How it all began
17 CHAPTER SEVENTEEN - Don't worry, i'll be there for you.
Notas iniciais
Eu tinha acordado animado, saltitando de lá para cá no quarto enquanto Moony e Wormtail me encaravam como se eu estivesse com um grave atraso mental, eu apenas dei de ombros para eles, sorrindo e cantarolando uma música qualquer, fazendo os dois revirarem os olhos e saírem do quarto para o Salão Comunal, provavelmente para esperar Mary e Doe e descerem para o café da manhã.
Não sabia como iria ficar a situação com Lily, nós estávamos saindo? Foi só um beijo e ia acabar por ali? Ou será que ela estava se revirando na cama arrependida do que tinha acontecido? Se eu não a visse logo para conversarmos, eu enlouqueceria.
Saio do dormitório, rumando para o Salão Principal depois de esquadrinhar o aposento vermelho e dourado e percebendo que a ruiva não estava lá, corro pelos corredores, tentando chegar na mesa do café o mais rápido que eu pudesse, mas ela também não estava lá, e, embora eu estivesse a dois passos de surtar, eu também estava com fome, então eu começo a comer torradas como se a qualquer minuto elas fossem criar pernas e saírem correndo da minha frente, no momento que tento esvaziar minha boca com um grande gole de suco de abóbora, sinto mãos agarrarem minha cabeça e lábios depositarem um beijo no topo dela, virei, esperando que fosse certa ruiva, mas era só Sirius extremamente animado, ele repete o processo em Peter e Remus, depois senta-se ao lado de Lene e lhe tasca um beijo que deveria ser no mínimo censurado.
Todos na mesa desviam o olhar do casal que está engolindo um ao outro e eu continuo preocupado com a ausência de Lily:
— Ei, Doe — A garota loira sentada ao lado de Remus se vira para mim, encorajando o final da frase — Você viu Lily hoje?
Remus solta uma risadinha.
— Preocupado que ela tenha lembrado que você é apenas um biltre arrogante e que ela preferia sair com a Lula Gigante?
Peter ri e Doe dá uma cotovelada nas costelas de Remus, que, como pude perceber satisfeito pela careta de dor, foi dada com bastante força, e então ela responde:
— Quando saí do dormitório, ela ainda estava dormindo. Ouvi ela chegar bem tarde, então ela deve estar cansada.
Eu assinto com a cabeça, ignorando os olhares maliciosos dos abutres que eram meus amigos e terminando uma última torrada com geleia de frutas antes de levantar do banco de madeira e subir até a Torre da Grifinória.
Chegando lá, encontro a ruiva, sentada em uma poltrona preguiçosamente, admirando a mesma janela da noite anterior. Tentando não assustá-la, chamo baixinho:
— Hey.
Ela se vira, sorrindo para mim, e eu imediatamente sinto um alívio imenso.
— Hey.
Me sento ao seu lado, ainda respeitando seu espaço e lhe digo:
— Você não desceu para o café, fiquei preocupado. Aconteceu algo?
— Sim, eu fiquei com tanta preguiça — Diz, com voz manhosa, me fazendo rir. Mas logo sua expressão e tom de voz endurecem, ela aponta o dedo acusadoramente para mim e continua — E isso é culpa sua, Potter.
Um pouco assustado com a abrupta mudança de tom de voz, me encolho um pouco no sofá vermelho e forço minha voz sair em um protesto agudo:
— Minha culpa?
— Sim senhor, você deixou a noite muito mais interessante e eu fui dormir tarde. Portanto, sua culpa.
Eu rio, balançando a cabeça, indignado em ter sido pego em uma pegadinha tão simplória como aquela, levanto do sofá, me espreguiçando e lhe digo:
— Embora a senhorita tenha tornado as coisas extremamente interessantes ontem à noite — Eu a encaro sugestivamente e ela cora um pouco — Preciso me trocar, infelizmente temos História da Magia logo de manhã, você pode aproveitar para dormir lá.
A ruiva ri, assentindo e eu vou ao dormitório trocar de roupa, aliviado por ela não estar se retorcendo na cama arrependida de ter me beijado e desejando estar no fundo do lago. Coloco o uniforme e jogo a mochila no ombro, descendo novamente para o Salão Comunal, onde Lily me encontra e vai comigo até a sala do Prof.Binns. Vamos conversando sobre todo e qualquer assunto, exceto aquele que eu realmente queria. O que éramos nós?
Entramos na sala abafada de História da Magia, já sentindo o iminente torpor que aquele aposento causava. Deixo-me cair em uma mesa ao lado de Sirius, que já está brincando com uma pena qualquer, entediado. Até Moony, normalmente o único de nós que prestava alguma atenção nas aulas, foi acometido por um estado de torpeza, olhando fixamente para o nada com a boca levemente aberta, fazendo sua cicatriz esticar-se por cima do lábio.
