How To Be A Heartbreaker

1 If You Are In Hell, Between Holding Hands And Sambe With The Devil


Notas iniciais
Seguinte, essa é a minha segunda fanfic sobre TVD/TO, mas é a primeira fora do universo da série e totalmente diferente da outra toda séria (pq né) lkdçsa. A ideia principal para essa fic surgiu primeiramente ao assistir novamente meus filmes antigão citados, mas principalmente após a última junção com minhas amigas. Assim, espero que gostem e se divirtam lendo a fic como eu amo e me divirto com aquelas doidas dslça. Até as notas finais ♥

Tinha chegado há pouco mais de dois meses em Mystic Falls. Quer dizer, não que alguém houvesse notado, afinal, sempre fui boa em ser invisível, principalmente por mudarmos muito após os óbitos recentes na família. E acredite se sou boa em ser invisível, meu pai é ainda melhor em ser idiota. Diria que ele já era campeão, mas após a morte da mamãe, ele conseguiu bater o recorde e se superou.

A casa pré-fabricada de fachada branca com bela varanda e direito a balanço de madeira e belo jardim, era mais bela do que a anterior, não que a jovem fosse admitir, afinal, sempre defenderia a primeira casa. Já estava quase completamente mobiliada aquela altura, mas ainda alguns pertences haviam sido deixados para trás.

— Então quer dizer que você é a nova moradora? — John flertava com a nova vizinha da casa ao lado, próximos ao cercado de madeira.

— É, sou! Mas, se também é novo aqui como percebeu? — sorria condescendente.

— Oh, eu teria percebido antes uma mulher tão bonita na vizinha.

Elena ainda não acreditava que aquela jovem estava caindo na conversa barata. E novamente ele seduzia uma universitária, que novidade! Enquanto revirava os olhos, a morena percebeu a senhora mais velha que “regava o jardim”, que era um código para “espionar a vida dos vizinhos”, mas claro, nenhuma vizinhança funciona bem sem a velha farofeira para espionar a vida alheia, não é mesmo?!

— Neste país pedofilia ainda é crime, não é? — Elena sorriu falsa. A senhora arregalou os olhos e tratou de voltar para dentro. Ela gritou: — Bom dia!

Desistira de observar a cena para bem de seu estômago, até o grande e tecnicamente assustador Pit Bull preto aparecer do outro lado da cerca. O que para Elena era uma bela criatura, pois adorava animais e principalmente cachorros, então era realmente desanimador como John os odiava.

— Eu adoro animais! — exclamou ele para a jovem e abaixou-se diante ao cão.

— E aí amigão. Oh, ele gostou de mim...

Os sons estridentes e horripilantes do latido encheram o vácuo no mesmo instante em que John levou a mão próxima. O homem de imediato deu um pulo ao afastar-se para trás. Elena prendeu uma gargalhada.

— Puckie, seu bobo! Desculpe, ele tem ciúmes. Mas não se preocupe é mansinho, não morde. — disse descontraída a jovem loira, brincando com o cão.

— Vai ver ele só fareja cafajeste. — Elena sussurrou alcançando mais caixas.

Ao mesmo tempo, o Pit Bull, que não parara de rosnar, ganhou impulso tentando atacá-lo ao repreender da dona e risadas de Elena, enquanto John disparou vários quarteirões com o cão ao seu encalce até o anoitecer. Revelando verdadeira a história de que o animal “fareja o medo” ou talvez, o xixi nas calças…

Como pode ver, meu pai é um otário. E essa foi à demonstração de Como Ser Um Velho Mão-Boba Com John Gilbert. Enfim não importa, a história não começou com ele, e sim com um garoto: Kol Mikaelson. Ok, esquece o que disse sobre meu pai, esse é o verdadeiro campeão em ser idiota. Kol é capitão do time de basquete da MFHS e obviamente o mais popular, um dos herdeiros Mikaelson, família mais rica e influente da cidade, e é o resultado da mistura entre Deus e Espirito Santo.

Tudo bem, admito, antes era como todas as idiotas que babam por ele. Mas era minha segunda semana gente, releva. Além disso, não dava atenção a rumores e grupinhos. Sabia que não faria parte de um. Com o trabalho de John em gestão de comércio exterior estávamos sempre mudando, isso agravava minha natural dificuldade em fazer amigos, me tornando a perfeita “invisível”.

Foi no intervalo. Caminhava nos corredores sem prestar atenção enquanto guardava os livros na bolsa e aconteceu. Curva lateral com corredor direito, esbarrar, livros voando e uma Elena bem bela despencando com sua bem bela raba muxa no chão. Lembra a lei da gravidade “tudo o que sobe, desce”? Experimentei isso na pele, ou melhor, na cabeça, quando o livro me atingiu em cheio. Romântico, não acham?

