How To Save A Life

6 Physical Attraction... Chemical Reaction


Quinn dormiu tão mal que não acordou cedo naquele dia.

A campainha do apartamento tocava insistentemente, ecoando na cabeça da loira, que estava exausta. Ela se levantou, quase levando o cobertor junto, de tanto frio. Ao abrir a porta deu de cara com um Brody preocupado.

"Me diz que a Rachel está com você!" Ele praticamente suplicou.

"Você não conhece uma coisa chamada celular, Brody?" Quinn perguntou abraçando o próprio corpo.

"Aquele que você não atende?" Entrou no apartamento.

"Ela está dormindo."

"A Santana está lá em casa e se recusou acordar e a olhar para cara melancólica de vocês. Pelo menos foi o que ela disse. Tive quase que arrastá-la pra lá, ela só sabia reclamar e dizer que precisava beber mais e que a única companhia que ela queria no momento era a Rachel." O moreno resumiu.

"Parece que tivemos o mesmo tipo de problema. Eu não sei, elas se fecham num mundo somente delas e não entendem ninguém que esteja fora dele..." A loira suspirou, mas ficou menos tensa ao ter notícias da latina. "É impressão minha ou elas estão piorando?"

"Elas sempre foram assim." Brody suspirou. "Você não estava aqui o tempo todo. Bom, nem eu. Mas é uma loucura..."

"Café?" Quinn ofereceu.

"Por favor."

Eles tomaram café e se jogaram no sofá, estranhamente sem ânimo. Resolveram ligar a tv e assistir um filme qualquer, enquanto conversavam sobre banalidades. Ele estava pela metade quando Rachel apareceu na sala.

"Hey..." Brody estendeu a mão para ela, que sentou apoiada em seu corpo no sofá. "Você está bem?"

A morena fez que sim com a cabeça, mas a sua expressão indicava o contrário. Quinn a observava atentamente.

"Ressaca." Brody declarou.

"Eu não tenho mais esse tipo de coisa..." Rachel rebateu.

"Se você acha..."

"Cadê a Santana?"

"Está lá em casa." O moreno informou.

Rachel fechou os olhos, definitivamente sua cabeça estava doendo. Não muito, mas era incômodo e seu corpo inteiro estava pesado. Sentiu um toque quente no braço e abriu os olhos, Quinn havia lhe trazido água.

"Você e a Santana sabem que precisam de água para sobreviver, não sabem?" A loira questionou.

"Talvez..." Rachel sorriu, bebendo longos goles.

Os olhos castanhos se prenderam nos dourados em uma comunicação silenciosa. As coisas ainda pareciam estar estranhas aquele dia. E isso se mostrou durante a semana. Santana acabou aparecendo e as duas voltaram a agir despreocupadamente, como sempre. A latina e Quinn não conversaram sobre o desentendimento que tiveram. Na verdade, Santana pediu desculpas baixinho quando as duas estavam sozinhas na cozinha mais tarde e a loira assentiu sem dizer nada. Mas ambas sabiam que estava tudo bem. O assunto Finn não foi comentado e a morena agia como se não tivesse contado nada para Quinn. Ou talvez realmente não se lembrava de ter contado. A loira fez uma anotação mental como se o tópico ainda estivesse pendente, recusando-se a tratá-lo como se fosse uma coisa sem importância. Ela só não seria discutida no momento.

Era segunda e Rachel tinha começado os ensaios, chegando em casa mais animada e mais agitada que o normal.

"Como foi hoje?" Quinn perguntou sentada no sofá enquanto jogava cartas com Santana.

"Foi maravilhoso!" Rachel respondeu, se sentando ao lado da loira.

Quinn sorriu, satisfeita por ver aquele brilho no olhar da morena. Rachel encarou-a ao perceber o olhar dela em si.

"Você vai jogar ou eu vou ser obrigada a ganhar? Já troquei minha mão três vezes e você nem se tocou. Quero um adversário à altura, Fabray!" Santana ralhou com a amiga.

