How To Be A Heartbreaker
2 The Only Thing Worse Than A Woman Scorned, Are Three
Notas iniciais
— Caroline, eu não estou me sentindo bem vestida assim.
Elena reclamava desconfortável enquanto tentava arranjar pano onde não tinha no uniforme de animadora de torcida. Realmente não concordava, mas Caroline garantira que entrar para as líderes de torcida era a forma mais fácil de tornar-se popular para chamar a atenção dos garotos.
Por que será, né? Sinto como se pudesse-se ver até meu útero!
— Isso é mesmo necessário?…
— Cala a boca, Elena. — disparou Caroline, desviando o olhar de seu reflexo no espelho do vestiário rapidamente. Davina saltou do mármore do lavabo alarmada.
— O que foi? Vem vindo alguém?
— Não, mas a voz dela me dá dor de cabeça. — deu de ombros.
— Ok, Elena concentre aqui, vamos repetir. — Bonnie chamou sua atenção — Oi, amor. — ela tentou imitar o comportamento do garoto. — Elena certo?
— Comigo não foi um encontro casual…— Care interrompeu-a.
— Ninguém liga, Davina. — cortou espremendo os olhos desdenhosamente. — Andem, terminem logo essa palhaçada.
— Sim, prazer Kol. — Elena sorriu, voltando a focar no “ensaio”
— Errado! De novo. — Caroline usou o alto-falante da torcida para repreender a morena e ensurdecer todo mundo mais do que os vídeos do Cellbit no processo.
— Isso é bobagem. — Davina resmungou impaciente. — Por que não partir à ação?
— Davina você além de vadia burra é cega? — Caroline a encarou como se incrédula, então apontou Elena menosprezando-a. — Olha para isso. Se ela encontrar com ele assim, nosso plano vai acabar tão desastroso quanto seu corte de cabelo.
— Eu não acho. Ele namorou você. — Davina cruzou os braços, sorrindo sarcástica.
Caroline logo replicou e viria mais uma briga, não fosse Elena surtar antes.
— A-ai meu Deus, e-eu disse que isso não iria d-dar certo… — e sim, ela costumava gaguejar quando nervosa. Caroline a puxou e acertou-lhe um tapa.
— Cala a boca, menina! Você sabe que eu não gosto de gente que trava a língua!
— Elena, você não pode agir como se já ouvisse falar sobre ele e se importasse, e sim como se sequer prestou a atenção ou soubesse quem ele é. — explicou Bonnie. Quer dizer, a garota acabou de levar um tapa, mas quem liga?! Se já há um pensamento contemporâneo que dita “Um tampinha não dói, só um tampinha”.
— Isso, seja confiante e controle a situação a seu favor. — acrescentou Caroline.
— E sedutora, mas de jeito delicado e como se inocente. — Davina completou.
— E acima de tudo: calma. — Bon frisou. — Se ficar nervosa assim, se atrapalhará. — Elena concordou com a cabeça. — Certo, mais uma vez… Olá amor, eu sou Kol.
— Ninguém liga. — Elena olhou com desdém mostrando sua melhor bitch face. Todas observaram surpresas e trocaram olhares impressionados em aprovação entre si.
— É isso garota! — começaram a elogiar. Elena sorriu batendo palminhas.
— Peguei emprestado com a Caroline. — olhou para a loira que sorriu vitoriosa.
— Eu estou começando a gostar de você.
Todas rimos e ainda ensaiamos um pouco mais antes das aulas começarem, como se eu fosse uma atriz sendo preparada para um personagem. Embora estivesse mais para Como Perder Um Homem Em Dez Segundos Dias do que para romance Mary Sue. Porém, quando o período de educação física aproximou-se soube o que se aproximava também. Tive de lutar para conter o nervosismo, ou pelo menos para não dar nenhum ataque de pelanca na frente delas. Principalmente de Caroline, fala sério, aquele tapa estava doendo até agora, essa garota deve tomar o Biotônico direitinho, eu hein.
Enfim, quando Caroline me levou para ensaiar com elas, bem, digamos que no meu primeiro dia já arrasei. Já arrasei com a pirâmide, pois tenho tipo de uma acrofobia e quando inventaram de me pôr no topo, digamos que o camarada Newton não gosta muito de mim, porque acho que suas leis foram feitas para me tombar. Literalmente. Meu cóccix está doendo até agora (sempre quis dizer isso, “cóccix”, é um nome tão chique para um osso. Fêmur deve sentir inveja.).
