How To Save A Life
8 A Hard Day's Night
Notas iniciais
Quinn acordou sentindo seu corpo pesado. Seu pescoço, em particular, latejava de dor. Tinha dormido numa posição extremamente desconfortável. Surpreendeu-se ao encontrar Rachel sentada na mesa, tomando café. Pela noite, supôs que levantaria mais cedo que a morena. Santana estava fora de qualquer estatística em relação a isso. A latina não tinha sequer dormido em casa.
"Bom dia." Quinn cumprimentou sonolenta.
"Bom dia, Q..." A pequena falou, servindo a loira de café com um leve sorriso no rosto.
A loira agradeceu. Naquele mesmo instante, a morena da noite anterior saiu do quarto de Rachel, usando apenas uma blusa enorme, que lhe tampava decentemente as coxas.
"Bom dia." A garota cumprimentou.
Foi em direção à Rachel e inclinou-se sobre ela, na tentativa de beijar-lhe a boca. Rachel rapidamente desviou-se, permitindo que a mesma depositasse o beijo em sua bochecha, olhando diretamente para Quinn com um olhar cheio de malícia. A loira não conseguiu evitar um sorriso cínico para a morena, arqueando as sobrancelhas.
A tal da morena, depois da atitude de Rachel, retornou ao quarto e despediu-se rapidamente das duas, batendo a porta do apartamento com um pouco mais de força que o necessário. Quinn soltou uma risada pelo nariz. Rachel não mexera um milímetro da sua posição, como se não fosse com ela, sustentando um olhar tão inocente que quem estivesse de fora observando a cena, pensaria que era Quinn a responsável por aquilo.
A loira passou a mão pelo pescoço, na tentativa de aliviar a dor que sentia. Sentiu os olhos de Rachel fixos em si.
"Noite mal dormida?" A morena perguntou.
"Posição fodida na cama." Quinn respondeu levemente irritada com a dor.
Rachel gargalhou com a resposta da loira. Não era sempre que se podia escutar uma frase desse nível vinda de Quinn Fabray.
"Algum plano pra hoje?"
"O mesmo de sempre... trabalhar."
"Você está trabalhando demais, Quinn." A morena falou realmente preocupada. "Você precisa relaxar mais, se divertir mais."
"Bem que eu queria... Mas convenhamos que você e a San não são parâmetro para isso. Vocês se divertem demais." A advogada riu. "Minha jornada de trabalho é irrelevante, é muita coisa e pouco tempo para fazê-las, trabalho com prazos para cumprir." Assumiu um tom mais sério. "Se não trago para casa, não cumpriria todos eles. Estou seriamente precisando de um estagiário."
Quinn raramente falava de seu trabalho. Até porque ninguém entendia nada sobre ele. Como era nova no escritório, ainda não tinha contato algum com as empresas e os artistas que representava, seus superiores faziam toda parte social e ela a parte que realmente importava, atrás da mesa. Amava seu emprego, mas tinha que admitir que sua carga de trabalho era imensa e desgastante.
"Estou com pena, seja lá de quem você escolher." Rachel tomou um gole de café.
Quinn riu. Ela também estava. Como se tivesse lembrado de algo, levantou-se e entrou em seu quarto, voltando rapidamente com alguns papéis em mãos e uma caneta. Depositou-os em frente a Rachel, sentando novamente em seu lugar.
"Demorou demais, Fabray." A diva disse, vendo do que se tratava. "Estava quase pensando em outras opções." Ela sorriu levemente para a loira.
A loira riu. Rachel Berry era muito folgada. A morena rapidamente assinou os papéis.
"Você não vai nem ler?" Quinn questionou indignada, quase derrubando a caneca que estava segurando.
"Não preciso dizer que confio em você, Quinn. Pelo amor de deus! Você realmente acha que vou ler uma procuração que você fez para ser minha advogada?" A morena soou ofendida.
