Notas iniciais
E aí galera? Mil desculpas pelo hiatus que acabamos fazendo... não era nossa intenção! Quer dizer, não era MINHA intenção, já que o atraso se deve única e exclusivamente à minha querida irmã amada e inútil Gleeksick, que teve um ataque histérico e mudou a cena final desse capítulo um bilhão de vezes nesse último mês... - Faberrylover Falo nada. - Gleeksick Dedicamos esse capítulo ao nosso primo, JFabray, que depois de ter sido expulso 5 vezes da mesma boate e voltado em todas elas até o segurança (que não falava português) desistir de expulsá-lo, ganhou nosso respeito. Mentira. Não a parte da boate, mas a parte de dedicarmos o capítulo à ele devido a isso. JFabray, quase choramos com a sua recomendação (quase) e esse capítulo só podia mesmo ser dedicado a você. Nós te amamos. Sério! Agradecemos também a Demetria, que fez uma recomendação linda. :')

A semana estava seguindo o mesmo ritmo da anterior, o que por si só já era uma surpresa. Quinn não podia evitar se ver cada vez mais envolvida por tudo que Rachel era. Se no início tudo não parecia passar de uma forte atração física, agora Quinn sabia que jamais fora só isso. Não ia ser clichê ao ponto de dizer que sempre fora apaixonada por Rachel, porque sabia que não. Mas tinha também certeza de que tudo que tinham vivido até ali havia influenciado na forma com que se sentia no momento. A forma com que seu coração se aquecia toda vez que a morena parecia emanar aquele brilho por muito tempo perdido contrastava com a forma com que ele acelerava sempre que se dava conta daquela mulher estonteante que ela havia se tornado. E ela parecia presa, completamente refém daquela dualidade. O que se agravava dia após dia, com cada conversa, cada olhar, cada beijo, cada momento compartilhado. Se na cama a química entre elas assustava, a química no dia-a-dia assustava ainda mais. Talvez fosse estranho que uma amizade de anos se transformasse em algo completamente diferente, mas não era assim que se sentia. Era como se estivesse redescobrindo a morena. Como se estivesse atingindo um novo nível que jamais seria alcançado se não conhecesse Rachel por tanto tempo. Como se finalmente alguém tivesse lhe dado permissão para conhecer o que ainda faltava, o que por muito tempo fora inalcançável.

E ela estava cada vez mais perdida em todos aqueles detalhes. No jeito com que a morena todas as manhãs prendia o cabelo em um coque despojado para ir tomar café, como os ensaios não pareciam cansá-la, mas sim deixá-la com mais energia ainda, em como ela podia ser incrivelmente sexy escolhendo que roupa vestir após sair do banho, em como seus olhos se iluminavam sempre que Quinn lhe trazia um café anormalmente grande quando ia lhe buscar nos ensaios e como ela ficava adoravelmente irritada sempre que Quinn começava a distribuir beijos pelo seu pescoço para evitar responder alguma coisa que ela acabara de perguntar.

Chegava até ser irônico que quem estava lhe despertando pra esses sentimentos era alguém que sempre estivera ao seu lado. Ao chegar em NY para aquela nova vida tinha desejado tanto que as coisas fossem diferentes, que ela pudesse finalmente encontrar um caminho pelo qual seu coração seguiria sem olhar pra trás, sem se prender aos mesmos erros do passado. Algo que valesse a pena. Mas parecia que a vida não gostava de lhe dar nada de bandeja. De todas as pessoas que haviam cruzado seu caminho, tinha que ser logo Rachel a virar seu mundo de cabeça pra baixo, a fazer suas pernas tremerem, seu coração disparar e ela momentaneamente se esquecer de como respirar. A mesma Rachel que jamais havia se recuperado do que havia acontecido, que ainda era machucada e que parecia querer coisas tão diferentes para si. Mas ela a queria tanto! Queria fazê-la feliz, queria lhe dar tudo que ela sempre havia merecido e ser capaz de arrancar dela todo aquele sofrimento. Ela só precisava que a morena deixasse...

...