Não teve nada que tirasse todos os alunos da sonolência durante a aula, nem o Prof. Binns percebendo que era um fantasma, nem alguém batendo o rosto na mesa depois de cair no sono com o cotovelo apoiado na mesa e certamente ninguém quis fazer o favor de invadir a sala de aula gritando e dizendo que não era para ter História da Magia na grade curricular. Infelizmente.
Porém, no momento que pisei para fora daquele inferno de nomes estranhos, fui atacado por uma coruja marrom que batia as asas em alvoroço passando por mim e indo pousar no ombro de Lily, ela sorri, pega o bilhete da pata e faz um carinho nas penas da ave, que pia feliz e levanta voo, acertando a asa na minha cabeça me fazendo olhar enfurecido para aquele estúpido animal e xingá-lo de alguns palavrões bem feios.
Lily solta uma risada ao ver a cena e eu me viro para encará-la, com a expressão séria, o que a faz rir mais, mas ao desenrolar o bilhete que a coruja imbecil trouxera, o riso morre na garganta, ela solta um som estrangulado e seus olhos enchem de lágrimas, e antes que eu pudesse perguntar o que houve, ela corre como se não houvesse amanhã, trombando em mim e quase me arrastando junto.
Puxo o Mapa do Maroto do bolso e esquadrinho o pedaço amarelado de pergaminho com os olhos, procurando a ruiva e a encontro em um corredor deserto do quinto andar, guardo o mapa, sem apagá-lo e vou em disparada até o local, apenas gritando um “Me desculpe” por cima do ombro para todas as pessoas que eu esbarro.
Chegando no quinto andar, não encontro a ruiva em lugar nenhum, puxo novamente o mapa do bolso e vejo que, na verdade, ela está dentro de uma das passagens secretas, a qual tínhamos acesso puxando uma tapeçaria para o lado, entrando na passagem, eu encontro a garota sentada no chão, abraçada aos seus joelhos e derramando lágrimas copiosamente, ainda agarrada ao bilhete que recebera. Me ajoelho ao seu lado, tocando de leve seu ombro, tentando consolá-la de alguma forma, embora não soubesse o que tinha causado tantas lágrimas.
Ela se joga em mim, enterrando o rosto no meu peito e molhando minha gravata vermelha, eu abraço desajeitadamente seus ombros, agachado do seu lado e então ela estende o bilhetinho para mim, soluçando e fazendo um sinal para que eu o lesse.
Pego, pouco confiante o bilhete e leio as letras apertadinhas e borradas pelas lágrimas. O pai de Lily falecera em um ataque cardíaco fulminante. A abraço com mais força e me recuso a sair do seu lado até ela se acalmar. Assim que as lágrimas e soluços pararam, eu a ajudo a se levantar saio pelo corredores ainda com o braço em seus ombros, recebendo alguns olhares curiosos e uma encarada extremamente ameaçadora do Snape.
— Lily, quer falar com a Prof. Minerva? Ela pode te liberar alguns dias para você ir para casa e ficar com sua família.
Ela assente, sem coragem para falar e a acompanho até a sala da Prof. Minerva, que ao nos ver entrar, puxa imediatamente um pote de biscoitos de uma prateleira próxima e a coloca em cima da mesa, Lily se senta na cadeira e eu me retiro da sala, dando privacidade para as duas e aguardo a ruiva do outro lado da porta.
Ela fica uns vinte minutos dentro da sala, e quando sai, segurando um biscoito, deu rosto dá a impressão de que havia chorado novamente, passo novamente meu braço pelos seus ombros e a professora de transfiguração dá um aceno de aprovação com a cabeça, embora sua expressão se mantivesse séria.
— Ela me liberou. Vou para casa durante uma semana até o — Sua voz falha — enterro. Obrigada por tudo, James.
Faço um sinal com a mão, dizendo que não foi nada de mais e a levo até o Salão Comunal, onde ela dispara para o dormitório e desce uma meia hora depois, com roupas diferentes e uma mochila nas costas. Para do meu lado e diz:
— Preciso ir, Prof. Minerva disse que chamaria uma carruagem para me levar até Hogsmeade. Eu escreverei para todos contando o que aconteceu, mas você poderia falar com eles antes, por favor? — Eu assinto com a cabeça — Obrigada James, você é demais.
Me dá um beijo na bochecha e sai novamente pelo buraco do retrato, correndo pelo castelo com seus cabelos voando às suas costas. Me jogo em uma poltrona, suspirando e ignorando totalmente o fato de que eu teria mais aulas para ir naquele momento e fecho os olhos por um momento.
— Prongs, ei, Prongs.
