar no Granny’s porque disse que não quer que lanchemos porcarias. — A loira revirou os olhos. Minha cunhada tinha um estômago para amar coisas que apenas crianças gostavam de comer o tempo todo, Regina era seu total oposto, sempre regrada com tudo, inclusive em sua alimentação. Acredito que tenham sido as diferenças que as uniram.

— Devíamos sair hoje. — Sugeri olhando para a mesma que se animou um pouco levantando seu corpo do sofá para me olhar na poltrona. — O que acha?

— Eu já sei o que isso é, e estou fora. — Sempre me apoiei na inocência da minha cunhada, devia estar perdendo meu dom.

— Ah não Emma, você sabe que Regina escuta você. — Olhei para ela em forma de súplica. — Vamos até o Rabbit Hole, a quanto tempo não fazemos isso?

— A questão, Zelena, é que a sua irmã está sempre preocupada com todos a sua volta e isso inclui o seu bebê. — Emma apontou para mim, para minha barriga. — Minha esposa quer que vocês dois fiquem bem e seguros.

— Estou segura, estou em Storybrooke, Maine. — Cruzei os braços. — E entediada, o que farei nos próximos 8 meses?

— Tricô? Crochê? Yoga? — Regina abriu a porta, com seu sarcasmo sempre presente. — No que atormentava minha mulher?

— Podíamos dar uma volta hoje a noite… — Tentei parecer mais sútil, ser sútil poderia funcionar. Emma levantou-se para segurar as sacolas de papel contendo nosso almoço e seguimos as três para sala de jantar praticamente vazia.

— Podemos dar uma volta, hoje será uma noite quente. Onde sugerem? — Olhou de Emma para mim, que tirava as comidas dos sacos.

— Rabbit Hole. — Murmurei e notei o silêncio se instalar na sala. — Olha, eu sei que vocês se preocupam comigo, mas não sou prisioneira aqui, certo? E, acredito já ter entendido as regras das minhas mais novas mães. Sem bebidas ou drogas, tão pouco confusões.

— Pode ser divertido, amor. — Emma segurou as mãos de Regina que sorriu pra ela, no final das contas a loira havia entrado no meu jogo.

— Não vamos lá há anos, ainda éramos adolescentes. — Minha irmã sorriu sendo inundada por memórias pessoas, acredito eu. Concordei como se não fizesse ideia das coisas já vividas por Regina, finalmente tinha vencido uma batalha contra as duas.

Almoçamos como qualquer família faria, juntas. Conversamos sobre a mudança e que peças compraríamos a mais para a decoração da mansão. Não vínhamos aqui desde que nosso pai morreu, tudo ficou trancado por anos e mesmo assim muitas das suas coisas permaneciam intactas, graças ao serviço de limpeza, é claro. Regina sempre cuidava de tudo, mesmo ao longe.

Senti-me um pouco enjoada, desde que chegamos de Boston há algumas horas, aquele era o meu primeiro enjoo. Regina sugeriu que eu fosse me deitar um pouco, que o bebê e eu precisaríamos de descanso, optei por ouví-la e também sabia que minha cunhada e ela fariam algo de produtivo juntas, sexo. O que fez minha cabeça começar a confabular, ainda não estava pronta para pensar no cara que era o pai do bebê, então direcionei minha mente para o que não estava acontecendo. Desde o dia em que eu descobri estar grávida eu não tinha saído com mais ninguém.

O pânico apossou-se de minha mente, isso não podia ser real, não ainda. Me levantei de pressa e caminhei para dentro do meu antigo closet abarrotado de malas, mas sem nenhuma ser desfeita. Olhei-me no espelho, eu ainda era a mesma, não aparecia uma marca sequer de ter um bebê aqui dentro. Comecei a abrir, cada uma das dez malas, totalmente disposta a encontrar algo que me deixasse atraente para uma noite de sexta feira. Ainda era eu, e ainda seria eu depois do bebê. Seríamos nós.

— Uau. — Regina me olhou descer da escada com meu vestido soltinho. Ela usava um também, azul colado ao corpo delineando suas curvas, maldita irmã mais nova.

— Não é um pouco de mais para uma ida ao Rabbit Hole? — Foi a vez da loira se manifestar.

— São as únicas roupas que tenho, não vou vestir-me como uma caipira. — Revirei os olhos e mostrei minha língua as duas que sorriram. — Muito engraçado dizer isso Emma, logo você que está usando um Rebecca Minkoff.

— E, ela está linda. Pare de implicar com a minha esposa, Zelena! — Regina brincou comigo usando seu falso tom de briga. Trouxe a loira para mais perto dela e lhe deu um beijo. Soltou os cabelos dela.

— Vocês vão fazer 5 anos juntas e, eu ainda não presenciei o sexo de vocês. E, eu fui madrinha. Chega a ser absurdo.

— Zelena, cala a boca, e vamos logo. — Emma me puxou pelo braço, com Regina vindo logo atrás, tínhamos uma noite para iniciar.