— Não se lamente. Muita gente já fez pior… — Caroline dizia a outra enquanto terminavam de arrumar as coisas para deixar o ginásio.
— Nossa, é realmente um alívio. Obriga…— Elena sequer pôde terminar ou se sentir melhor antes da outra interromper, sincera demais:
— Você sabe que só falei isso para você se sentir melhor, não é? — acentuou. Não, eu não sabia e preferia continuar sem saber, Elena pensou. Mas então, a loira sorriu em divertimento diabólico. — Mas admito que foi hilário como fez a Meredith bater com o nariz falso no chão, eu sempre quis que isso acontecesse desde a operação.
Elena assustou-se com aquela brincadeira, mas acabou por acompanhar a outra em uma risada. O que durou apenas alguns minutos quando Caroline franziu o cenho em um semblante desgosto em puro lamento.
— Oh não. — suspirou pendendo a cabeça.
E ao acompanhar seu olhar, Elena parou de rir imediatamente e abriu a boca em um perfeito “O”, apavorada, ao perceber alguns garotos voltando ao vestiário e no meio deles, ninguém menos do que Kol Mikaelson. Ela definitivamente não estava preparada, mas o destino parecia tocar um foda-se para isso e gostar de ver o circo pegar fogo —e de rir na cara dela—. Caroline tratou de virar para ela e soltar sem nenhuma delicadeza a fita de seu cabelo e passar os dedos nos fios lisos castanho-escuros como se tentasse dar um jeito escovando com os dedos. Como ela foi esquecer que ás vezes os garotos deixam as coisas lá antes de ir?!
— Ok, solta esse cabelo, cara de bonita, empina a bunda e vai dar tudo certo. — instruiu a loira, encarando-a firmemente. — Agora, vai.
Elena acenou positivamente e deu as costas preparando-se para sair. Caroline acertou-lhe um tapa na bunda rapidamente.
— Rebolando! — relembrou a loira.
Os meninos, como sempre, secaram a loira e trocaram comentários entre si enquanto esta apoiou a mão no quadril sorrindo convencida, não que não soubesse, mas adorava se sentir desejada. Kol aproximou-se das bolsas de esporte nos bancos.
— Care? O que ainda faz aqui? — estranhou, já que ela era sempre a primeira a sair.
— Esperando você aparecer. — ironizou a garota arqueando a sobrancelha e sorrindo ao perceber o olhar do garoto perceber Elena ainda se afastando.
— Quem é aquela? — questionou-a. Caroline fingiu indiferença.
— Elena, é a novata, estava ensinando uns truques para ela. — deu de ombros.
— Bonitinha. — Kol sorriu do jeito travesso e Care soube: estava dando certo.
— Nem tente, ela só sai com universitários. Um conselho que vou tomar para mim. — tratou de incrementar e sorriu desdenhosa no final, segurando o rosto do garoto e depositando-lhe um beijo na bochecha na maior falsidade. — Tchau, babe.
Deixou o lugar sorrindo vitoriosa e encontrou Elena no corredor que esperava por ela nervosamente.
— E aí? Ele disse alguma coisa? — indagou á loira. Care sorriu levemente.
— Bonitinha. — arrependeu-se no instante seguinte por Elena, entusiasmada, soltar um grito pouco estridente.
Japão
— Mulhel, acho que a foca da jantal tá se afoganda né?
— Ele disse?! Disse mesmo? Ai meu Deus! Você nem me apresentou para ele! — dizia a morena de grande sorriso empolgado.
—Elena, bata na sua cara antes que eu bata.
— Por quê?
Caroline, de supetão, acertou-lhe na face o milésimo tapa do dia. Rochelle: “Peraí que eu vou lá buscar o remédio”. Elena encarou-a incrédula.
— Por que você fez isso?!
— Essa reação está terminantemente proibida, entendeu?! — Care apontou-lhe o dedo, autoritária. — Só Deus na causa mesmo para esse plano dar certo.
A loira negou com a cabeça e saiu na frente, enquanto Elena ainda acariciava a bochecha, voltando a acompanhá-la.