Carter subia calmamente as escadas do prédio. Não tinha pressa para chegar em casa e encontrar Brittany empacotando suas coisas. Ela estava sendo forte e compreensiva por ela, mas estava morrendo por dentro. Parou em frente à porta do apartamento por alguns instantes, preparando-se para aquele momento. Respirou fundo e finalmente abriu a porta. Brittany estava sentada no sofá, um rolo de fita adesiva na mão e o olhar perdido. Várias caixas estavam espalhadas pelo chão da sala, mas estavam todas vazias. A loira não pareceu sequer reparar na sua presença.

Desde aquele dia em que recebera o telefonema de NY, Brittany nunca mais tinha sido a mesma. Carter nunca tinha se sentido tão distante da namorada. Ela lhe sorria e dizia que estava tudo bem, mas nada disso chegava aos seus olhos, que sempre guardavam uma expressão perdida, por vezes frustrada, angustiada. Lembrava-lhe os primeiros meses de convivência com a loira e seus primeiros meses de namoro. Por um momento, ela pensou que aquela distância que seria imposta entre elas em breve iria fazer com que se aproximassem mais, aproveitassem o tempo que lhes restava. Mas havia sido o contrário... Brittany havia se fechado e aquilo lhe magoava mais do que qualquer distância física.

A morena ajoelhou-se na frente de sua namorada, retirando a fita de suas mãos e segurando-as.

"Não consigo." Brittany disse, ainda com o olhar perdido.

"Não consegue o quê, meu amor?" Carter perguntou delicadamente.

Brittany finalmente olhou para ela, os olhos marejados.

"Ir embora." Uma lágrima desceu solitária pelo seu rosto. "Empacotar minhas coisas."

Carter limpou a lágrima, enquanto um nó queimava em sua garganta. Não podia desabar.

"Nada disso é definitivo, meu amor. Já conversamos sobre isso. Me dê algum tempo pra ajeitar tudo por aqui... Meu emprego, esse apartamento, minha família... Por mim largaria tudo e iria com você. Mas nem você sabe se as coisas darão certo por lá. E se não derem? Só temos que ser pacientes." A morena tentou tranquilizá-la.

Brittany abraçou Carter o mais forte que pôde, se ajoelhando também no chão. Jamais havia pedido para que ela a acompanhasse, sabia que toda a vida de Carter estava em LA. E por breves momentos, naquelas noites de insônia, sozinha com seus próprios pensamentos, ela também se permitia admitir que não fora só isso que a impedira de pedir e querer que Carter fosse com ela para NY. Mas logo a culpa parecia pesar insuportavelmente sobre si, obrigando-a a varrer aquilo da sua mente.

Mas Carter parecia não precisar que ela lhe pedisse. Parecia achar a coisa mais natural do mundo que, no final das contas, ou Brittany voltasse para LA, se em NY não desse certo, ou ela fosse para NY. Aquilo, para ela, já estava subentendido. E isso inflava o peito de Brittany de admiração e desespero. Admiração por tudo que sua namorada era e desespero por nunca ter conseguido ser assim também. Por nunca ter conseguido juntar todos os seus pedaços e ser alguém que merecesse todas aquelas coisas de Carter.

"Você não precisa arrumar nada hoje. Ainda temos tempo." A morena falou, desfazendo-se parcialmente do abraço.

"Preciso despachar essas coisas para NY. E não vou poder resolver isso em Lima."

"Ainda assim temos tempo. Dormimos cedo hoje e amanhã eu te ajudo. E qualquer coisa que faltar, eu posso resolver pra você." Ofereceu.

"Preferia que você estivesse em Lima comigo e não aqui, resolvendo esse tipo de coisa." A loirinha disse.

Carter suspirou. Não queria ir pra Lima. Gostava de ir pra lá e gostava mais ainda da família de Brittany. Mas ela iria para reencontrar seus velhos amigos. Não queria que Brittany deixasse de aproveitar esse tempo por sua causa, tendo que lhe dar atenção por ela estar se sentindo deslocada, mesmo sabendo que ela também estaria por lá. Estava evitando ao máximo pensar que Santana morava em NY e que provavelmente elas conviveriam, já que ela morava com Quinn.

"Não quero te atrapalhar, B. Você sabe que vou me sentir deslocada lá e você vai querer me dar atenção e não vai aproveitar como deveria. São seus amigos... Vá e se divirta."

