How To Be A Heartbreaker
3 Don't Stop The Party - Parte 1
Notas iniciais
Só rico para dar festa atoa. Na minha cidade esperava-se o ano inteiro um aniversário para comer de graça e depois só na ação de graças em que, ainda tinha de aguentar a piada anual do tio “Pavê ou pacumê?” E ele não desiste, espera todo o ano para fazer essa piada. E eu ainda rio??
Eu hein, com esse dinheiro fazia a festa na padaria da esquina, e não iria comprar esses salgadinhos de rico não, iria ser aqueles que você sabe que já está cheio, mas não consegue parar de comer. Não que me oponha à festa, definitivamente adoraria ser uma das pessoas que vai se esbaldar, nesse salgadinho eu vou cair assim. Mas não poderei, ou Caroline vai me dar aquela famosa tamancada. O que tirou toda a graça de ir, mas como não tenho escolha, espero que tenha bolo.
Com o alerta do facebook, fiquei minutos encarando a tela boquiaberta diante a solicitação de amizade. Uma solicitação??? Eu nunca tive uma solicitação, acho que vou tirar print e mandar no grupo da família, já que até agora só mando “kkk”. E após abri-la; hora da morte: onze e meia. E assim acabou a história.
Mentira bobos, ainda “tô” aqui. Embora tenha soltado um berro e me estatelado no chão ao tentar saltar da cadeira giratória. E sendo eu, claro que não parou por aí. A cadeira atingiu o baú da cama e voltou com ainda mais força para mim. Strike!
Quando consegui levantar, toda escabelada e mais roxa que aquele bicho do Teletubbies, pulei ao computador. E tendo certeza, berrei novamente. Sim, Kol Mikaelson me adicionou, chupa tia Anna, que sempre pergunta “e os namoradinhos?”, sabendo que eu não tenho.
Puxei o celular e joguei-me preguiçosamente na cama enviando um áudio ás meninas atualizando do plano, porém, elas demoraram a responder. E então, ele me chamou no Messenger. E aí sim… Hora da dancinha de comemoração! Peguei o microfone quebrado e os vizinhos agradecem do karaokê e subi na cama.
— I'm sexy and I know it! — Elena gritou fazendo a dancinha sobre o colchão, e quando a música acabou, cantou outra. — I woke up like this, I woke up like this, I’m flawless “monamu”! — “cantava” ou grasnava e tentava imitar Beyoncé pulando e rebolando feito um boneco inflável de posto, com suas perninhas de saracura. — Respect that, bow down bitches! B-bow down bitches, bow down bitches…
Já estava na terceira quando John, sem aguentar mais aquela tortura, entrou no quarto —sendo aplaudido de pé pela vizinhança—.
— Elena, mas o que é isso?!
— …Work, work, work, work, work… — se interrompeu ao parar repentino da música e virou-se. — Droga, John! Está estragando a minha performance, eu estava lacrando!
— Você está brincando?! Os vizinhos estão quase chamando a polícia, isso se eu não chamar antes! — disse-lhe cruzando os braços em desaprovação.
— Tá, tá, vamos, saia do meu quarto! — a garota o empurrou para a fora.
E recuperou o celular para enviar apenas um “oi” indiferente. Como se não houvesse acabado de fazer a cama de sambódromo. E finalmente, as meninas responderam. Caroline perguntou:
“O que foi?”
“Mandei áudio, não ouviu?”
“Áudio de cinco minutos, Elena, vai se foder”
“Kol adicionou ela, é isso” Davina resumiu.
“E daí? Adicionei minha avó no facebook, mas eu não beijaria aquele dragão nem se me pagassem. Fora que você nem deveria ter aceitado, para começar” Care retrucou.
“Ele perguntou se vou à festa sábado” Elena avisou. “Coloco ‘sim’ e um emoji?”
“Elena, não me faça ir aí dar um tapa nessa sua cara de sonsa” respondeu Care.
“E se eu colocar só aquele tradicional?”
“Não coloca o maldito emoji ou eu vou te mandar o emoji do cocô” Caroline ameaçou.
“Pegou pesado” Bonnie digitou.