"Temos que ler tudo que assinamos, Rachel. Mesmo que sejam seus pais, você tem que ler!" A advogada rebateu.
"Acredite, Quinn..." A morena falou, levantando da mesa. "Se fossem meus pais, eu leria."
Foi em direção ao quarto, deixando uma Quinn indecisa entre continuar indignada e rir do que a morena disse.
...
Conforme a semana passou, a loira continuou num ritmo de trabalho exagerado, bem maior que o de costume, o escritório estava levando-a a loucura. Não era raro Santana ou Rachel acordarem de madrugada e a verem ainda trabalhando. Era noite de quinta-feira e as duas tinham dormido no sofá, assistindo filme, enquanto Quinn organizava uma papelada de contratos, finalmente tinha conseguido concluir a grande maioria de prazos e não ficaria apertada na semana seguinte. Rachel, que estava deitada no colo de Santana, acordou resmungando algo ininteligível. Jogou o corpo para fora do sofá e passou direto por Quinn, indo para a cozinha. Voltou logo em seguida com um copo d’água e se posicionou ao lado da loira.
"Não desejo sua rotina de trabalho para ninguém." Rachel disse em um tom sério, fazendo a loira sorrir, cansada. "Você vai para o escritório em poucas horas." Alertou.
"Eu sei..." Quinn jogou o pescoço para trás, fechando os olhos.
Rachel se colocou atrás de Quinn, colocando o copo em cima da mesa e deslizando as mãos pelos ombros tensos e rígidos da loira.
"Relaxa..." A morena disse baixinho, muito próxima.
Rapidamente Quinn ficou em alerta, ao mesmo tempo em que seu corpo ficava ainda mais tenso com a massagem da morena. Foi inevitável as imagens que assaltaram sua mente e o arrepio que a percorreu. Rachel pressionava os dedos na base de seu pescoço, descendo antes de voltar a subir e apertar seu ombro, alternando a pressão. Aos poucos o desejo de Quinn foi se esvaindo, dando lugar à tranquilidade. A morena estava desfazendo a tensão e a dor muscular que ela sentia com precisão.
"Dorme um pouco..." Rachel disse acariciando os fios loiros da nuca de Quinn.
"Daqui a pouco eu vou..." A loira respondeu num fio de voz, respirando superficialmente.
A morena se afastou, pegando o copo e terminando de beber o que restava.
"Amanhã a Santana combinou de sair com umas amigas nossas e você está intimada a ir." Ela sentenciou, vendo um sorriso se firmar no rosto da loira. "Você acha seguro acordá-la?" Olhou para a latina que estava ferrada no sono.
"Eu preciso responder?" Quinn arqueou a sobrancelha.
A morena sorriu, bagunçando os cabelos da outra antes de se virar e entrar no próprio quarto. A advogada a seguiu com o olhar e respirou fundo antes de voltar ao que estava fazendo.
...
Estavam bebendo no meio de um grupo de amigas de Santana. A semana estressante e o pedido de Rachel tinha feito-a acompanhar a amiga para um bar alternativo, relativamente afastado da onde geralmente iam. Brody estava deslocado, bebendo cerveja com uma cara entediada, ali só tinham mulheres e elas não eram héteros. Rachel tinha combinado de encontrá-los mais tarde, estava na casa de Kurt depois de passar o dia inteiro conversando sobre seu musical com ele e Blaine.
"Rosario, por que você nunca me levou aqui antes?" Quinn perguntou, um pouco alto demais, devido ao barulho do local lotado.
"Porque é longe..." Santana respondeu de imediato. "A minha amiga não para de te olhar." Ela disse em seguida, apontando uma loira discretamente com a cabeça e sorrindo.
Quinn deu os ombros. A garota era bonita, mas ela ainda estava com outro desejo em mente.
“Nós não sabemos o nome da sua amiga, Santana.” Perguntou a loira.
"Quinn Fabray. Gay, linda e gostosa." A latina soltou uma risada, fazendo Quinn revirar os olhos.