— Ai…
Bonnie divagava sobre seu objetivo do momento: tornar-se uma trabalhadora assalariada, pois por enquanto, era escrava mesmo e seu pai quem tinha sua carta de alforria. Rudy, quando tinha outro compromisso, fazia a filha “trabalhar” como sua assistente não remunerada para adiantar papeladas. Nessas horas ele não a considerava “uma criança”, não é? Ou então o processaria por trabalho infantil.
Retornou com o fichário das campanhas e apoiou-se a mesa. Entretanto, foi interrompida pelo sarcástico timbre agudo masculino que aproximou-se.
— É covardia comigo usar essa posição, Bon Bon. — ela revirou os olhos.
— Vá embora, Damon. — disse sem tirar os olhos do que estava fazendo. No entanto, o moreno adentrou, encostando-se preguiçosamente na mesa de ofício.
— Soube que terminou com seu namoradinho. — Damon comentou com falso olhar pensativo ao erguer o dedo indicador. — Melhor: soube que ele terminou com você.
— Oh Damon, a que ponto você chegou. Ouvindo fofocas de adolescente. — Bonnie tirou os olhos dos papeis para encará-lo, irônica. — Não está muito velho para isso?!
— Ouch. — fingiu ofender-se. — Bem, eu ainda tenho um irmão adolescente, se não se lembra.
A morena praguejou internamente. Kol e Stefan tinham de ser amigos?!
— Me deixe em paz. Tenho mais o que fazer para perder tempo com um riquinho vagabundo feito você. — puxou os papeis selecionados e levou á copiadora.
— Rude. — ironizou Damon acompanhando-a. — Eu só estava me oferecendo, sabe, se estiver precisando de…
— Deixe-me adivinhar, — Bonnie interrompeu impaciente. — “um ombro amigo”?!
— E todas as outras partes “amigáveis” que preferir. — os brilhantes olhos azuis intensos reluziram diante ao sorriso malicioso. Bonnie fez cara feia.
— Saia! — apontou a porta seriamente.
— Sabe, você deveria ser mais gentil comigo, bruxinha. — Damon usou o apelido que dera á ela após, segundo o próprio, ser tantas vezes uma “bruxa” consigo. — Assim, eu não vou convidar você para o evento mais esperado do ano.
Sinalizou com o envelope em papel de carta pretensiosamente sofisticado que segurava e ao virá-lo para a morena, Bonnie viu seu nome e sobrenome em caligrafia impecável na parte de trás. Damon sorriu convencido e a garota de imediato entendeu de que se tratava. A festa do Salvatore todo o ano em abril. Era como uma tradição e um dos eventos mais “socialmente importantes”, além da de aniversário, em junho.
— Sua festa já é nesse sábado?! — Bonnie não escondeu a surpresa, não percebera o passar do tempo. Ergueu a mão para o convite, mas Damon afastou o braço.
— E eu iria levá-la como minha convidada de honra, mas não está merecendo. — foi seguida novamente ao voltar aos afazeres. — É assim que você agradece?! Eu estou entregando o convite pessoalmente, qual é, isso é uma honra!
— Preferia ter mandado entregar na minha casa, como os outros. — Bon replicou.
— É, mas assim eu não poderia ouvir você dizer: “Obrigada, Damon, nem sei como agradecer”, então eu iria sugerir um beijo, e nós bagunçaríamos essa sala. — Damon apontou primeiro para ela, depois a si próprio e por fim abriu os braços e desviou os olhos pela sala, sorrindo sugestivamente.
— Tentador, mas vou recusar essa sugestão. — Bonnie desdenhou.
Sequer fazia questão de qualquer jeito. Afinal, estava com Kol até poucos dias a última vez que falara na maldita festa quando iriam juntos. E agora, não via sentido, principalmente se Damon Salvatore fosse ser seu par, o que era surpreendente, ele sempre aparecia com diferentes supermodelos a cada ano e agora chamava-a?
Porém uma luz divina pareceu iluminá-la repentinamente. Festa!, pensou, e se isto fosse um desenho animado, uma lâmpada piscaria sobre sua cabeça, Claro!
— Mas… — Bonnie mudou a postura e virou-se com semblante menos severo.