Quinn desviou rapidamente o seu olhar da morena, sem perceber o sorriso que ela dera antes de levantar do sofá. A semana toda havia sido assim. De alguma forma, os olhares pareciam ter assumido uma intensidade completamente nova e instigante. Rachel se lembrava muito bem do olhar de desejo de Quinn naquela noite em que ela havia cuidado dela. Não haviam falado sobre aquilo. Não haviam conversado sobre nada mais do que coisas do dia a dia durante a semana. Mas ainda assim aquele olhar ainda estava ali, como se Quinn tivesse acabado de ser surpreendida por algo incrivelmente bom e não visse a hora de experimentá-lo. E ela estava adorando aquilo. Aquele jogo entre as duas. Tinha consciência do quanto podia ser provocante e intensa. E Quinn Fabray sabia fazer aflorar mais ainda esse lado como jamais esperou que ela o fizesse.

Por incrível que pareça, a latina não percebeu a tensão que se instalara entre Quinn e Rachel. Talvez porque a loira era muito discreta ou porque Rachel parecia estar constantemente flertando com todo mundo, sendo difícil distinguir quando falava sério ou quando estava brincando. Uma coisa a morena tinha que admitir: Quinn era gostosa e sabia ser sutil quando mostrava interesse por alguém, além, é claro, de ser Quinn. Nenhuma das duas tocava no assunto, mas sentiam. Se estavam preocupadas com esse desejo repentino? Nem um pouco.

"Tão cedo, Santana?" Rachel estranhou quando viu a amiga acordando no outro dia no mesmo horário que elas.

"Combinei de encontrar com o Brody e, por favor, não fale comigo até eu tomar café." A latina disse.

Quinn soltou uma risadinha e se esticou sobre a mesa para pegar o açúcar, o que só podia ter sido proposital, porque ela podia muito bem ter pedido para Rachel. Falando em Rachel, é necessário ressaltar a interminável olhada que ela deu no decote da loira.

A latina saiu do apartamento e encontrou com o rapaz em frente à companhia onde trabalhava. Ela praticamente o intimou a aparecer lá naquele horário.

"Você está com uma cara péssima." Santana afirmou.

"Bom dia para você também, Santana. Me diga que não me fez vir até aqui pra curtir com a minha cara." Brody colocou as mãos no bolso do casaco.

"Em parte..." Ela deu um sorriso presunçoso. "Está a fim de arrumar um emprego hoje?"

"Como assim?" O moreno aprumou os ombros.

"Estão faltando professores de dança realmente bons aqui na Hart. Eu falei com a minha chefe que conhecia um ótimo dançarino." A latina explicou.

"Você fez o quê?" Brody a olhou incrédulo. "Isso é sério?"

"Claro que é. Ela está te esperando lá dentro para uma entrevista." Informou.

"Você não podia ter me avisado isso antes? Olha o meu estado!"

"Onde está todo aquele seu charme?" Santana arqueou a sobrancelha. "Anda, vai antes que eu me arrependa e diga pra ela que você vai levar os alunos para o mundo das drogas."

"Obrigado, de verdade!" O moreno segurou o braço da latina para puxá-la para um abraço.

"Sério, se você disser que me ama, eu vou vomitar." Santana disse, mas retribuiu o abraço do rapaz.

"Eu te amo!" Brody se afastou para beijar todo o rosto da latina, terminando por lhe dar um selinho molhado e saindo correndo antes que Santana pudesse se dar conta de seu ato.

"Brody Weston!"

Ele ficou por uma hora trancado na sala com Angela Thomas, a chefe de Santana. A latina estava tensa. Sabia o quanto Brody precisava de um emprego fixo depois que decidiu que nunca mais faria programa nenhum. Quando ele apareceu em sua sala, imediatamente todas as meninas olharam para ele e Santana revirou os olhos para isso antes de ver a expressão indecifrável de seu rosto.