Abro meu olhos, contatando assustado que o sol já se punha e eu tinha dormido na poltrona o dia todo. Sirius me chamava, impaciente, enquanto balançava meus ombros. Levanto assustado da poltrona e encaro um grande grupo de pessoas que me olha, com um misto de confusão e divertimento.
— Você sumiu depois da aula de História da Magia cara, achamos que você ia se suicidar de tanto tédio — Diz Wormtail, com a voz risonha.
Passo a mão pelos cabelos, suspirando e lembro que Lily me pedira para conversar com eles, explicando o porque ela iria sumir. Olho para a frente e vejo que a única pessoa ausente é Frank, olho para Alice e pergunto:
— Lice, onde está o Frank? Preciso conversar com todos vocês.
— Ele parou para tirar algumas dúvidas com o Prof. Flitwick, deve estar chegando — Diz, claramente nervosa.
O divertimento sumiu do rosto de todos e a preocupação tomou conta, pedi para todos se acomodarem, e enquanto Lene e Mary espremiam-se em um sofá, Frank passou pelo buraco do retrato. Vendo o clima que havia se formado, seu sorriso feliz sumiu do seu rosto e ele se juntou a nós. Quando todos estavam devidamente acomodados, eu olho para seus rostos nervosos e solto a bomba:
— O pai de Lily faleceu. Ela recebeu permissão para ir para casa por uma semana, ela vai escrever, mas pediu que eu contasse a vocês primeiro.
Lene, Alice e Doe colocam a mão sobre a boca, com os olhos lacrimejando, o resto do grupo parece apenas chocado demais para reagir. Sento-me no chão, recostando a cabeça na parede e pensando em como eu gostaria de estar com Lily naquele momento, segurando sua mão e dizendo que tudo ia ficar bem.
Dois dias depois de Lily ter ido para casa, Sirius me acorda, pulando em cima da minha cama e gritando:
— Vamos ver Lily. Falaremos com Minerva para passarmos o fim de semana com ela, dando apoio.
Sorrio calorosamente, Sirius era o amigo mais leal que alguém poderia querer, concordando com ele, me levanto da cama, vestindo uma roupa qualquer e saindo correndo do dormitório, com Pads do meu lado. Conversamos com Minerva, que nos permitiu passar o final de semana com a ruiva.
Voltamos para a torre, animados demais para parar de correr, acordamos todo o resto do pessoal, contamos a notícia e decidimos que sairíamos após o meio-dia, chegando na casa de Lily por meio da aparatação, já vestidos para o funeral do seu pai.
Quando saímos, todos vestidos solenemente com uma roupa preta respeitosa, aparatamos na rua de Lily, todos sendo guiados por Lene e um bairro amplo, com várias árvores e tranquilo apareceu diante dos meus olhos.
Uma casa verde com um jardim espaçoso e várias flores foi para onde Lene nos guiou, apertando um botão na parede que fez um barulho alto logo em seguida. Uma moça loira, com rosto ossudo e vestida de preto abriu a porta, estreitando os olhos ao nos ver, então os arregalou e bateu a porta na nossa cara. Lene bufou, resmungando algo sobre cavalos e apertou novamente o botãozinho barulhento, dessa vez, uma senhora ruiva, de aproximadamente quarenta anos e com um rosto um pouco cansado abriu a porta. Lene sorriu.
— Olá, Sra. Evans, viemos para ver Lily.
A senhora dá um sorriso caloroso, abre espaço para passarmos pela porta e diz:
— Naturalmente querida, Lily está no quarto, você sabe onde fica.
Entramos na casa iluminada em fila, cumprimentando a Sra. Evans, que esquadrinhava nossos rostos curiosa, possivelmente tentando adivinhar quem éramos. Chegando ao quarto de Lily, cuja porta estava fechada, Lice bateu delicadamente na madeira, tendo uma ruiva extremamente surpresa nos encarando quando ela se abre, Lene, Lice e Mary se jogam nos braços da ruiva, abraçando-a com força, sussurrando algumas palavras de pêsames.
Quando Sirius a abraça, custa a largá-la. Ele entendia bem como era perder alguém da família, apesar de ninguém de sua família ter morrido, ela o tinha deserdado. Quando chega a minha vez de abraçá-la, ela se aconchegou nos meus braços e sussurra um agradecimento no meu ouvido, embora eu tenha lhe dito enfaticamente que a ideia de vir, tinha sido do Pads.
Após alguns minutos, a Sra. Evans nos chama e partimos para o memorial do Sr. Evans, Lily, mesmo antes de sair do quarto, já derrubava algumas lágrimas, eu a abraço de um lado e Sirius do outro e assim, descemos as escadas, rumo ao funeral.
Por um momento Lily hesita em sair de casa, mas eu a aperto delicadamente contra meu corpo e sussurro em seu ouvido:
— Não se preocupe, nós estaremos lá por você.
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