Depois de Lima, Brittany voltaria por mais um dia e depois iria para NY. Sabia que Carter estava sendo forte, guardando todo seu sofrimento para que aquilo não fosse mais difícil do que já estava sendo. E Brittany agradecia por isso, mesmo sabendo que não estava sendo fácil para ela. E ela conhecia Carter bem demais para saber que uma hora ela desabaria. Assim que tudo estivesse pronto e só faltasse com que ela mesma fosse embora, Carter desabaria.

"Você nunca me atrapalha, amor." Brittany falou docemente, beijando delicadamente seus lábios. "Tem realmente certeza de que não quer ir comigo?" Ela perguntou uma última vez.

"Tenho, B." Carter afirmou. "Agora chega disso." Ela ficou de pé, levando a loira junto consigo. "Vou tomar um banho rápido e jantamos. Tudo bem?"

Brittany assentiu, vendo-a se encaminhar para o quarto. Sentou novamente no sofá, imaginando se ela também agiria assim se estivesse no lugar de Carter.

Ela tinha conhecido Carter na faculdade, em virtude de alguns amigos em comum. Naquela época, ela já era uma pessoa reservada, fechada. Mas alguma coisa em Carter fez com que Britanny, pela primeira vez, sentisse ter encontrado uma amizade verdadeira naquela cidade, sentisse que não estava sozinha. Em poucos meses elas já não se desgrudavam mais... Saíam juntas, frequentavam a casa uma da outra, eram confidentes.

E por algum tempo, Brittany fingiu não perceber os olhares que recebia de Carter, sem saber como agir, com medo de perder aquela amizade e voltar a se sentir sozinha novamente. Até que um dia, deitada no colo de Carter naquele mesmo sofá, escutando uma música que a morena havia botado para ela, Carter a beijou. E Brittany se surpreendeu por não ter se afastado, rejeitado. Aquele beijo a fazia se sentir bem, assim como a própria Carter estava fazendo, por meses.

A partir daquele dia tudo tinha acontecido naturalmente...

E por algum tempo Brittany teve a esperança de que, finalmente, pudesse esquecer, seguir em frente. Em certos momentos ela até chegou a pensar que tinha realmente superado tudo que tinha lhe acontecido, que Santana era algo que havia ficado em seu passado, nada mais. Mas a latina sempre voltava aos seus pensamentos, ainda que contra sua vontade. Pensar nela ainda doía, ainda lhe causava saudades. Lembrar dos momentos em que passaram juntas ainda fazia seu coração se acelerar como jamais havia acelerado por Carter. Ela era feliz com Carter, ela realmente pensava em um futuro com ela. Mas ela nunca tinha sido e nunca seria Santana. Por mais que ela a amasse também.

E Brittany já havia se conformado com isso. De que nunca mais sentiria tudo aquilo que a latina havia lhe proporcionado, de que ninguém tinha a capacidade de fazê-la se sentir assim novamente. Até que a perspectiva de ir para NY tivesse chegado e virado seu mundo de cabeça pra baixo...

Brittany não sabia o que aconteceria dali em diante, mas sabia que lutaria com todas as forças contra aquele sentimento que parecia mais acordado do que nunca. Fora forçada a fazer isso uma vez, faria uma segunda. Jamais voltaria a ser aquela menina que fora um dia, jamais deixaria com que ela tivesse seu coração novamente partido em pedaços por aquela que um dia fora o mundo inteiro para ela. Estava com Carter, que era para ela tudo que ela podia querer de alguém. E se seu coração insistia em bater lhe dizendo que ela não era a pessoa certa, ela não hesitaria em não lhe dar ouvidos. Seu coração nunca soubera escolher.

...

Santana entrou pela porta do apartamento, sem se importar com o barulho que fizera ao fechar a mesma, sabia que ninguém estaria em casa aquela hora da tarde. Jogou suas coisas no sofá, um sorriso irônico tomando conta de seus lábios ao imaginar a cara que Quinn faria assim que entrasse em casa e visse aquilo. Velhos hábitos eram difíceis de morrer...

Entrou no quarto e se despiu rapidamente, entrando no banheiro e ligando o chuveiro. Logo Erika ligaria e ela ainda tinha que pegar Brody. Ela precisava seriamente comprar nem que fosse uma lambreta pra ele... Na verdade, ela precisava era mandar ele tomar vergonha na cara e comprar qualquer merda que andasse agora que ele tinha um emprego de verdade.

