How it all began

16 Chapter Sixteen - OH Merlin, I'M Selling Stars


Notas iniciais
Olá olá pessoal. PLEASE DON'T KILL ME Eu sei que atrasei UM MONTE mas eu estava extremamente ocupada nessa semana, escrevendo meu projeto do TCC e aproveitando meu aniversário (Que foi dia 14/10, aceito mimos) Não tenho muito o que dizer, me desculpem pelo atraso e aproveitem! ENJOY IT!

Faltando alguns minutos para o final do baile, poucas pessoas ainda restavam nos jardins, a maioria já derrotada pelo frio ou se agarrando em meio aos arbustos e árvores enfeitadas, em contrapartida, nosso grupo estava mais animado do que nunca, dançando todas as músicas, trocando de pares entre nós e rindo dos passos desajeitados que dávamos, as meninas já tinham abandonado os saltos altos havia muito tempo perto de uma cadeira onde nós havíamos pendurado nossos paletós. Lily dançou com todos, mas sempre voltando para mais uma dança comigo, até que Sirius a arrancava de mim para rodopiar graciosamente com ela entre as mesas.

Quando o relógio bateu meia noite, imediatamente a banda parou de tocar e as luzes foram gradativamente se apagando e fazendo os alunos que restavam voltarem para os seus dormitórios. Cada dupla de monitores tinha a obrigação de acompanhar os alunos da sua casa para seu Salão Comunal, então enquanto meus amigos voltavam para a torre quentinha, abraçados e rindo, eu e Lily vasculhamos os jardins atrás de casais que tentavam burlar as regras. Encontramos alguns perto do lago e os despachamos para o castelo.

Eu não queria que aquela noite acabasse, queria viver nela para sempre, sem preocupações, rindo e dançando com Lily nos meu braços o tempo todo, enquanto eu recolho meu paletó da cadeira, pensativo, ela calça novamente os sapatos e enganchou seu braço no meu, sorrindo largamente, um pouquinho descabelada.

Tomamos o caminho do castelo, conversando e eu fiquei agradavelmente feliz ao descobrir que ela tinha se divertido tanto como eu durante a noite, e alguns sinais depois, percebi que ela também não queria que a noite acabasse, relutando a deixar para trás a pista do baile, agora iluminada apenas pelo luar e brilhando fracamente.

A puxei novamente para o centro do piso liso perolado e lhe ofereço uma das mãos, fazendo uma reverência exagerada e teatral enquanto isso, ela sorri e aceita, vindo para perto de mim enquanto eu circundo seu corpo esguio com meus braços e começo a conduzir a dança, lentamente, aproveitando cada segundo que o corpo quente da ruiva ficava colado ao meu, fazendo milhares de borboletinhas voarem afobadas no meu estômago. Enquanto rodopiávamos iluminados pela luz da lua ao som de uma música que apenas nós conseguíamos ouvir, neve começa a cair, fazendo montinhos no chão e cobrindo tudo ao seu alcance de branco puro e fazendo o tempo esfriar consideravelmente, a ponto do feitiço de aquecimento não impedir mais a ruiva de tremer levemente no vestido de tecido leve e fino.

Tiro meu casaco e coloco nos seus ombros, depois tomamos novamente o caminho para dentro do castelo aquecido, parando na entrada para um último olhar saudoso para os jardins, sendo incessantemente atacados pela neve que engrossava segundo após segundo.

O calor do castelo era muito bem vindo após o vento frio do lado de fora e Lily tinha parado de tremer e novamente tinha entrelaçado seu braço no meu enquanto percorríamos os corredores que pareciam sem fim do castelo.

Assim que cruzamos a entrada para o Salão Comunal, nossos amigos nos esperavam jogados nos sofás confortáveis. Mary estava com a cabeça apoiada nas pernas de Peter, que acariciava seus cabelos, distraído, Frank e Alice dividiam uma única poltrona, assim como Remus e Dorcas. Sirius estava sentado no chão, sobre algumas almofadas e Lene estava apoiada no seu ombro, fazendo pequenos cachinhos com uma mecha do cabelo comprido do garoto. Eu e Lily sentamos em um pufe macio e nos pusemos a conversar sobre a noite.

— Você viu a roupa da Héstia Jones? Achei tão linda.