“Ela é realmente linda.” Piscou o olho para Quinn.
Santana ia fazer outra piada quando a mesa parou para olhar. Rachel tinha acabado de entrar no bar, completamente estonteante. Automaticamente os olhos da loira se prenderam na morena, da mesma forma da semana passada. Rachel cumprimentou as meninas e se sentou ao lado de Brody.
"Qual o seu problema?" Santana perguntou, fazendo Quinn desviar rapidamente o olhar.
"Do que você está falando?" A loira questionou, tentando disfarçar o nervosismo.
"A minha amiga está dando em cima de você descaradamente e você não vai fazer nada?"
"O quê?" Quinn relaxou visivelmente ao perceber ao que amiga estava se referindo. "Só porque ela está dando em cima de mim eu sou obrigada a levá-la para a cama, como vocês fazem?"
"Engraçado você falar sobre isso. Brody me disse que você sumiu da boate semana passada. Você estava sozinha Quinn?" A latina estreitou os olhos.
A loira não disse nada. O que arrancou um sorriso triunfante dos lábios de Santana.
"Eu até entendo o seu papo de querer algo sério. De estar cansada de seus relacionamentos não darem certo. Mas, você, assim como a gente, não resiste." A latina afirmou.
"Isso que você falou não faz sentido nenhum. Eu só não estou interessada na garota." Quinn explicou.
As duas continuaram bebendo, a loira tentando mais que tudo evitar pousar o seu olhar sobre a mesa em que uma certa morena conversava animadamente com Brody.
"O amor é uma questão de sorte, Fabray." Santana disse depois de um tempo.
"E isso é o que? O lema de vocês?" Quinn disse levemente irritada.
Santana soltou uma risadinha, antes de beber um gole de sua bebida.
"Eu conheço você. Você sempre foi uma pessoa que dependia das outras pra se sentir em paz. E isso sempre te deu uma sensação de não estar completa. Eu e a Rachel não precisamos de ninguém. A gente sabe o que quer e antes de focar em alguém focamos em um objetivo." A latina disse. "O que eu não esperava Quinn... É que agora você deixasse mulheres te definirem também." Ela focou seu olhar intenso sobre a loira. "Não há nada de errado em ficar sozinha." Finalizou.
"Vocês não precisam de ninguém? Me explica então, por favor, como vocês se tornaram isso que são hoje se a única coisa que aconteceu foi terem perdido alguém de quem nem precisavam?" Quinn estreitou os olhos para a latina. "Eu não sou obrigada a ser como vocês. Eu não quero isso pra mim."
"Você sabe o que eu quis dizer. Nós duas somos fortes. No final de tudo, você é romântica. Talvez até mais do que a Rachel era. Você ainda procura alguém para te amar." Santana declarou.
"E você já encontrou. E teve a capacidade de perder. E se o amor é mesmo uma questão de sorte, acho que você deixou sua chance escapar." Quinn não conseguiu se conter.
"E você sequer encontrou. Me diz, o que é melhor: ter e perder ou nunca ter experimentado nada parecido? Você nunca amou nenhuma de suas ex-namoradas e nenhum de seus ex-namorados. O amor não pode ser uma coisa forçada, Quinn." Santana rebateu.
"Eu amei." A loira falou baixinho, mas parecendo não acreditar no que dizia.
"Quem? Puck?" A latina disse irônica. "Aquilo não passou de um amor proibido de colégio. A líder de torcida atraída pelo badboy. Ou você amou a garota que a sua mãe botou pra correr? Aceite que você cresceu e o mundo não é nada daquilo que você pensava, Fabray." Ela disse naturalmente, colocando mais cerveja no copo.
"Você não precisa me dizer nada disso. Não estou implorando que o amor da minha vida apareça sem mais nem menos. Só não compactuo com a vida que você e a Rachel levam." Quinn então suspirou. "Um dia, tudo isso de que vocês estão fugindo durante todos esses anos vai explodir bem na cara de vocês." Seu tom era de uma preocupação sincera. "Vocês não são fortes, Santana. Vocês têm medo."