“Ok, desculpe”
“Quer saber? Nem responda, ignore ele.” Davina decidiu e todas apoiaram.
O sábado chegou e estávamos todas na minha casa. Davina dormiria aqui após a festa para escapar do tutor. Então, combinamos de todas arrumarem-se aqui, embora a loira não tenha gostado de desmarcar o salão. Mas foi lucro, já que ela parecia uma maquiadora profissional, e me senti uma atriz: maquiada por Caroline, Bonnie arrumando meu cabelo e Davina na escolha dos vestidos entre os que Care trouxe ela acha que eu sou uma mendiga, talvez?
— Está brincando?! — Elena soltou, abismada ao encarar o salto do sapato. — Sou um desastre com salto alto, tropeço em tudo, se não acabar caindo. É uma péssima ideia!
— Então vai ter de aprender a desfilar neles nas próximas horas. — rebateu a loira. Então pareceu ter um estalo. — Oh, e vou dormir aqui também.
— Fala sério. — Davina revirou os olhos.
— Oh desculpe, acha que eu queria aguentar você mais do que o necessário?! — Care rebateu, sarcástica. — Mas, antes você do que o novo namorado da minha mãe.
— Sua mãe desencalhou primeiro que você?! — Bonnie sorriu debochada, Caroline mostrou o dedo do meio.
— O pior não é ela estar namorando, e sim é com quem. — a loira franziu o cenho.
— Quem é? — indagou Elena e ela devolveu um educado “não é da sua conta”.
— Ei, qual vestido? — indagou Davina, erguendo primeiro um azul.
— Colegial sexy. — Bonnie opinou, examinando o vestido. Davina então ergueu o outro, roxo. A morena fez careta. — Avó crente.
— O azul então.
— Pronto, pode olhar. — anunciou Caroline orgulhosa de seu “trabalho”.
Elena girou na cadeira, ficando de frente para a cômoda e ao observar-se, arregalou os olhos e deixou o queixo cair. Por um momento, duvidou ser ela mesma, quase não se reconhecia. Raramente usava maquiagem, tampouco para a escola, já que saia sempre atrasada —resultado de dormir mais que a cama—. Caroline deveria trabalhar com isso, já que estava tipo o maquiador de O Diário Da Princesa.
— Nossa… — suspirou impressionada. Bonnie também ficou surpresa.
— Caroline, você é muito boa!
— Eu sei.
— Uau! — Davina aproximou-se com um sorriso impressionado. — Elena, você está uma gata! Se eu fosse um menino, eu te pegaria. — todas riram; ela, Bonnie trocaram assovios e mexeram com a morena, que até acompanhou-as.
— Ok, eu admito… — assumiu a loira após todas encararem-na. — Até que ficou bonitinha.
As vaias e truques sonoros, zombando brincalhonas, logo vieram e ao tentar silenciá-las, Caroline arremessou-lhes uma almofada, a qual Davina jogou de volta nela, enquanto Bonnie e Elena atiraram cada uma um travesseiro.
— Parem com isso, vadias, vão borrar minha maquiagem! — resmungou a garota tentando livrar-se delas. — Oh, vocês querem guerra?!
A garota pegou outro travesseiro e a bagunça no quarto se formou, enquanto tentavam disparar sobre os móveis ou para trás deles enquanto tentavam acertar umas as outras. Foi a primeira vez que Elena as viu brigando apenas na brincadeira ao invés de alfinetando-se ou tentando se matar.
— Parou!… Vamos acabar… suadas e escabeladas para a festa… — repreendeu Caroline, ofegante como todas, tentando sair debaixo da montanha de travesseiros.
— Alguém… me ajuda… — pediu uma Davina esparramada no chão. Elena se arrastou no colchão e Bonnie até tentou impedir quando ela rolou para fora e caiu da cama, mas estava afundada demais sobre as cobertas.
Elas se entreolharam e riram. E depois de mais alguma pausa, voltaram a terminar de se arrumar.
— Ok, eu vou fazer a pergunta! — exclamou Davina sem resistir à curiosidade, debruçou-se sobre a cômoda. — Conta aí Bonnie, você vai pegar o Damon hoje?
