How it all began

13 CHAPTER THIRTEEN - Teen Wolf


Notas iniciais
Olá olá pessoal. Trago o capítulo dessa terça-feira um pouquinho desanimada com a falta de comentários/opiniões de vocês, mas (Seguindo os ensinamentos de um grande sábio, Naruto) não vou desistir. Espero que gostem Enjoy it!

A noite passara rápido, Remus ficou agressivo durante uma pequena parte da noite e atacou nós três. Nada grave. Sirius tinha um arranhão no braço, Peter escapara ileso e eu estava com um corte no pescoço, nada fundo que um feitiçozinho não pudesse consertar.

Saímos do Salgueiro Lutador ao amanhecer, com Moony fraco e cansado sendo carregado por mim e Padfoot, enquanto Wormtail se esgueirava pelos galhos para paralisar a árvore agressiva.

Chegando ao Salão Comunal, a primeira vista, ninguém estava acordado. Mas um segundo depois, uma voz aliviada chama nossos nomes, surgindo de trás de uma pilha de livros.

— Ei Lily, você dormiu aqui?

Ela assente, dizendo:

— Eu lhe disse que ficaria para ajudar de manhã, não disse?

Nesse exato momento, enquanto eu sorria para ela, Remus ergue a cabeça fraco e chama o nome da ruiva, que parece perceber o estado de todos nós e ativamente começa a dar ordens enquanto prende seu cabelo em um coque frouxo.

— Sirius, coloque Remus na poltrona. James, vai pro sofá. Peter, busque algum chocolate no seu estoque de doces, vai ajudar.

Todos a obedecem prontamente e ela chega perto de Remus e começa a curar seus cortes e arranhões com a varinha, quando ele melhora um pouco, ergue o rosto e pede para ela, fraquinho:

— Desde quando...você sabe?

— Desde o quarto ano, eu não sou burra, Rem. E você é um péssimo mentiroso, pelas minhas contas, até agora, sua avó já morreu quatro vezes.

Eu e Sirius abafamos uma risada e Moony continua com as perguntas:

— Você...não se importa?

Ela para o que está fazendo por um momento, coloca as mãos na cintura e profere, autoritária:

— Remus, olha pra mim — Ele ergue os olhos e ela aponta para o próprio rosto — Esse é o rosto de quem parece se importar com isso por acaso? — Ele nega hesitante — Ótimo, então pare de ser idiota e me dê seu braço para que eu possa curá-lo.

Remus solta um fraco sorriso e aceita o chocolate que lhe é entregue por Peter, que distribui entre todos. Depois que a ruiva terminou de fechar todos os cortes, Moony sorri, feliz e se recostou na poltrona, fechando os olhos, enquanto a ruiva se vira para o resto, balançando despreocupadamente a varinha:

— Sirius, sua vez.

Ela examina o braço dele e decide que antes terá que limpar o ferimento. Conjura uma bacia, alguns panos e um frasquinho de poção antisséptica desce do seu dormitório. Ela enche a bacia com água, mergulha um dos panos nela, e abre o vidro de poção, dizendo:

— Isso vai doer.

Pads concorda com a cabeça, silenciosamente e agarra o braço do sofá, cerrando os dentes enquanto o líquido azulado cai sobre o corte, impedindo-se de gritar de dor. Lily trabalha eficientemente, limpando e fechando o corte, sem dar espaço para reclamações. Ela passa reto por Peter, vendo que não há nenhum arranhão nele e então pousa os olhos no meu pescoço que sangrava.

O mesmo processo é repetido, limpar e curar o ferimento com magia. Enquanto ela trabalha, eu a observo. Um coque preso desajeitadamente com algo que parece um palito comprido de madeira, olheiras fundas e seus dentes mordendo com força o lábio inferior, concentrada no que estava fazendo.

Quando termina, trocamos um longo olhar e ela se joga em um pufe que está jogado perto da lareira, suspirando audivelmente e fechando os olhos por um momento, até que Sirius quebra o silêncio:

— Ginger, como você sabia que estaríamos fora?

Troco um olhar confidente com ela e dou de ombros, dando a entender que ela podia contar que eu tinha lhe falado, sem preocupar-se.