Mal entrou no box e sentiu a porta do banheiro abrir. Sabia que era Rachel, que devia ter acabado de chegar do ensaio, mas a morena nada disse e Santana viu sua silhueta fechar a porta e se sentar na pia.

"Se você quer me ver nua é só falar que abro a porta do box, Berry."

"Só estava querendo ver quanto tempo você ia conseguir ficar sem falar qualquer coisa relacionada a eu querer te ver nua." A morena comentou.

"Haha. Você só está morrendo de saudades de mim e não sabe como dizer isso. Vou te poupar o trabalho e mandar você levantar essa bunda da pia e se arrumar."

"Não vou sair, S. Estamos no meio da semana e daqui a alguns dias é a minha estreia. Não quero fazer nada que possa prejudicar minha voz ou o meu corpo."

"Deus... Como eu não senti falta desses seus ataques de diva. Sua estreia é daqui há semanas, Rachel." Ela falou, fazendo a morena revirar os olhos. "Bom, você que perde."

"Eu não sou a única que deveria me cuidar... Acho que você também trabalha durante a semana, não?"

"O que a Fabray fez com você?" Santana disse.

"Só estou preocupada com você, San. Você tem o final de semana inteiro pra fazer o que quiser. Fazia tempos que eu não te via assim..." Rachel não queria terminar a frase, sabia que a latina entenderia.

Rachel viu a latina desligar o chuveiro e pegar a toalha pendurada por cima do box.

"Isso não importa. Nada dessa merda importa mais." Santana disse, abrindo o box e saindo para o quarto.

Rachel segurou a latina pelos ombros, virando-a e a abraçando, sem dizer nada. Ela sabia porque Santana estava assim, não precisava que ela lhe dissesse. Ela só queria lembrar à latina que estava ali, como sempre estaria. Sentiu Santana relaxar em seus braços, retribuindo o abraço por alguns instantes.

"Droga, Rach!" A latina xingou, se desvencilhando do abraço. "Estou atrasada."

Rachel suspirou.

"Ok." Ela disse simplesmente, saindo do quarto.

Pegou o celular, ligando para Brody. Não sair com Santana não significava que ela a deixaria sozinha nesse estado de espírito que ela estava ultimamente. Mandaria Brody seguir ela até o inferno, se fosse preciso, para garantir que ela estaria segura e sem fazer nenhuma merda.

...

Já era noite e Quinn estava sentada no chão da sala, organizando alguns papéis. Olhou para o lado e viu Rachel sair da cozinha com um prato em mãos e um copo de água na outra, descansando ambos na mesinha a sua frente e sentando no sofá.

"O que é isso?" A advogada perguntou.

"Isso é o que você vai comer agora, Fabray."

Quinn olhou para o conteúdo do prato e viu um sanduíche.

"Você preparou isso pra mim?" A loira arqueou a sobrancelha, incrédula.

"Bom, alguém tinha que preparar. Você fica horas trabalhando e nem se preocupa em se alimentar corretamente."

Quinn se levantou, mas ela não podia estar menos preocupada em comer no momento. Sentou ao lado da morena e a puxou para o seu colo, fazendo escapar dos lábios de Rachel um grito de surpresa.

"O que é isso, Fabray?" A morena brincou.

"Isso sou eu querendo você..." Quinn respondeu roucamente, antes de beijar a morena.

Rachel sentiu todo o seu corpo se derreter com aquele beijo. Estava sendo tão difícil se controlar. Toda vez que Quinn a tomava em seus braços seu corpo parecia arder em chamas e se controlar estava cada vez mais difícil. E tudo ficou ainda mais difícil quando ela sentiu as mãos de Quinn segurarem firmemente as suas coxas, puxando-a para si, colando cada centímetro do seu corpo no dela.

Quinn sabia que talvez não fosse o momento, que talvez ainda fosse muito cedo. Mas ela não conseguiu se controlar. Ver o modo com que a morena havia se preocupado com ela, reparado que ela não comera nada a noite inteira. Podia parecer bobo, mas para Quinn aquilo parecia tudo. Aquilo e todas as pequenas coisas definitivamente derrubaram todas as suas defesas, defesas essas que por todos aqueles dias tinham refreado o desejo que a consumia sempre mais...

