How many secrets can you keep?

2 Capítulo 2 - A garota misteriosa.


Já eram 20h quando estacionei o carro em frente ao Teatro Municipal numa vaga vazia. Então vesti minha jaqueta de couro, desci e decidi olhar a Galeria do Rock, um lugar que havia ido a muito tempo.. Lembrei-me de tantas coisas que passei ali, até o meu aniversário de 17 anos. Bons tempos..

Comecei a andar, procurando um bar para tomar um Whisky, quando entrando numa rua escura, deparei-me com uma garota.. Muito sensual, ao ver pela sombra e a luz de um poste. Varias curvas desenhavam seu corpo. Estava parada recostada numa parede, com um copo em mãos e uma espécie de chicote, na outra.
Cheguei mais perto e pude sentir um aroma de rosas vermelhas com vinho tinto.. Atraído pelo aroma pude perceber a vestimenta por baixo do sobretudo. Um corset bem delineado em seu corpo, trançado em fitas e bordados dourados, com uma cinta liga presa a uma meia arrastão que ficara bem colada em suas coxas. Portava um coturno preto que a deixava extremamente sexy e misteriosa.

Ouvi sussurros saindo de seus lábios e entorpecendo meus pensamentos, fui andando mais de pressa ao seu encontro. Empurrei-a contra a parede e ouvi um gemido forte que me deixou atiçado. Observando seus lábios vermelhos por conta do batom que me chama a atenção olhei-a nos olhos esperando alguma reação, até que fui empurrado contra um poste no qual a garota me beijou de modo quente. Sua boca continha o gosto de Whisky com frutas vermelhas.
Peguei-a no colo e andei em direção ao meu carro, jogando-a em cima do capô, ela entrelaçou as pernas em volta da minha cintura e fui puxado de encontro ao seu corpo. A garota tirou minha camisa e só pude sentir a ardência de suas unhas rasgando minha pele. Logo pensei. ''Essa garota gosta de brutalidade.'' Continuamos ali, até que houve uma movimentação na rua, fora dos bares. Levei-a para o banco de trás do carro, empurrando-a de modo agressivo do qual ela não reclamou, entrei jogando-me por cima da garota e a beijando apertando suas belas coxas.

Passaram-se horas e ela estava deitada no meu peito. Até que por fim, decidi dialogar de forma mais.. digamos.. Civilizada.
– ''Então, guria. Como se chama?'' — Ri de mim mesmo, ao perguntar isso após tudo o que havia acontecido. —
– ''Apenas me chame de Mama'' — Disse a garota.
– ''Mama? — Gargalhei — ''Isso é um trocadilho muito engraçado, depois de tudo o que aconteceu aqui. Mas sim, Srta. Mama. Eu me chamo Jhon, é um prazer conhecê-la''- Continuei.

Observando-a, mergulhei em pensamentos dos quais sempre me atormentavam.
–''Você não é uma garota comum. '' — Disse indo direto ao assunto.
–'' Bom, não é todo dia que se encontra uma garota numa rua escura tomando Whisky caro com uma roupa dessas, não acha?'' — Indaga a garota com um certo tom de ironia e graça na voz.
– ''Conte-me mais sobre você. Seria interessante.'' — Disse por fim.
– ''Oh, claro. Pergunte o que quiser, eu sou um livro aberto'' — Afirma ela.

Após horas de conversas, beijos e pegações descobri que a tal garota, Mama, portava um poder digno e interessante. Sedução e persuasão. Isso com certeza me atraiu de certo modo, ela é interessante e bem inteligente, pelo o que vi. Dons dados a pessoa certa, digamos assim. Então, caímos no sono.

Acordo e olho pela janela do carro, sinto a brisa da manhã enchendo meus pulmões de ar. Já são quase 09:30 da manhã. A garota se arruma depressa e sai do carro apressada.
– ''Meu número está no bolso da sua calça, me liga depois. Mas agora preciso urgentemente ir.'' — Diz ela.

Meu celular toca mais uma vez e olho para sua tela e percebo que se trata de uma ligação. — Prima s2 chamando.. — Então atendo e logo sou surpreendido por um grito.
– '' Ô seu vagabundo desgraçado, onde você tá? Eu te liguei umas 20 vezes e você não atende, tem celular pra que? Vem aqui em casa, Leonardo me ligou e disse para encontrarmos com ele no Ibirapuera que ele precisa conversar conosco. — terminou a garota de voz fina e aguda.-
– '' Bom dia pra ti, também. Eu tô meio longe.. mas posso passar no ''Ibira'' e buscá-lo para irmos até aí, tem algum problema? — Disse em tom irônico.
Rindo e falando alto finalmente ela diz — ''Ah, claro que tem, seu idiota. Fica onde você tá porque tem um monte de Gogoboys na minha casa, preciso mandá-los embora. HA HA HA. Anda logo.- disse ela, terminando a ligação.

Saio da vaga e entro na via sentido 23 de maio. Após longos 40 minutos entro no parque estacionando o carro perto do monumento ''Aranha'' , pego o celular e digito o número de Leonardo, então após três toques, ele atende.
– ''Lelo, onde você tá?'' — Disse.
–''Ora, ora. Olha quem deu sinal de vida depois de meses, tava manipulando alguém por aí? HAHAHA. '' — Indaga o garoto, em tom sarcástico.
– '' Sempre irônico né, meu amigo? Haha. Me diz em qual lugar do Ibira você tá, estou no estacionamento e vou até aí te encontrar.'' — Disse por fim.
– ''Estou no bosque em frente ao bebedouro, desce aqui se quiser.'' — Respondeu ele.
– ''Ok, estou descendo.'' — Falei, terminando a ligação.

Notas finais
O que será de tão importante, para fazer Leonardo reaparecer assim, depois de meses?