"Consegui!" O moreno de olhos claros abriu um sorriso.

Santana soltou o ar, sorrindo pra ele também.

"Precisamos comemorar! Avise o Kurt e o Blaine, eu falo com as meninas..." A latina propôs.

"Como se vocês já não fossem sair hoje." Ele fez uma cara de tédio, no que Santana deu de ombros.

Brody se adiantou para mais um abraço, fazendo Santana o encher de tapas e xingamentos em espanhol sem explicação aparente, mas ele sabia porque estava apanhando.

No fim do dia, eles saíram da Hart e Santana pegou o celular, ligando para Rachel.

"Aonde vamos dessa vez?" O moreno perguntou.

"Bleecker Street, quero uma coisa definitivamente animada." Santana disse, escutando alguém resmungando no celular.

"Santana, não é só por que eu arrumei um emprego que consigo pagar pra entrar em qualquer boate de lá." Brody a avisou.

"Relaxa, você é por minha conta." Piscou-lhe.

"Escolha a boate de uma vez então, não quero ficar pulando de lugar em lugar." Rachel respondeu do outro lado da linha.

...

"Você não quer andar por lá, mas aguenta ficar dançando a noite inteira com esse salto?" Santana perguntou, já em casa, continuando a discussão que havia se iniciado mais cedo pelo celular.

Rachel optou por ignorar Santana e passou por ela e Quinn, indo em direção ao banheiro. Seus olhos ainda mais atraentes com a maquiagem marcante preta que estava usando e o perfume que parecia feito para provocar Quinn, além do vestido curto e colado no corpo. A loira salivou ao olhar rapidamente para aquelas pernas.

As garotas foram no carro de Quinn, enquanto o resto no novo carro de Kurt, que não aguentava mais andar de carona, principalmente com Rachel. Enquanto se arrumavam, Rachel e Quinn pareciam incapazes de parar de se olhar. Não é como se tivessem dado conta agora da beleza uma da outra, tão diferentes e tão estonteantes, mas era uma atração nova e excitante. E tudo o que é novo é ainda mais excitante. Quinn tinha dormido com Santana, mais de uma vez e isso não as afetou em nada, qual seria o problema em desejar Rachel?

Enquanto estavam na fila para entrar na boate, a morena colocou sutilmente as mãos na cintura de Quinn, que se arrepiou. Os garotos já tinham chegado e Santana tinha acabado de entrar. As mãos a apertaram levemente antes de se afastarem e Quinn ainda teve tempo de ver o sorriso safado de Rachel antes dela entrar na boate. Sim, alguma coisa definitivamente aconteceria naquela noite. Como a tradição mandava, as três foram direto ao bar para a primeira dose de tequila. O líquido desceu queimando a garganta das três. Rachel pediu mais uma e foi para a pista de dança com Brody.

"É impressão minha ou ela está mais agitada que o normal?" Kurt comentou.

"Ela está." Santana concordou.

"Sempre achei estranha a mania dela de usar estrelas como metáforas. Mas tenho que admitir, ela acende todos os lugares para onde vai." Ele ainda disse, puxando Blaine para dançar.

E era verdade, o sorriso da morena que dançava animadamente dava um novo clima ao lugar. Os olhos de Quinn pareciam ter arrumado uma nova ocupação: admirar Rachel Berry. Ela sentia falta da antiga Rachel, mas não podia negar que gostava dessa também. O jeito de curtir a vida, sem se preocupar, de apenas querer se divertir. Os dramas pareciam mais leves quando se encarava a vida dessa forma. E se levarmos em consideração os “dramas de Rachel Berry”, talvez ela precisasse mesmo de muito descanso.

"Vamos dançar?" Santana ofereceu uma cerveja.