Quinn então reparou onde estava. Por cima de Rachel, ambas na cama da morena, com a porta do quarto trancada. Não podiam esperar mais...

"Rachel..." A loira ofegou.

As orbes castanhas a encaravam em um misto de excitação e ansiedade, mas ao perceberem a preocupação dos olhos avelãs se revestiram de carinho.

"Você está pronta para me ter dessa forma de novo?" A morena tomou o rosto de Quinn nas mãos, sentindo o calor intenso que emanava de sua pele.

Rachel queria a loira desesperadamente naquele momento. Ela precisava que ela a amasse como da última vez. Rachel retirou a blusa que Quinn usava e a puxou mais para si, beijando-a necessitadamente. A loira se deixou levar, tirando também a blusa de Rachel. A pele morena tinha um efeito enlouquecedor em Quinn, capaz de fazê-la esquecer o que acontecia ao redor e ela tentava se concentrar. Mas se tornou impossível a partir do momento em que a morena retirou o próprio sutiã. Ela sentia a impaciência do beijo de Rachel. E assim elas foram se desfazendo de cada obstáculo que as impedia de se conectarem fisicamente, e, pela primeira vez, emocionalmente.

Sem desviar seu olhar dos olhos castanhos um momento sequer, Quinn conectou suas intimidades, sentindo Rachel estremecer sob seu corpo. Impôs um ritmo lento aos seus movimentos, desejando guardar para si cada expressão que a morena fazia, cada gemido que saia de sua boca. Assim que suas mãos se encontraram ela sentiu Rachel buscar desesperadamente a sua boca, a beijando de uma forma completamente necessitada, pressionando ainda mais os seus quadris. Quinn soltou uma de suas mãos, levando-a ao rosto moreno, seus corpos movimentando-se em completo encaixe, como se tivessem se preparando todos esses anos para se encaixar um no outro...

Rachel jamais havia sentido tanto prazer, não daquela forma. Encarou os olhos esverdeados, incapaz de fugir, completamente entregue. A forma que Quinn a olhava parecia preencher todo aquele vazio que parecia fazer parte de si, sentia-se completamente entorpecida pela dança que seus corpos estavam realizando. O orgasmo lhe parecia um mero detalhe... Não queria que acabasse, queria sentir o corpo de Quinn no seu por horas sem fim...

A loira desceu sua boca pelo pescoço de Rachel, cobrindo cada centímetro de pele ao alcance com beijos leves e delicados, passando a língua entre o ombro e o pescoço, se perdendo com cheiro que se desprendia da morena. Rachel afundou seus dedos no cabelo loiro assim que sentiu Quinn investir seus quadris contra os dela de forma mais intensa, aumentando o contato. Assim que a morena fitou novamente aqueles olhos inconstantes ela pôde sentir o desejo impresso neles e aquilo a fez estremecer. Ninguém jamais a tinha olhado daquela forma, ninguém jamais a tinha desejado daquela forma. Quinn não queria só uma noite de sexo sem compromisso, não queria só um prazer momentâneo, Quinn queria ela por inteiro. E, ao menos por aquela noite, ela desejou ser capaz de se entregar a ela, sem amarras, sem medo. Somente ela, Quinn e todos aqueles sentimentos que transbordavam de si enquanto a loira descia a boca para os seus seios, aquele toque se fazendo sentir entre suas pernas, onde a intimidade de Quinn em contato com a sua estava despertando um prazer que Rachel sabia que sempre tinha buscado.

Rachel jogou a cabeça pra trás, ofegando ao sentir a língua da loira descer de seus seios e Quinn começar a espalhar beijos molhados por toda a extensão da sua barriga, arrepiando sua pele. Outro gemido escapou de sua boca assim que a loira passou sua mão por toda lateral de seu corpo, agarrando firmemente suas coxas. A pressa que tomou conta das duas no caminho para o quarto havia abandonado a loira por completo... Ela estava provando cada parte do corpo da pequena como se tivesse todo o tempo do mundo... Ela não precisava se apressar agora, elas não estavam bêbadas e Rachel não estava mais fugindo, a morena estava se entregando a ela como jamais tinha feito, era a primeira vez que ela, de fato, tinha a morena para si, querendo isso tanto quanto ela. E Quinn queria aproveitar cada momento, cada detalhe... Queria que a morena provasse tudo que ela tinha a oferecer, que ela sentisse em cada toque, cada gesto, o quanto ela a queria, a desejava. Ela precisava que Rachel sentisse o que ela ainda não tivera coragem de dizer...