— Encontrei James ontem saindo do castelo e pedi o que ele estava fazendo. Ele tentou desconversar algumas vezes até eu perceber que ele estava indo atrás do Remus. Foi aí que ele me contou que vocês são animagos e fizeram isso para ajudar Remus. Isso é incrível, vocês são ótimos amigos.

Peter fica sem jeito, Sirius assente e eu me concentro no meu chocolate, e então é a vez de Lily falar:

— No que vocês se transformam? Quer dizer, o Remus eu sei — Todos soltam uma gargalhada pela tentativa de piada e ela continua — James eu vi ontem, um veado, mas e vocês?

— É cervo Evans, cervo. — Resmungo, com a boca cheia de chocolate.

Ela faz um sinal com a mão de quem não está nem aí e olha para Pads, esperando ele responder:

— Um cachorro, bem grande. E Peter é um rato.

— Nossa, eu sempre te chamei de cachorro, eu realmente estava certa.

Nós rimos, relaxando nas poltronas um tempo e zoando Sirius, até que ele cansa de ser objeto de zoação, se transforma em um grande cachorro preto e pula em cima de Lily, derrubando a garota do pufe onde estava sentada, mas isso só faz as risadas aumentarem.

Alguns minutos depois, pego a poção revigorante que tinha levado para Remus, passo entre todos, inclusive Lily e ela faz todos nós irmos deitar antes da primeira aula. Fiquei deitado por quase uma hora, mas pareceu que foram apenas cinco minutos, me levantei, gemendo em protesto e fui ao banheiro, me troquei e desci para o Salão Principal, pegando uma grande xícara de café preto e torcendo para não dormir nas aulas.

Enquanto comia, com sono, Dumbledore se levanta e faz o anúncio de que os monitores deverão ajudar com a decoração do Baile de Natal. Eu solto um gemido, indignado com essa tarefa extra e por ela ter vindo na pior semana do mês, onde eu passava as noites em claro, junto dos marotos.

Sinto uma mão no ombro e me viro, e lá está Lily, sorrindo pacificamente.

— Pode deixar que eu dou conta da decoração durante essa semana, pode ficar com Remus, ele precisa da ajuda de vocês.

Eu fico admirado com as palavras que saem em sussurros da sua boca e assenti, sorrindo para ela e agradecendo aliviado a sua intenção. Ela se senta na mesa e começa a encher seu prato de torradinhas quadradas, acompanhadas, como eu, de uma grande xícara de café preto.

O dia passou rápido e a noite, tão rápido quanto. Quando saímos do Salgueiro e fizemos nosso caminho habitual para a torre com os ferimentos habituais, começamos a falar sobre como seria o Baile e como Lily teria se virado na reunião de monitores daquela noite. Chegando ao Salão Comunal, a ruiva já nos esperava com uma pequena pilha de chocolates, poções revitalizantes e o cabelo preso no coque desajeitado que ela tinha se acostumado a usar quando nos ajudava após as noites de lua cheia.

Enquanto ela está observando um corte razoavelmente feio nos ombros de Moony, de quando tivemos que derrubá-lo em cima de uma mesa para impedi-lo de sair pelo túnel do Salgueiro Lutador, ela começa uma conversa:

— Então, já decidiram com quem vocês vão ao baile?

Nós nos entreolhamos e Remus quebra o silêncio:

— Pensei em Dorcas, mas não vou arriscar sair com ela sendo o que eu sou.

Lily para o que está fazendo, olha séria para Moony e fala:

— Essa é coisa mais estúpida que eu já ouvi, Remus Lupin.

Ele se encolhe um pouco na poltrona, tentando fugir do olhar acusador que a ruiva mira em sua direção e fala, gaguejando um pouco:

— Ma...Mas eu não posso arriscar a machucá-la Lily, eu gosto demais dela para fazer isso. Eu não posso esconder algo assim para sempre.

— Então não esconda. Você acha que ela vai fazer o que? Atacar você com um pedaço de pau gritando “Morra lobisomem, morra”?

— Bom...Algo nessa linha.

Lily suspira forte, colocando uma mão na testa e depois desce o braço com toda a força e dá um tapa no braço de Remus, fazendo um estalo alto ecoar na sala vermelha e dourada, fazendo todos nós nos encolhermos nos nossos lugares.