O Rabbit Hole era uma das construções mais antigas de Storybrooke, sempre gostei de ironizar o fato de que, depois do surgimento do local, a biblioteca da cidade morreu. Regina brigava comigo em relação a isso, já que Emma e ela, quando adolescentes eram frequentadoras assíduas do local. Quando passamos em frente a mesma, tinha uma placa indicando os horários em que ela ficava aberta, talvez amanhã eu viesse até aqui. Precisava de distrações.

— Você disse uma coisa importante. — Regina murmurou olhando para mim, Emma veio até a nossa mesa trazendo alguns petiscos. As bebidas viriam com um garçom, acredito que minha cunhada deve ter pago o mesmo para fazê-lo.

— Eu sempre digo coisas importantes, é uma pena que nem todas as pessoas decidam me escutar. — Regina arqueou a sobrancelha e Emma sentou-se sem dizer muita coisa. — Certo, certo. O que eu disse de importante “dessa vez”?

— Nosso aniversário de 5 anos de casamento. — A loira deixou que as palavras correrem por sua boca marcada por um batom vermelho. Regina olhou incrédula para ela, como se não acreditasse que Swan tinha lembrado antes dela. — Você ficou muito enrolada com a questão da mudança de local do escritório. Normalmente você programa as nossas bodas com muitos meses de antecedência.

— Estamos em Abril, ainda temos tempo. — Minha irmã respondeu nervosa. O fato dela ter 3 meses para programar alguma coisa a deixou transtornada. Regina e seu TOC.

Sis. — Chamei a mesma que me olhou. Segurei sua mão e Emma fez o mesmo. — Não estou trabalhando, até 4 de julho teremos muito tempo. Temos 3 meses, você fará tudo com perfeição e com a nossa ajuda.

— Não gosto de falhas. — Ela murmurou, o garçom trouxe os nossos sucos a mesa.

— Não terá falhas amor. — Emma resolveu intervir. — Estamos com você, e além do mais, tudo o que você faz fica perfeito.

— Ok, já deu. — Coloquei minhas mãos no meio das duas. — Intervenção nesse romantismo desenfreado, já! — Dei uma risada.

Talvez eu possa lhe pagar uma bebida. — Ainda estava de costas quando uma voz grossa e rouca encheu os meus ouvidos. — Para intervir com o romantismo desenfreado, é claro. — O fato dos pelos da minha nuca terem se eriçado, era uma forma de provar que meu corpo havia gostado daquela voz.

— Não estamos bebendo, obrigada. — Virei-me gentilmente constatando o homem que estava logo atrás de mim. Regina e Emma me olharam de forma cúmplice, malditas. Barba por fazer, olhos claros, um sorriso sínico preso aos lábios. Usava uma jaqueta de couro. Se ele fosse loiro poderia dizer que é uma versão ainda mais masculina de Emma Swan.

— Então deixe que eu lhe pague o seu próximo suco. Posso ser ótimo para conversas. — Tirou as luvas e esticou suas mãos, estiquei as minhas para lhe cumprimentar, mas ao invés de apertar, ele a beijou. — August Wayne Booth.

— Zelena Mills. — Preciso dizer que nunca acreditei em homens que beijam as mãos das mulheres numa forma de mostrar seu cavalheirismo. Homens que beijam mãos de mulheres são ainda mais cafajestes. — É um prazer.

— Não ainda. — Juro que tentei manter minha boca fechada, esse homem estava tentando me seduzir. Meus hormônios estavam gritando para que eu fosse seduzida. — E as adoráveis moças são?

— Regina Mills, essa é minha esposa Emma Swan. — Regina esticou as mãos pra ele, num aperto de mão impassível.

— Feliz em conhecê-lo. — Emma também apertou suas mãos. — Você não é o homem que contratamos para fazer alguns móveis da casa? — A loira olhou pra Regina.

— Meu pai. — Ele deu um sorriso e depois me olhou. — Sou apenas um escritor, apesar de ter me formado como engenheiro. Mas, não darei mais spoilers, quer se juntar a mim?

— Se eu disser “não”, você prometerá que não vai mais me importunar a noite toda? — Perguntei disposta a saber que tipo de homem ele era.

— Sim, sei reconhecer quando uma mulher não está afim de tomar um suco. — Apontou para meu copo mais uma vez numa forma de implicar comigo.

— Tudo bem, eu volto já. — Disse as duas que balançaram suas cabeças de forma frenética. August Booth tinha cara de confusão, eu sempre embarcava em confusões.

Notas finais
Ed Razek, é o criador da linha da Victoria's secret. Ele é responsável por lançar a carreira de algumas modelos famosas, incluindo a nossa Gisele Bündchen. Sis, é uma abreviação carinhosa para sister que eu uso muito, se incomodar vocês, podem me dizer ♥ Qualquer coisa me procurem @morrisswen