"E você não? Cada um lida com isso da maneira que sabe. Não julgue eu e a Rachel, porque você está tão perdida quanto nós. Ou talvez mais." A latina concluiu seca, deixando a loira sozinha com sua bebida e seus pensamentos.
Quinn continuou bebendo, querendo esquecer todo o estresse da semana e toda a frustração que sentia. Não tinha algo em particular que a fizesse se sentir assim. Era somente o rumo que a sua vida caminhava. Sentia-se como em um quebra cabeça muito complicado, forçando peças onde sabia que elas não encaixariam. Riu de si mesma. O que eram aqueles pensamentos afinal?
Seu olhar se desviou naturalmente para Rachel, que agora conversava com uma linda mulher que só faltava babar em cima da morena. Peças que não se encaixam, pensou. Definitivamente precisava beber mais...
A noite fluía aparentemente de forma tranquila. Quinn, cada vez mais bêbada, havia se soltado completamente, conversando alto e rindo estridentemente com Brody e a amiga de Santana que estava interessada nela, descobrindo que se chamava Claire e que era uma companhia muito agradável e engraçada. Rachel vez ou outra lhe lançava olhares intrigados, como se quisesse entender o comportamento da loira naquela noite. Quinn ignorava todos eles. Era uma sensação quase que gratificante ver a morena sofrer pelo seu próprio veneno. Ela também sabia ser indecifrável e alheia.
Levantou-se para ir ao banheiro, tropeçando algumas vezes no caminho. Na volta, se desviou da mesa, indo para uma parte descoberta do bar, apoiando-se na cerca que circundava a área, de costas para o ambiente. O vento frio de NY parecia aumentar a sensação de embriaguez. Não se importava.
"Onde está a Quinn?" Rachel perguntou para Santana, estranhando a demora da amiga.
"Eu tenho cara de quem sabe onde se enfiou a Fabray?" A latina respondeu seca.
Rachel revirou os olhos. Sabia que a loira estava completamente bêbada. Levantou-se da mesa, circulando o bar e varrendo o local com os olhos. Rapidamente localizou a loira, que estava de olhos fechados e parecia rir de alguma coisa, sozinha. A própria morena riu da espontaneidade e embriaguez de Quinn, andando em direção a mesma.
Viu a loira virar e apoiar os cotovelos sobre a cerca, virando a garrafa que tinha em mãos, assumindo uma posição extremamente sexy. A preocupação foi momentaneamente esquecida por Rachel. Quinn utilizava um vestido preto curtíssimo colado ao corpo, com um decote generoso. Seus cabelos estavam ligeiramente rebeldes. A noite que haviam compartilhado voltou a invadir os pensamentos da morena. Sabia que ainda desejava Quinn Fabray e que aquele desejo não havia sido nem remotamente saciado, apesar da incansável performance da loira. Aquela dualidade na relação das duas era como lenha para Rachel, em uma fogueira que estava muito longe de se apagar.
"Estou surpresa com você hoje, Fabray..." Rachel disse, colocando-se ao lado dela e sorrindo de lado.
Quinn encarou a morena de cima a baixo, rindo ironicamente do que fora dito.
"Você ficaria surpresa sobre muitas coisas em relação a mim, Rachel." A loira respondeu, desviando o olhar.
"Acho que não posso mais duvidar disso depois daquela noite." A morena disse naturalmente.
A loira gargalhou. "Que noite? Aquela que você fingiu a semana inteira que não aconteceu?" Quinn jamais diria isso se estivesse com todas as suas faculdades mentais intactas. Não era o caso.
Rachel encarou a loira, que ainda ria do que havia dito, com uma expressão quase que curiosa. Não sabia o que dizer, fora completamente pega de surpresa.