— Ew. — a morena fez careta e as outras riram. — Claro que não, vou evitar ele.
— Mas você não vai ser o par dele? — Caroline estranhou.
— Quando fiz o pacto com o Diabo, tomei precauções! — Bonnie sorriu orgulhosa.
— Prometi a companhia para a festa, não disse que iria ser eu.
— E eu sempre tomando no cu! — Elena resmungava de braços cruzados e expressão fechada, enquanto ainda estava no andar de cima da mansão Salvatore com as meninas. — Eu não sei porque a Bonnie não aceitou, por que têm de ser eu?!
— Porque é perfeito! Vai entrar com ele, todos vão olhar para você. — diz Davina.
— Ei, eu não sou um pavão para ter que chamar a atenção.
— Pare de reclamar. É só para descer umas escadas! — Caroline revirou os olhos.
— E fiquem quietas, eu estou tentando ouvir a briga. — completou a loira, sorrindo diabólica enquanto tentava ouvir a conversa de Bonnie e Damon, mais afastados.
— Que palhaçada é essa, Bonnie?! Nós tínhamos um acordo. — cobrava o anfitrião.
— E ainda temos. Eu prometi companhia para a festa, não que eu seria essa companhia. — frisou a morena dando de ombros com falsa inocência.
— Espera, você jogou o meu jogo contra mim?! Baixo… Mas genial. — Damon analisou incrédulo, porém se atreveu a admitir, surpreendido.
— Não seja dramático, você quem provocou. — Bonnie defendeu-se e se afastou.
— Bem, eu vou descer. Vejo você lá embaixo.
— Cuidado, bruxinha. Você está lidando com o mestre, talvez trapaceie. — Damon sorriu diabólico. Ela sequer virou-se.
— Veremos.
— Você é diabólica Bonnie Bennett. Eu ainda vou casar com você.
Enfim, não houve jeito, como Damon já esperava, afinal, se tratava da arisca Bonnie Bennett. Bem, pelo menos a garota era bonita. Assim, ele entrou de braços dados com ela e fez o brinde que tradicionalmente abria a festa e por fim, terminaram de descer os lances de escadaria e após cumprimentar algumas pessoas, a garota tratou de disparar e Damon tratou de continuar a procura de sua bruxinha metida a esperta enquanto tinha de perder tempo fazendo sala ao pessoal.
Enquanto cada uma migrou a uma parte do salão principal da antiga pensão Salvatore, Caroline só tinha um lugar para ir: o bar. Pediu um drink, mas mudou logo de ideia para um uísque.
— Uma bebida forte para uma mocinha, não acha amor? — a loira suspirou em puro desgosto ao ouvir o irritante —e inegavelmente charmoso— sotaque britânico pronunciar-se ao ocupar o espaço contra o balcão ao lado dela. Caroline sequer desviou os olhos do copo de uísque.
— Mande logo um duplo. — disse ao bartender enquanto virava aquela dose.
— Minha presença a afeta tanto assim? — Klaus sorriu.
— “Afeta” não seria bem a palavra… Perturba? Hm, talvez enjoa. — Care zombou.
— Bem, então talvez devêssemos aproveitar a ocasião para mudar isso, querida, considerando que agora somos praticamente família. — provocou o loiro dando de ombros, e em seguida, exibiu um sorriso diabolicamente satisfeito.
— Então, isso merece um brinde.
Caroline sorriu falsa, erguendo o copo e ao aproximá-lo da bebida de Klaus, a garota inclinou o seu, jorrando uísque na camisa escura do loiro. Forçou uma expressão sentida e inocente.
— Oh, desculpe. Você tinha razão, é uma bebida forte para uma mocinha. — pediu. Klaus engoliu em seco e desfez a expressão irritada para forçar um sorriso instigador.
— Não se preocupe, pedirei á sua adorável mãe colocar na máquina para mim. — disse. Caroline praguejou. Era mesmo uma droga Liz decidir sair logo com Mikael Mikaelson e que porra de nome tosco é esse?!, a loira pensou, Parece coisa de ator pornô, gigolô dançarino de Magic Mike. Com tantos solteirões na cidade sua mãe tinha de escolher logo o pai de seu ex e o outro babaca do irmão dele?!