— Posso pensar, se você acrescentar alguns nomes na lista para mim.
— Hã, hã, bruxinha, não é assim que funciona. — Damon negou com o dedo e baixou a cabeça sorrindo divertido. Apoiou-se a mesa, inclinando-se para manter o rosto em mesma altura ao dela. — Nomes a mais, têm um preço adicional.
— Pode esquecer.
— Então pode esquecer os nomes na lista.
— Ótimo! — a morena esbravejou, retornando ao ofício e ignorando-o.
Damon suspirou, deu-se por vencido. “Sua morena” era mesmo complicada.
— Tudo bem, vamos negociar: eu acrescento os nomes que quiser e acrescentamos jantar e, quem sabe, café da manhã. — arqueou as sobrancelhas sugestivamente.
— Companhia para a festa. É tudo. — Bon cruzou os braços, mostrou-se irredutível.
— Fechado. — aceitou o moreno, sorrindo vitorioso. — Pego você á meia-noite.
Davina apressou-se durante o trajeto sem tirar os olhos do horário no relógio de pulso, o que acabava por fazê-la tropeçar várias vezes no asfalto íngreme da calçada. Até finalmente parar e tentar controlar a respiração descompassada ao encarar o prédio mais moderno e esbelto de Mystic Falls. Os vidros chegavam a reluzir em azul, perfeito contraste com o concreto em um efeito metálico. A garota adentrou.
Após confirmar os dados na recepção, uma das moças de terninho azul marinho a acompanhou até a sala, apesar de Davina explicar já conhecer o caminho.
— Elijah! — exclamou a jovem e os olhos brilharam junto do sorriso contente.
Dirigiu-se rapidamente ao imponente homem de terno afastando-se da mesa de ofício, elegante como o perfeito lorde que sabia ser. Ele deu-lhe a honra do vislumbre de seu pequeno, mas extremamente encantador sorriso cordial.
— Olá, Davina. — a garota logo pulou em seu pescoço de supetão.
— Meu Deus, ou eu estou encolhendo, ou de alguma forma você continua a crescer. Parece ainda maior do que na última vez que o vi. — pontuou divertidamente após soltarem-se, enquanto conferia a altura dele que a fazia sentir-se uma anã.
— Já faz algum tempo, é verdade. — Elijah concordou. — E como está Marcel?
— Ele está bem, mandou lembranças. Oh, e tenho que te agradecer, se não fosse por você ficaria trancada em casa o resto do dia, e da minha vida. Apesar de você querer me colocar no serviço, mas antes isso do que virar uma Rapunzel do século XXI.
Achou graça. Indicou às cadeiras fronte a mesa e ela sentou graciosamente.
— Então sua proteção excessiva com você permanece a mesma, eu suponho.
— Se não pior após descobrir do Kol… Aliás, seu irmão é um idiota. — Davina não importou-se em ressaltar, ressentida. Elijah baixou a cabeça suavemente com um mínimo sorriso. A garota então balançou a sua, espantando aquilo para longe e sorriu motivada. — Bem, hoje é o meu primeiro dia como auxiliar Sr. Mikaelson.
— “Sr. Mikaelson”? — Elijah indagou ao estranhar, divertindo-se.
— Gostou? Eu andei treinando. — vangloriou-se a jovem.
Mas sabia ser complicado acostumar-se a chamá-lo assim. Logo Elijah, quem era praticamente da família após tudo o que fez por ela com a morte dos pais e o complicado processo de guarda para Marcel, o qual o Mikaelson ajudou a facilitar.
— A propósito, que tal começar chegando na hora amanhã, senhorita Claire?
— Ei, tecnicamente não estou atrasada. Seu relógio é cinco minutos adiantados. — Davina sorriu orgulhosa do próprio argumento. Porém, arregalou os olhos azul-esverdeados ao lembrar falar com o então chefe. — Q-quer dizer… Sr. Mikaelson.
— Neste caso, a primeira ordem é para, por favor, parar com esse “Sr. Mikaelson”. — disse Elijah contrário a aquele tratamento. Davina sorriu.
— Sim, Elijah.
— Melhor, obrigado.