"Eu sou tão ruim assim na cama, Rachel?" A loira continuou. "Pra você foder uma mulher no dia seguinte e ignorar o assunto por todos esses dias?"
Rachel ainda estava sem reação. O que a loira queria dela afinal?
"Fala sério, Fabray." A morena se apoiou também com os cotovelos na cerca. "Foi só sexo." Ela conseguiu dizer, tentando assumir a postura alheia que lhe era tão característica quando se tratava do assunto.
"E você acha que eu não sei disso?" Quinn rebateu de imediato. "Você vai achar agora que eu queria o quê? Te pedir em casamento?" A loira riu. "Quanta pretensão, Rachel Berry. Só não sou qualquer uma que vai para a cama com você." Ela disse em um tom amargo. "Sou a Quinn, antes de tudo. Somos amigas, moramos juntas. Não precisa me tratar como você trata elas. Não vou bater a porta do apartamento porque você não quer mais fazer sexo comigo." Alfinetou.
Rachel duvidava que Quinn sequer registrasse o que estava falando. Mas se ela estava falando era porque o assunto a incomodava de alguma forma. Era esse o problema então? A morena a encarou séria antes de sorrir levemente, causando uma expressão confusa no rosto de Quinn. Passou a língua entre os lábios e se aproximou da loira, prensando seu corpo contra a cerca, colando seus lábios em seus ouvidos.
"E quem te disse que eu não quero mais fazer sexo com você, Fabray?" A morena murmurou com a voz carregada de desejo. "Ainda não estou nem perto de ter provado você do jeito que eu queria..." Sentiu a loira se arrepiar.
Rachel então se afastou da loira, trocando um olhar de pura atração, antes de retornar à mesa. Depois disso, contudo, ficou praticamente impossível para ambas voltarem ao estado em que estavam antes. A troca de olhares se tornou intensa e Quinn se remexia de forma incômoda na cadeira, sem conseguir prestar atenção em nada do que Claire lhe dizia. A morena aproveitou um momento em que nem Brody nem Santana estavam à vista e jogou algumas notas na mesa, lançando um olhar sugestivo para Quinn e saindo do bar. Ela se recostou no carro da loira, esperando. Sabia que Quinn estava seguindo seus passos. Mandou uma mensagem rápida para Santana, que estava com as chaves do seu carro. Precisava chegar em casa...
A loira logo surgiu, estonteante. Ela nada disse, se limitando a jogar as chaves para Rachel, que abriu o veículo e entrou. Quinn fez o mesmo. Estavam de novo dentro do carro, ardendo de desejo uma pela outra. A única diferença era que dessa vez quem estava mais alterada era Quinn. Rachel não ia se deixar dominar aquela noite.
Sua distração era tanta que quase bateu em um carro. Largou o volante, respirando fundo. Tinha que extravasar nem que fosse um pouco. Estacionou o carro de qualquer jeito em uma rua deserta e soltou ambos os cintos, colocando-se rapidamente no colo de Quinn, que a recebeu com igual urgência. Sua cabeça rodava enquanto beijava a loira erraticamente. Quinn estava querendo dominar o beijo, completamente bêbada. Rachel não iria permitir. Quebrou o beijo, respirando ofegante no rosto da loira, antes de puxar levemente os cabelos de sua nuca enquanto reiniciava o encontro de seus lábios. A loira entendeu e se deixou relaxar. Os lábios grossos de Rachel moviam-se com força, enquanto sua língua seguia esse ritmo. Apertou os olhos, sentindo uma leve tontura, aquilo estava intenso demais. Desceu os beijos para o colo de Quinn, traçando o caminho até seu pescoço enquanto ela jogava a cabeça para trás. Um chupão intenso e um gemido foram suficientes para fazerem a morena parar, tentando se controlar. Saiu do colo da loira e voltou à posição inicial no volante. A situação seria cômica se não estivessem tão alteradas, mal conseguiam controlar o próprio desejo que sentiam...