— Você é burro ou o quê?! — disparou à loira, enfim encarando-o com desprezo.
— É uma festa, quero encher a cara e não jogar conversa fora com o irmão do ex.
— Todo esse mau-humor é resultado do chute de meu irmãozinho?! Se servir de consolo, particularmente, penso que foi melhor para você, amor. Alguém que prefere dispensar uma mulher como você, Caroline, claramente não merece esse privilégio. — o Mikaelson a fitava intensamente sob as íris de um escuro azul esverdeado e sua expressão e postura inabaláveis, de certa forma, demonstraram sinceridade e Caroline teve de admitir, ele realmente tinha muito charme. No entanto, ela não cairia nessa.
— Ok, eu vou poupar nós dois desse papo furado: você não vai me levar para a cama, Klaus. — despejou Caroline, direta como preferia ser. Então finalizou o uísque com um único gole e deslizou para fora da banqueta à beira do balcão, indicando ao bartender antes de se afastar: — Ele vai pagar.
Bonnie dispersou pela pista, onde agora uma música lenta tocava, para tentar encontrar as outras em meio à multidão, porém foi impedida ao sentir a grande mão segurara na sua e puxá-la em um rodopio no qual ao final, encontrou o corpo de Damon. O Salvatore envolveu-a pela cintura com a outra mão, já embalando ambos ao ritmo da canção.
— Onde pensa que vai? Você me deve uma dança, Bon Bon.
— Você não deveria estar cantando a Elena agora?! — a morena pigarreou.
— “Nah”, eu prefiro as orgulhosas e agressivas. Não namoro uma garota que não tente me chutar pelo menos duas vezes. — o sorriso pretensiosamente malicioso iluminou o belo rosto do Salvatore.
— O que você quer, Damon?! — Bonnie questionou cansada de suas investidas.
— Essa é uma resposta complexa. Eu quero paz mundial, uma boa garrafa de Bourbon, que parem de escrever essas patéticas histórias de vampiro, ver Stefan mudar o cabelo… — Damon citava com semblante depreciativamente reflexivo. E por fim, fixou os impactantes olhos azuis aos dela. — E bem agora, eu quero beijar você.
As órbitas de um azul vivo pareceram transmitir uma segurança que a assolou e Bonnie sentiu como se elas atravessassem sua alma e procurassem por qualquer resquício de duvida. E a morena se perguntou se assim havia. Se sim, ela ignoraria.
— Isso não vai funcionar. Não comigo. — repudiou. Damon sorriu.
— Você tem tanto medo assim de acabar gostando?
— Não. — mas ambos sabiam que aquilo não era a resposta para o que lhe fora questionado. Era um aviso. Um aviso que Damon encarou como sinal.
— Por que não, Bonnie?
— Eu conheço você há muito tempo, Damon. Assim como você me conhece também. — ressaltou com tom sério e confiante. — O bastante para que os dois saibam que isso não vai acontecer.
— Você está certa, bruxinha, eu conheço você. — Damon pareceu ganhar ainda mais estimulo. — É por isso que eu sei que você não está me evitando. Você está fugindo. Está fugindo porque isso assusta você, está fugindo porque têm medo de se arriscar e está fugindo, porque por mais que você não queira sentir isso, no fundo, sabe que você quer tanto quanto eu.
Bonnie o fitou em silêncio por longos instantes e apesar de manter a mandíbula contraída em uma expressão dura, ela só estava disfarçando o calafrio que percorreu sua espinha e a fez estremecer diante as palavras dele. A mão dele que segurava sua cintura tornou o toque mais firme e ainda assim sutil ao trazê-la para mais perto de seu corpo em um movimento suave. Sem quebrar jamais o contato visual que se manteve. E naquele momento, a morena admitiu que não soube exatamente como responder.
Eu finalmente estava livre! Caroline estava ocupada demais tentando fugir de um cara no bar, Bonnie dançando com Damon, e Davina… Essa já perdi faz horas. Era a minha grande chance, pelo que eu esperei a noite toda: cair de boca naqueles salgadinhos! Eu me encaminhava em direção a mesa do buffet, porém, um garçom servindo taças de champanhe passava e eu quem não iria perder essa, não é?!