Quinn aceitou e também foi para a pista de dança. O som alto da música animada retumbava em seus ouvidos. O grupo era o mais animado do local lotado. Mais uma dose de tequila e três cerveja depois, Quinn já estava completamente alterada. Santana já estava agarrada com uma mulher no balcão fazia muito tempo e Rachel estranhou, reparando que era a mesma do bar da outra semana. Nem Rachel e nem Quinn haviam dado abertura para ninguém e ainda dançavam. A troca de olhares continuava intensa e elas se seguravam para não fazer nada na frente de ninguém.

O que não significava que evitavam se tocar e era isso que as estava deixando loucas. Tinham, pelo menos, a desculpa de que eram amigas para dançarem juntas daquele jeito. Tudo em Rachel parecia atrair Quinn, a pele, o cheiro, a voz e por um instante ela se assustou quando a morena se aproximou até o limite para seus rostos se encontrarem. Ela mordeu seu lábio inferior sensualmente, de forma lenta e forte, se afastando em seguida e saindo da pista de dança para o bar. Que baixinha atrevida. Quinn olhou para os amigos, mas nenhum deles tinha visto. Ela lambeu o lábio mordido e tornou a olhar para Rachel.

A morena se aproximou do bar, inclinando-se sobre ele e chamando com o dedo a mulher que servia a tequila, falando alguma coisa em seu ouvido. Com um sorriso sugestivo a mulher subiu no balcão, sentando-se em frente à Rachel, que espalmou as mãos em suas coxas, apertando-as e colando seus corpos. A mulher era linda e a cena extremamente provocante. Ela pegou uma garrafa de tequila e levantou o rosto de Rachel pelo queixo, sugando seu pescoço enquanto virava a garrafa na boca da morena. Rachel sorriu, arranhando sua perna. Se a intenção era provocar Quinn, ela estava conseguindo. Nesse momento, Santana chegou completamente bêbada, empurrando a loira.

"San! Qual o seu problema?" Quinn ralhou.

"O meu? Eu não sei, quem estava parada no meio da pista de dança com cara de idiota é você!" A latina rebateu.

Santana falava muito alto e Quinn revirou os olhos. Quando olhou para onde Rachel estava novamente, nem ela e nem a tequileira estavam mais ali. A loira correu os olhos pela boate, mas não as viu em lugar nenhum. Ela apertou os lábios e chamou Santana para beber. Como se só estivesse esperando alguém dizer isso a latina saiu na frente, pedindo duas cervejas. Kurt e Blaine se aproximaram e começaram a conversar com elas. Na verdade, só com Santana, porque Quinn ainda se encontrava fazendo uma busca minuciosa pelo local com os olhos. Para descontar a frustração, a saída era beber.

Santana voltou a se agarrar com a garota que na cabeça de Quinn foi apelidada como Shane e Kurt puxou Blaine para a pista de dança novamente. Brody sentou-se ao seu lado, suado de tanto dançar.

"Você está a imagem da sensualidade masculina." Quinn olhou divertida para ele.

"Obrigado." Ele soltou uma risada. "Você viu a Rach?" Perguntou ofegante.

"Não... Estou procurando ela também." A loira disse mais para si do que para Brody.

O rapaz deu uma olhada em volta e roubou a cerveja da mão de Quinn.

"Olha ela ali." Ele apontou com a cabeça e tomou um gole.

O olhar de Quinn foi diretamente para onde Brody apontou. Rachel estava perto e beijando a mulher do balcão. Ela abriu os olhos e encarou Quinn.

"Ok, eu estou excitado agora." Brody declarou.

Quinn percebeu que também estava. Rachel a provocava de tantas formas que não conseguia explicar ou se conter. A morena moveu os lábios carnudos da boca para o pescoço da mulher, que quase perdeu o equilíbro. Sem desviar nenhuma vez o olhar de Quinn. As mãos dela desceram pelas coxas da outra enquanto mordiam seu pescoço. Quinn já não aguentava mais e desviou o olhar para o lado, para que Brody não reparasse que estava olhando demais. Quando voltou a olhar elas tinham sumido novamente. Extremamente frustrante. Ela pegou sua garrafa de volta quando Brody saiu para ir ao banheiro. Terminou a bebida enquanto esquadrinhava novamente o local com os olhos.

