How To Be A Heartbreaker?
44 Capitulo 42- A Morte Um Dia Chama a Todos parte 2
Notas iniciais
Pov Damon
Depois de muito tempo naquela angustia e tristeza, voltei a minha consciência e percebi que eu não poderia ficar assim tinha que lutar e transparecer para meu pai que eu estava bem e que tudo ficaria bem, não poderia coisas menores influenciarem nisso e assim vou fazer.
Me solto de Elena e vou ao banheiro lavar o rosto e quando volto meu anjo de cabelos negros está deitada na minha enorme cama com seus cabelos sobre os travesseiros em uma belíssima imagem confortando minha alma.
–Está cansada meu anjo? Durma, estou bem.
–Não, sei que não está nada bem e posso e prefiro estar com você agora a dormindo.
–Mas vejo o cansaço em você não tem problemas bebê ficarei bem, saber que está comigo já me faz isso.
–Nem pensar venha aqui e vamos conversar sobre o que quiser ou mostre-me suas fotos de criança.
–E que tal os dois?
–Isso aí conforme formos vendo suas fotos você vai indicando-me a historia por trás de cada uma.
–Nem todas são boas.
–Mesmo assim quero saber mais da historia do meu namorado.
–Eu me rendo, vou pegar os álbuns.
–Certo, mas quero tudo bem detalhado.
Pelo que vejo essa sessão de fotos e historia vai ser algo bem constrangedor e revelador para ela só tenho que tomar cuidado com o que digo.
Pov Elena
–Hahaha só não ria de mim quando bebê e aquelas fotos feias que os pais tiram dos filhos pelados e com tudo aparecendo.
–Querido eu já vi tudo o que a foto vai me mostrar, não precisa de vergonha.- ele ri quando digo isso e me sinto bem com esse som.
–Nossa animador isso.
Logo ele retorna com uma caixa em mãos e coloca-a sob a cama sento-me de pernas cruzadas e abro-a e retiro o primeiro álbum e leio os dizeres “A trajetória de meu pequeno Príncipe”, quando abro vejo uma dele recém nascido nos braços de sua mãe, a coisa mais linda, na seguinte ele com o pai, algumas mais a frente ele com mais ou menos um mês dormindo no berço com a mão na bochecha como ele ainda faz, dois meses ele no carrinho em um parque, três meses tomando banho, mas não revelava nada como ele disse, quatro meses brincando com um patinho mordendo-o, cinco meses todo lambuzado de papinha, seis meses ele de toalha de banho com orelhas de ursinho, sete meses peladinho a coisa mais fofa era varias assim em sequencia e aquele bumbumzinho roda não mudou, só seu piu-piuzinho que ficou digamos que mais perfeito e adequado a mim.
–Amor esse bumbumzinho ainda continua assim rosinha lindo e delicioso, dá até vontade de morder, só seu amiguinho que ficou algo bem melhor.- quando digo isso ele ruboriza e abaixa a cabeça sem reação. -Que foi sem vergonha eu falo porque é verdade.
–Certo passe logo disso Ninz.
Sorrio e passo para á próxima oito meses ele engatinhando atrás do gato, nove meses com sua mãe dando alguns passos, um ano em sua festinha dos heróis da Marvel crianças, e assim foi indo, em uma tinha ele com sua mãe gravida com um belo sorriso e ele beijando a barriga da mãe, aquilo apertou meu coração, na outra também ela com a mão sob a dele no ventre.
Logo a frente as caras felizes de sua mãe foi diminuindo e era visível o sofrimento cheguei a sua festa de cinco anos e ele tinha uma carinha triste em frente ao bolo simples e poucos familiares em sua volta.
–Estava triste aqui querido?
–Sim nessa festa meu pedido foi nossa felicidade de volta e meu irmãozinho.- aquilo me deu uma dor enorme no peito.
–Desculpe-me por isso.
–Não vou te contar o que houve...