— Você é mais idiota do que eu pensei, Rem. — Ela suaviza a voz — Doe gosta de você, você gosta dela e ela é tão sensata quanto eu. Não vai ver problema nisso, não é sua culpa e você tem que parar de se martirizar por isso.

Ele ergue a cabeça, esfregando a mão na marca vermelha que surgiu no seu braço depois do tapa que Lily lhe deu, sorri minimamente e pergunta:

— Você acha mesmo?

A ruiva sorri para ele e volta a trabalhar no seu ferimento antes de responder.

— Claro que acho, Rem. Vá atrás dela. Você é um lobo ou um rato, afinal de contas? — Nós rimos alto — Sem ofensas, Peter.

Ele faz um sinal com a mão, dizendo que não se ofendeu, com os olhos brilhando de divertimento e a boca cheia de chocolate. Terminado o sermão, Lily volta a perguntar:

— E o resto, já decidiram com quem vão ao baile?

Sirius dá de ombros e responde com indiferença:

— Lene.

A ruiva olha para ele, sorrindo com aprovação antes de apontar a varinha acusadoramente para ele e falar:

— Eu tenho que ter uma séria conversa sobre isso com você, Sirius Black. Eu tive que ficar sabendo pelo James que você e Lene estavam se agarrando pelos cantos. Eu jamais vou deixar você ser padrinho do meu futuro filho depois disso, seu cachorro.

Ele, entre risadas, explica para todos nós, que estamos mirando os dois com olhares confusos:

— Ginger e eu fizemos um acordo. Se ela tiver um filho, eu serei o padrinho. Se eu tiver uma filha, ela será a madrinha.

Resmungando audivelmente algo como “eu nunca vou ser madrinha se continuar desse jeito”, ela termina de curar Remus e passa para Peter, que tinha uns poucos arranhões nas mãos. Ela olhou inquisitivamente para Peter e pede com quem ele irá ao baile, e Wormtail, com uma fingida indiferença, responde que vai com Mary, a colega de dormitório de Lily. Ficamos surpresos e parabenizamos o garoto, que fica sem jeito e volta a encher a boca com sapos de chocolate, depois, todos os olhares se voltam para mim, perguntando com o olhar, até que eu respondo:

— Ei, não olhem pra mim, eu não tenho par para o baile ainda.

Todos desviam o olhar, como pedido, e quando Lily vem fechar os meus cortes, eu lhe pergunto:

— Como foi a reunião com os monitores ontem?

Ela revira os olhos

— Um horror, Malfoy ficava tentando convencer todos que o tema da festa devia ser uma homenagem para os Sagrados Vinte e Oito, obviamente ninguém concordou com isso. Até que Chang, da Corvinal, deu uma ideia surpreendentemente boa de fazer uma pista de patinação no gelo no Lago Negro, ainda tenho que falar com a Prof. Minerva, mas acho que uma festa ao ar livre realmente seria algo interessante. E eu disse que você faltou por estar doente, então seria de grande ajuda se você parecesse que foi pisoteado por um hipogrifo ao aparecer para o café da manhã.

Eu concordo, rindo e ela continua a me repassar tudo o que foi dito na reunião, parando ocasionalmente para acatar algumas sugestões dos Marotos. Quando terminou, aceitou um chocolate que Peter lhe jogou e sentou-se no chão, encostada na parede, de olhos fechados, enquanto eu a observava.

Eu não tinha mentido, não tinha par para o baile, mas eu sabia com quem eu queria ir.

Notas finais
E então? Gostaram? Gostaria de frisar um pequeno ponto desse capítulo: Eu gosto de pensar que a Lily, após descobrir sobre os meninos, ajudou eles o máximo que podia, aguardando pela manhã e curando o que conseguisse para evitar que eles levantassem -mais- suspeitas indo na enfermaria sempre. Também encaixa com a frase do Remus em Prisioneiro de Azkaban "Sua mãe estava lá para me ajudar quando ninguém mais estava". Anyway, espero que tenham gostado. COMENTEM, recomendem, favoritem e acompanhem! Um beijo :*