— Aw… — e claro, para completar eu tinha de levantar massageando a bunda. Alguém me mate.

Finalmente erguendo o rosto, pensei ver as estrelinhas de desenho animado após a livrada. Ele estava ali, Kol Fucking Mikaelson em toda sua glória. Encarava-o boquiaberta, só faltava o L na testa e alguém gritando “lesada”. Reparei o objeto em sua mão, um de meus livros mais espalhados que arroz em casamento no corredor. Kol ofereceu-me o mesmo.

— Tenha cuidado, amor. — porém, quando seus lábios moveram jurei escutar “Case comigo”.

— Sim. — respondi abobalhada. Já podia ouvir a marcha nupcial antes de perceber o que disse. Balancei a cabeça, tentando concertar. — Quer dizer, não… Não… Quer dizer… Uau… — eu suspirei.

Kol achou graça e agora, as estrelas ao redor de minha cabeça cantarolavam “lesada, lesada”. Sorriu com uma rápida piscada passando por mim, o que foi minha morte. Quer dizer, viram né? Ele me chamou de a-m-o-r, eu me senti “a poderosa”. Tipo aquele vídeo da Beyoncé performando no palco ao desfilar Crazy In Love. Sensação que durou vinte segundos, quando virei vendo-o entrar em uma sala vazia com a loira vestida de animadora de torcida.

Pois é, doce ilusão. Mas nosso relacionamento foi incrível enquanto durou, não precisava terminar assim. Aliás, durou três minutos, meu novo recorde. Não que me surpreendesse, homens são iguais. Pior raça. Então, passei a detestar Kol Mikaelson, torcendo para ele se ferrar, como todos os babacas que enganam garotas.

É, como você pode ver essa história está cercada de idiotas, mas ainda bem que há garotas para salvar á pátria. Falando nelas, comecemos pela anteriormente citada: Caroline Forbes. Líder da torcida super popular. O famoso clichê capitão do time babaca + líder de torcida pretenciosa = casal catastroficamente imbecil. Mas, surpresa, surpresa, um Don Juan não têm apenas uma namorada. E aí temos Davina Claire. E os boatos da escola sobre os hippies, quer dizer paz e muito, muito, muito mesmo amor. Se é que me entende. E minha favorita: líder dos clubes de jornalismo e rádio, Bonnie Bennett. O que é impressionante, pois Bonnie é ótima repórter, como nunca descobriu sobre as outras? Ok, vocês devem se perguntar como sei sobre ela, simples: é a única pessoa na escola que conheço.

Afinal, Rudy Hopkins e meu pai são melhores amigos de infância. Não que eu e Bonnie tenhamos essa relação, mas ela é legal comigo. E por isso me senti obrigada a dizer o que acontecia, embora relutante. Assuntos de casais é como dizia minha avó “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”, e não sabia se iria acreditar e a bomba sempre explode na bunda... Perdão, no orifício anal, de quem quer ajudar. Porém, tinha o dever de contar: amiga, você é chifruda. Certo, não nessas palavras, mas mesmo assim, ela não gostou nada.

E sabia que ia dar merda, tipo aquele vídeo da Cris Nicolotti e realmente, “quando você ouvir essa voz dizendo que alguma coisa pode dar merda, pare! Muitas merdas da humanidade poderiam ter sido evitadas”, e eu poderia evitar se, como diria Halsey, “deveria manter minha boca bonita fechada”.

— Caroline. — Bonnie chamou pela líder ao aproximar-se na educação física.

— Quero falar com você.

— O que você teria para falar comigo?! — Caroline respondeu após examiná-la de cima a baixo sorrindo cínica, com pose e ar superior.

Elena ficou por perto, afinal, alguém teria de saber usar o extintor de incêndio. O que se confirmou ao Caroline acertar um tapa no rosto da morena. O suficiente para chamar a atenção das demais no ginásio. Em seguida, tudo foi rápido, ao ser a loira empurrada com tamanha força que atingiu o piso de pernas para cima e com aquela minissaia, era sorte usar o short de malha por baixo ou o forévis teria dado um aloha para o pessoal. No seguinte instante, Bonnie estava por cima acertando-lhe tapas estalados, enquanto a loira debatia-se, trocando palavrões conhecidos e desconhecidos.

— Ei, meninas, calma, não vale a pena partir para violência — Davina tentou separá-las assim como Elena, dando tempo de Caroline levantar, porém, ao ouvir o nome de Kol, Davina atingiu sua cabeça com a bola de vôlei e novamente, o popozão tentou dar as caras quando a garota despencou.

— “Não briguem”. — ironizou a loira, sinalizando as aspas com dois dedos de cada mão, Davina a fuzilou com um olhar assassino.

— Kol é meu namorado!