“Estava completando meus cinco anos e não havia nada de legal nisso, nossa família estava péssima, queria ter meu irmãozinho aqui, dias antes minha mãe acabara de sair da clinica psiquiátrica em que se tratava e já estava na mão da terceira baba em um só mês, me sentia sozinho e tudo que eu queria era uma família feliz e unida, minha mãe preparou algo simbólico e convidou alguns parentes mais próximos, esperamos meu pai por muito tempo, mas ele não vinha cantamos os parabéns e ao apagar minha vela olhei-a com tristeza e fiz meu pedido ao assoprar, todos tiraram algumas fotos e quando mamãe vinha tirar uma comigo meu pai chega. Como sempre bêbado e fazendo escândalos assustando a todos, fez um show e disse “Pra que gastar com besteiras pra esse moleque, ele tem sido muito mal com o papai e não tem me dado carinho, bastardo filho de uma maldita mãe” aquilo me deixou mais mal e corri para meu quarto, minha mãe acabou tudo por ali e logo ouvi os gritos de longe como sempre, tapei meus ouvidos, mas não adiantava, era horrível viver assim”
–Meu Deus meu amor isso é...
–Nem eu tenho palavras para descrever sem problemas tudo já foi.
À medida que ia passando as fotos diminuíram as historias cada vez mais tristes e logo achei a ultima dele e de sua mãe foi uma em que suas faces estavam felizes pareciam mais relaxadas estavam em um parque e ela o empurrava no balanço com um sorriso imenso.
–Esse foi nosso ultimo dia felizes.- ouvir aquilo foi um abalo pra mim mesmo depois de tantas historias tristes aquilo foi o pior.
Pov Damon
Sorri ao ver a ultima foto com mamãe ela estava linda nesse dia e me lembro como se fosse ontem.
Fashback On
Estávamos com tudo planejado para fugirmos e deixar o monstro de meu pai ele era péssimo sempre bruto e cada vez mais cruel, como criança eu sofria muito em viver aquilo e em meus colegas de escola caçoar dos boatos que rondavam minha família, sempre vivi quieto e solitário e hoje era meu aniversario de sete anos, que para não criar confusão saímos e fomos a um parque bem longe de casa.
Brincamos muito lá e eu não sei por que sentia uma sensação ruim em meu peito, sempre que podia abraçava e beijava mamãe e dizia que a amava, logo estava vivendo uma vida de imaginação algo que não existia. Mamãe pediu para um moço tirar uma foto nossa em que eu estava no balanço e ela me empurrava aquele de longe era o melhor dia que vivi até hoje.
Logo ficou tarde e voltamos para casa nos divertimos muito e naquela noite o doido do meu pai não voltou para casa o que fez minha mãe dormir comigo e aquilo era magico, meu medo era perder a melhor coisa de minha vida.
Flashback off
E isso aconteceu dias depois já que nossa primeira tentativa de fuga deu errado na segunda tudo daria certo, menos porque tudo aconteceu como houve. Meu rosto já estava banhado por lagrimas novamente e meu peito se apertar tudo ruiu em nossas vidas em poucos tempos.
–É tudo tão triste nenhuma criança merece isso pra vida meu amor.
–Eu sei, mas foi o que vivi e nada mudará, você foi quem depois de muitos sofrimentos me fez ver a vida como ela é mais colorida e boa, te amo pra sempre.- digo e dou-lhe um beijo.
Elena para mim era a fortaleza que sempre busquei, minha vida foi todo um Jogos Vorazes, real e eu aprendi a lutar contra tudo sozinho, mas agora tinha ela que eu tinha que ajudar a se manter.
–Sempre estarei ao seu lado meu querido.
–Obrigado.- ela afaga meu rosto e isso é maravilhoso.
Logo ela continua as fotos e certa pessoa surge em meio as fotos, mas deixa para lá.
Pov Elena
Vejo as fotos dele com varias pessoas e moças suas babás e outras meninas amigas dele de escolinha. Logo alcanço uma dele com dez anos com uma moça bonita de cabelos longos e castanhos médio, olhos verdes e um sorriso enorme, com eles Giuseppe.
–Quem é ela?
–Minha babá Isabella, além disso, foi noiva de meu pai dessa foto em diante até que houve alguns problemas entre eles e se separaram quando eu tinha dezesseis anos.- ele é bem evasivo com isso e não mantenho esse assunto.
Continuamos e vejo-o com dezoito anos mais ou menos com uma menina mais velha bonita, loira, olhos cor de mel, lábios cheios e dentes perfeitos, abraçados ele a olhava com amor e adoração e sinto um ciúme enorme dela.