Quinn trilhou o caminho novamente pela pele morena, passando entre o vale daqueles seios firmes e perfeitos e mais uma vez conectando suas bocas. A morena lhe beijava como nunca havia feito, segurando seu rosto entre as mãos de forma delicada, enquanto Quinn finalmente deslizava sua mão entre as pernas de Rachel, rodeando a entrada já bastante úmida. A pequena gemeu em sua boca, mordendo seu lábio inferior e descendo a mão direita para acariciar o seio esquerdo da loira. Finn nunca tinha a apreciado daquela forma. Nenhum homem e nenhuma mulher souberam fazer daquele momento algo tão bonito que parecia estar ocorrendo em câmera lenta, algo tão íntimo que era difícil dizer onde começava o prazer de Quinn e Rachel, era mútuo, era como... como Rachel tinha medo de que fosse.

"Eu quero você dentro de mim..." A morena disse roucamente entre os lábios de Quinn.

O tom de voz não era desesperado, autoritário. Era mais um pedido, um desejo de sentir a loira dentro de si. Foi naquele momento que Quinn simplesmente soube que Rachel estava fazendo amor com ela, que não era mais só sexo para a morena. Ela acariciava seu seio carinhosamente, enquanto sua outra mão ainda estava em seu rosto, como se não quisesse que a loira se afastasse. E aquela voz... Rachel não agia mais de forma errática, desesperada, querendo simplesmente saciar seu desejo. A morena nunca agira dessa forma com ela, nunca estivera muito mais consciente de algo que não fosse chegar ao limite, sem qualquer contato que transmitisse mais do que um desejo carnal e momentâneo.

Mas ali, enquanto introduzia seus dedos pela entrada da morena, sentindo seu corpo estremecer embaixo do seu e suas mãos se entrelaçarem, como se estivessem esse tempo todo a procura uma da outra, Quinn sabia que estava completamente ferrada, porque aquilo era muito mais do que ela poderia imaginar, porque aquilo talvez fosse o que ela sempre estivera procurando...

E Rachel estava longe de saber descrever como era, depois de tanto tempo, se entregar a alguém. Os movimentos da loira dentro de si seguiam um ritmo torturante e seu corpo todo parecia sentir cada estocada, cada movimento ritmado que a loira fazia sobre si no mesmo ritmo com o qual a penetrava. Ela não saberia dizer em que momento tudo havia mudado tanto, ela só sabia que, contra todas as possibilidades, era Quinn que estava ali e, naquele momento, somente naquele momento, ela poderia admitir para si mesma que não poderia ter sido mais ninguém. Mas no momento em que a loira a penetrou de forma a permitir que seu clitóris também fosse estimulado e curvou os dedos dentro de si, achando um ponto completamente sensível que a fez gemer e arranhar as costas pálidas, tudo o mais foi varrido de sua mente.

"Oh... Quinn..." Ela gemeu.

A loira procurou os lábios de Rachel. Esses mesmos lábios a beijaram apaixonadamente. Esses mesmos lábios pertenciam àquela mesma garota, da sala do coral, que sonhava longe e era grande demais para a cidade onde vivia, era grande demais para as pessoas que a cercavam. E no meio de todo o egoísmo, toda a arrogância, toda a dor, apenas uma pessoa a tinha intrigado, apenas uma pessoa não era tão previsível quanto às outras. Por trás de todas as máscaras que Quinn Fabray já tinha usado, uma coisa Rachel tinha certeza, nunca sua verdadeira face deixava de ser surpreendente.

"O seu cheiro me enlouquece, sabia?" A loira descolou os lábios dos dela, acariciando seu rosto e a região do pescoço com o nariz, inspirando profundamente, puxando a atenção de Rachel para o momento presente.

"Quinn!" Ela gemeu, sentindo a intensidade dos movimentos e procurando desesperadamente por ar.