Como vocês viram, a merda atingiu o ventilador em cheio. A professora até tentou interromper antes da briga recomeçar, mas quando se afastou, foi que realmente começou. Enfim, a partir daí foi tapa para cá, chute para lá, bolada para cá, bate cabelo para lá, e até uma vassoura apareceu no meio, não me perguntem como. O que não foi justo é antes da treinadora acabar com a palhaçada, tentando apartar, levei uns bons sopapos na cara e mais boladas do que em todos os meus anos de queimada no fundamental, mas mereci. Quem mandou soltar o verbo para Bonnie?!

Acontece que como castigo, a treinadora nos fez um grupo para a tarefa da semana seguinte que valeria toda a nota. Então ainda que relutantes, dei um jeito de convencê-las, pois não iria reprovar justo em educação física por Kol Mikaelson.

Era um entardecer de sexta-feira, as garotas são “super ocupadas”, e eu também tenho atividades durante a semana. Bonnie foi a primeira a chegar, eu notei pela janela quando o Chevrolet Camaro Conversível 1969 azul estacionou fronte minha casa. Era um cara em torno dos vinte anos ao volante, de cabelos negros e rosto de modelo, muito bonito. Ele sorria sacana ao dizer alguma coisa enquanto a morena descia do veículo batendo forte a porta. Bonnie, pelo contrário, tinha a expressão fechada. Não entendi o que ele disse, mas ouvi plenamente Bonnie.

— Vai se foder, Damon! — mostrou o dedo do meio e atravessou o jardim para a varanda.

Elena abriu a porta, dando passagem á ela.

— Ei, Bon. — cumprimentou sorrindo amigável.

— Oi. — Bonnie suspirou, espantando o mau-humor e sorrindo em resposta.

Elena ofereceu um refrigerante e Bonnie sentou á banqueta da ilha da cozinha e a outra alcançou uma latinha na geladeira e a deslizou sobre o balcão, debruçando-se neste.

— Hm, pelo visto não é só o Kol que sabe meter uns chifres. — brincou divertida.

— Damon? Credo! — Bonnie encarou-a horrorizada, como se só de pensar tivesse ânsias, negou com a cabeça. — Ugh, não. Ele é um dos filhos do dono da empresa Salvatore. Você sabe, ás vezes ajudo meu pai no trabalho e estava lá hoje, só que meu carro quebrou e Rudy não podia sair. Infelizmente para mim, o irmão legal não estava lá, então tive de aceitar a carona do irmão babaca.

Elena concordou com a cabeça. Será que essa é uma cidade de babacas?, perguntou-se. A campainha soou e novamente dirigiu-se a porta, encontrando a loira com semblante tedioso.

— Toc toc. — ironizou ao ver Elena dar uma olhada pela janela antes de abrir e quando o fez, esta sorriu sarcástica. — Oh, demore mais para abrir! Estou adorando torrar neste sol.

— Olá… — a frase ficou solta quando Caroline adentrou sem ser convidada. E vendo a morena através do arco para cozinha, exibiu o melhor semblante debochado.

— Olá, Bon Bon. — a loira sorriu cínica.

A morena não respondeu. Enquanto a recém-chegada acomodava-se no sofá.

— Então… cadê a vadia hippie? — indagou Care, cruzando as pernas exibindo a perfeita bitch face ao desviar o olhar entre as duas. Vadia básica, Bonnie pensou.

— Vou ligar para ela. — Elena decidiu, já que era a única “neutra” na história.

Ela discou o número que Davina dera quando descobriram entrarem nessa fria, e você sabe o que dizem: “Se estão no inferno, entrem de mãos dadas e sambem com o capeta”. Para a surpresa, o toque de celular aproximava-se cada vez mais e Elena entendeu, dirigindo-se a porta e dando de cara com a morena de reflexos mais claros.

— Oh, oi. — sorriu cordial e passou assim que a outra a convidou.

Depois, elas começaram enfim a fazer a tarefa em meio ao clima turbulento. Elena pensou ser bom para relaxar a tensão colocar uma música, animando as coisas, ou pelo menos descontrair. Mal sabia ela que este seria o inicio de uma grande confusão.

— Oh não… — Davina lamentou deslizando sobre o futon e recostando-se desanimadamente contra o vão á janela. — Essa era a nossa música.

— Para quê? A rapidinha? — jogou a loira com humor depreciativo.

— Sabe, não é só porque vocês não tinham que você tem de descontar em mim.

— Bem, deve ser porque comigo nem precisava. — disparou Caroline.

— Deus, não sei o que ele viu em vocês. — Bonnie suspirou revirando os olhos.

— Eu posso dizer o que com certeza não viu em você.

— Meu Deus, chega! — Elena explodiu exasperada, de saco cheio das discussões ridículas das três. — O garoto chifra vocês e ao invés de se vingar dele, ficam brigando entre si! É por isso que ainda existem babacas que usam as meninas, porque elas simplesmente caem e ainda se voltam contra si!