Alcancei uma taça quando o rapaz passou por mim. Afinal, champanhe é “puro chiquê” e eu sempre vejo as ricaças com uma taça de champanhe, sensualizando geral nesses filmes de Hollywood; e eu adoro as bolinhas e a espuminha… Puta merda que negócio ruim! Eu vou é cuspir na planta mais próxima porque é ruim que eu vou tomar isso, mas “vai ti fude protro lado”.
Após cuspir aquele xarope na samambaia —que provavelmente agora deve estar chapando o melão—, me voltei ao foco principal: os salgadinhos. Eu iria fazer a fina e provar apenas alguns disfarçadamente mas, puta que pariu, que troço bom! Eu vou é pegar uns para levar para casa, não aguento mais pão com ovo e bife “mal passado” (cru) do John. Já que ele não tem tempo para cozinhar e eu não tenho vontade.
— Sabe, eu levaria mais desses se fosse você, só se fazem por encomenda.
Estremeci ao ouvir a voz, e olha que estava brincando sobre levar para casa —ou apenas não trouxe bolsa—. Nota mental: esse sotaque = orgasmos. Por fim, virei para encarar Kol próximo à mesa de braços cruzados, com a característica postura autoconfiante e um sorriso travesso beirando seus lábios. Eu respirei fundo.
— E você com certeza não é da polícia do salgadinho.
— Não, mas sou ambientalista e vomitar na planta não foi muito legal. — zombou. Ele viu isso?! Eu vou me matar com essa faca de serrinha.
— Ei! Eu não vomitei. Eu só estava…
— Regando a folhagem?
— Nossa, você era mais bonito de boca fechada. — não, eu não disse isso alto!
— Bem, eu tenho umas ideias de como você pode me calar.
— Oh, agora ele quer beijar a garota que “vomitou na planta”. — eu sinalizei as aspas com os dedos, encarando-o.
— Na verdade, eu estava pensando no salgadinho. Mas se você está afim, eu tenho bala. — Ok, foi uma boa resposta, mas tive de segurar a vontade de rir, se ainda quisesse salvar o plano. Então, forcei uma expressão desdenhosa.
— Essa é a sua melhor cantada?! Porque não está me impressionando.
— Oh amor, eu ainda nem comecei. — Kol sorriu travesso. Filho da puta gostoso.
Achei melhor tirar os olhos da “tentação”, já dizia o ditado: o que os olhos não vêm, o sistema nervoso não ataca. Outro garçom passava e nos ofereceu o que, dessa vez eram drinks coloridos com palito guarda-chuva enfeitando. Peguei um, apesar de Kol ter recusado e provavelmente não ser de bom tom, mas ele não tomou aquele champanhe horrível, então eu tenho desconto.
— Cuidado com esse, a última vez que bebi um desses, acordei com um chapéu de cowboy e um ponche, cantando “Guantanamera”. — ele sinalizou para a taça em minha mão. Eu sorri desconfiada, mas acabei por soltá-la. Ele sorriu. — Boa escolha. Vamos, vou pegar algo melhor para você. — Kol gesticulou com a cabeça para o bar, mas eu sabia que já estava me saindo péssima, então aproveitei a deixa.
— Vou retocar a maquiagem, você pega as bebidas? — tentei ser confiante e segura, apesar de por dentro estar “me tremendo toda”. Kol concordou e tomamos os rumos.
Chegando ao toalete, suspirei com pesar e segurei-me no mármore da pia. Tentei aliviar o nervosismo, observava meu reflexo no espelho. Não sabia que seria tão difícil fazer “a vadia má”, Caroline faz parecer tão fácil… Ok, isso foi maldade.
Puxei meu celular e mandei um whats bem básico no grupo:
“SOS. SOS. SOS. DEU MERDA. ABORTAR MISSÃO. CAMBIO! Oi!!!”
Mas vai ver se as piranhas respondem?! Aposto que elas estão com os “boys” e me largaram sozinha. Que legal! O que eu faço agora?!
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