Foi quando ela viu a morena de novo. Ela estava sozinha dessa vez e sorriu provocantemente antes de se afastar. Quinn a seguiu sem nem pensar duas vezes. Rachel foi até uma área reservada da boate, que estranhamente estava quase vazia, era muito escura e tinha um enorme segurança na entrada. Rachel passou por ele e entrou no que parecia ser o banheiro da área vip. Quinn hesitou, mas foi atrás. O segurança não a impediu. Abriu a porta do banheiro espaçoso quase que com violência, o coração quase atravessando seu peito.

A morena estava ali, parada. E incrivelmente linda. Quinn sentiu o próprio centro pulsar antes de sequer tocá-la. Os olhos se encontraram, completamente escurecidos. Quinn não aguentou esperar nem mais um segundo. Com uma vontade predatória colou seu corpo no da morena, suas mãos trancando-se em sua cintura e a empurrou até a parede. Rachel gemeu com a violência do ato e Quinn gostou desse som, então pressionou a própria perna contra a intimidade da morena com força, fazendo-a gemer de novo. Ela sentiu o líquido quente tornar o calor em sua própria intimidade insuportável.

"Você me deixa extremamente excitada." Quinn sussurrou, segurando nos cabelos da nuca de Rachel e mordendo o lóbulo de sua orelha em seguida.

Não esperou que Rachel dissesse qualquer coisa, tomou-lhe os lábios grossos com um beijo agressivo, repleto de desejo. Sua língua sugava a dela com ferocidade, enquanto suas mãos apertavam sua cintura. O hálito de bebida misturava-se com o gosto do beijo de Rachel, que retribuía com igual intensidade. As mãos de Quinn subiram pela lateral do corpo da morena e agarraram seus seios sobre o vestido. Ela não permitiu que Rachel gemesse, aprofundando ainda mais o beijo. As mãos da morena invadiram sua blusa por trás aliviando a excitação que sentia arranhando a pele branca. Quinn praticamente grunhiu com esse ato e moveu os lábios dos de Rachel, que estavam vermelhos e inchados, para seu pescoço, chupando a pele morena. Queria que ficasse bastante marcado, além de estar se deliciando com a pele quente e os gemidos incessantes da morena.

Não era uma cena delicada, muito menos romântica, uma fúria animalesca dominava as duas e tornava impossível que se afastassem. Estava sendo completamente diferente de quando foi com Santana. Talvez porque fossem mais velhas e mais experientes, mas era inegável que Quinn e Rachel tinham uma química assustadora. Ela sugava e mordia a pele morena e gemeu de prazer quando Rachel apertou suas coxas, deslizando pela parte interna e subindo por seu corpo. Ela moveu a morena de lugar, prensando-a na parede do lado e esfregando o quadril no dela. Sua mão direita encontrou a barriga de Rachel e ela nunca sentiu tanta necessidade da arrancar uma peça de roupa, e foi o que fez. Praticamente arrebentou o fecho do vestido ao puxar a parte da frente, prendendo-se em seguida no seio esquerdo de Rachel e soltou um gemido ao entrar em contato com aquela pele. Rapidamente sua outra mão agarrou o outro seio da morena. A força com que apertava fazia Rachel se contorcer de dor e prazer e um grito estrangulado deixou sua garganta, arrepiando por completo a pele pálida de Quinn.

A loira voltou a beijá-la e mordeu seu lábio inferior da mesma forma que teve o seu mordido por ela, sugando-o em seguida. Seus dedos prendiam o mamilo da morena, para depois massageá-lo circularmente. Uma mão deslizou para os cabelos escuros, fazendo o pescoço moreno ficar exposto novamente enquanto ainda pressionava a coxa entre as pernas de Rachel e se movimentava para causar atrito.