"Respira..." A loira sussurrou em seu ouvido.

O coração de Rachel falhou algumas batidas ao sentir a ausência dos movimentos dos dedos de Quinn, para depois os sentir voltando em um outro ritmo, mais suave. Respirava com dificuldade, sentindo o suor escorrer pelo rosto.

"Quinn..." A morena ofegou. "Eu... vou..."

"Vem... pode vir..." A loira disse intensamente sobre os lábios carnudos, antes de beijá-la carinhosamente.

O interior de Rachel latejava e ela começava a se entregar a sensação conhecida. Bastou aquele beijo, seguido de uma leve mordida no lábio para estremecer incontrolavelmente sob Quinn. A loira observou cada pequena reação do corpo moreno e suado de Rachel enquanto ela mergulhava seus dedos entre os cabelos loiros, puxando levemente a cabeça da loira. O interior da morena ainda estava estreito quando Quinn retirou seus dedos, ofegante, esperando.

Rachel ainda permaneceu de olhos fechados por alguns momentos, tentando normalizar sua respiração, relaxando com os carinhos que Quinn fazia pelo seu corpo. Sem qualquer medo dessa vez, a morena abriu os olhos, encontrando aqueles olhos intensos presos em si, parando para observar cada detalhe daquele rosto perfeito, tentando transmitir com o olhar tudo aquilo que não sabia como dizer...

"Eu queria tanto sentir isso de novo..." Rachel confessou num sussurro sobre sua pele, provocando uma risada rouca em Quinn.

"Ainda falta uma coisa..." A loira beijou seu colo suado, arrastando os dentes pela região.

"O quê?" A morena sussurrou, prendendo os dedos nos cabelos loiros.

A loira subiu os beijos até encontrar a boca de Rachel, que logo buscou aprofundar o contato, como se não visse Quinn há dias, como se estivesse morrendo de saudades...

Seus lábios se descolaram vagarosamente, não querendo perder o contato mesmo com a necessidade de ambas por ar. Rachel mordeu o lábio inferior da loira, que lhe sorriu com o gesto. Aquela imagem mexeu consigo mais do que gostaria de admitir e, antes que pudesse refrear, expressou a única coisa que pensava no momento.

"Você é linda, Quinn..." Ela sussurrou. "Por dentro e por fora."

Aquela frase, vinda de Rachel, tinha um enorme significado para as duas. Quinn sabia disso. E se viu sem palavras ao relembrar tantas coisas que pareciam esquecidas...

Mas Rachel não parecia querer uma resposta. Ela tomou os lábios da loira mais uma vez entre os seus e girou seu corpo, deitando as costas de Quinn na cama e ficando parcialmente em cima dela, a lateral de seu corpo ainda apoiada no colchão. E se a loira já havia se surpreendido, agora ela não tinha uma palavra que se encaixasse no que sentia no momento. Rachel interrompeu o beijo, passando o dedo indicador de sua mão livre pela boca de Quinn, que seguiu caminho passando pelo peito já ofegante da loira até sua barriga definida.

E por algum tempo isso foi tudo que a morena fez, deslizar sua mão por cada pedaço daquele corpo perfeito e pálido, sentindo Quinn se arrepiar sempre que corria o dedo por suas coxas, pela lateral de seu corpo, pela dobra de seus seios. Rachel acompanhava cada movimento de sua própria mão com o olhar, apreciando cada curva da pele branca e cada reação que causava em Quinn. Não sentia pressa e sequer sabia o que faria a seguir, só sentia uma necessidade absurda de observar toda a beleza que era o corpo de Quinn Fabray, a poderosa ex-líder de torcida, graduada em Yale e advogada de sucesso de um imponente escritório em Wall Street e que, depois de alguns anos de inimizade e outros mais de uma profunda e sincera amizade, por razões que ela desconhecia no momento, estava completamente nua em sua cama.

Céus! Ela tinha acabado de fazer amor com Quinn Fabray... O quão surreal isso soaria aos ouvido de todos que haviam as conhecido? Estranhamente, isso não lhe soava tão surreal assim. Isso parecia, de uma forma completamente errada, simplesmente o certo. Deixou um sorriso de canto escapar... A contraditoriedade não havia lhe abandonado, afinal.