–Essa foi à vadia que era sua namorada e tirou o bebe de vocês?
–Sim é a Ashley.
–Vagabunda mal amada, ou melhor, bem amada que não aproveitou quem tinha ao seu lado e a sorte de ter um filho seu no ventre, ela teria a maior felicidade do mundo com você e só soube te machucar, se eu encontrasse com essa piranha ela ouviria poucas e boas.
–Eu não ligo mais amor.
–Mas eu sim, você nessa foto estava a olhando com um amor e adoração que...
–Te deixou com raiva e ciúmes da situação, mas ela carregava um filho meu e eu a amava então, nada mais natural.- faço bico e ele ri.
–Mas ela não deixa de ser uma vadia sem coração.
–Mas ela não teve um terço do amor que tenho por você, minha ciumentinha linda.
–Disso eu gostei.- dou um beijo nele e coloco aquele monte de álbum pro lado.- Temos que tirar mais fotos nossas, criar um álbum nosso.- digo sobre seus lábios.
–E vamos e vai ser lindo, vamos mostrar para nossos filhos, netos, bisnetos e assim em diante.
–É bom te ver um pouco melhor.
–É porque você me ajudou aqui.
Ficamos ali até que pegamos no sono abraçados e comigo por cima dele tive um pesadelo e não soube bem sobre o que era, todavia se tratava de pequenos flashacks que ele me contou e me aterrorizou.
Acordo sobressaltada e vejo que já eram 6h, mas com nossa noite eu acabo pegando no sono novamente.
Pov Damon
Eu vejo que me abri bem o suficiente para Elena de maneira como jamais fiz, mas ainda tinha algo que manteria guardado pra mim em sete chaves algo que deixaria qualquer um abismado e que sei que não é bom pra ninguém.
Depois de acordar e Elena estar dormindo ainda a coloco bem vagarosamente pra não acorda-la e começo a ajuntar aquelas fotos e álbuns e vejo aquela face bela e traiçoeira que acabou com o resto de paz que existia naquela casa, foram batalhas intermináveis após o que ela aprontou.
Agora com todo esse problema as coisas estão voltando ao normal em um prazo curto, como eu pude me deixar levar e ser tão bobo se nada tivesse ocorrido talvez hoje as coisas seriam um pouco mais simples.
Deixo aquele monte de lembranças guardadas e vou fazer minha higiene matinal, quando retorno Lena já acordou e estava deitada cheirando meu travesseiro com um olhar distante e apaixonado,, sinto que ela me ama também, porem gostaria tanto de ouvir isso de seus lábios, ouvir aquela voz doce dizer “Eu te amo Damon”, todavia deixe seu tempo vir com calma que logo terei o que quero.
–Hum vejo que tem uma pequena aqui com saudades de alguém.
–Porque saiu sem me chamar?
–Só estava ajeitando as coisas não tinha necessidade disso, e também pude ver meu anjinho toda manhosinha cheirando meu travesseiro com olhar meigo.
–Estava pensando em você, e em como você era fofo quando bebe tão lindo e gostosinho.
–Eu ainda continuo isso tudo até melhor.
–Bobo quero um beijo de bom dia, mas primeiro vou escovar os dentes.
–Na-na-ni-na-não vou beijar agora.
–Ah não Dam...- a calo com um beijo doce e ela me dá um tapa no ombro.
–Feio isso, estou com bafo ainda.
–Não tem bafo nenhum para com isso. Agora pode fazer o que quiser, vou ver meu pai quer ir comigo?
–Sim, mas vá à frente vou depois vou ajeitar-me aqui e já sigo para lá.
–Certo.- dou-lhe mais um beijo roubado e ela reclama.
Saio com um semblante um pouco melhor, mas nada me afasta o pensamento de perder a ultima pessoa perto de mim de minha família. Bato a porta e logo ele diz fraco para entrar, ao fazer isso ele fica mais feliz, ficamos conversando um pouco até Lena chegar e ela vai até ele beija sua face e lhe deseja bom dia, vem até próximo a mim para sentar na poltrona ao lado, mas puxo-a fazendo-a cair em meu colo e todos rimos disso, vejo que meu pai precisa disso momentos alegres para descontrair o momento e vai ser isso que farei.
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