— E Prof. Sprout dançando com Slughorn? Achei que jamais veria essa cena.

— A cena que eu jamais pensei que veria era Sirius tirando a Prof. Mcgonagall para dançar e ela ACEITANDO. Sinceramente, em que mundo estamos?

— No mesmo que Dumbledore aceitar dançar com James, nada mais me choca depois disso.

Rimos, prosseguindo com aquele clima leve e despreocupado que o baile tinha feito pairar sobre todo o castelo até o horário de dormir, onde tivemos que acordar uma Mary sonolenta que continuava deitada no colo de Peter. Depois de todos subirem, apenas eu e a ruiva naquele vestido roxo sensacional continuávamos no Salão. Ela solta um suspiro alto animado e corre para a janela, onde fica empoleirada feito uma coruja admirando a neve que caía sem pressa. Eu me posicionei atrás dela e fiquei em pé, a ruiva, quando sentiu minha aproximação, jogou a cabeça para trás e a apoiou no meu ombro, sem tirar os olhos da neve, suspirando de alegria.

Passo meu braço pelos ombros da garota e não sei dizer quanto tempo ficamos ali, ela admirando a neve, e eu admirando ela, mas quando finalmente saímos do nosso transe, as brasas da lareira já se apagavam e o aposento vermelho começava a esfriar um pouco, sem as reconfortantes labaredas crepitantes para nos manter aquecidos.

Lily sai do braço da poltrona, onde estava empoleirada e aceita minha ajuda para ficar de pé novamente, com uma graça que ninguém no mundo tinha igual. Ela caminha até o pé da escadaria do dormitório feminino, ainda parecendo um pouco contrariada pela noite ter acabado, me surpreendendo, ela me envolve com seus braços e me aperta entre eles, eu retribuo um pouco confuso, apesar de estar com o peito inflando de felicidade como um balão.

Quando o abraço vai se afrouxando, em um impulso, eu lhe dou um beijo suave na bochecha e ela estanca onde estava, com seus olhos verdes brilhantes me encarando fixamente, lábios levemente separados, as bochechas rosadas e sua respiração se misturando à minha.

E então nos beijamos.

O beijo foi calmo, mas urgente, como se ambos esperássemos por isso havia muitas vidas, nossas bocas se encaixavam perfeitamente como duas peças de quebra-cabeça feitas para serem unidas. As mãos frias da ruiva brincavam com meu cabelo, deixando-o mais desarrumado do que era e eu a segurava pela cintura, com uma das mãos deslizando por toda a extensão das suas costas, fazendo as borboletas do meu estômago se agitarem alucinadamente.

Poderiam ter passado horas, dias, meses e várias guerras por nós dois, sem que largássemos um do outro, mas quando, infelizmente, nos separamos com um beijo lento que foi sendo pontuado por vários selinhos. Ela sorri, com os olhos fechados e sua testa encostada na minha. Eu mal me continha de felicidade e quando desvio os olhos para acima de nossas cabeças, um ramo de visco estava pendurado exatamente acima de nós dois, solto uma risadinha, indico o visco e falo, baixinho, sem largar a garota:

— Pelo menos não quebramos a tradição de Natal.

A garota ri baixinho, me batendo sem força no peito com a mão fechada em punho e me solta, arruma a sua postura, consequentemente me fazendo largá-la, contra a minha vontade. Ela dá risada da minha cara de cachorro sem dono e beija a ponta do meu nariz, segurando os sapatos altos com uma das mãos, enquanto sobe as escadas para o seu quarto, com meu casaco ainda sobre seus ombros, dizendo suavemente:

— Boa noite, James.

Quando ela some no final da escadaria, eu pisco abobalhado e abro um sorriso do tamanho do mundo, saltitando para o meu próprio dormitório, cantarolando baixinho uma melodia qualquer, pensando no beijo arrebatador da ruiva. Deitando na cama, já de pijama e sem jamais parar de sorrir, eu só consigo encarar o teto do quarto, lembrando daquela noite e de como o impossível acontecera.

Oh, Merlin, eu estava nas estrelas.

Notas finais
E entããão? Gostaram? Espero muitos comentários de vocês por esse capítulo que, tenho certeza, muitos estavam aguardando. Até a próxima Um beijo :*