"O que foi?" Quinn perguntou suavemente, percebendo o sorriso no rosto da morena.

"Não seja curiosa, Fabray..." A morena falou, movendo seus dedos para os seios da loira, que ofegou com o gesto, deixando escapar um leve gemido.

Isso foi o suficiente para a morena sentir uma fisgada em seu ventre, o desejo tomando conta de si novamente. Ela desceu a boca pelo rosto da loira, perfazendo um caminho até o lóbulo de sua orelha, chupando-o enquanto acariciava gentilmente o seio esquerdo de Quinn. Não se demorou muito tempo nessa posição, trilhando com beijos e pequenas mordidas até o seio direito da loira, cobrindo-o com sua língua, sentindo Quinn afundar os dedos em seu cabelo. Sua mão direita desceu pelo corpo esguio, arranhando as coxas da loira enquanto dava uma chupada particularmente forte em seu mamilo.

"Rach..." A loira gemeu.

Quinn estava extasiada com a completa mudança de comportamento de Rachel. A morena parecia querer deixar marcado cada pedaço de seus seios e colo, mas não de forma predadora. Ela parecia querer e desejar seu corpo na mesma intensidade e da mesma forma que ela mesma demonstrara minutos antes, ao tomá-la pra si. Rachel estava provando-a como nunca havia feito, encaixando sua mão lentamente entre suas pernas, circulando o clitóris suavemente com os dedos, como se quisesse que Quinn aproveitasse cada segundo, sentisse cada gota de prazer que lhe era proporcionada. E isso fez com que sua excitação atingisse um nível desconhecido, onde ela queria que Rachel intensificasse os movimentos ao mesmo tempo em que queria sentir a morena movimentar seus dedos dessa forma por toda a noite... Seus seios ainda sendo acariciados por uma boca que parecia feita para distribuir arrepios por toda sua pele, fazendo com que ela arqueasse as costas de prazer...

"Tão molhada..." A morena sussurrou assim que introduziu um de seus dedos pela entrada da loira.

Rachel havia abandonado seu clitóris e ela sentia-o pulsando, pedindo por contato. A morena introduziu mais um dedo e pareceu ler seus pensamentos.

"Quero que você se toque pra mim..." Ela pediu.

Quinn sentiu seu corpo todo estremecer diante do pedido. Rachel retirou sua mão direita de dentro dela e pegou a mão direita da loira, levando-a até a sua própria intimidade. Quinn começou a movimentar seus dedos lentamente, gemendo ao sentir a morena lhe introduzir novamente dois dedos e passar a novamente distribuir beijos por todo o seu corpo, abocanhando seus seios.

"Rachel..." Quinn gemeu em desespero.

Rachel chupava seus seios de forma sedenta, aumentando o ritmo de sua penetração, fazendo com que Quinn automaticamente também aumentasse o ritmo de seu toque. A morena retirou a boca de seus seios, lambendo e mordendo a pele pálida e levemente suada da loira até chegar em seu pescoço, a mão esquerda segurando o cabelos loiros para que ela tivesse um alvo melhor. Quinn não sabia o que a provocava mais prazer... A morena lhe penetrando daquela forma ou se era o jeito com que sua boca se movia entre seus seios, boca e pescoço, fazendo com que ela se tocasse cada vez mais forte e que os gemidos tomassem conta do quarto sem qualquer pudor. Ver a situação em que se encontrava foi o limite para Quinn.

Rachel não havia perdido um detalhe sequer. Observar a loira completamente entregue ao orgasmo que ela mesma causara, cabelos desalinhados jogados pela cama, o peito arfando e as pupilas verdes completamente dilatadas era a própria definição de perfeição. Rachel não sabia como descrever Quinn naquele momento, muito menos como se sentia com o que tinha acabado de fazer. Não somente tinha deixado a loira fazer amor com ela sem reservas, como também tinha feito amor com a loira. Havia realmente se entregado pela primeira vez depois de todos aqueles anos. E tudo ainda estava em seus devidos lugares. Certo?

Não teve tempo de pensar muito além disso. Quinn já estava lambendo vagarosamente sua orelha, enquanto suas mãos já exploravam seu corpo mais uma vez.

"Quero sentir seu gosto pelo resto da noite..."

Notas finais
:)