Rachel finalmente abriu a porta do apartamento, deixando-a aberta e indo direto ao quarto da loira, sem esperar por Quinn. Sentia seu corpo arder. Aqueles breves momentos de espera só aumentavam sua libido...
Quinn fechou a porta. Silêncio e presença. Sabia o que a esperava. Não se permitiu pensar, encaminhou-se ao quarto da morena. Estava vazio. Um sorriso tomou seus lábios, enquanto entrava em seu próprio quarto. Uma morena estonteante estava encostada na parede a sua frente. Permitiu-se parar, cruzando seu olhar com o dela. O quarto era fracamente iluminado pela claridade artificial que entrava pela janela. A morena tinha os olhos escurecidos e um sorriso travesso brincava em seus lábios. Seu corpo chamava por ela, em uma necessidade quase que dolorosa. Movimentou-se lentamente em sua direção, sentindo seu coração disparar tanto quanto o dia na boate, mas não desviou o olhar. O quarto parecia pequeno diante de todo o seu desejo. Assim que colou seus corpos, sentiu a morena lhe guiar para frente, em direção à cama. Seu olhar era de extrema luxúria.
"Hoje você é minha." Rachel falou em tom autoritário, com uma voz extremamente sensual, empurrando a loira na cama.
Quinn bateu as costas contra o colchão macio, sentindo Rachel se colocar por cima dela. Rapidamente suas mãos foram ao corpo da morena, no que foram impedidas por ela, que as segurou com força. Ela sentiu o próprio pescoço ser sugado por Rachel e o perfume inebriante da morena invadir suas narinas. As mãos da morena subiram pela lateral do seu corpo, alcançando o zíper do vestido da loira, tendo dificuldades para deslizá-lo. Elas não lidavam bem com roupas e sua impaciência era tamanha que arrebentou o fecho, pondo-se a deslizar o vestido pelo corpo da loira e jogando-o num canto qualquer. Tomou com voracidade os lábios de Quinn, que correspondeu na mesma medida. Continuou segurando os braços da loira acima de sua cabeça com uma mão, enquanto a outra retirava habilmente o sutiã sem alças que ela usava, havia pressa em vê-la nua e entregue. Rodeou os mamilos do seio direito da loira com os dedos, apertando-os logo em seguida, sem qualquer tipo de delicadeza.
Sua língua dominava a boca da loira, que parecia prestes a perder o controle. Abandonou os lábios avermelhados, deixando algumas mordidas ao longo do caminho, tomando os seios de Quinn com a boca sem qualquer tipo de pudor, fazendo com que os gemidos da loira invadissem o ambiente. Finalmente largou os braços da mesma e se dirigiu à calcinha já úmida, arrancando-a da mesma forma. Quinn parecia incapaz de esboçar qualquer reação às atitudes de Rachel. A morena rapidamente desfez-se do próprio vestido e se permitiu, por uma fração de segundo, admirar o corpo a sua frente. A loira estava ofegante, os olhos fechados, os cabelos curtos bagunçados, a intimidade completamente exposta, seus seios subindo e descendo rapidamente devido a respiração descontrolada.
Era uma imagem que fascinava Rachel... Ela nunca imaginou que um dia isso pudesse acontecer. Várias coisas passavam rapidamente por sua cabeça, vários momentos que as levaram para onde estavam agora. Ela precisava sentir qual era o gosto de Quinn Fabray. Segurou as pernas da loira na altura das coxas, abrindo-as. Sem qualquer tipo de preliminar ou aviso, abocanhou seu sexo, deslizando a língua por toda sua extensão. Ouviu um gemido involuntário escapar de seus lábios, misturando-se com o da loira. Continuou explorando aquela área com vontade, lambendo e chupando toda a extensão dela, sem se deter em nenhum ponto específico. Quinn agarrava-se aos lençóis e a morena sentia que estava levando a loira à loucura, ouvindo-a gemer seu nome sem parar, enquanto pressionava seu quadril freneticamente contra sua boca, ajudada pelos movimentos da própria Rachel, que apertava suas coxas, trazendo-a pra mais perto de si.