"O que você quer que eu faça?" Quinn disse com a voz carregada de excitação enquanto soltava o seio de Rachel e descia a mão por seu corpo. "Você me quer dentro de você?"

A morena parecia incapaz de responder. Não havia uma parte de seu corpo e de sua mente que não pedisse por aquilo, mas ela estava completamente ofegante e entorpecida de prazer. Quinn passou a língua pelos lábios, sorrindo internamente pela falta de reação de Rachel e abocanhou o seio da morena. Rachel gemeu seu nome desesperada, agarrando-se aos cabelos dourados. Aquilo a estava deixando louca. Quinn prensava ainda mais o corpo de Rachel contra a parede enquanto chupava os seios perfeitos, alternando entre um e outro. Via os olhos da morena se revirarem de prazer enquanto ela mordia os lábios e buscava por sustentação. Quinn passou a lamber e a morder ao redor dos mamilos, para então sugá-los de forma lenta e torturante. Suas mãos seguiram esse ritmo, descendo devagar pelo corpo da morena. Ela suspendeu o vestido, apertando a pele dourada da cintura até as coxas torneadas da diva. A loira soltou uma risada rouca sobre a pele marcada dos seios de Rachel ao sentir o quanto ela estava molhada e pressionou seu clitóris por cima da calcinha. A morena gemeu alto, puxando os fios de cabelos loiros da nuca de Quinn.

"Você não vai me responder, Rachel?" A loira disse sensualmente, subindo o rosto até ficar de frente para ela e iniciando uma carícia ritmada no local. "Eu estou louca pra entrar em você." Ela continuou com uma determinação que quase fez Rachel perder os sentidos ao ver as pupilas dilatadas de desejo da loira e sentir sua respiração quente. "Você é muito gostosa..." Chupou seu pescoço e Rachel fechou os olhos. "E gosta de me provocar, não é?" Arrastou os dentes pela pele morena. "Agora é a minha vez."

Dizendo isso, Quinn esfregou o ponto pulsante da morena com os dedos ágeis, dessa vez por dentro da calcinha. O nível de excitação estava tão alto que o corpo todo da morena estremeceu e ela gritou. Quinn adorou aquilo e voltou a estimular o seio de Rachel, enquanto mordia seu pescoço.

"Gostosa... E tão molhada..." A loira sussurrou em seu ouvido, prendendo seu clitóris entre os dedos. "Geme pra mim..."

O prazer das duas se misturavam em um frenesi descontrolado. Suas respirações completamente ofegantes. Quinn sentiu as mãos de Rachel também lhe tomarem os seios, o que foi o estopim para o que aconteceu em seguida. Quinn penetrou Rachel, sem avisar, deslizando três dedos para dentro dela de uma vez e se surpreendendo por ela ser tão apertada. Rachel jogou a cabeça para trás, no que foi o gemido mais alto da noite. Estava fora de si e apertava com força os seios de Quinn. O corpo da loira a mantinha de pé, pois perdera completamente o equilíbrio.

Quinn não parou ao escutar seu grito, sentia um prazer imensurável ao vê-la tão descontrolada. Entrava e saía de forma rápida, forte e intensa, invadindo Rachel de forma agressiva. A respiração quente da morena batia em seu rosto e ela abriu os olhos para olhá-la. Rachel mantinha os olhos fechados e seu maxilar estava tenso, trincado, ela aparentava estar sentindo dor. Quinn diminuiu a intensidade da penetração, alternado entre estocadas fortes e rápidas e lentas e ritmadas e a beijou.