— Oh, espera, antes de voltar a essa linha patrão/empregado, quero avisar que vou querer saber tudo. Como estava Nova Orleans e tudo o mais sobre a viagem. Você passou dois anos na minha amada cidade natal, vou querer detalhes! — afirmou a garota, curiosa. O Mikaelson acenou positivamente e seus lábios esgueirarem-se.
— É bom vê-la, Davina.
— Sabe que eu estava com muitas saudades, não sabe?! — admitiu sorridente.
Elijah concordou.
A garota não prolongou a se retirar. Davina sabia que não poderia tomar mais tempo dele, Elijah é um homem ocupado e não queria atrapalhá-lo. Todavia, estava com saudades do amigo e o teria convidado para o jantar, como Marcel propôs, hoje mesmo, contudo, o empresário acabara de chegar. O coitado devia estar cansado.
Além disso, o homem acaba de passar dois anos afastado da esposa, e pior ainda, sendo recém-casados, deveria estar louco para encontrar Hayley e aproveitar o tempo para passar com ela. Seria melhor deixar para outro dia. E foi pensando nisso que teve a ideia de, como auxiliar, levar um café para ajudá-lo a conseguir concentrar-se após uma viagem exaustiva. Então, o fez.
— Oi, trouxe o café. — anunciou com um sorriso animador após bater a porta, adentrando com a bandeja em mãos e levando-a até a mesa. — Sabe, acho que vou ser uma ótima auxiliar… — comentou, olhando-o de lado sugestivamente. — Quem sabe eu já não possa ser promovida?
— Davina. — Elijah soou como uma repreensão, embora sorrisse.
— Foi só uma ideia. — deu de ombros de falsa inocência. — Que tal um aumento?
Ele riu levemente balançando a cabeça, Davina é a única que o faria rir após cansativas horas no avião e sem descanso antes do dia estressante no escritório.
— Bom. — elogiou Elijah ao provar a bebida.
— Ei, por que você parece surpreso?! Meu café é ótimo! — Davina fingiu indignação, mas ao movimento de apoiar as mãos no quadril, acabou por pechar com o cotovelo no bule e derrubar o mesmo sobre o colo do homem antes da cerâmica espatifar-se ao chão. — Oh, meu Deus. Desculpe… Eu vou limpar isso, eu juro…
A morena abaixou-se com o guardanapo de imediato e esfregou-o na perna de Elijah rapidamente, ainda mais pelo café estar quente. O Mikaelson tentava afastar o tecido da pele e evitar o contato com o líquido quente, ainda surpreso diante ao ocorrido repentino.
— Davina, não é necessário, pode deixar… — disse Elijah, mas Davina nem parecia escutá-lo, nervosa em concertar a burrada que acabara de fazer.
— Não… Não se preocupe, é rapidinho, já estou acabando… — dizia ela, limpando depressa.
Como se em uma comédia de Hollywood, a porta da sala abriu-se e o gestor da empresa encarou a cena, boquiaberto. Deixou escapar a pasta de papeis que tinha nas mãos.
— A-acho melhor voltar outra hora… — balbuciou o jovem diante ao momento constrangedor.
— Oh, não, tudo bem. Eu já acabei. — a morena ainda não havia percebido a conotação diante a cena, porém ao encarar o rapaz de face corada, acabou entendendo. — A-ai meu Deus, não! Eu só estava limpando! — ela não teve certeza de como soou. Tentou de novo:
— O café…
— Está bem, Davina. Pode sair, obrigado.
Elijah, claramente desgostoso, encarava o lambuzo em seu terno caríssimo e espantando as mãos para livrar-se da meleca.
Davina saiu cabisbaixa. Este era o pior: ele ter se chateado com ela após dois anos sem se ver. Mas quem mandou ser tão desastrada?! Eu hein, só esse tempinho de convivência com a Elena e já peguei a urucubaca dela. Tá amarrado!, praguejava ela, E ele tem razão em ficar bravo, fazer logo Elijah Mikaelson passar um papelão desses, digno de filme pornô de quinta! Já imagino até títulos bregas “Festinha no Escritório”, “Elijah Bengala”, “50 Tons de Cafezinho”. Mereço!
A chegada de áudio no whatsapp a despertou dos devaneios martirizantes. Era de Bonnie.
— Meninas, reunião de emergência! Tenho a ideia perfeita para dar inicio ao plano. Três palavras: Festa de Abril.
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