Mas aquilo não era o bastante. Rachel deu uma última lambida, deixando um leve chupão em sua coxa esquerda. Pegando a loira de surpresa, virou-a na cama, deparando-se com a perfeição das curvas de Quinn. Como ela era gostosa! Não havia uma imperfeição sequer. Quinn Fabray era a própria definição de pecado. Sentia o desejo lhe queimar novamente o corpo. Colou seu corpo no da loira, sentindo-se também estremecer de desejo com o contato. A sensação de estar por cima, com seus seios roçando nas costas nuas de Quinn e sua intimidade friccionando a pele branca eram capazes de provocar uma explosão de prazer em si nunca antes sentida. Precisava mostrar para Quinn que ali, naquele momento, o corpo da loira a pertencia e ela faria com ele o que bem entendesse.
Arranhou as costas da loira, apertando suas nádegas de forma necessitada. Ouviu Quinn chamar pelo seu nome, completamente perdida no próprio desejo. Aproximou sua boca da orelha esquerda da loira, rindo rouca e provocantemente com o pensamento que lhe assaltou... A vontade de ter a loira subjugada era mais forte do que tudo.
"Eu quero você assim, Fabray... E eu quero agora." Rachel ordenou, se afastando em seguida.
Nada poderia tê-la preparado para o que aconteceu a seguir. A loira, sem qualquer tipo de hesitação, apoiou-se nas próprias pernas, inclinando-se levemente para frente, apoiada em seus cotovelos, sentindo a respiração quente da morena em sua nuca. Rachel sorriu safadamente, vendo o quanto Quinn estava entregue ao momento. Posicionou-se melhor por trás da loira, inclinando-se sobre suas costas o máximo que pôde, abrindo suas pernas. Penetrou-a com a mão direita, enquanto a esquerda segurava os cabelos loiros desalinhados, puxando-os com certa força. Quinn soltou um gemido estrangulado de prazer, enquanto a morena estabelecia um ritmo.
Ver como o corpo da loira reagia e se rendia aos seus movimentos a inundava de uma satisfação que só aumentava o pulsar de seu próprio sexo. Mas foi quando ela agarrou seus seios e mudou a penetração para que seus dedos também estimulassem o clitóris da loira que Quinn gritou de prazer, pedindo por mais. Ela aumentou o ritmo, distribuindo mordidas pelas costas da loira. Os gemidos de ambas inundavam o quarto e Rachel estocava cada vez mais intensamente, mas de uma forma diferente de Quinn, era mais errática, mais guiada pelo desejo, mais impensada. Mas sabia que a loira não demoraria muito mais...
"Você pensou que eu só ia me deixar dominar?" Rachel sussurrou sobre a pele da nuca da loira.
"Rachel..." Quinn gemeu, completamente ofegante.
"Você vai gozar pra mim, Quinn? Me diz..."
Aquilo foi o limite para a loira. O incentivo verbal de Rachel havia arrancado dela um orgasmo profundo, que estremeceu todo seu corpo e fez com que ela cedesse, jogando-se na cama, buscando o ar com dificuldade. A morena respirava sobre seu corpo, deixando leves mordidas pelos ombros e pela nuca. Devagar virou Quinn, podendo encará-la. O rosto vermelho e suado era o máximo que conseguia deduzir. Beijou a loira sentindo o hálito da bebida e o seu gosto. A loira parecia anestesiada, o que a fez se perguntar se agiriam dessa forma estando sóbrias.
Era impossível que suas mãos não acariciassem a pele pálida, traçando contornos por seu corpo, arranhando, deixando marcas. Ela se deteve no pescoço de Quinn, sugando a região, ouvindo-a gemer fracamente. Sua mão desceu devagar e deslizou sutilmente pela intimidade da loira, que ofegou. Estava extremamente sensível...
E era apenas o começo da noite.
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