— Oh Elena, como se você soubesse alguma coisa sobre isso… — Davina começou, mas Caroline a cortou.

— Não espera. Ugh, não acredito que vou dizer isso, mas… Elena está certa. — disse ela concentrada como se analisasse a situação. Elena olhou-a confusa.

— Hã… Estou?

— Surpreendente, eu sei. Mas sim. Quer dizer, olhem só para mim, eu nunca fui traída e manipulada! Na verdade, sou sempre eu quem faço isso, e quem ele pensa que é para me dar o fora?! — Care começou, indignada, desviando os olhos sem ponto fixo algum, parecendo ainda mais ultrajada. Mas apenas em relação a si própria e quando percebeu os olhares das demais, tratou de limpar a garganta e se recompor. — O que quero dizer é: Kol usou todas nós e vamos deixar assim?! Eu acho que não.

Todas desviaram os olhos entre si, desconfiadas, após o discurso da líder de torcida, mas acima disso: intrigadas. Se era deixar todas interessadas seu objetivo, Caroline conseguira o que queria mais uma vez, como sempre. As outras deixaram seus lugares imediatamente e juntarem-se a ela e Elena sobre a cama. Caroline sorriu maldosa e satisfeita ao ver as demais ansiosas.

— Estranhamente, Caroline pode estar certa. — Bonnie analisou após refletir por um breve momento, exibindo um mínimo sorriso cúmplice.

— Vocês estão falando em… Partir o coração dele?! — acompanhou Davina.

— Exato. Fazê-lo de exemplo a qualquer um que apenas pensar em se meter com uma de nós. — Caroline disse de um modo assustadoramente confiante.

— Ok, e como farão isso se foi Kol quem deu o fora em todas?! — enfatizou a residente.

E Elena quem acompanhava tudo ainda surpresa e assustada em como aquelas garotas poderiam ser ainda mais perigosas e ardilosas ao se unirem do que já eram por si só. Caroline sorriu diabolicamente para ela.

— Não em todas. — ressaltou. E ao ver todos os olhares dirigir-se a ela, Elena arregalou os olhos ao compreender.

— Oh não… Não, de jeito nenhum! — negou com a cabeça, contrariada.

— Oh, vamos Elena! Você não disse no outro dia que odiava esse tipo de homem?! — Bonnie relembrou.

— E acabou de afirmar que se as garotas revidassem não existiriam caras assim! — Caroline deu o reforço arqueando a sobrancelha sugestivamente.

— É, não se sentiria vingada se fizesse ao menos um pagar?! — sustentou Davina.

— Não, meninas vocês não entendem! Eu não posso fazer isso…

— É claro que sim, com nossa ajuda, você pode. — Caroline sorriu triunfante.

— Sim, se fizermos uma combinação de cada uma de nós, podemos fazer de você a destruidora de corações perfeita ao ponto de Kol se apaixonar por você. E então…

— O destruiríamos. — Caroline completou a frase de uma Davina toda animada, apoiando-se na cama.

— É perfeito! — Bonnie acrescentou, sorrindo condescendente.

— Não, não é. Gente, escuta, eu não conseguiria fazer isso. Não vai dar certo! — a morena disse, sem jeito.

— Então está bem, vamos esperar para ver as próximas coitadas que mais um babaca vai enganar… Vamos meninas.

Caroline jogou a isca com falso ar inocente e levantou-se, trocando olhares cumplices com as demais que começaram a recolher suas coisas para ir embora. Elena pensou sobre aquilo. Não era justo mais nenhuma menina ser iludida por idiotas, assim como sua mãe e todas as outras que seu próprio pai enganava. E de certa forma, sentia-se como se estivesse compactuando com isso ao não fazer nada para impedir agora que tinha a chance. Respirou fundo e depois suspirou com pensar.

— Ok… — concordou e sorriu para elas em desistência. — Qual é o plano?

Todas soltaram um gritinho de comemoração em uníssono e voltarem a acomodar-se sobre a cama para planejar o que, ao som de Marina and The Diamonds no rádio, nomearam seu plano.

— É isso. Como Ser Uma Destruidora de Corações. — Caroline nomeou o grupo do whatsapp e o marco do inicio de uma... Enorme bagunça.

Notas finais
Pois é, como vocês viram a ideia da história é bem doida e bem confissões de adolescente, gossip girl e essas coisas de amigas doidas, boys magia e confusão saindo até do cato das p*ta kdsçal. Então, esse cap realmente é mais a apresentação da ideia da história e no próximo é que a coisa realmente vai começar. Mas gostaria de saber primeiramente o que acharam, da ideia e tudo o mais. E aí? Comentários? XOXO ♥