A morena gemeu em sua boca, enlouquecida. O prazer que sentia parecia infinito e ela nunca tinha transado com alguém que a satisfizesse de forma tão completa como a loira estava fazendo. Quinn sentia as paredes internas de Rachel contraírem, pressionando seus dedos e a morena moveu os braços para seu pescoço, procurando sustentação. O corpo da morena se movendo sob seus dedos era extremamente sexy, além de seu nome sendo pronunciado pelos lábios carnudos, fazendo Quinn sentir uma forma intensa de prazer. Dar prazer para Rachel era incrivelmente prazeroso. A satisfação da morena invadia seu peito de uma sensação quente que a fazia vibrar e sentir ainda mais desejo.

Quinn moveu a sua mão para a nuca de Rachel, pressentindo o orgasmo da morena chegando, enquanto a outra se movia agora de forma intensa novamente. Seus lábios sugavam os dela sem cansar, a boca de Rachel era deliciosa e macia, assim como seus seios.

"Oh! Eu vou... Estou... Tão perto..." A morena mal conseguia dizer.

Os lábios de Quinn se abriram em um sorriso sacana e ela diminuiu drasticamente a rapidez e intensidade dos movimentos. Aquilo tinha que durar mais... Ela quase parou, seus dedos entrando e saindo lentamente e sentindo a pulsação erótica da morena. Rachel se desesperou ainda mais e Quinn não deu tempo pra ela reclamar de sua frustração.

"Você vai gozar pra mim... Mas vai ser na hora em que eu quiser." A loira sussurrou sobre seus lábios.

Rachel estava, literalmente, nas mãos de Quinn. Seus rostos estavam colados, as respirações ofegantes batendo uma no rosto da outra e a morena apertava os olhos com força, apreciando o modo como a loira a explorava, penetrando-a lentamente. O suor grudava em seu rosto e era uma imagem tão sexual que Quinn estremeceu ao olhá-la. Sem avisar, estocou forte uma vez dentro dela, ouvindo seu grito involuntário. Não queria mais prolongar aquela tortura. Precisava ter Rachel a noite toda e ouvir seus gritos e gemidos até ela não aguentar mais. Não iria cansá-la naquele momento, em pé, em um banheiro de boate. Retomou gradativamente as estocadas até voltar ao movimento ritmado que tinha interrompido momentos atrás.

Rachel estava tão extasiada que pensou por um momento que Quinn podia fazê-la perder os sentidos. A loira a beijou deliciosamente e apertou seu seio, gemendo em sua boca. As paredes internas da morena então se fecharam e ela atingiu o ápice, explodindo em um orgasmo intenso. Quinn sentiu o calor do interior de seu corpo aumentar enquanto ela estremecia. A loira não parou de se mover, mesmo quando ouviu o grito e sentiu as unhas de Rachel lhe cravando a pele, além de seu olhar desesperado. Nem mesmo os espasmos intensos a fizeram parar e ela nunca tinha escutado a morena gemer tanto, perdida em agonia, prazer e falta de ar.

"Q-quinn, eu... Não aguento..." Rachel conseguiu dizer.

A loira sabia que tinha sido intenso, exaustivo e demorado, mas não parou. Apenas moveu a outra mão para a cintura da morena, mantendo-a firme. O segundo orgasmo não demorou a chegar e quando ela sentiu as paredes da morena se fecharem pela segunda vez, sorriu satisfeita e parou os movimentos, mas manteve-se dentro dela. Rachel estava suada e com uma aparência selvagem, erótica. Quinn podia ter um orgasmo só de olhá-la e tinha plena consciência da situação alarmante em que sua própria calcinha se encontrava. Retirou os dedos de dentro dela devagar e a ouviu gemer fracamente. Lambeu seu pescoço suado e o mordeu levemente, assim como fez com seus lábios. Afastou-se apenas para levar os dedos à boca, sugando a essência de Rachel. Os olhos da morena se abriram, enegrecidos. O álcool ainda corria no sangue de ambas, fazendo o momento parecer estar acontecendo numa realidade completamente diferente e alcançável somente para as duas.

Era melhor que Rachel aguentasse, porque Quinn Fabray não queria sair dessa realidade tão cedo.

Notas finais
;) Comentem!